Questões de Concurso Comentadas sobre termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva em português

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Q2368845 Português
COP28 desiste de eliminar combustíveis fósseis e propõe transição



1 Nesta quarta-feira (13), os quase 200 países que participam da 28ª sessão da Conferência das Partes (COP28) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (Unfccc) anunciaram a aprovação do texto final do encontro. No documento, é proposta a “transição energética” para a redução do uso de combustíveis fósseis, mas a palavra “eliminação” foi descartada.


2 Dessa forma, o texto da COP28 apela à "transição dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos, de forma justa, ordenada e equitativa, acelerando a ação nesta década crítica, com o objetivo de alcançar a neutralidade de carbono em 2050, de acordo com recomendações científicas”.


3 Com isso, a expectativa é limitar o aumento da temperatura a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, como propõe o Acordo de Paris.


4 Durante a fase de negociações em Dubai, nos Emirados Árabes, um dos debates mais intensos envolveu a possibilidade do texto final da COP28 ter como objetivo a “eliminação progressiva” dos combustíveis fósseis, sendo que estes são os principais responsáveis pelas alterações climáticas do planeta devido à geração dos gases de efeito estufa. Entre eles, estão o petróleo e o carvão mineral.


5 Para os ambientalistas, a conclusão da COP28 pode ter sido aquém das expectativas por esperarem medidas mais enérgicas. Por outro lado, este continua a ser um acordo histórico, já que é a primeira vez em que a maioria dos países concorda com a importância de promover a transição energética, reduzindo a dependência dos combustíveis fósseis.


6 Nas redes sociais, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, comemorou o acordo histórico viabilizado pela COP28.


7 “Pela primeira vez, há um reconhecimento da necessidade de abandonar os combustíveis fósseis — depois de muitos anos em que a discussão dessa questão esteve impedida”, afirmou.


8 "A ciência nos diz que é impossível limitar o aquecimento global a 1,5 °C sem eliminar gradualmente todos os combustíveis fósseis dentro de um prazo compatível com esse limite. O fato foi reconhecido por uma coligação crescente e diversificada de países", acrescentou Guterres.


9 "Quer você goste ou não, a eliminação dos combustíveis fósseis é inevitável. Esperamos que não seja tarde demais”, completou o secretário-geral da ONU.


10 Vale lembrar que o Brasil sediará a COP30, em 2025. O encontro deve ocorrer em Belém, no Pará. A expectativa é que diferentes ações para mitigar o aquecimento do planeta já tenham sido adotadas em prol da transição energética.



Extraído de: https://canaltech.com.br/meio-ambiente/cop28-desiste-de-eliminar-combustiveis-fosseis-e-propoe-transicao-273049/ Fonte:
The Guardian e Agência Brasil (RTP)

Tendo em vista as relações que regem o período composto, assinale a opção que indica a função sintática exercida pela oração sublinhada no trecho a seguir: “Esperamos que não seja tarde demais”. (9°parágrafo)
Alternativas
Q2360254 Português

Entenda o que realmente é a Síndrome de Burnout 



      Herbert J. Freudenberger nasceu em 1926, em Frankfurt, Alemanha. Quando os nazistas ascenderam ao poder, em 1933, sua família conseguiu enviá-lo aos Estados Unidos com um passaporte falso. Por um tempo, o garoto teve que se virar sozinho, nas ruas de Nova York, até encontrar abrigo na casa de um primo mais velho. Suas ótimas notas na escola lhe garantiram uma vaga na Faculdade do Brooklyn, onde cursou psicologia.


      Fascinado pelo conceito, e relembrando a época em que ele mesmo dormia na rua, o psicólogo abriu sua própria free clinic em Nova York, com foco em atender dependentes químicos. Freudenberger conciliava o trabalho voluntário com os atendimentos em seu consultório, que lhe tomavam 10 horas por dia. Mesmo assim, fazia a dupla jornada todas as noites, de segunda a sexta.


      Não demorou para ficar claro que essa rotina não era nada saudável. “Os outros voluntários da clínica apresentavam os mesmos problemas. Os próprios funcionários procuravam Freudenberger com quadros de “depressão, apatia e agitação”. Quem era cuidador acabava virando paciente. 


      Nos anos seguintes, Freudenberger se dedicou a estudar o fenômeno. Mas, antes de tudo, precisava de um nome para esse padrão de sintomas. A solução foi emprestar uma gíria que era usada por seus próprios pacientes para descrever a sensação devastadora que o abuso de drogas deixa: “burnout”, do verbo to burn, “queimar”. Em português, significa “esgotamento”. Assim como um fósforo que queimou até o final, os dependentes químicos se sentiam exauridos, sem energia alguma, na ressaca dos narcóticos. Como era mais ou menos assim que os profissionais exaustos se descreviam, o psicólogo importou a gíria de rua para o meio acadêmico. 


      Freudenberger então começou a procurar pelo que chamava de “burnout ocupacional”. E onde olhava, encontrava. Médicos, enfermeiros, policiais, professores, bibliotecários – o burnout parecia absolutamente generalizado. Há 40 anos, o termo ainda era acadêmico. E permaneceu assim por décadas. Falava-se o tempo todo em “estresse”, mas não em algo tão específico quanto o burnout, o esgotamento causado exclusivamente pelo trabalho. 


      O termo cunhado por ele está na ponta da língua de todo mundo. Uma pesquisa da Deloitte descobriu que 77% dos trabalhadores americanos afirmam já ter passado por um quadro de burnout, considerando apenas o emprego atual. No começo do ano, a Organização Mundial da Saúde incluiu oficialmente a Síndrome de Burnout na Classificação Internacional de Doenças (CID--11), chamando atenção global para o tema. 


      Se em 1980 o incêndio parecia “estar se espalhando”, hoje, pelo jeito, já tomou a floresta inteira. Mesmo assim, a pergunta que Freudenberger fez sobre o porquê do fenômeno segue sem respostas claras. 


      A ideia de que trabalhar demais causa esgotamento não tem nada de nova. Muito antes de Freudenberger teorizar o burnout, a medicina já tinha o termo “neurastenia” para descrever quadros de exaustão emocional, muitas vezes ligados a jornadas de trabalho excessivas. Acontece que a neurastenia era um termo guarda-chuva, usado para diagnosticar qualquer quadro de cansaço ou tristeza, independentemente da origem do problema.


      Mas o que sabemos hoje sobre o assunto é em grande parte fruto do trabalho de outra profissional, a psicóloga Christina Maslach, da Universidade da Califórnia. “Burnout é uma síndrome conceituada como resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso”, define a CID-11. A descrição é curta e grossa, mas só dela já dá para tirar conclusões importantes.



      A primeira: burnout não é uma doença ou condição médica. É diferente, por exemplo, de um quadro de depressão, que pode ser tratado via medicação e terapia. Trata-se de uma “síndrome”, ou seja, de um conjunto de sintomas.


      A segunda: o burnout é um “fenômeno ocupacional”. Significa que o termo só se aplica a cenários ligados ao trabalho. Não existe burnout, ao menos com essa denominação, em outras áreas da vida. Ele está sempre ligado ao ambiente de trabalho. É uma condição ambiental. Para solucioná-la, não basta terapia e medicação.


      A terceira: o burnout nada mais é do que um quadro de estresse, que, sem resolução por um longo período de tempo, tornou--se crônico. Para entender o que é burnout, então, é preciso compreender primeiro o que é estresse. 


      “O estresse é qualquer situação que requer uma adaptação, seja ela positiva ou negativa. Uma promoção no trabalho ou o nascimento de um filho são situações que causam estresse, mas, em geral, são positivas. Uma demissão requer adaptação, e é negativa”, explica Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR). Ou seja: o estresse requer esforço para nos adaptarmos a novas condições do ambiente, sejam elas boas ou ruins. 


      Por isso o burnout não pode ser considerado uma doença. Trata-se de um quadro de estresse permanente. Se o ambiente sempre exige que tenhamos que abrir mão de algo ou gastar energia para resolver algum impasse, ficamos inevitavelmente esgotados. Repita isso diariamente por seis meses, mais ou menos, e você terá um quadro crônico – o burnout

O termo sublinhado no trecho “[...] o psicólogo importou a gíria de rua para o meio acadêmico.” (4º§), exerce a mesma função sintática em: 
Alternativas
Q2357481 Português
Marque a alternativa, dentre as orações abaixo, que contém complemento nominal
Alternativas
Q2357480 Português

Nos trechos:


I - “E FUI EU QUE O DESCOBRI”.

II - “VEJA, MURMURAVA O MINEIRO...”

III - “VOU-LHE MOSTRAR...”


As palavras sublinhadas têm, respectivamente, funções de:  

Alternativas
Q2352750 Português
De acordo com Evanildo Bechara: “Não raro o objeto aparece iniciado por preposição” (BECHARA, E. Moderna Gramática portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009, p. 418). Dessa forma, assinale a alternativa que apresenta um objeto direto preposicionado.
Alternativas
Q2352561 Português
Leia a frase: 'João entregou a chave ao porteiro.' Observe a estrutura da oração e identifique o objeto indireto presente na frase.
Alternativas
Q2352141 Português
HISTÓRICO DE AMÉRICO DE CAMPOS


Em 1920, Manoel Francisco Tomaz e Henrique de Souza Lima planejaram fundar um patrimônio nos sertões entre o rio Preto e o São José dos Dourados, recebendo do procurador de Escolástica Augusta de Vasconcelos, proprietária da Fazenda Águas Paradas, a doação de dez alqueires de terra para o Bispado de São Carlos, divididos em quarteirões, criando o povoado de Vila Botelho.


Outros colonizadores apoiaram o empreendimento, como João Batista de Souza Filho, Joaquim Manoel Serapião, Olegário Nogueira da Silva, Francisco Vilar Horta, João Batista da Silveira, Fungêncio de Andrade, Israel Francisco Tomaz, Francisco Goulart, Carlos Lauer e Guilherme Palhate, que se destacaram no desenvolvimento e administração do núcleo.


Em 1920 já estava construída a capela e o cruzeiro, iniciando-se também, as primeiras casas residenciais e comerciais, adotando o nome de São João das Águas Paradas. Em 1926 criou-se o Distrito de Paz e em 1948, o Município, agora denominado Américo de Campos, em homenagem ao político e homem público paulista (…).


FONTE: Adaptado de
https://www.americodecampos.sp.gov.br/portal/servicos/1004/historia/

No primeiro parágrafo, lemos: “Em 1920, Manoel Francisco Tomaz e Henrique de Souza Lima planejaram fundar um patrimônio nos sertões entre o rio Preto e o São José dos Dourados…”. O termo destacado funciona como:
Alternativas
Q2352105 Português
"Ontem, Maria presenteou seu irmão com uma bicicleta azul na festa de aniversário dele."
Identifique no trecho acima os elementos que correspondem aos modificadores e aos complementos verbais e assinale a alternativa correta abaixo: 
Alternativas
Q2350928 Português
OS PROFESSORES


Valter Hugo Mãe


          Achei por muito tempo que ia ser professor. Tinha pensado em livros a vida inteira, era-me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava-me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade.

       A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar-se o caminho das pedras na porcaria do mundo em que o mundo se tem vindo a tornar.

        Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto-me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho. Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe.

       Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha-me a caminho de casa como se tivesses crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.

[...]

     Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrálos é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias.

     Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual. É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto.

        As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar-se. Odeia e odeia-se.


Fonte: Autobiografia Imaginária | Valter Hugo Mãe | JL Jornal de Letras, Artes e
Ideias | Ano XXII | Nº 1095 | 19 de Setembro de 2012.

Assinale a alternativa em que a expressão grifada desempenha a mesma função sintática do termo destacado em “Achei por muito tempo que ia ser professor
Alternativas
Q3253144 Português
NUNCA É TARDE PARA NOS TORNAR QUEM DESEJAMOS SER: O EXEMPLO DE CONCEIÇÃO EVARISTO


Uma das escritoras mais importantes do país, ela se consagrou depois dos 60 anos e hoje expande nosso conhecimento sobre identidade e cultura negra.


Morena (20/07/2023 - 18:06)


    O envelhecimento no mundo em que vivemos é malvisto. Há até um nome para a discriminação que pessoas acima de 50 anos costumam sofrer durante o processo de envelhecer: etarismo. Em 2017, quando passei no vestibular para a Universidade Federal Fluminense, aos 26 anos, me sentia uma espécie de extraterrestre entre dezenas de pessoas entre 17 e 20 anos de idade que estudavam comigo. Ao contrário da maioria, eu trabalhava em tempo integral, dependia do trabalho para obter o meu sustento e não podia me dedicar integralmente aos estudos. Esta sensação de ser velha na faculdade fazia com que eu me sentisse “fora de lugar” naquele ambiente. E cedo demais percebesse que o mundo te olha diferente quando você não faz as coisas “na hora certa”.

    Foi bem nesta fase que conheci mais a fundo a obra da escritora Conceição Evaristo. Lendo sobre sua trajetória descobri que, antes de se tornar uma escritora premiada, até os 20 e poucos anos de idade, Evaristo era empregada doméstica e conciliava seus estudos com o trabalho. Antes de ler sobre sua vida, tinha vergonha de ter sido auxiliar de creche, vendedora, garçonete e de ter começado a trabalhar antes de ingressar no ensino superior. Achava que chegar tão tarde à formação acadêmica era um demérito, de alguma forma. Aquela sensação de desajuste que nos causa uma profunda vergonha foi sumindo conforme conhecia mais sobre a escrevivência que a escritora propunha com seu trabalho literário.

    A escrevivência é a escrita que nasce das experiências de subjetividades de mulheres negras, segundo a autora. Esta perspectiva me fez reavaliar muitas coisas. Quer dizer então que eu poderia escrever sobre minha experiência e expressar de forma autoral minha própria visão de mundo? Me pareceu incrível a percepção de que a experiência poderia ser uma vantagem na minha trajetória, não mais uma fonte inesgotável de constrangimento. De fato, havia muita história para contar e meus horizontes sobre o que eu poderia ser se expandiram.

    Conceição Evaristo formou-se no Curso Normal aos 25 anos em 1971, trabalhou como professora na rede pública de educação no Rio e em Niterói, após passar em concursos. Formouse em Letras na UFRJ na década de 1990, quando também estreou na literatura através dos Cadernos Negros, publicação pioneira de literatura afro-brasileira organizada pelo grupo Quilombhoje. Daí para frente fez mestrado, doutorado, deu aula em universidade, :inclusive internacionais. Em 2003 publicou Ponciá Vivêncio, seu primeiro romance, e em 2015 ganhou o Prêmio Jabuti aos 69 anos de idade. 

    A mineira filha de dona Joana é reconhecidamente uma das escritoras mais importantes do nosso país, suas obras são verdadeiras aulas sobre identidade e cultura negra. Além de sua produção literária, Conceição Evaristo me ensinou que os sonhos são águas que correm fora do rio do tempo. Afinal de contas, nunca estaremos atrasadas para nos tornar quem desejamos ser.


Texto adaptado do site: https://istoe.com.br/mulher/noticia/nunca-etarde-para-nos-tornar-quem-desejamos-ser-o-exemplo-deconceicao-evaristo/, acesso em 20 de julho de 2023.
A oração sublinhada no período abaixo classifica-se como: “Conceição Evaristo me ensinou que os sonhos são águas que correm fora do rio do tempo”.
Alternativas
Q3039774 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


8 BILHÕES DE PESSOAS, UMA HUMANIDADE.
Assuntos da ONU
13 nov. 2022

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fala sobre chegada da população mundial a oito bilhões em meados de novembro/22.

A população mundial chegará a oito bilhões em meados de novembro – resultado dos avanços científicos e das melhorias na alimentação, na saúde pública e no saneamento. No entanto, à medida que a nossa família humana cresce, está também cada vez mais dividida.

Bilhões de pessoas estão em dificuldades; centenas de milhões passam fome ou estão até subnutridas. Um número recorde de pessoas procura oportunidades, o alívio de dívidas e de dificuldades, das guerras e dos desastres climáticos.

Se não reduzirmos o enorme fosso entre os que têm e os que não têm, estaremos construindo um mundo de oito bilhões de pessoas repleto de tensões, desconfiança, crises e conflitos.
Os fatos falam por si só. Um pequeno grupo de bilionários possui a mesma riqueza que a metade mais pobre da população mundial. Os que estão entre os 1% mais ricos do mundo detêm um quinto do rendimento mundial. As pessoas nos países mais ricos podem viver até 30 anos a mais do que nos países mais pobres. À medida que o mundo se tornou mais rico e saudável nas últimas décadas, essas desigualdades também se agravaram.

Além dessas tendências de longo prazo, a aceleração da crise climática e a recuperação desigual da pandemia de COVID19 aumentam as desigualdades. Estamos na direção de uma catástrofe climática, com as emissões e as temperaturas em contínuo crescimento. Inundações, tempestades e secas estão devastando países que em quase nada contribuíram para o aquecimento global.

A guerra na Ucrânia agrava as atuais crises alimentar, energética e financeira, que atingem mais duramente as economias em desenvolvimento. Estas desigualdades têm um maior impacto nas mulheres e nas meninas e em grupos marginalizados que já são discriminados. Muitos países do sul global enfrentam enormes dívidas, o agravamento da pobreza e da fome e os impactos crescentes da crise climática, tendo poucas oportunidades de investir numa recuperação sustentável da pandemia, na transição para as energias renováveis ou na educação e formação para a era digital. [...]

As divisões tóxicas e a falta de confiança causam atrasos e impasses numa série de questões, do desarmamento nuclear ao terrorismo, passando pela saúde. Devemos frear estas tendências prejudiciais, curar relações e encontrar soluções conjuntas para os nossos desafios comuns.

O primeiro passo passa por reconhecer que essas desigualdades desenfreadas são uma escolha que os países desenvolvidos têm a responsabilidade de reverter – já a partir deste mês na Conferência sobre as Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP27), no Egito, e na Cúpula do G20, em Bali. Espero que a COP27 resulte em um Pacto de Solidariedade Climática histórico sob o qual as economias desenvolvidas e emergentes se unam em torno de uma estratégia comum e combinem as suas capacidades e recursos para o benefício da humanidade. Os países mais ricos devem dar apoio financeiro e técnico às principais economias emergentes para a transição dos combustíveis fósseis. Esta é a nossa única esperança para cumprir as nossas metas climáticas.

Também apelo aos líderes da COP27 que cheguem a um acordo sobre um modelo de compensação aos países do sul global pelas perdas e os danos relacionados com o clima que já causam um enorme sofrimento.

A Cúpula do G20, em Bali, será uma oportunidade para abordar a situação dos países em desenvolvimento. Pedi às economias do G20 que adotem um pacote de estímulos que proporcionará aos governos do sul global investimentos e liquidez, e ajudará a aliviar e a reestruturar as suas dívidas. Enquanto pressionamos, para que estas medidas de médio prazo sejam implementadas, estamos também trabalhando sem parar com todas as partes interessadas para impedir a crise mundial de alimentos. [...]

No entanto, entre todos estes sérios desafios, há também algumas boas notícias. O nosso mundo de oito bilhões de pessoas pode gerar enormes oportunidades para alguns dos países mais pobres, onde o crescimento populacional é mais elevado. [...]

Acredito no talento da humanidade e tenho uma enorme fé na solidariedade humana. Nestes tempos difíceis, seria bom lembrarmos as palavras de um dos observadores mais sábios da humanidade, Mahatma Gandhi: “O mundo tem o suficiente para as necessidades de todos – mas não para a ganância de todos”.

Os grandes encontros mundiais deste mês devem ser uma oportunidade para começar a reduzir as divisões e a restaurar a confiança, com base na igualdade de direitos e de liberdades de cada membro desta forte família humana de oito bilhões de pessoas.

Adaptado
https://news.un.org

“A Cúpula do G20, em Bali, será uma oportunidade para abordar a situação dos países em desenvolvimento.” 12º§


A expressão destacada é um:

Alternativas
Q3015628 Português
Sobre os termos integrantes da oração, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa devida.

( ) Chamam-se termos integrantes da oração os que completam a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram, completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensáveis à compreensão do enunciado.
( ) Os termos integrantes da oração são os seguintes: a) complementos verbais: objeto direto e objeto indireto; b) complemento nominal; c) agente da passiva.
( ) O objeto indireto pode ser constituído por um substantivo, ou expressão substantivada; pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos; por qualquer pronome substantivo.
( ) O objeto direto pode acompanhar verbos de outras categorias, os quais, no caso, são considerados, acidentalmente, transitivos indiretos; ele é sempre regido de preposição, expressa ou implícita.
( ) Há casos em que o objeto direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre principalmente quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico; quando o objeto é o pronome relativo quem.
Alternativas
Q2820319 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder às questões 1 e 2.


TEXTO I


Inovação com tradição e credibilidade


Nasceu a Cemig SIM com um propósito: fornecer soluções em energia de modo sustentável para melhorar a vida cotidiana das pessoas! Com muita experiência no setor elétrico, escolhemos a luz solar como principal fonte do nosso processo de produção de energia limpa, o que reduz impactos ambientais e gera economia para o seu negócio ou condomínio.


Disponível em: https://cemigsim.com.br/. Acesso em: 8 jun. 2023 (adaptado).

No texto I, classificam-se como objeto direto os termos destacados, exceto:

Alternativas
Q2808590 Português

TEXTO I


Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação no contexto escolar: possibilidades


01 ____ Ao longo das últimas décadas, as tecnologias

02 digitais da informação e comunicação, também

03 conhecidas por TDICs, têm alterado nossas formas

04 de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e de

05 aprender. Na educação, as TDICs têm sido

06 incorporadas às práticas docentes como meio para

07 promover aprendizagens mais significativas, com o

08 objetivo de apoiar os professores na

09 implementação de metodologias de ensino ativas,

10 alinhando o processo de ensino-aprendizagem à

11 realidade dos estudantes e despertando maior

12 interesse e engajamento dos alunos em todas as

13 etapas da Educação Básica.

14 ____ As razões pelas quais as tecnologias e

15 recursos digitais devem, cada vez mais, estar

16 presentes no cotidiano das escolas, no entanto, não

17 se esgotam aí. É necessário promover a

18 alfabetização e o letramento digital, tornando

19 acessíveis as tecnologias e as informações que

20 circulam nos meios digitais e oportunizando a

21 inclusão digital.

22 ____ Nesse sentido, a Base Nacional Comum

23 Curricular contempla o desenvolvimento de

24 competências e habilidades relacionadas ao uso

25 crítico e responsável das tecnologias digitais tanto

26 de forma transversal – presentes em todas as áreas

27 do conhecimento e destacadas em diversas

28 competências e habilidades com objetos de

29 aprendizagem variados – quanto de forma

30 direcionada – tendo como fim o desenvolvimento

31 de competências relacionadas ao próprio uso das

32 tecnologias, recursos e linguagens digitais –, ou

33 seja, para o desenvolvimento de competências de

34 compreensão, uso e criação de TDICs em diversas

35 práticas sociais.

[...]

36 ____ Nesse contexto, é preciso lembrar que

37 incorporar as tecnologias digitais na educação não

38 se trata de utilizá-las somente como meio ou

39 suporte para promover aprendizagens ou despertar

40 o interesse dos alunos, mas sim de utilizá-las com os

41 alunos para que construam conhecimentos com e

42 sobre o uso dessas TDICs.

[...]

43 ____ Em resumo, incorporar as TDICs nas práticas

44 pedagógicas e no currículo como objeto de

45 aprendizagem requer atenção especial e não pode

46 mais ser um fator negligenciado pelas escolas. É

47 preciso repensar os projetos pedagógicos com o

48 olhar de utilização das tecnologias e recursos

49 digitais tanto como meio, ou seja, como apoio e

50 suporte à implementação de metodologias ativas e

51 à promoção de aprendizagens significativas, quanto

52 como um fim, promovendo a democratização ao

53 acesso e incluindo os estudantes no mundo digital.

54 Para isso, é preciso fundamentalmente revisitar a

55 proposta pedagógica da escola e investir na

56 formação continuada de professores.

57 ____ Além do uso das tecnologias para apoio à

58 prática do ensino, como apresentações digitais,

59 mostras de vídeos etc., e para o desenvolvimento

60 de pesquisas, alguns relatos propõem o uso das

61 TDICs para promover a criação de conteúdos

62 digitais. Uma possibilidade para isso é o uso de

63 softwares para a elaboração de histórias em

64 quadrinhos (HQs). Outra possibilidade está na

65 criação de conteúdos midiáticos ou multimidiáticos.

