Questões de Concurso Comentadas sobre análise sintática em português

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Ano: 2023 Banca: Instituto Darwin Órgão: Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE Provas: Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Auxiliar Administrativo | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Motorista Socorrista - SAMU | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Agente Comunitário de Saúde | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Agente de Trânsito | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Auxiliar de Biblioteca | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Auxiliar de Farmácia | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Auxiliar de Laboratório | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Auxiliar de Saúde Bucal | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Fiscal de Tributos e Obras | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Guarda Municipal | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Professor de Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Orientador Social | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Recepcionista | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Agente de Controle Interno | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Instrumentador Cirúrgico | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Instrutor de Informática | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Instrutor de Arte | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Instrutor de Música | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Técnico em Agricultura | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Técnico em Contabilidade | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Técnico em Informática | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Técnico de Laboratório | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Técnico de Vigilância Sanitária | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Técnico em Radiologia |
Q2376040 Português
TEXTO 2


Rotina Fail.


                Todo dia as mesmas coisas diferentes acontecem.

             – Hoje é terça. Terça, terça… o que é mesmo que eu tenho que fazer na terça?

            Fosse eu um egípcio antigo, levantaria, tomaria meu chá de hibiscos da deusa Ísis, caminharia para o trabalho onde carregaria pedras para construir uma pirâmide (não, não foram os deuses). Se fosse uma samambaia, acordaria ao nascer do sol, tomaria uma aguinha fresca seguida de uma fotossíntese básica e voltaria à vida imóvel das plantas felizes (que não precisam passar 1h e 48 minutos na Agamenon para chegar ao trabalho). [...]

Ah, a rotina desses seres maravilhosos.

Abre, fecha, levanta, lava, enxuga, paga, deve, compra, deita e não sonha.

A rotina levou ponto de corte e foi eliminada na primeira fase da vida: logo depois que pedi demissão das aulinhas de inglês.

Dançar ragatanga na cara da rotina é, inclusive, meu esporte favorito.

Porque, se “todo dia ela faz tudo sempre igual, me levanta às 6 horas da manhã, me sorri um sorriso pontual”, ela, definitivamente, não mora aqui em casa.

Sou movida por ventos, não por despertadores.

Por vontades, não costumes. Por escolhas, não hábito.

Por mim, enfim!



(BARBOSA, Teta. Batida Salve Todos. Disponível em:
<http://tetabarbosa.com.br/2014/02/rotinafail/#.XySFZBNKii6>. Acesso em: 16 out. 2023.
(Fragmento).)

No trecho:


              “Se fosse uma samambaia, acordaria ao nascer do sol”


O termo em destaque é:

Alternativas
Q2372115 Português
Leia a tira abaixo

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <http://oblogderedacao.blogspot.com/2012/12/mafalda-e-os-pronomes-relativos.html>. Acesso em: 01 out. 2023.

Assinale a única alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q2372114 Português

A notícia a seguir se refere à questão:



LULA PASSA NOITE “ESTÁVEL” E JÁ CAMINHAPELO QUARTO, DIZ BOLETIM



ANSA


30/09/2023 – 11:13



Um boletim médico divulgado neste sábado, 30, pelo hospital Sírio-Libanês de Brasília informou que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, está se recuperando bem de uma cirurgia no quadril.


O comunicado apontou que o mandatário “passou a noite estável” e até “caminhou” pelo quarto na parte da manhã. Além disso, o petista realizou “sessões de fisioterapia”.


Lula, que passou por uma artroplastia no quadril  na última sexta-feira, 29, continuará internado. A intervenção cirúrgica, que aconteceu “dentro da normalidade”, durou pouco mais de uma hora.


Os médicos aproveitaram a oportunidade para fazer uma blefaroplastia, que é a retirada de um excesso de pele sobre as pálpebras.


O mandatário continua sem previsão de alta, mas sua equipe de saúde afirma que poderá ocorrer na próxima terça-feira, 3.



Disponível em: <https://istoe.com.br/lula-passa-noite-estavel-e-ja-caminha-pelo-quarto-diz-boletim/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification>. Acesso em: 01 out. 2023. Grifos do autor.

Com relação à análise linguística, julgue as assertivas abaixo.

I- O termo “estável” atua na manchete como predicativo do sujeito e se refere a Lula.
II- Ainda com relação à manchete, temos um período composto por subordinação.
III- Na expressão “Um boletim médico divulgado neste sábado, 30, pelo Hospital Sírio-Libanês de Brasília informou que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, está se recuperando bem de uma cirurgia no quadril”, o termo em destaque pertence à classe de palavras denominada aposto.
IV- Considerando o mesmo trecho em análise da assertiva III, a oração “o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, está se recuperando bem de uma cirurgia no quadril” se classifica como uma oração subordinada substantiva predicativa.
V- No texto, a expressão “o mandatário” exerce a retomada anafórica do referente Lula

Assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q2372111 Português
Leia a tira a seguir:

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/4d80bb41-05>.Acesso em: 01 out. 2023.

O personagem da tira acima faz uma crítica ao sistema educacional. Em seu discurso, a vírgula é empregada várias vezes. Na fala do personagem, o uso da vírgula se justifica CORRETAMENTE para:
Alternativas
Q2372110 Português
Observe a charge a seguir e assinale a única alternativa INCORRETA:

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <https://www.tudosaladeaula.com/2023/03/exercicios-de-colocacao-pronominal-com-gabarito.html>.Acesso em: 01 out. 2023.
Alternativas
Q2352705 Português
Instrução: Leia o texto e responda à questão.

Ah, Isoldaxina!

     Era suave o semblante da jovem Isoldaxina. Exceto quando tinha de pronunciar seu nome. Morria de vergonha toda vez que precisava preencher algum cadastro na cidade. Para ela, Isoldaxina faria muito mais sentido se estivesse escrito em uma caixa de remédios.
      O sobrenome também não ajudava: Misântera. E quanto aos apelidos… melhor nem comentar.
     Certo dia, conheceu um homem gentil, de olhar cândido e palavras tênues. Ele lhe ofereceu uma bebida e perguntou o nome dela. Isoldaxina ruborizou. E agora? Será que ele faria uma cara de estranheza? Tentaria segurar o riso?
    Quando ela criou coragem e disse “Isoldaxina”, ele sorriu. Um sorriso gentil e amável. Em seguida, apresentou-se: Rufólgeno Duarte.
       Foram felizes para sempre!

(MARTINZ, J. Disponível em: www.corrosiva.com.br. Acesso em: 20/08/23.)
Assinale o período do texto que apresenta oração com ideia de condição.
Alternativas
Q2350232 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO. 

MEC discute política de valorização de educadoras infantis

      O Ministério da Educação (MEC) participou, na última sexta-feira, 8 de dezembro, na Câmara dos Deputados, do Seminário Gênero, Raça, Cuidado e Educação: valorização das educadoras infantis. A Pasta foi representada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), por meio da coordenadora-geral de Formação Continuada para Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, Valquíria Santos Silva. Na ocasião, ela destacou a pauta de direitos das mulheres negras.
     “Nós temos um cenário na educação com educadoras majoritariamente mulheres e pretas. Isso reforça muito o diálogo interseccional e que precisa ser considerado um aspecto importante na política pública educacional”, apontou Valquíria. Para a coordenadora-geral, uma educação mais comprometida e democrática ocorre quando se consegue analisar e identificar o contexto no qual uma escola é constituída por todos os trabalhadores que integram uma comunidade escolar.
      Ao longo do evento, os participantes defenderam a aprovação do Projeto de Lei n. 2387/23, que está em análise na Câmara e prevê a inclusão dos professores de educação infantil na carreira do magistério público da educação básica. O objetivo é beneficiá-los com o piso salarial nacional estabelecido na Lei n. 11.738/08. Esse Projeto foi aprovado na Comissão de Educação da Câmara, mas ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça.
    No debate, os especialistas alertaram para o processo de empobrecimento de mulheres que trabalham no ensino infantil. Atualmente, esse ofício, com crianças de 0 a 3 anos, é exercido quase exclusivamente por mulheres e tem o pagamento do piso salarial vinculado à decisão administrativa local.
      Participantes – Também participaram do Seminário Fernanda Pereira Barbosa, procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT); Rosane da Silva, secretária de Autonomia Econômica e Políticas de Cuidados do Ministério das Mulheres; Carlos Giannazi, deputado estadual de São Paulo e professor; Alípio dos Santos Neto, coordenador de Ações de Controle da Unidade de Auditoria Especializada em Educação, Cultura, Esporte e Direitos Humanos do Tribunal de Contas da União; Berta Lima, representante do Movimento Somos Todas Professoras; Lucas Carneiro, promotor de Justiça e coordenador do Núcleo de Defesa da Educação do Ministério Público do Estado de Alagoas; e Tânia Dornellas, assessora de Advocacy da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
      O Seminário foi promovido pelas Comissões de Educação; de Administração e Serviço Público; de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Trabalho.

br/assuntos/noticias/2023/dezembro/mec-discute-politica-
                                                                                             de-valorizacao-de-educadoras-infantis(adaptado).                                                                                                
Em relação a aspectos linguísticos de vocábulos do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q2350230 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO. 

MEC discute política de valorização de educadoras infantis

      O Ministério da Educação (MEC) participou, na última sexta-feira, 8 de dezembro, na Câmara dos Deputados, do Seminário Gênero, Raça, Cuidado e Educação: valorização das educadoras infantis. A Pasta foi representada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), por meio da coordenadora-geral de Formação Continuada para Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, Valquíria Santos Silva. Na ocasião, ela destacou a pauta de direitos das mulheres negras.
     “Nós temos um cenário na educação com educadoras majoritariamente mulheres e pretas. Isso reforça muito o diálogo interseccional e que precisa ser considerado um aspecto importante na política pública educacional”, apontou Valquíria. Para a coordenadora-geral, uma educação mais comprometida e democrática ocorre quando se consegue analisar e identificar o contexto no qual uma escola é constituída por todos os trabalhadores que integram uma comunidade escolar.
      Ao longo do evento, os participantes defenderam a aprovação do Projeto de Lei n. 2387/23, que está em análise na Câmara e prevê a inclusão dos professores de educação infantil na carreira do magistério público da educação básica. O objetivo é beneficiá-los com o piso salarial nacional estabelecido na Lei n. 11.738/08. Esse Projeto foi aprovado na Comissão de Educação da Câmara, mas ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça.
    No debate, os especialistas alertaram para o processo de empobrecimento de mulheres que trabalham no ensino infantil. Atualmente, esse ofício, com crianças de 0 a 3 anos, é exercido quase exclusivamente por mulheres e tem o pagamento do piso salarial vinculado à decisão administrativa local.
      Participantes – Também participaram do Seminário Fernanda Pereira Barbosa, procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT); Rosane da Silva, secretária de Autonomia Econômica e Políticas de Cuidados do Ministério das Mulheres; Carlos Giannazi, deputado estadual de São Paulo e professor; Alípio dos Santos Neto, coordenador de Ações de Controle da Unidade de Auditoria Especializada em Educação, Cultura, Esporte e Direitos Humanos do Tribunal de Contas da União; Berta Lima, representante do Movimento Somos Todas Professoras; Lucas Carneiro, promotor de Justiça e coordenador do Núcleo de Defesa da Educação do Ministério Público do Estado de Alagoas; e Tânia Dornellas, assessora de Advocacy da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
      O Seminário foi promovido pelas Comissões de Educação; de Administração e Serviço Público; de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Trabalho.

br/assuntos/noticias/2023/dezembro/mec-discute-politica-
                                                                                             de-valorizacao-de-educadoras-infantis(adaptado).                                                                                                
Na oração “O Ministério da Educação (MEC) participou, na última sexta-feira, 8 de dezembro, na Câmara dos Deputados, do Seminário...”, a expressão sublinhada classifica-se como:
Alternativas
Q2346871 Português
TENTAÇÃO


(1º§) Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva. Na rua vazia, vibravam as pedras de calor − a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão.


(2º§) Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos. Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú.


(3º§) A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo. Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro. A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.


(4º§) Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria.


(5º§) Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo. Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos. Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.


(6º§) No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos − lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes do Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, talvez cedendo à gravidade com que se pediam.


(7º§) Mas ambos eram comprometidos. Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada. A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo.


(8º§) Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina. Mas ele foi mais forte do que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


*Glossário: "basset" é um termo de origem francesa "bas" que significa "baixo" ou "anão".

(Clarice Lispector. Escritora brasileira) -

(armazemdetexto.blogspot.com)
Entre os parágrafos mencionados nesta questão, marque o único que inicia com termo variável em gênero e em número.
Alternativas
Q2346867 Português
TENTAÇÃO


(1º§) Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva. Na rua vazia, vibravam as pedras de calor − a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão.


