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A cadeia de produção do audiovisual é composta por produção, infraestrutura, distribuição e exibição. No Brasil, essa cadeia é caracterizada por uma dinâmica empresarial sustentável, independente das políticas públicas e dos incentivos estatais.
A cadeia de produção do cinema brasileiro é caracterizada pela baixa concentração e pela sustentabilidade na função de existência de políticas públicas reguladoras.
O segmento de distribuição da cadeia de produção cinematográfica, que corresponde às atividades relacionadas aos direitos de comercialização de produtos, impressão de cópias e divulgação, é altamente concentrado, predominando nesse segmento as denominadas majors
As medidas implementadas depois de 2001 asseguraram presença média de filmes brasileiros em 34% do mercado interno (market share), fazendo do cinema brasileiro uma indústria sustentável e independente de políticas públicas
A queda da frequência do público de cinema, a partir de meados da décuda de 80 do século passado, deve-se ao fechamento de cinemas, aos altos custos de ingressos, à queda da renda do trabalhador brasileiro e à redução do número de cópias dos filmes. Nesse mesmo período, surgiram outros segmentos de mercado de exibição, como vídeo doméstico, DVD, TV por assinatura e Internet.
As grandes distribuidoras norte-americanas têm considerável participação na distribuição de filmes, concentrando grande parcela de renda e público, o que permite que os filmes norte-americanos predominem inclusive no mercado brasileiro.
Concentração e internacionalização são características da produção audiovisual. Nesse contexto, produtores não conseguem prever o lucro e distribuidores, além de não conseguirem prever o lucro, não conseguem prever o comportamento do consumidor, situação de informação imperfeita que resulta em uma estruturação vertical da indústria, com vistas à minimização dos riscos.
A expansão das empresas de mídia é caracterizada pela diversificação das atividades, o que implica na atuação de uma mesma empresa ou de um conglomerado de empresas em atividades de cadeias de valor distintas, mas, em geral, complementares. Essa estratégia de integração diagonal foi intensificada pelo processo de globalização e pela convergência tecnológica.
Os conteúdos audiovisuais de estoque geram direitos de exploração de ativos a serem rentabilizados de forma imediata e permitem a exibição do mesmo conteúdo em janelas de exibição diversas, em diferentes momentos do tempo.
Os produtos com os quais as empresas de mídia lidam, cuja base é a informação, podem dar origem a novos produtos, em uma economia de escala que explica a tendência de essas empresas ofertarem produtos e serviços diversos, como jornais, revistas, cinema, vídeo doméstico, canais abertos e fechados
A estratégia de exibição de conteúdos não simultânea, em diferentes janelas de exibição, é conhecida como windowing.
Conhecidos como conteúdos audiovisuais de fluxo, os programas de auditório, os debates e os eventos esportivos consistem em produções audiovisuais realizadas, em geral, para veiculação imediata em uma única janela de exibição.
Em geral, os processos de distribuição e exibição dos filmes brasileiros ficam a cargo de grandes empresas, denominadas majors, e dos multiplex.
A retenção prioritária do distribuidor, no caso da exibição em salas de cinema, para cobrir custos de comercialização, deve incidir sobre a receita líquida da bilheteria, mesmo quando houver recursos oriundos do FSA.
A prática de cross-colaterização integra o acordo de blockbooking entre exibidores e distribuidores.
Nas despesas de comercialização retornáveis ou P&A da distribuidora, podem ser computados custos de pagamentos de impostos e tributos, exceto os pagamentos de CONDECINE.
De acordo com o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), a receita líquida de distribuição (RLD) corresponde ao valor da receita bruta da bilheteria, deduzidos os valores retidos por exibidores cinematográficos.
O cálculo do investimento do produtor ou da distribuidora em P&A é feito por estimativa, considerando-se a experiência de mercado do distribuidor e a época do ano em que o filme será lançado, pois não existe relação direta entre quantia gasta e quantia arrecadada no que se refere à comercialização de um filme.
O completion garantee ou completion bond garante a entrega da obra audiovisual no prazo acordado com os investidores, sem variação em relação ao roteiro proposto, desde que não haja um acordo de pick up deal.
Uma série de TV na qual se utiliza brand placement é mais atrativa para o público que aquela na qual se utiliza product placement, visto que, de acordo com esta técnica, há mudança do foco narrativo da cena para apresentação de um produto.