Foram encontradas 11.487 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3639235 Português
Marque a frase em que aparece ponto de interrogação: 
Alternativas
Q3639107 Português
Todas as frases estão pontuadas corretamente, EXCETO
Alternativas
Q3638028 Português
Assinale a alternativa que apresenta a frase pontuada conforme a norma padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q3637954 Português

Considere atentamente a crônica a seguir, escrita por Rachel de Queiroz e publicada na década de 1950, para responder à próxima questão.



“Sim, é a velha história da árvore da ciência: melhor não provar do fruto e não saber. Viva a gente, leitor, como você e eu, que só temos uma ideia vaga daquilo que nos ocorre nas entranhas e, enquanto a febre não sobe aos quarenta, a dor não pede gritos e a tontura não vira vertigem, achamos que tudo vai bem. Já os tristes doutores, que fizeram o seu reino no mundo das tripas, o seu ofício é o saber, e no saber está a tragédia. Mas é melhor contar um caso que exemplifique a tese… Não há nada como um apólogo para fazer entendida uma teoria. Era um doutor, nosso conhecido. Solteiro, ou antes solteirão, pois já fizera os 52. Boa figura, boa prosa, bem tratado – era pessoa que cuidava de si. Tinha as suas amigas, levava-as às boates. Era abastado e bem nascido – o que lhe favorecia ainda mais os êxitos profissionais e sociais. Pois um belo dia o nosso homem, ao descer do lotação, defronte do hospital, sentiu uma leve tontura. Foi coisa rápida, e com pouco já estava de uniforme, batia um papo, tomava café, iniciava a visita na enfermaria. E eis que o primeiro doente (que o detestava), antes de dizer se melhorara da falta de ar, olhou-o bem e comentou: ‘O senhor hoje está com a cara ruim, hem, doutor?’ E a enfermeira, também com ódio, ajudou: ‘Eu já tinha reparado’. Impressionado com aquela unanimidade que se seguira à tontura, o doutor, terminada a visita foi à sala dos médicos e chamou um colega mais íntimo: ‘Fulano, vem cá, me tira a pressão’. Fulano zombou, perguntou o que ele estaria planejando para a noite, mas o outro insistiu, tiraram. O paciente logo notou no amigo aquela expressão característica que os médicos pretendem ser de impenetrabilidade e não passa de uma cara muitíssimo agourenta, capaz de assustar o mais bravo. E Fulano falou, grave: ‘Meu caro, a gente vai ver de brincadeira e sempre acha qualquer coisa. Talvez seja a emoção do exame – por outro lado você já não é nenhuma criança – mas a pressão está a dezesseis’. Nada mais precisou ser dito. Nosso doutor era suficientemente médico para saber o que significava aquela pressão a dezesseis. E já que entrara a deslizar na ladeira das suspeitas, fez como certos maridos – quis saber tudo. Dosagem de ureia – e o papelinho do laboratório lhe aumentou o frio do estômago: 0,55. Colesterol? Aumentado. Densidade de urina – um pouco baixa. Sim, um pouco. Só um pouco. Tudo passava um pouco do normal, não era ainda a moléstia, a morte – mas era um aviso. E estava instilado o veneno. O doutor começou a ler – e de autor em autor foi aumentando as suspeitas. Quem sabe não seria uma nefrosclerose maligna? Renunciou ao uísque, renunciou aos prazeres de gourmet, renunciou às boates. Com o passar dos meses, e um ano, e outro, de renúncia em renúncia, o solteirão chibante e bom partido já não é mais que um velho – e cauteloso, e escravo da dieta e dos remédios, escravo das artérias e dos rins. E se passaram dez anos nessa agonia, em que o nosso amigo praticamente não viveu. No mês passado morreu, afinal; de um câncer de pulmão que em dois meses o levou. – Sim, um câncer, que não tinha nada com a história.”  


(A árvore da ciência, por Rachel de Queiroz, com adaptações) 

Logo após a expressão “velha história da árvore da ciência”, a autora emprega o sinal de pontuação denominado dois-pontos. Nesse caso, essa pontuação é utilizada para inserir no texto uma: 
Alternativas
Q3637117 Português

Ana das Carrancas: artista que transformou a tradição em arte completaria 100 anos em 2023


A artesã pernambucana ficou conhecida por suas obras em barro inspiradas em carrancas de madeira que via nas embarcações


Rodolfo Rodrigo

Brasil de Fato | Recife (PE)

15 de Março de 2023



    No dia 18 de fevereiro, a artesã pernambucana Ana Leopoldina dos Santos, também conhecida como Ana das Carrancas, completaria 100 anos de idade se estivesse viva. Ela ficou conhecida por suas esculturas em barro inspiradas nas carrancas de madeira que via nas embarcações e sua história de superação marcou a arte do Nordeste até hoje.

    Ana das Carrancas era uma mulher negra e sertaneja que enfrentou muitas dificuldades até encontrar na arte uma forma de sustentar sua família por meio das esculturas de carrancas feitas no barro. À medida que seu trabalho evoluiu, as figuras ganharam uma definição cada vez mais característica, chamando a atenção sobretudo pelos olhos vazados em homenagem a seu marido, Zé Vicente, que era uma pessoa com deficiência visual e ajudava na preparação do barro.

    Hoje, as responsáveis por manter o legado de Ana das Carrancas são suas filhas, Maria da Cruz e Ângela, que mantêm, juntas, o Centro de Arte Ana das Carrancas, em Petrolina. Maria, filha de Ana das Carrancas, revelou que a habilidade da mãe em moldar o barro foi transmitida de geração em geração em sua família.

    “Ana das Carrancas aprendeu a moldar o barro com a mãe dela. É um trabalho hereditário. A mãe dela era descendente de índios e o pai de afrodescendentes e através dessa família ela conseguiu construir no barro uma arte singular aqui na região que deu origem às carrancas de barro”, disse.

    Ao longo dos anos, o nome de Ana das Carrancas abriu novos caminhos e lhe trouxe muitas conquistas. Décadas depois do início do seu trabalho, ela foi homenageada com o título de cidadã de Petrolina, reconhecida como patrimônio vivo de Pernambuco, em 2006, e convidada a Brasília para receber a comenda de Ordem ao Mérito Cultural, ao lado de um grande elenco de artistas de diversas linguagens.

    A Arte de moldar o barro e criar peças únicas é uma tradição que Ana também passou para suas filhas. "Através do amor que ela tinha na arte, ela repassa pras filhas esse conhecimento e até então a gente dá continuidade ao trabalho produzindo peças rústicas e diversificadas no barro", afirmou Maria.

    Ana das Carrancas faleceu em 2008, após enfrentar consecutivos problemas de saúde, deixando saudades. Sua obra permanece como um legado valioso para a cultura popular e para o artesanato pernambucano e brasileiro que permanece influenciando nas produções em barro.

    “A maior influência foi de eu ter aprendido a arte através do amor e da boa vontade dela, e o que ficou de influência foi a gente dar continuidade até hoje. Para mim, eu só deixo de ter essa vontade de construir, fabricar e ser artesã quando eu for para o andar de cima”, concluiu Maria.



Disponível em: Ana das Carrancas: artista que transformou a

tradição em | Cultura (brasildefato.com.br) –

Acesso em: 05/11/2023 

Assinale a alternativa que apresenta a correta afirmação sobre o uso de vírgula no primeiro período do corpo do texto. 
Alternativas
Q3637031 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Penas preservadas em âmbar revelam segredos de aves pré-históricas.



Pássaros modernos e seus parentes pré-históricos têm algo em comum: a importância da troca de penas em seu ciclo de vida. As penas são estruturas complexas que não podem ser reparadas, então, para mantê-las em boa forma, os pássaros passam por uma troca. Os filhotes perdem suas penas e as trocam por versões de adultos; já os mais velhos renovam sua cobertura corporal uma vez ao ano.



Além de serem essenciais para voar, nadar, camuflar, atrair parceiros, aquecer e proteger dos raios solares, as penas também podem ser a chave para explicar por que os ancestrais dos pássaros modernos viveram, enquanto outros dinossauros morreram há 66 milhões de anos.


Dois estudos recentes, liderados pela paleontóloga Jingmai O'Connor, do Museum Field de Chicago, nos Estados Unidos, trazem novas perspectivas sobre esse processo e suas implicações na evolução das aves.


Hoje, filhotes de pássaros têm um padrão em termos de desenvolvimento quando nascem. Existem as aves altriciais, que nascem nuas e indefesas incapazes de se movimentar, alimentar e termorregular, e as espécies precociais, que nascem com penas e são bastante autossuficientes.


Contudo, um dos estudos, publicado na revista Cretaceous Research, apresentou a descoberta de penas fossilizadas em âmbar de um filhote de pássaro com cerca de 99 milhões de anos. Essas penas preservadas revelaram uma combinação única de características precociais e altriciais.


Essa descoberta sugere que o grupo de aves pré- históricas conhecido como Enantiornithines, do qual esse filhote provavelmente fazia parte, tinha um processo de muda acelerado e enfrentava desafios significativos durante esse período crítico.


A muda consome muita energia, e perder muitas penas de uma só vez pode dificultar que um pássaro se mantenha aquecido. Como resultado, os filhotes precociais tendem a mudar lentamente, de modo que mantêm um suprimento constante de penas, enquanto os filhotes altriciais, que podem contar com seus pais para se alimentar e se aquecer, passam por uma “muda simultânea”, perdendo todas as suas penas ao mesmo tempo.


As penas preservadas em âmbar são a primeira evidência fóssil definitiva de uma muda juvenil e revela um filhote de pássaro cuja história de vida não corresponde a nenhuma ave viva hoje. “Este espécime mostra uma combinação totalmente bizarra de características precociais e altriciais”, diz O'Connor, do Centro de Pesquisa Integrativa Negaunee, do Museu Field, em comunicado. “Todas as penas do corpo estão basicamente no mesmo estágio de desenvolvimento, então isso significa que todas as penas começaram a crescer simultaneamente, ou quase simultaneamente. ”


O’Connor acredita que a pena presa no âmbar é da espécie já extinta Enantiornithines, e que, por ser um filhote com características precociais e altriciais, manter-se aquecido enquanto passava por uma muda rápida pode ter sido um fator na sua destruição.


Segundo a autora, quando o asteroide atingiu a Terra, as temperaturas globais teriam despencado e os recursos teriam se tornado escassos. Desse modo, essas aves não apenas teriam demandas de energia ainda maiores para se manterem aquecidas, mas também não teriam os recursos para atendê-las.


Outro estudo, publicado em 3 de julho na revista Communications Biology, explorou os padrões de muda em pássaros modernos para entender melhor como o processo evoluiu ao longo do tempo.


De acordo com a pesquisa, nas aves adultas modernas, a muda ocorre uma vez por ano, substituindo apenas algumas penas por vez ao longo de algumas semanas. Essa estratégia permite que as aves continuem voando durante o processo.


No entanto, a muda simultânea, na qual todas as penas de voo caem ao mesmo tempo e voltam a crescer rapidamente, é mais rara e geralmente observada em aves aquáticas que não dependem do voo para se alimentar e evitar predadores.


Os pesquisadores Jingmai O'Connor e Yosef Kiat examinaram mais de 600 peles de aves modernas armazenadas na coleção de ornitologia do Museu Field. Eles descobriram que as aves com mudas sequenciais eram representadas por dezenas de espécimes em processo de muda, enquanto quase não encontraram evidências de mudas simultâneas. Esses resultados sugerem que pássaros com mudas simultâneas estão sub- representados no registro fóssil, pois passam menos tempo no processo de muda e têm menos chances de morrer durante esse período.


Os estudos de O'Connor e equipe são importantes para entendermos a evolução das aves e os fatores que influenciaram a sobrevivência de certos grupos ao longo da história. Tanto o espécime do âmbar quanto o estudo da muda em pássaros modernos apontam para um tema comum: pássaros pré-históricos e dinossauros emplumados, especialmente aqueles de grupos que não sobreviveram à extinção em massa, mudaram de forma diferente dos pássaros de hoje.


“Não acho que haja uma razão específica para que as aves da coroa, o grupo que inclui as aves modernas, tenham sobrevivido. Acho que é uma combinação de características. Mas acho que está ficando claro que a muda pode ter sido um fator significativo no qual os dinossauros conseguiram sobreviver”, conclui O'Connor.


REDAÇÃO. Revista Galileu Digital. Disponível em:

<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2023/07/penas-preservadas-em-ambar-revelam-segredos-de-aves-pre-historicas.ghtml>. Acesso em: 19 jul. 2023. ADAPTADO.

No trecho, “Os filhotes perdem suas penas e as trocam por versões de adultos; já os mais velhos renovam sua cobertura corporal uma vez ao ano”, verificamos o emprego de ‘ponto-e-vírgula’ (;). Assinale a alternativa que indica corretamente a função da pontuação no excerto acima.
Alternativas
Q3636036 Português

Ansiedade nos dias de hoje


Até 31% da população sentirá um transtorno de ansiedade em algum momento das suas vidas, variando desde o transtorno de ansiedade generalizada até o transtorno do pânico e o transtorno de ansiedade social, que é um dos mais comuns.


Essa palavra saiu dos diagnósticos médicos e se infiltrou no nosso vocabulário comum. Ela substituiu o estresse como sinônimo de sensação desconfortável - ficamos ansiosos com uma apresentação, um encontro às escuras, o início de um novo trabalho.


A palavra "ansiedade", agora, é onipresente e absorve significados, englobando tudo, desde o pavor até uma antecipação agradável. Muitas vezes, seu simples uso coloca essas experiências em um foco negativo, transformando-as em ameaças com um toque de inquietação.


E existem os transtornos de ansiedade. Eles são os diagnósticos mais comuns de saúde mental - mais que a depressão e a dependência. Centenas de milhões de pessoas em todo o mundo serão diagnosticadas com algum transtorno de ansiedade.


As taxas de incidência desses transtornos, especialmente entre os jovens, continuam a aumentar há, pelo menos, duas décadas. Existem, ainda, dezenas de terapias validadas, trinta medicações diferentes de combate à ansiedade, centenas de excelentes livros de autoajuda e milhares de estudos científicos rigorosos.


 É claro que essas soluções ajudarão as pessoas, mas, claramente, elas não conseguirão reduzir a escala do problema.


https://www.bbc.com/portuguese/geral-63815685. Adaptado

A palavra "ansiedade", agora, é onipresente e absorve significados.


Assinale a opção que contenha a nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.

Alternativas
Q3635637 Português

O FIM DO EMPREGO


O futuro do trabalho no mundo globalizado


Fui demitido. Perdi o emprego em que estava trabalhando há seis anos. Especialista numa área em que poucos profissionais possuem conhecimento e preparo para atuar, definitivamente não esperava que isso viesse a acontecer. Nem meus colegas de trabalho entenderam os motivos que levaram a instituição a tomar essa providência.


Por incrível que pareça, fiquei menos abalado do que todos os demais. Não que eu estivesse esperando, pois já estávamos fazendo planos com o departamento em que atuava para novas aulas e cursos no ano que iria começar... Mas, como sabemos o quanto o mundo é competitivo, e como a globalização tem redirecionado as energias e exigido custos mínimos e máxima produtividade, penso até que isso demorou a acontecer. Já havia ocorrido idêntica situação com outros profissionais de qualidade que, engajados em projetos da instituição, da noite para o dia foram simplesmente “desligados” de suas funções, demitidos sumariamente...


Não que isso seja uma particularidade dessa instituição onde estive trabalhando ao longo dos últimos anos. Tampouco é possível encarar os acontecimentos como derivados de alguma perseguição ou diferença pessoal. Tudo ocorre da forma mais impessoal possível. A despeito de todo o trabalho feito, do reconhecimento do público-alvo, o que é avaliado não é sua capacidade profissional, e sim o quanto você custa para a empresa. Num mercado altamente competitivo, no qual os custos com publicidade são cada vez mais exorbitantes, em que é necessário dispor de infraestrutura e recursos materiais de ponta, a mão de obra qualificada e de alto custo deixou de ser um diferencial no qual seja prioritário investir.


O fim do emprego, como era concebido nos últimos 50 ou 60 anos, é uma realidade. Poucos serão os que ficarão por mais de 5 ou 8 anos numa mesma empresa. Carreiras duradouras, em que o sujeito trabalhava ao longo de toda sua existência num mesmo emprego, serão raríssimas. A rotatividade profissional do trabalhador, até recentemente vista como um sinal de imaturidade ou falta de seriedade, passou a ser encarada como acúmulo de experiências e de diversidade de habilidades e possibilidades funcionais.


De acordo com o consultor Ricardo Neves, em seu livro O Novo Mundo Digital, adentramos um mundo em que o emprego, aquele vínculo entre empresa e empregado, que dá ao funcionário uma forte sensação de estabilidade associada a fatores, como os benefícios trabalhistas e, principalmente, o salário mensal, está dando lugar ao conceito de trabalho. E o que seria então trabalho? Seria, no caso, a vinculação a projetos e planos, ações e realizações de prazo variável (curto, médio ou longo), para os quais os profissionais seriam contratados como “terceiros”, enquanto durassem essas empreitadas. E as garantias trabalhistas? São suprimidas, pois representam custos altos que as empresas precisam cortar. E os salários? São substituídos por honorários pagos aos profissionais que atuam como empresas, ou seja, que são identificados como pessoas jurídicas. O que se estabelece, a partir de agora, passa a ser o vínculo profissional free-lance, bastante conhecido dos profissionais que atuam na imprensa.


Também é uma prerrogativa dos novos tempos que a tecnologia esteja cada vez mais incorporada ao cotidiano e que, em alguns casos, como já ocorreu em vários segmentos profissionais, máquinas, como computadores, robôs e sistemas sofisticados substituam trabalhadores.


Outra situação bastante comum, em vigor nos Estados Unidos e em outros países, é a transferência dos setores de produção mais pesada para onde a mão de obra e os custos governamentais sejam menores. Exemplos de onde isso já está efetivado são a Índia e a China, que absorveram grande parte dos investimentos deslocados do primeiro mundo em busca de custos mais baixos.


É por isso que, mesmo tendo perdido o emprego, não acreditei, em momento algum, que fosse vítima de alguma perseguição da instituição. Entendi que os custos que significava para a empresa eram um pouco mais altos do que a média local e que, em virtude disso, fui mais uma vítima da competição globalizada...


O que fazer? Se preparar para o futuro – que não será tenebroso e sim diferente – estudando, se preparando, buscando novos espaços, virando a página e dando a volta por cima...

Marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas abaixo:
(___) Em “Se preparar para o futuro – que não será tenebroso e sim diferente – estudando, se preparando, buscando novos espaços, virando a página e dando a volta por cima” os usos dos travessões podem ser substituídos pelas vírgulas.
(___) Em “Fui demitido” encontramos o tipo de sujeito desinencial.
(___) Em “Mas, como sabemos o quanto o mundo é competitivo” o termo em destaque tem valor semântico de conformidade.
(___) Em “O fim do emprego, como era concebido nos últimos 50 ou 60 anos, é uma realidade” o uso da vírgula justifica-se por isolar um adjunto adverbial deslocado. Desse modo, a reescrita da oração por “O fim do emprego é uma realidade como era concebido nos últimos 50 ou 60 anos” não admite o uso da vírgula, tendo em vista que o adjunto adverbial foi colocado no final da oração.
(___) Em “Por incrível que pareça, fiquei menos abalado do que todos os demais” o uso da virgula justifica-se por isolar um vocativo.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3635436 Português
Observe o trecho de " O soneto XIII de Via-Láctea ", obra do poeta Olavo Bilac e assinale a sequência de sinais de pontuação que preenche corretamente os espaços numerados no texto:
[...] Direis agora 1 "Tresloucado amigo 2
Que conversas com elas 3 Que sentido
Tem o que dizem 4 quando estão contigo 5"
[...]
Alternativas
Q3635198 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

POLITICAMENTE CORRETO

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos, apresenta a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos” como forma de chamar a atenção de toda a sociedade para o que o historiador Jaime Pinsky chamou de “os preconceitos nossos de cada dia”.
Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes, paternalistas.
A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador. Foi escolhida com o objetivo de chamar a atenção dos formadores de opinião para o problema do desrespeito à imagem e à dignidade das pessoas consideradas diferentes.
Não queremos promover discriminações às avessas, “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem, insultam, menosprezam e inferiorizam os semelhantes que consideramos “os outros”. Ao contrário, neste glossário, apresentamos em primeiro lugar justamente as expressões pejorativas, para depois comentá-las. Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os “diferentes”.
Se queremos ser respeitados, devemos respeitar. No mínimo, para cumprir o princípio de que todos os homens e mulheres são iguais, independentemente de origem, cor, sexo, orientação sexual, condição social e econômica, credo religioso, filiação filosófica ou política etc. 

(CIPRIANO, Perly. 2014.) 

Considere as justificativas para o uso das vírgulas nos itens abaixo:



I. Em “A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos” o uso da vírgula justifica-se por isolar um adjunto adverbial deslocado.


II. Em “Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes (...)” o uso das vírgulas entre o vocábulo “também” é facultativo, pois separa o adjunto adverbial, de pouca extensão, antepostos.


III. Em “(...) passam por normais, mas que (...)” o uso da vírgula, antes do vocábulo “mas”, é obrigatório para separar orações coordenadas sindéticas adversativas.


IV. Em ““Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social” o uso da vírgula justifica-se por separar termos com funções semelhantes.



Assinale: 

Alternativas
Q3628355 Português

Leia o Texto I, a seguir, para responder à questão:


Texto I:

O cometa verde que se aproxima da Terra pela 1ª vez em 50 mil anos


Chloe Kim e Madeline Halpert

Da BBC News

19 janeiro 2023


    Um cometa verde brilhante deve passar pelo espaço próximo à Terra pela primeira vez em 50 mil anos, sendo possível avistálo durante cerca de um mês.

    No hemisfério Sul - e, portanto, no Brasil -, será possível vê-lo a partir do início de fevereiro.

    Funcionários da agência espacial americana Nasa disseram que o cometa foi visto pela primeira vez em março de 2022, quando estava dentro da órbita de Júpiter.

    A partir desta quinta-feira (19/1), ele já pode ser visto com auxílio de binóculos para quem está no hemisfério Norte.

    Ele estará mais próximo da Terra em 2 de fevereiro, disseram os cientistas.

    "Os cometas são notoriamente imprevisíveis, mas se este continuar com sua tendência atual de brilho, será fácil detectá-lo", escreveu a Nasa em seu blog no início deste mês.

    "É possível que ele fique visível a olho nu em céus escuros", disse.

    O corpo celeste gelado, batizado de C/2022 E3 (ZTF), chegou ao ponto mais próximo ao Sol de sua trajetória no dia 12 de janeiro. No dia 2 de fevereiro, ele chegará ao ponto mais próximo da Terra.

    Nesse ponto, ele estará a "apenas" cerca de 42 milhões de quilômetros de distância do planeta, de acordo com a entidade de astronomia Planetary Society.

    O professor aposentado do ensino médio e astrofotógrafo amador Dan Bartlett tem capturado imagens do cometa de sua casa perto do Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia. Ele diz que olhar para o céu é uma experiência que o faz se sentir pequeno diante da imensidão [...].

    "Sempre que você tem um sistema de lago ou oceano ao seu redor, isso causa um fluxo de ar mais suave. Isso significa que as estrelas não piscam tanto, então você obtém mais detalhes", explicou ele.

    Para observadores no hemisfério Norte sem telescópio, o cometa aparecerá como uma "mancha fraca e esverdeada no céu". Quem tiver um telescópio poderá ver a cauda do cometa, diz a Planetary Society [...].

