Foram encontradas 11.864 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3963653 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O estômago e os pés

O corpo estava em guerra, já que oestômago e os pés discutiam para saber qualdeles era o mais importante. Os pés tinhamcerteza da sua superioridade, já que eram eles quefaziam com que o corpo todo se movesse.

Então, o estômago respondeu: “Se nãofosse o meu trabalho, garantindo os alimentosque nos sustentam, vocês não conseguiriam ir alugar nenhum”.

Moral: aqueles que cumprem as ordenssão muito importantes, mas os que sabem liderarsão essenciais.

ESOPO. O estômago e os pés. Cultura genial. Disponível em: <https://www.culturagenial.com/fabulas-pequenascom-moral-e-interpretacao/>.
“Se não fosse o meu trabalho, garantindo os alimentos que nos sustentam, vocês não conseguiriam ir a lugar nenhum”.
Mantendo a mesma noção de tempo, a expressão destacada acima pode ser substituída corretamente por: 
Alternativas
Q3963550 Português
A febre das selfies


    Você já parou para pensar sobre o fenômeno contemporâneo das selfies? O interesse de perpetuação da própria imagem sempre existiu, como constatamos na história humana com as máscaras mortuárias, além de pinturas e esculturas voltadas para perenizar a figura de uma personalidade. Também os artistas sempre fizeram autorretratos. Com o advento da fotografia, e especialmente agora, na era do celular, ampliou-se ilimitadamente a possibilidade da reprodução da própria imagem.
    Sabemos que o termo narcisismo deriva do mito grego de Narciso, que, encantado pela própria imagem refletida nas águas de uma fonte, apaixona-se por si mesmo e, nessa contemplação, consome-se e morre. Freud retomou esse mito, reconhecendo que o amor de si é importante para o desenvolvimento da criança, que necessita ser objeto de amor dos outros e também de si mesma. O problema é não conseguir superar o enclausuramento que impede o contato com os outros e com a cultura da qual faz parte.
    Para fazer uma selfie, as pessoas procuram o melhor ângulo — ou emolduram-se em um entorno que valoriza seu ego — e, às vezes, se esquecem de apreciar os locais e as exposições que visitam; até mesmo em situações trágicas há quem não resista à repetição do gesto. Com todo esse ritual, constrói-se uma imagem de si mesmo — uma máscara — imediatamente exibida nas redes sociais.
    Durante a pandemia de covid-19, em um contexto de isolamento, as selfies se tornaram, para muitas pessoas, o único recurso de exposição social. Catalisadoras de interações virtuais, as selfies são objetos de curtidas, e quanto mais atraentes elas forem, mais interações gerarão. Por isso, frequentemente as pessoas usam filtros e ferramentas de edição de fotos para manipular a própria imagem e suprimir traços físicos que julgam imperfeitos. Isso acentuou o chamado transtorno dismórfico corporal, uma preocupação excessiva com a aparência e com características mínimas e imperceptíveis.
    De acordo com uma pesquisa realizada em 2020 pela American Academy of Facial Plastic and Reconstructive Surgery (Academia Americana de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Facial), a pandemia de covid-19 aumentou a busca por procedimentos estéticos, com muitos pacientes relatando que as intervenções teriam como finalidade melhorar suas selfies. Não se trata de recusar o mecanismo das selfies, mas de refletir sobre o fato de esse costume ter sido exacerbado nos últimos anos, tornando-se uma obsessão, com a possibilidade de comprometer a saúde mental das pessoas.


Fonte: Moderna Plus Filosofia. Adaptado.
A conjugação de alguns verbos regulares e irregulares pode, por vezes, causar-nos demasiadas dúvidas quanto à sua grafia. Nesse sentido, assinalar a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3963430 Português

Leia o texto a seguir:

 

Os mares na bijuteria

Iesa Rodrigues

 

Se existe um setor, além do jeans e da moda praia, em que o Brasil faz tendências de estilo, é o dos balangandãs. Desde a era das descobertas, somos conquistados por espelhinhos e colares. Nem passaram muitos anos até começarmos a usar a criatividade inata para inventar nossas próprias bijuterias. Afinal, os cocares e adereços das tribos já eram bonitos.

Depois de algumas décadas acompanhando lançamentos nacionais e internacionais, se ainda existe uma vitrine capaz de me surpreender é a destes acessórios irresistíveis. A prova aconteceu nesta semana, na rotineira passagem pelo shopping da Gávea: no lugar da antiga papelaria estavam cordões coloridos, um deles com olhos gregos penduradinhos, um cavalo marinho como pingente, conchas... Pronto: deixei de lado a discussão com o gerente do banco, esqueci de ver o preço dos mouses na loja em frente. Entrei e conversei com a Ana, vendedora, marketeira de mão cheia, garota simpática, que ama a loja e seus produtos. E contou a história:

Michele Coelho, mais conhecida como Mimi Coelho, criava as bijoux da Farm. A demanda cresceu tanto que virou a Lola, marca independente, sem deixar a Farm. Os preços ficam na faixa dos R$150. Nos despedimos com a promessa da Ana escrever para o meu site - ela é poeta! Só fui embora porque entrou uma multidão na pequena loja.

Outra marca de balangandãs é a Morana. Uma gigante do ramo, fundada em 2002, com mais de 300 lojas no país, que nunca se acomodou nas peças básicas ou na pretensão a joias.

A Fresh Vibes, nova coleção inspirada em referências marítimas e celestes, traz pérolas, conchas e elementos orgânicos, um frescor para este alto-verão.

Fala Nara Dutra, Head de Marketing e E-commerce da Morana:

"Fresh Vibes nasce como um convite para viver o verão com mais espontaneidade e conexão com o momento presente. Pensamos em uma coleção versátil, que dialoga com diferentes estilos e ocasiões, mas sempre com esse frescor e brilho que são a essência da estação e da Morana.”

 

Fonte: https://www.jb.com.br/colunistas/iesa-rodrigues/2026/01/1058380-os-mares-na-bijuteria.html. Acesso em 19/01/2026. Excerto

“Afinal, os cocares e adereços das tribos já eram bonitos” (1º parágrafo). Nesse trecho, a forma verbal em destaque está flexionada no:
Alternativas
Q3963371 Português
• Texto para a questão.


    A personalização (aprendizagem adaptada aos ritmos e necessidades de cada pessoa) é cada vez mais importante e viável. Cada estudante, de forma mais direta ou indireta, procura respostas para suas inquietações mais profundas e as pode relacionar com seu projeto de vida e sua visão de futuro. É importante aprender a relacionar melhor o que está disperso, a aprofundar as informações relevantes, a tecer costuras mais complexas, a navegar entre as muitas redes, grupos e ideias com as quais convivemos. Num mundo tão agitado, de múltiplas linguagens, telas e efervescências aprender a desenvolver roteiros individualizados de acordo com as necessidades e expectativas é cada vez mais importante e viável.


José Moran. Disponível em: https://moran.eca.usp.br/wp-content/uploads/2013/12/metodologias_moran1.pdf. Acesso em: 6 jan. 2026.
“A personalização é cada vez mais importante e viável.”

Considerando a possibilidade de reescrita com emprego adequado de tempo verbal composto, sem alteração do valor aspectual predominante no contexto argumentativo, é correto afirmar que a forma verbal adequada é:
Alternativas
Q3963225 Português
Vilarejo

Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraíso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutos em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
No verso “Sonho semeando o mundo real”, a palavra “semeando” indica: 
Alternativas
Q3962947 Português
Policial registra B.O. em forma de poesia: “na mansidão do silêncio noturno”


O agente relatou no documento um caso de furto de maneira poética e explicou como a trama ocorreu. O texto foi alterado três dias depois.


   Um caso curioso ocorreu na Delegacia Seccional de Presidente Prudente (SP), em uma tarde comum de 25 de fevereiro. Na ocasião, um dos policiais registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) relatando um furto. Em vez do tradicional texto descritivo dos fatos, o agente decidiu relatar tudo em formato de poesia. A informação foi revelada pelo colunista Josmar Jozino, do UOL, na quinta-feira (30/5).

    A vítima relatou, durante o registro do B.O., que um ladrão entrou em sua residência durante a madrugada e que teria roubado uma lavadora de alta pressão, uma tampa de tanque de combustível, 20 litros de gasolina e outros 20 litros de etanol.

   O registro do documento, contudo, foi feito em formato de poesia pelo escrivão. A pedido do delegado da equipe de plantão, o B.O. foi alterado três dias depois. Ele entendeu que a primeira versão não seguiu os padrões de técnica da escrita policial. O novo documento conta apenas com quatro linhas.

Trechos do B.O. poético

    Na mansidão do silêncio noturno, permeada pela penumbra que abraça os segredos da calada madrugada, o vilão de nossa trama, qual sombra furtiva, penetrou na propriedade da respeitável vítima.

   Neste ato de profanação, destemido e sorrateiro, desfez a barreira da intimidade alheia e arrebatou consigo os objetos que figuram na relação dos despojos.

   À propriedade da vítima coube servir de palco para a execução deste sórdido enredo. Na ausência de sentinelas visuais, as câmeras de monitoramento permaneceram omissas, incapazes de registrar os passos furtivos do agente do mal.

    Deixou sua marca indelével como um sinal no trilho do rastejar do agressor, tal o rastro de uma serpente que insinua sua presença. Sobre o lamento do silêncio, testemunhas não surgiram para narrar o ato infame, e a propriedade da vítima transformou-se, por um breve lapso temporal, em palco de desventuras e dissabores.

    Ao sabor do destino, este registro serve como crônica dos eventos que se desenrolam na quietude da noite, evocando uma afronta à segurança, e trazendo à tona a necessidade imperiosa de restabelecer a paz usurpada.

    E assim, como pluma ao vento, se finda o relato, aguardando a justiça como derradeira sentença, na esperança de que a luz da verdade dissipe as trevas que encobrem este capítulo indesejado da existência da vítima.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/. Acesso em: 04 jan. 2026. Adaptado.
“À propriedade da vítima coube servir de palco para a execução deste sórdido enredo.”

O verbo em destaque, transposto para a segunda pessoa do plural do pretérito mais-que-perfeito do indicativo, está estruturado corretamente em:
Alternativas
Q3962942 Português
Policial registra B.O. em forma de poesia: “na mansidão do silêncio noturno”


O agente relatou no documento um caso de furto de maneira poética e explicou como a trama ocorreu. O texto foi alterado três dias depois.


   Um caso curioso ocorreu na Delegacia Seccional de Presidente Prudente (SP), em uma tarde comum de 25 de fevereiro. Na ocasião, um dos policiais registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) relatando um furto. Em vez do tradicional texto descritivo dos fatos, o agente decidiu relatar tudo em formato de poesia. A informação foi revelada pelo colunista Josmar Jozino, do UOL, na quinta-feira (30/5).

    A vítima relatou, durante o registro do B.O., que um ladrão entrou em sua residência durante a madrugada e que teria roubado uma lavadora de alta pressão, uma tampa de tanque de combustível, 20 litros de gasolina e outros 20 litros de etanol.

   O registro do documento, contudo, foi feito em formato de poesia pelo escrivão. A pedido do delegado da equipe de plantão, o B.O. foi alterado três dias depois. Ele entendeu que a primeira versão não seguiu os padrões de técnica da escrita policial. O novo documento conta apenas com quatro linhas.

Trechos do B.O. poético

    Na mansidão do silêncio noturno, permeada pela penumbra que abraça os segredos da calada madrugada, o vilão de nossa trama, qual sombra furtiva, penetrou na propriedade da respeitável vítima.

   Neste ato de profanação, destemido e sorrateiro, desfez a barreira da intimidade alheia e arrebatou consigo os objetos que figuram na relação dos despojos.

   À propriedade da vítima coube servir de palco para a execução deste sórdido enredo. Na ausência de sentinelas visuais, as câmeras de monitoramento permaneceram omissas, incapazes de registrar os passos furtivos do agente do mal.

    Deixou sua marca indelével como um sinal no trilho do rastejar do agressor, tal o rastro de uma serpente que insinua sua presença. Sobre o lamento do silêncio, testemunhas não surgiram para narrar o ato infame, e a propriedade da vítima transformou-se, por um breve lapso temporal, em palco de desventuras e dissabores.

    Ao sabor do destino, este registro serve como crônica dos eventos que se desenrolam na quietude da noite, evocando uma afronta à segurança, e trazendo à tona a necessidade imperiosa de restabelecer a paz usurpada.

    E assim, como pluma ao vento, se finda o relato, aguardando a justiça como derradeira sentença, na esperança de que a luz da verdade dissipe as trevas que encobrem este capítulo indesejado da existência da vítima.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/. Acesso em: 04 jan. 2026. Adaptado.
A base verbal ressaltada no excerto a seguir está estruturada conforme o:

“A vítima relatou, durante o registro do B.O., que um ladrão entrou em sua residência durante a madrugada e que teria roubado uma lavadora de alta pressão, uma tampa de tanque de combustível, 20 litros de gasolina e outros 20 litros de etanol.”
Alternativas
Q3962004 Português
“Mesmo que ele quisesse, não faria tamanho sacrifício por tão pouca coisa.”
A forma verbal destacada no período acima indica uma ação:
Alternativas
Q3961873 Português
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem:

- _______ todos os objetos na gaveta. - A lista dos aprovados já _______ ontem. - _______ várias pessoas suspeitas lá.
Alternativas
Q3961768 Português
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
Alternativas
Q3961478 Português
Leia com atenção o texto abaixo:


Por que cortar cebola faz chorar? A física por trás das lágrimas da cozinha


Você já viu alguém chorar enquanto cortava uma cebola? Pois saiba que a culpa não é dela, e sim da física e da química que vivem dentro desse vegetal. Quando cortamos uma cebola, ela libera uma verdadeira chuva de minúsculas gotinhas cheias de substâncias que irritam os olhos.

Dentro de cada camada da cebola existem células cheias de líquido, como se fossem pequenos balões de água. Essas células guardam um composto que, quando entra em contato com o ar, se transforma em uma substância chamada propanetial S-óxido, que é o vilão responsável pelas lágrimas.

Ele sobe no ar e alcança nossos olhos, ativando nervos sensíveis que fazem os olhos arderem e lacrimejarem para se proteger.

Mas o que a física tem a ver com isso? Tudo. Pesquisadores descobriram que o jeito e a ferramenta usados para cortar a cebola fazem muita diferença. Quando usamos uma faca cega e cortamos rápido, precisamos aplicar mais força.

Essa força extra esmaga mais células da cebola, fazendo com que o líquido saia com muito mais pressão, como se fosse um jato de água escapando de um balão estourado. O resultado é uma nuvem de gotículas voando longe, direto para os nossos olhos.

Agora, se usamos uma faca bem afiada e cortamos devagar, a força necessária é menor. Menos força significa menos células rompidas de uma vez e, portanto, menos gotinhas irritantes voando pelo ar. Assim, a concentração do gás que causa lágrimas diminui e o cozinheiro pode continuar sorrindo.

[…]


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bibi-bailas/2025/11/ por-que-cortar-cebola-faz-chorar-a-fisica-por-tras-das-lagrimas-dacozinha.shtml 
No trecho “Ele sobe no ar e alcança nossos olhos, ativando nervos sensíveis que fazem os olhos arderem e lacrimejarem para se proteger”, os verbos “sobe” e “alcança” estão empregados em qual tempo verbal?
Alternativas
Q3961205 Português

Texto CG1A2-I

 

Ainda há muito o que estudar sobre a árvore genealógica das línguas de todo o continente americano. Como na África, a linguística moderna chegou tarde a essa região e encontrou um cenário marcado pela destruição, pelo desaparecimento não documentado de uma quantidade de idiomas que mal conseguimos avaliar. Os idiomas que se viram mais diretamente envolvidos no processo de formação do português que viríamos a falar no Brasil são os do grupo tupi, falados por nações como os caetés, potiguara, tamoio, tupinambá, tupiniquim... Esses povos parecem ter iniciado uma imigração a partir da Amazônia, no início da Era Comum, ou seja, há mais de 2.000 anos. Por um lado, eles se expandiram para o litoral norte, depois rumo ao nordeste e ao sudeste do Brasil; por outro, desceram a região central rumo ao sul do país.

A presença mais ou menos uniforme de grupos tupis nas costas do Brasil teria um papel fundamental na história linguística do que um dia viria a ser essa imensa nação lusófona na América do Sul. Numa região de vegetação fechada e rala densidade populacional, o litoral era o fio condutor mais vigoroso de contatos e aproximações. E como os povos que habitavam um trecho gigantesco do litoral brasileiro eram relacionados, isso gerava um tipo de uniformidade de hábitos, tradições e idioma, que possibilitou que os portugueses os considerassem como “um povo”, falante de uma mesma língua, uma forma do tupi, que, ao que parece, variava pouco entre um grupo e outro. Essa foi a língua cuja gramática, afinal, seria descrita pelos jesuítas europeus — a língua que estaria na base de uma das legítimas “línguas brasileiras” que foram desenvolvidas aqui e que, séculos depois da chegada dos portugueses, ainda representariam uma direta concorrência para o sucesso do idioma de Portugal nessas plagas.

 

Caetano W Galindo. Latim em pó. Um passeio pela formação do nosso português.

São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 142-144 (com adaptações).

Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto CG1A2-I, a locução verbal “foram desenvolvidas” (último período do texto) poderia ser substituída por
Alternativas
Q3961204 Português

Texto CG1A2-I

 

Ainda há muito o que estudar sobre a árvore genealógica das línguas de todo o continente americano. Como na África, a linguística moderna chegou tarde a essa região e encontrou um cenário marcado pela destruição, pelo desaparecimento não documentado de uma quantidade de idiomas que mal conseguimos avaliar. Os idiomas que se viram mais diretamente envolvidos no processo de formação do português que viríamos a falar no Brasil são os do grupo tupi, falados por nações como os caetés, potiguara, tamoio, tupinambá, tupiniquim... Esses povos parecem ter iniciado uma imigração a partir da Amazônia, no início da Era Comum, ou seja, há mais de 2.000 anos. Por um lado, eles se expandiram para o litoral norte, depois rumo ao nordeste e ao sudeste do Brasil; por outro, desceram a região central rumo ao sul do país.

A presença mais ou menos uniforme de grupos tupis nas costas do Brasil teria um papel fundamental na história linguística do que um dia viria a ser essa imensa nação lusófona na América do Sul. Numa região de vegetação fechada e rala densidade populacional, o litoral era o fio condutor mais vigoroso de contatos e aproximações. E como os povos que habitavam um trecho gigantesco do litoral brasileiro eram relacionados, isso gerava um tipo de uniformidade de hábitos, tradições e idioma, que possibilitou que os portugueses os considerassem como “um povo”, falante de uma mesma língua, uma forma do tupi, que, ao que parece, variava pouco entre um grupo e outro. Essa foi a língua cuja gramática, afinal, seria descrita pelos jesuítas europeus — a língua que estaria na base de uma das legítimas “línguas brasileiras” que foram desenvolvidas aqui e que, séculos depois da chegada dos portugueses, ainda representariam uma direta concorrência para o sucesso do idioma de Portugal nessas plagas.

 

Caetano W Galindo. Latim em pó. Um passeio pela formação do nosso português.

São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 142-144 (com adaptações).

No terceiro período do primeiro parágrafo do texto CG1A2-I, as formas verbais “viram” e “viríamos”
Alternativas
Q3961084 Português

    Aristóteles afirmava que o coração era o órgão responsável pela consciência, pela sensação e pelo movimento, e que o cérebro era uma espécie de “radiador” que servia apenas para resfriar o coração.
    Passados 2.500 anos, essa hipótese pode ser refutada imediatamente por estudos na área das neurociências: é o cérebro que, por meio da complexidade de suas rugas, dobras e tipos celulares, coordena as funções cognitivas e as “automáticas”, como os batimentos do coração e a respiração. Uma reviravolta sem tamanho em relação ao que postulava o filósofo grego. Como disse Karl Popper, um dos maiores filósofos da ciência, “a ciência produz teorias falseáveis, que serão válidas enquanto não refutadas”.
    Hoje, se você perguntar a qualquer pessoa (incluindo neurocientistas) qual é o “chefe” do nosso corpo, a resposta muito provavelmente vai ser: o cérebro. Porém, novos estudos têm posto em dúvida sua hegemonia como órgão de controle, e quem vem ganhando força é uma região quase tão misteriosa quanto o cérebro: o intestino.
    O intestino tem sido chamado de “o nosso segundo cérebro”, e de fato existe uma abundância de células nervosas vivendo em nossas entranhas. Os neurônios intestinais mantêm um contato direto com o cérebro, podendo ter impacto em nosso comportamento.
    O cérebro e o intestino podem trabalhar juntos ditando nossos pensamentos e ações. Então é possível dizer que o intestino interfere no funcionamento do cérebro e vice-versa, e atualmente até existe uma área de pesquisa voltada somente para o tão falado eixo intestino-cérebro.
    Mas essa história de eixo cérebro-intestino tem potencial de ficar ainda mais interessante: existem evidências científicas de que as bactérias intestinais comandariam o sistema nervoso intestinal e o central. O que parece ser mais extravagante do que a ideia inicial de Aristóteles vem se confirmando, pois estudos demonstram que a microbiota intestinal é capaz de modular nosso comportamento. O intestino humano é colonizado por nada mais nada menos do que surpreendentes 100 trilhões de microrganismos vivos, em sua grande maioria bactérias.
    Estudos recentes reforçam a ideia de que a microbiota intestinal influencia o cérebro e podem provocar uma revolução no tratamento de distúrbios mentais, especialmente diante das dificuldades da neurofarmacologia em fazer medicamentos atravessarem as barreiras cerebrais. A possibilidade de atuar indiretamente no cérebro por meio do intestino, utilizando bactérias e seus metabólitos como mediadores, abre novos caminhos para o desenvolvimento de fármacos. Esse cenário leva até a questionar o conceito de livre-arbítrio, já que organismos microscópicos podem exercer um controle silencioso sobre nossos pensamentos e comportamentos.

Fonte: Folha de São Paulo. Adaptado.
Assinalar a alternativa em que o verbo sublinhado esteja no modo indicativo. 
Alternativas
Q3960756 Português

No chão da nossa infância


    Durante o retorno de uma viagem com meu primo, que é pai de duas crianças, conversamos sobre como é complexo educar os filhos. Muito mais do que ensinar aqueles “seres humaninhos” e servir como um espelho, é necessário dar a atenção merecida, cultivar boas sementes no coração deles e principalmente não gerar traumas. Uma lição de casa e tanto.


    Coincidentemente ou não, dias depois, ao entrevistar um senhor muito sábio e experiente, questionei-o sobre qual seria o conselho que ele daria para o menino que ele mesmo foi, caso o encontrasse. Ele olhou nos meus olhos e disse: “diria para ele aproveitar bem a infância e brincar mais”. Aí entramos naquele dilema de que, quando somos crianças, queremos logo nos tornar grandes – por causa da sensação libertadora de poder escolher – e depois, adultos, temos o desejo de voltar a ser criança – justamente porque percebemos que existem consequências a partir de cada escolha.


    O chão da nossa infância é tão mágico e, ao mesmo tempo, crucial para o adulto que nos tornamos. Acho linda a constatação de Manoel de Barros, nosso poeta das miudezas, de que o quintal que a gente brincou é maior do que toda a cidade, por guardar e transmitir toda a carga de sentimentos, emoções e boas lembranças que temos com ele. E é aí que mora a grandeza. “O tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas”, diz o poeta. Pena que descobrimos isso só depois de grandes.


    Recorro a outro grande nome da literatura brasileira. Lya Luft afirma que “a infância é um chão que a gente pisa a vida inteira”. Se percebermos, essa conclusão é muito profunda e verdadeira. A nossa fase de criança molda toda a nossa trajetória, desde o que aprendemos (de bom ou nem tão bom assim) até o que sentimos (e aqui entram também carências e traumas). Por isso, criar filhos significa muito mais do que colocar comida na mesa e ter um teto para abrigá-los. Responsabilidade materna e paterna também diz respeito a criar um ambiente familiar tranquilo e que valorize o desenvolvimento deles com equilíbrio saudável. Muito mais do que comprar um brinquedo ou um tablet, é necessário investir em momentos de qualidade com os filhos, para que percebam a importância de amar, ouvir e pedir perdão.


    Os pais não precisam ser vistos apenas como bravos sargentos prontos a dar ordens, mas como exemplos de inspiração, que cultivam o “eu te amo” como forma de demonstrar sentimentos e como força que impulsiona que voem, mas que se sintam seguros para voltar sempre que necessário. A missão complexa que eu e meu primo comentamos é justamente essa: de preparar um terreno fértil para que a criança cresça com bases sólidas, encare os desafios e frutifique. Podemos juntos cuidar das nossas crianças, como pequenas plantinhas que crescerão com segurança e se tornarão adultos saudáveis e equilibrados. A infância é um chão que pisamos por toda a vida.


Fonte: MARTINS, Gustavo Tamagno. No chão da nossa infância. Disponível em: https://vidasimples.co/voce-simples/no-chao-da-nossa-infancia/. Acesso em: 22 jan. 2026.

    

Na passagem, “E é aí que mora a grandeza. ‘O tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas’, diz o poeta.”, a expressão verbal “ser medido” é composta, respectivamente, pelas formas nominais 
Alternativas
Q3960007 Português

Afinal, posso ou não deixar a manteiga fora da geladeira?


    Se você guarda a manteiga na geladeira, é bem provável que ela esteja dura o suficiente para dificultar a nobre arte de _________ ela pelo pão. Mas tudo bem, você é uma pessoa esperta e decidiu que não tem qualquer problema deixar o pote que você tem em casa fora da geladeira. Afinal, você viu nos supermercados que as manteigas em lata são guardadas dessa forma.

    A diferença é que, nos supermercados, as manteigas em lata ainda não foram abertas. Ao serem produzidas, elas passam por um processo de pasteurização, fazendo com que elas possam ficar fora da geladeira por longos períodos, desde que lacradas.

    Conforme vamos usando, o pote de manteiga se contamina aos poucos com bactérias e fungos. Isso é um grande problema considerando que a manteiga costuma ter o creme de leite como principal ingrediente. Em casos _________, bactérias como a Salmonella e a E. coli podem transformar aquele pote em sua nova casa.

    Se ela estiver com cheiro ruim ou, ainda, com gosto azedo, pode mandar para o lixo. Também vale um aviso: manteiga rançosa nem sempre significa que ela está estragada. O que pode ter ocorrido, neste caso, é a interação da gordura dela com substâncias como água, o que causa oxidação. É importante sempre seguir as recomendações sobre conservação do fabricante e do prazo de validade.


Fonte: Uol VivaBem. Adaptado.

Ler o trecho abaixo.


Quando chegou na estação, o outro disse:


— É aqui que descemos?


— Sim, é aqui! confirmou ele.


Assinalar a alternativa que apresenta um verbo de dizer usado no diálogo. 

Alternativas
Q3959999 Português

Afinal, posso ou não deixar a manteiga fora da geladeira?


    Se você guarda a manteiga na geladeira, é bem provável que ela esteja dura o suficiente para dificultar a nobre arte de _________ ela pelo pão. Mas tudo bem, você é uma pessoa esperta e decidiu que não tem qualquer problema deixar o pote que você tem em casa fora da geladeira. Afinal, você viu nos supermercados que as manteigas em lata são guardadas dessa forma.

    A diferença é que, nos supermercados, as manteigas em lata ainda não foram abertas. Ao serem produzidas, elas passam por um processo de pasteurização, fazendo com que elas possam ficar fora da geladeira por longos períodos, desde que lacradas.

    Conforme vamos usando, o pote de manteiga se contamina aos poucos com bactérias e fungos. Isso é um grande problema considerando que a manteiga costuma ter o creme de leite como principal ingrediente. Em casos _________, bactérias como a Salmonella e a E. coli podem transformar aquele pote em sua nova casa.

    Se ela estiver com cheiro ruim ou, ainda, com gosto azedo, pode mandar para o lixo. Também vale um aviso: manteiga rançosa nem sempre significa que ela está estragada. O que pode ter ocorrido, neste caso, é a interação da gordura dela com substâncias como água, o que causa oxidação. É importante sempre seguir as recomendações sobre conservação do fabricante e do prazo de validade.


Fonte: Uol VivaBem. Adaptado.

Considerando-se a flexão do verbo "agir", avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

(   ) Ele agi sem pensar.

(   ) Aja com respeito!

(   ) Amanhã, agirei de forma diferente. 
Alternativas
Q3959261 Português
Pressão arterial com valor de 12/8 passa a ser considerada
pré-hipertensão 

    A leitura de 12/8, antes vista como sinônimo de pressão arterial perfeita, agora é classificada como préhipertensão, de acordo com as novas diretrizes elaboradas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão.
    As novas diretrizes indicam que quem está na faixa de pré-hipertensão deve adotar mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de sal, controlar o peso, praticar atividades físicas e gerenciar o estresse. O uso de medicamentos, no entanto, só é considerado em casos específicos — como em pessoas com pressão acima de 13/8 associada a diabetes ou doenças renais.
    A hipertensão raramente aparece sozinha. Em grande parte dos casos ela vem acompanhada de obesidade, colesterol alto e glicemia elevada, o que multiplica os riscos. Por isso, a diretriz reforça a importância de observar o paciente como um todo, e não apenas o número no medidor.
    A hipertensão não controlada é a principal causa de mortes no mundo, direta ou indiretamente. Por isso, o recado é simples: medir a pressão ao menos uma vez por ano e procurar acompanhamento médico regular. É uma doença silenciosa, mas que pode ser prevenida com atitudes simples. O importante é não esperar os sintomas aparecerem. 

Fonte: Jornal da USP no Ar. Adaptado.
Assinalar a alternativa em que o verbo sublinhado esteja no modo imperativo.
Alternativas
Q3959254 Português
Pressão arterial com valor de 12/8 passa a ser considerada
pré-hipertensão 

    A leitura de 12/8, antes vista como sinônimo de pressão arterial perfeita, agora é classificada como préhipertensão, de acordo com as novas diretrizes elaboradas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão.
    As novas diretrizes indicam que quem está na faixa de pré-hipertensão deve adotar mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de sal, controlar o peso, praticar atividades físicas e gerenciar o estresse. O uso de medicamentos, no entanto, só é considerado em casos específicos — como em pessoas com pressão acima de 13/8 associada a diabetes ou doenças renais.
    A hipertensão raramente aparece sozinha. Em grande parte dos casos ela vem acompanhada de obesidade, colesterol alto e glicemia elevada, o que multiplica os riscos. Por isso, a diretriz reforça a importância de observar o paciente como um todo, e não apenas o número no medidor.
    A hipertensão não controlada é a principal causa de mortes no mundo, direta ou indiretamente. Por isso, o recado é simples: medir a pressão ao menos uma vez por ano e procurar acompanhamento médico regular. É uma doença silenciosa, mas que pode ser prevenida com atitudes simples. O importante é não esperar os sintomas aparecerem. 

Fonte: Jornal da USP no Ar. Adaptado.
Considerando-se a flexão do verbo "beber", avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
(   ) Ele bebi suco no almoço.
(   ) Eu bebia xarope antes de dormir.
(   ) Ela beberá água com gás
Alternativas
Q3959251 Português
Pressão arterial com valor de 12/8 passa a ser considerada
pré-hipertensão 

    A leitura de 12/8, antes vista como sinônimo de pressão arterial perfeita, agora é classificada como préhipertensão, de acordo com as novas diretrizes elaboradas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão.
    As novas diretrizes indicam que quem está na faixa de pré-hipertensão deve adotar mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de sal, controlar o peso, praticar atividades físicas e gerenciar o estresse. O uso de medicamentos, no entanto, só é considerado em casos específicos — como em pessoas com pressão acima de 13/8 associada a diabetes ou doenças renais.
    A hipertensão raramente aparece sozinha. Em grande parte dos casos ela vem acompanhada de obesidade, colesterol alto e glicemia elevada, o que multiplica os riscos. Por isso, a diretriz reforça a importância de observar o paciente como um todo, e não apenas o número no medidor.
    A hipertensão não controlada é a principal causa de mortes no mundo, direta ou indiretamente. Por isso, o recado é simples: medir a pressão ao menos uma vez por ano e procurar acompanhamento médico regular. É uma doença silenciosa, mas que pode ser prevenida com atitudes simples. O importante é não esperar os sintomas aparecerem. 

Fonte: Jornal da USP no Ar. Adaptado.
Em “Caso haja dúvidas durante o processo, consulte o manual de procedimentos.”, qual é a classificação da palavra em destaque? 
Alternativas
Respostas
141: E
142: A
143: B
144: D
145: C
146: D
147: B
148: E
149: B
150: A
151: B
152: D
153: C
154: A
155: E
156: D
157: D
158: C
159: D
160: B