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Leia o trecho a seguir.
Ma’de brinquinho, Ricardo!? Teu tio vai ficar
desesperado!
Ó Tavinho, põe esta camisola pra dentro
Assim mais pareces um espantalho!
O compositor da música, Caetano Veloso, destaca no trecho
Texto 1
Como chamar alguém de ‘animal’ incentiva pessoas a
apoiar violência, segundo a Ciência
Sophia Smith Galer Role
“Grupos odiados, desprezados e nos quais não se confia são frequentemente descritos de forma desumanizante, seja abertamente por meio de metáforas que os equiparam a animais, seja de maneira mais sutil, através de descrições desumanizantes”, afirma Nick Haslam, professor de psicologia na Universidade de Melbourne, na Austrália. “Surpreendentemente, há poucas evidências de que a linguagem desumanizante cause comportamentos violentos, mas há muitas evidências de que pessoas que desumanizam os outros são mais propensas a tratá-los mal”, destaca.
Resultados de um experimento
O uso de adjetivos animais, por exemplo, demonstrou aumentar a disposição das pessoas em apoiar a hostilidade, alterando as percepções sobre a aceitação social, de acordo com uma pesquisa realizada pelos psicólogos Florence Enock, pesquisadora principal associada da equipe de Segurança Online do Instituto Alan Turing, e Harriet Over, da Universidade de York, Reino Unido. Em um experimento, eles criaram grupos políticos fictícios e os descreveram de diferentes maneiras aos participantes do estudo. Algumas descrições incluíam palavras como “serpentes” ou “baratas”, enquanto outras incluíam descrições negativas de seres humanos. “Os participantes que classificaram os partidos descritos em termos animais disseram que eram mais indesejáveis e estavam mais dispostos a prejudicar esses grupos”, diz Enock.
As pesquisas sobre desumanização começaram após a Segunda Guerra Mundial, quando os psicólogos tentaram examinar como as populações foram levadas à guerra e ao genocídio. As memórias escritas pelo químico Primo Levi sobre seu tempo em Auschwitz fornecem um exemplo disso. Uma análise recente realizada por Adrienne de Ruiter, professora assistente de filosofia e humanidades na Universidade de Estudos Humanísticos de Utrecht, na Holanda, descobriu que a desumanização à qual Levi e outros foram submetidos nos campos de concentração nazistas funcionou para despojá-los aos olhos de seus guardiões de qualquer motivo moral contra o tratamento cruel. Em vez de serem considerados literalmente como animais ou monstros, eram vistos como seres humanos sem importância.
Disponível em: < https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4n0lyp82l7o/>
Acesso em: 29 jan. 2024.
Aleilton Fonseca
[...]
Linco era o único jogador de nosso time que inventava medo aos adversários. Mas, naquela altura do jogo, parecia preso por um cansaço. Perambulava em campo, quieto, sem dar parte na disputa. Os caras do Malhado relaxaram, deram por ganho o combate. Era só questão de a qualquer momento marcar o gol de misericórdia e ir mergulhar no rio, zombando de nosso “timinho”. Eles começaram a fazer firulas, com toques desconcertantes e às gargalhadas, dando um banho de olé na gente. A plateia de fora se deliciava. Os demais meninos de nossa rua, entre aflitos e conformados, se contorciam. De repente, apertamos a marcação, a bola deu rebote e foi quicando de flerte com Linco. Ele a tocou como quem não quer nada e, sem mais nem menos, inventou um chute torto e certeiro. No ângulo. Este gol nem o comemoramos dada a indiferença do próprio artilheiro.
[...]
Assinale a única alternativa em que a frase completa encontra-se grafada corretamente de acordo com as regras ortográficas.
A Ditadura militar no Brasil teve seu início com o golpe militar de 31 de março de 1964, resultando no afastamento do Presidente da República, João Goulart, e tomando o poder o Marechal Castelo Branco. Este golpe de estado, caracterizado por personagens afinados como uma revolução, instituiu no país uma ditadura militar, que durou até a eleição de Tancredo Neves em 1985. Os militares, na época, justificaram o golpe sob a alegação de que havia uma ameaça comunista no país.”
Fonte: http://www.sohistoria.com.br/ef2/ditadura/
Entre os Atos Institucionais promovidos pelo governo militar houve um instituído em 13 de dezembro de 1968, que estipulava a suspensão dos direitos políticos e restrição ao exercício de qualquer direito público ou privado; impediu que os presos políticos se valessem da garantia do habeas-corpus para pleitearem sua liberdade; impôs ainda o recesso de todo o Legislativo federal, estadual e municipal, e impedia o judiciário de apreciar qualquer dos atos de exceção estipulados pelos militares. Este foi:
Um famoso desafio de lógica é o problema de Monty Hall, em que um apresentador de TV esconde um prêmio atrás de uma de três portas, e pede que um convidado escolha uma das portas. Se este acertar a porta que contém o prêmio, o leva para casa. O apresentador, ao invés de deixar que o convidado simplesmente escolhesse uma das portas e tivesse 1/3 de probabilidade de levar o prêmio, abria uma das portas sem prêmio, depois de o candidato ter anunciado qual porta escolheria, mas antes de abrir a porta escolhida. Então, frente a apenas duas portas em que o prêmio poderia ser encontrado, o convidado tem a oportunidade de refazer sua escolha, e abrir a porta que escolheu em primeiro lugar ou abrir a outra porta fechada. Um convidado atento às implicações destas regras pode perceber que uma das escolhas aumenta sua probabilidade de sucesso.
Em um problema modificado, qual seria o número de portas tal que a probabilidade de um convidado inteligente vencer seja menor ou igual a 10%, dado que o apresentador abra duas portas para ajudá-lo?
A número áureo φ é definido pela razão:

Para quaisquer a e b reais positivos. E pode ser representado algebricamente como:
A trajetória de uma bala de canhão é sabidamente parabólica. Uma certa bala de canhão estava a 30 metros de altura sobre um observador de altura desprezível no chão e atingiu o ápice de sua trajetória a 50 metros de altura, sobre uma marca no chão a 40 metros do observador. Em um eixo desenhado entre o observador e esta marca, onde a bala de canhão pode se encontrar com altura igual a 0?
Óbito do autor
Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adoptar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escripto ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.
Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia -- peneirava -- uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa idéa no discurso que proferiu à beira de minha cova: -- «Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que tem honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado.
Assis, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo, Abril Cultural, 1978. p. 15.