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Q3807402 Terapia Ocupacional

Uma escola particular de ensino fundamental firmou parceria com uma terapeuta ocupacional para apoiar práticas inclusivas e avaliar alunos com dificuldades de participação.

Certa manhã, a coordenadora pedagógica solicita que a terapeuta ocupacional emita um laudo descritivo sobre uma aluna de 6 anos, com o objetivo de "confirmar se ela tem TDAH para justificar o pedido de acompanhante terapêutico" junto à secretaria de educação.

A terapeuta, que acompanha a escola há três meses em um projeto de assessoria, conhece a criança por meio de observações e conversas com os professores, mas não realizou avaliação formal padronizada nem obteve autorização dos responsáveis.

Diante desse pedido, ela precisa decidir qual seria a postura mais ética e coerente com as atribuições da Terapia Ocupacional em contexto escolar, segundo a Cartilha do CREFITO-3 (2025) e as normas do COFFITO. 

Alternativas
Q3807401 Terapia Ocupacional

Em uma cidade que dispõe de um Terapeuta Ocupacional especialista em contexto escolar, a equipe está revisando o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) para inclusão de estudantes com TEA, com ênfase em participação social, comunicação e autonomia. O PDI propõe uma abordagem intersetorial com avaliação funcional, ajustes ambientais e curriculares, modulação sensorial, comunicação alternativa e participação de pares, com participação da família e comunidade, além de um sistema de rastreabilidade de progressos.

Considerando a literatura de Alves & Silva (2022), Folha et al. (2023), Souto et al. (2018) e a cartilha CREFITO-3 (2025), qual conjunto de ações descreve a prática mais completa para sustentar a inclusão no âmbito escolar?

Alternativas
Q3807400 Terapia Ocupacional
Em uma escola regular, surge um conflito entre a gestão escolar e a equipe pedagógica sobre o alcance dos objetivos de inclusão para estudantes com TEA e com disfunções sensoriais elevadas. A intervenção da Terapia Ocupacional foi implementada de forma integrada (adaptações ambientais, ajustes curriculares, mediação de atividades ocupacionais com apoio de tecnologia assistiva, formação contínua da equipe em estratégias de comunicação alternativa e modulação sensorial, além do envolvimento ativo de famílias). Ao fim de um ciclo de intervenção, observam-se ganhos modais em participação ocupacional, porém a leitura compartilhada ainda apresenta resistência entre pares, com variações entre turmas. Considerando as diretrizes do COFFITO (Resolução 500/2018 e Cartilha CREFITO-3, 2025) e os princípios da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNIE), quais ações descrevem a estratégia mais robusta para alcançar inclusão real e rastreabilidade dos resultados no curto e médio prazo? 
Alternativas
Q3807399 Terapia Ocupacional

Carlos é terapeuta ocupacional em uma escola regular na qual Pedro está matriculado. Pedro é um estudante de 8 anos com paralisia cerebral que apresenta comprometimento motor nos membros superiores, dificultando a preensão e manipulação de materiais escolares convencionais. A professora relata que Pedro demonstra interesse pelas atividades pedagógicas, mas tem dificuldade para segurar o lápis, manusear livros e participar de atividades que envolvam a escrita. A partir da observação e de diálogos com Pedro e com a professora, Carlos considerou pertinente a prescrição de recursos de tecnologia assistiva para favorecer a participação de Pedro nas atividades escolares.

Com base no texto, qual deve ser a abordagem adequada de Carlos para a prescrição de tecnologia assistiva neste caso? 

Alternativas
Q3807398 Terapia Ocupacional

Joana é terapeuta ocupacional recém-contratada por uma Instituição de Ensino Superior (IES) que possui 150 estudantes com deficiência matriculados. A direção da universidade solicitou que ela elaborasse um plano de ação voltado a aprimorar os recursos e práticas que favorecem a inclusão escolar desses estudantes. Joana observou que, apesar de haver acessibilidade física nos prédios, muitos estudantes com deficiência relatam dificuldades significativas em sua permanência e participação nas atividades acadêmicas. 


Com base em Jurdi et al. (2024) e na situação apresentada, qual deve ser a principal abordagem de Joana como terapeuta ocupacional nesta IES?

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Q3807397 Terapia Ocupacional

No campo da Terapia Ocupacional, ainda existem poucos estudos abordando a atuação do terapeuta ocupacional e os processos de inclusão no ensino superior. Entretanto, Jurdi et al., (2024), acendem um debate acerca da acessibilidade no contexto escolar na etapa do ensino superior, destacando possibilidades de contribuições possíveis do terapeuta ocupacional diante das vastas demandas e listando uma série de normativas e políticas educacionais inclusivas voltadas para orientar o funcionamento e a organização da educação brasileira. Nesse cenário, relacione as colunas de normativas oficiais à sua caracterização, no que tange às políticas mencionadas pelas autoras:


1 - Lei n.º 12.711/2012


2 -Lei nº 13.146/2015


3 - Lei nº 13.409/2016


4 - Decreto nº 11.793/2023



I - Lei Brasileira de Inclusão, conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, que considera a experiência de deficiência a partir do modelo biopsicossocial.


II - Sanciona o sistema de reserva de vagas ou cotas enquanto modalidade de ação afirmativa ao ensino superior.


III - Institui o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com deficiência.


IV - Insere as pessoas com deficiência ao sistema de cotas. 

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Q3807396 Terapia Ocupacional

Em uma escola da Rede Municipal de Ensino, a terapeuta ocupacional e a professora de uma turma do 7º ano do ensino fundamental (anos finais) discutem estratégias para favorecer a participação de um estudante que demonstra dispersão e dificuldade em concluir tarefas.  


Com base na afirmação de Alves & Silva (2022) de que “o trabalho em conjunto do professor com o terapeuta ocupacional pode ser potente na criação de relações que proporcionem melhorias na inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais (NEE), facilitando o engajamento destes nos processos educacionais”, qual das opções abaixo expressa a característica central dessa parceria?

Alternativas
Q3807395 Terapia Ocupacional
Analise a situação retirada do texto de Alves & Silva (2022): “verificou-se, nas aulas de Educação Física, a dificuldade de um aluno em participar com os outros colegas, devido às alterações na coordenação motora grossa e visomotora. Sugeriu-se ao professor que desenvolvesse atividades e jogos em duplas ou trios, de tal forma que a complexidade dos exercícios com a bola aumentasse gradativamente.” Assinale o objetivo principal desta intervenção sugerida pelo terapeuta ocupacional:
Alternativas
Q3807394 Terapia Ocupacional
Marque a alternativa correta. De acordo com a análise dos resultados do estudo de Alves & Silva (2022), a contribuição do terapeuta ocupacional no contexto escolar foi reconhecida pelos professores como:
Alternativas
Q3807393 Terapia Ocupacional

Analise a frase retirada do texto de Alves & Silva (2022): “Oferecer comandos de forma clara, por meio da repetição e do estímulo auditivo e visual, parece ser uma maneira de reforçar o que o aluno deve fazer no que tange às atividades escolares.”

Neste caso, o terapeuta ocupacional e o professor estão oferecendo adaptações razoáveis voltadas principalmente para:

Alternativas
Q3807392 Terapia Ocupacional

Uma instituição privada de educação infantil implementa um protocolo interno que determina que todas as crianças com paralisia cerebral classe GMFCS II–V devem receber um “kit padrão de tecnologia assistiva”, composto por utensílios préselecionados (talheres adaptados, pranchas de comunicação pictográfica genérica e cadeiras posturais padronizadas). O protocolo foi criado para “otimizar recursos e evitar variações entre profissionais”.

A terapeuta ocupacional responsável é pressionada a seguir o protocolo, mesmo quando observa que:


⋅ a criança demonstra preferência por objetos não padronizados, construídos com a turma;


⋅ as rotinas pedagógicas são rígidas e não permitem a experimentação de novos modos de participação;


⋅ o kit é introduzido sem análise da atividade, do ambiente, da demanda escolar ou da agência da criança;


⋅ professores entendem a Tecnologia Assistiva (TA) como “equipamento terapêutico” e não como recurso pedagógico de mediação.



Considerando Rocha & Deliberato (2012) e discussões contemporâneas sobre participação, qual é o erro conceitual mais grave do protocolo e qual deve ser a atuação da terapeuta ocupacional? 

Alternativas
Q3807391 Terapia Ocupacional

Uma universidade pública inicia uma política de inclusão que foca exclusivamente na reforma arquitetônica dos prédios (rampas, barras, elevadores), mantendo inalterados:



⋅ os critérios de avaliação,


⋅ horários incompatíveis com rotinas de cuidado de estudantes com deficiência,


⋅ metodologias centradas em longas exposições orais sem pausas,


⋅ aspectos de acessibilidade comunicacional (materiais não adaptados, linguagem técnica inacessível),


⋅ práticas docentes que penalizam atrasos decorrentes de barreiras funcionais.



A equipe gestora afirma que “a acessibilidade está resolvida, pois agora tudo é fisicamente acessível”. Um grupo de estudantes denuncia que, apesar das reformas, segue excluído de atividades curriculares, provas e projetos de extensão.


Com base em Jurdi et al. (2024), e considerando a concepção ampliada de acessibilidade e justiça ocupacional, qual deve ser a análise e a atuação esperada da Terapia Ocupacional?

Alternativas
Q3807390 Terapia Ocupacional

Em uma reunião intersetorial entre profissionais da saúde, educação e assistência social, o terapeuta ocupacional Felipe é questionado sobre sua função no acompanhamento de um grupo de adolescentes em vulnerabilidade, que apresentam histórico de evasão escolar, uso de substâncias e conflitos com professores.


A equipe de saúde espera que ele trabalhe “as habilidades socioemocionais” dos jovens, enquanto a escola pede “oficinas de disciplina e comportamento”.


Felipe propõe um projeto intitulado “Ocupar a Escola: corpos, espaços e sentidos”, com atividades de coautoria dos estudantes na reorganização dos espaços e regras do recreio, utilizando fotografia, teatro e grafite.


Diante da resistência de parte dos profissionais, que consideram a proposta “muito artística e pouco terapêutica”, qual fundamentação melhor justifica sua pertinência segundo Souza, Borba & Lopes (2024), Folha et al. (2023) e Mecca (2022)?

Alternativas
Q3807389 Terapia Ocupacional

Uma Secretaria de Educação elabora uma política de apoio escolar que prevê “salas de recursos como espaços terapêuticos”. O texto afirma que a função central desses espaços é “corrigir déficits funcionais antes do retorno à sala comum”. A escola solicita ao Terapeuta Ocupacional que organize “grupos terapêuticos de estimulação” fora da sala regular.


De acordo com Lins et al. (2023), práticas que retiram o aluno da sala comum reforçam a segregação. E, segundo Souza et al. (2024), a Terapia Ocupacional deve atuar como ponte crítica entre políticas públicas e práticas reais.


Qual deve ser a postura técnica do terapeuta ocupacional? 

Alternativas
Q3807388 Terapia Ocupacional

Durante a análise da rotina de uma escola do DF, uma terapeuta ocupacional identifica que crianças imigrantes recém-chegadas não participam das atividades de roda, evitam interações no recreio e se isolam durante atividades de brincadeira livre. As professoras interpretam isso como “timidez” ou “falta de interesse”, mas observações revelam barreiras linguísticas, ausência de mediação cultural e pouca flexibilidade nas regras de participação.


Com base na análise do brincar como prática sociocultural (Folha et al., 2023) e na concepção de escola como espaço de formação cultural e política (Souza et al., 2024), qual deve ser o foco da intervenção do terapeuta ocupacional?

Alternativas
Q3807387 Terapia Ocupacional

Uma escola de educação infantil relata que crianças autistas “têm dificuldade de participar das brincadeiras do parque” e atribui isso exclusivamente à falta de compreensão das regras. Entretanto, observações sistemáticas mostram que as regras são rígidas, impostas por um pequeno grupo, sem negociação, e que o espaço físico limita interações colaborativas.


Segundo Folha et al. (2023), a participação na brincadeira não é uma propriedade individual da criança, mas um fenômeno relacional, cultural e marcado pela organização do ambiente físico e social.


Os autores reforçam que desigualdades de participação surgem justamente quando os contextos não oferecem oportunidades equitativas de engajamento.


À luz desse entendimento, qual interpretação o terapeuta ocupacional deve assumir? 

Alternativas
Q3807386 Terapia Ocupacional

Nos últimos anos, diversos estudos têm apontado que a presença do terapeuta ocupacional nas escolas brasileiras ainda é fortemente atravessada por modelos clínicos, fluxos de encaminhamento centrados no laudo médico e práticas individualizantes, mesmo em redes públicas que afirmam seguir políticas inclusivas. De acordo com Souza, Borba & Lopes (2024), essa hegemonia não decorre apenas de um problema operacional, mas de uma matriz epistemológica que ainda associa “dificuldades escolares” a “déficits individuais”, deslocando a análise das barreiras institucionais para o corpo do estudante.


Durante uma reunião intersetorial, a direção de uma escola expressa:


“Entendemos que participação e acessibilidade são importantes, mas o sistema oficial exige laudo para liberar apoio. Sem laudo, não temos o que fazer. A escola não tem estrutura para trabalhar com essas perspectivas abstratas.”


Esse posicionamento evidencia o tensionamento entre o paradigma biomédico e aquele defendido pelos autores citados, que propõem uma escola de massa capaz de responder às singularidades sem patologização. 


Diante desse cenário, qual deve ser a conduta técnica e ética do terapeuta ocupacional, considerando também as discussões de Souto, Gomes & Folha (2018) sobre medicalização e análises institucionais?

Alternativas
Q3807385 Terapia Ocupacional

Folha et al. (2020), descrevem uma série de instrumentos de avaliação que podem ser usados pelo terapeuta ocupacional no contexto escolar. Um deles trata-se de instrumento que avalia a participação nos ambientes da casa, da escola e da comunidade, a partir da percepção de seus pais e/ou responsáveis. Permite a compreensão sobre o nível atual de participação, ao mesmo tempo que incentiva estratégias de resolução de problemas para melhor apoiar uma maior participação. Sua utilização favorece o desenvolvimento de intervenções centradas no contexto e na participação. O nome do instrumento descrito é: 

Alternativas
Q3807384 Terapia Ocupacional

O Art. 5° da Res. 500 (COFFITO, 2018) refere que o exercício do Terapeuta Ocupacional Especialista no Contexto Escolar envolve conhecimento em várias áreas, dentre elas acerca de instrumentos de mensuração e avaliação relacionados ao contexto escolar. Folha, Gregorutti, Okuda e Sant’Anna (2020) dialogam a respeito de instrumentos que podem ser potencialmente relevantes nesse cenário. Assinale a alternativa que lista exemplos de avaliações comumente utilizadas na atuação do terapeuta ocupacional em contextos escolares:

Alternativas
Q3807383 Terapia Ocupacional

Madaschi (2023) explora, analisa e relata exemplos de percursos inclusivos a partir da utilização da Tecnologia Assistiva como recurso do terapeuta ocupacional no contexto escolar. A esse respeito, pode-se afirmar que:

Alternativas
Respostas
1: C
2: B
3: B
4: B
5: E
6: D
7: E
8: C
9: C
10: D
11: C
12: C
13: A
14: C
15: C
16: B
17: C
18: B
19: B
20: D