Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

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Q3282497 Português

Leia o texto a seguir:


Um país que não sabe contar


    Sabe-se há décadas que a educação nacional, em todas as áreas, não é das melhores. Do ensino infantil à pós-graduação, o sistema educacional brasileiro patina desastrosamente, como comprovam, de tempos em tempos, as avaliações feitas com nossos estudantes. Um desses testes internacionais, o TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study, ou Tendências em Estudos Internacionais de Matemática e Ciências), cujos resultados relativos a 2023 foram divulgados este mês, colocou o país entre os piores do mundo quando o assunto é matemática.


    O TIMSS avalia estudantes do 4º e do 8º ano do ensino fundamental de mais de 50 países. No exame de matemática para estudantes do 4º ano do ensino fundamental, o Brasil terminou na 55ª posição entre 58 países, atrás de nações como Irã e Uzbequistão. Do total de alunos avaliados, apenas 49% atingiram 400 pontos, patamar de quem consegue somar e subtrair números de até três dígitos e aplicar conceitos iniciais de geometria. Os outros 51% não foram capazes de atingir esse nível. A média internacional foi de 503 pontos.


    Pior ainda foi o desempenho dos estudantes brasileiros do 8º ano do ensino fundamental. O Brasil ficou no penúltimo lugar, só ultrapassando Marrocos, com 378 pontos e atrás de países como Irã, África do Sul e Malásia. A média internacional foi de 478 pontos. A profi ciência dos alunos em ciências também foi avaliada. Nessa disciplina, o Brasil se saiu um pouco melhor, mas ainda muito atrás no ranking, fi cando em 51º, entre 58 países, no 4º ano; e em 33º lugar entre 42 países no 8º ano.


    Tamanho desastre não tem uma única causa. Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo apontam que há vários fatores envolvidos, incluindo a desmotivação dos próprios pais e familiares em cobrar melhor qualidade no ensino e se envolver diretamente no acompanhamento do que é ensinado às crianças – no Brasil, de acordo com a Constituição, a responsabilidade pela educação é compartilhada pelo Estado e pela família. Mas a família nem de longe é o fator fundamental para o baixo desempenho dos estudantes brasileiros. Esse papel cabe ao Estado e aos governos, que têm se mostrado pouco efetivos na busca por uma educação realmente de qualidade.



Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/timss-brasil-matematicapais-que-nao-sabe-contar/. Acesso em 07/01/2025. Excerto.  

“O TIMSS avalia estudantes do 4º e do 8º ano do ensino fundamental de mais de 50 países” (2º parágrafo). Nesse trecho, o verbo em destaque está flexionado no:
Alternativas
Q3282033 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A primavera chegou



      Há um conto escandinavo, escrito por não sei quem há muitas primaveras, em que o mordomo se curva respeitosamente e anuncia à senhora condessa:


      – Com a vossa permissão, a primavera chegou. 


      – Diga-lhe que seja bem-vinda e pode permanecer três meses em minhas terras.


     Então vem o primeiro domingo da primavera. E havia um velho mendigo que tinha uma perna de pau. Suspeitava-se que em sua mocidade houvesse sido um terrível pirata; de qualquer maneira era agora apenas um velho mendigo que pedia esmola todo domingo na porta da igreja. E havia uma rica velhinha que todo domingo dava ao mendigo uma grande moeda de cobre. Naquele domingo, entretanto, por ser o primeiro da primavera, deu-lhe uma grande moeda de ouro. O mendigo sorriu e pediu licença para lhe oferecer uma bela rosa.


      – Que rosa tão bela, mendigo. Onde a colheu? 


      – Nasceu em minha perna de pau, senhora.


     Guardei apenas isso do conto escandinavo que li há muitos anos. Lembro-me ainda vagamente de um casal de namorados que sai pelo campo – e a primavera é tão linda que eles esquecem, e voltam mil anos depois, ainda primaveris, em outra primavera…


      Mas isso era na Escandinávia, em um daqueles países louros e frios. No Rio será que existe primavera? Proponho que ela exista; apenas o homem distraído não a vê chegar, nem a sente; nossa primavera é sutil e para entrar na cidade não pede licença ao Prefeito.


      É claro que falta à nossa gente um pouco de imaginação para sentir, para viver a primavera. Essa gente que espera condução em longas, tediosas filas – por que não aproveita o tempo da espera para fazer rodas e cantar? Imagino a cidade sob esse delírio primaveril; os bondes criariam asas, guiados por condutores de grandes bigodes líricos, e esvoaçariam no céu azul; na Gávea os cavalos ficariam brincando de carrossel e as senhoras e cavalheiros correriam felizes pela pista com flores nos dentes. No cinema, Gina Lolobrigida sairia da tela e viria sentar na poltrona ao meu lado:  


     – Sim, é bem verdade que me amas? Ouvi o teu suspiro; vi, na penumbra, teus olhos que brilhavam. Quero ficar junto de ti. Io te voglio tanto bene



      Eu me assustaria, mostraria meus papéis, dizendo que devia haver algum engano, eu não era nenhum artista de cinema, não era nem mesmo o Aloísio Sales, era apenas um espectador, o pobre do Braga, obscuro trecho da realidade brasileira…


       Mas ela recitaria: 


      “Comigo fica ou leva-me contigo


      Dos mares à amplidão”.


    Iríamos para a amplidão dos mares. E na volta tomaríamos grandes, imortais, chuveiradas. Pois na primavera (faça o que quiser a Inspetoria de Águas) na primavera todos teremos água, pois nascerão fontes líricas no metal das torneiras e de nossas banheiras saltarão peixes voadores que se porão a cantar como verdadeiros gaturamos e nós todos seremos acqua-loucos de felicidade. Primavera!



BRAGA, R. A primavera chegou. Manchete, Rio de Janeiro, 1953. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13047/aprimavera-chegou>..

O verbo “haver” em “Guardei apenas isso do conto escandinavo que li há muitos anos” é empregado com o mesmo sentido que em:
Alternativas
Q3282030 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A primavera chegou



      Há um conto escandinavo, escrito por não sei quem há muitas primaveras, em que o mordomo se curva respeitosamente e anuncia à senhora condessa:


      – Com a vossa permissão, a primavera chegou. 


      – Diga-lhe que seja bem-vinda e pode permanecer três meses em minhas terras.


     Então vem o primeiro domingo da primavera. E havia um velho mendigo que tinha uma perna de pau. Suspeitava-se que em sua mocidade houvesse sido um terrível pirata; de qualquer maneira era agora apenas um velho mendigo que pedia esmola todo domingo na porta da igreja. E havia uma rica velhinha que todo domingo dava ao mendigo uma grande moeda de cobre. Naquele domingo, entretanto, por ser o primeiro da primavera, deu-lhe uma grande moeda de ouro. O mendigo sorriu e pediu licença para lhe oferecer uma bela rosa.


      – Que rosa tão bela, mendigo. Onde a colheu? 


      – Nasceu em minha perna de pau, senhora.


     Guardei apenas isso do conto escandinavo que li há muitos anos. Lembro-me ainda vagamente de um casal de namorados que sai pelo campo – e a primavera é tão linda que eles esquecem, e voltam mil anos depois, ainda primaveris, em outra primavera…


      Mas isso era na Escandinávia, em um daqueles países louros e frios. No Rio será que existe primavera? Proponho que ela exista; apenas o homem distraído não a vê chegar, nem a sente; nossa primavera é sutil e para entrar na cidade não pede licença ao Prefeito.


      É claro que falta à nossa gente um pouco de imaginação para sentir, para viver a primavera. Essa gente que espera condução em longas, tediosas filas – por que não aproveita o tempo da espera para fazer rodas e cantar? Imagino a cidade sob esse delírio primaveril; os bondes criariam asas, guiados por condutores de grandes bigodes líricos, e esvoaçariam no céu azul; na Gávea os cavalos ficariam brincando de carrossel e as senhoras e cavalheiros correriam felizes pela pista com flores nos dentes. No cinema, Gina Lolobrigida sairia da tela e viria sentar na poltrona ao meu lado:  


     – Sim, é bem verdade que me amas? Ouvi o teu suspiro; vi, na penumbra, teus olhos que brilhavam. Quero ficar junto de ti. Io te voglio tanto bene



      Eu me assustaria, mostraria meus papéis, dizendo que devia haver algum engano, eu não era nenhum artista de cinema, não era nem mesmo o Aloísio Sales, era apenas um espectador, o pobre do Braga, obscuro trecho da realidade brasileira…


       Mas ela recitaria: 


      “Comigo fica ou leva-me contigo


      Dos mares à amplidão”.


    Iríamos para a amplidão dos mares. E na volta tomaríamos grandes, imortais, chuveiradas. Pois na primavera (faça o que quiser a Inspetoria de Águas) na primavera todos teremos água, pois nascerão fontes líricas no metal das torneiras e de nossas banheiras saltarão peixes voadores que se porão a cantar como verdadeiros gaturamos e nós todos seremos acqua-loucos de felicidade. Primavera!



BRAGA, R. A primavera chegou. Manchete, Rio de Janeiro, 1953. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13047/aprimavera-chegou>..

O tempo composto “houvesse sido”, que ocorre em “Suspeitava-se que em sua mocidade houvesse sido um terrível pirata”, combina formas verbais que correspondem, respectivamente, aos tempos:
Alternativas
Q3281724 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir.


       Como arquiteto e paisagista, pertenço ao grupo de estudiosos que adota o ponto de vista do ordenador, que difere do planejador, embora ambos façam parte de um mesmo processo. O enfoque do ordenador resume-se na tentativa de avaliação da cidade como uma estrutura global do meio ambiente, e não somente como uma série de elementos que fortuitamente se interligaram. É possível, por exemplo, avaliar a cidade em termos da experiência pela qual passam todas as pessoas que nela vivem. Primeiro, constroem-se as ruas, implanta-se a infraestrutura, depois erguem-se os prédios e, se sobrar espaço, colocam-se uma ou duas árvores ou um chafariz. Em torno disso, pessoas e automóveis.


     Outra forma de avaliação da cidade seria por meio da relação entre quatro elementos: edifícios, espaço para veículos, espaço para pedestres e elementos naturais. Estamos tão acostumados a viver rodeados por edifícios e automóveis que não nos ocorre a possibilidade de questionar se eles estão fora de proporção. O espaço para pedestres é o que sobrou do espaço destinado aos automóveis. Caminhamos contornando as calçadas, ao longo das ruas ou através de estacionamentos, se o automóvel nos der passagem. Nas cidades, especialmente no centro, a vegetação constitui apenas um elemento decorativo. Se as plantas fossem de plástico, não faria diferença nenhuma, já que não têm nenhuma função específica.


   Na arquitetura, uma extensa série de argumentos históricos demonstra que as árvores não são necessárias à ordenação urbana. Um dos sempre repetidos é que a Praça São Marcos, em Veneza, não tem árvores. Mas esse é um tipo de argumento evasivo, pois não explica como foi construída a Praça São Marcos.


     É preciso não esquecer que uma árvore tem funções comparáveis às de um prédio. Ela molda o espaço, dá abrigo, modera o clima e estabelece relacionamento entre nós e os espaços mais amplos que nos rodeiam. Como um dos principais elementos do meio ambiente, não é apenas uma peça decorativa colocada defronte a um edifício: ordena o espaço da mesma maneira que a arquitetura molda o espaço.


  Além das árvores e de outros elementos que compõem o conjunto urbano, é igualmente importante considerar o tipo de relação que existe entre edifícios, veículos, pedestres e elementos naturais. Tomemos o caso de São Paulo. Sobrevoando a cidade de helicóptero, o panorama é espantoso. Por que um povo inteligente construiria edifícios de vinte andares, com fachadas cheias de janelas, afastadas a cada quatro ou cinco metros, através das quais os moradores só podem se ver uns aos outros?


(Adaptado de: ECKBO, Garret. O Paisagismo nas Grandes Metrópoles. São Paulo: Ateliê, 2008, pp. 39-42)  





Na frase Na arquitetura, uma extensa série de argumentos históricos demonstram que as árvores não são necessárias à ordenação urbana, a oração sublinhada complementa o sentido de um 
Alternativas
Q3281721 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir.


       Como arquiteto e paisagista, pertenço ao grupo de estudiosos que adota o ponto de vista do ordenador, que difere do planejador, embora ambos façam parte de um mesmo processo. O enfoque do ordenador resume-se na tentativa de avaliação da cidade como uma estrutura global do meio ambiente, e não somente como uma série de elementos que fortuitamente se interligaram. É possível, por exemplo, avaliar a cidade em termos da experiência pela qual passam todas as pessoas que nela vivem. Primeiro, constroem-se as ruas, implanta-se a infraestrutura, depois erguem-se os prédios e, se sobrar espaço, colocam-se uma ou duas árvores ou um chafariz. Em torno disso, pessoas e automóveis.


     Outra forma de avaliação da cidade seria por meio da relação entre quatro elementos: edifícios, espaço para veículos, espaço para pedestres e elementos naturais. Estamos tão acostumados a viver rodeados por edifícios e automóveis que não nos ocorre a possibilidade de questionar se eles estão fora de proporção. O espaço para pedestres é o que sobrou do espaço destinado aos automóveis. Caminhamos contornando as calçadas, ao longo das ruas ou através de estacionamentos, se o automóvel nos der passagem. Nas cidades, especialmente no centro, a vegetação constitui apenas um elemento decorativo. Se as plantas fossem de plástico, não faria diferença nenhuma, já que não têm nenhuma função específica.


   Na arquitetura, uma extensa série de argumentos históricos demonstra que as árvores não são necessárias à ordenação urbana. Um dos sempre repetidos é que a Praça São Marcos, em Veneza, não tem árvores. Mas esse é um tipo de argumento evasivo, pois não explica como foi construída a Praça São Marcos.


     É preciso não esquecer que uma árvore tem funções comparáveis às de um prédio. Ela molda o espaço, dá abrigo, modera o clima e estabelece relacionamento entre nós e os espaços mais amplos que nos rodeiam. Como um dos principais elementos do meio ambiente, não é apenas uma peça decorativa colocada defronte a um edifício: ordena o espaço da mesma maneira que a arquitetura molda o espaço.


  Além das árvores e de outros elementos que compõem o conjunto urbano, é igualmente importante considerar o tipo de relação que existe entre edifícios, veículos, pedestres e elementos naturais. Tomemos o caso de São Paulo. Sobrevoando a cidade de helicóptero, o panorama é espantoso. Por que um povo inteligente construiria edifícios de vinte andares, com fachadas cheias de janelas, afastadas a cada quatro ou cinco metros, através das quais os moradores só podem se ver uns aos outros?


(Adaptado de: ECKBO, Garret. O Paisagismo nas Grandes Metrópoles. São Paulo: Ateliê, 2008, pp. 39-42)  





Acerca do uso das formas verbais no texto, considere as seguintes afirmativas:



 I.  Em Se as plantas fossem de plástico, não faria diferença nenhuma, já que não têm nenhuma função específica (2º parágrafo), o verbo têm está no presente do indicativo, em vez de seguir o futuro do pretérito do verbo faria, pois corrobora a asserção da frase imediatamente anterior.


II. A pergunta que termina o texto emprega o verbo construir no futuro do pretérito, de maneira a reforçar a ironia de uma pergunta retórica. 


III. Em questionar se eles estão fora de proporção (2º parágrafo), o verbo também pode ser empregado no presente do subjuntivo, estejam, uma vez que é antecedido de conjunção condicional. 



Está correto o que consta de 

Alternativas
Q3281714 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir. 


     Passo o dia fazendo uma reportagem, não procuro nem pelo telefone nenhum amigo - e quando anoitece e chego ao apartamento sou um homem só nesta cidade de São Paulo. Ligo para dois conhecidos; nenhum está em casa. Perdi há tempos meu caderno de endereços; não encontro a lista de telefone. Tomo um banho, mudo a roupa e saio sozinho, sem programa, pelas calçadas formigantes deste começo de noite paulistana. 


   A ideia de entrar em um restaurante e jantar sozinho me deixa frio. Entro num desses cafés movimentados da avenida São João, e como um desses pastéis feitos na hora, baratos e quentes com que em outros tempos enganei minha fome, nas noites frias, solitárias e sem dinheiro. Tomo também uma batida, depois peço um sanduiche e mais um pastel e um café; saio para a rua numa vaga noção de estar feliz, andando no meio dessa multidão encapotada que os cinemas de grandes luzes brilhantes vão engolindo em seus enormes ventres negros, onde esses homens e essas mulheres passam duas horas entretidos na mentira de outras vidas em outras terras. Vejo a multidão que sai de um desses cinemas, muitas dessas pessoas se comoveram com a fita, algumas choraram, há famílias enormes que chegam à calçada com um ar desorientado, meio sonâmbulas, e que de repente parecem aflitas de regressar à realidade da rua e de si mesmas, e temem se desagregar no seio da multidão apressada. 


    Desfilam por mim centenas, milhares de caras, e não conhecer ninguém me dá uma tristeza confortável, essa doçura melancólica da cidade estranha e grande. Entretanto aqui é São Paulo, onde tanto vivi. Entro em um bar ao acaso, mas também não vejo nenhum conhecido; e beber sozinho seria mais triste do que tudo. Agora não procuro mais ninguém; estou apenas vagando pelas ruas, integrado nesse fluir infindável de homens — um homem calado no meio deles, um desconhecido entre desconhecidos, apenas amparado por essa vaga solidariedade feita de alguma coisa de frágil e ao mesmo tempo de hostil, de prevenção e de identidade, que une os transeuntes da mesma rua. E reencontro assim, quase vinte anos depois, mais forte, mais populosa e imponente, a minha São Paulo da vez primeira, onde eu não conhecia ninguém e onde perambulei docemente uma noite inteira, aprendendo a rua com meus olhos e meus pés, gozando devagar o encanto da cidade que escolhera para viver exatamente porque ali não conhecia ninguém. 


     Mas ouço meu nome; é um amigo que me chama de dentro de um automóvel Subo ao seu carro, vamos encontrar outros amigos em um bar. Na calçada ficou o fantasma solitário, mas livre e lírico, do rapaz aventureiro de antigamente. 


(Adaptado de: BRAGA, Rubem. “O Aventureiro”, Rio de Janeiro: Correio da Manhã, 227/1952. Disponivel em: https:llrubl.casaruibarbosa.gov.br

A flexão do verbo destacado deve-se ao elemento sublinhado em: 
Alternativas
Q3281574 Português
Atenção: Para responder à questão, leia o poema Tecendo a manhã de João Cabral de Melo Neto. 


Q4_6.png (244×381)


(MELO NETO, João Cabral de. À Educação pela Pedra
que com muitos outros galos se cruzem

O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que à destacado no trecho acima está também destacado em: 
Alternativas
Q3281115 Português
O verbo "haver" apresenta usos variados na língua portuguesa, podendo ser empregado como pessoal ou impessoal, dependendo de seu significado no contexto. Considere as diferentes funções do verbo "haver" e assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3280690 Português
        São dois pinheiros altos, e atrás deles o mar. Na linha do horizonte, as linhas parecem estar boiando, nessa luz indecisa da manhã de inverno.

         O homem lança um olhar apressado à paisagem cheia de vento e de sol, e se volta para o interior do apartamento; precisa providenciar as instalações elétricas; um amigo lhe disse uma coisa horrendamente prosaica, a saber: convém trocar o ralo do chuveiro por um desses que se pode fechar, porque assim é evitado o ingresso de baratas. É preciso pensar nisso; e também onde colocar o telefone; e em providenciar o telefone para ser colocado. (...) O colchão não veio? Mas ficaram de mandar trazer no sábado, sem falta. Ali está a cama nua; ali, homem, em breve tu dormirás, amarás, sonharás, morrerás talvez, quem sabe?

         Assim, dentro do apartamento, só existem problemas; entediado, o homem se volta para a varanda, para o mar. Em alguns minutos, houve um movimento de nuvens e de luz; há manchas verdes, três ou quatro, perto das ilhas que estão mais nítidas; parece que se ergueram um pouco no horizonte. Que planura terrena, que montanha imponente, que paisagem no mundo vale o mar? Não o mar do alto-mar, mas esse mar de costa e ilhas, sempre investindo sobre as pedras e sobre as terras, esse que leva homens e coisas dos homens, que recebe plantas que descem os rios boiando, esse mar humano e vivo, e entretanto batendo aos nossos pés a canção do eterno, chamando para o desconhecido, anunciando ao nosso mundo que este mundo não tem fim.

         Chega o porteiro, diz algumas coisas sobre calafates e ladrilhos, água e contrato. O homem desce lentamente, vai andando, encontra um amigo na esquina, o amigo pergunta se é verdade que ele agora vai morar ali no bairro, em que apartamento. Ele responde qualquer coisa, diz que é um apartamento pequeno, que ainda está arrumando, que não tem habite-se, mas dentro dele, consigo mesmo, ele pensa apenas: são dois pinheiros grandes e, atrás deles, o mar.

Rubem Braga. Dois pinheiros e o mar: e outras crônicas sobre o meio ambiente.
São Paulo: Global, 2017 (com adaptações). 

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item seguinte. 


No último período do segundo parágrafo, as formas verbais empregadas no segmento “em breve tu dormirás, amarás, sonharás, morrerás talvez” estão flexionadas em modo verbal que denota ideia de incerteza, reforçada pelo emprego de “talvez”. 

Alternativas
Q3280549 Português
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição do texto.

I- O termo “avião” foi usado como sujeito paciente da ação verbal “foi inventado”. II- A locução verbal “foi inventado” indica que o verbo “inventar” está apassivado. III- O termo “por um mineiro” exerce a função sintática de agente da ação “foi inventado”. IV- A locução verbal “foi inventado” corresponderia à forma “inventou”, na voz ativa. V- O termo “um mineiro” seria o agente da ação “inventou”, a qual estaria na voz ativa.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3280188 Português

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


À Beira-Mar


     Por que será que tem gente que vive se metendo com o que os outros estão fazendo? Pode haver coisa mais ingênua do que um menininho brincando com areia, na beira da praia? Não pode, né? Pois estávamos nós deitados a doirar a pele para endoidar mulher, sob o sol de Copacabana, em decúbito ventral (não o sol, mas nós) a ler “Maravilhas da Biologia”, do coleguinha cientista Benedict Knox Ston, quando um camarada se meteu com uma criança, que brincava com a areia.


    Interrompemos a leitura para ouvir a conversa. O menininho já estava com um balde desses de matéria plástica cheio de areia, quando o sujeito intrometido chegou e perguntou o que é que o menininho ia fazer com aquela areia. O menininho fungou, o que é muito natural, pois todo menininho que vai na praia funga, e explicou pro cara que ia jogar a areia num casal que estava numa barraca lá adiante. E apontou para a barraca.


    Nós olhamos, assim como olhou o cara que perguntava ao menininho. Lá, na barraca distante, a gente só conseguia ver dois pares de pernas ao sol. O resto estava escondido pela sombra, por trás da barraca. Eram dois pares, dizíamos, um de pernas femininas, o que se notava pela graça da linha, e outro masculino, o que se notava pela abundante vegetação capilar, se nos permitem o termo.


   — Eu vou jogar a areia naquele casal por causa de que eles estão se abraçando e se beijando muito — explicou o menininho, dando outra fungada.


    O intrometido sorriu complacente e veio com lição de moral. 


    — Não faça isso, meu filho — disse ele (e depois viemos a saber que o menino era seu vizinho de apartamento). Passou a mão pela cabeça do garotinho e prosseguiu: — deixe o casal em paz. Você ainda é pequeno e não entende dessas coisas, mas é muito feio ir jogar areia em cima dos outros. 


   O menininho olhou pro cara muito espantado e ainda insistiu:


   — Deixa eu jogar neles.


   O camarada fez menção de lhe tirar o balde da mão e foi mais incisivo:


    — Não senhor. Deixe o casal namorar em paz. Não vai jogar areia não.


   O menininho então deixou que ele esvaziasse o balde e disse: — Tá certo. Eu só ia jogar areia neles por causa do senhor.


     — Por minha causa? — estranhou o chato. — Mas que casal é aquele?


     — O homem eu não sei — respondeu o menininho. — Mas a mulher é a sua.


Texto extraído do livro “O melhor do Stanislaw”

Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta) 

O gênero crônica, em virtude de seu estilo de escrita aproximar-se da linguagem do cotidiano, tem a liberdade de usar de termo mais coloquiais e que muitas vezes fogem das regras da gramática da língua portuguesa. Observe o trecho abaixo retirado do texto de Stanislaw Ponte Preta e assinale a alternativa que justifique de forma equivocada os desvios cometidos pelo autor:

[...] quando o sujeito intrometido chegou e perguntou o que é que o menininho ia fazer com aquela areia. O menininho fungou, o que é muito natural, pois todo menininho que vai na praia funga, e explicou pro cara que ia jogar a areia num casal que estava numa barraca lá adiante.

Alternativas:
Alternativas
Q3279530 Português
A................................ ocorre quando o sujeito é agente, ou seja, pratica a ação verbal ou participa ativamente de um fato como ocorre na frase “A eficiência operacional pode melhorar o desempenho de seu comércio...”. Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE a lacuna do conceito transcrito acima.
Alternativas
Q3278888 Português
Escolha e marque com X a frase que aparece no plural:
Alternativas
Q3278279 Português
A forma negativa do verbo da frase “Interpola a questão” é:
Alternativas
Q3277512 Português
Considerando-se a conjugação do verbo “amar”, no pretérito imperfeito do modo indicativo, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE.
Carlos ______ tanto Laura, que a pediu em casamento.
Alternativas
Q3276954 Português

Inovações para a agricultura sustentável


    Vincent Martin, diretor do Escritório de Inovação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), disse à CNN por e-mail que “várias startups de tecnologia agrícola surgiram nos últimos anos para enfrentar desafios regionais na produção de alimentos, especialmente investindo em agricultura protegida”.


    Essas empresas estão se adaptando à realidade do calor extremo por meio de inovações em culturas mais resistentes, ambientes controlados, irrigação inteligente e energias renováveis. No entanto, Martin ressalta que expandir essas soluções para pequenos agricultores e superar barreiras de custo são desafios cruciais para uma adaptação mais ampla.

   

 “O investimento contínuo em pesquisa, infraestrutura, políticas públicas e educação dos agricultores será essencial”, acrescentou.

Fonte: CNN. Adaptado.

Se mudarmos o “ele” na frase “Ele foi de ônibus” para “nós”, como seria a nova forma gramaticalmente CORRETA da frase?
Alternativas
Q3275795 Português

Texto CG2AI 


        Presumivelmente, o processo de criatividade, seja ele qual for, é essencialmente o mesmo em todos os seus ramos, de modo que a evolução de uma nova forma artística, um novo mecanismo ou um novo princípio científico envolve fatores comuns.


        Uma maneira de investigar o problema é considerar as grandes ideias do passado e ver como elas foram geradas. Infelizmente, o método de geração não é claro nem mesmo para os próprios “geradores”.


         Mas e se a mesma ideia revolucionária ocorrer a dois homens, simultânea e independentemente? Talvez os fatores comuns envolvidos sejam esclarecedores. Considere a teoria da evolução pela seleção natural, criada independentemente tanto por Charles Darwin quanto por Alfred Wallace.


         Nesse caso, existem muitos pontos em comum. Ambos viajaram para lugares distantes, tendo observado espécies estranhas de animais e plantas e a maneira como variavam de lugar para lugar. Ambos estavam profundamente interessados em encontrar uma explicação para isso e falharam até cada um deles ler o Ensaio sobre o princípio da população, de Malthus.


         Ambos, então, viram como a noção de superpopulação e esgotamento (que Malthus havia aplicado aos seres humanos) se encaixaria na doutrina da evolução pela seleção natural (se aplicada às espécies em geral).


        Obviamente, portanto, o que é necessário não são apenas pessoas com uma boa formação em uma área específica, mas também pessoas capazes de estabelecer uma conexão entre itens que podem não parecer usualmente conectados.


         Sem dúvida, na primeira metade do século XIX, muitos naturalistas estudaram a maneira pela qual as espécies se diferenciavam entre si. Muitas pessoas leram Malthus. Talvez algumas tenham estudado as espécies e lido Malthus. Mas o que era preciso era alguém que estudasse espécies, lesse Malthus e tivesse a capacidade de fazer uma conexão cruzada.


         O ponto crucial é a rara característica que deve ser encontrada. Uma vez que a conexão cruzada é feita, ela se torna óbvia. Thomas H. Huxley teria exclamado depois de ler A Origem das Espécies: “Que estúpido da minha parte não ter pensado nisso!”. 


        Mas por que ele não pensou nisso? A história do pensamento humano poderia fazer parecer que há dificuldade em pensar em uma ideia, mesmo quando todos os fatos estão sobre a mesa. Fazer a conexão cruzada requer certa ousadia — porque qualquer conexão cruzada realizada de uma só vez por muitos se desenvolve não como uma nova ideia, mas como um mero corolário de uma velha ideia.


        É somente mais tarde que uma nova ideia parece razoável. De início, ela normalmente parece sem sentido. Parecia a máxima insensatez supor que a Terra se movia em vez do Sol, ou que os objetos exigiam uma força para detê-los quando em movimento, em vez de uma força para mantê-los em movimento, e assim por diante.


         Uma pessoa disposta a seguir em frente enfrentando a razão, a autoridade e o bom senso deve ser uma pessoa de considerável autoconfiança. Como ela aparece apenas raramente, deve parecer excêntrica (pelo menos nesse aspecto) para o resto de nós. Uma pessoa excêntrica em um aspecto frequentemente o é em outros. Consequentemente, a pessoa com maior probabilidade de obter novas ideias é uma pessoa de boa formação na área de interesse e alguém que não é convencional em seus hábitos.


Isaac Asimov. Sobre criatividade: como as pessoas têm novas ideias? In: MIT Technology Review, jul./2020 [originalmente escrito em 1959]. Internet: <mittechreview.com.br> (com adaptações).

Julgue o seguinte item, relativo aos aspectos linguísticos do texto CG2A1.


Ao final do oitavo parágrafo, a sequência ‘Que estúpido da minha parte’ funciona como sujeito da oração ‘não ter pensado nisso’, o que justifica a flexão da forma verbal “ter” na terceira pessoa do singular. 

Alternativas
Q3275715 Português
Muitos verbos mostram a mesma forma verbal para o infinitivo e o futuro do subjuntivo.
Assinale a frase a seguir em que a forma verbal sublinhada corresponde à do futuro do subjuntivo.
Alternativas
Q3275675 Português
As frases a seguir apresentam, corretamente, o emprego do gerúndio, à exceção de uma. Assinale-a.  
Alternativas
Q3275508 Português

Estudo revela que mais de 50% dos casos de demência na América Latina são evitáveis


Por Redação do Jornal da USP






(Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/estudo-revela-que-mais-de-50-dos-casos-de-demencia-naamerica-latina-sao-evitaveis/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 13, 15 e 23.
Alternativas
Respostas
1561: A
1562: A
1563: B
1564: B
1565: B
1566: B
1567: B
1568: B
1569: E
1570: E
1571: A
1572: A
1573: C
1574: B
1575: A
1576: B
1577: E
1578: E
1579: A
1580: D