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Para responder à questão, leia o Texto II.
Texto II - Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção - Aldo Bizzocchi
Somos um povo que adora discutir a própria língua. E quando o fazemos, um dos assuntos que invariavelmente vêm à baila é a famigerada questão do erro gramatical. Muito se tem debatido a respeito, e a suposta existência de erros em nossa fala (bem como na escrita) ensejou até o surgimento de uma nova profissão, por sinal lucrativa, a de consultor gramatical. Igualmente, peritos no assunto têm mantido com sucesso colunas em jornais, sites, programas de rádio ou televisão com o propósito de ensinar as pessoas a falar corretamente o seu próprio idioma. Isso porque, segundo o diagnóstico catastrofista desses entendidos, nunca se falou tão mal o português como agora, nossa língua caminha inelutavelmente para a ruína e a dissolução, já não se escreve mais como antigamente, e toda uma interminável cantilena de rabugices.
É preciso, então, definir claramente o que é o erro em matéria de língua. É evidente que, se um estrangeiro tentando falar português disser “O meu mulher ser muito bonita”, cometerá um erro, a ponto de se poder dizer que isso não é português. Da mesma forma, quando cometemos um lapsus linguae, isto é, um equívoco involuntário do qual temos consciência, estamos diante de um erro linguístico. Mas o que se costuma chamar de “erro de português” é uma expressão linguística que nada tem de acidental, já que é sistemática e, geralmente, proferida por pessoas de menor nível escolar e socioeconômico, embora possa ocorrer até nos mais altos escalões da sociedade.
Para a linguística, que é a ciência da linguagem humana, esse fenômeno não pode ser chamado de erro. Se a língua é um sistema de signos que se articulam segundo leis definidas para permitir a comunicação e o pensamento humanos, toda expressão linguística, mesmo a das pessoas iletradas, cumpre esse papel com eficiência. Amaioria dos chamados erros constitui, na verdade, um uso linguístico inadequado à situação de comunicação. Para entendermos melhor essa inadequação, vamos fazer uma analogia entre a língua que falamos e a roupa que usamos. Ninguém em sã consciência vai a uma cerimônia de formatura de camiseta e bermudas, tampouco vai à praia de terno. Assim como há uma roupa adequada a cada ocasião, há uma forma de expressão linguística, chamada registro ou nível de linguagem, adequada a cada situação de discurso. [...] Mas e aquelas pessoas que moram na periferia ou na zona rural e dizem “pobrema”, “cardeneta” ou “puliça”, elas não estão falando errado? Do ponto de vista normativo, sim.
Mas, como disse, a gramática normativa só se aplica a situações e ambientes formais. O registro deve, antes de tudo, estar adequado ao contexto social da comunicação. Pessoas que vivem num meio de baixa escolaridade e pronunciam “pobrema” estão adaptadas ao seu habitat. Se você duvida, experimente entrar numa favela do Rio vestindo roupa social e vá conversar com os traficantes usando linguagem de magistrado para ver o que lhe acontece.
Fonte: Bizzocci, Aldo. Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção. Revista Língua Portuguesa, ano 03, nº 25, novembro de 2007.
Para responder à questão, leia o Texto II.
Texto II - Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção - Aldo Bizzocchi
Somos um povo que adora discutir a própria língua. E quando o fazemos, um dos assuntos que invariavelmente vêm à baila é a famigerada questão do erro gramatical. Muito se tem debatido a respeito, e a suposta existência de erros em nossa fala (bem como na escrita) ensejou até o surgimento de uma nova profissão, por sinal lucrativa, a de consultor gramatical. Igualmente, peritos no assunto têm mantido com sucesso colunas em jornais, sites, programas de rádio ou televisão com o propósito de ensinar as pessoas a falar corretamente o seu próprio idioma. Isso porque, segundo o diagnóstico catastrofista desses entendidos, nunca se falou tão mal o português como agora, nossa língua caminha inelutavelmente para a ruína e a dissolução, já não se escreve mais como antigamente, e toda uma interminável cantilena de rabugices.