    Não se espera que o cometa seja um "espetáculo" como o cometa 2020 NEOWISE, o mais brilhante visível do hemisfério Norte desde 1997, disse a Nasa.

    Mas ainda será "uma oportunidade incrível de fazer uma conexão pessoal com um visitante gelado do distante sistema solar externo", segundo a Nasa.

    O cometa leva cerca de 50 mil anos para orbitar o Sol, então "a oportunidade de vê-lo só acontecerá uma vez na vida", diz a Planetary Society.


Disponível em: . Acesso: 20 jan.2023.

Acerca dos usos dos sinais de pontuação presentes nos trechos I, II e III, é CORRETO afirmar:



I- Em “No hemisfério Sul - e, portanto, no Brasil -, será possível vê-lo a partir do início de fevereiro”, considerando a intencionalidade de atribuir realce a uma informação, os travessões não poderiam ser retirados do texto.


II- Em “O corpo celeste gelado, batizado de C/2022 E3 (ZTF), chegou ao ponto mais próximo ao Sol de sua trajetória no dia 12 de janeiro”, as vírgulas são utilizadas para separar uma oração com valor de subordinada adjetiva.


III- Em “Nesse ponto, ele estará a "apenas" cerca de 42 milhões de quilômetros de distância do planeta, de acordo com a entidade de astronomia Planetary Society”, o uso das aspas contribui para conferir destaque a um termo proferido pela entidade.



Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmação(ões):

Alternativas
Q3627466 Português
E ELES NÃO FORAM FELIZES PARA SEMPRE

    João e Maria não são mais as crianças ingênuas que se deixavam iludir por uma casa feita de doces no meio da floresta. Adultos, se tornaram caçadores mercenários que querem vingança contra a bruxa que um dia ameaçou suas vidas. A Bela Adormecida, por sua vez, já não é vítima do feitiço de uma bruxa invejosa. Por vontade própria, ela cai em sono profundo para satisfazer o fetiche dos homens.

    Não, não deu a louca nos contos de fadas. Foi o cinema que decidiu cortar os “felizes para sempre" do roteiro mais popular dessas histórias e recontá-las sob perspectiva mais adulta e, em alguns casos, mais sombria também, como nos exemplos acima. Seguindo "A Garota da Capa Vermelha", longa baseado no conto Chapeuzinho Vermelho que estreou nos cinemas este mês, pelo menos mais outros seis filmes inspirados em contos de fadas, mas com uma abordagem bem diferente das doces adaptações feitas pela Disney que se acostumou a ver nos cinemas, devem chegar à tela grande entre este ano e o próximo.

    O olhar menos ingênuo e mais pesado que os novos filmes lançam sobre os contos de fadas espelha aspectos da própria atualidade. "A Fera", por exemplo, que ainda não tem data de estreia no Brasil, traz "A Bela e a Fera" para o século XXI propositalmente. "Eu adorei a ideia de tornar contemporânea a história e ambientála em um colégio. O conto trata da forma como se lida com a aparência e achei a escola o cenário ideal para explorar a obsessão que a nossa cultura e a nossa juventude têm pelo visual", comentou o diretor Daniel Barnz, em entrevista de divulgação do filme.

    Essa sintonia com o presente ultrapassa a questão da temática e encontra eco também na própria origem dessas narrativas, cujas primeiras versões, de séculos atrás, nada tinham de infantil. "Na origem, os contos de fadas eram histórias para adultos. No século passado, eles foram bastante atenuados para se direcionarem às crianças, que passavam a ser vistas como seres frágeis e necessitados de proteção. E, agora, tais textos estão voltando a ser adultizados, assim como as próprias crianças vêm se mostrando", sugere Patrícia Magero Pitta, doutora em teoria da literatura pela PUC-RS. "A Garota da Capa Vermelha" foi um dos filmes da nova safra que buscou inspiração nessa fonte adulta. O roteiro foi criado após o estudo de inúmeras versões, muitas delas perturbadoras, que o conto de Chapeuzinho Vermelho teve ao longo da história. No filme, a Chapeuzinho é uma jovem crescida e sensual, apaixonada pelo lenhador, mas prometida em casamento para o ferreiro. Ela planeja fugir com seu grande amor, mas adia a decisão depois que a irmã é assassinada por um lobisomem, cuja identidade é desconhecida.

    Ao mesmo tempo, porém, a avalanche de produções com esse viés também não deixa de contar com uma dose de esperteza da indústria do cinema. Assim como as adaptações de livros ou cinebiografias, os contos podem se converter em um filão lucrativo para a indústria. "Hollywood sempre investe em franquias estabelecidas, como os personagens de quadrinhos, os heróis. Os contos de fadas se enquadram na mesma ideia. Além disso, tem o conforto em saber que existe um público que já está familiarizado com essas histórias e vai querer ver novas versões", observa o crítico de cinema Pablo Villaça, editor do site Cinema em Cena.

    Mas essa familiaridade com a estrutura das histórias tem efeitos que vão além da atração do público para as salas de cinema, acredita a professora do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Márcia Ivana de Lima e Silva. "Os contos de fadas continuam valendo até hoje na sua estrutura mínima, que propõe solução de problemas, e é por isso que eles acabam sendo aproveitados por esse cinema comercial. O filme acaba tendo essa particularidade de mostrar a solução das situações de uma forma tranquila, quase que renovando as nossas possibilidades de enfrentar o cotidiano, e isso independe da idade", explica.

    Não por acaso, filmes para todos os tipos de público já se apropriaram das estruturas dos contos de fadas para construírem seus enredos, destaca a escritora e doutora em teoria da literatura Viviane Dexheimer Gil. É o caso de "Harry Potter", que trata do afastamento da família, a série "Crepúsculo", que aborda o impedimento amoroso, mas também "Cisne Negro", que gira em torno da libertação, e "Uma Linda Mulher", uma espécie de Cinderela dos anos 1980.
Considere o seguinte uso da vírgula:
Usa-se a vírgula para separar adjunto adverbial antecipado ou intercalado no discurso.
Considerando o uso apresentada, em destaque, há um exemplo desse uso em:
Alternativas
Q3627139 Português
Analise os trechos musicais e indique a alternativa em que possui ERRO na pontuação gráfica:
Alternativas
Q3626713 Português

Considere o texto a seguir, de autoria de Paulo Mendes Campos, para responder a questão. 


“Um bar legal precisa apresentar cinco qualidades fundamentais: boa circulação de ar, bom proprietário, bons garçons, bons fregueses e boa bebida. Isto é raríssimo de acontecer. Quando o garçom é uma flor de sujeito, o dono do bar costuma ser uma besta; se os fregueses são alcoólicos esclarecidos, o ambiente às vezes é quente e abafado; vai ver um excelente e confortável bar refrigerado, e boa percentagem de uísque é fabricada no Engenho de Dentro. Para dizer toda a verdade, o bar perfeito não existe. O barman, de fato, é um dos segredos do bar. Cada freguês deve sentir a ilusão de que o barman tem uma predileção especial por ele, e em nome disso será capaz de resolver qualquer problema. O incompreensível é que resolvem mesmo. O homem que chega a uma grande metrópole desconhecida é como um avião voando em solidão por dentro de um espesso nevoeiro. Mas se este homem pertence à comunidade internacional dos frequentadores de bar, cada barman é uma torre com a qual ele poderá entrar em contato a fim de orientar-se. Os únicos estranhos aos quais eu falo sem timidez, com perfeita familiaridade, são os barmen e estes igualmente reconhecem logo em mim o freguês escolado, curtido em todos os amargos, navegador de longo curso. Todo frequentador de bar tem o direito eventual de embriagar-se inconvenientemente uma vez por outra. Quem vende bebida deve ser linchado quando exige de seus fregueses um comportamento de casa de chá. Aclarados neste ponto, podemos afirmar que o maior inimigo do bar e do alcoolismo é o mau bebedor contumaz, o bebedor que bebe anos a fio e não aprende a beber, o bebedor diariamente chato, incapaz de entender o tácito acordo de amabilidade e contenção que existe entre todos os bons bebedores do mundo. Eu os conheço todos e os abomino. Conheço toda a imensa variedade da espécie (agressivos, prolixos, confidenciais, pedantes, questionadores, inoportunos, monocórdios, ressentidos etc. etc.). Ah, se um dia eu pendurar o meu copo numa prateleira e passar a beber em casa, podereis estar certos, contemporâneos, que foram os maus bebedores que me levaram a este extremo!"


(Por que bebemos tanto assim?, por Paulo Mendes Campos, com adaptações.)

Logo após o trecho “Um bar legal precisa apresentar cinco qualidades fundamentais”, o autor emprega o sinal de pontuação denominado “dois pontos”, que serve nesse caso para introduzir no texto:

Alternativas
Q3626659 Português
Leia atentamente o texto a seguir, escrito pelo cronista brasileiro Antônio Maria, para responder a questão.

