Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - verbos em português
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Com base no trecho do texto-base, assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
Texto 1
Por que homens não são julgados pela aparência tanto quanto mulheres?
Martha Medeiros
Acho que foi a saudosa Danuza Leão que escreveu, certa vez, que não deveríamos sair de casa sem batom nem mesmo para ir até o mercado da esquina comprar um quilo de arroz. Vá que justamente neste intervalo de tempo você cruze na calçada com um ex-namorado que ainda faça seu coração saltar. Fosse hoje, Danuza correria o risco de ser cancelada por esse tipo de conselho — não bastassem nossas preocupações, ainda precisamos estar bonitas para encontros hipotéticos com sujeitos que já nem fazem parte da nossa vida?
Alguém poderia sugerir que os homens, dentro do mesmo princípio, também deveriam colocar uma camiseta limpa antes de ir ao açougue comprar carne para o churrasco, mas esta equiparidade costuma ser derrubada pelas nossas diferenças de expectativas. Eu, ao menos, tenho um fraco por desgrenhados. Uma camisa para fora das calças, uma bota ainda com a poeira de algum show, aquela barba eternamente por fazer.
Não estou dizendo que banho não seja importante, mas deixar o cabelo secar ao deus-dará não é pecado, tem até quem consiga emprego na Globonews sem jamais ter visto um pente. Cancelada serei eu por celebrar a liberdade que os homens têm de não serem julgados pela aparência e ainda apreciar a descompostura deles (sem exagero, claro — prefiro estar acompanhada por um homem de terno numa festa de casamento). Porém, considere este texto parte da luta: reivindico a mesma liberdade para nós.
Não estaria na hora de reduzirmos os excessos de artifício? Somos perfeitamente atraentes com nossos cílios de nascença, com unhas aparadas e com os lábios que nos coube. Se é para inflar a boca, que seja a boca das calças: as skinny deram lugar às pantalonas e tudo bem seguir tendências da moda, é divertido e menos radical do que mudar o próprio rosto.
Algumas mulheres ficarão de bronca comigo, mas é clássico: quanto mais natural, mais elegante.
Mesmo assim, reconheço que não é fácil se libertar da patrulha dos costumes. Outro dia, entrei num mercado de esquina para comprar tomates, era só um pulinho, então nem me importei por estar com o cabelo mal preso num rabo de cavalo, os trapos que uso para trabalhar em casa e, claro, sem nenhum vestígio de batom. Mas, ao ser interpelada por um moço educado (e, se não me falha a memória, bem-vestido, o que põe em dúvida a minha preferência por esculhambação), lembrei dos conselhos da Danuza. Que ideia foi aquela de eu sair de cara lavada e com um mocassim de 1997? Eu sei, mais antigo que o mocassim, só esse desejo de causar boa impressão.
Resta confiar que a nossa autenticidade dá conta do recado a cada vez que somos flagradas quando menos se espera, com os lábios nus.
Acessível em https://oglobo.globo.com/ela/martha-medeiros/coluna/2025/10/por-que-homens-nao-sao-julgados-pela-aparencia-tanto-quanto-mulheres.ghtml
Tendo em vista a correta estrutura e interdependência que os enunciados comportam, marque a alternativa que completa corretamente o fragmento a seguir:
____________, entre sociólogos e cientistas políticos, que, se o governo __________ uma política educacional digna e um real investimento na educação e se o legislativo __________ as perdas salariais dos professores, não __________ sérios problemas a serem resolvidos e, quando os pais e alunos __________, estará resolvido o déficit na educação do Brasil.
De acordo com as flexões dos verbos fazer, haver e existir, complete corretamente as lacunas da afirmação a seguir:
_______ 25 anos que o Brasil obtém nota muito abaixo da média. ________ muitos implicativos para este fato, ________muitas nuances que necessitam de um olhar bem apurado neste caso.
Se a forma verbal em destaque estivesse flexionada no futuro do pretérito, ter-se-ia a expressão de:
De acordo com as regras de regência verbal, é correto afirmar que o verbo destacado é:
No texto, o autor apresenta uma situação em que o narrador, entrevistado por uma jovem repórter, reflete com humor sobre o processo de criação da crônica. No início, os verbos aparecem no passado, e, em seguida, passam a ser empregados no presente.
Essa alternância verbal ocorre porque
Era tanto o silêncio e tão leve o ar, que se alguém aguçasse o ouvido talvez pudesse até escutar o sereno na solidão.
Mudando o tempo verbal do passado para o presente, a forma adequada desse segmento será a seguinte:
I. O pretérito perfeito do indicativo expressa uma ação concluída, enquanto o pretérito imperfeito indica uma ação passada, porém contínua ou habitual, ainda não plenamente concluída no momento referido.
II. O pretérito mais-que-perfeito simples, embora gramaticalmente correto, encontra-se em desuso no português contemporâneo, sendo frequentemente substituído por perífrases verbais, como "tinha + particípio".
III. O futuro do pretérito é empregado exclusivamente para expressar incerteza ou hipótese, não podendo indicar polidez ou atenuação de pedido.
Assinale a alternativa que apresenta quais afirmativas são VERDADEIRAS: