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Lins et al. (2024) identificaram fragilidades na identidade profissional da Terapia Ocupacional na escola, como falta de clareza institucional, pouca delimitação de funções e carência de formação especializada. O estudo também revela disparidades regionais, insuficiência de concursos públicos e ausência de diretrizes nacionais, resultando em práticas fragmentadas e muitas vezes deslocadas para funções que não pertencem ao escopo da profissão.
À luz desses achados, qual alternativa apresenta um problema estruturante identificado pelos autores, e que limita a consolidação plena da Terapia Ocupacional no contexto escolar?
As afirmativas abaixo relacionam fundamentos centrais da Terapia Ocupacional na educação brasileira, considerando as quatro referências do eixo.
I. A atuação da Terapia Ocupacional deve problematizar estruturas escolares que reproduzem desigualdades, incorporando análise crítica das políticas educacionais (Pereira, Borba & Lopes, 2021).
II. A participação infantil deve ser compreendida como processo interacional e cultural, e não como indicador de autonomia funcional (Folha & Della Barba, 2022).
III. A identidade profissional dos terapeutas ocupacionais na escola encontra-se consolidada, com diretrizes nacionais claras e unificadas (Lins et al., 2024).
IV. A construção do perfil ocupacional deve integrar observação contextual, diálogo com professores e análise das ocupações significativas (Folha et al., 2020).
V. A dependência de modelos clínicos e biomédicos ainda aparece como desafio estruturante, configurando práticas deslocadas do escopo da Terapia Ocupacional no contexto escolar (Pereira, Borba & Lopes, 2021).
Quais afirmações estão corretas?
Os debates contemporâneos sobre participação infantil nos contextos escolares têm problematizado concepções tradicionais associadas à noção de desempenho, autonomia funcional ou execução de tarefas de maneira isolada. Folha & Della Barba (2022) defendem que a participação deve ser compreendida de forma relacional, contextual e situada, considerando elementos como engajamento, pertencimento e construção compartilhada das experiências escolares. Observe as proposições abaixo:
I. A participação deve ser analisada considerando o modo como a criança se envolve ativamente em atividades que fazem sentido para ela dentro da dinâmica escolar, independentemente do nível de suporte necessário.
II. Classificar a participação com base em níveis de independência funcional tende a reforçar expectativas normativas e interpretações capacitistas sobre o desempenho infantil.
III. A participação pode ser definida pelo cumprimento eficiente de etapas da tarefa, sendo a execução técnica o principal indicador ocupacional.
IV. Participação envolve dimensões interacionais, culturais, simbólicas e ambientais, não podendo ser reduzida à execução motora ou cognitiva de uma atividade.
V. A classificação da participação deve priorizar indicadores padronizados relacionados ao controle comportamental e ao tempo de permanência nas atividades.
Quais proposições estão corretas?
A literatura contemporânea crítica ao uso de escalas de independência para determinar “níveis de participação” argumenta que a participação, na perspectiva da Terapia Ocupacional, não deve ser compreendida como grau de autonomia, execução motora ou cumprimento de etapas formais da tarefa.
Em vez disso, defende-se que participação envolve engajamento, pertencimento, sentido atribuído e relações estabelecidas no contexto escolar. As autoras sustentam que classificações prescritivas podem reforçar estereótipos, expectativas normativas e leituras capacitistas.
Com base nessa perspectiva, qual alternativa melhor representa um modo adequado de compreender participação?
Diversas análises recentes apontam que a Terapia Ocupacional no contexto educacional brasileiro deve superar práticas centradas no indivíduo e avançar para formas de atuação que reconheçam a escola como espaço social, cultural e político, que envolve múltiplos agentes e sistemas de organização. A literatura defende que a atuação não pode limitar-se às demandas imediatas de sala de aula ou às expectativas de atendimento clínico individual, exigindo abordagens ampliadas que articulem rotina escolar, participação, relações comunitárias e condições organizacionais.
Considerando essa perspectiva, qual alternativa melhor expressa o papel ampliado do terapeuta ocupacional nas proposições “na e para” a escola?
Considerando a Resolução COFFITO nº 500/2018, assinale a alternativa que indica corretamente quais afirmativas estão corretas:
I - A formação profissional da especialidade “Terapia Ocupacional no Contexto Escolar”, considera todas as áreas de desempenho ocupacional e atividades cotidianas nestes espaços, exceto Atividades da Vida Diária (AVD), que se encontra mais vinculada à atuação em contexto de saúde.
II - O exercício do Terapeuta Ocupacional Especialista no Contexto Escolar envolve conhecimento em várias áreas, inclusive nas áreas de Leis e Políticas Públicas de Inclusão no Brasil, do Sistema Único de Assistência Social, do Conhecimento das Redes de Apoio, da Ética, Bioética e Deontologia da Terapia Ocupacional, do desenvolvimento ontogenético e psicossocial do indivíduo desde o seu nascimento até a velhice, da ergonomia cognitiva e da gestão de processos e de recursos humanos.
III - O Terapeuta Ocupacional Especialista em Contexto Escolar pode exercer as seguintes atribuições, entre outras: Coordenação, supervisão e responsabilidade técnica; Gestão; Direção; Chefia; Consultoria; Auditoria; Perícia; Ensino, pesquisa e extensão.
IV - A atuação do Terapeuta Ocupacional especialista em Contexto Escolar se caracteriza pelo exercício profissional em todas as modalidades, etapas e níveis de ensino, e deve se dar por meio de educação e intervenção, oferecidos ao estudante e comunidade educativa, sem envolver ações de prevenção e promoção, devido estas estarem vinculadas à atuações profissionais no campo da saúde e não da educação.
