Questões de Concurso Para pnd

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709040 Filosofia
Com o avanço das tecnologias digitais, a inteligência artificial (IA) vem sendo usada nas escolas como recurso pedagógico ou tema para reflexão filosófica. Capaz de gerar textos, imagens e simular interações, essa tecnologia chama atenção por seu potencial de personalização e pelas questões éticas que levanta ao produzir conteúdos enganosos. Na rede pública, dois professores de filosofia exploram abordagens distintas desse tópico. Uma professora de 9º ano do Ensino Fundamental emprega uma IA com recursos multissensoriais para adaptar conteúdos a uma turma com defasagem de aprendizagem, observando avanços na atenção e na participação. Na 3ª série do Ensino Médio, um professor apresenta casos de desinformação gerada por IA, relaciona o tema à pós-verdade e propõe o debate: em que medida podemos confiar no conhecimento produzido por tecnologias que não distinguem verdade de invenção?
Qual intervenção didática a seguir desenvolve a reflexão crítica dos estudantes diante dos desafios éticos relacionados ao uso da IA em ambientes educacionais?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709039 Pedagogia
Com o avanço das tecnologias digitais, a inteligência artificial (IA) vem sendo usada nas escolas como recurso pedagógico ou tema para reflexão filosófica. Capaz de gerar textos, imagens e simular interações, essa tecnologia chama atenção por seu potencial de personalização e pelas questões éticas que levanta ao produzir conteúdos enganosos. Na rede pública, dois professores de filosofia exploram abordagens distintas desse tópico. Uma professora de 9º ano do Ensino Fundamental emprega uma IA com recursos multissensoriais para adaptar conteúdos a uma turma com defasagem de aprendizagem, observando avanços na atenção e na participação. Na 3ª série do Ensino Médio, um professor apresenta casos de desinformação gerada por IA, relaciona o tema à pós-verdade e propõe o debate: em que medida podemos confiar no conhecimento produzido por tecnologias que não distinguem verdade de invenção?
Qual proposta, a seguir, representa uma intervenção pedagógica adequada para essa professora de 9º ano do Ensino Fundamental enfrentar as disparidades de aprendizagem?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709038 Pedagogia
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação afirma, no artigo 35-D, que a Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio estabelece direitos e objetivos de aprendizagem e denomina Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CHSA) a área integrada por Filosofia, Geografia, História e Sociologia, destacando habilidades e competências como elementos fundamentais. No entanto, pesquisas apontam que a implantação do Novo Ensino Médio (NEM) implicou a redução da carga horária destinada a esses componentes curriculares. Segundo o Jornal da Unesp, “entre o anos de 2020 e 2025, no estado de São Paulo, Filosofia e Sociologia perderam 62,9% da carga horária; Geografia, 25,9%. No total, as Ciências Humanas foram reduzidas em 35,1%”.
SAMPAIO, N. Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária critica
a redução da carga horária das disciplinas de Ciências Humanas para
estudantes paulistas. Jornal da Unesp, mar. 2025 (adaptado).

A integração da área CHSA presente no Novo Ensino Médio, além de contradizer as teorias do currículo que preconizam a disciplinaridade para que a (inter/trans)disciplinaridade ou a transversalidade seja efetivada, promove a redução da carga horária dos componentes curriculares que a compõe. Como a Filosofia foi afetada pelo Novo Ensino Médio (NEM)?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709037 Pedagogia
No planejamento de uma sequência didática para uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), um professor de filosofia necessita incluir dois estudantes surdos recém-integrados à escola. Com o apoio da intérprete de Libras, ele busca reorganizar suas estratégias de ensino, de modo a garantir a participação efetiva de todos os estudantes no processo de aprendizagem filosófica. Seu objetivo é possibilitar a apropriação conceitual do conhecimento filosófico por meio de estratégias que respeitem a diversidade linguística e cultural da turma, promovendo a autonomia e a valorização das experiências dos estudantes surdos. Em um dos encontros, propõe o tema da liberdade, considerando sua complexidade e pertinência para a realidade dos estudantes. Na aula seguinte, que tratou de Estética e Filosofia da Arte, o professor exibiu a pintura O naufrágio, de Wiliam Turner, como ponto de partida para uma discussão filosófica, articulando esse tema da liberdade à tensão entre a fragilidade humana e as forças da natureza.

  

 TURNER, W. O naufrágio. Óleo sobre tela, 171 × 240 cm.

Tate Gallery, Londres, 1805.

Disponível em: www.tate.org.uk. Acesso em: 25 maio 2025.
Em uma aula de Estética, considerando as especificidades de estudantes surdos em uma turma de EJA, a abordagem didática adequada para favorecer a compreensão conceitual e a participação no processo de ensino e de aprendizagem consiste em
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709036 Pedagogia
No planejamento de uma sequência didática para uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), um professor de filosofia necessita incluir dois estudantes surdos recém-integrados à escola. Com o apoio da intérprete de Libras, ele busca reorganizar suas estratégias de ensino, de modo a garantir a participação efetiva de todos os estudantes no processo de aprendizagem filosófica. Seu objetivo é possibilitar a apropriação conceitual do conhecimento filosófico por meio de estratégias que respeitem a diversidade linguística e cultural da turma, promovendo a autonomia e a valorização das experiências dos estudantes surdos. Em um dos encontros, propõe o tema da liberdade, considerando sua complexidade e pertinência para a realidade dos estudantes. Na aula seguinte, que tratou de Estética e Filosofia da Arte, o professor exibiu a pintura O naufrágio, de Wiliam Turner, como ponto de partida para uma discussão filosófica, articulando esse tema da liberdade à tensão entre a fragilidade humana e as forças da natureza.

  

 TURNER, W. O naufrágio. Óleo sobre tela, 171 × 240 cm.

Tate Gallery, Londres, 1805.

Disponível em: www.tate.org.uk. Acesso em: 25 maio 2025.
A inclusão dos estudantes surdos no processo de ensino e aprendizagem do conceito trabalhado nessa turma de EJA é promovida por meio do(a)
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709035 Filosofia
Usualmente, na linguagem ordinária, verdade e validade são tomadas como sinônimos. Diante de um bom argumento, diz-se que este é válido ou verdadeiro. Essa associação, contudo, não é correta do ponto de vista lógico, isso porque verdade é propriedade de sentenças e validade, de argumentos. Podemos então afirmar que um certo argumento é válido, dado que a suposta verdade das premissas nos obriga a aceitar a conclusão como verdadeira. Dito de outra forma, é impossível que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão, falsa.
VELASCO, P. N. Educando para argumentação: contribuições do ensino da Lógica. Belo Horizonte: Autêntica, 2010 (adaptado).

Uma professora de filosofia elaborou com seu colega de Biologia uma avaliação interdisciplinar na qual uma das questões pedia aos estudantes que utilizassem esse texto a fim de identificar um argumento válido. Qual alternativa apresenta a questão a ser assinalada pelos estudantes?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709034 Filosofia
É rigorosamente necessário separar da moral os princípios de toda religião particular, e não admitir na instrução pública o ensino de qualquer culto religioso. Cada um deles deve ser ensinado nos templos, por seus ministros. Os pais, qualquer que seja sua crença, qualquer que seja sua opinião sobre a necessidade de tal ou qual religião, poderão então, sem repugnância, enviar seus filhos aos estabelecimentos nacionais, e o poder público não terá usurpado os direitos de consciência sob pretexto de esclarecê-la e de conduzi-la.
CONDORCET. Cinco memórias sobre a instrução pública. São Paulo: Unesp, 2008.

Em uma aula de filosofia no Ensino Médio, uma professora explica as relações entre escola, Estado e sociedade. Na perspectiva do Iluminismo francês, compreende-se que
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709033 Filosofia
 Se retomo o diálogo com o meu suposto leitor e lhe pergunto agora: “Quais os nomes de cada uma das ilhas que compõem o arquipélago das Filipinas?” (cerca de 7 100 ilhas). Ou: “Quais os nomes de cada uma das Ilhas Virgens (cerca de 53), território do Mar das Antilhas incorporado aos EE.UU.?”. Com certeza, o referido leitor não saberá responder a estas perguntas e, mesmo, é possível que sequer soubesse da existência das tais Ilhas Virgens. É evidente, contudo, que essa situação não se configura como problemática. E quando o não saber é levado a um grau extremo, implicando a impossibilidade absoluta do saber, configura-se, como já se disse, o mistério. Mistério, porém, não é sinônimo de problema. É, ao contrário e frequentemente, a solução do problema, e, quiçá, de todos os problemas.
SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Autores Associados, 1996.

Uma professora da 3ª série do Ensino Médio solicitou à turma que fizesse a leitura do trecho em voz alta e, em seguida, questionou que tipo de noção se poderia extrair da ótica de Saviani. Após discutirem em grupo, os estudantes concluíram que:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709032 Pedagogia
O conceito, criação racional, pode ser apreendido. Já o problema que mobiliza o pensamento, por ser sensível, pré-racional, não pode ser compreendido. A proposta contida neste capítulo é a de um “método regressivo”: a partir de um conceito ou conjunto de conceitos criados por um filósofo, regredir ao problema ou problemas que o levou(aram) a criá-lo. E, mediante a realização desse movimento regressivo com os estudantes, dar a eles o “direito a seus próprios problemas”, habilitando-os a fazerem eles mesmos o movimento de pensamento e criação de conceitos. Em outras palavras, propõe-se aqui um método para o ensino de filosofia que seja emancipador, que ofereça a cada um as ferramentas para pensar por si mesmo.

GALLO, S. Metodologia do ensino de Filosofia: uma didática para o Ensino Médio. São Paulo: Papirus, 2012.
A pedagogia histórico-crítica propõe um método no qual o estudante, com base em sua prática social, problematize-a, seja instruído com o saber sistematizado, promova a catarse e realize sua prática social sob nova condição. Há aspectos que dialogam com o movimento “regressivo”, proposto por Silvio Gallo, que parte da problematização (afetação) em direção à apropriação crítica do conhecimento filosófico, visando o desenvolvimento do pensar por si próprio. Qual procedimento pedagógico é coerente com o diálogo entre a pedagogia histórico-crítica e a pedagogia do conceito?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709031 Filosofia
O conceito, criação racional, pode ser apreendido. Já o problema que mobiliza o pensamento, por ser sensível, pré-racional, não pode ser compreendido. A proposta contida neste capítulo é a de um “método regressivo”: a partir de um conceito ou conjunto de conceitos criados por um filósofo, regredir ao problema ou problemas que o levou(aram) a criá-lo. E, mediante a realização desse movimento regressivo com os estudantes, dar a eles o “direito a seus próprios problemas”, habilitando-os a fazerem eles mesmos o movimento de pensamento e criação de conceitos. Em outras palavras, propõe-se aqui um método para o ensino de filosofia que seja emancipador, que ofereça a cada um as ferramentas para pensar por si mesmo.

GALLO, S. Metodologia do ensino de Filosofia: uma didática para o Ensino Médio. São Paulo: Papirus, 2012.
A metodologia de ensino proposta por Silvio Gallo enfatiza a relação entre problema e conceito como o cerne do filosofar. Nesse sentido, estrutura-se em quatro momentos didáticos: sensibilização (afetação); problematização; investigação; e conceitualização. Quais das seguintes estratégias de problematização são apropriadas para que os estudantes de uma turma da 1ª série do Ensino Médio desenvolvam o “direito a seus próprios problemas” e experimentem o filosofar?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709030 Filosofia
O ensino de filosofia deve valorizar seus pensadores e problemas clássicos, mas não pode ignorar a realidade dos estudantes de hoje. Mais do que repetir teorias, é preciso criar pontes entre os saberes e as vivências dos jovens. Isso exige que o professor dialogue com temas atuais e use métodos que incentivem a reflexão crítica, sem perder de vista a formação cognitiva dos educandos. Assim, a Filosofia deixa de parecer algo distante e passa a ajudar na formação de um pensamento mais livre e autônomo.
Uma professora, ao realizar uma avaliação, cita a seguinte passagem do livro Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento de ser, de Sueli Carneiro: “Os teóricos políticos são majoritariamente brancos que não veem que seu privilégio racial é político e, portanto, uma forma de dominação”. Espera-se, portanto, que a atividade avaliativa promova o(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709029 Filosofia
No antigo tempo da criação do mundo com toda sua beleza, os Munduruku viviam dispersos, sem unidade e guerreando entre si. Era uma situação muito ruim que tornava a vida mais difícil e indócil. Foi aí que ressurgiu Karú-Sakaibê, o grande Criador, que já havia realizado tantas coisas boas para este povo. Contam os velhos que foi ele quem criara as montanhas e as rochas soprando em penas fincadas ao chão. Eram também criações dele os rios, as árvores, os animais, as aves do céu e os peixes que habitam todos os rios e igarapés. Karú-Sakaibê, tendo percebido que o povo que ele criara não estava unido, decidiu voltar para unificá-lo e lembrá-lo como havia sido trazido do fundo da Terra quando ele decidiu enfeitar a Terra com gente que pudesse cuidar da obra que criara.
MUNDURUKU, D. Contos indígenas brasileiros. São Paulo: Global, 2005.

É possível afirmar que a influência ameríndia pode ser discutida em sala de aula com uma proposta filosófica e pedagógica na qual se evidencia o(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709028 Filosofia
Consideremos também que, dentre os desejos, há os que são naturais e os que são inúteis; dentre os naturais, há uns que são necessários e outros, apenas naturais; dentre os necessários, há alguns que são fundamentais para a felicidade, outros, para o bem-estar corporal, outros, ainda, para a própria vida. E o conhecimento seguro dos desejos leva a direcionar toda escolha e toda recusa para a saúde do corpo e para a serenidade do espírito, visto que esta é a finalidade da vida feliz: em razão desse fim praticamos todas as nossas ações, para nos afastarmos da dor e do medo.
EPICURO. Carta sobre a felicidade (a Meneceu). São Paulo: Unesp, 2002.

Ao correlacionar o texto com o contexto atual das redes sociais, o ensino da filosofia colabora na
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709027 Filosofia
TEXTO 1


O totalitarismo neoliberal

O totalitarismo neoliberal pratica, como dissemos, uma outra forma de imperialismo e, não tendo o Estado nacional como enclave territorial do capital, não precisa de nacionalismos extremados. Sua grande novidade está em definir todas as esferas sociais e políticas não apenas como organizações, mas como um tipo determinado de organização que percorre a sociedade de ponta a ponta e de cima a baixo: a empresa – a escola é uma empresa, o hospital é uma empresa, o centro cultural é uma empresa. Eis por que o Estado é concebido como empresa, sendo por isso espelho da sociedade, e não o contrário, como nos antigos totalitarismos. Vai além: encobre o desemprego estrutural por meio da chamada uberização do trabalho e por isso define o indivíduo não como membro de uma classe social, mas como um empreendimento, uma empresa individual ou “capital humano”, ou como empresário de si mesmo, destinado à competição mortal em todas as organizações, dominado pelo princípio universal da concorrência disfarçada sob o nome de meritocracia (é o que chamo de neocalvinismo). O salário não é visto como tal, e sim como renda individual, e a educação é considerada um investimento para que a criança e o jovem aprendam a desempenhar comportamentos competitivos. Dessa maneira, desde o nascimento até a entrada no mercado de trabalho, o indivíduo é treinado para ser um investimento bem-sucedido e a interiorizar a culpa quando não vence a competição, desencadeando ódios, ressentimentos e violências de todo tipo, particularmente contra imigrantes, migrantes, negros, índios, idosos, mendigos, sofredores mentais, LGBTQ+, destroçando a percepção de si como membro ou parte de uma classe social, destruindo formas de solidariedade e desencadeando práticas de extermínio.

CHAUÍ, M. Anacronismo e Irrupción, n. 18, maio-out. 2020.


TEXTO 2

Após a exposição dos conceitos de meritocracia, capital humano e empreendedor de si, um professor de filosofia apresentou os seguintes dados para os estudantes da 3ª série do Ensino Médio:

• Desigualdade na ocupação de cargos gerenciais: em 2019, os homens ocupavam 62,6% dos cargos gerenciais no Brasil, enquanto as mulheres representavam apenas 37,4%.

• Diferença salarial por gênero: em 2019, os homens recebiam, em média, R$ 3 946,00, enquanto as mulheres ganhavam R$ 2 680,00, resultando em uma diferença salarial de 47,24%.

• Empreendedorismo por raça e gênero: entre os 28,6 milhões de empreendedores existentes no Brasil, 9,8 milhões são homens negros e 8,7 milhões são brancos; 5 milhões são mulheres brancas e 4,7 milhões são negras; além disso, 39% das mulheres brancas têm o Ensino Superior completo, enquanto 45% dos homens negros têm apenas o Ensino Fundamental ou menos.

O perfil do empreendedorismo por raça/cor e gênero no Brasil.

Disponível em: www.sebrae.com.br.

Acesso em: 24 maio 2025.
Para que os estudantes sejam provocados a realizar uma análise crítica e coerente dos dados, o questionamento que contribui para problematizar essas informações é:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709026 Filosofia
TEXTO 1


O totalitarismo neoliberal

O totalitarismo neoliberal pratica, como dissemos, uma outra forma de imperialismo e, não tendo o Estado nacional como enclave territorial do capital, não precisa de nacionalismos extremados. Sua grande novidade está em definir todas as esferas sociais e políticas não apenas como organizações, mas como um tipo determinado de organização que percorre a sociedade de ponta a ponta e de cima a baixo: a empresa – a escola é uma empresa, o hospital é uma empresa, o centro cultural é uma empresa. Eis por que o Estado é concebido como empresa, sendo por isso espelho da sociedade, e não o contrário, como nos antigos totalitarismos. Vai além: encobre o desemprego estrutural por meio da chamada uberização do trabalho e por isso define o indivíduo não como membro de uma classe social, mas como um empreendimento, uma empresa individual ou “capital humano”, ou como empresário de si mesmo, destinado à competição mortal em todas as organizações, dominado pelo princípio universal da concorrência disfarçada sob o nome de meritocracia (é o que chamo de neocalvinismo). O salário não é visto como tal, e sim como renda individual, e a educação é considerada um investimento para que a criança e o jovem aprendam a desempenhar comportamentos competitivos. Dessa maneira, desde o nascimento até a entrada no mercado de trabalho, o indivíduo é treinado para ser um investimento bem-sucedido e a interiorizar a culpa quando não vence a competição, desencadeando ódios, ressentimentos e violências de todo tipo, particularmente contra imigrantes, migrantes, negros, índios, idosos, mendigos, sofredores mentais, LGBTQ+, destroçando a percepção de si como membro ou parte de uma classe social, destruindo formas de solidariedade e desencadeando práticas de extermínio.

CHAUÍ, M. Anacronismo e Irrupción, n. 18, maio-out. 2020.


TEXTO 2

Após a exposição dos conceitos de meritocracia, capital humano e empreendedor de si, um professor de filosofia apresentou os seguintes dados para os estudantes da 3ª série do Ensino Médio:

• Desigualdade na ocupação de cargos gerenciais: em 2019, os homens ocupavam 62,6% dos cargos gerenciais no Brasil, enquanto as mulheres representavam apenas 37,4%.

• Diferença salarial por gênero: em 2019, os homens recebiam, em média, R$ 3 946,00, enquanto as mulheres ganhavam R$ 2 680,00, resultando em uma diferença salarial de 47,24%.

• Empreendedorismo por raça e gênero: entre os 28,6 milhões de empreendedores existentes no Brasil, 9,8 milhões são homens negros e 8,7 milhões são brancos; 5 milhões são mulheres brancas e 4,7 milhões são negras; além disso, 39% das mulheres brancas têm o Ensino Superior completo, enquanto 45% dos homens negros têm apenas o Ensino Fundamental ou menos.

O perfil do empreendedorismo por raça/cor e gênero no Brasil.

Disponível em: www.sebrae.com.br.

Acesso em: 24 maio 2025.
Ao desenvolver um itinerário formativo de aprofundamento (IFA), um professor de filosofia aborda temas como empreendedorismo e empreendedor de si, associando-os ao mundo do trabalho, de forma crítica. Ao recorrer a Marilena Chauí, ele adota a leitura de textos, debates e vídeos como recursos didáticos. Nesse sentido, para a avaliação processual o professor deve
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709025 Filosofia
Epicuro considerava a Filosofia não como instrução e aquisição passiva de informações, mas como uma atividade que, através de um generoso sentimento, a philia (amizade), ultrapassa a dimensão da sabedoria contemplativa e se expande em amor à humanidade. O logos filosófico traz a verdade iluminadora: é o discurso que se faz pharmakon, remédio que dissolve crenças e superstições – fonte do medo e dos males da alma.
MATOS, O. Filosofia: a polifonia da razão. São Paulo: Scipione, 1997.

Com base no texto, podemos afirmar que a Filosofia de Epicuro concebe como tarefa primeira da Filosofia:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709024 Pedagogia
O professor-filósofo e seus estudantes-filósofos-potenciais conformam um espaço comum de recriação no qual as perguntas se convertem em problemas que olham duas direções: para a singularidade de cada um no perguntar-se (e a busca pessoal de respostas) e para a universalidade do perguntar filosófico (e as respostas que os filósofos se deram ao longo do tempo). Em um curso filosófico, essas direções confluem e se alimentam mutuamente. O resultado possível desse encontro é que ensinar Filosofia, então, nunca terá garantias de que alguém “aprenda” a ser “um filósofo”, ao menos do modo como o professor deseja. O que um bom professor tentará fazer é criar as condições para que talvez se dê um “amor”.
CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica, 2009 (adaptado).

Uma professora da 2ª série do Ensino Médio, ao compreender que o estudante é um filósofo em potencial, organiza suas aulas adotando a aprendizagem baseada em problemas como metodologia de ensino. Ao selecionar o modo de avaliar os estudantes, ela opta por um sistema no qual
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709023 Pedagogia
A reflexão sobre o ensino de filosofia na Educação Básica envolve diferentes abordagens. Franklin Leopoldo e Silva, por exemplo, questiona se a História da Filosofia deve ser o centro ou apenas um referencial do currículo: como centro, organiza o conteúdo; como referencial, submete-se às questões filosóficas. Diante disso, pode-se considerar o desdobramento de três eixos curriculares: o histórico, que segue uma certa ordem centrada na produção das obras filosóficas, mas que pode se tornar enciclopédico; o temático, que aborda temas filosóficos próximos da vivência dos estudantes; e o problemático, que organiza o ensino em torno de problemas filosóficos, que, conforme Silvio Gallo, permite integrar tanto os temas quanto a História da Filosofia e convidar o estudante ao exercício de elaboração de conceitos filosóficos.

Conforme as propostas e diretrizes mais atuais do ensino de filosofia, espera-se que os estudantes se apropriem dos conteúdos desse componente curricular. Dessa forma, como parte dos processos de ensino e de aprendizagem, um tipo de avaliação pertinente é a
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709022 Filosofia
Segundo bell hooks, a violência de gênero, especialmente a direcionada às mulheres, está intrinsecamente ligada a um sistema patriarcal de desigualdade e dominação. A partir de uma lente interseccional, bell hooks argumenta que o machismo, a supremacia branca e as desigualdades de classe não atuam isoladamente, mas se entrelaçam e se reforçam, intensificando a violência sofrida por mulheres, em especial as mulheres negras, que se encontram na intersecção de múltiplas opressões. Esses sistemas de poder são usados para controlar e subjugar, e a violência simbólica, perpetrada pela cultura e suas representações, normaliza e agrava a desigualdade de gênero, tornando-se ainda mais perniciosa ao invisibilizar as experiências de violência de quem já enfrenta preconceitos acumulados. Em seu livro Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade (2013), enfatiza a importância da educação como um processo de transformação e de libertação, desafiando as estruturas de poder e as formas tradicionais de ensino. Para a autora, a educação deve ser uma prática política que incite a reflexão crítica, o engajamento e a busca por justiça social.
Nesse contexto, pode-se afirmar que, para bell hooks, a educação libertadora deve considerar aspectos como
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709021 Filosofia
Em uma escola pública de Ensino Médio, após episódios de comentários sexistas entre os estudantes, a professora de filosofia propõe rodas de conversa para discutir as causas estruturais da violência de gênero. Inspirada na obra Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade (2013), de bell hooks, essa professora organiza debates mediados pelos próprios estudantes, com o objetivo de tornar a sala de aula um espaço democrático e crítico. Durante a atividade, ela compartilha sua motivação: “Fazer da sala de aula um contexto democrático onde todos sintam a responsabilidade de contribuir é um objetivo central da pedagogia transformadora”. Com base nesse princípio, os estudantes elaboram perguntas e hipóteses a partir de suas vivências, promovendo reflexões coletivas e construindo estratégias para enfrentar a desigualdade de gênero.

Caracteriza-se como conclusão compatível com a análise crítica desenvolvida pelos estudantes, promovendo também sua autonomia intelectual, a
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Respostas
421: A
422: D
423: C
424: B
425: A
426: B
427: B
428: C
429: D
430: A
431: C
432: D
433: C
434: D
435: B
436: A
437: B
438: D
439: C
440: A