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A relação indivíduo e sociedade é uma questão axial para discussão sociológica. Nessa direção, analise as assertivas a seguir e marque a alternativa CORRETA, com base nos autores clássicos da sociologia.
I. Émile Durkheim afi rma que o coletivo sempre prevalece sobre o indivíduo. As leis e as regras construídas coletivamente formatam o indivíduo, garantindo integração e maior coesão entre os membros da sociedade;
II. A preocupação central da sociologia de Max Weber é compreender o indivíduo e suas ações sociais. A sociedade existe concretamente, mas não é algo externo e acima das pessoas;
III. Segundo Karl Marx, são as condições materiais de existência que determinam a realidade social, se contrapondo ao idealismo alemão de Hegel. Não é, portanto, a consciência dos homens que lhes determina a realidade objetiva, mas ao contrário, a realidade social é que lhes determina a consciência;
IV. Para Karl Marx existem condicionamentos estruturais que levam o indivíduo, os grupos e as classes para determinados caminhos, em razão do modo de produção da vida material. Ademais, apesar de reconhecer a força desses condicionamentos estruturais, o autor aponta caminhos e possibilidades de transformação social.
Estão CORRETAS as assertivas:
Com base no texto, responda:
O Novo Rural
“Alguns municípios do Brasil, principalmente, no Estado do Rio Grande do Sul estão desenvolvendo diversos empreendimentos socioculturais, a partir da prática do turismo rural em áreas onde estão estabelecidas propriedades de agricultura familiar. De fato, a associação entre o turismo e o modo de vida das famílias rurais está demonstrando que essa é uma estratégia altamente promissora para o desenvolvimento local. Potencialidades que o meio rural sempre pôde oferecer, mas foram constantemente subaproveitadas por falta, tanto de políticas públicas locais como pela carência de uma mentalidade empreendedora baseada no associativismo e cooperativismo, agora estão sendo exploradas de maneira sustentável. Por isso, se pode dizer que uma nova construção social rural está surgindo em alguns municípios brasileiros”.
BLANCO, Enrique Sergio. O turismo rural em áreas de agricultura familiar: as "novas ruralidades" e a sustentabilidade do desenvolvimento local. In: Caderno Virtual de Turismo. ISSN: 1677-6976, vol. 4, n° 3, Rio de Janeiro: LTDS/FAPERJ, 2004, p.45.
A partir da discussão sobre as transformações recentes no espaço rural brasileiro, assinale a alternativa CORRETA:
Sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), “espera-se que ajude a superar a fragmentação das políticas educacionais, enseje o fortalecimento do regime de colaboração entre as três esferas de governo e seja balizadora da qualidade da educação. Assim, para além da garantia de acesso e permanência na escola, é necessário que sistemas, redes e escolas garantam um patamar comum de aprendizagens a todos os estudantes, tarefa para a qual a BNCC é instrumento fundamental”.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC. a educação é a base, 2013, p.9. Disponível em https://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofi nal_site.pdf. Acesso em 04 fev. 2026.
Considerando os fundamentos teóricometodológicos da Sociologia e as orientações da BNCC, assinale a alternativa CORRETA.
“A Educação do Campo é fruto de um debate consolidado na atualidade cujos sujeitos protagonistas são os camponeses, camponesas, educadores, educadoras e militantes de movimentos sociais comprometidos com uma educação voltada para a realidade campesina. Seu principal objetivo é garantir que a escola esteja profundamente ligada à realidade dos sujeitos, respeitando todos os tempos e espaços da vida. Ao pensar em um espaço educativo com esta identidade, busca-se levar em consideração que os trabalhadores do campo possuem o direito de estudar onde moram e de serem respeitados nas suas relações de produção, bem como no seu processo histórico”.
SANTOS, Arlete Ramos dos; et all. Apresentação. In: SANTOS, Arlete Ramos dos... [et al.] (Orgs.) Educação do campo: políticas e práticas. Ilhéus, BA: Editus, 2020, p.11.
A partir do fi nal do século XX, através de movimentos sociais do campo e de pesquisadores, a educação do campo se fortalece no Brasil. Nessa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA:
"A Constituição [Federal do Brasil] mudou na sua elaboração, mudou na defi nição dos poderes, mudou restaurando a Federação, mudou quando quer mudar o homem em cidadão. E só é cidadão quem ganha justo e sufi ciente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa. Num país de 30 milhões, 401 mil analfabetos, afrontosos 25% da população, cabe advertir: a cidadania começa com o alfabeto".
GUIMARÃES, Ulisses. Promulgação da Constituição do Brasil. 5/10/1988. Disponível em https://www12.senado. leg.br/noticias/materias/2008/09/29/em-discurso-historicoulysses-guimaraes-comemora-a-promulgacao-da-cartade-1988. Acesso em 04/05/2026.
Em relação à cidadania na Constituição de 1988, assinale a alternativa CORRETA.
Com base no texto responda:
O outro Brasil que vem aí
“O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados terá as cores das produções e dos trabalhos. Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças terão as cores das profi ssões e das regiões. As mulheres do Brasil em vez de cores boreais terão as cores variamente tropicais. Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil, todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco.”
FREYRE, Gilberto. O outro Brasil que vem aí. In:___. Casagrande e senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 481 ed. rev. — São Paulo: Global, 2003, p.4.
Na primeira metade do século XX, diversos pensadores brasileiros propuseram novas interpretações sobre a formação histórica, política e cultural do país. Apesar de suas especifi cidades, a Geração de 30, como fi caram conhecidos tais autores, propunha:
ABRAMOVAY, Miriam et al. Violência nas escolas: uma pesquisa nacional. Brasília, DF: FLACSO Brasil, Ministério da Educação, 2016. Disponível em: https://www.fl acso. org.br/?publicacao=violencia-nas-escolas-uma-pesquisanacional. Acesso em: 5 fev. 2026.
Esta interpretação está ancorada na perspectiva que compreende:
WAISELFISZ, Julio Jacobo. Mapa da Violência 2023: homicídios e juventude no Brasil. Brasília: FLACSO, 2023. Disponível em: https://www.fl acso.org.br/?p=2145. Acesso em: 04 fev. 2026.
A partir dessa caracterização, avalie as assertivas abaixo quanto à sua correlação com as principais perspectivas teóricas da sociologia do sistema penal, assinalando (V), se VERDADEIRAS, ou (F), se FALSAS.
( ) A configuração do sistema corrobora análises que compreendem a punição como um dispositivo de administração de grupos sociais considerados problemáticos ou excedentes, e não como uma mera reação técnica ao crime. ( ) O perfi l demográfico predominante nas prisões evidencia que os processos de seleção e processamento penal tendem a reforçar, em suas operações cotidianas, as clivagens de classe, raça e território preexistentes na sociedade. ( ) A expansão quantitativa do encarceramento representa uma estratégia funcionalmente adequada para a contenção da criminalidade, alinhada a uma visão da pena como instrumento de defesa social e neutralização de riscos. ( ) A realidade observada de consolidação de poder paralelo e socialização carcerária contradiz frontalmente o discurso ofi cial que atribui à pena privativa de liberdade uma finalidade corretiva e reintegradora.
A sequência CORRETA (V/F) encontra-se em:
A partir dos anos 2000, ganhou força no Brasil um modelo de gestão escolar inspirado no setor privado: as metas de aprendizagem são defi nidas com base em índices como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB); os bônus para professores são atrelados ao desempenho dos alunos nas provas; escolas são ranqueadas em listas públicas; e conglomerados educacionais privados passam a administrar unidades públicas por meio de parcerias. Para um conjunto de sociólogos críticos, essa não é apenas uma mudança administrativa, mas a expressão de uma lógica mais profunda que transforma a educação, antes pensada como direito social e formação cidadã, em uma commodity regulada pela lógica do mercado.
BALL, Stephen J. Educação global S.A.: novas redes políticas e o imaginário neoliberal. Tradução de Janete Bridon. Petrópolis: Vozes, 2022.
A interpretação sociológica que melhor explica a transformação descrita é a que identifi ca a operação de um paradigma que:
Relatórios do IPEA (2023) apontam o crescimento de movimentos sociais que reivindicam memória histórica e reparação simbólica em relação a grupos marginalizados, como povos indígenas e comunidades quilombolas. Esses movimentos contestam narrativas ofi ciais que silenciam experiências históricas de violência e resistência, transformando a forma como o passado é lembrado em um campo de disputa simbólica (IPEA, 2023).
IPEA. Memória, reparação e justiça histórica no Brasil. Brasília: IPEA, 2023. Disponível em: https://www.ipea.gov. br/publicacoes. Acesso em: 03 fev. 2026.
Uma análise sociológica fundamentada no conceito de memória coletiva interpretaria esse fenômeno como resultado de um processo em que:
Em diferentes contextos sociais — como escolas públicas que utilizam sistemas de monitoramento de frequência e comportamento, empresas que avaliam desempenho por métricas digitais e cidades que ampliam o uso de câmeras de vigilância e bases de dados para controle populacional — observa-se que a regulação da vida social ocorre não apenas por punições formais, mas também por práticas cotidianas de vigilância, classifi cação, normalização e indução de comportamentos considerados adequados. Essas estratégias tendem a infl uenciar rotinas, escolhas, modos de agir e até a forma como os indivíduos percebem a si mesmos e aos outros.
FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. 50. ed. Petrópolis: Vozes, 2021.
Considerando esse cenário, pode-se inferir que esse tipo de poder atua PREDOMINANTEMENTE por meio de:
Antônio, 68 anos, encontra-se em situação de rua e foi internado após fratura de fêmur decorrente de uma queda. Apresenta desconfiança, recusa de cuidados e verbaliza medo de ser discriminado pela equipe e sobre o processo de retorno à sociedade após a alta devido suas limitações físicas. Não possui vínculos familiares e demonstra sinais de desorganização cognitiva leve. O psicólogo é solicitado para realizar o atendimento.
Com base nesse caso, avalie as assertivas a seguir:
I. A atuação psicológica deve centrar-se na escuta qualificada e na construção de vínculo terapêutico, respeitando a singularidade do paciente e seu contexto social.
II. A articulação com o serviço social e a rede de proteção é fundamental, considerando os determinantes sociais da saúde e a vulnerabilidade do idoso.
III. A intervenção psicológica deve restringir-se aos aspectos clínicos, sendo inadequado o envolvimento com questões sociais.
IV. O paciente por estar em situação de rua inviabiliza qualquer projeto de reabilitação ou reinserção social.
Assinale a alternativa CORRETA
Lucas, 22 anos, encontra-se internado após acidente automobilístico com múltiplas fraturas. Demonstra irritabilidade, choro frequente e resistência à equipe de saúde, relatando perda de controle e frustração diante da dependência física. O psicólogo hospitalar é acionado para avaliação e acompanhamento psicológico durante o período de hospitalização.
Com base nesse contexto, avalie as assertivas a seguir:
I. O psicólogo deve compreender a resistência do paciente como expressão possível de sofrimento psíquico e não como oposição consciente ao tratamento.
II. O processo de escuta deve incluir intervenções psicoeducativas sobre a hospitalização e a importância do enfrentamento adaptativo da nova condição.
III. A intervenção psicológica deve ter como foco principal o convencimento do paciente sobre a necessidade de aderir ao tratamento fisioterápico.
IV. O trabalho interdisciplinar é essencial para evitar a fragmentação do cuidado e alinhar condutas entre as equipes envolvidas.
Assinale a alternativa CORRETA.
Pacientes vítimas de traumas ortopédicos graves podem evoluir para dor crônica, associada à limitação funcional e alterações na autoimagem. A intervenção psicológica deve contribuir para a reestruturação cognitiva e emocional, auxiliando no enfrentamento adaptativo da nova condição.
Conforme Castelli (2018), qual das estratégias abaixo está mais adequada ao manejo psicológico da dor crônica pós-traumática?
Durante o processo de reabilitação em Traumato-Ortopedia, pacientes frequentemente relatam sentimentos de impotência, irritabilidade e desesperança, especialmente diante de limitações físicas prolongadas. O papel do psicólogo é favorecer a adaptação emocional e a reintegração à rotina de vida.
Diante dessa situação, qual conduta representa uma atuação psicológica ética e tecnicamente adequada?
A Psicologia Hospitalar, enquanto campo que integra dimensões subjetivas ao processo de adoecimento, reconhece que a hospitalização pode desencadear rupturas significativas na rotina, na identidade e no senso de controle do paciente, afetando também familiares e equipe assistencial. Considerando esse contexto ampliado, qual objetivo se destaca na atuação do psicólogo em ambiente hospitalar?
Durante o acompanhamento hospitalar, um psicólogo é solicitado por uma equipe médica a não revelar a gravidade do diagnóstico a um paciente idoso, sob o argumento de que a informação poderia “abalar seu estado emocional”. Diante dessa situação, considerando os princípios éticos da Psicologia e os fundamentos da bioética, a conduta mais adequada é:
O trauma ortopédico pode atuar como fator desencadeante de quadros psicopatológicos, especialmente quando o paciente enfrenta dor persistente, incapacidade funcional e ruptura da rotina social. A vulnerabilidade psíquica, somada à dor e à hospitalização, pode precipitar transtornos mentais em indivíduos previamente saudáveis.
Com base no referencial de Botega (2012), qual dos seguintes transtornos apresenta maior associação com o trauma físico e hospitalização prolongada?
Após uma fratura ou cirurgia ortopédica, o idoso pode apresentar resistência à reabilitação devido ao medo da dor, sensação de perda da autonomia e sentimentos depressivos. A atuação do psicólogo é fundamental para auxiliar na adesão ao tratamento e na reconstrução da autoimagem.
Considerando o Manual de Psicologia Hospitalar no Trauma (Cunha et al., 2021), assinale a alternativa que melhor caracteriza a atuação do psicólogo nessa fase.
Em cuidados paliativos, o idoso com doença crônica ou progressiva enfrenta desafios físicos e psicossociais significativos. O psicólogo tem a função de oferecer suporte emocional, ressignificar a experiência do adoecimento e auxiliar a família na adaptação à finitude.
Conforme o Manual de Cuidados Paliativos (Brasil, 2023), assinale a alternativa que melhor descreve o papel do psicólogo hospitalar nesse contexto.