(2º§) Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos. Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú.


(3º§) A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo. Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro. A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.


(4º§) Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria.


(5º§) Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo. Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos. Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.


(6º§) No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos − lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes do Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, talvez cedendo à gravidade com que se pediam.


(7º§) Mas ambos eram comprometidos. Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada. A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo.


(8º§) Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina. Mas ele foi mais forte do que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


*Glossário: "basset" é um termo de origem francesa "bas" que significa "baixo" ou "anão".

(Clarice Lispector. Escritora brasileira) -

(armazemdetexto.blogspot.com)
Sobre a estrutura do período: "E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos − lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne", analise as assertivas com V (Verdadeiro) ou F (Falso):

(   )A expressão: "E no meio" exerce função sintática de adjunto adverbial de lugar.
(   )O particípio verbal adjetivado: "trotadas" exerce função sintática de predicativo do sujeito.
(   )A frase nominal: "de tantos cães maiores" está escrita com o antônimo de "menores".
(   )A oração: "como se fora carne de sua ruiva carne" − está escrita com a conjunção subordinativa comparativa.

Marque a alternativa com a série correta.
Alternativas
Q2346865 Português
TENTAÇÃO


(1º§) Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva. Na rua vazia, vibravam as pedras de calor − a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão.


(2º§) Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos. Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú.


(3º§) A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo. Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro. A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.


(4º§) Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria.


(5º§) Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo. Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos. Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.


(6º§) No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos − lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes do Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, talvez cedendo à gravidade com que se pediam.


(7º§) Mas ambos eram comprometidos. Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada. A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo.


(8º§) Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina. Mas ele foi mais forte do que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


*Glossário: "basset" é um termo de origem francesa "bas" que significa "baixo" ou "anão".

(Clarice Lispector. Escritora brasileira) -

(armazemdetexto.blogspot.com)
Analise as frases seguidas de informação à direita:

I.No período interrogativo: "Que foi que se disseram?" − temos uma proclise atraída pela conjunção subordinativa integrante "que".

II.O "se" da oração: "Ambos se olhavam" - enuncia reciprocidade.

III.Em: "A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina" − temos, respectivamente: - preposição essencial imposta pela regência nominal; contração prepositiva imposta pela regência verbal; contração prepositiva imposta pela regência nominal.

IV.A crase: "à" usada na frase: "Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento" − é imposta pela concordância verbal.

Marque a alternativa com a série correta
Alternativas
Q2346263 Português
Durante uma aula, um professor de Matemática disse: “Cinco mais cinco são dez.” Sobre a organização dessa frase, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2344351 Português
      As células humanas têm um prazo de validade reprodutivo. Depois de certo tempo, o ciclo de vida delas termina – e elas deixam de se dividir. Esse tipo de célula, chamada senescente, é eliminada pelo sistema imunológico. Mas algumas são deixadas para trás.
      Conforme ficamos mais velhos, o número de células senescentes vai crescendo. E elas liberam substâncias químicas prejudiciais, podendo causar câncer e doenças relacionadas ao envelhecimento, como Alzheimer, problemas cardiovasculares, diabetes, catarata e aterosclerose.


Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/remedios-anti-envelhecimento-podemaumentar-o-numero-de-orgaos-para-transplante/
A palavra destacada representa o sujeito da oração em:
Alternativas
Q2344347 Português
“Os professores desempenham um papel vital nas nossas sociedades, ainda assim a profissão enfrenta uma enorme crise de vocações. Em algumas regiões do mundo faltam candidatos. Outras enfrentam elevadas taxas de abandono nos primeiros anos de trabalho. Em ambos os casos, a resposta é a mesma: precisamos de mais valorização, melhor formação e mais apoio aos professores”, defendeu a secretária-geral da UNESCO Audrey Azoulay. 


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2023/10/faltam-44-milhoesde-professores-no-mundo-alerta-unesco.shtml. Acesso em: 03 out. 2023.
No período “Os professores desempenham um papel vital nas nossas sociedades, ainda assim a profissão enfrenta uma enorme crise de vocações.”, os termos em destaque desempenham a função de:
Alternativas
Q2344233 Português
TEXTO I


Ao longo dos anos, venho refletindo sobre uma noção de texto que contemple outras linguagens que ultrapassam a verbal. Após muitas leituras, reflexões e compartilhamentos, conceituo texto como uma manifestação constituída de elementos verbais e / ou não verbais, intencionalmente selecionados e organizados, que ocorre durante uma atividade sociointerativa, de modo a permitir aos agentes da interação duas ações simultâneas: a depreensão e geração de sentido, em decorrência da ativação de processos e estratégias de ordem cognitiva, e a atuação responsiva, em consonância a práticas socioculturais instituídas.

Então, um livro é um texto? Se o livro compreende uma manifestação que reúne linguagens verbais – e, ocasionalmente, linguagens não verbais, como ilustrações, figuras, fotos – selecionadas de modo intencional e organizadas sociointerativamente de maneira a permitir aos leitores tanto a geração de sentido, ao ativarem estruturas cognitivas que levam a determinadas compreensões, quanto a ações em resposta ao que leram, ao pensarem sobre o que foi lido, tomando como base práticas sociais e culturais já instauradas na comunidade, o livro é um texto. Um texto passível de comentários, críticas e manifestações diversas. E como todo texto, um livro provoca reações.

Pensando em provocar reações, organizei este livro que reúne relatos de experiências de professores da rede estadual de Minas Gerais. Essas experiências merecem ser compartilhadas, uma vez que é importante dar voz ao professor que assume, em suas aulas, a missão de transformar seus alunos em pessoas comprometidas com sua participação no mundo e solidárias umas com as outras para promover o bem-estar das comunidades em que vivem.

Assim, este livro, sem qualquer pretensão grandiosa, é instrumento de reflexão para professores, educadores e alunos em formação que acreditam que educar ainda é o melhor meio para a construção de uma sociedade sadia. Ao todo são 16 artigos, que tratam de diversos temas e que têm em comum o interesse em divulgar experiências mineiras de sala de aula que podem ser adotadas em outras turmas em qualquer lugar deste país.


DELL’ISOLA, Regina L. P. Um livro para chamar de seu. In: Práticas de linguagem no Ensino Fundamental. Brasil-Argentina: Editora Cognoscere, 2019. p. 5-9.
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, o trecho que não se classifica como oração é:
Alternativas
Q2344231 Português
TEXTO I


Ao longo dos anos, venho refletindo sobre uma noção de texto que contemple outras linguagens que ultrapassam a verbal. Após muitas leituras, reflexões e compartilhamentos, conceituo texto como uma manifestação constituída de elementos verbais e / ou não verbais, intencionalmente selecionados e organizados, que ocorre durante uma atividade sociointerativa, de modo a permitir aos agentes da interação duas ações simultâneas: a depreensão e geração de sentido, em decorrência da ativação de processos e estratégias de ordem cognitiva, e a atuação responsiva, em consonância a práticas socioculturais instituídas.

Então, um livro é um texto? Se o livro compreende uma manifestação que reúne linguagens verbais – e, ocasionalmente, linguagens não verbais, como ilustrações, figuras, fotos – selecionadas de modo intencional e organizadas sociointerativamente de maneira a permitir aos leitores tanto a geração de sentido, ao ativarem estruturas cognitivas que levam a determinadas compreensões, quanto a ações em resposta ao que leram, ao pensarem sobre o que foi lido, tomando como base práticas sociais e culturais já instauradas na comunidade, o livro é um texto. Um texto passível de comentários, críticas e manifestações diversas. E como todo texto, um livro provoca reações.

Pensando em provocar reações, organizei este livro que reúne relatos de experiências de professores da rede estadual de Minas Gerais. Essas experiências merecem ser compartilhadas, uma vez que é importante dar voz ao professor que assume, em suas aulas, a missão de transformar seus alunos em pessoas comprometidas com sua participação no mundo e solidárias umas com as outras para promover o bem-estar das comunidades em que vivem.

Assim, este livro, sem qualquer pretensão grandiosa, é instrumento de reflexão para professores, educadores e alunos em formação que acreditam que educar ainda é o melhor meio para a construção de uma sociedade sadia. Ao todo são 16 artigos, que tratam de diversos temas e que têm em comum o interesse em divulgar experiências mineiras de sala de aula que podem ser adotadas em outras turmas em qualquer lugar deste país.


DELL’ISOLA, Regina L. P. Um livro para chamar de seu. In: Práticas de linguagem no Ensino Fundamental. Brasil-Argentina: Editora Cognoscere, 2019. p. 5-9.
Analise sintaticamente os períodos a seguir e assinale a alternativa em que o termo destacado está corretamente classificado nos parênteses.
Alternativas
Q2344119 Português
Sobre cartas e crateras


O que você salvaria se sua casa fosse desabar? Em situações emergenciais as pessoas geralmente tentam salvar documentos, dinheiro, joias, roupas e fotos. A vida é sempre o valor maior, e sua manutenção, motivo de alívio. Diz Andreza de Souza, 23, moradora da rua Capri, em São Paulo: “Eu queria pegar umas calcinhas, mas fiquei com vergonha do funcionário da Defesa Civil que me acompanhava. Ele me deu somente dois minutos, e só tinha tempo para levar minha escova de dentes, um edredom, duas calças jeans e uma blusa”.

— O que é que você levaria, se tivesse de abandonar sua casa às pressas? — perguntou o rapaz à namorada, depois de ler-lhe a notícia publicada na Folha.

Ela pensou um pouco.

— Acho que levaria a mesma coisa que essa moça: escova de dentes, edredom, calças jeans, blusa... E calcinha: eu não teria vergonha do funcionário. Prefiro ficar sem a vergonha do que sem as calcinhas.

— Só isso? — disse ele. — Só isso, você levaria?

Ela pensou um pouco:

— Não. Você tem razão, essas coisas são importantes, mas não suficientes. Eu pegaria meus documentos: a identidade, a carteira de trabalho... pegaria também a única joia que tenho, aquele colar que mamãe me deixou. Seria o caso de apanhar alguma grana, claro, mas dinheiro você sabe que eu não tenho, mesmo porque estou desempregada.

Ele ficou algum tempo em silêncio, e aí voltou à carga. E desta vez sua voz soava estranha, hostil mesmo:

— É isso, então? É isso que você levaria, se a sua casa estivesse a ponto de desabar?

Ela se deu conta de que alguma coisa estava incomodando o namorado, alguma coisa séria. Já pressentindo um bate-boca, perguntou em que, afinal, ele estava pensando. O que ela deveria ter mencionado, que não mencionara? O que havia esquecido?

— As cartas — disse ele, e a irritação agora transparecia em seu tom de voz. As cartas de amor que lhe escrevi.

Ela deu-se conta do erro que cometera: de fato, as cartas eram muito importantes para ele, sempre falava nelas. Mas também ela agora estava irritada, e disposta a partir para o confronto.

— Verdade, esqueci as cartas. Mas tenho de lhe dizer uma coisa: não sei onde estão essas cartas, simplesmente não sei. Você me conhece, sabe que sou desorganizada. Em dois minutos, não encontraria carta alguma. Provavelmente a casa desabaria, e eu morreria procurando. Você não havia de querer isso, certo? Você não quereria que eu morresse procurando essas suas cartas.

Ele agora estava pálido, pálido de ódio.

— Vou lhe dizer uma coisa — falou, por fim. — Se você não encontra minhas cartas, a razão é muito simples: você não me ama mais. E se você não me ama, a mim pouco importa o que iria lhe acontecer.

Levantou-se, e foi embora. Ela ficou pensando: há muitas crateras na vida, mas poucas são tão profundas quanto aquela em que o amor cai, quando desaba. Era isso que ela precisava dizer ao namorado. E decidiu que, naquele dia mesmo, lhe escreveria uma carta dizendo que, apesar das tragédias, a vida continua, e que, mesmo no fundo das crateras da vida, sempre resta uma esperança.


SCLIAR, Moacyr. Sobre cartas e crateras. Folha de S. Paulo. Disponível: https://www1.folha.uol.com.br/ fsp/cotidian/ff2201200707.htm. Acesso em: 7 ago. 2023. [Fragmento adaptado]
No trecho “[...] fiquei com vergonha do funcionário da Defesa Civil que me acompanhava.”, a oração destacada têm a mesma função sintática que a oração destacada em: 
Alternativas
Q2342818 Português
       Em maio de 2023, o cirurgião-geral dos Estados Unidos divulgou um relatório sobre uma epidemia que cresceu silenciosamente no país durante décadas.
         Vivek Murthy declarou que os americanos se sentem solitários, muito mais do que o habitual, e isso representa uma ameaça ao bem-estar físico e emocional, além de ser um enorme problema de saúde pública.
        "O impacto na mortalidade de estar socialmente desconectado é semelhante ao de fumar 15 cigarros por dia", comparou o médico, que tem como função ser o principal porta-voz dos problemas de saúde do país e também dirigir um corpo de médicos do Exército norteamericano.
       Vários estudos apoiam as conclusões de Murthy, embora os resultados ainda sofram variações. [...]


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cl7x1w17q1vo. Acesso em: 05 out. 2023.

O período “Vários estudos apoiam as conclusões de Murthy, embora os resultados ainda sofram variações.”, é composto, respectivamente, por:
Alternativas
Q2342258 Português
Leia o texto a seguir:


Rio de Janeiro ganhará museu olímpico


Cronograma é que ele seja inaugurado no ano que vem, em
comemoração aos oito anos dos jogos na cidade



A cidade do Rio de Janeiro ganhará um museu olímpico no ano que vem. A ideia da prefeitura e da Secretaria de Esportes, que toca o projeto, é que ele seja inaugurado em agosto, em comemoração aos oito anos da realização das olimpíadas na cidade, em 2016.


O museu ficará no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, no mezanino do Velódromo, que fica no 3º andar. O espaço será oval (a pessoa entra, dá a volta e sai do outro lado).


A Secretaria de Esportes fez duas licitações. A primeira delas para a construção de um acervo olímpico e de obras e de peças interativas. Surpresas estão previstas.


A outra licitação foi para as obras, que começaram no mês passado. Será reformado o arco do mezanino e o sistema de ar-condicionado passará por reforma.



Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/panorama-esportivo/post/2023/10/rio-de-janeiro-ganhara-museu-olimpico.ghtml. Texto adaptado. Acesso em: 19 out. 2023.
No trecho “A ideia da prefeitura e da Secretaria de Esportes, que toca o projeto, é que ele seja inaugurado em agosto” (1º parágrafo), a oração destacada é classificada como: 
Alternativas
Q2341003 Português
Texto CB1A1


          O crescimento sustentável em longo prazo constitui um desafio crucial para as economias mundiais, especialmente para países em desenvolvimento como o Brasil. Pesquisas recentes nessa área têm enfatizado a importância de aumentar a produtividade de maneira sustentável e de identificar os fatores que influenciam esse crescimento. Especialistas apontam que a produtividade agregada pode ser prejudicada pela má alocação de recursos causada por fatores internos e sistêmicos. Entre esses fatores está a estrutura tributária, com suas consequências para a alocação produtiva eficiente.

         Tributos desempenham um papel vital no financiamento de governos e na distribuição de riqueza, contribuindo para o crescimento econômico. Para ser eficaz e justo, um sistema tributário requer equidade, simplicidade, elasticidade, conformidade de baixo custo e eficiência econômica.

              No cenário brasileiro, é frequente o debate acerca da adequação da carga tributária ao perfil socioeconômico do país, especialmente em relação à sua estrutura produtiva. Recentemente, a complexidade do sistema tributário também ganhou destaque devido aos seus efeitos potencialmente prejudiciais. Embora os impostos sejam vitais para financiar serviços públicos e investimentos cruciais para o desenvolvimento do país, eles também podem produzir efeitos negativos ao gerar distorções nas decisões econômicas, causando perdas de eficiência. Por isso, é imprescindível analisar os impactos da carga tributária na estrutura produtiva.


João Maria de Oliveira. Propostas de reforma tributária e seus impactos: uma avaliação comparativa. Carta de Conjuntura n.º 60 Nota de Conjuntura 1 — 3.° trimestre de 2023. Internet: <ipea.gov.br>  (com adaptações).

Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue o seguinte item.



Pela organização das ideias e pela estruturação sintática do primeiro período do segundo parágrafo, entende-se que é a “distribuição de riqueza” que contribui “para o crescimento econômico” das nações.

Alternativas
Respostas
1141: E
1142: A
1143: B
1144: E
1145: A
1146: D
1147: D
1148: C
1149: B
1150: C
1151: D
1152: D
1153: C
1154: A
1155: D
1156: C
1157: C
1158: C
1159: C
1160: E