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Q4017638 Sociologia

Um grupo cada vez mais minoritário estará no topo dos assalariados. Entretanto, a instabilidade poderá levá-lo a ruir face a qualquer oscilação do mercado, com seus tempos, movimentos, espaços e territórios em constante mutação. A esses se somam ainda uma massa de “empreendedores”, uma mescla de burguês-de-sipróprio e proletário-de-si-mesmo.


ANTUNES, Ricardo. O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital 1. ed. - São Paulo: Boitempo, 2018.


Ao refletir sobre as novas configurações das condições de trabalho em nossa sociedade, o autor aponta para a possibilidade de ocorrer:

Alternativas
Q4017632 Sociologia

O distanciamento gradual da preocupação exclusiva com a classe social levou os sociólogos a sugerir que para compreender a vida das pessoas, hoje, é preciso encontrar maneiras de associar classe a outras desigualdades. Pode-se afirmar que, até agora, a teoria da interseccionalidade é a perspectiva mais influente que tenta fazer isso, partindo do princípio da diversidade social e cultural.

Considerando o conceito de interseccionalidade, analise os itens a seguir:


I. A interseccionalidade tenta entender como as relações de poder funcionam na sociedade, produzindo desigualdade e discriminação.

II. A interseccionalidade insiste que uma determinada categoria social se sobrepõe sobre as outra e, com isso, produzem formas de vivenciar o mundo levando a situações de opressão e marginalização ou de privilégios e vantagens, dependendo do contexto.

III. A interseccionalidade, portanto, é uma descrição da diversidade na vida social e uma teoria sobre essa diversidade, mas também pode ser entendida como uma metodologia – uma maneira de trazê-la para um foco aguçado na interação entre posições sociais.


 Está(ão) CORRETA(S) a(s)  afirmativa(s):

Alternativas
Q4017630 Pedagogia

“Mas o corpo também está diretamente mergulhado num campo político; as relações de poder têm alcance imediato sobre ele; elas o investem, o marcam, o dirigem, o supliciam, sujeitam-no a trabalhos, obrigam-no a cerimônias, exigem-lhe sinais. Este investimento político do corpo está ligado, segundo relações complexas e recíprocas, à sua utilização econômica; é, numa boa proporção, como força de produção que o corpo é investido por relações de poder e de dominação; mas em compensação sua constituição como força de trabalho só é possível se ele está preso num sistema de sujeição (onde a necessidade é também um instrumento político cuidadosamente organizado, calculado e utilizado); o corpo só se torna força útil se é ao mesmo tempo corpo produtivo e corpo submisso. Essa sujeição não é obtida só pelos instrumentos da violência ou da ideologia; pode muito bem ser direta, física, usar a força contra a força, agir sobre elementos materiais sem, no entanto, ser violenta; pode ser calculada, organizada, tecnicamente pensada, pode ser sutil, não fazer uso de armas nem do terror, e, no entanto, continuar a ser de ordem física”.


FOUCAULT, Michael. In: __Vigiar e punir: nascimento da prisão; tradução de Raquel Ramalhete. Petrópolis, Vozes, 1987, p.29.


A partir da perspectiva sociológica de Michel Foucault e de suas contribuições na área da educação, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q4017629 Sociologia

“Há uma grande diferença perceptível, em Baden, na Baviera e na Hungria, no tipo de educação superior que católicos e protestantes proporcionam a seus fi lhos. O fato de a porcentagem de católicos entre os estudantes e os formados nas instituições de ensino superior ser proporcionalmente inferior à população total, pode, certamente, ser largamente explicado em termos de riqueza herdada. Porém, entre os próprios formados católicos, a porcentagem dos que receberam formação em instituições que preparam especialmente para os estudos técnicos e ocupações comerciais e industriais, e em geral para a vida de negócios de classe média, é muito inferior à dos protestantes. Por sua vez, os católicos preferem o tipo de aprendizagem oferecido pelos ginásios humanísticos. Essa é uma circunstância à qual não se aplica a explicação acima apontada, mas que, ao contrário, é uma das razões do pequeno engajamento dos católicos nas empresas capitalistas”.


WEBER, Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. Castro-PR, Pioneira, 1985, p.13


Diversos temas foram abordados pelo sociólogo Max Weber, dentre eles, a educação. Analise as afirmativas abaixo e assinale a CORRETA:

Alternativas
Q4017628 Sociologia

“Pierre Bourdieu teve o mérito de formular, a partir dos anos 60, uma resposta original, abrangente e bem fundamentada, teórica e empiricamente, para o problema das desigualdades escolares. Essa resposta tornou-se um marco na história, não apenas da Sociologia da Educação, mas do pensamento e da prática educacional em todo o mundo. Até meados do século XX, predominava nas Ciências Sociais e mesmo no senso-comum uma visão extremamente otimista, de inspiração funcionalista, que atribuía à escolarização um papel central no duplo processo de superação do atraso econômico, do autoritarismo e dos privilégios adscritos, associados às sociedades tradicionais, e de construção de uma nova sociedade, justa (meritocrática), moderna (centrada na razão e nos conhecimentos científi cos) e democrática (fundamentada na autonomia individual). Supunha-se que por meio da escola pública e gratuita seria resolvido o problema do acesso à educação e, assim, garantida, em princípio, a igualdade de oportunidades entre todos os cidadãos”.


NOGUEIRA, Cláudio Marques Martins; NOGUEIRA, Alice Maria. A Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu: limites e contribuições. In: Educação & Sociedade, ano XXIII, n° 78, abril/2002, p.16.


Com base nas contribuições de Pierre Bourdieu à educação, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Q4017627 Sociologia

“Acontece que esse adolescente, esse jovem, adentra a escola com a sua forma de ser, de se vestir, de pensar, de falar, e quando ele chega na escola, isso é negado, pois existe uma cultura escolar que é muito engessada, que não é maleável na aceitação do cotidiano desse jovem e não está acostumada, não está preparada. Os professores não estão preparados. Os adultos, em geral, não estão preparados para receber essa juventude que pensa, que age de forma diferente ao esperado, ao que eles aprenderam, ao que eles querem ensinar. Então, diante disso, evidentemente que há muitas contradições, muitas brigas, o que não obrigatoriamente leva à violência dura, mas leva às violências do cotidiano, às microviolências, às violências institucionais. A violência dura acontece quando todas essas outras violências do cotidiano chegam a um nível onde se usa ou arma ou faca. O que é a violência dura? A violência dura está no código penal, a violência dura é aquilo que não acontece, cotidianamente na escola”.]


ABRAMOVAY, Miriam. Entrevista. In. Dialogia. Violências na Escola, sob o Olhar de Miriam Abramovay. São Paulo, n. 32, p. 4-9, maio/ago. 2019. p. 3-4.


A partir das discussões sobre violências no âmbito escolar, marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q4017626 Sociologia

Anthony Giddens e Ulrich Beck são teóricos contemporâneos com contribuições signifi cativas para a Sociologia, sobretudo, no que tange às análises sobre a modernidade e a sociedade de risco.

Tendo como base a teoria dos referidos autores, julgue as assertivas e assinale a alternativa CORRETA.


I. Segundo Giddens, o risco é a condição inerente de insegurança, criada socialmente pela interação e pelo impacto do conhecimento e pela transformação do mundo pelo homem no processo de produção social e territorial da modernidade, no que ele denomina de “risco fabricado”;

II. Um desastre ambiental, ocasionado pelo colapso de uma barragem, por exemplo, pode ser caracterizado como expressão da “sociedade de risco”, como teorizada por Ulrich Beck. Um momento em que as contradições da sociedade moderna se revelam nos aspectos negativos do progresso, com implicações para o próprio meio ambiente;

III. Como teorizado por Beck e Giddens, o risco é uma produção social e territorial da modernidade, ou seja, os efeitos indesejáveis, excessos e saturações relacionados ao progresso e à ideia de desenvolvimento, expressões da modernidade.

IV. Os grandes desastres ambientais, sobretudo, os que estão relacionados às grandes obras estruturantes, como a construção de plataformas petrolíferas, no contexto de expansão da matriz energética global, também estão inserido nesse processo. Os aspectos negativos do progresso revelam cada vez mais as contradições da sociedade atual, que confi guram a “Sociedade de risco”, como preconiza Ulrich Beck.

Estão CORRETAS as assertivas:

Alternativas
Q4017625 Sociologia

Para Bauman, os estranhos na sociedade pós-moderna são preferencialmente banidos do mundo ordeiro para guetos e proibições de contato chegando à aniquilação cultural e física dos estranhos. Essa discussão tem a ver com a construção da entidade do indivíduo, que na idade moderna era concebida como um projeto de vida erguido passo a passo de forma planejada dentro de um vínculo com a ordem social, também concebida como projeto.


CARNEIRO LEÃO, Igor Zanoni Constant; CASTRO, Demian. A propósito de O Mal-Estar da Pós-Modernidade, de Zygmunt Bauman. Revista Economia & Tecnologia (RET), Curitiba, v. 9, n. 4, p. 137-148, out./dez. 2013. DOI: http://dx.doi.org/10.5380/ret.v9i4.32947. 


Tendo como referência o mundo pós-moderno, a partir da teoria de Zygmunt Bauman, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Q4017624 Sociologia

Desde as teorias sociais e econômicas dos séculos XVIII e XIX, [...], o capitalismo vem sendo interpretado como um sistema cuja geração de riqueza está baseada na exploração de recursos naturais e humanos [...]. Entretanto, [...] as preocupações da civilização ocidental estavam muito mais voltadas para a sedução tecnológica, as conquistas da Revolução Industrial e as condições para expansão do capitalismo proporcionada pelo neocolonialismo europeu do século XIX. A natureza demora mais a protestar do que o ser humano. Certamente, os protestos deste último foram ouvidos mais prontamente [...]. Enquanto as questões ambientais (consideradas, em uma visão mecanicista, como secundárias e distantes) demoraram a ser atendidas como parte integrante do mesmo todo [...]. Esse debate se tornou mais intenso no fi nal do século XX, exatamente no mesmo momento de acirramento das questões relacionadas à expansão da refl exão sobre as consequências da globalização. [..] o fato é que, no início do século XIX, essas duas questões se unem. Estabelece-se, então, uma agenda tanto no debate acadêmico/científi co nas Ciências Sociais e na Economia quanto como pauta política das relações internacionais. A questão fundamental que se coloca é a de como pensar o desenvolvimento econômico realizado com inclusão social (e consequente melhoria de qualidade de vida das populações), ao mesmo tempo que se garante a perpetuação dos recursos naturais, a fi m de assegurar a própria sustentação da economia capitalista.


JAIME, Pedro; LÚCIO, Fred. Sociologia das Organizações: conceitos relatos e casos, São Paulo, SP: Cengage, 2017p. 142-143.


A partir das relações existentes entre globalização e meio ambiente, podemos inferir CORRETAMENTE, conforme citação acima, que surge então:

Alternativas
Q4017621 Sociologia

"A análise das feministas radicais era de que o patriarcado e a dominação masculina colocavam mulheres de culturas e classes sociais diversas em uma mesma situação. [...] As análises e teorias do feminismo, embora criticassem o “essencialismo biológico” da defi nição de homem e mulher, também estavam limitadas por não considerarem a interdependência das relações de poder que perpassam as diferenças de raça, de sexo e de classe. Foram as feministas negras que, no final da década de 1970, criticaram radicalmente o feminismo branco, de classe média e heteronormativo".


SILVA, Afrânio; et al. Sociologia em movimento. 2ª, ed. São Paulo: Moderna, 2016, p. 340. A citação acima revela rupturas importantes, nas teorias feministas.


Nessa direção, podemos afirmar CORRETAMENTE que:

Alternativas
Q4017620 Sociologia

No contexto das teorias étnico-raciais, o Sociólogo Florestan Fernandes destacou-se por apresentar de forma crítica as contradições e incoerências no processo global de modernização no Brasil, acentuada na cidade de São Paulo, sobretudo, no que tange à população negra. “A rápida transformação urbana, ocorrida entre o fi nal do século XIX e o começo do século XX, impossibilitou a inserção do negro [...] no estilo urbano de vida, por não possuir recursos para enfrentar a concorrência dos imigrantes. [...] a heteronomia presente na “situação de castas” impediu aos negros assimilar as potencialidades oferecidas pela “situação de classes”.


ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. Vocação Científi ca e Compromisso de Vida. In: BOTELHO, André; SCHWARCZ, Lilian Moritz. Um enigma chamado Brasil: 29 intérpretes e um país. São Paulo, Companhia das letras, 2009, p. 317.


Considerando o enunciado acima, podemos inferir que:

Alternativas
Q4017619 Sociologia

A relação indivíduo e sociedade é uma questão axial para discussão sociológica. Nessa direção, analise as assertivas a seguir e marque a alternativa CORRETA, com base nos autores clássicos da sociologia.


I. Émile Durkheim afi rma que o coletivo sempre prevalece sobre o indivíduo. As leis e as regras construídas coletivamente formatam o indivíduo, garantindo integração e maior coesão entre os membros da sociedade;

II. A preocupação central da sociologia de Max Weber é compreender o indivíduo e suas ações sociais. A sociedade existe concretamente, mas não é algo externo e acima das pessoas;

III. Segundo Karl Marx, são as condições materiais de existência que determinam a realidade social, se contrapondo ao idealismo alemão de Hegel. Não é, portanto, a consciência dos homens que lhes determina a realidade objetiva, mas ao contrário, a realidade social é que lhes determina a consciência;

IV. Para Karl Marx existem condicionamentos estruturais que levam o indivíduo, os grupos e as classes para determinados caminhos, em razão do modo de produção da vida material. Ademais, apesar de reconhecer a força desses   condicionamentos estruturais, o autor aponta caminhos e possibilidades de transformação social.


Estão CORRETAS as assertivas:

Alternativas
Q4017618 Sociologia

Com base no texto, responda:


O Novo Rural


 “Alguns municípios do Brasil, principalmente, no Estado do Rio Grande do Sul estão desenvolvendo diversos empreendimentos socioculturais, a partir da prática do turismo rural em áreas onde estão estabelecidas propriedades de agricultura familiar. De fato, a associação entre o turismo e o modo de vida das famílias rurais está demonstrando que essa é uma estratégia altamente promissora para o desenvolvimento local. Potencialidades que o meio rural sempre pôde oferecer, mas foram constantemente subaproveitadas por falta, tanto de políticas públicas locais como pela carência de uma mentalidade empreendedora baseada no associativismo e cooperativismo, agora estão sendo exploradas de maneira sustentável. Por isso, se pode dizer que uma nova construção social rural está surgindo em alguns municípios brasileiros”.


BLANCO, Enrique Sergio. O turismo rural em áreas de agricultura familiar: as "novas ruralidades" e a sustentabilidade do desenvolvimento local. In: Caderno Virtual de Turismo. ISSN: 1677-6976, vol. 4, n° 3, Rio de Janeiro: LTDS/FAPERJ, 2004, p.45.


A partir da discussão sobre as transformações recentes no espaço rural brasileiro, assinale a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Q4017617 Sociologia

Sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), “espera-se que ajude a superar a fragmentação das políticas educacionais, enseje o fortalecimento do regime de colaboração entre as três esferas de governo e seja balizadora da qualidade da educação. Assim, para além da garantia de acesso e permanência na escola, é necessário que sistemas, redes e escolas garantam um patamar comum de aprendizagens a todos os estudantes, tarefa para a qual a BNCC é instrumento fundamental”.


BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC. a educação é a base, 2013, p.9. Disponível em https://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofi nal_site.pdf. Acesso em 04 fev. 2026.


Considerando os fundamentos teóricometodológicos da Sociologia e as orientações da BNCC, assinale a alternativa CORRETA. 

Alternativas
Q4017616 Sociologia

“A Educação do Campo é fruto de um debate consolidado na atualidade cujos sujeitos protagonistas são os camponeses, camponesas, educadores, educadoras e militantes de movimentos sociais comprometidos com uma educação voltada para a realidade campesina. Seu principal objetivo é garantir que a escola esteja profundamente ligada à realidade dos sujeitos, respeitando todos os tempos e espaços da vida. Ao pensar em um espaço educativo com esta identidade, busca-se levar em consideração que os trabalhadores do campo possuem o direito de estudar onde moram e de serem respeitados nas suas relações de produção, bem como no seu processo histórico”.


SANTOS, Arlete Ramos dos; et all. Apresentação. In: SANTOS, Arlete Ramos dos... [et al.] (Orgs.) Educação do campo: políticas e práticas. Ilhéus, BA: Editus, 2020, p.11.


A partir do fi nal do século XX, através de movimentos sociais do campo e de pesquisadores, a educação do campo se fortalece no Brasil. Nessa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Q4017615 Sociologia

"A Constituição [Federal do Brasil] mudou na sua elaboração, mudou na defi nição dos poderes, mudou restaurando a Federação, mudou quando quer mudar o homem em cidadão. E só é cidadão quem ganha justo e sufi ciente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa. Num país de 30 milhões, 401 mil analfabetos, afrontosos 25% da população, cabe advertir: a cidadania começa com o alfabeto".


GUIMARÃES, Ulisses. Promulgação da Constituição do Brasil. 5/10/1988. Disponível em https://www12.senado. leg.br/noticias/materias/2008/09/29/em-discurso-historicoulysses-guimaraes-comemora-a-promulgacao-da-cartade-1988. Acesso em 04/05/2026.


Em relação à cidadania na Constituição de 1988, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4017614 Sociologia

Com base no texto responda:


 O outro Brasil que vem aí


“O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados terá as cores das produções e dos trabalhos. Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças terão as cores das profi ssões e das regiões. As mulheres do Brasil em vez de cores boreais terão as cores variamente tropicais. Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil, todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco.”


FREYRE, Gilberto. O outro Brasil que vem aí. In:___. Casagrande e senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 481 ed. rev. — São Paulo: Global, 2003, p.4.


