Questões de Concurso
Para prefeitura de uberlândia - mg
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Urubus e sabiás
Rubem Alves
Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles haveriam de se tornar grandes cantores.
E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros.
Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência.
Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás.
Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.
— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvesse. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...
— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...
MORAL: Em terra de urubus diplomados não se ouve canto de sabiá.
ANTUNES, Irande: Análise de textos: fundamentos e práticas.
São Paulo: Parábola, 2013.
Tendo em vista o texto lido, analise as afirmativas a seguir.
I. Quanto ao universo da referência, o texto remete para o mundo da ficção, com o pretexto de pôr em questão algum elemento do mundo real.
II. Os destinatários a quem esse texto se dirige são leitores interessados por assuntos institucionais, dos quais decorrem muitos dos direitos sociais.
III. No que se refere à unidade temática do texto, a atuação dos sabiás constitui o fio que marca a narrativa do início ao fim.
IV. A respeito do propósito comunicativo do texto, destaca-se a imprescindibilidade das leis, sem as quais não há organização social satisfatória.
Estão corretas as afirmativas
Leia, a seguir, trechos da obra Portos de Passagem, de João Wanderley Geraldi, a respeito da distinção entre atividades metalinguísticas, linguísticas e epilinguísticas.
“As atividades ________________ são aquelas que, praticadas nos processos interacionais, referem ao assunto em pauta, “vão de si”, permitindo a progressão do assunto. As reflexões que aqui se fazem, tanto no agenciamento dos recursos expressivos pelo locutor quanto na sua compreensão pelo interlocutor, não demandam interromper a progressão do assunto de que se está tratando [...].As atividades __________________ são aquelas que, também presentes nos processos interacionais, e neles detectáveis, resultam de uma reflexão que toma os próprios recursos expressivos como seu objeto. Atividades __________________ são aquelas que tomam a linguagem como objeto não mais enquanto reflexão vinculada ao próprio processo interativo [...]. Trata-se, aqui, de atividades de conhecimento que analisam a linguagem com a construção de conceitos, classificações, etc.”
(GERALDI, 2013, p. 20-25.)
Nesse contexto, as palavras que completam correta e respectivamente as lacunas são
INSTRUÇÃO: Leia o excerto a seguir, retirado da obra Norma culta brasileira: desatando alguns nós, de Carlos Alberto Faraco, para responder à questão.
Ensinar gramática?
A crítica à gramatiquice e ao normativismo não significa, como pensam alguns desavisados, o abandono da reflexão gramatical e do ensino da norma culta / comum / standard. Refletir sobre a estrutura da língua e sobre seu funcionamento social é atividade auxiliar indispensável para o domínio fluente da fala e da escrita. E conhecer a norma culta / comum / standard é parte integrante do amadurecimento das nossas competências linguístico culturais, em especial as que estão relacionadas à cultura escrita. O lema aqui pode ser: reflexão gramatical sem gramatiquice e estudo da norma culta / comum / standard sem normativismo.
Não cabe, no ensino de português, apenas agir no sentido de os alunos ampliarem seu domínio das atividades de fala e escrita. Junto com esse trabalho (que é, digamos com todas as letras, a parte central do ensino), é necessário realizar sempre uma ação reflexiva sobre a própria língua, integrando as atividades verbais e o pensar sobre elas.
Esse pensar visa a compreensão do funcionamento interno da língua e deve caminhar de uma percepção intuitiva dos fatos a uma progressiva sistematização, acompanhada da introdução do vocabulário gramatical básico (aquele que é indispensável, por exemplo, para se entender as informações contidas nos dicionários). No fundo, trata-se de desenvolver uma atitude científica de observar e descrever a organização estrutural da língua, com destaque para a imensa variedade de formas expressivas alternativas à disposição dos falantes.
(FARACO, 2008, p. 157-158.)
Com base em uma perspectiva alinhada à de Faraco, Marcos Bagno, na obra Gramática pedagógica do português brasileiro, discute tópicos gramaticais que devem, ou não, ser ensinados pelo professor de português.
Nessa direção, o autor assevera que um ensino desapegado do normativismo deve abrir mão do estudo
INSTRUÇÃO: Leia o excerto a seguir, retirado da obra Norma culta brasileira: desatando alguns nós, de Carlos Alberto Faraco, para responder à questão.
Ensinar gramática?
A crítica à gramatiquice e ao normativismo não significa, como pensam alguns desavisados, o abandono da reflexão gramatical e do ensino da norma culta / comum / standard. Refletir sobre a estrutura da língua e sobre seu funcionamento social é atividade auxiliar indispensável para o domínio fluente da fala e da escrita. E conhecer a norma culta / comum / standard é parte integrante do amadurecimento das nossas competências linguístico culturais, em especial as que estão relacionadas à cultura escrita. O lema aqui pode ser: reflexão gramatical sem gramatiquice e estudo da norma culta / comum / standard sem normativismo.
Não cabe, no ensino de português, apenas agir no sentido de os alunos ampliarem seu domínio das atividades de fala e escrita. Junto com esse trabalho (que é, digamos com todas as letras, a parte central do ensino), é necessário realizar sempre uma ação reflexiva sobre a própria língua, integrando as atividades verbais e o pensar sobre elas.
Esse pensar visa a compreensão do funcionamento interno da língua e deve caminhar de uma percepção intuitiva dos fatos a uma progressiva sistematização, acompanhada da introdução do vocabulário gramatical básico (aquele que é indispensável, por exemplo, para se entender as informações contidas nos dicionários). No fundo, trata-se de desenvolver uma atitude científica de observar e descrever a organização estrutural da língua, com destaque para a imensa variedade de formas expressivas alternativas à disposição dos falantes.
(FARACO, 2008, p. 157-158.)
INSTRUÇÃO: Leia o excerto a seguir, retirado da obra Norma culta brasileira: desatando alguns nós, de Carlos Alberto Faraco, para responder à questão.
Ensinar gramática?
A crítica à gramatiquice e ao normativismo não significa, como pensam alguns desavisados, o abandono da reflexão gramatical e do ensino da norma culta / comum / standard. Refletir sobre a estrutura da língua e sobre seu funcionamento social é atividade auxiliar indispensável para o domínio fluente da fala e da escrita. E conhecer a norma culta / comum / standard é parte integrante do amadurecimento das nossas competências linguístico culturais, em especial as que estão relacionadas à cultura escrita. O lema aqui pode ser: reflexão gramatical sem gramatiquice e estudo da norma culta / comum / standard sem normativismo.
Não cabe, no ensino de português, apenas agir no sentido de os alunos ampliarem seu domínio das atividades de fala e escrita. Junto com esse trabalho (que é, digamos com todas as letras, a parte central do ensino), é necessário realizar sempre uma ação reflexiva sobre a própria língua, integrando as atividades verbais e o pensar sobre elas.
Esse pensar visa a compreensão do funcionamento interno da língua e deve caminhar de uma percepção intuitiva dos fatos a uma progressiva sistematização, acompanhada da introdução do vocabulário gramatical básico (aquele que é indispensável, por exemplo, para se entender as informações contidas nos dicionários). No fundo, trata-se de desenvolver uma atitude científica de observar e descrever a organização estrutural da língua, com destaque para a imensa variedade de formas expressivas alternativas à disposição dos falantes.
(FARACO, 2008, p. 157-158.)
O Decreto nº 11.180, de 16 de maio de 2008, institui a Política Municipal de Gestão Sistêmica de Documentos e Informações Municipais – GSDIM, o Plano de Classificação Funcional e as Tabelas de Temporalidade da Administração Pública do Município de Uberlândia define normas para avaliação, guarda e destinação de documentos de arquivo e dá outras providências. Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir.
I. Os documentos de guarda permanente, ao serem recolhidos ao Arquivo Público de Uberlândia, deverão estar avaliados, organizados, higienizados e acondicionados, bem como acompanhados de instrumento descritivo que permita sua identificação, acesso e controle.
II. O “Edital de Ciência de Eliminação de Documentos” deverá consignar um prazo de 20 (vinte) dias para possíveis manifestações ou, quando for o caso, possibilitar às partes interessadas requererem o desentranhamento de documentos ou cópias de peças de processos ou expedientes.
Assinale a alternativa correta.
Considerando a Lei Estadual nº 19.420/2011, que estabelece a política estadual de arquivos no estado de Minas Gerais, analise as afirmativas a seguir.
I. A política estadual de arquivos é coordenada pelo Arquivo Público Mineiro – APM, instituição arquivística pública mantida pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
II. A política estadual de arquivos compreende as ações do estado relacionadas com a produção, a classificação, o uso, a destinação, o acesso e a preservação de arquivos públicos e privados.
Assinale a alternativa correta.
A Resolução nº 27 do CONARQ, de 16 de junho de 2008, dispõe sobre o dever do Poder Público, no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, de criar e manter arquivos públicos, na sua específica esfera de competência, para promover a gestão, a guarda e a preservação de documentos arquivísticos e a disseminação das informações neles contidas.
Tendo em vista a Resolução em questão, assinale a alternativa correta.
Leia o trecho a seguir, presente na cartilha Criação e desenvolvimento de arquivos públicos municipais: transparência e acesso à informação para o exercício da cidadania (2014).
“O arquivo municipal poderá custodiar documentos de natureza privada.”
Considerando as recomendações sobre a configuração legal e a área de jurisdição do arquivo público municipal apresentadas pelo Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) nessa cartilha, a afirmativa apresentada é
Considerando o conceito de autenticidade de documentos, analise as afirmativas a seguir e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Documentos historicamente autênticos são aqueles que foram escritos de acordo com a prática do tempo e lugar indicados no texto, além de serem assinados pela(s) pessoa(s) competente(s) para produzi-los.
( ) Documentos diplomaticamente autênticos são aqueles que dão testemunhos sobre si mesmos em virtude da intervenção, durante ou após sua produção, de uma autoridade pública representativa, garantindo sua genuinidade.
( ) Documentos legalmente autênticos são aqueles que atestam eventos que de fato aconteceram, ou informações verdadeiras.
Assinale a sequência correta.
Leia o texto a seguir.
“Os documentos que sofrem algum tipo de dano apresentam um processo de deterioração que progressivamente vai levá-los a um estado de perda total.”
CASSARES, Norma Cianflone. Como fazer conservação
preventiva em arquivos e bibliotecas. São Paulo: Arquivo do
Estado e Imprensa Oficial, 2000. (Projeto Como Fazer, 5). p. 25.
Ao identificar a situação descrita nesse texto, o arquivista
deve intervir imediatamente com o objetivo de
Analise o texto a seguir.
“O gerenciamento dos documentos de um repositório digital confiável deve estar de acordo com o modelo de referência OAIS, que estabelece a formação de pacotes de informação envolvendo os documentos digitais (informação de conteúdo) e seus metadados (informação de representação). São três os tipos de pacotes de informação [...].”
CONSELHO NACIONAL DEARQUIVOS (BRASIL). Diretrizes para
a implementação de repositórios arquivísticos digitais confiáveis –
RDC-Arq. Rio de Janeiro:Arquivo Nacional, 2015. p. 13.
Tendo como base o texto apresentado, relacione a COLUNA II com a COLUNA I, associando o pacote de informação à sua respectiva referência.
COLUNA I
1. Pacote de informação para submissão
(submission information package – SIP)
2. Pacote de informação para arquivamento
(archival information package – AIP)
3. Pacote de informação para disseminação
(dissemination information package – DIP)
COLUNA II
( ) Refere-se ao acondicionamento e armazenamento dos documentos digitais e seus metadados associados.
( ) Refere-se ao acesso aos documentos digitais e seus metadados associados.
( ) Refere-se à admissão dos documentos digitais e seus metadados associados.
