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Ao exame oftalmológico, observa-se depósito pigmentar periférico na córnea. A investigação demonstra ceruloplasmina sérica reduzida e aumento da excreção urinária de cobre em 24 horas.
Considerando o mecanismo molecular responsável pela doença desse paciente, assinale a alteração a seguir que explica de forma mais adequada a associação entre redução da ceruloplasmina circulante e acúmulo progressivo de cobre nos tecidos.
Ao exame, encontra se alerta, cooperativa, com linguagem espontânea preservada. Apresenta dificuldade na evocação tardia de palavras, parcialmente refratária a pistas, e desorientação temporal discreta. Não há parkinsonismo ou déficit neurológico focal.
Hemograma, sódio, potássio, cálcio, glicemia, transaminases e TSH estão dentro dos valores de referência. Vitamina B12 = 516 pg/mL. Creatinina = 0,8 mg/dL. A ressonância magnética demonstra redução volumétrica bilateral das estruturas temporais mediais, sem hidrocefalia, lesões expansivas ou carga cerebrovascular significativa.
Diante da suspeita de doença de Alzheimer em fase inicial, realiza se investigação liquórica, que demonstra redução da relação Aβ42/Aβ40 e aumento da relação p tau181/Aβ42.
Após discussão diagnóstica e terapêutica com a paciente e a família, opta se por iniciar tratamento farmacológico sintomático.
Considerando o estágio clínico, os achados laboratoriais e a fisiopatologia envolvida, assinale a opção que indica corretamente o fármaco mais apropriado e seu principal mecanismo de ação.
Na admissão, encontra se sonolenta, despertando ao estímulo doloroso, com Glasgow 10. Apresenta frequência cardíaca de 116 bpm, pressão arterial de 104/68 mmHg, frequência respiratória de 14 irpm, SpO₂ de 96% em ar ambiente e temperatura de 36,5 °C. As pupilas são isocóricas e fotorreagentes.
Os exames laboratoriais mostram: glicemia 102 mg/dL; Na⁺ 139 mEq/L; K⁺ 4,1 mEq/L; Mg²⁺ 1,9 mg/dL; creatinina 0,8 mg/dL; pH 7,36; HCO₃⁻ 22 mEq/L; lactato 1,8 mmol/L.
O eletrocardiograma demonstra taquicardia sinusal, QRS de 118 ms, QTc de 462 ms e onda R terminal proeminente em aVR.
Considerando a provável intoxicação medicamentosa mista e os mecanismos farmacológicos envolvidos, assinale a conduta mais apropriada neste momento.
Ao exame, apresenta redução bilateral dos campos visuais temporais à confrontação, sem oftalmoplegia. Não apresenta características fenotípicas sugestivas de acromegalia ou hipercortisolismo.
Os exames laboratoriais mostram:
A ressonância magnética de sela túrcica evidencia lesão hipofisária sólida de 2,3 cm, com extensão suprasselar e contato com o quiasma óptico, sem componente hemorrágico. A campimetria confirma hemianopsia bitemporal, sem evidência de perda visual rapidamente progressiva.
Considerando o diagnóstico mais provável, a fisiopatologia das alterações hormonais e a estratégia terapêutica inicial, assinale a conduta correta.
Ao exame, encontra se consciente, PA 128/76 mmHg, FC 92 bpm, FR 20 irpm, SpO₂ 97% em ar ambiente. Há edema labial e de língua, sem placas urticariformes. Ausculta pulmonar sem sibilos. Não apresenta hipotensão.
Exames obtidos durante investigação ambulatorial anterior mostravam:
Enquanto são adotadas medidas de vigilância e proteção da via aérea, assinale a opção que apresenta a interpretação fisiopatológica mais adequada dos achados e um tratamento específico para a crise atual, corretamente associado ao seu mecanismo de ação.
Ao exame físico, encontra se em bom estado geral, sem sinais de congestão. A pressão arterial, aferida por técnica padronizada em três medidas, apresenta média de 156 × 94 mmHg. Fundoscopia evidencia retinopatia hipertensiva crônica, sem papiledema.
Exames realizados há 12 meses mostravam creatinina de 1,7 mg/dL. Na avaliação atual, apresentam se: Creatinina: 2,1 mg/dL; TFG estimada: 34 mL/min/1,73 m²; Potássio: 4,5 mEq/L; Bicarbonato: 23 mEq/L; Hemoglobina: 12,4 g/dL; Glicemia de jejum: 92 mg/dL; HbA1c: 5,5%; Relação albumina/creatinina urinária: 420 mg/g; sedimento urinário: 2 hemácias/campo, sem cilindros hemáticos ou leucocitários; ultrassonografia: rins bilateralmente reduzidos, com aumento difuso da ecogenicidade cortical e ausência de hidronefrose; C3 e C4 são normais. FAN, ANCA, anti membrana basal glomerular e sorologias para hepatites B e C são negativos.
Considerando a hipótese etiológica mais provável para a doença renal crônica e a estratégia farmacológica com maior potencial de reduzir sua progressão, assinale a opção que apresenta corretamente o tratamento a ser priorizado e o mecanismo responsável pelo principal efeito renoprotetor.
Ao exame: temperatura 38,7 °C, frequência cardíaca 108 bpm, frequência respiratória 26 irpm, pressão arterial 118/72 mmHg e SpO₂ 89% em ar ambiente. Está lúcido e orientado. Ausculta pulmonar revela crepitações e sopro tubário na base direita.
Exames laboratoriais mostram: leucócitos 17.800/mm³, com 88% de neutrófilos; ureia 38 mg/dL; creatinina 1,1 mg/dL; sódio 136 mEq/L; potássio 4,2 mEq/L; proteína C reativa 19 mg/dL; lactato 1,7 mmol/L. Radiografia de tórax evidencia consolidação lobar em lobo inferior direito, sem derrame pleural ou cavitação.
O paciente é internado em enfermaria e iniciado tratamento empírico com ceftriaxona associada a um segundo antimicrobiano.
Considerando o perfil clínico, a exposição antimicrobiana recente, os mecanismos de resistência do Streptococcus pneumoniae e os mecanismos de ação dos fármacos utilizados no tratamento da pneumonia adquirida na comunidade, a estratégia terapêutica inicial mais apropriada é
Ao exame: consciente, orientado, perfusão periférica preservada, PA 128/76 mmHg, FC 148 bpm, FR 20 irpm, SpO₂ 96% em ar ambiente. Ausculta cardíaca com ritmo irregular e bulhas normofonéticas. Apresenta sibilos expiratórios esparsos, sem estertores ou sinais de congestão.
ECG demonstra ausência de ondas P identificáveis e intervalos RR irregularmente irregulares, com QRS de 88 ms.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 14,2 g/dL; Potássio: 4,3 mEq/L; Magnésio: 2,0 mg/dL; Creatinina: 0,9 mg/dL; TSH: 1,8 mUI/L; Troponina ultrassensível: dentro do limite de referência
Ecocardiograma realizado três meses antes demonstrava fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 62%, sem alterações segmentares ou valvopatia significativa.
Considerando a estratégia farmacológica inicial para controle da resposta ventricular e o mecanismo de ação correspondente, assinale a conduta mais adequada para o caso apresentado.
No décimo dia de internação, iniciou diarreia aquosa, inicialmente com oito evacuações em 24 horas, associada a dor abdominal difusa. Nas 48 horas seguintes, evoluiu com distensão abdominal progressiva, redução importante das evacuações, oligúria e hipotensão.
Ao exame: temperatura 38,1 °C, frequência cardíaca 118 bpm, pressão arterial 82 × 48 mmHg, mucosas secas e abdome distendido, difusamente doloroso, sem sinais de irritação peritoneal e com ruídos hidroaéreos muito diminuídos.
Exames laboratoriais mostram: leucócitos: 32.800/mm³, com 89% de neutrófilos; hemoglobina: 11,4 g/dL; creatinina: 2,4 mg/dL, sendo basal 1,2 mg/dL; albumina: 2,2 g/dL; lactato: 4,1 mmol/L; potássio: 3,1 mEq/L.
Pesquisa molecular nas fezes detecta gene toxigênico de Clostridioides difficile, com imunoensaio para toxinas A/B positivo. A tomografia computadorizada do abdome evidencia espessamento difuso da parede colônica e dilatação do cólon transverso de 6,5 cm, sem pneumoperitônio.
Após reposição volêmica inicial, considerando o diagnóstico, a gravidade da apresentação e os mecanismos farmacológicos envolvidos, a conduta antimicrobiana mais adequada neste momento é
No 8º dia de internação, apesar da melhora da febre, apresenta edema de membros inferiores, oligúria e pressão arterial de 168 × 96 mmHg. A creatinina sérica, previamente 1,0 mg/dL, eleva-se para 2,8 mg/dL.
Os exames mostram: ureia: 92 mg/dL; potássio: 5,1 mEq/L; albumina: 3,0 g/dL; C3: 48 mg/dL (VR: 90–180); C4: 22 mg/dL (VR: 10–40); FAN: negativo; ANCA: negativo; proteinúria: 1,8 g/24 h; EAS: hematúria dismórfica, proteinúria e cilindros hemáticos.
Diante da piora da função renal, realiza-se biópsia renal, que demonstra glomerulonefrite proliferativa difusa, com depósitos granulares de imunoglobulinas e C3 no mesângio e ao longo das paredes capilares à imunofluorescência.
Considerando o diagnóstico, o mecanismo fisiopatológico da lesão glomerular e a estratégia terapêutica mais adequada, assinale a afirmativa correta.
Ao exame, encontra-se consciente, orientado e bem perfundido, com pressão arterial de 126 × 74 mmHg, frequência cardíaca de 148 bpm, frequência respiratória de 18 irpm e SpO₂ de 97% em ar ambiente. A ausculta cardíaca revela ritmo regular e taquicárdico, sem sopros. Não há sinais de congestão pulmonar ou periférica.
O eletrocardiograma demonstra taquicardia regular de QRS estreito, frequência ventricular de aproximadamente 150 bpm e atividade atrial regular próxima de 300 bpm, com ondas em “dente de serra” mais evidentes nas derivações II, III e aVF, compatível com flutter atrial típico com condução atrioventricular 2:1.
Exames laboratoriais mostram: hemoglobina 14,0 g/dL; plaquetas 224.000/mm³; creatinina 0,9 mg/dL; sódio 139 mEq/L; potássio 4,2 mEq/L; magnésio 2,0 mg/dL; TSH 2,1 mUI/L e troponina cardíaca sem elevação significativa.
O ecocardiograma transtorácico mostra fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 58%, sem valvopatia significativa.
Considerando que a arritmia persiste há aproximadamente cinco dias e que se planeja estratégia de restauração do ritmo sinusal, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada e o mecanismo de ação do tratamento farmacológico relacionado à prevenção do principal evento adverso associado à cardioversão.
Nesse cenário, a melhor conduta inicial é
No caso descrito, a principal hipótese diagnóstica é
Diante do quadro, a principal hipótese diagnóstica é
Criança de 6 anos apresenta fala hipernasal, 15 dias após cirurgia de adenotonsilectomia.
Nesse caso, a melhor conduta é
À luz das evidências atuais sobre descompressão do nervo facial, assinale a opção mais adequada.
Considerando a classificação histopatológica clássica proposta por Schuknecht para a presbiacusia, o mecanismo fisiopatológico que melhor explica esse padrão audiológico é a(o)
Considerando o quadro clínico, assinale a afirmativa correta.