É preciso, então, definir claramente o que é o erro em matéria de língua. É evidente que, se um estrangeiro tentando falar português disser “O meu mulher ser muito bonita”, cometerá um erro, a ponto de se poder dizer que isso não é português. Da mesma forma, quando cometemos um lapsus linguae, isto é, um equívoco involuntário do qual temos consciência, estamos diante de um erro linguístico. Mas o que se costuma chamar de “erro de português” é uma expressão linguística que nada tem de acidental, já que é sistemática e, geralmente, proferida por pessoas de menor nível escolar e socioeconômico, embora possa ocorrer até nos mais altos escalões da sociedade.
Para a linguística, que é a ciência da linguagem humana, esse fenômeno não pode ser chamado de erro. Se a língua é um sistema de signos que se articulam segundo leis definidas para permitir a comunicação e o pensamento humanos, toda expressão linguística, mesmo a das pessoas iletradas, cumpre esse papel com eficiência. Amaioria dos chamados erros constitui, na verdade, um uso linguístico inadequado à situação de comunicação. Para entendermos melhor essa inadequação, vamos fazer uma analogia entre a língua que falamos e a roupa que usamos. Ninguém em sã consciência vai a uma cerimônia de formatura de camiseta e bermudas, tampouco vai à praia de terno. Assim como há uma roupa adequada a cada ocasião, há uma forma de expressão linguística, chamada registro ou nível de linguagem, adequada a cada situação de discurso. [...] Mas e aquelas pessoas que moram na periferia ou na zona rural e dizem “pobrema”, “cardeneta” ou “puliça”, elas não estão falando errado? Do ponto de vista normativo, sim.
Mas, como disse, a gramática normativa só se aplica a situações e ambientes formais. O registro deve, antes de tudo, estar adequado ao contexto social da comunicação. Pessoas que vivem num meio de baixa escolaridade e pronunciam “pobrema” estão adaptadas ao seu habitat. Se você duvida, experimente entrar numa favela do Rio vestindo roupa social e vá conversar com os traficantes usando linguagem de magistrado para ver o que lhe acontece.
Fonte: Bizzocci, Aldo. Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção. Revista Língua Portuguesa, ano 03, nº 25, novembro de 2007.
I- Estudar variação linguística inclui pensar sobre as regularidades e irregularidades ortográficas do português do Brasil na escrita de textos.
II- É importante que a escola proporcione situações de aprendizagem para que o (a) estudante conheça algumas variedades linguísticas do português do Brasil e suas diferenças fonológicas, prosódicas, lexicais e sintáticas, avaliando seus efeitos semânticos.
III- O texto colabora como argumento de que é necessário discutir, no fenômeno da variação linguística, variedades prestigiadas e estigmatizadas e o preconceito linguístico que as cerca, questionando suas bases de maneira crítica.
IV- O trabalho com a variação linguística também deve contemplar reflexões sobre os fenômenos da mudança linguística e da variação linguística, inerentes a qualquer sistema linguístico.
É CORRETO o que se afirma em:
Para responder à questão, leia o Texto II.
Texto II - Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção - Aldo Bizzocchi
Somos um povo que adora discutir a própria língua. E quando o fazemos, um dos assuntos que invariavelmente vêm à baila é a famigerada questão do erro gramatical. Muito se tem debatido a respeito, e a suposta existência de erros em nossa fala (bem como na escrita) ensejou até o surgimento de uma nova profissão, por sinal lucrativa, a de consultor gramatical. Igualmente, peritos no assunto têm mantido com sucesso colunas em jornais, sites, programas de rádio ou televisão com o propósito de ensinar as pessoas a falar corretamente o seu próprio idioma. Isso porque, segundo o diagnóstico catastrofista desses entendidos, nunca se falou tão mal o português como agora, nossa língua caminha inelutavelmente para a ruína e a dissolução, já não se escreve mais como antigamente, e toda uma interminável cantilena de rabugices.
É preciso, então, definir claramente o que é o erro em matéria de língua. É evidente que, se um estrangeiro tentando falar português disser “O meu mulher ser muito bonita”, cometerá um erro, a ponto de se poder dizer que isso não é português. Da mesma forma, quando cometemos um lapsus linguae, isto é, um equívoco involuntário do qual temos consciência, estamos diante de um erro linguístico. Mas o que se costuma chamar de “erro de português” é uma expressão linguística que nada tem de acidental, já que é sistemática e, geralmente, proferida por pessoas de menor nível escolar e socioeconômico, embora possa ocorrer até nos mais altos escalões da sociedade.
Para a linguística, que é a ciência da linguagem humana, esse fenômeno não pode ser chamado de erro. Se a língua é um sistema de signos que se articulam segundo leis definidas para permitir a comunicação e o pensamento humanos, toda expressão linguística, mesmo a das pessoas iletradas, cumpre esse papel com eficiência. Amaioria dos chamados erros constitui, na verdade, um uso linguístico inadequado à situação de comunicação. Para entendermos melhor essa inadequação, vamos fazer uma analogia entre a língua que falamos e a roupa que usamos. Ninguém em sã consciência vai a uma cerimônia de formatura de camiseta e bermudas, tampouco vai à praia de terno. Assim como há uma roupa adequada a cada ocasião, há uma forma de expressão linguística, chamada registro ou nível de linguagem, adequada a cada situação de discurso. [...] Mas e aquelas pessoas que moram na periferia ou na zona rural e dizem “pobrema”, “cardeneta” ou “puliça”, elas não estão falando errado? Do ponto de vista normativo, sim.
Mas, como disse, a gramática normativa só se aplica a situações e ambientes formais. O registro deve, antes de tudo, estar adequado ao contexto social da comunicação. Pessoas que vivem num meio de baixa escolaridade e pronunciam “pobrema” estão adaptadas ao seu habitat. Se você duvida, experimente entrar numa favela do Rio vestindo roupa social e vá conversar com os traficantes usando linguagem de magistrado para ver o que lhe acontece.
Fonte: Bizzocci, Aldo. Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção. Revista Língua Portuguesa, ano 03, nº 25, novembro de 2007.
I- A oração em destaque em “para ver o que lhe acontece” funciona como objeto direto.
II- “Se”, no período composto em análise, exerce a função de conjunção integrante.
III- “Se”, no período composto em análise, exerce a função de conjunção condicional.
IV- A oração introduzida pelo “se” é uma oração subordinada substantiva subjetiva.
V- O período é composto por orações subordinadas.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Para responder à questão, leia o Texto I.
Texto I - Tecnologia: Manuais de aparelhos devem ter linguagem multimodal - Elisandra Vilella G. Sé
Manuais de aparelhos eletrônicos, como celulares, rádios, MP3, palms, smarphones, câmeras fotográficas, notebooks, filmadoras, televisores, aparelhos domésticos, circulam no nosso dia a dia e ajudam a concretizar o uso efetivo de determinado aparelho ou objeto pessoal. Mas o que são textos multimodais?
[...]
Os textos multimodais são aqueles que empregam duas ou mais modalidades de formas linguísticas, a composição da linguagem verbal e não verbal com o objetivo de proporcionar uma melhor inserção do leitor no mundo contemporâneo. Alinguagem utilizada nos manuais é uma unidade de produção verbal coletiva e social que veicula uma mensagem linguisticamente organizada e que tende a produzir um efeito de coerência sobre seu destinatário.
Assim, a facilidade da compreensão e o impacto que essa linguagem causa no leitor é que vai justificar a ação, a usabilidade, o agir com os objetos nos universos variados dos leitores e usuários. Dessa forma, a prática de leitura da mensagem escrita com a prática da decodificação das imagens e outros recursos visuais, a decodificação dessa multimodalidade nos textos é que irá facilitar o entendimento do usuário.
Para as pessoas que apresentam dificuldades de leitura, déficits sensoriais e dificuldades nas instruções muito abstratas, os melhores manuais de instruções são os que apresentam essa multimodalidade. Os vários elementos e recursos visuais, pictóricos, representações diversas, cores etc. são facilitadores da compreensão.
Quando lemos um texto, somos expostos a uma grande quantidade de estímulos sensoriais e visuais, aos quais se somam os nossos objetivos de leitura. Lemos os textos de modo diferente, porque são diferentes as motivações que nos conduzem a essa prática. Na condição de leitores, criamos expectativas diretamente relacionadas com o tipo de texto que será lido, no qual esperamos encontrar uma gama de recursos multimodais que nos ajudem na utilização dos objetos.
Uma pesquisa realizada por Pereira e Silva (2009), em São Leopoldo/RS, sobre a linguagem dos manuais de aparelho celular, focalizando os efeitos e impactos da leitura do manual sobre os leitores e o consequente uso do aparelho, evidenciou a dificuldade enfrentada pelos usuários durante a leitura de manuais, nos procedimentos de observação e de ordem semântica. Trocando em miúdos, o propósito das mensagens desses manuais não foi atingido, as explicações para o leitor saber manusear o aparelho não estavam claras e objetivas.
Assim, a observação calma e detalhada do texto, da formatação, das mensagens de capa e contracapa dos manuais, dos elementos sublinhados, a familiaridade com o vocabulário tecnológico, das partes em negrito, itálico e tamanho de fontes diferenciadas, sinalizações de setas, gráficos, entre outras imagens e componentes visuais, utilização de estratégia e ajuda de outras pessoas, é que tornam os textos mais acessíveis.
É importante salientar que a própria palavra, texto verbal, constitui uma imagem, considerando, principalmente, a forma como ela é apresentada no texto, de forma diversificada, que assume importância na construção do significado nos manuais. Para atingir o objetivo instrucional dos manuais, é essencial a manipulação paralela do aparelho ou instrumento junto à leitura. Isso facilita o aprendizado da usabilidade dos equipamentos, pois nenhum sinal ou código, seja ele visual ou não, pode ser entendido ou estudado com sucesso se separado do equipamento.
Todo usuário, seja qual for seu grau de escolaridade, deve encontrar num manual informações que atendam ao seu grau de dificuldade e nível de experiência para que possa usufruir satisfatoriamente do produto adquirido.
A usabilidade é um conceito utilizado dentro das ciências exatas, como a Engenharia de Produção, e se refere à qualidade da interação do usuário com os produtos e os itens que o compõem, como, por exemplo, manuais do usuário e softwares com aplicativos e configuração.
Fonte: SÉ, Elisandra Vilella G. Tecnologia: manuais de aparelhos devem ter linguagem multimodal (Adaptado). Disponível em: www.vyaestelar.com.br.manuais-deaparelhos-devem-ter-linguagem-multimodal. Acesso em: 07 de jul. 2024.
“Na condição de leitores, criamos expectativas diretamente relacionadas com o tipo de texto que será lido, no qual esperamos encontrar uma gama de recursos multimodais que nos ajudem na utilização dos objetos.”
Fazendo uma analogia do que se refere no trecho com as aulas de língua portuguesa, numa situação em que o estudante deve ser estimulado a criar expectativas, confirmando-as e confrontando-as durante a leitura, pressupõe-se que:
Para responder à questão, leia o Texto I.
Texto I - Tecnologia: Manuais de aparelhos devem ter linguagem multimodal - Elisandra Vilella G. Sé
Manuais de aparelhos eletrônicos, como celulares, rádios, MP3, palms, smarphones, câmeras fotográficas, notebooks, filmadoras, televisores, aparelhos domésticos, circulam no nosso dia a dia e ajudam a concretizar o uso efetivo de determinado aparelho ou objeto pessoal. Mas o que são textos multimodais?
[...]
Os textos multimodais são aqueles que empregam duas ou mais modalidades de formas linguísticas, a composição da linguagem verbal e não verbal com o objetivo de proporcionar uma melhor inserção do leitor no mundo contemporâneo. Alinguagem utilizada nos manuais é uma unidade de produção verbal coletiva e social que veicula uma mensagem linguisticamente organizada e que tende a produzir um efeito de coerência sobre seu destinatário.
Assim, a facilidade da compreensão e o impacto que essa linguagem causa no leitor é que vai justificar a ação, a usabilidade, o agir com os objetos nos universos variados dos leitores e usuários. Dessa forma, a prática de leitura da mensagem escrita com a prática da decodificação das imagens e outros recursos visuais, a decodificação dessa multimodalidade nos textos é que irá facilitar o entendimento do usuário.
Para as pessoas que apresentam dificuldades de leitura, déficits sensoriais e dificuldades nas instruções muito abstratas, os melhores manuais de instruções são os que apresentam essa multimodalidade. Os vários elementos e recursos visuais, pictóricos, representações diversas, cores etc. são facilitadores da compreensão.
Quando lemos um texto, somos expostos a uma grande quantidade de estímulos sensoriais e visuais, aos quais se somam os nossos objetivos de leitura. Lemos os textos de modo diferente, porque são diferentes as motivações que nos conduzem a essa prática. Na condição de leitores, criamos expectativas diretamente relacionadas com o tipo de texto que será lido, no qual esperamos encontrar uma gama de recursos multimodais que nos ajudem na utilização dos objetos.
Uma pesquisa realizada por Pereira e Silva (2009), em São Leopoldo/RS, sobre a linguagem dos manuais de aparelho celular, focalizando os efeitos e impactos da leitura do manual sobre os leitores e o consequente uso do aparelho, evidenciou a dificuldade enfrentada pelos usuários durante a leitura de manuais, nos procedimentos de observação e de ordem semântica. Trocando em miúdos, o propósito das mensagens desses manuais não foi atingido, as explicações para o leitor saber manusear o aparelho não estavam claras e objetivas.
Assim, a observação calma e detalhada do texto, da formatação, das mensagens de capa e contracapa dos manuais, dos elementos sublinhados, a familiaridade com o vocabulário tecnológico, das partes em negrito, itálico e tamanho de fontes diferenciadas, sinalizações de setas, gráficos, entre outras imagens e componentes visuais, utilização de estratégia e ajuda de outras pessoas, é que tornam os textos mais acessíveis.
É importante salientar que a própria palavra, texto verbal, constitui uma imagem, considerando, principalmente, a forma como ela é apresentada no texto, de forma diversificada, que assume importância na construção do significado nos manuais. Para atingir o objetivo instrucional dos manuais, é essencial a manipulação paralela do aparelho ou instrumento junto à leitura. Isso facilita o aprendizado da usabilidade dos equipamentos, pois nenhum sinal ou código, seja ele visual ou não, pode ser entendido ou estudado com sucesso se separado do equipamento.
Todo usuário, seja qual for seu grau de escolaridade, deve encontrar num manual informações que atendam ao seu grau de dificuldade e nível de experiência para que possa usufruir satisfatoriamente do produto adquirido.
A usabilidade é um conceito utilizado dentro das ciências exatas, como a Engenharia de Produção, e se refere à qualidade da interação do usuário com os produtos e os itens que o compõem, como, por exemplo, manuais do usuário e softwares com aplicativos e configuração.
Fonte: SÉ, Elisandra Vilella G. Tecnologia: manuais de aparelhos devem ter linguagem multimodal (Adaptado). Disponível em: www.vyaestelar.com.br.manuais-deaparelhos-devem-ter-linguagem-multimodal. Acesso em: 07 de jul. 2024.
Para responder à questão, leia o Texto I.
Texto I - Tecnologia: Manuais de aparelhos devem ter linguagem multimodal - Elisandra Vilella G. Sé
Manuais de aparelhos eletrônicos, como celulares, rádios, MP3, palms, smarphones, câmeras fotográficas, notebooks, filmadoras, televisores, aparelhos domésticos, circulam no nosso dia a dia e ajudam a concretizar o uso efetivo de determinado aparelho ou objeto pessoal. Mas o que são textos multimodais?
[...]
Os textos multimodais são aqueles que empregam duas ou mais modalidades de formas linguísticas, a composição da linguagem verbal e não verbal com o objetivo de proporcionar uma melhor inserção do leitor no mundo contemporâneo. Alinguagem utilizada nos manuais é uma unidade de produção verbal coletiva e social que veicula uma mensagem linguisticamente organizada e que tende a produzir um efeito de coerência sobre seu destinatário.
Assim, a facilidade da compreensão e o impacto que essa linguagem causa no leitor é que vai justificar a ação, a usabilidade, o agir com os objetos nos universos variados dos leitores e usuários. Dessa forma, a prática de leitura da mensagem escrita com a prática da decodificação das imagens e outros recursos visuais, a decodificação dessa multimodalidade nos textos é que irá facilitar o entendimento do usuário.
Para as pessoas que apresentam dificuldades de leitura, déficits sensoriais e dificuldades nas instruções muito abstratas, os melhores manuais de instruções são os que apresentam essa multimodalidade. Os vários elementos e recursos visuais, pictóricos, representações diversas, cores etc. são facilitadores da compreensão.
Quando lemos um texto, somos expostos a uma grande quantidade de estímulos sensoriais e visuais, aos quais se somam os nossos objetivos de leitura. Lemos os textos de modo diferente, porque são diferentes as motivações que nos conduzem a essa prática. Na condição de leitores, criamos expectativas diretamente relacionadas com o tipo de texto que será lido, no qual esperamos encontrar uma gama de recursos multimodais que nos ajudem na utilização dos objetos.
Uma pesquisa realizada por Pereira e Silva (2009), em São Leopoldo/RS, sobre a linguagem dos manuais de aparelho celular, focalizando os efeitos e impactos da leitura do manual sobre os leitores e o consequente uso do aparelho, evidenciou a dificuldade enfrentada pelos usuários durante a leitura de manuais, nos procedimentos de observação e de ordem semântica. Trocando em miúdos, o propósito das mensagens desses manuais não foi atingido, as explicações para o leitor saber manusear o aparelho não estavam claras e objetivas.
Assim, a observação calma e detalhada do texto, da formatação, das mensagens de capa e contracapa dos manuais, dos elementos sublinhados, a familiaridade com o vocabulário tecnológico, das partes em negrito, itálico e tamanho de fontes diferenciadas, sinalizações de setas, gráficos, entre outras imagens e componentes visuais, utilização de estratégia e ajuda de outras pessoas, é que tornam os textos mais acessíveis.
É importante salientar que a própria palavra, texto verbal, constitui uma imagem, considerando, principalmente, a forma como ela é apresentada no texto, de forma diversificada, que assume importância na construção do significado nos manuais. Para atingir o objetivo instrucional dos manuais, é essencial a manipulação paralela do aparelho ou instrumento junto à leitura. Isso facilita o aprendizado da usabilidade dos equipamentos, pois nenhum sinal ou código, seja ele visual ou não, pode ser entendido ou estudado com sucesso se separado do equipamento.
Todo usuário, seja qual for seu grau de escolaridade, deve encontrar num manual informações que atendam ao seu grau de dificuldade e nível de experiência para que possa usufruir satisfatoriamente do produto adquirido.
A usabilidade é um conceito utilizado dentro das ciências exatas, como a Engenharia de Produção, e se refere à qualidade da interação do usuário com os produtos e os itens que o compõem, como, por exemplo, manuais do usuário e softwares com aplicativos e configuração.
Fonte: SÉ, Elisandra Vilella G. Tecnologia: manuais de aparelhos devem ter linguagem multimodal (Adaptado). Disponível em: www.vyaestelar.com.br.manuais-deaparelhos-devem-ter-linguagem-multimodal. Acesso em: 07 de jul. 2024.
I- Os textos multissemióticos são compostos de múltiplas linguagens que exigem capacidades distintas de leitura e construção de sentidos, mas complementares para a construção de práticas de compreensão e interpretação suficientes para fazer significar como texto único.
II- O professor precisa pôr em prática novas estratégias de produção e recepção de textos na sala de aula, além da convencional escrita manual e impressa, para que os seus alunos sejam agentes livres para construir sentidos adequados aos textos multimodais.
III- O ensino por meio de multiletramentos deve ser incluído na sala de aula como forma de transformar os hábitos institucionais de ensinar e aprender as múltiplas linguagens.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Sobre gênero textual, diz-se que, dentro de uma dada situação linguística, o falante/ouvinte produz uma estrutura comunicativa que se configura em tipos relativamente estáveis de um enunciado, pois são formas marcadas a partir de contextos sociais e históricos.
II- Devido à riqueza e à variedade dos gêneros, eles podem ser separados em dois grupos: gêneros primários – aqueles que fazem parte da esfera cotidiana da linguagem e que podem ser controlados diretamente na situação discursiva e gêneros secundários – textos geralmente mediados pela escrita, que fazem parte de um uso mais oficializado da linguagem, que não possuem o imediatismo do gênero anterior.
III- No ensino, é importante que o(a) professor(a) oriente o aluno quanto aos papéis de locutor/interlocutor do gênero esperado numa produção textual. Essa orientação é necessária para que o aluno não faça um texto apenas por fazer, para cumprir uma tarefa escolar ou receber uma nota, mas sim para que o aluno tenha clareza para si que é ele o autor do texto, bem como quem será/ia o receptor.
IV- Os gêneros textuais exercem função social específica nas situações cotidianas de comunicação, apresentando uma intenção comunicativa bem definida e inalterável.
É CORRETO o que se afirma em:
I- há aspeamento, de modo que os atos discursivos são separados pelo uso de notação gráfica que os diferencia.
II- há intertextualidade. Assim, ocorre o diálogo entre dois textos diferentes, criando um discurso único.
III- há polifonia, de modo que há discurso de outros diluídos no autor/produtor do discurso, sem possibilidades de distinção das vozes.
IV- há citação indireta, dessa forma, indicando uma única voz que compõe o enunciado.
V- há negação, ou seja, quando há um pressuposto do efeito invertido, o não é o sim esperado no ouvinte, tornando-se, assim, homogêneo.
É CORRETO o que se afirma em:
I- A leitura implica a ressignificação das coisas do mundo. Assim, esse processo modifica o foco sobre a coisa significada, alterando-a. Por isso, ler é sempre ter ciência que o sentido poderia ser outro, a depender do contexto e do sujeito de recepção.
II- Alegibilidade dos textos é uma questão interna ao texto, dependente de certas condições de produção da leitura.
III- O professor que usa o texto como pretexto para ensinar gramática certamente participa do processo de formação de leitores e escritores competentes.
IV- As condições de produção instauram o espaço da historicidade dos textos e sua relação com outros sujeitos e outros textos.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Entende-se centralidade do texto como unidade de trabalho, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses.
II- Pode-se dizer que o texto é o lugar da interação. É onde a língua se desenvolve, é o lugar em que os indivíduos se relacionam com a linguagem e a sua prática.
III- A linguagem, sob essa visão, passa a ser percebida primariamente como um sistema de princípios e regras alojado na mente humana.
É CORRETO o que se afirma em:
I- A principal hipótese diagnóstica é doença de Parkinson, doença resultante da perda progressiva de neurônios dopaminérgicos da substância negra mesencefálica.
II- A principal hipótese diagnóstica é doença de Parkinson, doença resultante da perda progressiva de neurônios dos núcleos caudado e putâmen.
III- A principal hipótese diagnóstica é doença de Parkinson, doença resultante da perda progressiva de neurônios da área motora principal do cérebro.
IV- A principal hipótese diagnóstica é doença de Parkinson, doença resultante da perda progressiva de neurônios talâmicos.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- A doença de Alzheimer é a causa mais frequente de demência na população em geral, estando mais relacionada à presença do alelo 4 do gene que codifica a apoliproproteína e.
II- Histologicamente, as placas neuríticas senis e os emaranhados neurofibrilares são achados patológicos observados na doença de Alzheimer, provocando degeneração neuronal e morte celular.
III- Ademência vascular resulta de doença cerebrovascular, podendo ser confundida em alguns momentos com doença de Alzheimer. Obviamente, é fundamental diferenciar as duas situações, pois as abordagens preventivas, terapêuticas e o prognóstico são diferentes.
IV- As demências de origem priônica, como a doença de creutzfeldt-jackob, resultam de encefalite provocada pela invasão do herpes vírus no sistema nervoso, com consequente morte neuronal difusa.
É CORRETO o que se afirma apenas em: