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O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo
Imersão e inovação: o futuro pede uma educação além do acadêmico

Extraído de: https://www.metropoles.com/conteudo-especial/imersao-e-inovacao-o-futuro-pede-uma-educacao-alem-do-academico
Imersão e inovação: o futuro pede uma educação além do acadêmico

Extraído de: https://www.metropoles.com/conteudo-especial/imersao-e-inovacao-o-futuro-pede-uma-educacao-alem-do-academico
“Se alguém o convidar para a reunido, avise-me imediatamente, pois não lhe compete tomar decisões sem o meu consentimento.”
Acerca do emprego dos pronomes em destaque no período, avalie:
I. “Se” atua como pronome obliquo, indicando reflexividade do sujeito.
II. “o” refere-se ao interlocutor, desempenhando a função de objeto direto.
III. “lhe” funciona como pronome obliquo, desempenhando a função de objeto indireto.
IV. “me” atua como pronome reto, exercendo a função de sujeito.
Assinale a alternativa correta:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção de felicidade pela carência.
Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há possibilidade de se ser feliz sozinho.
Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer.
Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena. Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena.
(Cortella, Mário Sérgio. Disponível em: https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/)
Leia o texto a seguir para responder a qunestão.
Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção de felicidade pela carência.
Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há possibilidade de se ser feliz sozinho.
Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer.
Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena. Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena. (Cortella, Mário Sérgio.
Disponível em: https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/)

I- No trecho, o primeiro verbo funciona como verbo transitivo indireto.
II- As três ocorrências destacadas no texto do “que” possuem a mesma função no trecho em análise, funcionando em todos como conjunção integrante e introduzindo o mesmo tipo de oração.
III- O termo “bem como” poderia ser substituído por “assim como”, sem que haja prejuízo do sentido.
IV- O sintagma nominal ela é um exemplo de catáfora.
V- O referente do sintagma nominal ela é recuperado pragmaticamente, no contexto: “Anastácia impressionava-se com a parreira sobre o pátio pequeno, o telhado de folhas, suspenso, de onde brotavam cachos de uvas minúsculas, quase brancas e transparentes, e que nunca cresciam”.
VI- Em “impressionava-se”, o termo em destaque é uma partícula apassivadora.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir.
Como arquiteto e paisagista, pertenço ao grupo de estudiosos que adota o ponto de vista do ordenador, que difere do planejador, embora ambos façam parte de um mesmo processo. O enfoque do ordenador resume-se na tentativa de avaliação da cidade como uma estrutura global do meio ambiente, e não somente como uma série de elementos que fortuitamente se interligaram. É possível, por exemplo, avaliar a cidade em termos da experiência pela qual passam todas as pessoas que nela vivem. Primeiro, constroem-se as ruas, implanta-se a infraestrutura, depois erguem-se os prédios e, se sobrar espaço, colocam-se uma ou duas árvores ou um chafariz. Em torno disso, pessoas e automóveis.
Outra forma de avaliação da cidade seria por meio da relação entre quatro elementos: edifícios, espaço para veículos, espaço para pedestres e elementos naturais. Estamos tão acostumados a viver rodeados por edifícios e automóveis que não nos ocorre a possibilidade de questionar se eles estão fora de proporção. O espaço para pedestres é o que sobrou do espaço destinado aos automóveis. Caminhamos contornando as calçadas, ao longo das ruas ou através de estacionamentos, se o automóvel nos der passagem. Nas cidades, especialmente no centro, a vegetação constitui apenas um elemento decorativo. Se as plantas fossem de plástico, não faria diferença nenhuma, já que não têm nenhuma função específica.
Na arquitetura, uma extensa série de argumentos históricos demonstra que as árvores não são necessárias à ordenação urbana. Um dos sempre repetidos é que a Praça São Marcos, em Veneza, não tem árvores. Mas esse é um tipo de argumento evasivo, pois não explica como foi construída a Praça São Marcos.
É preciso não esquecer que uma árvore tem funções comparáveis às de um prédio. Ela molda o espaço, dá abrigo, modera o clima e estabelece relacionamento entre nós e os espaços mais amplos que nos rodeiam. Como um dos principais elementos do meio ambiente, não é apenas uma peça decorativa colocada defronte a um edifício: ordena o espaço da mesma maneira que a arquitetura molda o espaço.
Além das árvores e de outros elementos que compõem o conjunto urbano, é igualmente importante considerar o tipo de relação que existe entre edifícios, veículos, pedestres e elementos naturais. Tomemos o caso de São Paulo. Sobrevoando a cidade de helicóptero, o panorama é espantoso. Por que um povo inteligente construiria edifícios de vinte andares, com fachadas cheias de janelas, afastadas a cada quatro ou cinco metros, através das quais os moradores só podem se ver uns aos outros?
(Adaptado de: ECKBO, Garret. O Paisagismo nas Grandes Metrópoles. São Paulo: Ateliê, 2008, pp. 39-42)