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I. O verbo falir é defectivo, pois não é conjugado em todas as pessoas, especialmente na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo.
II. O verbo caber é irregular, pois apresenta alteração no radical em relação ao infinitivo, como se observa na forma "caibo".
III. O verbo ser é anômalo, já que suas formas conjugadas não mantêm semelhança com o radical original.
IV. Verbos abundantes como aceitar e entregar possuem formas equivalentes e corretas no particípio regular e irregular: "aceitado"/"aceito", "entregado"/"entregue".
V. O verbo partir é anômalo, pois apresenta irregularidades tanto no radical quanto na desinência verbal.
Está correto o que se afirma apenas em
Nesse trecho do texto, a concordância da forma verbal “relataram” está bem construída. Em face disso, assinalar a alternativa que contém proposta de reescrita com respeito às normas de flexão verbal.
Fiquei pateta, pois não escutara verso nenhum. Ele então pediu silêncio, e que ouvisse. (3º/4º parágrafos)
Nesse trecho, o cronista narra uma série de fatos ocorridos no passado. Um fato anterior a esse tempo passado está indicado pela seguinte forma verbal:
Ao se transpor o trecho acima para o discurso direto, o verbo sublinhado assume a seguinte forma:
O texto abaixo, de Márcia Rebêlo, serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a elas.
A nossa vida é movida por altos e baixos, é por isso que precisamos, muitas vezes, buscar a ajuda de Deus, buscar forças Nele, pois há situações que somente Ele pode resolver. Portanto, por mais difíceis que as coisas estejam, confiemos em Deus e sigamos em frente. Acredite: vai dar certo e não permita que ninguém diga a você que sonhos não são possíveis.
Professora Especialista, Márcia Rebêlo.
“Mais de um aluno ______ aprovado no exame final.”
“Se ele ________ chegado mais cedo, teria participado da reunião.”
Burnout: o esgotamento que ameaça a saúde e o desempenho no trabalho
O trabalho ocupa boa parte da vida das pessoas e, embora seja uma fonte de realização para muitos, também pode ser uma das principais causas de sofrimento. Para o psiquiatra francês Christophe Dejours, o ambiente profissional nem sempre promove bem-estar. Em muitos casos, pode gerar desde simples insatisfação até quadros graves de esgotamento físico e emocional.
Nos últimos anos, estudos apontam que o adoecimento relacionado ao trabalho tem impacto direto na produtividade das empresas. O chamado absenteísmo — quando o profissional precisa se afastar por problemas de saúde — traz prejuízos como afastamentos prolongados, necessidade de contratação de substitutos e gastos com treinamentos (MorenoJimenez e Schaufeli, 2007). Além disso, afeta a qualidade dos serviços prestados e compromete os resultados financeiros das organizações.
Foi em 1974 que o psicólogo Herbert Freudenberger cunhou o termo burnout para descrever um quadro de esgotamento extremo, perda de motivação e isolamento entre profissionais da saúde mental. Desde então, o tema passou a ser debatido em congressos internacionais e entre diferentes categorias profissionais, especialmente médicos e enfermeiros, que relatam queda na qualidade do atendimento devido ao desgaste emocional.
Um levantamento citado por pesquisadores revelou que até 27% dos pacientes no Canadá avaliaram de forma negativa os cuidados recebidos em internações recentes. A escassez de enfermeiros — agravada pelo burnout e pela insatisfação — aparece como uma das principais causas desse cenário preocupante.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e diversos estudiosos reconhecem o burnout como um risco ocupacional sério, principalmente em áreas como saúde, educação e serviços sociais (Maslach, 2007). No Brasil, o Decreto nº 3.048, de 1999, incluiu a “Síndrome de Burnout” na lista de transtornos mentais relacionados ao trabalho, com o código Z73.0 na Classificação Internacional de Doenças (CID-10).
Diante disso, cresce a urgência por estratégias que promovam ambientes de trabalho mais saudáveis, com apoio psicológico, valorização dos profissionais e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Ignorar o problema pode sair caro — para os trabalhadores, para as empresas e para a sociedade como um todo.
(ADAPTADO. Artigo: Síndrome de burnout ou estafa profissional e os transtornos psiquiátricos. Telma Ramos Trigo; Chei Tung Teng; Jaime Eduardo Cecílio Hallak)
Analise as afirmativas abaixo com base nos verbos:
I. O verbo promove, presente no trecho “o ambiente profissional nem sempre promove bem-estar”, é rizotônico, pois a tonicidade recai sobre o radical;
II. O verbo precisa, no trecho “quando o profissional precisa se afastar por problemas de saúde”, é arrizotônico, já que a sílaba tônica recai fora do radical;
III. O verbo cresce, no trecho “cresce a urgência por estratégias”, é um exemplo de verbo arrizotônico, pois a tonicidade recai na desinência.
Assinale a alternativa correta.
• – Ah! conservada. Vamos lá; deixe de olhar para o chão, e conte-me tudo.
• ... e casado na Bahia, donde viera em 1859.
As formas verbais destacadas expressam, correta e respectivamente, sentidos de:
Como nasceram as estrelas
Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.
Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.
Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.
Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.
– Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.
E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.
Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.
Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.
(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)
Assinale a opção que está na mesma voz verbal da sentença acima.