Questões de Concurso
Para prefeitura de itatiaiuçu - mg
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TEXTO I
Fim de ano
De boas intenções, o inferno e os fins de ano estão cheios.
De minha parte, costumo tomar decisões radicais que tornarão meus dias mais tranquilos e me permitirão conviver mais tempo com a família e os amigos, fazer as refeições na hora certa, dormir pelo menos seis horas por noite, atender menos doentes, passar menos horas em aeroportos e em viagens de ida e volta no mesmo dia para cidades a milhares de quilômetros de distância.
Houve um tempo em que colocava minha mulher a par desses bons propósitos. Anos atrás deixei de fazê-lo, menos pelo receio de faltar com a palavra empenhada, do que pela vergonha diante do descrédito visível no sorriso dela.
Nos anos 1960, assisti a uma mesa-redonda na faculdade de medicina, em que um grupo de professores da USP discutiu um tema candente naquela época: “O trabalho no ano 2000”.
Como os debatedores previam avanços tecnológicos e máquinas que fariam a maior parte do trabalho humano, a preocupação era o que fazer com o tempo ocioso dos trabalhadores do século 21, para combater a sensação de inutilidade que os levaria aos transtornos psiquiátricos e ao alcoolismo.
Não demorei para constatar o equívoco dessas e de outras previsões sobre o milênio que estamos vivendo. Aconteceu o oposto: a evolução da tecnologia só nos trouxe mais trabalho. Cada invenção incorporada tornou mais escassas nossas horas de lazer.
No fim dos anos 1980, durante um estágio hospitalar nos Estados Unidos, vi um aparelho de fax. Fiquei maravilhado. Um relatório médico enviado de Los Angeles chegava a Nova York num passe de mágica. Assim que pude, comprei um aparelho e instalei-o em casa.
Em poucas semanas, a sala foi invadida por rolos de papel que jorravam da máquina feito cachoeira, com os resultados de exames encaminhados pelos laboratórios de análises. Fui obrigado a acordar mais cedo para dar conta deles.
Depois, vieram o computador, a internet e o e-mail, invenções inacreditáveis que aposentaram as máquinas de escrever, revolucionaram o acesso às informações e condenaram o fax à obsolescência. Mas, quem poderia imaginar que o e-mail se tornaria o flagelo estressante da vida atual?
Então, Lúcifer, o anjo decaído que a tudo assiste em sua tarefa cotidiana de atazanar mulheres e homens, inventou o celular.
Era do tamanho de um sapato 45, mas fiquei maravilhado outra vez. Adeus ao Bip e ao bolso cheio de moedas para ir atrás dos telefones públicos quando ele tocava.
O sucesso da invenção animou a indústria a produzir modelos cada vez mais compactos, de modo a facilitar o transporte para todos os cantos, junto ao corpo do usuário.
Então, Satanás que a tudo continuava a assistir, criou uma armadilha mais maligna do que o próprio inferno: a tela do celular. Achei o máximo, agora tinha o mundo em minhas mãos: WhatsApp, Facebook, Youtube, Instagram e o diabo que o carregue.
Inadvertido, caí nas garras do Cão. A pessoa me manda um e-mail e transfere para mim o problema dela. Como não há necessidade de chegar até um computador para responder, em dez minutos ela me envia um WhatsApp: “Você não viu meu e-mail?”. Inútil fingir que não recebi a mensagem, ela verá os dois risquinhos na tela.
Aí, um desocupado me inclui num grupo. Para não magoar os demais participantes, fico sem graça de sair. Resultado: meus dias são povoados por gatinhos cafonas dando bom dia, paisagens idílicas musicadas, pensamentos dignos dos calendários seicho-no-iê, piadas cretinas, maledicências e boatos absurdos apregoados como verdade universal.
Essa balbúrdia cibernética acelera e estressa o dia a dia, mas aumenta a eficiência no trabalho. Por essa razão, é fácil prever que os próximos avanços tecnológicos servirão para nos fazer trabalhar mais, cada vez mais, numa espiral enlouquecida que nos roubará o resto do lazer que ainda desfrutamos.
Em compensação, dirá você, caríssimo leitor, hoje somos muito mais competentes. É verdade. Eu seria incapaz de cumprir a metade dos compromissos que assumi. Teria deixado de fazer trabalhos e de viver momentos que me trouxeram realização pessoal, alegria e felicidade. Apesar dos pesares, viva o futuro.
VARELLA, Drauzio. Drauzio Varella.
Disponível em:<https://goo.gl/QmDE86>
Releia os trechos a seguir.
1. “Então, Lúcifer, o anjo decaído que a tudo assiste em sua tarefa cotidiana de atazanar mulheres e homens, inventou o celular.”
2. “Então, Satanás que a tudo continuava a assistir, criou uma armadilha mais maligna do que o próprio inferno: a tela do celular.”
3. “Aí, um desocupado me inclui num grupo.
A seguir, considere estas afirmativas e a relação proposta entre elas.
I. As palavras destacadas são advérbios que significam “nesse momento”, “nesse ponto”,
POR ISSO
II. elas são responsáveis pela coerência textual, mantendo diferentes partes do texto devidamente ajustadas sequencialmente.
A respeito dessas afirmativas, assinale a alternativa correta.
TEXTO I
Fim de ano
De boas intenções, o inferno e os fins de ano estão cheios.
De minha parte, costumo tomar decisões radicais que tornarão meus dias mais tranquilos e me permitirão conviver mais tempo com a família e os amigos, fazer as refeições na hora certa, dormir pelo menos seis horas por noite, atender menos doentes, passar menos horas em aeroportos e em viagens de ida e volta no mesmo dia para cidades a milhares de quilômetros de distância.
Houve um tempo em que colocava minha mulher a par desses bons propósitos. Anos atrás deixei de fazê-lo, menos pelo receio de faltar com a palavra empenhada, do que pela vergonha diante do descrédito visível no sorriso dela.
Nos anos 1960, assisti a uma mesa-redonda na faculdade de medicina, em que um grupo de professores da USP discutiu um tema candente naquela época: “O trabalho no ano 2000”.
Como os debatedores previam avanços tecnológicos e máquinas que fariam a maior parte do trabalho humano, a preocupação era o que fazer com o tempo ocioso dos trabalhadores do século 21, para combater a sensação de inutilidade que os levaria aos transtornos psiquiátricos e ao alcoolismo.
Não demorei para constatar o equívoco dessas e de outras previsões sobre o milênio que estamos vivendo. Aconteceu o oposto: a evolução da tecnologia só nos trouxe mais trabalho. Cada invenção incorporada tornou mais escassas nossas horas de lazer.
No fim dos anos 1980, durante um estágio hospitalar nos Estados Unidos, vi um aparelho de fax. Fiquei maravilhado. Um relatório médico enviado de Los Angeles chegava a Nova York num passe de mágica. Assim que pude, comprei um aparelho e instalei-o em casa.
Em poucas semanas, a sala foi invadida por rolos de papel que jorravam da máquina feito cachoeira, com os resultados de exames encaminhados pelos laboratórios de análises. Fui obrigado a acordar mais cedo para dar conta deles.
Depois, vieram o computador, a internet e o e-mail, invenções inacreditáveis que aposentaram as máquinas de escrever, revolucionaram o acesso às informações e condenaram o fax à obsolescência. Mas, quem poderia imaginar que o e-mail se tornaria o flagelo estressante da vida atual?
Então, Lúcifer, o anjo decaído que a tudo assiste em sua tarefa cotidiana de atazanar mulheres e homens, inventou o celular.
Era do tamanho de um sapato 45, mas fiquei maravilhado outra vez. Adeus ao Bip e ao bolso cheio de moedas para ir atrás dos telefones públicos quando ele tocava.
O sucesso da invenção animou a indústria a produzir modelos cada vez mais compactos, de modo a facilitar o transporte para todos os cantos, junto ao corpo do usuário.
Então, Satanás que a tudo continuava a assistir, criou uma armadilha mais maligna do que o próprio inferno: a tela do celular. Achei o máximo, agora tinha o mundo em minhas mãos: WhatsApp, Facebook, Youtube, Instagram e o diabo que o carregue.
Inadvertido, caí nas garras do Cão. A pessoa me manda um e-mail e transfere para mim o problema dela. Como não há necessidade de chegar até um computador para responder, em dez minutos ela me envia um WhatsApp: “Você não viu meu e-mail?”. Inútil fingir que não recebi a mensagem, ela verá os dois risquinhos na tela.
Aí, um desocupado me inclui num grupo. Para não magoar os demais participantes, fico sem graça de sair. Resultado: meus dias são povoados por gatinhos cafonas dando bom dia, paisagens idílicas musicadas, pensamentos dignos dos calendários seicho-no-iê, piadas cretinas, maledicências e boatos absurdos apregoados como verdade universal.
Essa balbúrdia cibernética acelera e estressa o dia a dia, mas aumenta a eficiência no trabalho. Por essa razão, é fácil prever que os próximos avanços tecnológicos servirão para nos fazer trabalhar mais, cada vez mais, numa espiral enlouquecida que nos roubará o resto do lazer que ainda desfrutamos.
Em compensação, dirá você, caríssimo leitor, hoje somos muito mais competentes. É verdade. Eu seria incapaz de cumprir a metade dos compromissos que assumi. Teria deixado de fazer trabalhos e de viver momentos que me trouxeram realização pessoal, alegria e felicidade. Apesar dos pesares, viva o futuro.
VARELLA, Drauzio. Drauzio Varella.
Disponível em:<https://goo.gl/QmDE86>
Releia o trecho a seguir.
“Em compensação, dirá você, caríssimo leitor, hoje somos muito mais competentes.”
Sobre esse trecho, analise as afirmativas a seguir.
I. “Caríssimo” é adjetivo superlativo.
II. “Caríssimo leitor” é um termo acessório da oração.
III. “Competentes” é um adjetivo que concorda com o sujeito “nós”.
De acordo com a norma-padrão, estão corretas as afirmativas
TEXTO I
Fim de ano
De boas intenções, o inferno e os fins de ano estão cheios.
De minha parte, costumo tomar decisões radicais que tornarão meus dias mais tranquilos e me permitirão conviver mais tempo com a família e os amigos, fazer as refeições na hora certa, dormir pelo menos seis horas por noite, atender menos doentes, passar menos horas em aeroportos e em viagens de ida e volta no mesmo dia para cidades a milhares de quilômetros de distância.
Houve um tempo em que colocava minha mulher a par desses bons propósitos. Anos atrás deixei de fazê-lo, menos pelo receio de faltar com a palavra empenhada, do que pela vergonha diante do descrédito visível no sorriso dela.
Nos anos 1960, assisti a uma mesa-redonda na faculdade de medicina, em que um grupo de professores da USP discutiu um tema candente naquela época: “O trabalho no ano 2000”.
Como os debatedores previam avanços tecnológicos e máquinas que fariam a maior parte do trabalho humano, a preocupação era o que fazer com o tempo ocioso dos trabalhadores do século 21, para combater a sensação de inutilidade que os levaria aos transtornos psiquiátricos e ao alcoolismo.
Não demorei para constatar o equívoco dessas e de outras previsões sobre o milênio que estamos vivendo. Aconteceu o oposto: a evolução da tecnologia só nos trouxe mais trabalho. Cada invenção incorporada tornou mais escassas nossas horas de lazer.
No fim dos anos 1980, durante um estágio hospitalar nos Estados Unidos, vi um aparelho de fax. Fiquei maravilhado. Um relatório médico enviado de Los Angeles chegava a Nova York num passe de mágica. Assim que pude, comprei um aparelho e instalei-o em casa.
Em poucas semanas, a sala foi invadida por rolos de papel que jorravam da máquina feito cachoeira, com os resultados de exames encaminhados pelos laboratórios de análises. Fui obrigado a acordar mais cedo para dar conta deles.
Depois, vieram o computador, a internet e o e-mail, invenções inacreditáveis que aposentaram as máquinas de escrever, revolucionaram o acesso às informações e condenaram o fax à obsolescência. Mas, quem poderia imaginar que o e-mail se tornaria o flagelo estressante da vida atual?
Então, Lúcifer, o anjo decaído que a tudo assiste em sua tarefa cotidiana de atazanar mulheres e homens, inventou o celular.
Era do tamanho de um sapato 45, mas fiquei maravilhado outra vez. Adeus ao Bip e ao bolso cheio de moedas para ir atrás dos telefones públicos quando ele tocava.
O sucesso da invenção animou a indústria a produzir modelos cada vez mais compactos, de modo a facilitar o transporte para todos os cantos, junto ao corpo do usuário.
Então, Satanás que a tudo continuava a assistir, criou uma armadilha mais maligna do que o próprio inferno: a tela do celular. Achei o máximo, agora tinha o mundo em minhas mãos: WhatsApp, Facebook, Youtube, Instagram e o diabo que o carregue.
Inadvertido, caí nas garras do Cão. A pessoa me manda um e-mail e transfere para mim o problema dela. Como não há necessidade de chegar até um computador para responder, em dez minutos ela me envia um WhatsApp: “Você não viu meu e-mail?”. Inútil fingir que não recebi a mensagem, ela verá os dois risquinhos na tela.
Aí, um desocupado me inclui num grupo. Para não magoar os demais participantes, fico sem graça de sair. Resultado: meus dias são povoados por gatinhos cafonas dando bom dia, paisagens idílicas musicadas, pensamentos dignos dos calendários seicho-no-iê, piadas cretinas, maledicências e boatos absurdos apregoados como verdade universal.
Essa balbúrdia cibernética acelera e estressa o dia a dia, mas aumenta a eficiência no trabalho. Por essa razão, é fácil prever que os próximos avanços tecnológicos servirão para nos fazer trabalhar mais, cada vez mais, numa espiral enlouquecida que nos roubará o resto do lazer que ainda desfrutamos.
Em compensação, dirá você, caríssimo leitor, hoje somos muito mais competentes. É verdade. Eu seria incapaz de cumprir a metade dos compromissos que assumi. Teria deixado de fazer trabalhos e de viver momentos que me trouxeram realização pessoal, alegria e felicidade. Apesar dos pesares, viva o futuro.
VARELLA, Drauzio. Drauzio Varella.
Disponível em:<https://goo.gl/QmDE86>
Os gêneros textuais podem ser vistos como práticas sociocomunicativas, são dinâmicos e assumem variadas características, inclusive de outros gêneros, fenômeno que se denomina intergenericidade.
Nesse texto, podem ser percebidas as características de quais gêneros textuais?
TEXTO I
Fim de ano
De boas intenções, o inferno e os fins de ano estão cheios.
De minha parte, costumo tomar decisões radicais que tornarão meus dias mais tranquilos e me permitirão conviver mais tempo com a família e os amigos, fazer as refeições na hora certa, dormir pelo menos seis horas por noite, atender menos doentes, passar menos horas em aeroportos e em viagens de ida e volta no mesmo dia para cidades a milhares de quilômetros de distância.
Houve um tempo em que colocava minha mulher a par desses bons propósitos. Anos atrás deixei de fazê-lo, menos pelo receio de faltar com a palavra empenhada, do que pela vergonha diante do descrédito visível no sorriso dela.
Nos anos 1960, assisti a uma mesa-redonda na faculdade de medicina, em que um grupo de professores da USP discutiu um tema candente naquela época: “O trabalho no ano 2000”.