66 Com o uso de ferramentas simples e acessíveis, os

67 alunos podem criar áudios e vídeos para

68 compartilhar as aprendizagens de uma aula ou

69 sequência didática. Que tal conhecer algumas

70 dessas possibilidades?


MINISTÉRIO da Educação. Tecnologias digitais da informação e comunicação no contexto escolar: possibilidades. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/193-tecnologias-digitais-da-informacao-e-comunicacao-no-contexto-escolar-possibilidades. Acesso em: 14 fev. 2023.

Relacione corretamente os termos destacados com as respectivas funções sintáticas, numerando os parênteses abaixo de acordo com a seguinte indicação: 1. sujeito; 2. adjunto adverbial; 3. complemento nominal; 4. Objeto direto.


( ) “Ao longo das últimas décadas, as tecnologias digitais da informação e comunicação, também conhecidas por TDICs, têm alterado nossas formas de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e de aprender.” (linhas 01-05)

( ) “As razões pelas quais as tecnologias e recursos digitais devem, cada vez mais, estar presentes no cotidiano das escolas, no entanto, não se esgotam aí.” (linhas 14-17)

( ) “Nesse contexto, é preciso lembrar que incorporar as tecnologias digitais na educação não se trata de utilizá-las somente como meio ou suporte para promover aprendizagens ou despertar o interesse dos alunos [...]” (linhas 36-40)

( ) É preciso repensar os projetos pedagógicos com o olhar de utilização das tecnologias e recursos digitais tanto como meio, ou seja, como apoio e suporte à implementação de metodologias ativas e à promoção de aprendizagens significativas, quanto como um fim[...]” (linhas 46-52)


A sequência correta, de cima para baixo, é

Alternativas
Q2658339 Português

Cartão vermelho contra o preconceito

Por Ernesto Neves


  1. O mais popular esporte do planeta, o futebol tem o poder de unir povos e culturas,
  2. superando diferenças de credo, raça e classe. A linguagem dos campos é universal e pode até
  3. dar pausa a uma guerra, como ocorreu lá atrás, nos anos 1960, quando lados antagônicos do
  4. conflito de Biafra pararam para assistir ao genial Pelé. Os estádios, porém, jamais estiveram
  5. livres de um dos males que ainda assombram a humanidade: o racismo, um nó duro de desatar
  6. até hoje, em pleno século XXI. Nem mesmo as grandes estrelas do gramado escapam às
  7. execráveis manifestações de preconceito que resistem ao tempo. Foi assim em 21 de maio,
  8. quando Vinícius Jr., 22 anos, jogador do Real Madrid, enfrentava o Valência pela La Liga, o
  9. campeonato da Espanha, e ouviu gritos de “macaco”, “macaco”.
  10. Ele não se calou e acabou virando um potente símbolo da luta contra esta desumana
  11. exibição de intolerância. Indignado, interrompeu a partida e se dirigiu aos torcedores que o
  12. atacavam, pedindo respeito. Nas redes, Vini frisou que era a décima vez em que fora alvo de
  13. discriminação por ser preto, triste histórico que nunca contou com qualquer reação das
  14. autoridades, algo comum na trajetória de tanta gente. Sua atitude, de expor a questão sem
  15. desvios, escancarou uma ferida que, nos últimos anos, vem ganhando maior visibilidade não só
  16. na Europa, como também no Rio de Janeiro. Segundo dados do Observatório da Discriminação
  17. Racial no Futebol, entre 2021 e 2022, registrou-se um aumento de 40% nas denúncias de casos
  18. de racismo. Tamanho crescimento dá os contornos da elevada incidência desse crime e, ao
  19. mesmo tempo, embute um avanço: como as pessoas estão mais conscientes da aberração que
  20. o racismo representa, elas _______ cada vez mais levantando a voz contra ele. “Historicamente
  21. atacadas, pessoas pretas não aceitam mais sofrer discriminação e, por isso, estão levando o
  22. problema aos holofotes”, afirma o advogado Fabiano Machado da Rocha, especialista em
  23. compliance antidiscriminatório.
  24. A reação de Vini Jr. desatou uma onda sem precedentes no mundo do futebol, que começou
  25. a se mexer. Autoridades, entidades, clubes e atletas se mobilizaram, e ações contra a
  26. intolerância nos times cariocas, algumas engavetadas, receberam um bem-vindo empurrão. O
  27. Flamengo abriu oficinas internas conduzidas por integrantes do movimento negro e tem
  28. promovido visitas a escolas da rede pública e projetos sociais. A diretoria do Fluminense trabalha
  29. na criação de um comitê da diversidade e promove a campanha antipreconceito Time de Todos.
  30. Já o Botafogo busca perfis no mercado de modo que equipare as oportunidades profissionais no
  31. clube, enquanto o Vasco firmou um código de conduta com as torcidas organizadas proibindo
  32. cânticos embalados pela intolerância.
  33. Em um salutar sinal de avanço, as iniciativas chegaram até o poder público. A Assembleia
  34. Legislativa fluminense recém aprovou o Projeto de Lei nº 1.112/2023, que cria a Política Estadual
  35. Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios do Rio. Com a medida, as partidas podem ser
  36. interrompidas diante de qualquer denúncia ou manifestação racista. O jogo ficará paralisado pelo
  37. tempo que se julgar necessário ou enquanto não cessarem as ofensas.
  38. Adequar os estádios às normas de civilidade deste século envolve uma questão financeira
  39. — quem não o faz pode perder dinheiro, um sinal dos novos ventos. O escrutínio parte dos
  40. próprios patrocinadores, que não mais toleram investir em clubes ou atletas problemáticos, e
  41. dos consumidores, que rejeitam gastar com produtos e serviços nocivos à sociedade. Além disso,
  42. as federações esportivas compreenderam que o ambiente fair play é fundamental ____
  43. sobrevivência do esporte e que ir a uma partida deve ser uma experiência acolhedora a todos.
  44. “Racismo, machismo e homofobia são construções culturais que, até pouco tempo atrás, eram
  45. aceitáveis nos estádios. Felizmente, isso acabou”, ressalta Kwadjo Adjepong, especialista em
  46. governança esportiva da ONG Sport Resolutions, de Londres.


(Disponível em: VejaRio, junho de 2023 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em “O mais popular esporte do planeta, o futebol tem o poder de unir povos e culturas, superando diferenças de credo, raça e classe”, o trecho destacado da oração cumpre, sintaticamente, a função de:

Alternativas
Q2658302 Português

Risco de morte por calor extremo pode quintuplicar até 2050


  1. O número de pessoas que correm o risco de morrer devido aos efeitos do calor extremo
  2. pode quintuplicar nas próximas décadas, alertam cientistas em um relatório publicado nesta
  3. quarta-feira (15/11/2023). “A saúde da humanidade está em grave perigo”, afirmam os autores
  4. da edição de 2023 do documento de referência publicado anualmente pela revista médica The
  5. Lancet.
  6. O trabalho afirma que, em um cenário de aumento médio da temperatura de 2°C na
  7. comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor
  8. podem aumentar em 4,7 vezes até 2050. O relatório é publicado .... poucos dias do início, em
  9. 30 de novembro, da reunião da ONU sobre o clima, a COP28 de Dubai, que pela primeira vez
  10. terá _______ dedicadas .... saúde.
  11. A análise destaca que, em média, os habitantes do planeta foram _______ a 86 dias de
  12. temperaturas potencialmente fatais em 2022. Também indica que o número de pessoas com
  13. mais de 65 anos que faleceram vítimas do calor aumentou 85% entre os períodos de 1991-2000
  14. e de 2013-2022.
  15. Segundo as estimativas, 2023 será o ano mais quente registrado na história. “Os efeitos
  16. observados atualmente podem ser apenas um sintoma precoce de um futuro muito perigoso”,
  17. disse Marina Romanello, diretora-executiva do estudo.
  18. No documento, os cientistas destacam que o calor é apenas um dos fatores climáticos que
  19. podem contribuir para o aumento da mortalidade. Quase 520 milhões de pessoas a mais
  20. enfrentarão uma situação de insegurança alimentar moderada ou grave até a metade do século,
  21. segundo as _______. E as doenças infecciosas transmitidas por mosquitos devem continuar em
  22. propagação. A transmissão da dengue, por exemplo, pode registrar alta de 36%.
  23. Diante dos muitos impactos, mais de 25% das cidades analisadas pelos cientistas podem
  24. ver seus sistemas de saúde em colapso. O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou
  25. o relatório e afirmou que “a humanidade enfrenta um futuro intolerável”.
  26. “Já estamos vendo .... catástrofe acontecendo para a saúde e a subsistência de bilhões de
  27. pessoas ao redor do mundo, ameaçados por ondas de calor recordes, secas devastadoras para
  28. as colheitas, níveis crescentes de fome, surtos crescentes de doenças infecciosas, tempestades
  29. e inundações fatais”, afirmou em um comunicado.


(Disponível em: https://exame.com/esg/risco-de-morte-por-calor-extremo-pode-quintuplicar-ate-2050/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento “A humanidade enfrenta um futuro intolerável”, analise as assertivas a seguir:


I. A oração apresenta adjunto adnominal do sujeito.

II. A expressão “um futuro intolerável” é classificada como objeto direto.

III. Há predicativo do sujeito na oração.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2647117 Português

“Por essas características e pela incapacidade do poder público em regulá-la, a grilagem tornou-se, também, um dos motores da concentração fundiária no país.”


Considerando o trecho acima, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q2644991 Português

FIPA Brasil-Portugal: Desafios e conquistas na preservação do patrimônio histórico são debatidos em São Luís (MA)


  1. Começou. De hoje até sexta-feira (14 a 16/06/2023), o Centro Histórico de São Luís
  2. (Maranhão) se torna o _________ das discussões sobre conservação e reuso do Patrimônio
  3. Arquitetônico no Brasil e em Portugal. Com o tema “Diversidade em diálogos permanentes”, o
  4. 9º Fórum Internacional de Patrimônio Arquitetônico (FIPA) reúne os mais importantes
  5. pesquisadores da área de patrimônio dos dois países, em uma troca de conhecimentos e
  6. experiências vibrante e intensa   O objetivo é trazer à tona as técnicas e soluções mais recentes,
  7. unindo inovação e tradição.
  8. O FIPA foi idealizado pelas arquitetas Maria Rita Amoroso, brasileira, e Alice Tavares,
  9. portuguesa, com o objetivo de fortalecer a relação entre Portugal e Brasil no campo do
  10. patrimônio, discutindo técnicas construtivas e promovendo a valorização, conservação e
  11. salvaguarda de bens materiais e imateriais nos dois países. “O FIPA certifica a força da união
  12. Brasil-Portugal. Trabalha a diversidade das culturas que nos faz progredir juntos. Diálogos
  13. conscientes, resilientes, históricos e artísticos”, disse Maria Rita na solenidade de abertura.
  14. O presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA), José Luis Cortés, parabenizou os
  15. organizadores do FIPA pelos resultados alcançados ao longo dos anos. “Como vocês sabem,
  16. proteger o Patrimônio Histórico foi a missão que norteou a criação da UIA em 1948. A Europa
  17. estava destruída pela Guerra. Unimos 120 países nessa missão e desde então temos trabalhado
  18. com esse tema em todo o mundo”, disse. Ele também destacou a importância dos centros
  19. históricos para o debate sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.
  20. “Este evento integra três vértices da minha vida: patrimônio, pesquisa científica e militância
  21. profissional”, disse a presidente do CAU Brasil, Nadia Somekh. “Não podemos esquecer que a
  22. questão do patrimônio é uma questão urbana. O Brasil precisa de Arquitetura e Urbanismo. Não
  23. falta trabalho para os arquitetos realizarem. Precisamos sensibilizar a população sobre a
  24. Arquitetura, sobre o Patrimônio e sobre a Amazônia”.
  25. Coordenador do FIPA Portugal e professor da Universidade de Aveiro, Aníbal Costa enfatizou
  26. a dificuldade de colocar o conhecimento acadêmico em prática, em aproximar a teoria da
  27. realidade. “É difícil colocar esse conhecimento na utilização do dia a dia. Essa é uma dificuldade
  28. que existe em Portugal e no Brasil”, afirmou, reforçando a necessidade de unir esforços em
  29. eventos como o FIPA, para conservar e salvaguardar o patrimônio histórico.
  30. Por conseguinte, Leandro Grass, presidente do Iphan, destacou que o Patrimônio deve
  31. ser discutido com vistas à promoção da cidadania. “Que as tecnologias e conhecimentos aqui
  32. debatidos possam servir à cidadania, com foco no ser humano. O Patrimônio é a história das
  33. pessoas, suas esperanças e seus sentimentos”, disse.


(Disponível em: https://caubr.gov.br/fipa-brasil-portugal-desafios-e-conquistas-na-preservacao-do-patrimonio-historico-sao-debatidos-em-sao-luis-ma/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analisando a oração “A Europa estava destruída pela Guerra”, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a classificação correta dos termos sublinhados.

Alternativas
Q2640148 Português

Ora, as transformações por que passou a Arquitetura religiosa, juntamente com a civil, durante esse longo período, obedeceram a um processo evolutivo normal, de natureza, por assim dizer, fisiológica.

COSTA, Lúcio. A arquitetura dos jesuítas no Brasil. ARS. São Paulo, v. 8, 2010, p. 128, com adaptações.

O termo sublinhado representa, no período ao qual se refere, um

Alternativas
Q2639943 Português

Que pode uma criatura senão,

entre criaturas, amar?

amar e esquecer, amar e malamar,

amar, desamar, amar?

sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,

sozinho, em rotação universal,

senão rodar também, e amar?

amar o que o mar traz à praia,

o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,

é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,

o que é entrega ou adoração expectante,

e amar o inóspito, o cru,

um vaso sem flor, um chão de ferro,

e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e

uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,

distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,

doação ilimitada a uma completa ingratidão,

e na concha vazia do amor a procura medrosa,

paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,

e na secura nossa amar a água implícita,

e o beijo tácito, e a sede infinita.

Fonte: Carlos Drummond de Andrade, Poema Amar.


No verso "Amar solenemente as palmas do deserto", identifique a função sintática desempenhada pela expressão "as palmas do deserto" na frase.

Alternativas
Respostas
421: E
422: C
423: A
424: B
425: C
426: D
427: C
428: A
429: B
430: C
431: A
432: C
433: A
434: C
435: B
436: D
437: C
438: A
439: E
440: B