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“Fazendo uma conta bem rápida, teríamos três ou quatro anos para limitar o aquecimento, se continuarmos no ritmo atual de emissões”.
I.As duas ocorrências de crase, em 'à privacidade' e em 'à proteção de dados pessoais', estão corretamente empregadas, pois o substantivo 'receio' rege a preposição 'a', fundida ao artigo definido feminino que antecede ambos os substantivos determinados.
PORQUE
II.O substantivo 'receio', quando seguido de complemento, admite regência com a preposição 'a' (receio a algo), de modo que, diante de substantivo feminino determinado por artigo, ocorre a fusão que caracteriza a crase, aplicável de forma independente a cada um dos dois termos coordenados por 'e'.
A respeito das asserções, assinale a alternativa correta
Considerando as relações de sentido estabelecidas no trecho, assinale a alternativa em que a reescrita preserva o sentido original e a correção gramatical.
Considerando a estrutura sintática do período e sua relação com o contexto, assinale a alternativa correta.
Com base nessa afirmação, faça a correspondência das colunas 1 e 2.
Coluna 1 Exemplos
1. “Na minha visão…”
2. “Na manhã de hoje…”
3. “Primeiro, conecte o cabo ao dispositivo e depois à tomada…”
4. “Prezado(a) Senhor(a)…”
5. “Certa vez…”
Coluna 2 Descrição
( ) Típico de textos instrucionais, cuja finalidade é instruir para uma ação.
( ) A marcação do tempo de um acontecimento é essencial em textos noticiosos.
( ) Pontua o início de uma narrativa, situando o leitor em um tempo indefinido ou passado.
( ) É característico de texto de caráter opinativo, destacando a posição do autor.
( ) Marca de vocativo típico de correspondências.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Texto 3
Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena
Ferreira Goulart
Texto 3
Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena
Ferreira Goulart
Texto 2
Inútil
A gente não sabemos escolher presidente
A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nóis é indigente
Inútil!
A gente somos inútil (4×)
Composição: Roger Moreira / Ultraje a Rigor
Texto 2
Inútil
A gente não sabemos escolher presidente
A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nóis é indigente
Inútil!
A gente somos inútil (4×)
Composição: Roger Moreira / Ultraje a Rigor
Leia o texto I e responda à questão.
TEXTO I
Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão
Imagine sair de uma consulta médica com a prescrição de, assim que possível, visitar um museu, ir ao teatro, ao cinema ou a um show — tudo isso sendo seriamente considerado como uma ferramenta de tratamento. Parece insólito, é verdade, mas a prática começa a ganhar força no Brasil e no mundo e tem até nome. São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos.
Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica, da depressão ao burnout, como uma forma de promover o bem-estar.
No Brasil, a conversa sobre atividades artísticas também ocupa as consultas e fazem parte da anamnese (a conversa entre médico e paciente que coleta informações para diagnóstico e tratamento) de diversos psiquiatras.
— A prescrição de atividades culturais entra como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ela não substitui medicação — explica Priscila Rocco, psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. — Ela pode colaborar com o alívio do sofrimento psíquico. E, nesse caso, a gente não precisa de um diagnóstico psiquiátrico para oferecer. O nosso foco pode ser aliviar o estresse, por exemplo.
Priscilla explica que um dos ganhos desse tipo de atividade é, basicamente, a manifestação “não verbal” de alguns dos sentimentos. Ou seja, vai além de só incentivar o paciente a sair de casa e dar uma volta, tem a ver com o contato com novas narrativas e interpretações do mundo, da sociedade.
ALIADA NA PREVENÇÃO
Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde já conhecidos, mas trabalhar na promoção da boa saúde, ou seja, na área da prevenção de problemas psíquicos.
— São atividades que ajudam a reduzir estresse, desacelerar o ritmo mental, ampliar a percepção de si, do mundo, gerar emoções positivas, que ajudam a contrabalancear emoções negativas — diz. — Isso contribui para o bem-estar emocional de forma concreta, e tem impacto na promoção de saúde e no cuidado de transtornos como depressão e ansiedade.
A prescrição, dizem os especialistas, não pode ser feita de maneira generalista, mas deve levar em consideração experiências anteriores e os gostos do paciente. Ou seja, se a pessoa costumava ir a exposições e em algum momento deixou de ir, é uma ótima ideia voltar ao hábito de visitar museus. Mostras temáticas sobre assuntos como futebol, música e história — quando se conectam com algo que já despertava uma vontade anterior — também são mais do que válidas. Além disso, o vínculo entre médico e paciente também pesa na hora de aderir, ou não, à indicação.
No Reino Unido as chamadas “prescrições sociais” miram ainda em pessoas que estão sozinhas ou se sentem isoladas, além de questões mentais diversas. O serviço abrange atividades culturais como grupos de coral, aulas de dança, visitas a galerias, sessões musicais e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.
Uma das maiores especialistas no tema em todo o mundo, a pesquisadora e professora Jill Sonke, ligada à Universidade da Flórida, conta que ao menos 40 países adotam algum tipo de prescrição social, e a maior parte dessas localidades conta com prescrições de atividades artísticas. O Canadá e o Reino Unido, ela explica, têm avançado rapidamente nesse tipo de prática.
Uma publicação recente da professora Sonke junto a outros pesquisadores, porém, chama atenção ao demonstrar que as atividades culturais têm impactos positivos que vão além dos desafios de ordem mental. Eles podem ser benéficos também para reduzir doenças não transmissíveis, como diabetes e obesidade, que figuram como grandes desafios em termos de saúde global. O estudo — que fez uma revisão de 95 artigos com análises de programas artísticos em 27 países — foi publicado em outubro de 2025 na revista Nature.
REVOLUÇÃO A CAMINHO
Embora ainda exista uma resistência em incluir atividades artísticas como verdadeiras promotoras de saúde, a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva.
ROSÁRIO, Mariana. Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão. O Globo, São Paulo,4 jan.2026. Caderno Saúde
Considerando as regras de concordância verbal e nominal da norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa correta.
Considerando a estrutura sintática do período, assinale a alternativa correta.