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Q3706132 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

O pronome “Os”, no trecho “Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal.” (quarto período do segundo parágrafo) retomam o termo “homens”, em “A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia.” (primeiro período do primeiro parágrafo).
Alternativas
Q3706131 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

Nos trechos “Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura” e “Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal” (segundo e quarto períodos do segundo parágrafo), o vocábulo “se” exerce a mesma função.  
Alternativas
Q3706130 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

A correção gramatical do texto seria preservada caso fosse inserido o sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, em “Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode” (primeiro período do terceiro parágrafo).
Alternativas
Q3706129 Português

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Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

Com base em suas características, o texto é majoritariamente injuntivo, já que o autor se utiliza de situações cotidianas para discutir com o leitor seu ponto de vista acerca da humanidade. 
Alternativas
Q3706128 Português

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Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

Infere-se do texto que as pessoas se comovem mais com o mal que acomete o mundo do que com os infortúnios que acontecem de forma individual. 
Alternativas
Q3706127 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

O texto sugere que as pessoas apresentam um vazio existencial, mas procuram maneiras de preenchê-lo, sem nem mesmo saber o que realmente lhes falta.
Alternativas
Q3706126 Português

Texto para o item.


Autobiografia sem fatos 



    A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. “A maioria da gente é outra gente”, disse Oscar Wilde, e disse bem. Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros, ainda, se perdem.



    Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer. Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como fórmula democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados — e se choram, é pelo próprio mal. Um Leopardi, um Antero não têm amado ou amante? O universo é um mal. Um Vigny é mal ou pouco amado? O mundo é um cárcere. Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é tédio. Um Jó é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas. Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.



    Alheia a isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode — quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda —, a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas.



    Quando vejo um gato ao sol lembra-me sempre do homem ao sol.



Fernando Pessoa. Livro do Desassossego. São Paulo: Companhia de Bolso, 2023 (com adaptações).

A respeito do texto precedente, de suas ideias e de seus aspectos linguísticos, julgue os itens subsequentes.

Depreende-se do texto que, embora sofra com suas próprias mazelas, o ser humano tem a capacidade de ser resiliente. 
Alternativas
Q3706050 Terapia Ocupacional

Julgue o item a seguir com base nas resoluções do COFFITO. 

Constituem atos privativos do terapeuta ocupacional prescrever, ministrar e supervisionar terapia física, que objetive preservar, manter, desenvolver ou restaurar a integridade de órgão, sistema ou função do corpo humano.
Alternativas
Q3706049 Terapia Ocupacional

Julgue o item a seguir com base nas resoluções do COFFITO. 

O registro profissional se dá ao portador de diploma de graduação, bacharelado, em Fisioterapia ou Terapia Ocupacional e em Educação Física, além do curso de Enfermagem, desde que autorizados pelo Ministério da Educação.
Alternativas
Q3706048 Terapia Ocupacional

Julgue o item a seguir com base nas resoluções do COFFITO. 

O registro secundário é aquele a que está obrigado o profissional para exercer a profissão, permanente e cumulativamente, na área de abrangência de outro CREFITO, além daquele em que se acha registrado e domiciliado. 
Alternativas
Q3706047 Terapia Ocupacional

Julgue o item a seguir com base nas resoluções do COFFITO. 

O profissional responsável técnico responde perante o CREFITO, pelo ato da administração da empresa, que não denunciar, e que concorra, de qualquer forma, para exercício ilegal da profissão de fisioterapeuta e/ou terapeuta ocupacional  
Alternativas
Q3706046 Terapia Ocupacional

Julgue o item a seguir com base nas resoluções do COFFITO. 

As empresas registradas em outros Conselhos de fiscalização profissional, que prestem assistência fisioterápica e/ou terapêutica ocupacional estão dispensadas do registro junto ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, desde que possuam fisioterapeutas contratados.  

Alternativas
Q3706045 Legislação Federal

Ao Conselho Regional, compete:

instituir o modelo das carteiras e cartões de identidade profissional. 
Alternativas
Q3706044 Legislação Federal

Ao Conselho Regional, compete:

fiscalizar o exercício profissional na área de sua jurisdição, representando, inclusive, às autoridades competentes, sobre os fatos que apurar e cuja solução ou repressão não seja de sua alçada.
Alternativas
Q3706043 Legislação Federal

Ao Conselho Regional, compete:

supervisionar a fiscalização do exercício profissional em todo o território nacional. 
Alternativas
Q3706042 Legislação Federal

Ao Conselho Regional, compete:

expedir a carteira de identidade profissional e o cartão de identificação aos profissionais registrados. 
Alternativas
Q3706041 Legislação Federal

Ao Conselho Regional, compete:

eleger, dentre os seus membros, por maioria absoluta, o seu Presidente e o Vice-Presidente.    

Alternativas
Q3706040 Legislação Federal

Julgue o item a seguir referentes a Lei n.º 6.316/1975, que cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

É prescindível o registro nos Conselhos Regionais das empresas cujas finalidades estejam ligadas à fisioterapia ou terapia ocupacional, na forma estabelecida em Regulamento. 
Alternativas
Q3706039 Legislação Federal

Julgue o item a seguir referentes a Lei n.º 6.316/1975, que cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

O livre exercício da profissão de Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional, em todo território nacional, somente é permitido ao portador de Carteira Profissional expedida por órgão competente. 
Alternativas
Q3706038 Legislação Federal

Julgue o item a seguir referentes a Lei n.º 6.316/1975, que cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

A extinção ou perda de mandato de membro do Conselho Federal ou dos Conselhos Regionais poderá ocorrer por renúncia.   
Alternativas
Respostas
101: C
102: E
103: E
104: E
105: E
106: C
107: C
108: E
109: E
110: C
111: C
112: E
113: E
114: C
115: E
116: C
117: C
118: E
119: C
120: C