Na primeira metade do século XX, diversos pensadores brasileiros propuseram novas interpretações sobre a formação histórica, política e cultural do país. Apesar de suas especifi cidades, a Geração de 30, como fi caram conhecidos tais autores, propunha: 

Alternativas
Q4017612 Pedagogia
A análise comparativa de indicadores de violência em escolas públicas de um estado brasileiro revelou um padrão consistente: os estabelecimentos com maiores índices de conflitos e agressões são aqueles onde se observa fragmentação na equipe docente, ausência de rituais coletivos de integração (como assembleias ou atividades culturais compartilhadas) e normas de convivência pouco internalizadas pelos alunos. Em contrapartida, escolas com menor incidência de violência apresentam forte senso de pertencimento à instituição e clareza nas expectativas comportamentais. Um sociólogo interpreta esses dados argumentando que a violência emerge, fundamentalmente, da incapacidade da instituição escolar em cumprir sua função primordial de constituir um meio moral comum, permitindo que forças desagregadoras se manifestem.
ABRAMOVAY, Miriam et al. Violência nas escolas: uma pesquisa nacional. Brasília, DF: FLACSO Brasil, Ministério da Educação, 2016. Disponível em: https://www.fl acso. org.br/?publicacao=violencia-nas-escolas-uma-pesquisanacional. Acesso em: 5 fev. 2026.
Esta interpretação está ancorada na perspectiva que compreende:
Alternativas
Q4017611 Sociologia
O sistema prisional brasileiro, que possui uma das maiores populações carcerárias do mundo, é marcado pela superlotação estrutural, pela precariedade material e por uma signifi cativa proporção de detidos provisórios aguardando julgamento. Os dados demográfi cos revelam um perfi l majoritário de jovens, negros, com baixa renda e escolaridade entre os encarcerados. Avaliações de impacto indicam que a expansão do aprisionamento não produziu os efeitos esperados na redução dos crimes violentos, mas está associada ao fortalecimento de organizações criminosas com atuação intra e extramuros.
WAISELFISZ, Julio Jacobo. Mapa da Violência 2023: homicídios e juventude no Brasil. Brasília: FLACSO, 2023. Disponível em: https://www.fl acso.org.br/?p=2145. Acesso em: 04 fev. 2026.
A partir dessa caracterização, avalie as assertivas abaixo quanto à sua correlação com as principais perspectivas teóricas da sociologia do sistema penal, assinalando (V), se VERDADEIRAS, ou (F), se FALSAS.
( ) A configuração do sistema corrobora análises que compreendem a punição como um dispositivo de administração de grupos sociais considerados problemáticos ou excedentes, e não como uma mera reação técnica ao crime. ( ) O perfi l demográfico predominante nas prisões evidencia que os processos de seleção e processamento penal tendem a reforçar, em suas operações cotidianas, as clivagens de classe, raça e território preexistentes na sociedade. ( ) A expansão quantitativa do encarceramento representa uma estratégia funcionalmente adequada para a contenção da criminalidade, alinhada a uma visão da pena como instrumento de defesa social e neutralização de riscos. ( ) A realidade observada de consolidação de poder paralelo e socialização carcerária contradiz frontalmente o discurso ofi cial que atribui à pena privativa de liberdade uma finalidade corretiva e reintegradora.
A sequência CORRETA (V/F) encontra-se em:
Alternativas
Q4017609 Pedagogia

A partir dos anos 2000, ganhou força no Brasil um modelo de gestão escolar inspirado no setor privado: as metas de aprendizagem são defi nidas com base em índices como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB); os bônus para professores são atrelados ao desempenho dos alunos nas provas; escolas são ranqueadas em listas públicas; e conglomerados educacionais privados passam a administrar unidades públicas por meio de parcerias. Para um conjunto de sociólogos críticos, essa não é apenas uma mudança administrativa, mas a expressão de uma lógica mais profunda que transforma a educação, antes pensada como direito social e formação cidadã, em uma commodity regulada pela lógica do mercado.


BALL, Stephen J. Educação global S.A.: novas redes políticas e o imaginário neoliberal. Tradução de Janete Bridon. Petrópolis: Vozes, 2022.


A interpretação sociológica que melhor explica a transformação descrita é a que identifi ca a operação de um paradigma que: 

Alternativas
Respostas
11521: E
11522: A
11523: D
11524: C
11525: B
11526: D
11527: E
11528: C
11529: B
11530: D
11531: E
11532: E
11533: C
11534: C
11535: D
11536: C
11537: A
11538: A
11539: C
11540: C