Como os debatedores previam avanços tecnológicos e máquinas que fariam a maior parte do trabalho humano, a preocupação era o que fazer com o tempo ocioso dos trabalhadores do século 21, para combater a sensação de inutilidade que os levaria aos transtornos psiquiátricos e ao alcoolismo.
Não demorei para constatar o equívoco dessas e de outras previsões sobre o milênio que estamos vivendo. Aconteceu o oposto: a evolução da tecnologia só nos trouxe mais trabalho. Cada invenção incorporada tornou mais escassas nossas horas de lazer.
No fim dos anos 1980, durante um estágio hospitalar nos Estados Unidos, vi um aparelho de fax. Fiquei maravilhado. Um relatório médico enviado de Los Angeles chegava a Nova York num passe de mágica. Assim que pude, comprei um aparelho e instalei-o em casa.
Em poucas semanas, a sala foi invadida por rolos de papel que jorravam da máquina feito cachoeira, com os resultados de exames encaminhados pelos laboratórios de análises. Fui obrigado a acordar mais cedo para dar conta deles.
Depois, vieram o computador, a internet e o e-mail, invenções inacreditáveis que aposentaram as máquinas de escrever, revolucionaram o acesso às informações e condenaram o fax à obsolescência. Mas, quem poderia imaginar que o e-mail se tornaria o flagelo estressante da vida atual?
Então, Lúcifer, o anjo decaído que a tudo assiste em sua tarefa cotidiana de atazanar mulheres e homens, inventou o celular.
Era do tamanho de um sapato 45, mas fiquei maravilhado outra vez. Adeus ao Bip e ao bolso cheio de moedas para ir atrás dos telefones públicos quando ele tocava.
O sucesso da invenção animou a indústria a produzir modelos cada vez mais compactos, de modo a facilitar o transporte para todos os cantos, junto ao corpo do usuário.
Então, Satanás que a tudo continuava a assistir, criou uma armadilha mais maligna do que o próprio inferno: a tela do celular. Achei o máximo, agora tinha o mundo em minhas mãos: WhatsApp, Facebook, Youtube, Instagram e o diabo que o carregue.
Inadvertido, caí nas garras do Cão. A pessoa me manda um e-mail e transfere para mim o problema dela. Como não há necessidade de chegar até um computador para responder, em dez minutos ela me envia um WhatsApp: “Você não viu meu e-mail?”. Inútil fingir que não recebi a mensagem, ela verá os dois risquinhos na tela.
Aí, um desocupado me inclui num grupo. Para não magoar os demais participantes, fico sem graça de sair. Resultado: meus dias são povoados por gatinhos cafonas dando bom dia, paisagens idílicas musicadas, pensamentos dignos dos calendários seicho-no-iê, piadas cretinas, maledicências e boatos absurdos apregoados como verdade universal.
Essa balbúrdia cibernética acelera e estressa o dia a dia, mas aumenta a eficiência no trabalho. Por essa razão, é fácil prever que os próximos avanços tecnológicos servirão para nos fazer trabalhar mais, cada vez mais, numa espiral enlouquecida que nos roubará o resto do lazer que ainda desfrutamos.
Em compensação, dirá você, caríssimo leitor, hoje somos muito mais competentes. É verdade. Eu seria incapaz de cumprir a metade dos compromissos que assumi. Teria deixado de fazer trabalhos e de viver momentos que me trouxeram realização pessoal, alegria e felicidade. Apesar dos pesares, viva o futuro.
VARELLA, Drauzio. Drauzio Varella.
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Releia o trecho a seguir.
“Nos anos 1960, assisti a uma mesa-redonda na faculdade de medicina, em que um grupo de professores da USP discutiu um tema candente naquela época: ‘O trabalho no ano 2000’.”
Em relação a esse trecho, pode-se afirmar que o autor
TEXTO I
Fim de ano
De boas intenções, o inferno e os fins de ano estão cheios.
De minha parte, costumo tomar decisões radicais que tornarão meus dias mais tranquilos e me permitirão conviver mais tempo com a família e os amigos, fazer as refeições na hora certa, dormir pelo menos seis horas por noite, atender menos doentes, passar menos horas em aeroportos e em viagens de ida e volta no mesmo dia para cidades a milhares de quilômetros de distância.
Houve um tempo em que colocava minha mulher a par desses bons propósitos. Anos atrás deixei de fazê-lo, menos pelo receio de faltar com a palavra empenhada, do que pela vergonha diante do descrédito visível no sorriso dela.
Nos anos 1960, assisti a uma mesa-redonda na faculdade de medicina, em que um grupo de professores da USP discutiu um tema candente naquela época: “O trabalho no ano 2000”.
Como os debatedores previam avanços tecnológicos e máquinas que fariam a maior parte do trabalho humano, a preocupação era o que fazer com o tempo ocioso dos trabalhadores do século 21, para combater a sensação de inutilidade que os levaria aos transtornos psiquiátricos e ao alcoolismo.
Não demorei para constatar o equívoco dessas e de outras previsões sobre o milênio que estamos vivendo. Aconteceu o oposto: a evolução da tecnologia só nos trouxe mais trabalho. Cada invenção incorporada tornou mais escassas nossas horas de lazer.
No fim dos anos 1980, durante um estágio hospitalar nos Estados Unidos, vi um aparelho de fax. Fiquei maravilhado. Um relatório médico enviado de Los Angeles chegava a Nova York num passe de mágica. Assim que pude, comprei um aparelho e instalei-o em casa.
Em poucas semanas, a sala foi invadida por rolos de papel que jorravam da máquina feito cachoeira, com os resultados de exames encaminhados pelos laboratórios de análises. Fui obrigado a acordar mais cedo para dar conta deles.
Depois, vieram o computador, a internet e o e-mail, invenções inacreditáveis que aposentaram as máquinas de escrever, revolucionaram o acesso às informações e condenaram o fax à obsolescência. Mas, quem poderia imaginar que o e-mail se tornaria o flagelo estressante da vida atual?
Então, Lúcifer, o anjo decaído que a tudo assiste em sua tarefa cotidiana de atazanar mulheres e homens, inventou o celular.
Era do tamanho de um sapato 45, mas fiquei maravilhado outra vez. Adeus ao Bip e ao bolso cheio de moedas para ir atrás dos telefones públicos quando ele tocava.
O sucesso da invenção animou a indústria a produzir modelos cada vez mais compactos, de modo a facilitar o transporte para todos os cantos, junto ao corpo do usuário.
Então, Satanás que a tudo continuava a assistir, criou uma armadilha mais maligna do que o próprio inferno: a tela do celular. Achei o máximo, agora tinha o mundo em minhas mãos: WhatsApp, Facebook, Youtube, Instagram e o diabo que o carregue.
Inadvertido, caí nas garras do Cão. A pessoa me manda um e-mail e transfere para mim o problema dela. Como não há necessidade de chegar até um computador para responder, em dez minutos ela me envia um WhatsApp: “Você não viu meu e-mail?”. Inútil fingir que não recebi a mensagem, ela verá os dois risquinhos na tela.
Aí, um desocupado me inclui num grupo. Para não magoar os demais participantes, fico sem graça de sair. Resultado: meus dias são povoados por gatinhos cafonas dando bom dia, paisagens idílicas musicadas, pensamentos dignos dos calendários seicho-no-iê, piadas cretinas, maledicências e boatos absurdos apregoados como verdade universal.
Essa balbúrdia cibernética acelera e estressa o dia a dia, mas aumenta a eficiência no trabalho. Por essa razão, é fácil prever que os próximos avanços tecnológicos servirão para nos fazer trabalhar mais, cada vez mais, numa espiral enlouquecida que nos roubará o resto do lazer que ainda desfrutamos.
Em compensação, dirá você, caríssimo leitor, hoje somos muito mais competentes. É verdade. Eu seria incapaz de cumprir a metade dos compromissos que assumi. Teria deixado de fazer trabalhos e de viver momentos que me trouxeram realização pessoal, alegria e felicidade. Apesar dos pesares, viva o futuro.
VARELLA, Drauzio. Drauzio Varella.
Disponível em:<https://goo.gl/QmDE86>
TEXTO I
Fim de ano
De boas intenções, o inferno e os fins de ano estão cheios.
De minha parte, costumo tomar decisões radicais que tornarão meus dias mais tranquilos e me permitirão conviver mais tempo com a família e os amigos, fazer as refeições na hora certa, dormir pelo menos seis horas por noite, atender menos doentes, passar menos horas em aeroportos e em viagens de ida e volta no mesmo dia para cidades a milhares de quilômetros de distância.
Houve um tempo em que colocava minha mulher a par desses bons propósitos. Anos atrás deixei de fazê-lo, menos pelo receio de faltar com a palavra empenhada, do que pela vergonha diante do descrédito visível no sorriso dela.
Nos anos 1960, assisti a uma mesa-redonda na faculdade de medicina, em que um grupo de professores da USP discutiu um tema candente naquela época: “O trabalho no ano 2000”.
Como os debatedores previam avanços tecnológicos e máquinas que fariam a maior parte do trabalho humano, a preocupação era o que fazer com o tempo ocioso dos trabalhadores do século 21, para combater a sensação de inutilidade que os levaria aos transtornos psiquiátricos e ao alcoolismo.
Não demorei para constatar o equívoco dessas e de outras previsões sobre o milênio que estamos vivendo. Aconteceu o oposto: a evolução da tecnologia só nos trouxe mais trabalho. Cada invenção incorporada tornou mais escassas nossas horas de lazer.
No fim dos anos 1980, durante um estágio hospitalar nos Estados Unidos, vi um aparelho de fax. Fiquei maravilhado. Um relatório médico enviado de Los Angeles chegava a Nova York num passe de mágica. Assim que pude, comprei um aparelho e instalei-o em casa.
Em poucas semanas, a sala foi invadida por rolos de papel que jorravam da máquina feito cachoeira, com os resultados de exames encaminhados pelos laboratórios de análises. Fui obrigado a acordar mais cedo para dar conta deles.
Depois, vieram o computador, a internet e o e-mail, invenções inacreditáveis que aposentaram as máquinas de escrever, revolucionaram o acesso às informações e condenaram o fax à obsolescência. Mas, quem poderia imaginar que o e-mail se tornaria o flagelo estressante da vida atual?
Então, Lúcifer, o anjo decaído que a tudo assiste em sua tarefa cotidiana de atazanar mulheres e homens, inventou o celular.
Era do tamanho de um sapato 45, mas fiquei maravilhado outra vez. Adeus ao Bip e ao bolso cheio de moedas para ir atrás dos telefones públicos quando ele tocava.
O sucesso da invenção animou a indústria a produzir modelos cada vez mais compactos, de modo a facilitar o transporte para todos os cantos, junto ao corpo do usuário.
Então, Satanás que a tudo continuava a assistir, criou uma armadilha mais maligna do que o próprio inferno: a tela do celular. Achei o máximo, agora tinha o mundo em minhas mãos: WhatsApp, Facebook, Youtube, Instagram e o diabo que o carregue.
Inadvertido, caí nas garras do Cão. A pessoa me manda um e-mail e transfere para mim o problema dela. Como não há necessidade de chegar até um computador para responder, em dez minutos ela me envia um WhatsApp: “Você não viu meu e-mail?”. Inútil fingir que não recebi a mensagem, ela verá os dois risquinhos na tela.
Aí, um desocupado me inclui num grupo. Para não magoar os demais participantes, fico sem graça de sair. Resultado: meus dias são povoados por gatinhos cafonas dando bom dia, paisagens idílicas musicadas, pensamentos dignos dos calendários seicho-no-iê, piadas cretinas, maledicências e boatos absurdos apregoados como verdade universal.
Essa balbúrdia cibernética acelera e estressa o dia a dia, mas aumenta a eficiência no trabalho. Por essa razão, é fácil prever que os próximos avanços tecnológicos servirão para nos fazer trabalhar mais, cada vez mais, numa espiral enlouquecida que nos roubará o resto do lazer que ainda desfrutamos.
Em compensação, dirá você, caríssimo leitor, hoje somos muito mais competentes. É verdade. Eu seria incapaz de cumprir a metade dos compromissos que assumi. Teria deixado de fazer trabalhos e de viver momentos que me trouxeram realização pessoal, alegria e felicidade. Apesar dos pesares, viva o futuro.
VARELLA, Drauzio. Drauzio Varella.
Disponível em:<https://goo.gl/QmDE86>
TEXTO I
Fim de ano
De boas intenções, o inferno e os fins de ano estão cheios.
De minha parte, costumo tomar decisões radicais que tornarão meus dias mais tranquilos e me permitirão conviver mais tempo com a família e os amigos, fazer as refeições na hora certa, dormir pelo menos seis horas por noite, atender menos doentes, passar menos horas em aeroportos e em viagens de ida e volta no mesmo dia para cidades a milhares de quilômetros de distância.
Houve um tempo em que colocava minha mulher a par desses bons propósitos. Anos atrás deixei de fazê-lo, menos pelo receio de faltar com a palavra empenhada, do que pela vergonha diante do descrédito visível no sorriso dela.
Nos anos 1960, assisti a uma mesa-redonda na faculdade de medicina, em que um grupo de professores da USP discutiu um tema candente naquela época: “O trabalho no ano 2000”.
Como os debatedores previam avanços tecnológicos e máquinas que fariam a maior parte do trabalho humano, a preocupação era o que fazer com o tempo ocioso dos trabalhadores do século 21, para combater a sensação de inutilidade que os levaria aos transtornos psiquiátricos e ao alcoolismo.
Não demorei para constatar o equívoco dessas e de outras previsões sobre o milênio que estamos vivendo. Aconteceu o oposto: a evolução da tecnologia só nos trouxe mais trabalho. Cada invenção incorporada tornou mais escassas nossas horas de lazer.
No fim dos anos 1980, durante um estágio hospitalar nos Estados Unidos, vi um aparelho de fax. Fiquei maravilhado. Um relatório médico enviado de Los Angeles chegava a Nova York num passe de mágica. Assim que pude, comprei um aparelho e instalei-o em casa.
Em poucas semanas, a sala foi invadida por rolos de papel que jorravam da máquina feito cachoeira, com os resultados de exames encaminhados pelos laboratórios de análises. Fui obrigado a acordar mais cedo para dar conta deles.
Depois, vieram o computador, a internet e o e-mail, invenções inacreditáveis que aposentaram as máquinas de escrever, revolucionaram o acesso às informações e condenaram o fax à obsolescência. Mas, quem poderia imaginar que o e-mail se tornaria o flagelo estressante da vida atual?
Então, Lúcifer, o anjo decaído que a tudo assiste em sua tarefa cotidiana de atazanar mulheres e homens, inventou o celular.
Era do tamanho de um sapato 45, mas fiquei maravilhado outra vez. Adeus ao Bip e ao bolso cheio de moedas para ir atrás dos telefones públicos quando ele tocava.
O sucesso da invenção animou a indústria a produzir modelos cada vez mais compactos, de modo a facilitar o transporte para todos os cantos, junto ao corpo do usuário.
Então, Satanás que a tudo continuava a assistir, criou uma armadilha mais maligna do que o próprio inferno: a tela do celular. Achei o máximo, agora tinha o mundo em minhas mãos: WhatsApp, Facebook, Youtube, Instagram e o diabo que o carregue.
Inadvertido, caí nas garras do Cão. A pessoa me manda um e-mail e transfere para mim o problema dela. Como não há necessidade de chegar até um computador para responder, em dez minutos ela me envia um WhatsApp: “Você não viu meu e-mail?”. Inútil fingir que não recebi a mensagem, ela verá os dois risquinhos na tela.
Aí, um desocupado me inclui num grupo. Para não magoar os demais participantes, fico sem graça de sair. Resultado: meus dias são povoados por gatinhos cafonas dando bom dia, paisagens idílicas musicadas, pensamentos dignos dos calendários seicho-no-iê, piadas cretinas, maledicências e boatos absurdos apregoados como verdade universal.
Essa balbúrdia cibernética acelera e estressa o dia a dia, mas aumenta a eficiência no trabalho. Por essa razão, é fácil prever que os próximos avanços tecnológicos servirão para nos fazer trabalhar mais, cada vez mais, numa espiral enlouquecida que nos roubará o resto do lazer que ainda desfrutamos.
Em compensação, dirá você, caríssimo leitor, hoje somos muito mais competentes. É verdade. Eu seria incapaz de cumprir a metade dos compromissos que assumi. Teria deixado de fazer trabalhos e de viver momentos que me trouxeram realização pessoal, alegria e felicidade. Apesar dos pesares, viva o futuro.
VARELLA, Drauzio. Drauzio Varella.
Disponível em:<https://goo.gl/QmDE86>
OLIVEIRA, João; MORAES, Karine; DOURADO, Luiz. Gestão escolar democrática: definições, princípios e mecanismos de implementação. Disponível em: <http://escoladegestores.mec. gov.br/site/4-sala_politica_gestao_escolar/pdf/texto2_1.pdf>. Acesso em:29 set. 2017. (Adaptação).
Com base nessas afirmações, são fundamentais para o funcionamento da gestão democrática no ensino:
I. A gestão pautada pela transparência, com divulgação ampla de todas as informações necessárias para o debate do assunto em pauta.
II. As reuniões pedagógicas pautadas pelo diálogo franco, aberto e responsável de todos os envolvidos na comunidade escolar.
III. As relações, entre as pessoas envolvidas no processo, baseadas no princípio da alteridade, do respeito e da colaboração.
IV. As reuniões dos membros marcadas sempre em caráter de urgência e as pessoas participando com suas opiniões individuais sobre o assunto.
Estão corretas as afirmativas:
Texto 1
A perspectiva intercultural quer promover uma educação para o reconhecimento do “outro”, para o diálogo entre os diferentes grupos sociais e culturais. Uma educação para a negociação cultural, que enfrenta os conflitos provocados pela assimetria de poder entre os diferentes grupos socioculturais na sociedade e é capaz de favorecer a construção de um projeto comum, pelo qual a diferença segue dialeticamente incluídas.
CANDAU, Vera Maria. (Org.). Multiculturalismo e educação: desafios para a prática pedagógica. In: MOREIRA, Antônio Flávio Barbosa; CANDAU, Vera Maria. (Org.). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Petrópolis: Vozes, 2008. p. 23 (Adaptação).
Texto 2
Cabe ao educador atuar com o propósito de construir unidade social em sociedades marcadas por diferenças e desigualdades. Nessa perspectiva, escutar-se e escutar o outro constituem condições para o reconhecimento e a comunicação. Espera-se, ainda, que os professores se esforcem por: promover a leitura crítica das mensagens emitidas pela publicidade, trabalhar com as experiências prévias dos jovens alunos e reformular os currículos de modo a reorganizar espaços e tempos de compartilhamento de saberes, bem como ampliar a experiência social pública e o direito de todos às riquezas simbólicas e materiais da cidade.
CANDAU, Vera Maria. (Org.). Multiculturalismo e educação: desafios para a prática pedagógica. In: MOREIRA, Antônio Flávio Barbosa; CANDAU, Vera Maria. (Org.). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Petrópolis: Vozes, 2008. p. 10-11 (Adaptação).
As questões abordadas nesses textos reafirmam a demanda de novas posturas docentes, de modo a atender a diversidade humana presente na escola. Coerente com essa perspectiva, no que diz respeito à diversidade e ao papel docente frente aos alunos, o professor deve:
I. Instigar a busca pelo conhecimento de forma coletiva, por meio de relações respeitosas acerca dos posicionamentos dos alunos.
II. Realizar práticas avaliativas que evidenciem as habilidades dos alunos, promovendo esforços individuais.
III. Utilizar recursos didáticos diversificados, que busquem atender as demandas de todos e de cada um dos alunos, valorizando o respeito individual e coletivo.
IV. Planejar ações pedagógicas extracurriculares, selecionando os diferentes grupos, a fim de evitar conflitos.
V. Desenhar atividades que valorizem o conhecimento e premiar os alunos esforçados que se destacaram.
Estão corretas as afirmativas:
LIBÂNEO, José Carlos. Que destino os educadores darão à pedagogia? In: PIMENTA, Selma. Pedagogia: ciência da educação. São Paulo: Cortez, 2006. p. 127 (Adaptação).
Essa atribuição do pedagogo na Educação Básica justifica-se por:
I. Ser o pedagogo uma exigência dos sistemas de ensino e da realidade escolar, tendo em vista melhorar a qualidade da oferta de ensino para a população.
II. Ser o profissional que entra na coordenação pedagógica e planos de ensino, da articulação dos conteúdos, das reuniões de estudos, conselho de classe, etc.
III. Utilizar estratégias pedagógicas centradas em currículo disciplinar e homogeneizante, que desconsidera as relações entre as diversas áreas do conhecimento.
IV. Priorizar as peculiaridades local e regional em detrimento de uma cultura nacional, elaborando e implementando projetos definidos pela Direção da escola.
V. Estabelecer objetivos pedagógicos e orientações didáticas para desenvolver atitudes e valores com a finalidade de promover a formação crítica e reflexiva do cidadão.
Estão corretas as afirmativas:
De acordo com os pressupostos da inclusão escolar expressos na referência política, avalie as afirmações que se seguem.
I. O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos.
II. O movimento mundial pela inclusão educacional é uma carta de intenções que provê ações políticas de atendimento especializado, que deve ocorrer em sala de aula, diferenciadas, na mesma escola.
III. A educação inclusiva prevê o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento nas escolas regulares.
IV. Fundamentada na concepção de Direitos Humanos, a inclusão educacional expressa um paradigma que conjuga igualdade e diferenças como valores indissociáveis.
Estão corretas as afirmativas:
Tomando como referência o Artigo 7º da Resolução Conselho Nacional de Educação – CNE/CEB, Nº 2, de 11 de setembro de 2001, Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, essas escolas agiram corretamente?
Com base nos textos, qual deve ser a função da avaliação da aprendizagem na Educação Básica?
Essa prática de avaliação está associada às seguintes concepções:
I. Formativa – acontece ao longo do processo, numa perspectiva de interação e de diálogo.
II. Conservadora – centrada em momentos pontuais para discussão e classificação do desempenho do aluno.
III. Democrática – é marcada pela lógica da inclusão, do diálogo, da construção da autonomia.
IV. Arbitrária – centrada na lógica da classificação e da seleção, promove comparações sobre o desempenho dos alunos.
Estão corretas as afirmativas:
Oliveira; Moraes; Dourado. Escola de gestores. s.d. (Adaptação).
O diretor de uma escola municipal adotou procedimentos que promoveram mudanças sociopolíticas relevantes. Constata-se, nessa escola, que a gestão da educação adquiriu outras características e que foram implantados processos democráticos, entre eles:
Para efetivação da gestão democrática na escola, devem ser observados e garantidos os seguintes pontos básicos:
SILVA, Tomaz Tadeu. Documentos de identidade: uma introdução às teorias de currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2003 (Adaptação).
Considerando a definição de currículo, avalie as afirmações a seguir.
I. A construção do currículo constitui um processo de seleção cultural, o que pode colocar em desvantagem determinados grupos sociais e culturais.
II. O sistema educativo confere ao currículo efetividade que envolve múltiplas relações, razão pela qual este deve ser considerado práxis e sua materialização corresponde à forma como foi idealizado.
III. As teorias críticas reconhecem a estética de poderes diversos diluídos nas relações sociais, conferindo ao currículo a função de atuar em processos para a inclusão escolar.
IV. É desafio da escola incluir no currículo experiências culturais diversificadas que não reproduzem estruturas de vida social em suas assimetrias e desigualdades.
Estão corretas as afirmativas:
Oliveira, Moraes; Dourado, Escola de Gestores. s.d. (Adaptação).
A democratização da gestão é defendida enquanto possibilidade de:
Assim como as famílias administram seu orçamento doméstico ou gastos que pretendem realizar em razão dos recursos que possuem e da expectativa de ingresso de novos recursos, o governo tem que administrar seu orçamento em razão das receitas que possui em caixa e daquelas que serão passíveis de arrecadação junto às famílias e às empresas. Por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) do Governo Federal, pelo qual a escola pública com mais de 50 alunos e com uma unidade executora (UEX), por exemplo, Conselho Escolar e Associação de Pais e Mestre, pode registrar-se para o repasse anual de recursos, cuja utilização deve ser feita de acordo com as decisões dos órgãos colegiados da escola (BRASIL, 1996, s.p.).
Partindo das colocações apresentadas, e sobre financiamento da Educação Básica, são finalidades que podem ser pagas com esse recurso:
I. Aquisição de material permanente para a escola.
II. Manutenção, conservação e pequenos reparos na escola.
III. Pagamento de terceiros para resolver pendências da escola.
IV. Capacitação de profissionais colaboradores da escola.
V. Implementação de projetos e desenvolvimento de atividades educacionais.
Estão corretas as afirmativas.
LIBÂNEO, José Carlos. Que destino os educadores darão à pedagogia? In: PIMENTA, Selma. Pedagogia, ciência da educação. São Paulo: Cortez, 2006. p. 116-117 (Adaptação).
Sobre as atribuições do pedagogo na Educação Básica, compete a ele:
I. Atuar como profissional especializado em estudos e ações relacionados com a ciência pedagógica e problemática educativa.
II. Atuar em sala de aula, revelando domínio no trato com os conhecimentos específicos das disciplinas curriculares.
III. Atuar em diferentes campos onde houver uma prática educativa com caráter de intencionalidade.
IV. Atuar em diferentes campos, atividades e ações educativas escolar e extraescolar.
V. Atuar preparando atividades para serem aplicadas em sala de aula pelo professor, centralizando as decisões sobre aprovação e reprovação.
Estão corretas as afirmativas: