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Q4023875 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que está por trás do aumento de navios abandonados no mar

Nos últimos meses, cresceu de forma significativa o número de petroleiros e de outras embarcações comerciais abandonadas por seus proprietários em diversas regiões do mundo. Esse fenômeno levanta questionamentos sobre suas causas e, principalmente, sobre os impactos humanos sofridos pelos marinheiros mercantes envolvidos.
Um tripulante, cuja identidade foi preservada, relatou à imprensa a partir de um petroleiro abandonado fora das águas territoriais de um país asiático que a tripulação enfrentou falta de alimentos básicos, como carne, grãos e peixe. A escassez comprometeu a saúde dos trabalhadores e agravou o clima a bordo, marcado por fome, tensão e incerteza quanto ao futuro.
A embarcação transporta cerca de setecentos e cinquenta mil barris de petróleo bruto, avaliados em aproximadamente cinquenta milhões de dólares, e havia partido do Extremo Oriente da Rússia com destino à Ásia no início de novembro. Após meses sem pagamento de salários, o navio foi considerado abandonado por uma federação sindical internacional. A embarcação permanece em águas internacionais, sem autorização para atracar, mas houve intervenção sindical para garantir parte dos salários atrasados e o envio de alimentos, água potável e suprimentos essenciais. Apesar da repatriação de alguns tripulantes, a maioria segue a bordo.
Dados sindicais indicam que, em 2016, foram registrados apenas vinte navios abandonados no mundo. Em 2025, esse número saltou para mais de quatrocentos, afetando mais de seis mil marinheiros, um aumento expressivo em relação ao ano anterior. A instabilidade geopolítica, conflitos armados e os efeitos prolongados da pandemia contribuíram para interrupções nas cadeias de suprimento e variações nos custos de frete, dificultando a sobrevivência financeira de algumas empresas marítimas.
Outro fator relevante é a expansão das chamadas frotas fantasmas, compostas principalmente por embarcações antigas, com estruturas de propriedade pouco transparentes, condições precárias de navegação e ausência de seguro adequado. Esses navios costumam operar sob bandeiras de conveniência, registradas em países com fiscalização limitada, o que permite contornar sanções internacionais e exportar petróleo em desacordo com restrições impostas a determinados Estados.
O uso de bandeiras de conveniência não é recente e historicamente tem sido adotado para escapar de legislações nacionais mais rigorosas. Atualmente, poucos países concentram grande parte do registro dessas embarcações, recebendo taxas em troca do uso de suas bandeiras. Nos últimos anos, novos Estados passaram a oferecer esse tipo de registro, ampliando o problema.
A maioria dos navios abandonados em 2025 navegava sob bandeiras de conveniência. Embora não seja possível determinar quantos pertencem diretamente às frotas fantasmas, o estado precário dessas embarcações e a falta de transparência aumentam os riscos tanto para os navios quanto para suas tripulações.
Segundo diretrizes internacionais, um marinheiro é considerado abandonado quando o armador deixa de garantir sua repatriação, o sustento básico ou o pagamento de salários por pelo menos dois meses. No ano passado, tripulações abandonadas acumularam mais de vinte e cinco milhões de dólares em salários atrasados, dos quais cerca de dois terços foram recuperados por meio de intervenções sindicais.
As nacionalidades mais afetadas pelo abandono marítimo em 2025 foram a indiana, a filipina e a síria. Diante desse cenário, alguns governos passaram a restringir a atuação de embarcações envolvidas em violações de direitos trabalhistas, especialmente aquelas com proprietários difíceis de identificar ou sem resposta dos Estados de registro.
Especialistas do setor marítimo apontam que os países que oferecem bandeiras de conveniência frequentemente deixam de assumir responsabilidades sobre as embarcações registradas, apesar de o direito marítimo internacional prever a existência de um vínculo efetivo entre o navio, seus proprietários e o Estado de bandeira. Na prática, esse vínculo ainda é frágil e pouco definido.
O tripulante que relatou sua experiência afirma que, no futuro, será mais criterioso ao escolher em que navio trabalhar, buscando informações sobre condições de trabalho, salários, provisões e eventuais sanções. Marinheiros frequentemente dependem das oportunidades disponíveis, e, enquanto as frotas fantasmas continuarem a desempenhar papel central no transporte de petróleo, especialistas alertam que apenas uma cooperação internacional mais ampla poderá reduzir os riscos e proteger os trabalhadores do mar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd9gd4ee4zvo.adaptado.
O texto analisa práticas recorrentes no transporte marítimo internacional, destacando estratégias utilizadas para reduzir controles legais e regulatórios sobre determinadas embarcações.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023874 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que está por trás do aumento de navios abandonados no mar

Nos últimos meses, cresceu de forma significativa o número de petroleiros e de outras embarcações comerciais abandonadas por seus proprietários em diversas regiões do mundo. Esse fenômeno levanta questionamentos sobre suas causas e, principalmente, sobre os impactos humanos sofridos pelos marinheiros mercantes envolvidos.
Um tripulante, cuja identidade foi preservada, relatou à imprensa a partir de um petroleiro abandonado fora das águas territoriais de um país asiático que a tripulação enfrentou falta de alimentos básicos, como carne, grãos e peixe. A escassez comprometeu a saúde dos trabalhadores e agravou o clima a bordo, marcado por fome, tensão e incerteza quanto ao futuro.
A embarcação transporta cerca de setecentos e cinquenta mil barris de petróleo bruto, avaliados em aproximadamente cinquenta milhões de dólares, e havia partido do Extremo Oriente da Rússia com destino à Ásia no início de novembro. Após meses sem pagamento de salários, o navio foi considerado abandonado por uma federação sindical internacional. A embarcação permanece em águas internacionais, sem autorização para atracar, mas houve intervenção sindical para garantir parte dos salários atrasados e o envio de alimentos, água potável e suprimentos essenciais. Apesar da repatriação de alguns tripulantes, a maioria segue a bordo.
Dados sindicais indicam que, em 2016, foram registrados apenas vinte navios abandonados no mundo. Em 2025, esse número saltou para mais de quatrocentos, afetando mais de seis mil marinheiros, um aumento expressivo em relação ao ano anterior. A instabilidade geopolítica, conflitos armados e os efeitos prolongados da pandemia contribuíram para interrupções nas cadeias de suprimento e variações nos custos de frete, dificultando a sobrevivência financeira de algumas empresas marítimas.
Outro fator relevante é a expansão das chamadas frotas fantasmas, compostas principalmente por embarcações antigas, com estruturas de propriedade pouco transparentes, condições precárias de navegação e ausência de seguro adequado. Esses navios costumam operar sob bandeiras de conveniência, registradas em países com fiscalização limitada, o que permite contornar sanções internacionais e exportar petróleo em desacordo com restrições impostas a determinados Estados.
O uso de bandeiras de conveniência não é recente e historicamente tem sido adotado para escapar de legislações nacionais mais rigorosas. Atualmente, poucos países concentram grande parte do registro dessas embarcações, recebendo taxas em troca do uso de suas bandeiras. Nos últimos anos, novos Estados passaram a oferecer esse tipo de registro, ampliando o problema.
A maioria dos navios abandonados em 2025 navegava sob bandeiras de conveniência. Embora não seja possível determinar quantos pertencem diretamente às frotas fantasmas, o estado precário dessas embarcações e a falta de transparência aumentam os riscos tanto para os navios quanto para suas tripulações.
Segundo diretrizes internacionais, um marinheiro é considerado abandonado quando o armador deixa de garantir sua repatriação, o sustento básico ou o pagamento de salários por pelo menos dois meses. No ano passado, tripulações abandonadas acumularam mais de vinte e cinco milhões de dólares em salários atrasados, dos quais cerca de dois terços foram recuperados por meio de intervenções sindicais.
As nacionalidades mais afetadas pelo abandono marítimo em 2025 foram a indiana, a filipina e a síria. Diante desse cenário, alguns governos passaram a restringir a atuação de embarcações envolvidas em violações de direitos trabalhistas, especialmente aquelas com proprietários difíceis de identificar ou sem resposta dos Estados de registro.
Especialistas do setor marítimo apontam que os países que oferecem bandeiras de conveniência frequentemente deixam de assumir responsabilidades sobre as embarcações registradas, apesar de o direito marítimo internacional prever a existência de um vínculo efetivo entre o navio, seus proprietários e o Estado de bandeira. Na prática, esse vínculo ainda é frágil e pouco definido.
O tripulante que relatou sua experiência afirma que, no futuro, será mais criterioso ao escolher em que navio trabalhar, buscando informações sobre condições de trabalho, salários, provisões e eventuais sanções. Marinheiros frequentemente dependem das oportunidades disponíveis, e, enquanto as frotas fantasmas continuarem a desempenhar papel central no transporte de petróleo, especialistas alertam que apenas uma cooperação internacional mais ampla poderá reduzir os riscos e proteger os trabalhadores do mar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd9gd4ee4zvo.adaptado.
O texto apresenta um quadro recente ligado ao transporte marítimo, destacando não apenas a ocorrência do problema, mas também suas repercussões diretas sobre trabalhadores embarcados.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4023873 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A crescente demanda por acompanhantes de saúde em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

O envelhecimento acelerado da população brasileira, aliado à redução do número de filhos e à diminuição das redes familiares, tem tornado mais comum a contratação de cuidadores e acompanhantes de saúde. Esse movimento amplia o debate sobre a regulamentação da profissão e revela uma expansão das atividades desses profissionais, que vão além do cuidado de idosos e passam a atuar no acompanhamento em exames, consultas e procedimentos hospitalares, inclusive para pessoas mais jovens.
Plataformas digitais facilitam esse tipo de contratação, geralmente informal, sem contratos de trabalho e com pagamento acordado por diária. Girlaine Ferreira, cuidadora há seis anos na região metropolitana de São Paulo, relata que esse serviço ainda é pouco conhecido, mas permite complementar a renda. Ela cobra valores que variam conforme a duração e o dia do atendimento e afirma que consegue aumentar significativamente o ganho mensal. Segundo sua experiência, a maioria dos clientes pertence às classes média e alta, tanto pelo custo quanto pela falta de informação sobre a existência desse tipo de serviço entre pessoas com menor escolaridade.
Ao longo de sua atuação, Girlaine já acompanhou pacientes em exames, procedimentos e longas internações hospitalares, inclusive em unidades de terapia intensiva. Embora tenha formação no cuidado de idosos, ela explica que não é obrigatório ter curso específico de enfermagem, desde que os limites do serviço estejam claros entre cliente e profissional.
A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos também encontrou nesse tipo de acompanhamento uma oportunidade de renda extra. Com jornada de trabalho que alterna longos períodos de serviço e descanso, ela consegue assumir atendimentos como acompanhante, tanto na capital paulista quanto na região do ABC. No início, teve dificuldade em divulgar seu trabalho, mas hoje recebe boas avaliações e novos clientes por indicação. Entre os casos atendidos, destaca o acompanhamento de uma mãe que precisava levar o filho autista ao médico e não tinha condições de dirigir ou usar transporte por aplicativo.
Além de acompanhar consultas, Edineusa já auxiliou pacientes com necessidades específicas e atualmente acompanha um idoso em sessões regulares de hemodiálise. Seu rendimento como acompanhante, em alguns meses, supera o salário do emprego formal, o que lhe permitiu financiar a compra de um imóvel. Os valores cobrados variam conforme a complexidade do serviço e o esforço exigido. 
Apesar do crescimento dessa atividade, a informalidade traz riscos. O trabalho de cuidador está previsto na Classificação Brasileira de Ocupações, o que permite contratação formal, com direitos trabalhistas. As atribuições incluem acompanhamento em consultas, auxílio em exercícios leves, administração de medicamentos prescritos e observação de sinais de emergência, sem diagnóstico ou prescrição médica. No entanto, a categoria ainda carece de regulamentação específica e de representação sindical unificada. Um projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara dos Deputados.
Segundo a advogada Patrícia Schüler Fava, serviços eventuais não configuram vínculo empregatício, mas a prestação habitual gera obrigações formais para o contratante. Comparecer à residência ao menos três vezes por semana já caracteriza relação de trabalho doméstico, com exigência de registro e garantia de direitos.
Especialistas associam a maior demanda por acompanhantes ao envelhecimento populacional e à redução das redes de apoio familiar. A médica Roberta França destaca que o Brasil envelheceu em poucas décadas, um processo que levou mais de um século na Europa, sem a mesma preparação econômica e social. O demógrafo Márcio Minamiguchi observa que a geração mais idosa teve menos filhos e conta com apoio familiar mais limitado, o que amplia a procura por profissionais e por instituições de longa permanência.
A antropóloga Valquíria Renk lembra que muitas famílias não têm condições financeiras de contratar esses serviços, fazendo com que o cuidado recaia sobre parentes, sobretudo mulheres, sem remuneração. Para famílias com maior renda, o principal obstáculo costuma ser a falta de tempo, o que torna a contratação de acompanhantes uma alternativa. Embora a Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busque reconhecer e estruturar essas atividades, sua efetividade ainda é limitada, mantendo grande parte das famílias sem apoio adequado.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jvq82v755o.adaptado.
O texto discute a atuação dos acompanhantes de saúde, relacionando aspectos econômicos da atividade às condições formais de trabalho e aos limites definidos para essa função profissional.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023872 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A crescente demanda por acompanhantes de saúde em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

O envelhecimento acelerado da população brasileira, aliado à redução do número de filhos e à diminuição das redes familiares, tem tornado mais comum a contratação de cuidadores e acompanhantes de saúde. Esse movimento amplia o debate sobre a regulamentação da profissão e revela uma expansão das atividades desses profissionais, que vão além do cuidado de idosos e passam a atuar no acompanhamento em exames, consultas e procedimentos hospitalares, inclusive para pessoas mais jovens.
Plataformas digitais facilitam esse tipo de contratação, geralmente informal, sem contratos de trabalho e com pagamento acordado por diária. Girlaine Ferreira, cuidadora há seis anos na região metropolitana de São Paulo, relata que esse serviço ainda é pouco conhecido, mas permite complementar a renda. Ela cobra valores que variam conforme a duração e o dia do atendimento e afirma que consegue aumentar significativamente o ganho mensal. Segundo sua experiência, a maioria dos clientes pertence às classes média e alta, tanto pelo custo quanto pela falta de informação sobre a existência desse tipo de serviço entre pessoas com menor escolaridade.
Ao longo de sua atuação, Girlaine já acompanhou pacientes em exames, procedimentos e longas internações hospitalares, inclusive em unidades de terapia intensiva. Embora tenha formação no cuidado de idosos, ela explica que não é obrigatório ter curso específico de enfermagem, desde que os limites do serviço estejam claros entre cliente e profissional.
A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos também encontrou nesse tipo de acompanhamento uma oportunidade de renda extra. Com jornada de trabalho que alterna longos períodos de serviço e descanso, ela consegue assumir atendimentos como acompanhante, tanto na capital paulista quanto na região do ABC. No início, teve dificuldade em divulgar seu trabalho, mas hoje recebe boas avaliações e novos clientes por indicação. Entre os casos atendidos, destaca o acompanhamento de uma mãe que precisava levar o filho autista ao médico e não tinha condições de dirigir ou usar transporte por aplicativo.
Além de acompanhar consultas, Edineusa já auxiliou pacientes com necessidades específicas e atualmente acompanha um idoso em sessões regulares de hemodiálise. Seu rendimento como acompanhante, em alguns meses, supera o salário do emprego formal, o que lhe permitiu financiar a compra de um imóvel. Os valores cobrados variam conforme a complexidade do serviço e o esforço exigido. 
Apesar do crescimento dessa atividade, a informalidade traz riscos. O trabalho de cuidador está previsto na Classificação Brasileira de Ocupações, o que permite contratação formal, com direitos trabalhistas. As atribuições incluem acompanhamento em consultas, auxílio em exercícios leves, administração de medicamentos prescritos e observação de sinais de emergência, sem diagnóstico ou prescrição médica. No entanto, a categoria ainda carece de regulamentação específica e de representação sindical unificada. Um projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara dos Deputados.
Segundo a advogada Patrícia Schüler Fava, serviços eventuais não configuram vínculo empregatício, mas a prestação habitual gera obrigações formais para o contratante. Comparecer à residência ao menos três vezes por semana já caracteriza relação de trabalho doméstico, com exigência de registro e garantia de direitos.
Especialistas associam a maior demanda por acompanhantes ao envelhecimento populacional e à redução das redes de apoio familiar. A médica Roberta França destaca que o Brasil envelheceu em poucas décadas, um processo que levou mais de um século na Europa, sem a mesma preparação econômica e social. O demógrafo Márcio Minamiguchi observa que a geração mais idosa teve menos filhos e conta com apoio familiar mais limitado, o que amplia a procura por profissionais e por instituições de longa permanência.
A antropóloga Valquíria Renk lembra que muitas famílias não têm condições financeiras de contratar esses serviços, fazendo com que o cuidado recaia sobre parentes, sobretudo mulheres, sem remuneração. Para famílias com maior renda, o principal obstáculo costuma ser a falta de tempo, o que torna a contratação de acompanhantes uma alternativa. Embora a Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busque reconhecer e estruturar essas atividades, sua efetividade ainda é limitada, mantendo grande parte das famílias sem apoio adequado.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jvq82v755o.adaptado.
O texto discute aspectos legais e sociais relacionados ao trabalho de acompanhantes de saúde, considerando tanto as regras que definem vínculos de trabalho quanto fatores demográficos e familiares que influenciam a demanda por esses serviços.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4023871 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A crescente demanda por acompanhantes de saúde em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

O envelhecimento acelerado da população brasileira, aliado à redução do número de filhos e à diminuição das redes familiares, tem tornado mais comum a contratação de cuidadores e acompanhantes de saúde. Esse movimento amplia o debate sobre a regulamentação da profissão e revela uma expansão das atividades desses profissionais, que vão além do cuidado de idosos e passam a atuar no acompanhamento em exames, consultas e procedimentos hospitalares, inclusive para pessoas mais jovens.
Plataformas digitais facilitam esse tipo de contratação, geralmente informal, sem contratos de trabalho e com pagamento acordado por diária. Girlaine Ferreira, cuidadora há seis anos na região metropolitana de São Paulo, relata que esse serviço ainda é pouco conhecido, mas permite complementar a renda. Ela cobra valores que variam conforme a duração e o dia do atendimento e afirma que consegue aumentar significativamente o ganho mensal. Segundo sua experiência, a maioria dos clientes pertence às classes média e alta, tanto pelo custo quanto pela falta de informação sobre a existência desse tipo de serviço entre pessoas com menor escolaridade.
Ao longo de sua atuação, Girlaine já acompanhou pacientes em exames, procedimentos e longas internações hospitalares, inclusive em unidades de terapia intensiva. Embora tenha formação no cuidado de idosos, ela explica que não é obrigatório ter curso específico de enfermagem, desde que os limites do serviço estejam claros entre cliente e profissional.
A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos também encontrou nesse tipo de acompanhamento uma oportunidade de renda extra. Com jornada de trabalho que alterna longos períodos de serviço e descanso, ela consegue assumir atendimentos como acompanhante, tanto na capital paulista quanto na região do ABC. No início, teve dificuldade em divulgar seu trabalho, mas hoje recebe boas avaliações e novos clientes por indicação. Entre os casos atendidos, destaca o acompanhamento de uma mãe que precisava levar o filho autista ao médico e não tinha condições de dirigir ou usar transporte por aplicativo.
Além de acompanhar consultas, Edineusa já auxiliou pacientes com necessidades específicas e atualmente acompanha um idoso em sessões regulares de hemodiálise. Seu rendimento como acompanhante, em alguns meses, supera o salário do emprego formal, o que lhe permitiu financiar a compra de um imóvel. Os valores cobrados variam conforme a complexidade do serviço e o esforço exigido. 
Apesar do crescimento dessa atividade, a informalidade traz riscos. O trabalho de cuidador está previsto na Classificação Brasileira de Ocupações, o que permite contratação formal, com direitos trabalhistas. As atribuições incluem acompanhamento em consultas, auxílio em exercícios leves, administração de medicamentos prescritos e observação de sinais de emergência, sem diagnóstico ou prescrição médica. No entanto, a categoria ainda carece de regulamentação específica e de representação sindical unificada. Um projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara dos Deputados.
Segundo a advogada Patrícia Schüler Fava, serviços eventuais não configuram vínculo empregatício, mas a prestação habitual gera obrigações formais para o contratante. Comparecer à residência ao menos três vezes por semana já caracteriza relação de trabalho doméstico, com exigência de registro e garantia de direitos.
Especialistas associam a maior demanda por acompanhantes ao envelhecimento populacional e à redução das redes de apoio familiar. A médica Roberta França destaca que o Brasil envelheceu em poucas décadas, um processo que levou mais de um século na Europa, sem a mesma preparação econômica e social. O demógrafo Márcio Minamiguchi observa que a geração mais idosa teve menos filhos e conta com apoio familiar mais limitado, o que amplia a procura por profissionais e por instituições de longa permanência.
A antropóloga Valquíria Renk lembra que muitas famílias não têm condições financeiras de contratar esses serviços, fazendo com que o cuidado recaia sobre parentes, sobretudo mulheres, sem remuneração. Para famílias com maior renda, o principal obstáculo costuma ser a falta de tempo, o que torna a contratação de acompanhantes uma alternativa. Embora a Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busque reconhecer e estruturar essas atividades, sua efetividade ainda é limitada, mantendo grande parte das famílias sem apoio adequado.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jvq82v755o.adaptado.
O texto trata das diferentes experiências profissionais de acompanhantes de saúde, evidenciando formas de atuação, limites do serviço e estratégias de inserção no mercado.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023870 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A crescente demanda por acompanhantes de saúde em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

O envelhecimento acelerado da população brasileira, aliado à redução do número de filhos e à diminuição das redes familiares, tem tornado mais comum a contratação de cuidadores e acompanhantes de saúde. Esse movimento amplia o debate sobre a regulamentação da profissão e revela uma expansão das atividades desses profissionais, que vão além do cuidado de idosos e passam a atuar no acompanhamento em exames, consultas e procedimentos hospitalares, inclusive para pessoas mais jovens.
Plataformas digitais facilitam esse tipo de contratação, geralmente informal, sem contratos de trabalho e com pagamento acordado por diária. Girlaine Ferreira, cuidadora há seis anos na região metropolitana de São Paulo, relata que esse serviço ainda é pouco conhecido, mas permite complementar a renda. Ela cobra valores que variam conforme a duração e o dia do atendimento e afirma que consegue aumentar significativamente o ganho mensal. Segundo sua experiência, a maioria dos clientes pertence às classes média e alta, tanto pelo custo quanto pela falta de informação sobre a existência desse tipo de serviço entre pessoas com menor escolaridade.
Ao longo de sua atuação, Girlaine já acompanhou pacientes em exames, procedimentos e longas internações hospitalares, inclusive em unidades de terapia intensiva. Embora tenha formação no cuidado de idosos, ela explica que não é obrigatório ter curso específico de enfermagem, desde que os limites do serviço estejam claros entre cliente e profissional.
A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos também encontrou nesse tipo de acompanhamento uma oportunidade de renda extra. Com jornada de trabalho que alterna longos períodos de serviço e descanso, ela consegue assumir atendimentos como acompanhante, tanto na capital paulista quanto na região do ABC. No início, teve dificuldade em divulgar seu trabalho, mas hoje recebe boas avaliações e novos clientes por indicação. Entre os casos atendidos, destaca o acompanhamento de uma mãe que precisava levar o filho autista ao médico e não tinha condições de dirigir ou usar transporte por aplicativo.
Além de acompanhar consultas, Edineusa já auxiliou pacientes com necessidades específicas e atualmente acompanha um idoso em sessões regulares de hemodiálise. Seu rendimento como acompanhante, em alguns meses, supera o salário do emprego formal, o que lhe permitiu financiar a compra de um imóvel. Os valores cobrados variam conforme a complexidade do serviço e o esforço exigido. 
Apesar do crescimento dessa atividade, a informalidade traz riscos. O trabalho de cuidador está previsto na Classificação Brasileira de Ocupações, o que permite contratação formal, com direitos trabalhistas. As atribuições incluem acompanhamento em consultas, auxílio em exercícios leves, administração de medicamentos prescritos e observação de sinais de emergência, sem diagnóstico ou prescrição médica. No entanto, a categoria ainda carece de regulamentação específica e de representação sindical unificada. Um projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara dos Deputados.
Segundo a advogada Patrícia Schüler Fava, serviços eventuais não configuram vínculo empregatício, mas a prestação habitual gera obrigações formais para o contratante. Comparecer à residência ao menos três vezes por semana já caracteriza relação de trabalho doméstico, com exigência de registro e garantia de direitos.
Especialistas associam a maior demanda por acompanhantes ao envelhecimento populacional e à redução das redes de apoio familiar. A médica Roberta França destaca que o Brasil envelheceu em poucas décadas, um processo que levou mais de um século na Europa, sem a mesma preparação econômica e social. O demógrafo Márcio Minamiguchi observa que a geração mais idosa teve menos filhos e conta com apoio familiar mais limitado, o que amplia a procura por profissionais e por instituições de longa permanência.
A antropóloga Valquíria Renk lembra que muitas famílias não têm condições financeiras de contratar esses serviços, fazendo com que o cuidado recaia sobre parentes, sobretudo mulheres, sem remuneração. Para famílias com maior renda, o principal obstáculo costuma ser a falta de tempo, o que torna a contratação de acompanhantes uma alternativa. Embora a Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busque reconhecer e estruturar essas atividades, sua efetividade ainda é limitada, mantendo grande parte das famílias sem apoio adequado.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jvq82v755o.adaptado.
O texto apresenta aspectos relacionados às formas de contratação e ao perfil socioeconômico dos usuários de determinados serviços de apoio à saúde, destacando práticas comuns no mercado atual.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4023869 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A crescente demanda por acompanhantes de saúde em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

O envelhecimento acelerado da população brasileira, aliado à redução do número de filhos e à diminuição das redes familiares, tem tornado mais comum a contratação de cuidadores e acompanhantes de saúde. Esse movimento amplia o debate sobre a regulamentação da profissão e revela uma expansão das atividades desses profissionais, que vão além do cuidado de idosos e passam a atuar no acompanhamento em exames, consultas e procedimentos hospitalares, inclusive para pessoas mais jovens.
Plataformas digitais facilitam esse tipo de contratação, geralmente informal, sem contratos de trabalho e com pagamento acordado por diária. Girlaine Ferreira, cuidadora há seis anos na região metropolitana de São Paulo, relata que esse serviço ainda é pouco conhecido, mas permite complementar a renda. Ela cobra valores que variam conforme a duração e o dia do atendimento e afirma que consegue aumentar significativamente o ganho mensal. Segundo sua experiência, a maioria dos clientes pertence às classes média e alta, tanto pelo custo quanto pela falta de informação sobre a existência desse tipo de serviço entre pessoas com menor escolaridade.
Ao longo de sua atuação, Girlaine já acompanhou pacientes em exames, procedimentos e longas internações hospitalares, inclusive em unidades de terapia intensiva. Embora tenha formação no cuidado de idosos, ela explica que não é obrigatório ter curso específico de enfermagem, desde que os limites do serviço estejam claros entre cliente e profissional.
A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos também encontrou nesse tipo de acompanhamento uma oportunidade de renda extra. Com jornada de trabalho que alterna longos períodos de serviço e descanso, ela consegue assumir atendimentos como acompanhante, tanto na capital paulista quanto na região do ABC. No início, teve dificuldade em divulgar seu trabalho, mas hoje recebe boas avaliações e novos clientes por indicação. Entre os casos atendidos, destaca o acompanhamento de uma mãe que precisava levar o filho autista ao médico e não tinha condições de dirigir ou usar transporte por aplicativo.
Além de acompanhar consultas, Edineusa já auxiliou pacientes com necessidades específicas e atualmente acompanha um idoso em sessões regulares de hemodiálise. Seu rendimento como acompanhante, em alguns meses, supera o salário do emprego formal, o que lhe permitiu financiar a compra de um imóvel. Os valores cobrados variam conforme a complexidade do serviço e o esforço exigido. 
Apesar do crescimento dessa atividade, a informalidade traz riscos. O trabalho de cuidador está previsto na Classificação Brasileira de Ocupações, o que permite contratação formal, com direitos trabalhistas. As atribuições incluem acompanhamento em consultas, auxílio em exercícios leves, administração de medicamentos prescritos e observação de sinais de emergência, sem diagnóstico ou prescrição médica. No entanto, a categoria ainda carece de regulamentação específica e de representação sindical unificada. Um projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara dos Deputados.
Segundo a advogada Patrícia Schüler Fava, serviços eventuais não configuram vínculo empregatício, mas a prestação habitual gera obrigações formais para o contratante. Comparecer à residência ao menos três vezes por semana já caracteriza relação de trabalho doméstico, com exigência de registro e garantia de direitos.
Especialistas associam a maior demanda por acompanhantes ao envelhecimento populacional e à redução das redes de apoio familiar. A médica Roberta França destaca que o Brasil envelheceu em poucas décadas, um processo que levou mais de um século na Europa, sem a mesma preparação econômica e social. O demógrafo Márcio Minamiguchi observa que a geração mais idosa teve menos filhos e conta com apoio familiar mais limitado, o que amplia a procura por profissionais e por instituições de longa permanência.
A antropóloga Valquíria Renk lembra que muitas famílias não têm condições financeiras de contratar esses serviços, fazendo com que o cuidado recaia sobre parentes, sobretudo mulheres, sem remuneração. Para famílias com maior renda, o principal obstáculo costuma ser a falta de tempo, o que torna a contratação de acompanhantes uma alternativa. Embora a Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busque reconhecer e estruturar essas atividades, sua efetividade ainda é limitada, mantendo grande parte das famílias sem apoio adequado.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jvq82v755o.adaptado.
O texto aborda mudanças sociais relacionadas às formas de cuidado em saúde, considerando transformações demográficas e familiares que afetam a organização desse tipo de serviço na sociedade brasileira.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023866 Direito Administrativo
Um cidadão formaliza pedido de informação perante órgão público municipal, buscando esclarecimentos sobre determinado procedimento administrativo. O servidor responsável indefere o requerimento sem verificar eventual classificação legal de sigilo, alegando tratar-se de matéria sensível. O interessado contesta a negativa, afirmando exercer direito garantido ao usuário do serviço público. A chefia é instada a reavaliar a decisão adotada. Considerando os direitos do usuário do serviço público, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4023848 Direito Financeiro
No âmbito do financiamento da educação básica, a equipe escolar discute como determinados recursos se relacionam com ações de manutenção e desenvolvimento do ensino, incluindo apoio ao transporte escolar. Considerando exclusivamente o que estabelece o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Lei federal nº 14.113/2020 - Fundeb), assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4023846 Noções de Primeiros Socorros
Durante o trajeto, um estudante relata mal-estar súbito (tontura e palidez). O monitor deve adotar conduta inicial segura, sem exceder seus limites de atuação, e acionar apoio quando necessário. Preencha as lacunas a seguir:
"O monitor deve ________ o estudante de forma segura, ________ o motorista sobre a necessidade de parada em local apropriado e ________ a escola/setor responsável para orientação e eventual acionamento de atendimento médico.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4023835 Direito Digital
Em uma escola pública, a equipe administrativa passou a utilizar um sistema digital para cadastrar alunos e responsáveis, armazenando informações como nome, endereço, telefone e histórico escolar. Durante uma reunião, discutiu-se a necessidade de adequar os procedimentos internos às normas de proteção de dados pessoais. Considerando princípios da ética no uso da informação e disposições gerais da Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados − LGPD), assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4023828 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua

Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.
A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.
Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.
Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.
Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.
Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.

[...] Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem "à" Lua. 

Assinale a alternativa CORRETA em relação ao sinal indicativo de crase:

Alternativas
Q4023827 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua

Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.
A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.
Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.
Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.
Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.
Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
O texto aborda aspectos explicativos e interpretativos sobre a formação da Lua, destacando tanto as evidências científicas disponíveis quanto os limites atuais do conhecimento sobre esse processo.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023826 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua

Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.
A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.
Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.
Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.
Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.
Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
O texto apresenta explicações científicas sobre a origem da Lua a partir de diferentes hipóteses construídas ao longo do tempo, com destaque para evidências que relacionam eventos físicos iniciais a efeitos de longa duração sobre a Terra.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023825 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua

Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.
A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.
Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.
Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.
Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.
Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas.
Considerando a sintaxe do período acima, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023824 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua

Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.
A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.
Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.
Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.
Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.
Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
A explicação mais provável é que ele "tivesse" cerca de dez por cento da massa da Terra e "tenha sido" amplamente absorvido após a colisão.
Considerando a conjugação de tempo e modo dos verbos destacados, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023823 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua

Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.
A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.
Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.
Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.
Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.
Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
"Assim, embora ainda haja incertezas", a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia.
Considerando a análise sintática do trecho destacado, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4023822 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua

Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.
A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.
Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.
Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.
Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.
Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento "da vida".
Considerando o termo destacado, de acordo com a análise das classes de palavras envolvidas em sua constituição, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4023821 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua

Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.
A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.
Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.
Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.
Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.
Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram "que" as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo.
Considerando o vocábulo destacado, de acordo com o emprego das classes de palavras, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023820 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua

Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.
A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.
Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.
Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.
Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.
Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua.
Considerando a análise sintática da oração acima, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Respostas
3821: B
3822: B
3823: D
3824: A
3825: B
3826: D
3827: A
3828: A
3829: B
3830: A
3831: A
3832: A
3833: D
3834: A
3835: C
3836: A
3837: D
3838: B
3839: A
3840: C