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Q3353862 Português
        A crônica não é um “gênero maior”. Não se imagina uma literatura feita de grandes cronistas, que lhe dessem o brilho universal dos grandes romancistas, dramaturgos e poetas. Nem se pensaria em atribuir o Prêmio Nobel a um cronista, por melhor que fosse. Portanto, parece mesmo que a crônica é um gênero menor.

        “Graças a Deus”, – seria o caso de dizer, porque sendo assim ela fica perto de nós. E para muitos pode servir de caminho não apenas para a vida, que ela serve de perto, mas para a literatura... Por meio dos assuntos da composição aparentemente solta, do ar de coisa sem necessidade que costuma assumir, ela se ajusta à sensibilidade de todo dia. Principalmente porque elabora uma linguagem que fala de perto ao nosso modo de ser mais natural. Na sua despretensão, humaniza; e, esta humanização lhe permite, como compensação sorrateira, recuperar com a outra mão uma certa profundidade de significado e um certo acabamento de forma, que de repente podem fazer dela uma inesperada embora discreta candidata à perfeição.

(CANDIDO, Antônio. A vida ao rés do chão. Prefácio para o livro Para Gostar de Ler volume 5 – Crônicas. Editora Ática, 1992, 8ª edição. Fragmento.)
Neste texto, o autor reflete sobre a natureza da crônica e sua capacidade de humanizar e conferir profundidade aos assuntos mais triviais, discutindo a função e o valor desse gênero literário. Qual das alternativas a seguir melhor explica a função presente no texto e a principal característica do gênero crônica?
Alternativas
Q3353861 Português

Texto I


Texto II

No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra 

no meio do caminho tinha uma pedra.


Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. No meio do caminho. In: ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002.)

Com base nos textos, assinale a alternativa que corretamente explicita como o conceito de paródia é utilizado no cartum “Vida de Passarinho” em relação ao poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade.
Alternativas
Q3353860 Português
Texto I

        Um conjunto aleatório de palavras e mesmo de frases não constitui um texto. Ou seja, para que algum material linguístico possa ser reconhecido como texto e possa funcionar comunicativamente, são necessários certos critérios de organização desse material. Entre esses critérios, as teorias do texto têm destacado a coesão, que consiste no encadeamento, na articulação, na sequenciação dos diferentes segmentos do texto, sejam eles palavras, orações, períodos, parágrafos ou blocos de parágrafos.

        Por meio de diferentes recursos do léxico e da gramática, nexos, laços, elos vão sendo criados entre todos esses segmentos, de modo a promover – e permitir que seja reconhecida pelo ouvinte/leitor – a necessária continuidade do texto, que, por sua vez, promove a sua unidade semântica e a sua unidade pragmática. Um texto se faz, assim, como resultado de uma cadeia de nexos, em direção à construção de um determinado núcleo: o tema global, o objetivo principal, a função comunicativa predominante, por exemplo.

(ANTUNES, Irandé. Coesão textual. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/coesao-textual. Acesso em: 02/07/2024.)

Texto II

De uma coisa tenho certeza: essa narrativa mexerá com uma coisa delicada: a criação de uma pessoa inteira que na certa está tão viva quanto eu. Cuidai dela porque meu poder é só mostrá-la para que vós a reconheçais na rua, andando de leve por causa da esvoaçada magreza.

(LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 18.)
Com base no conceito de coesão textual apresentado no texto I, assinale a alternativa que corretamente explicita o tipo de coesão utilizado no seguinte trecho do texto II: “Cuidai dela porque meu poder é só mostrá-la para que vós a reconheçais na rua...” 
Alternativas
Q3353859 Literatura
Autopsicografia

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

(PESSOA, Fernando. Autopsicografia. In: PESSOA, Fernando. Poesias. Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor. 15. ed. Lisboa: Ática, 1995. p. 235.)
Fernando Pessoa é um dos poetas mais reconhecidos da literatura portuguesa. Sua obra é marcada pela multiplicidade de heterônimos e pela profundidade com que explora a alma humana. Pessoa é conhecido por sua capacidade de criar personagens fictícios com vidas e estilos literários próprios, o que lhe permitiu expressar diferentes visões de mundo. Ele é frequentemente associado ao Modernismo português, um movimento que buscava romper com as tradições e experimentar novas formas de expressão poética. Com base no poema “Autopsicografia” e na contextualização da obra de Fernando Pessoa, é possível inferir que o autor: 
Alternativas
Q3353858 Português
As informações contextualizam a questão. Leia-as atentamente.

        Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso, sem dúvida, é o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio, o telescópio, são extensões de sua vista; o telefone é extensão da voz; depois temos o arado e a espada, extensões de seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação.

        Em César e Cleópatra, de Shaw, quando se fala da biblioteca de Alexandria diz-se que ela é a memória da humanidade. O livro é isso, e é também outra coisa: a imaginação. Pois o que é nosso passado senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? Essa é a função realizada pelo livro. (…)

        Se lemos um livro antigo, é como se lêssemos todo o tempo que transcorreu até nós desde o dia em que ele foi escrito. Por isso convém manter o culto do livro. O livro pode estar cheio de erratas, podemos não estar de acordo com as opiniões do autor, mas mesmo assim conserva alguma coisa de sagrado, algo de divino, não para ser objeto de respeito supersticioso, mas para que o abordemos com o desejo de encontrar felicidade, de encontrar sabedoria.

(BORGES, Jorge Luis. O livro. In: BORGES, Jorge Luis. borges, oral & sete noites. Trad. Heloísa Jahn. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 11-18. Fragmento.)
Com base no texto de Jorge Luis Borges sobre a importância dos livros e sua relação com a memória e a imaginação, analise os recursos estilísticos nele presentes. A frase “[...] o livro é uma extensão da memória e da imaginação” foi construída por meio de:
Alternativas
Q3353857 Português
As informações contextualizam a questão. Leia-as atentamente.

        Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso, sem dúvida, é o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio, o telescópio, são extensões de sua vista; o telefone é extensão da voz; depois temos o arado e a espada, extensões de seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação.

        Em César e Cleópatra, de Shaw, quando se fala da biblioteca de Alexandria diz-se que ela é a memória da humanidade. O livro é isso, e é também outra coisa: a imaginação. Pois o que é nosso passado senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? Essa é a função realizada pelo livro. (…)

        Se lemos um livro antigo, é como se lêssemos todo o tempo que transcorreu até nós desde o dia em que ele foi escrito. Por isso convém manter o culto do livro. O livro pode estar cheio de erratas, podemos não estar de acordo com as opiniões do autor, mas mesmo assim conserva alguma coisa de sagrado, algo de divino, não para ser objeto de respeito supersticioso, mas para que o abordemos com o desejo de encontrar felicidade, de encontrar sabedoria.

(BORGES, Jorge Luis. O livro. In: BORGES, Jorge Luis. borges, oral & sete noites. Trad. Heloísa Jahn. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 11-18. Fragmento.)
Com base nas considerações de Jorge Luis Borges sobre o livro, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. “No trecho ‘O livro pode estar cheio de erratas, podemos não estar de acordo com as opiniões do autor, mas mesmo assim conserva alguma coisa de sagrado, algo de divino, [...]’, o significado da expressão ‘algo de sagrado, algo de divino’ em relação ao livro é que o livro possui um valor intrínseco e intangível que transcende seus possíveis erros e divergências de opiniões.”
PORQUE
II. “O livro deve ser tratado com respeito supersticioso, sem nunca questionar seu conteúdo.”
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3353856 Português
As informações contextualizam a questão. Leia-o atentamente.

        Os PCNs sugerem que o ensino de Língua Portuguesa passe a focar nos elementos ensino (alçado à perspectiva de atividade sociointeracionista que ocorre por meio da mediação), língua (alçada à perspectiva de diversidade, multiplicidade e plasticidade) e aluno (sujeito do processo de ensino e de aprendizagem). O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente, que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua.

        O aspecto que se destaca nos PCNs diz respeito ao fato de o ensino de Língua Portuguesa passar a conceder primazia aos eixos/níveis de ensino de língua portuguesa (leitura, produção de texto, oralidade e análise linguística). Partindo desse pressuposto, é atribuído ao texto o papel de unidade/objeto de ensino (BRASIL, 1997; CARDOSO, 2003; CEREJA, 2002; SANTOS et al, 2006; SANTOS, 2007). Essa postura surge em contraposição à prática de ensino que priorizava uma perspectiva aditiva (BRASIL, 1997), focando na adição/junção de letras, sílabas e frases com o propósito de chegar ao texto.

        No que diz respeito à leitura, os PCNs de Língua Portuguesa preconizam a formação de leitores competentes, que consigam construir significados a partir de diferentes gêneros textuais. Para isso, os PCNs preconizam uma abordagem que articula a leitura e a escrita, dando a essas o papel de atividades articuladas e complementares. Com base nos PCNs, é atribuído à leitura o papel de atividade de construção e elaboração de sentido (KOCH, 2002; KOCH; ELIAS, 2006). Essa posição surge com a pretensão de se opor à prática da leitura como decodificação. Nessa nova perspectiva, o documento oficial orienta vários tipos de leitura (silenciosa, em voz alta, individual, em conjunto etc.) e o desenvolvimento de diversas atividades relacionadas a essa competência linguística, tais como: projetos de leitura, atividades sequenciadas etc.

        Quanto à produção de texto, os PCNs orientam a articulação entre a leitura e a escrita para a promoção de atividades didáticas. A leitura, com base nos PCNs (1997), fornece subsídios para a linguagem escrita. Ora fornecendo argumentos (isto é, o que escrever (BRASIL, 1997)), ora modelos de referência, ou seja, como escrever (BRASIL, 1997), remetendo, assim, à intertextualidade. Com isso, os PCNs têm como objetivo formar escritores competentes. 

        No que se refere à oralidade, os PCNs primam pela formação de falantes competentes, que saibam utilizar as mais diversas modalidades da linguagem oral – formal e informal. Isso, de acordo com a situação comunicativa. Para tanto, o documento propõe a abordagem de atividades, que foquem na fala, na escuta e na reflexão linguística. Destaca-se, sobretudo, o fato de os PCN trazerem consigo uma concepção de oralidade de cunho sociointeracionista, opondo-se veementemente à concepção dicotômica em face da escrita. Os PCNs assumem, então, uma postura de equidade nos espaços e tratamentos dados a essas competências linguísticas.

        No tocante à análise linguística, os PCNs preconizam a utilização do texto como unidade de sentido, a fim de levar os discentes a refletir acerca da língua e dos mais diversos recursos linguísticos. Destaca-se, sobretudo, a utilização dos gêneros textuais como suporte didático na prática pedagógica, focando suas particularidades e especificidades. Isso possibilita que o aluno compreenda o funcionamento desses gêneros de texto presentes nas práticas corriqueiras do dia a dia.

        Nesse sentido, percebe-se que os PCNs, no tocante à prática docente do ensino de Língua Portuguesa, trazem consigo as marcas e os traços dos mais recentes estudos das Ciências da Educação (Pedagogia), Ciências da Linguagem (Linguística) e das Ciências Psicológicas (Psicologia), rompendo com as práticas tradicionais de escolarização, que preconizavam a ênfase dada às nomenclaturas da gramática normativa. Esses estudos, no dizer de Albuquerque (2006) e Albuquerque et al (2008), emergem nos anos 80, trazendo à tona uma gama de teorias que almejam promulgar mudanças substanciais nas práticas pedagógicas presentes no processo de escolarização brasileiro.

(SILVA, Silvio Profirio da. Didática e Prática de Ensino: o que dizem os PCN sobre a Prática Docente de Língua Portuguesa? Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos. Acesso em: 02/07/2024. Fragmento.)
Os PCNs sugerem que o ensino de língua portuguesa passe a focar nos elementos ensino (alçado à perspectiva de atividade sociointeracionista que ocorre por meio da mediação), língua (alçada à perspectiva de diversidade, multiplicidade e plasticidade) e aluno (sujeito do processo de ensino e de aprendizagem). O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente, que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua.” Com base no texto apresentado, analise as afirmativas a seguir.
I. A crase em “alçado à perspectiva” está corretamente aplicada, indicando a fusão da preposição “a” com o artigo “a”, seguindo a regra de crase antes de palavras femininas.
II. A ocorrência de crase em “alçado à perspectiva” também respeita a regra de regência verbal.
III. Em “Os PCNs sugerem que o ensino de Língua Portuguesa [...]” e “[...] que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua”, o conectivo “que” exerce a mesma função sintática.
IV. Em “O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente [...]”, o verbo “primar”, quanto à transitividade, é transitivo indireto.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3353855 Pedagogia
As informações contextualizam a questão. Leia-o atentamente.

        Os PCNs sugerem que o ensino de Língua Portuguesa passe a focar nos elementos ensino (alçado à perspectiva de atividade sociointeracionista que ocorre por meio da mediação), língua (alçada à perspectiva de diversidade, multiplicidade e plasticidade) e aluno (sujeito do processo de ensino e de aprendizagem). O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente, que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua.

        O aspecto que se destaca nos PCNs diz respeito ao fato de o ensino de Língua Portuguesa passar a conceder primazia aos eixos/níveis de ensino de língua portuguesa (leitura, produção de texto, oralidade e análise linguística). Partindo desse pressuposto, é atribuído ao texto o papel de unidade/objeto de ensino (BRASIL, 1997; CARDOSO, 2003; CEREJA, 2002; SANTOS et al, 2006; SANTOS, 2007). Essa postura surge em contraposição à prática de ensino que priorizava uma perspectiva aditiva (BRASIL, 1997), focando na adição/junção de letras, sílabas e frases com o propósito de chegar ao texto.

        No que diz respeito à leitura, os PCNs de Língua Portuguesa preconizam a formação de leitores competentes, que consigam construir significados a partir de diferentes gêneros textuais. Para isso, os PCNs preconizam uma abordagem que articula a leitura e a escrita, dando a essas o papel de atividades articuladas e complementares. Com base nos PCNs, é atribuído à leitura o papel de atividade de construção e elaboração de sentido (KOCH, 2002; KOCH; ELIAS, 2006). Essa posição surge com a pretensão de se opor à prática da leitura como decodificação. Nessa nova perspectiva, o documento oficial orienta vários tipos de leitura (silenciosa, em voz alta, individual, em conjunto etc.) e o desenvolvimento de diversas atividades relacionadas a essa competência linguística, tais como: projetos de leitura, atividades sequenciadas etc.

        Quanto à produção de texto, os PCNs orientam a articulação entre a leitura e a escrita para a promoção de atividades didáticas. A leitura, com base nos PCNs (1997), fornece subsídios para a linguagem escrita. Ora fornecendo argumentos (isto é, o que escrever (BRASIL, 1997)), ora modelos de referência, ou seja, como escrever (BRASIL, 1997), remetendo, assim, à intertextualidade. Com isso, os PCNs têm como objetivo formar escritores competentes. 

        No que se refere à oralidade, os PCNs primam pela formação de falantes competentes, que saibam utilizar as mais diversas modalidades da linguagem oral – formal e informal. Isso, de acordo com a situação comunicativa. Para tanto, o documento propõe a abordagem de atividades, que foquem na fala, na escuta e na reflexão linguística. Destaca-se, sobretudo, o fato de os PCN trazerem consigo uma concepção de oralidade de cunho sociointeracionista, opondo-se veementemente à concepção dicotômica em face da escrita. Os PCNs assumem, então, uma postura de equidade nos espaços e tratamentos dados a essas competências linguísticas.

        No tocante à análise linguística, os PCNs preconizam a utilização do texto como unidade de sentido, a fim de levar os discentes a refletir acerca da língua e dos mais diversos recursos linguísticos. Destaca-se, sobretudo, a utilização dos gêneros textuais como suporte didático na prática pedagógica, focando suas particularidades e especificidades. Isso possibilita que o aluno compreenda o funcionamento desses gêneros de texto presentes nas práticas corriqueiras do dia a dia.

        Nesse sentido, percebe-se que os PCNs, no tocante à prática docente do ensino de Língua Portuguesa, trazem consigo as marcas e os traços dos mais recentes estudos das Ciências da Educação (Pedagogia), Ciências da Linguagem (Linguística) e das Ciências Psicológicas (Psicologia), rompendo com as práticas tradicionais de escolarização, que preconizavam a ênfase dada às nomenclaturas da gramática normativa. Esses estudos, no dizer de Albuquerque (2006) e Albuquerque et al (2008), emergem nos anos 80, trazendo à tona uma gama de teorias que almejam promulgar mudanças substanciais nas práticas pedagógicas presentes no processo de escolarização brasileiro.

(SILVA, Silvio Profirio da. Didática e Prática de Ensino: o que dizem os PCN sobre a Prática Docente de Língua Portuguesa? Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos. Acesso em: 02/07/2024. Fragmento.)
Na turma do 9º ano, os alunos demonstraram dificuldade em interpretar textos literários e identificar figuras de linguagem. O professor decidiu aplicar uma avaliação que envolvE a leitura de um conto, seguida de questões que exigem a análise dos elementos do texto e a identificação das figuras de linguagem utilizadas pelo autor. Após a aplicação, ele planeja utilizar os resultados para ajustar suas estratégias de ensino, oferecendo atividades complementares e reforços necessários para que todos os alunos alcancem os objetivos de aprendizagem. Com base nos procedimentos de avaliação no ensino de língua portuguesa, qual estratégia de avaliação o professor está utilizando? 
Alternativas
Q3353854 Português
As informações contextualizam a questão. Leia-o atentamente.

        Os PCNs sugerem que o ensino de Língua Portuguesa passe a focar nos elementos ensino (alçado à perspectiva de atividade sociointeracionista que ocorre por meio da mediação), língua (alçada à perspectiva de diversidade, multiplicidade e plasticidade) e aluno (sujeito do processo de ensino e de aprendizagem). O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente, que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua.

        O aspecto que se destaca nos PCNs diz respeito ao fato de o ensino de Língua Portuguesa passar a conceder primazia aos eixos/níveis de ensino de língua portuguesa (leitura, produção de texto, oralidade e análise linguística). Partindo desse pressuposto, é atribuído ao texto o papel de unidade/objeto de ensino (BRASIL, 1997; CARDOSO, 2003; CEREJA, 2002; SANTOS et al, 2006; SANTOS, 2007). Essa postura surge em contraposição à prática de ensino que priorizava uma perspectiva aditiva (BRASIL, 1997), focando na adição/junção de letras, sílabas e frases com o propósito de chegar ao texto.

        No que diz respeito à leitura, os PCNs de Língua Portuguesa preconizam a formação de leitores competentes, que consigam construir significados a partir de diferentes gêneros textuais. Para isso, os PCNs preconizam uma abordagem que articula a leitura e a escrita, dando a essas o papel de atividades articuladas e complementares. Com base nos PCNs, é atribuído à leitura o papel de atividade de construção e elaboração de sentido (KOCH, 2002; KOCH; ELIAS, 2006). Essa posição surge com a pretensão de se opor à prática da leitura como decodificação. Nessa nova perspectiva, o documento oficial orienta vários tipos de leitura (silenciosa, em voz alta, individual, em conjunto etc.) e o desenvolvimento de diversas atividades relacionadas a essa competência linguística, tais como: projetos de leitura, atividades sequenciadas etc.

        Quanto à produção de texto, os PCNs orientam a articulação entre a leitura e a escrita para a promoção de atividades didáticas. A leitura, com base nos PCNs (1997), fornece subsídios para a linguagem escrita. Ora fornecendo argumentos (isto é, o que escrever (BRASIL, 1997)), ora modelos de referência, ou seja, como escrever (BRASIL, 1997), remetendo, assim, à intertextualidade. Com isso, os PCNs têm como objetivo formar escritores competentes. 

        No que se refere à oralidade, os PCNs primam pela formação de falantes competentes, que saibam utilizar as mais diversas modalidades da linguagem oral – formal e informal. Isso, de acordo com a situação comunicativa. Para tanto, o documento propõe a abordagem de atividades, que foquem na fala, na escuta e na reflexão linguística. Destaca-se, sobretudo, o fato de os PCN trazerem consigo uma concepção de oralidade de cunho sociointeracionista, opondo-se veementemente à concepção dicotômica em face da escrita. Os PCNs assumem, então, uma postura de equidade nos espaços e tratamentos dados a essas competências linguísticas.

        No tocante à análise linguística, os PCNs preconizam a utilização do texto como unidade de sentido, a fim de levar os discentes a refletir acerca da língua e dos mais diversos recursos linguísticos. Destaca-se, sobretudo, a utilização dos gêneros textuais como suporte didático na prática pedagógica, focando suas particularidades e especificidades. Isso possibilita que o aluno compreenda o funcionamento desses gêneros de texto presentes nas práticas corriqueiras do dia a dia.

        Nesse sentido, percebe-se que os PCNs, no tocante à prática docente do ensino de Língua Portuguesa, trazem consigo as marcas e os traços dos mais recentes estudos das Ciências da Educação (Pedagogia), Ciências da Linguagem (Linguística) e das Ciências Psicológicas (Psicologia), rompendo com as práticas tradicionais de escolarização, que preconizavam a ênfase dada às nomenclaturas da gramática normativa. Esses estudos, no dizer de Albuquerque (2006) e Albuquerque et al (2008), emergem nos anos 80, trazendo à tona uma gama de teorias que almejam promulgar mudanças substanciais nas práticas pedagógicas presentes no processo de escolarização brasileiro.

(SILVA, Silvio Profirio da. Didática e Prática de Ensino: o que dizem os PCN sobre a Prática Docente de Língua Portuguesa? Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos. Acesso em: 02/07/2024. Fragmento.)
Na turma do 7º ano, os alunos demonstram dificuldades em compreender e utilizar corretamente os conectivos nas redações. O professor decide implementar um conjunto de atividades que inclui a leitura e análise de textos; atividades práticas de identificação e classificação de conectivos, e exercícios de reescrita e produção textual com foco no uso adequado dos conectivos. No que diz respeito ao procedimento didático-pedagógico, qual estratégia utilizada para melhorar a competência dos alunos no uso de conectivos?
Alternativas
Q3353853 Português
As informações contextualizam a questão. Leia-o atentamente.

        Os PCNs sugerem que o ensino de Língua Portuguesa passe a focar nos elementos ensino (alçado à perspectiva de atividade sociointeracionista que ocorre por meio da mediação), língua (alçada à perspectiva de diversidade, multiplicidade e plasticidade) e aluno (sujeito do processo de ensino e de aprendizagem). O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente, que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua.

        O aspecto que se destaca nos PCNs diz respeito ao fato de o ensino de Língua Portuguesa passar a conceder primazia aos eixos/níveis de ensino de língua portuguesa (leitura, produção de texto, oralidade e análise linguística). Partindo desse pressuposto, é atribuído ao texto o papel de unidade/objeto de ensino (BRASIL, 1997; CARDOSO, 2003; CEREJA, 2002; SANTOS et al, 2006; SANTOS, 2007). Essa postura surge em contraposição à prática de ensino que priorizava uma perspectiva aditiva (BRASIL, 1997), focando na adição/junção de letras, sílabas e frases com o propósito de chegar ao texto.

        No que diz respeito à leitura, os PCNs de Língua Portuguesa preconizam a formação de leitores competentes, que consigam construir significados a partir de diferentes gêneros textuais. Para isso, os PCNs preconizam uma abordagem que articula a leitura e a escrita, dando a essas o papel de atividades articuladas e complementares. Com base nos PCNs, é atribuído à leitura o papel de atividade de construção e elaboração de sentido (KOCH, 2002; KOCH; ELIAS, 2006). Essa posição surge com a pretensão de se opor à prática da leitura como decodificação. Nessa nova perspectiva, o documento oficial orienta vários tipos de leitura (silenciosa, em voz alta, individual, em conjunto etc.) e o desenvolvimento de diversas atividades relacionadas a essa competência linguística, tais como: projetos de leitura, atividades sequenciadas etc.

        Quanto à produção de texto, os PCNs orientam a articulação entre a leitura e a escrita para a promoção de atividades didáticas. A leitura, com base nos PCNs (1997), fornece subsídios para a linguagem escrita. Ora fornecendo argumentos (isto é, o que escrever (BRASIL, 1997)), ora modelos de referência, ou seja, como escrever (BRASIL, 1997), remetendo, assim, à intertextualidade. Com isso, os PCNs têm como objetivo formar escritores competentes. 

        No que se refere à oralidade, os PCNs primam pela formação de falantes competentes, que saibam utilizar as mais diversas modalidades da linguagem oral – formal e informal. Isso, de acordo com a situação comunicativa. Para tanto, o documento propõe a abordagem de atividades, que foquem na fala, na escuta e na reflexão linguística. Destaca-se, sobretudo, o fato de os PCN trazerem consigo uma concepção de oralidade de cunho sociointeracionista, opondo-se veementemente à concepção dicotômica em face da escrita. Os PCNs assumem, então, uma postura de equidade nos espaços e tratamentos dados a essas competências linguísticas.

        No tocante à análise linguística, os PCNs preconizam a utilização do texto como unidade de sentido, a fim de levar os discentes a refletir acerca da língua e dos mais diversos recursos linguísticos. Destaca-se, sobretudo, a utilização dos gêneros textuais como suporte didático na prática pedagógica, focando suas particularidades e especificidades. Isso possibilita que o aluno compreenda o funcionamento desses gêneros de texto presentes nas práticas corriqueiras do dia a dia.

        Nesse sentido, percebe-se que os PCNs, no tocante à prática docente do ensino de Língua Portuguesa, trazem consigo as marcas e os traços dos mais recentes estudos das Ciências da Educação (Pedagogia), Ciências da Linguagem (Linguística) e das Ciências Psicológicas (Psicologia), rompendo com as práticas tradicionais de escolarização, que preconizavam a ênfase dada às nomenclaturas da gramática normativa. Esses estudos, no dizer de Albuquerque (2006) e Albuquerque et al (2008), emergem nos anos 80, trazendo à tona uma gama de teorias que almejam promulgar mudanças substanciais nas práticas pedagógicas presentes no processo de escolarização brasileiro.

(SILVA, Silvio Profirio da. Didática e Prática de Ensino: o que dizem os PCN sobre a Prática Docente de Língua Portuguesa? Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos. Acesso em: 02/07/2024. Fragmento.)
Em uma turma do 8º ano, os alunos estão com dificuldades em interpretar textos de diferentes gêneros. A professora de Língua Portuguesa decide implementar atividades que envolvam a leitura crítica de notícias, contos e poemas, com debates e produções textuais, que incentivam a reflexão e a argumentação. De acordo com essa situação hipotética e com base nos PCNs, assinale a alternativa que descreve corretamente a competência que a professora está priorizando ao planejar as atividades.
Alternativas
Q3353852 Pedagogia
Se desejarmos preparar os alunos para participar ativamente das decisões da sociedade, precisamos ir além do ensino conceitual, em direção a uma educação voltada para a ação social responsável, em que haja preocupação com a formação de atitudes e valores. [...] Para isso, parece ser essencial o desenvolvimento de atividades de ensino em que os alunos possam discutir diferentes pontos de vista sobre problemas reais, na busca da construção coletiva de possíveis alternativas de solução.
(ARAÚJO, U. F.; SASTRE G, 2009. p. 236.)
O estudo de caso oferece grandes possibilidades no trabalho com a história, tais como: 
Alternativas
Q3353851 História
A década de 1980 é famosa nos livros de história. Chamada de “década perdida”, esse período se tornou um grande marco também no Brasil, especialmente por ter sucedido o que ficou conhecido como “milagre econômico brasileiro”. Ao final dos anos 80, formara-se, no Brasil, uma forte convicção de que somente a autonomia decisória de um presidente legitimado pelo voto direto começaria a repor o país nos eixos.
(LAMOUNIER, Bolívar, 1991.)
A famosa “década perdida” teve, entre outras características, o fato de:
Alternativas
Q3353850 Pedagogia
Tomemos como caso hipotético de uma aula de história uma visita monitorada a um museu, que constitui um arquivo histórico da própria cidade em que os alunos moram. Além de reunir a documentação referente à memória do poder público, o arquivo tornou-se um órgão responsável pela execução e administração da política relativa ao patrimônio documental do município. Além de reunir a documentação referente à memória do poder público, o arquivo tornou-se um órgão responsável pela execução e administração da política relativa ao patrimônio documental do município.
(Disponível em: https://dibrarq.arquivonacional.gov.br/index.php/arquivo-historico. Acesso em: julho de 2024.)
A visita ao museu como recurso didático-pedagógico em história, no caso de crianças:
Alternativas
Q3353849 História
Um viés de estudo histórico considera circulação de livros proibidos na monarquia portuguesa do século XVIII como o caminho da “influência ilustrada”. Desde que foi comprovado o acesso de muitos indivíduos no Brasil a livros de pensadores ilustrados e publicistas franceses, a partir do estudo da “biblioteca de inconfidentes”, levantou-se a hipótese de que uma leitura de Rousseau, de Montesquieu ou Voltaire teria estabelecido um campo conceitual comum para publicistas, oradores religiosos ou deputados (da Câmara ou da Assembleia Constituinte de 1823).
(NOVAIS, Fernando A. O Brasil nos quadros do Antigo Sistema colonial. In: MOTA, Carlos Guilherme. Brasil em perspectiva. 4.ed. São Paulo: Difel, 2003.)
Além das fontes libertárias advindas da literatura europeia “Proibida”, que chegava ao país, admite-se também que:
Alternativas
Q3353848 Pedagogia
Segundo algumas vertentes, no que diz respeito ao ensino de história para o ensino médio, as atuais propostas curriculares continuam com a tendência de se fundamentar nos pressupostos da história social e cultural. Essa tendência tenta superar uma visão histórica que tinha como base o Positivismo, que privilegiava os feitos dos heróis e dos grandes homens, bem como uma análise baseada na análise das estruturas econômicas no processo histórico, incorporando, assim, contribuições, sobretudo da nova história francesa.
(FONSECA, Selva Guimarães; SILVA, Marcos., 2007.)
Ainda, nos pressupostos da história social e cultural, podemos encontrar como premissas:
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Q3353847 Pedagogia
Segundo Norbert Elias (1998, p. 13), o indivíduo não tem a capacidade de forjar, por si só, o conceito de tempo. Este, tal como a instituição que lhe é inseparável, vai sendo assimilado pela criança à medida que ela cresce numa sociedade em que ambas as coisas são tidas como evidentes. Numa sociedade assim, o conceito de tempo não é objeto de uma aprendizagem em sua simples qualidade de instrumento de uma reflexão destinada a encontrar seu resultado em tratados de filosofia. (ELIAS, Norbert. 1998, p. 13.)
A questão da temporalidade pode ser trabalhada na escola. Trata-se de tema de grande pertinência em história. No caso das crianças, por exemplo, a aprendizagem do tempo: 
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Q3353846 História
É importante perceber como a apropriação e a troca entre culturas se desenvolvem, fazendo com que não seja possível, por vezes, afirmar um lugar social estático e permanente para o tratamento de certo grupo. As experiências culturais são necessariamente intercambiantes e fenômenos culturais desse tipo são comuns nos países americanos, podendo-se citar, por exemplo, as culturas nativas do México e as tradições religiosas dos povos andinos, que conjugam a sua raiz axiológica com a tradição cristã.
(In: Debatendo o conceito de diversidade cultural. Acesso em: julho de 2024.)
Para explicar as dinâmicas culturais contemporâneas na América Latina, Garcia Canclini (2000) propõe o termo “culturas híbridas”, entendidas como processos socioculturais nos quais estruturas ou práticas distintas, que existiam separadamente, são combinadas para gerar novas estruturas, objetos e práticas. Dessa forma:
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Q3353845 História
Para aqueles que analisaram a ocupação do território na perspectiva do isolamento dos primeiros núcleos coloniais, a fixação dos portugueses no litoral era uma condição de sobrevivência, pois: [...]. Fixar-se junto às águas do Atlântico, dessas mesmas águas que também banham as costas lusitanas, constituía, até certo ponto, um gesto de sobrevivência e manifestação de uma esperança; afastar-se desse litoral e embrenhar-se pelo sertão desconhecido, planalto a dentro, era sujeitar-se a perigos de toda a ordem e a contratempos inimagináveis [...]. Em última palavra, trata-se de escolher entre a Vida e a Morte. As necessidades materiais exigiam essa permanência na costa.
(AZEVEDO, 1994, pp. 30-1.)
É consenso entre alguns historiadores de diferentes correntes historiográficas que a configuração territorial do Brasil nos séculos XVI e XVII tenha sido marcada pela litoraneidade. Essa organização socioespacial do Brasil colonial, principalmente no período das capitanias hereditárias:
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Q3353844 História
Os movimentos republicanos na América do Sul foram marcados por grande instabilidade, com destaque para numerosos golpes de Estado que levaram os militares ao poder. Foi no início do século XX que as figuras do diplomata e do militar ganharam importância, a fim de consolidar o interior desses espaços estratégicos [...]. Trata-se de afirmar o papel do Estado nacional nas fronteiras sul-americanas, pouco ou nada ligado às capitais e centros econômicos. A Primeira Guerra Mundial também foi uma oportunidade para muitos países, como Brasil e Argentina, reacenderem tensões históricas. (WASSERMAN, C., 2010.)
Em relação a essas “tensões históricas que se reacenderam entre Brasil e Argentina”, podemos citar como exemplo:
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Q3353843 História
[...] A vinda da Corte, com a instalação do estado português no Centro-Sul, daria início à transformação da colônia em “metrópole interiorizada”. Como uma metrópole, a Corte do Rio dava continuidade a uma estrutura política e administrativa da colônia, uma vez que as províncias do Norte e Nordeste continuavam sendo controladas e exploradas pela “metrópole” do Centro- -Sul. Naquelas duas regiões, houve um aumento dos impostos sobre a exportação do açúcar, tabaco, algodão e couros, criando uma série de tributações que sobrecarregavam as províncias no Norte e Nordeste, a fim de custear as despesas da Corte com o funcionalismo, obras públicas e suas despesas com as guerras na Guiana e no Prata. Para essas províncias parecia a mesma coisa dirigirem-se para Lisboa ou para o Rio. (DIAS, 1982, p. 160-184.)
Segundo a vertente da ideia de “metrópole interiorizada”, a presença da Corte no Rio de Janeiro teria transferido de Lisboa para um ponto específico do país o papel de colonizar o resto do território. A partir dessa ideia, considera-se que: 
Alternativas
Respostas
81: A
82: C
83: D
84: D
85: D
86: B
87: C
88: C
89: D
90: D
91: A
92: D
93: B
94: B
95: B
96: A
97: C
98: D
99: A
100: A