Assinale a sequência correta.
O Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) vem produzindo e divulgando um amplo e significativo repertório de publicações técnicas, com o objetivo de disseminar conhecimento arquivístico. As publicações do CONARQ são consideradas referência para a prática arquivística em instituições públicas e privadas em território nacional e na América Latina. Uma dessas publicações é o earq-Brasil, recomendado pela Resolução nº 25 de 27/04/2007 do CONARQ.
O earq-Brasil apresenta
Leia o texto a seguir.
“Percebeu-se que, para aprofundar o conhecimento sobre a classificação em arquivos, é necessário estabelecer o significado e uso de importantes conceitos relacionados ao processo classificatório. São eles: classificação, ordenação, arquivamento, codificação e instrumento de classificação.”
SOUSA, Renato T. Barbosa de. In: SANTOS, Vanderlei Batista
dos; INNARELLI, Humberto Celeste; SOUSA, Renato T.
Barbosa. Arquivística: temas contemporâneos: classificação,
preservação digital, gestão do conhecimento. Distrito Federal:
SENAC, 2013. p. 85. (grifo nosso).
Tendo como referência o texto apresentado, relacione a COLUNA II com a COLUNA I, associando o conceito ao seu respectivo significado.
COLUNA I
1. Classificação
2. Ordenação
3. Arquivamento
COLUNA II
( ) Ação intelectual de construir esquemas para agrupar os documentos a partir de princípios estabelecidos.
( ) Forma de disposição dos tipos documentais dentro de divisões estabelecidas no esquema de classificação.
( ) Ação física de colocar os documentos em pastas ou caixas, orientada pelo esquema de classificação e pela ordenação definida.
Assinale a sequência correta.
Leia o texto a seguir.
“Há três fases no planejamento de um programa de manutenção de acervos: a reunião das informações, a formulação de políticas e de procedimentos para orientar o programa de manutenção de acervo e a seleção e organização dos projetos.”
OGDEN, Sherelyn. Planejamento. 2. ed. Rio de Janeiro:
Projeto Conservação Preventiva em Biblioteca e Arquivos:
Arquivo Nacional, 2001. p. 22. (grifo nosso)
Considerando o trecho em destaque, analise as seguintes afirmativas.
I. As diretrizes devem adaptar-se à equipe e aos recursos financeiros da instituição, de modo que as opções de procedimento reflitam objetivos realistas e possíveis de serem atingidos.
II. As diretrizes devem apresentar as opções de procedimento disponíveis na instituição para cada problema e incluir instruções passo-a-passo para cada opção.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir.
“A contribuição de Schellenberg para a teoria contemporânea de avaliação está centrada, portanto, na ideia de que ‘os valores inerentes aos documentos públicos modernos são de duas modalidades: valores primários [...] e valores secundários [...]’.”
TRACE, Ciaran B. Dentro ou fora do documento? Noções de
valor arquivístico. In: EASTWOOD. Terry; MACNEIL, Heather
(Org.). Correntes atuais do pensamento arquivístico.
Belo Horizonte: Editora UFMG, 2016. p. 82. (grifo nosso).
A respeito dos valores primários e secundários citados no texto, assinale a alternativa correta.
Observe a imagem a seguir sobre os diferentes níveis de abstração de um objeto digital.

Tendo como referência a imagem apresentada, relacione a COLUNA II com a COLUNA I, associando o conceito à sua respectiva definição.
COLUNA I
1. Objeto experimentado
2. Objeto lógico
3. Objeto conceitual
COLUNA II
( ) É o objeto digital, estruturado enquanto um conjunto de sequências de bits, preparado para ser devidamente apresentado a um receptor humano.
( ) É o objeto digital que se apresenta de maneira compreensível ao usuário.
( ) É a interpretação individual feita por cada ser humano a partir do contato com um objeto recebido.
Assinale a sequência correta.
Analise este registro descritivo.

A respeito desse registro descritivo, assinale a alternativa correta.