A incorporação de tecnologias inovadoras como dispositivos vestíveis (wearable devices) e plataformas de reabilitação virtual tem ampliado as possibilidades de atuação fisioterapêutica à distância. Com base na Resolução COFFITO nº 619/2025, assinale a alternativa que descreve corretamente uma diretriz associada ao uso dessas tecnologias no contexto da telessaúde:
A Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF) visa organizar e caracterizar os diagnósticos fisioterapêuticos, servindo como base para a definição de intervenções, condutas e objetivos terapêuticos. A CBDF possui em sua estrutura, quatro partes principais, chamadas de Caracterizadores dos Diagnósticos Fisioterapêuticos. Qual das alternativas não corresponde a um destes caracterizadores?
Um fisioterapeuta está estruturando um plano fisioterapêutico para uma pessoa idosa pré-frágil, baseado em evidências científicas sobre exercícios físicos e seus efeitos na síndrome de fragilidade. Com base nos achados descritos na literatura científica, assinale a alternativa incorreta:
Com base nos instrumentos utilizados na Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa, analise as afirmativas a seguir:
I. O Mini Exame do Estado Mental (MEEM) é um instrumento de triagem cognitiva, sensível ao nível de escolaridade, capaz de rastrear alterações cognitivas que interferem na autonomia da pessoa idosa.
II. A Escala de Depressão Geriátrica (GDS) versão curta deve ser aplicada exclusivamente por profissionais da saúde mental, como psicólogos e psiquiatras.
III. O Índice de Barthel avalia atividades instrumentais de vida diária (AIVDs), como uso de telefone, preparo de refeições e administração de medicamentos.
IV. A Mini Avaliação Nutricional (MAN) é utilizada para avaliar o estado nutricional, sendo eficaz na detecção precoce do risco de desnutrição mesmo em pessoas idosas com peso estável.
V. O Timed Up and Go Test (TUGT) é um teste que avalia o tempo gasto pela pessoa idosa para se levantar de uma cadeira, caminhar três metros, retornar e sentar-se novamente, sendo utilizado na triagem do risco de quedas.
Com base nas afirmativas acima, assinale a alternativa correta:
Segundo Whipple et al., (1993), equilíbrio postural é “uma função complexa que exige processamento central de múltiplas entradas sensoriais, resultando em respostas motoras específicas, ajustadas ao contexto”. Essa definição evidencia a natureza multifatorial do equilíbrio postural e sua dependência da integração entre os sistemas sensorial, motor, cognitivo e do ambiente. Em pessoas idosas, alterações fisiológicas decorrentes do envelhecimento podem comprometer esse controle adaptativo, elevando o risco de quedas. Com base nas atualizações sobre intervenção fisioterapêutica em desordens do equilíbrio postural na pessoa idosa, assinale a alternativa correta:
A intervenção física é considerada o tratamento de primeira linha para a sarcopenia em pessoas idosas, com destaque para o treino resistido. Prescrever esse tipo de exercício sem respaldo em evidências científicas é comparável a indicar doses subótimas de medicamentos, o que resulta em ganhos abaixo do esperado e risco persistente de complicações adversas, como quedas. Ao fisioterapeuta Especialista em Gerontologia cabe a competência de manipular adequadamente as variáveis do treino resistido para proporcionar o melhor estímulo anabólico à musculatura esquelética. Com base nas atualizações sobre a reabilitação de pessoas idosas com sarcopenia, assinale a alternativa incorreta:
De acordo com a Resolução COFFITO nº 476/2016, para o exercício do fisioterapeuta especialista em Gerontologia, é necessário, no campo da gestão, o domínio das seguintes áreas:
I. Gerenciar, coordenar e exercer papel de direção de serviços voltados ao atendimento da pessoa idosa.
II. Atuar em contexto multidisciplinar na perspectiva da gestão de diferentes questões que surgem individual e coletivamente na atenção à saúde da pessoa idosa.
III. Exercer atribuições em cargos de planejamento ou gestão, sendo vedada a atuação de perícias e auditorias.
IV. Atuar em consultoria, elaborando um plano de gestão de cuidados e rotinas para a família e para a pessoa idosa.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de verdadeiro (V) ou falso (F):
Durante o acompanhamento fisioterapêutico de uma pessoa idosa com melhora significativa da função motora e alcance da independência nas atividades de vida diária, o fisioterapeuta avalia que os objetivos propostos no plano terapêutico foram completamente alcançados. Considerando o Código de Ética e Deontologia da Fisioterapia (Resolução COFFITO nº 424/2013), qual é a conduta correta desse profissional em relação a alta fisioterapêutica?
Durante a avaliação fisioterapêutica de uma pessoa idosa com histórico de quedas recorrentes, ele foi classificado com risco de quedas moderado. Após um programa de 16 semanas de treino resistido, marcha, equilíbrio e exercícios funcionais, observou-se melhoria significativa nos testes de risco de quedas e na capacidade funcional, sendo reclassificado como baixo risco. No entanto, o paciente ainda apresenta limitação na participação social, dificuldade em manter a rotina de exercícios domiciliares sem auxílio e vive em um ambiente doméstico com barreiras arquitetônicas não modificadas. De acordo com as diretrizes internacionais para prevenção e manejo de quedas (Montero-Odasso et al., 2022), qual é a conduta mais adequada para garantir uma decisão de alta fisioterapêutica segura e sustentável?
O envelhecimento fisiológico do sistema cardiovascular acarreta modificações que impactam diretamente na função hemodinâmica, mesmo na ausência de doenças cardiovasculares. Com base nas alterações associadas à senescência cardiovascular, assinale a alternativa correta: