Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

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Q3340934 Português

    Acrescentemos que, em português, a alternância vocálica pode ser o que podemos chamar submorfêmica. Isto acontece quando não é ela (como, ao contrário, sucede em fiz, em face de faz + er) a marca única da noção gramatical por expressar.

Ela entra no vocábulo formal como um reforço, por assim dizer, de um morfema gramatical.


Joaquim Mattoso Câmara Jr. Estrutura da língua portuguesa.

44. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011 (com adaptações).



O tipo de alternância vocálica referido no texto precedente é evidenciado no par 

Alternativas
Q3340929 Português

Texto 8A2-I


    Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa ficará menor, como se tivesse perdido um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio. A morte de cada homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido. Por isso, não procures saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.


 John Donne. Meditações. Tradução: Fabio Cyrino.

São Paulo: Editora Landmark, 2012 (com adaptações).

Considerando as relações estabelecidas entre o significado dos vocábulos e sua configuração sintática no texto 8A2-I, julgue os itens a seguir.



I No último período do texto, o verbo dobrar, em suas duas ocorrências, pode ser classificado como intransitivo.


II Em “A morte de cada homem diminui a mim” (terceiro período), o verbo diminuir está empregado na forma intransitiva.


III O vocábulo “perdido” (segundo período) é a forma participial do verbo perder, o que indica que a oração em que se insere esse termo está na voz passiva analítica.


IV Na primeira oração do último período, o verbo procurar é empregado como intransitivo, e o sujeito da oração desempenha papel semântico de agente.



Assinale a opção correta.

Alternativas
Q3340618 Português

Texto CG1A4 


          Mais de 45% dos adolescentes brasileiros de 15 anos de idade têm conhecimento em educação financeira abaixo do considerado adequado, segundo os resultados de 2024 do PISA, uma das principais avaliações internacionais de qualidade da educação básica.


        Segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre os 20 países que participaram da avaliação, o Brasil ficou em 18.º lugar, com desempenho semelhante ao do Peru, da Costa Rica e da Arábia Saudita.


    17,9% dos estudantes de 15 anos de idade dos países-membros da OCDE apresentam desempenho abaixo do esperado. Nesse patamar, os jovens conseguem, na melhor das hipóteses, reconhecer a diferença entre necessidade e desejo de adquirir ou consumir algo e tomar decisões simples sobre gastos diários. 


     O nível de conhecimento considerado adequado pelo PISA é aquele em que os estudantes conseguem fazer planos financeiros em contextos simples, como compreender as taxas de juros de um empréstimo ou interpretar corretamente documentos, como faturas de cartão ou um recibo de pagamento. “Promover educação financeira é garantir que os estudantes tenham conhecimento dos conceitos e riscos financeiros, bem como garantir que eles tenham competência para aplicar essa compreensão na tomada de decisões”, define o relatório da avaliação.


       O PISA tradicionalmente avalia os conhecimentos dos alunos de 15 anos de idade em matemática, ciências e leitura. Há dez anos, o Brasil tem registrado baixo desempenho em todas as áreas analisadas.


     Ainda que o Brasil tenha apresentado um dos desempenhos mais baixos, o relatório da OCDE destaca que o país avançou ao longo dos anos. Em 2015, quando uma avaliação semelhante foi aplicada, 53% dos estudantes brasileiros não tinham conhecimentos básicos sobre educação financeira.


     O documento destaca, ainda, que a melhora no desempenho é reflexo da inclusão da educação financeira no currículo escolar brasileiro: “No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) inclui a educação financeira como tema transversal a ser integrado nas disciplinas obrigatórias”.


     Consta também no relatório da OCDE que os países avaliados enfrentam um desafio em comum, que é dar apoio e condições para que os estudantes mais vulneráveis tenham condições de tomar decisões responsáveis economicamente. “Os resultados mostram que os estudantes socioeconomicamente desfavorecidos apresentam os níveis de menor desempenho, o que indica ser imperioso adotar políticas para evitar o aumento das desigualdades”, diz o documento.


Internet: <www1.folha.uol.com.br> (com adaptações). 


Seriam preservados a coerência, a correção gramatical e o nível de formalidade do texto CG1A4 caso se substituísse, no segundo período do quinto parágrafo,
Alternativas
Q3340613 Português

Texto CG1A4 


          Mais de 45% dos adolescentes brasileiros de 15 anos de idade têm conhecimento em educação financeira abaixo do considerado adequado, segundo os resultados de 2024 do PISA, uma das principais avaliações internacionais de qualidade da educação básica.


        Segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre os 20 países que participaram da avaliação, o Brasil ficou em 18.º lugar, com desempenho semelhante ao do Peru, da Costa Rica e da Arábia Saudita.


    17,9% dos estudantes de 15 anos de idade dos países-membros da OCDE apresentam desempenho abaixo do esperado. Nesse patamar, os jovens conseguem, na melhor das hipóteses, reconhecer a diferença entre necessidade e desejo de adquirir ou consumir algo e tomar decisões simples sobre gastos diários. 


     O nível de conhecimento considerado adequado pelo PISA é aquele em que os estudantes conseguem fazer planos financeiros em contextos simples, como compreender as taxas de juros de um empréstimo ou interpretar corretamente documentos, como faturas de cartão ou um recibo de pagamento. “Promover educação financeira é garantir que os estudantes tenham conhecimento dos conceitos e riscos financeiros, bem como garantir que eles tenham competência para aplicar essa compreensão na tomada de decisões”, define o relatório da avaliação.


       O PISA tradicionalmente avalia os conhecimentos dos alunos de 15 anos de idade em matemática, ciências e leitura. Há dez anos, o Brasil tem registrado baixo desempenho em todas as áreas analisadas.


     Ainda que o Brasil tenha apresentado um dos desempenhos mais baixos, o relatório da OCDE destaca que o país avançou ao longo dos anos. Em 2015, quando uma avaliação semelhante foi aplicada, 53% dos estudantes brasileiros não tinham conhecimentos básicos sobre educação financeira.


     O documento destaca, ainda, que a melhora no desempenho é reflexo da inclusão da educação financeira no currículo escolar brasileiro: “No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) inclui a educação financeira como tema transversal a ser integrado nas disciplinas obrigatórias”.


     Consta também no relatório da OCDE que os países avaliados enfrentam um desafio em comum, que é dar apoio e condições para que os estudantes mais vulneráveis tenham condições de tomar decisões responsáveis economicamente. “Os resultados mostram que os estudantes socioeconomicamente desfavorecidos apresentam os níveis de menor desempenho, o que indica ser imperioso adotar políticas para evitar o aumento das desigualdades”, diz o documento.


Internet: <www1.folha.uol.com.br> (com adaptações). 


A correção gramatical e a coerência do texto CG1A4 seriam mantidas caso a forma verbal “têm” (primeiro período do texto) fosse substituída por 
Alternativas
Q3335905 Português
A partir do texto abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.


O fim do mundo


    A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

    Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

    Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

    Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?

    Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

    Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

    O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos — além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

    Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

    Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus — dono de todos os mundos — que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos — segundo leio — que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração. 

    Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total. 

    Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês.


(MEIRELES, Cecília. Quatro vozes. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998).

No trecho “Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo.”, o verbo “dizem” está flexionado no

Alternativas
Q3335816 Português
A partir do texto abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.


Olhos d’água

          Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada custei reconhecer o quarto da nova casa em que estava morando e não conseguia me lembrar como havia chegado até ali. E a insistente pergunta, martelando, martelando... De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusatório. Então, eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?

       Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo, busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe aprendi conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer, em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, me descobria cheia de culpa, por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela. Da unha encravada do dedo mindinho do pé esquerdo... Da verruga que se perdia no meio da cabeleira crespa e bela... Um dia, brincando de pentear boneca, alegria que a mãe nos dava quando, deixando por uns momentos o lava-lava, o passa-passa das roupagens alheias, se tornava uma grande boneca negra para as filhas, descobrimos uma bolinha escondida bem no couro cabeludo dela. Pensamos que fosse carrapato. A mãe cochilava e uma de minhas irmãs aflita, querendo livrar a boneca-mãe daquele padecer, puxou rápido o bichinho. A mãe e nós rimos e rimos e rimos de nosso engano. A mãe riu tanto das lágrimas escorrerem. Mas, de que cor eram os olhos dela?

       Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe. Ela havia nascido em um lugar perdido no interior de Minas. Ali, as crianças andavam nuas até bem grandinhas. As meninas, assim que os seios começavam a brotar, ganhavam roupas antes dos meninos. Às vezes, as histórias da infância de minha mãe confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida. E era justamente nos dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas. Nessas ocasiões a brincadeira preferida era aquela em que a mãe era a Senhora, a Rainha. Ela se assentava em seu trono, um pequeno banquinho de madeira. Felizes colhíamos flores cultivadas em um pequeno pedaço de terra que circundava o nosso barraco. Aquelas flores eram depois solenemente distribuídas por seus cabelos, braços e colo. E diante dela fazíamos reverências à Senhora. Postávamos deitadas no chão e batíamos cabeça para a Rainha. Nós, princesas, em volta dela, cantávamos, dançávamos, sorríamos. A mãe só ria, de uma maneira triste e com um sorriso molhado... Mas de que cor eram os olhos de minha mãe? Eu sabia, desde aquela época, que a mãe inventava esse e outros jogos para distrair a nossa fome. E a nossa fome se distraía.

    Às vezes, no final da tarde, antes que a noite tomasse conta do tempo, ela se assentava na soleira da porta e juntas ficávamos contemplando as artes das nuvens no céu. Umas viravam carneirinhos; outras, cachorrinhos; algumas, gigantes adormecidos, e havia aquelas que eram só nuvens, algodão doce. A mãe, então, espichava o braço que ia até o céu, colhia aquela nuvem, repartia em pedacinhos e enfiava rápido na boca de cada uma de nós. Tudo tinha de ser muito rápido, antes que a nuvem derretesse e com ela os nossos sonhos se esvaecessem também. Mas, de que cor eram os olhos de minha mãe?

      Lembro-me ainda do temor de minha mãe nos dias de fortes chuvas. Em cima da cama, agarrada a nós, ela nos protegia com seu abraço. E com os olhos alagados de pranto balbuciava rezas a Santa Bárbara, temendo que o nosso frágil barraco desabasse sobre nós. E eu não sei se o lamento-pranto de minha mãe, se o barulho da chuva... Sei que tudo me causava a sensação de que a nossa casa balançava ao vento. Nesses momentos os olhos de minha mãe se confundiam com os olhos da natureza. Chovia, chorava! Chorava, chovia! Então, porque eu não conseguia lembrar a cor dos olhos dela?

     E naquela noite a pergunta continuava me atormentando. Havia anos que eu estava fora de minha cidade natal. Saíra de minha casa em busca de melhor condição de vida para mim e para minha família: ela e minhas irmãs que tinham ficado para trás. Mas eu nunca esquecera a minha mãe. Reconhecia a importância dela na minha vida, não só dela, mas de minhas tias e todas a mulheres de minha família. E também, já naquela época, eu entoava cantos de louvor a todas nossas ancestrais, que desde a África vinham arando a terra da vida com as suas próprias mãos, palavras e sangue. Não, eu não esqueço essas Senhoras, nossas Yabás, donas de tantas sabedorias. Mas de que cor eram os olhos de minha mãe?

     E foi então que, tomada pelo desespero por não me lembrar de que cor seriam os olhos de minha mãe, naquele momento, resolvi deixar tudo e, no outro dia, voltar à cidade em que nasci. Eu precisava buscar o rosto de minha mãe, fixar o meu olhar no dela, para nunca mais esquecer a cor de seus olhos.
E assim fiz. Voltei, aflita, mas satisfeita. Vivia a sensação de estar cumprindo um ritual, em que a oferenda aos Orixás deveria ser descoberta da cor dos olhos de minha mãe.

     E quando, após longos dias de viagem para chegar à minha terra, pude contemplar extasiada os olhos de minha mãe, sabem o que vi? Sabem o que vi?

     Vi só lágrimas e lágrimas. Entretanto, ela sorria feliz. Mas, eram tantas lágrimas, que eu me perguntei se minha mãe tinha olhos ou rios caudalosos sobre a face? E só então compreendi. Minha mãe trazia, serenamente em si, águas cor- Página 3 de 10 rentezas. Por isso, prantos e prantos a enfeitar o seu rosto. A cor dos olhos de minha mãe era cor de olhos d’água. Águas de Mamãe Oxum! Rios calmos, mas profundos e enganosos para quem contempla a vida apenas pela superfície. Sim, águas de Mamãe Oxum.

      Abracei a mãe, encostei meu rosto no dela e pedi proteção. Senti as lágrimas delas se misturarem às minhas.

     Hoje, quando já alcancei a cor dos olhos de minha mãe, tento descobrir a cor dos olhos de minha filha. Faço a brincadeira em que os olhos de uma são o espelho dos olhos da outra. E um dia desses me surpreendi com um gesto de minha menina. Quando nós duas estávamos nesse doce jogo, ela tocou suavemente o meu rosto, me contemplando intensamente. E, enquanto jogava o olhar dela no meu, perguntou baixinho, mas tão baixinho como se fosse uma pergunta para ela mesma, ou como estivesse buscando e encontrando a revelação de um mistério ou de um grande segredo. Eu escutei, quando, sussurrando minha filha falou:

     Mãe, qual é a cor tão úmida de seus olhos?


(Conceição Evaristo. Olhos d’água. 1. Ed. Rio de Janeiro:
Pallas: Fundação Biblioteca Nacional, 2016. p. 15-19)
No trecho a seguir, observe a flexão verbal e assinale a alternativa que apresenta a análise correta: “Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela.” 
Alternativas
Q3335396 Português
Em relação à concordância verbal, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Nem um nem outro havia idealizado previamente este encontro.
( ) Fernando foi um dos que falaram no debate.
( ) Só eu e Florêncio ficou calado. 
Alternativas
Q3334584 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Fadiga visual: como proteger a vista na era do excesso de telas


Em uma era em que as telas dominam nossa vida cotidiana, uma epidemia silenciosa se espalha pelo mundo.

A fadiga ocular digital, antes considerada uma condição marginal entre as preocupações com a saúde ocupacional, tornou-se um grande problema de saúde pública, que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.

À medida que nossa dependência de dispositivos digitais para trabalho, educação e interação social só aumenta, há mais riscos à saúde de nossos olhos.

Estudos recentes apresentam um quadro sombrio. Até 50% dos usuários de computador podem desenvolver a chamada fadiga ocular digital.

Essa condição, caracterizada por uma variedade de sintomas oculares e visuais, como secura, lacrimejamento, coceira, queimação e visão turva ou até dupla, não é apenas um incômodo.

Ela pode indicar problemas potencialmente crônicos que afetam significativamente a qualidade de vida e a produtividade de um indivíduo.

A pandemia da covid-19 exacerbou essa tendência. Afinal, os lockdowns e as medidas de distanciamento social aumentaram o tempo de tela numa escala sem precedentes.

Um aumento acentuado no uso de dispositivos digitais durante esse período está correlacionado a um crescimento das doenças na superfície ocular, distúrbios visuais e fadiga ocular digital.


O impacto invisível da dependência digital


Mas o que exatamente acontece com nossos olhos quando olhamos para telas por longos períodos?

A resposta está na biologia complexa do nosso sistema visual. Ao focar em telas digitais, nossa taxa de piscadas diminui e nossos olhos se esforçam demais para focar em objetos próximos por longos períodos.

Piscar menos e manter o foco próximo desencadeia uma série de problemas oculares, desde irritação leve até ressecamento crônico.

Os sintomas da fadiga ocular digital são diversos e muitas vezes insidiosos. Eles variam desde sinais imediatamente perceptíveis, como fadiga ocular, secura e visão turva, até pistas mais sutis, como dores de cabeça e no pescoço.

Embora geralmente temporários, esses sintomas podem se tornar persistentes e debilitantes, se não forem tratados.

Ao contrário da crença popular, a luz azul emitida pelas telas não é a principal causa da vista cansada.

Embora a luz azul possa contribuir para a fadiga ocular e interromper os padrões de sono, não há evidências conclusivas de que ela cause danos oculares permanentes.

Os verdadeiros vilões são a ergonomia ruim, o trabalho por um tempo prolongado com foco próximo e a redução das piscadas.

Mas como podemos proteger a visão neste mundo centrado nas telas?

A solução está em uma abordagem multifacetada, que combina mudanças comportamentais, ajustes ambientais e, quando necessário, intervenções médicas.


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly569nwr1no fragmento
"Até 50% dos usuários de computador podem desenvolver a chamada fadiga ocular digital."

De acordo com as regras de concordância, analise o emprego do verbo 'poder' e identifique a informação que aplica corretamente a regra.
Alternativas
Q3334298 Português
A importância da solidariedade para o desenvolvimento social

Comportamento moral une indivíduos e grupos em torno de um bem comum, seja em uma comunidade local ou mundial


   Atualmente, muito se fala sobre o poder da empatia. Ela é, de fato, importante para a nossa sociedade. Você sabia, por exemplo, que o FBI aplica a empatia em situações envolvendo reféns? Porém, a empatia por si só pode não ser suficiente para mudar o mundo. Isto é: você pode até sentir empatia por vítimas de guerras ou desastres, mas não mudar sua rotina por conta disso. Para ter outro cenário, é necessário um componente diferente: a solidariedade.

    A solidariedade é um valor muito importante, já que tem o poder de engajar pessoas de uma comunidade em torno de um objetivo comum. E por “comunidade”, pode-se compreender desde um bairro até mesmo o planeta como um todo. Afinal, os problemas globais são sentidos da mesma maneira pelas pessoas que os enfrentam. A dor da fome, por exemplo, é igual para pessoas em qualquer lugar do mundo.

    Praticar a solidariedade é ter empatia à flor da pele. Assim, a pessoa ou a comunidade se sente compelida a agir em situações de calamidade, seja ela social, política ou ambiental. Dessa maneira, é importante que a solidariedade seja estimulada desde cedo nas pessoas. Afinal, elas podem se tornar adultas mais conscientes do seu papel na sociedade.

   O sociólogo francês Émile Durkheim descreveu a solidariedade em sua obra intitulada “Da Divisão do Trabalho Social”, publicada em 1983. Segundo o pensador, a solidariedade é uma relação moral que permite aos indivíduos se sentirem pertencentes a uma sociedade. Além disso, ela depende de fatores como as tradições e os costumes desse próprio grupo.

   Durkheim também separou a solidariedade em três categorias: solidariedade comunitária – o sentimento social que agrega interesses comuns de um grande grupo de indivíduos que lutam juntos pelo mesmo objetivo; solidariedade orgânica – como os indivíduos de uma mesma sociedade estão cada vez mais especializados em determinados assuntos, cria-se uma dependência social em que cada um é importante para uma finalidade; solidariedade mecânica – neste tipo, os indivíduos realizam suas atividades de maneira individual e independente de seus pares, dando continuidade às crenças e aos costumes comuns que possibilitam a vida em sociedade.

   Em um mundo cada vez mais digital, tem surgido um novo termo: a solidariedade de dados. As práticas digitais têm gerado uma infinidade de dados sobre assuntos importantes, como meio ambiente, educação, desigualdade e autoritarismo. O acesso a essas informações pode ser crucial para tomada de decisões rápidas e assertivas.

   Por conta disso, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) criou o Laboratório de Políticas Inclusivas. Dessa maneira, busca-se uma maior compreensão de como essas informações devem estar acessíveis. Porém, muitas vezes, elas vão de encontro a leis de proteção de dados pessoais, mostrando a necessidade de debate sobre o assunto.

   Ou seja, esses mesmos formuladores de leis precisam compreender como os dados pertinentes a mudanças sociais devem ser armazenados e compartilhados. Assim, a solidariedade de dados visa facilitar o acesso a informações de valor público significativo, considerando todos os riscos possíveis dessa prática.


https://grupomarista.org.br/blog/solidariedade/
Encontra-se somente oração na voz ativa na seguinte alternativa:
Alternativas
Q3330850 Português

Mila



    Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás.

E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou-me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.

Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento?

     Amá-la — foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.

No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.

   Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.

     Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade.


(Carlos Heitor Cony) 

Considere a frase: “O que fazer contra o vento?” As palavras destacadas são, morfologicamente, na sequência: 
Alternativas
Q3330802 Português

Adolescente sofre necrose nos dentes após fazer aplicação de lentes com mulher que não é dentista. 


Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) afirma que o procedimento deve ser realizado em clínicas odontológicas e apenas por um cirurgião-dentista.


Uma adolescente, de 17 anos, teve os dentes desgastados com necrose pulpar e óssea [morte da polpa dentária e dos ossos] após fazer a aplicação de lentes de resina com uma mulher que não era dentista. Ao g1, a menina, que não quis se identificar, disse ter pago R$ 1 mil pelo procedimento. "Não tinha noção que ela não era dentista", desabafou.

[...] De acordo com ela, Andreza Aline Gasparini Lima cobrou inicialmente R$ 1,2 mil pelo serviço, mas fechou o acordo por R$ 1 mil para o pai dela, sendo que metade seria descontada do trabalho dele como pedreiro e o restante em transferência via Pix.

Ao g1, o advogado Gabriel Ferreira Lacerda, que representa Andreza Aline, informou que ela é considerada "hábil" para prestar o serviço de aplicação de lentes de resina. Ele acrescentou que a cliente "não se passou por dentista e tampouco exerceu a função".

A aplicação aconteceu em junho deste ano, na casa de Andreza, em São Vicente (SP). A adolescente contou que voltou ao local três dias depois do procedimento, uma vez que 16 Cargo: ESPECIALISTA EM SAÚDE – CIRURGIÃO DENTISTA (Edital nº 04/2025) três lentes tinham caído. Segundo a jovem, a profissional justificou a situação dizendo que ela não tomou os cuidados necessários. 


https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/mais-saude/noticia/2024/11/08/adolescente-sofre-necrose-nos dentes-apos-fazer-aplicacao-de-lentes-com-mulher-que-nao-e-dentista-fotos.ghtml. Adaptado.  

Na frase “A aplicação aconteceu em junho deste ano, na casa de Andreza [...]. A adolescente contou que voltou ao local três dias depois do procedimento, uma vez que três lentes tinham caído”, os verbos destacados estão conjugados no:
Alternativas
Q3327354 Português
Brasileiro de 80 anos explorou mais de 20 destinos de aventura após câncer


   O arquiteto aposentado Lauro Andrade, 80, descobriu uma nova paixão na terceira idade: o turismo de aventura e a fotografia artística. A união desses fatores resultou em mais de 20 viagens para locais remotos só na última década, além de uma exposição em Santa Catarina e a publicação de um livro com as imagens. Pai de três filhos e viúvo há mais de duas décadas, Lauro começou essa jornada sozinho com cerca de 69 anos. Ele fotografou cenários extremos: tornados, a boca de um vulcão ativo, ursos no norte do Alasca e a famosa Aurora Boreal — que já avistou mais de uma vez.

   A primeira aventura foi para a Tanzânia, que ele definiu ao CNNViagem&Gastronomia como um lugar incrível. O país é conhecido pela cultura, beleza natural, praias e por ter as montanhas mais altas do continente africano. Quando voltou, no entanto, um susto: “Descobri que estava com câncer no rim e tive que remover um dos órgãos.”. Mesmo com o imprevisto de saúde, Lauro dizia para o médico que tinha uma viagem marcada para a Índia e não poderia perder o passeio. Dito e feito: não perdeu. 45 dias depois da cirurgia, eu estava em Nova Delhi. Todo mundo arregalava os olhos quando ouvia que eu havia acabado de tirar um rim”, disse rindo.

   No entanto, Lauro garante que as viagens dele sempre foram muito seguras. Para isso, contrata a mesma agência turística para ser acompanhado por um guia durante as aventuras. Foram os profissionais especializados, inclusive, que os socorreram em momentos de apuros. Ele viveu uma dessas situações na Etiópia, considerado o país mais antigo da África, onde se sentiu mais inseguro. Lá, Lauro era vigiado o tempo todo por pessoas com metralhadoras. “A gente estava com uma milícia armada para poder fotografar”, contou. Mesmo assim, o antigo arquiteto montou em um camelo e partiu para um passeio de quatro horas até a boca de um vulcão ativo. O tour precisava ser feito à noite devido às altas temperaturas — quase 50°C na base do deserto. O fotógrafo começou o trajeto às 19h, mas pausou diversas vezes durante o caminho. “Tínhamos que chegar até meia-noite na boca do vulcão, fotografar, descansar por uma hora e retornar”, contou ele. Na volta, Lauro passou mal. “Foi um sacrifício muito grande, porque andar em cima de camelo, só com um tipo de colchãozinho, [foi muito complicado]”, pontuou ele. E continuou, brincando: “Não sabia se tinha sido frito ou virado uma omelete. Desmaiei, mas fotografei a boca do vulcão”.

   O mais inusitado é que Lauro não define esse momento como um perrengue. Ao ser questionado sobre o maior apuro em terras estrangeiras, o antigo arquiteto aponta um caso que viveu na Islândia. “Tropecei em um fio, caí com a máquina no peito e o encaixe da lente da câmera quebrou. Tinha uma médica na equipe, ela me examinou e viu que eu não tinha me machucado. Foi o maior perrengue que tive em viagem”, contou Lauro, que precisou fazer as fotos do celular.

   Lauro também viveu outras aventuras, como quando fotografou um tornado nos Estados Unidos. Mas como se preparar para esse tipo de passeio? Antes de ir, ele recebeu um briefing de como agir. “Tínhamos dois técnicos americanos que tinham computadores para controlar da onde vinha a direção do tornado, de tal forma que a gente fica em uma margem de segurança do tornado. Além disso, conhecendo a direção do vento, eles têm uma estrada de fuga”, disse.

   Outra viagem que Lauro fez e o marcou muito foi para o Irã. Ele seguiu as restrições do país, como não fotografar nenhuma mulher, mas, apesar da proibição, garante que voltaria para lá. “Um dos lugares mais seguros que já fui”, exclamou. As viagens de Lauro são várias. Em solo estrangeiro, ele passou por países como os Emirados Árabes Unidos, Myanmar, Japão e Alaska, onde andou em um avião monomotor de quatro lugares, cujo pouso acontecia na água, bem perto da praia, para fotografar ursos em um parque.

   Para fotografar, também visitou a Tailândia, Camboja, Laos, Butão, Noruega e muitos outros. No Brasil, conheceu desde o Pantanal e o norte do país até o sertão de Pernambuco. “Cada foto tem uma história”, garantiu sobre os registros.


Fonte: Brasileiro de 80 anos explorou mais de 20 destinos de aventura após câncer | CNN Brasil.
Assinale a alternativa que apresente o tempo do verbo em destaque no período: Pai de três filhos e viúvo há mais de duas décadas, Lauro começou essa jornada sozinho com cerca de 69 anos.
Alternativas
Q3326372 Português


Internet: <www.exame.com> (com adaptações).

Assinale a opção correta no que diz respeito à concordância verbal no texto. 
Alternativas
Q3326042 Português
Leia o texto a seguir:


Casos de covid-19 aumentam nas regiões Norte e Nordeste


    Pelo menos 287 pessoas morreram por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causada por algum vírus respiratório este ano, no Brasil. Desse total, 78,7% (225) dos óbitos estão relacionados ao SARS-CoV-2, vírus que provoca a covid-19.


     Os dados são do Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e se referem às notificações feitas ao Ministério da Saúde até o dia 25 de janeiro.


    O total de casos graves com diagnóstico confirmado de covid-19 já se aproxima de 900.


    O termo síndrome respiratória aguda grave se refere ao agravamento de sintomas gripais com o comprometimento da função pulmonar. A maioria dos casos acontece após uma infecção viral. Por enquanto, quase 52% dos casos registrados este ano, com resultado positivo para algum vírus, foram provocados por covid-19. 


    Os dados dessa última atualização reforçam um alerta que já têm sido feito há algumas semanas sobre o aumento das infecções pelo coronavírus. O boletim, inclusive, considera a possibilidade de que uma nova variante mais transmissível possa estar se espalhando.


    A atualização destaca que há tendência de aumento dos casos de SRAG por covid-19 em nove estados, todos nas regiões Norte ou Nordeste: Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Tocantins, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe. A incidência de casos graves é maior entre as crianças pequenas e os idosos, e a mortalidade ocorre majoritariamente em idosos. Mas o levantamento alerta que no Amazonas e em Rondônia tem sido observado um aumento de SRAG também entre jovens e adultos.


    De acordo com a pesquisadora Tatiana Portela, as recomendações de praxe permanecem: "Em caso de sintomas gripais, o ideal é fi car em casa em isolamento, evitando transmitir esse vírus para outras pessoas, mas, se não for possível fazer esse isolamento, o recomendado é sair de casa utilizando uma boa máscara. E claro, é muito importante que todas as pessoas estejam em dia com a vacinação contra a covid-19."


    O esquema atual de vacinação no Sistema Único de Saúde (SUS) preconiza duas ou três doses (a depender do imunizante) para todas as crianças de 6 meses a menos de 5 anos. Além disso, idosos e pessoas imunocomprometidas devem receber uma nova dose a cada seis meses. Já as grávidas devem receber uma dose durante a gestação, e as pessoas que fazem parte de algum grupo vulnerável, como indígenas e quilombolas e pessoas com deficiência ou comorbidade, devem tomar um reforço anual.


Fonte: https://www.jb.com.br/bem-viver/saude/2025/02/1054141-casos-de-covid-19- aumentam-nas-regioes-norte-e-nordeste.html. Acesso em 05/02/2025
No título do texto (“Casos de covid-19 aumentam nas regiões Norte e Nordeste”), o verbo em destaque está flexionado no:
Alternativas
Q3325374 Português
Coisas que a ciência 'descobriu' séculos depois dos povos indígenas


Ao longo da história, os povos indígenas contribuíram significativamente para as ciências aplicadas modernas, como a medicina, a biologia, a matemática, a engenharia e a agricultura. Muitas dessas contribuições, no entanto, são desconhecidas. Uma série de medicamentos, instrumentos médicos, alimentos e técnicas de cultivo que são usadas diariamente no mundo ocidental hoje tem suas raízes no conhecimento dos povos originários.


Para sobreviver e se adaptar a diversos ambientes, os povos indígenas fabricaram produtos e aplicaram técnicas sofisticadas — e algumas delas os cientistas e especialistas só começaram a valorizar agora. Muitos povos indígenas desenvolveram uma cultura de medicina baseada na natureza, cujas descobertas serviram de base para tratamentos atuais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40% dos produtos farmacêuticos utilizados hoje são baseados no conhecimento tradicional.


Um dos mais emblemáticos é a aspirina, cuja substância base é o ácido salicílico, proveniente do salgueiro — árvore também conhecida como chorão. Os indígenas norte-americanos conseguiram extrair o ácido da casca dessa árvore há centenas de anos e usavam para tratar quem sofria de dores musculares ou ósseas.


Outro exemplo é o que aconteceu durante a pandemia de covid-19, quando os cientistas por trás das vacinas descobriram na quilaia, uma árvore endêmica do Chile, um ingrediente fundamental para combater o coronavírus. A quilaia é conhecida como a "árvore de casca de sabão" devido às suas saponinas vegetais, moléculas que espumam quando entram em contato com a água e que se tornaram um catalisador cobiçado para a resposta imunológica. Mas suas propriedades curativas já haviam sido descobertas muito tempo antes pelos indígenas mapuche, que a utilizavam para curar todo tipo de enfermidade, desde doenças estomacais e respiratórias até problemas de pele e reumatismo.


Atualmente, alguns alimentos estão tendo um "boom" de consumo graças às suas impressionantes propriedades nutricionais, segundo especialistas. Um deles é a spirulina, que hoje aparece nos cardápios na forma de smoothies (ou shakes) e até mesmo em omeletes, saladas e biscoitos. Mas séculos antes de ser considerado um "superalimento", esse tipo de microalga, que cresce sobretudo em lagos alcalinos quentes e rios, era um alimento básico na era pré-colombiana. Os mexicas, descendentes dos astecas, colhiam o alimento rico em proteínas da superfície do Lago Texcoco. Acredita-se que consumiam a spirulina com milho, tortilha, feijão e pimenta como "combustível" para viagens longas. Assim, mesmo sem a ciência moderna, os indígenas mexicanos eram capazes de reconhecer a densidade nutricional da spirulina.


(Fernanda Paúl, https://www.bbc.com/, com adaptações)
[Questão Inédita] consumiam a spirulina com milho, tortilha, feijão e pimenta (º parágrafo)

Assinale a alternativa em que se encontra forma verbal no mesmo tempo e modo que o destacado acima. 
Alternativas
Q3325372 Português
Coisas que a ciência 'descobriu' séculos depois dos povos indígenas


Ao longo da história, os povos indígenas contribuíram significativamente para as ciências aplicadas modernas, como a medicina, a biologia, a matemática, a engenharia e a agricultura. Muitas dessas contribuições, no entanto, são desconhecidas. Uma série de medicamentos, instrumentos médicos, alimentos e técnicas de cultivo que são usadas diariamente no mundo ocidental hoje tem suas raízes no conhecimento dos povos originários.


Para sobreviver e se adaptar a diversos ambientes, os povos indígenas fabricaram produtos e aplicaram técnicas sofisticadas — e algumas delas os cientistas e especialistas só começaram a valorizar agora. Muitos povos indígenas desenvolveram uma cultura de medicina baseada na natureza, cujas descobertas serviram de base para tratamentos atuais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40% dos produtos farmacêuticos utilizados hoje são baseados no conhecimento tradicional.


Um dos mais emblemáticos é a aspirina, cuja substância base é o ácido salicílico, proveniente do salgueiro — árvore também conhecida como chorão. Os indígenas norte-americanos conseguiram extrair o ácido da casca dessa árvore há centenas de anos e usavam para tratar quem sofria de dores musculares ou ósseas.


Outro exemplo é o que aconteceu durante a pandemia de covid-19, quando os cientistas por trás das vacinas descobriram na quilaia, uma árvore endêmica do Chile, um ingrediente fundamental para combater o coronavírus. A quilaia é conhecida como a "árvore de casca de sabão" devido às suas saponinas vegetais, moléculas que espumam quando entram em contato com a água e que se tornaram um catalisador cobiçado para a resposta imunológica. Mas suas propriedades curativas já haviam sido descobertas muito tempo antes pelos indígenas mapuche, que a utilizavam para curar todo tipo de enfermidade, desde doenças estomacais e respiratórias até problemas de pele e reumatismo.


Atualmente, alguns alimentos estão tendo um "boom" de consumo graças às suas impressionantes propriedades nutricionais, segundo especialistas. Um deles é a spirulina, que hoje aparece nos cardápios na forma de smoothies (ou shakes) e até mesmo em omeletes, saladas e biscoitos. Mas séculos antes de ser considerado um "superalimento", esse tipo de microalga, que cresce sobretudo em lagos alcalinos quentes e rios, era um alimento básico na era pré-colombiana. Os mexicas, descendentes dos astecas, colhiam o alimento rico em proteínas da superfície do Lago Texcoco. Acredita-se que consumiam a spirulina com milho, tortilha, feijão e pimenta como "combustível" para viagens longas. Assim, mesmo sem a ciência moderna, os indígenas mexicanos eram capazes de reconhecer a densidade nutricional da spirulina.


(Fernanda Paúl, https://www.bbc.com/, com adaptações)
[Questão Inédita] “Para sobreviver e se adaptar a diversos ambientes, os povos indígenas fabricaram produtos e aplicaram técnicas sofisticadas.”
Assinale a alternativa que apresenta falha gramatical na reescrita.
Alternativas
Q3324873 Português
Em relação à voz reflexiva dos verbos, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Não se deve atribuir sentido reflexivo a verbos que designam sentimentos como “queixar-se”, “zangar-se” e outros meramente pronominais.
( ) Na voz reflexiva, o sujeito é, ao mesmo tempo, agente e paciente: faz uma ação cujos efeitos ele mesmo sofre ou recebe.
( ) Em frases como “João fala de si”, há reflexividade, mas não há voz reflexiva, porque o verbo não é reflexivo.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q3323990 Português

Leia atentamente:



     José viu o rio surgir, do varadouro, por entre as árvores. Estava cheio depois das grandes chuvas. Mas seu coração nem viu a magia que fluía dele, porque a tristeza invadia tudo como uma neblina que caminha ao amanhecer. Ventava melancolia.


    — Dona Neusa! - gritou do aceiro da mata - Mamãe chama à senhora. O Chico está muito mal, talvez não passe dessa noite.


     Da janela, uma senhora deu com a mão e desceu as escadas apressadamente.  


    O caminho de volta foi silencioso, às pressas. José via a boca de a mulher mexer-se, mas não ouvia palavra alguma. Talvez rezasse em silêncio, talvez apenas queixava-se da sorte.


   Anoitecia, quando cruzaram a pinguela do Mapinguari, a colocação surgiu desbotada. O tapiri de paxiúba, coberta de palha se escondia entre as árvores e uma luz pálida, da lamparina, se esgueirava pela janela enquanto um lamento de partir o coração fugia pela porta aberta, descia as escadas e invadiu a alma de Dona Neuza a anunciar que a morte chegara mais rápido do que se esperava.


   Enquanto a noite chegava, Dona Neuza abraçava a mulher, rezava e acendia velas, numa tentativa em tornar a solidão da selva menor:


    — E agora, o que eu vou fazer sem meu pai? Pedi o marido; agora, meu pai! O que será de mim?


    — Se acalme Dona Maria, pra tudo se dá um jeito. Deus é maior!


   Enquanto as carapanãs zumbiam, lanternas e porongas chegavam lentamente. Os vizinhos vinham dizer adeus.


Fandermiler Freitas, Conto Saudade



As pergunta refere-se à interpretação do texto. 

Os vizinhos vinham dizer adeus. (...)” Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta dos termos acima: 
Alternativas
Q3323989 Português

Leia atentamente:



     José viu o rio surgir, do varadouro, por entre as árvores. Estava cheio depois das grandes chuvas. Mas seu coração nem viu a magia que fluía dele, porque a tristeza invadia tudo como uma neblina que caminha ao amanhecer. Ventava melancolia.


    — Dona Neusa! - gritou do aceiro da mata - Mamãe chama à senhora. O Chico está muito mal, talvez não passe dessa noite.


     Da janela, uma senhora deu com a mão e desceu as escadas apressadamente.  


    O caminho de volta foi silencioso, às pressas. José via a boca de a mulher mexer-se, mas não ouvia palavra alguma. Talvez rezasse em silêncio, talvez apenas queixava-se da sorte.


   Anoitecia, quando cruzaram a pinguela do Mapinguari, a colocação surgiu desbotada. O tapiri de paxiúba, coberta de palha se escondia entre as árvores e uma luz pálida, da lamparina, se esgueirava pela janela enquanto um lamento de partir o coração fugia pela porta aberta, descia as escadas e invadiu a alma de Dona Neuza a anunciar que a morte chegara mais rápido do que se esperava.


   Enquanto a noite chegava, Dona Neuza abraçava a mulher, rezava e acendia velas, numa tentativa em tornar a solidão da selva menor:


    — E agora, o que eu vou fazer sem meu pai? Pedi o marido; agora, meu pai! O que será de mim?


    — Se acalme Dona Maria, pra tudo se dá um jeito. Deus é maior!


   Enquanto as carapanãs zumbiam, lanternas e porongas chegavam lentamente. Os vizinhos vinham dizer adeus.


Fandermiler Freitas, Conto Saudade



As pergunta refere-se à interpretação do texto. 

Leia o excerto: “Enquanto a noite chegava, Dona Neuza abraçava a mulher, rezava e acendia velas...”
Se os verbos destacados estivessem conjugados para o imperativo afirmativo, na 3ª pessoa do singular, estariam escritos da seguinte forma:
Alternativas
Q3323071 Português
MEC assina novo Plano de Transformação Digital


Documento busca melhorar qualidade e acessibilidade na prestação de serviços digitais da pasta, além de otimizar e simplificar relação entre governo e cidadão. Medida atende a decreto presidencial de 2024.

O Ministério da Educação (MEC) – por meio da Secretaria-Executiva (SE) e da Secretaria de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais (Segape) – assinou o novo Plano de Transformação Digital. Com o documento, a pasta visa promover a efetividade das políticas, a qualidade dos serviços públicos, assim como a inclusão e participação de todas as pessoas pelo uso de tecnologias digitais. O plano do MEC alinha-se à Estratégia Federal de Governo Digital, de modo que seu escopo se define por processos de mudança coerente e sustentada de serviços públicos, sistemas e infraestrutura de dados.

“O Plano de Transformação Digital do MEC é uma estratégia pactuada com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos [MGI] para atender bem tanto o cidadão quanto os gestores estaduais e municipais e todos aqueles que buscam os serviços digitais do MEC”, apontou o secretário da Segape, Evânio Araújo. “Os serviços públicos são a face mais visível das políticas da pasta e é através deles que os cidadãos fazem adesão aos programas e acessam seus direitos. Precisam ser inclusivos e intuitivos a todos”, explicou.

Entre os objetivos do plano, estão: mapear, revisar processos, redesenhar e digitalizar serviços públicos prestados pelo MEC e pelas suas organizações vinculadas; transformar os 12 serviços mais acessados do MEC em serviços de excelência, integrando bases e aplicando sempre que possível princípios como proatividade e predição; revisar sistemas legados do MEC de maneira a amplificar sua robustez, capacidade e registro de informações de maneira segura e confiável; promover o treinamento e o letramento digital das redes e escolas para adoção de tecnologias digitais; entre outros.

Construção – Todas as secretarias da pasta se uniram para elaborar o novo Plano de Transformação Digital, com a finalidade de definir as prioridades de cada área em relação a sistemas, serviços e dados. A ação busca atender ao Decreto Presidencial nº 12.198/2024, de 24 de setembro, o qual estabelece que todos os ministérios devem pactuar um plano como esse.

PDA – Ainda em janeiro deste ano, o MEC publicou o Plano de Dados Abertos (PDA) para o biênio 2024-2026 por meio da Portaria nº 69/2025. O documento reafirma o compromisso do MEC com a transparência e o alinhamento às normas legais, além de contribuir para uma gestão pública mais responsável e participativa.

O plano dá visibilidade às ações e estratégias organizacionais que vão nortear as atividades de implementação e promoção da abertura de dados, de forma institucionalizada e sistematizada.

Ele descreve as ações para abertura, sustentação, monitoramento e fomento ao reuso dos conjuntos de dados, a fim de organizar e padronizar seus processos de publicação. Isso resulta em maior disponibilidade, acesso, qualidade e ampla reutilização dos dados abertos pelas partes interessadas – tanto a sociedade quanto a própria administração pública federal.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Segape

(Fonte: MEC assina novo Plano de Transformação Digital. Ministério da Educação, [s.d.]. Disponível em:

https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/fevereiro/mec-assina-novo-plano-de-tra nsformacao-digital. Acesso em: 17 fev. 2025.)
Assinale a alternativa em que o verbo concorda corretamente com o sujeito, segundo as normas da Língua Portuguesa:
Alternativas
Respostas
1481: B
1482: A
1483: E
1484: E
1485: B
1486: B
1487: C
1488: C
1489: C
1490: D
1491: D
1492: E
1493: D
1494: A
1495: C
1496: C
1497: E
1498: C
1499: B
1500: B