“Não encontrei, até hoje, uma só razão para que alguém se matasse. Leio todas as cartas dos suicidas, cada uma mais absurda e ingênua. A uns, falta dinheiro. A outros, amor de mulher. Que frágil a humanidade ao desejar, constantemente, ser amada e rica! Hoje, por exemplo, nos jornais da manhã, a notícia do rapaz que se atirou de um décimo andar, unicamente, porque era feio. Achava que as mulheres não o queriam para nada. Dedico esta crônica a todos os homens feios do Brasil. Sendo um deles, posso falar com autoridade. Fiquem certos, colegas, de que não há nada mais sem graça que homem bonito. São chatíssimos. As mulheres já não os suportam e se bandeiam, aflitas, para nós, que somos confortavelmente feios, encantadoramente feios, venturosamente feios. Ai de nós, se não fosse a bobagem dos rapazes bonitos! Não se cuidam, colegas. Ou melhor, cuidar, cuidam do cabelo, do colarinho, da gravata, do terno e dos borzeguins. Feito tudo isso, acham que já cumpriram todos os seus deveres para com a humanidade e Deus. Então, ficam aquelas figuras a dar um show de vaziísmo desastroso. Enquanto isso, nós, os privilegiadamente horríveis, vamos cuidando de fazer alguma coisa − fazer, já que não somos. Ou somos tanto por dentro, que não precisamos fazer nada por fora. Vocês, meus caríssimos companheiros do Feiúra Futebol Clube, examinem, por aí, o enorme êxito dos feios. Frank Sinatra, por exemplo. Não há homem que dê mais sorte com mulher, no mundo inteiro. E é feio mesmo. Mas faz bonito tudo o que faz. Basta sorrir e olhar, para que elas não queiram mais sair de perto. Coitado desse colega nosso, que se atirou do décimo andar porque a companheira de repartição negou-lhe um encontro. Coitados de todos aqueles que repetem suspirosos: ‘Ah, eu não dou sorte com mulher!’. É engano, prezadíssimos irmãos! Eu, se tivesse pretensões amorosas e trabalhasse nesse ramo, em cada um dos meus fracassos lamentaria as desditosas mulheres que não dessem sorte comigo." 

(Aos suicidas e feios, por Antônio Maria, com adaptações.)

No trecho “vamos cuidando de fazer alguma coisa − fazer, já que não somos”, o travessão é empregado para:

Alternativas
Q3626006 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Haverá em breve uma vacina contra o câncer?


Empresas de biotecnologia querem lançar em alguns anos imunizantes contra a doença, algo que se tornou possível com a tecnologia de mRNA. Com isso, o câncer pode deixar de ser uma "sentença de morte". Em poucos anos, a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) revolucionou a medicina. Durante a pandemia de covid-19, imunizantes de alta eficácia contra o vírus Sars-Cov-2 foram desenvolvidos em apenas alguns meses graças a essa tecnologia.


Mesmo que o vírus se desenvolva com mutações mais agressivas, vacinas sob medida podem ser novamente desenvolvidas em pouco tempo graças à tecnologia de mRNA. Mas esse avanço, recentemente agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina, pode ainda alcançar muito mais.


 A tecnologia de mRNA também deu novo impulso à pesquisa sobre o câncer. O CEO da empresa de biotecnologia CureVac, Alexander Zehnder, quer introduzir no mercado vacinas com base nessa tecnologia em um prazo máximo de cinco anos.


O desenvolvimento de vacinas contra certos tipos de câncer seria um sonho realizado para a humanidade. "Pesquisas sobre vacinas contra o câncer vêm sendo realizadas há 20 anos. Os progressos atuais, porém, são enormes", afirma Zehnder. "Ganhamos muita experiência durante a pandemia e a inteligência artificial está tão avançada que consegue resolver muitos problemas na programação do mRNA", explicou o chefe da CureVac em entrevista ao jornal alemão Bild am Sonntag. 


As vacinas contra o câncer estimulam o sistema imunológico de maneira que as defesas próprias do corpo podem combater especificamente as células tumorais. "O fator mortal no câncer é o fato de ele se manter em crescimento. A vacina visa conter esse crescimento, mesmo que o câncer já esteja metastático. O câncer, dessa forma, se torna uma doença crônica com a qual se pode conviver durante décadas. Não é mais uma sentença de morte", disse Zehnder.


 Corrida pela vacina


Além da CureVac, outras empresas também investem intensamente em pesquisas contra o câncer. No início de outubro, a empresa BioNTech publicou resultados preliminares promissores de um estudo clínico em andamento. A eficácia de sua vacina de mRNA contra o câncer, CARVac, já está sendo testada em cobaias.


O CEO da BioNTech, Ugur Sahin, disse em entrevista à revista alemã Der Spiegel que, segundo sua estimativa, haverá vacinas contra o câncer disponíveis nos próximos anos. "Acreditamos que será possível produzi-las em larga escala antes de 2030", afirmou.


No longo prazo, as vacinas tendem a substituir o tratamento convencional contra o câncer. Isso também seria um fator bastante positivo, uma vez que as terapias com quimioterapia ou radiação são extremamente agressivas para os pacientes.


"A quimioterapia ou a radiação nunca combatem somente o tumor, mas também os tecidos saudáveis. É por isso que há tantos efeitos colaterais", explicou Zehnder. "A vantagem de usar o mRNA é que o sistema imunológico próprio é estimulado e combate especificamente o câncer, e nada mais".


Como funciona a vacina?


As células T, ou linfócitos T, ajudam o corpo a combater infecções ao destruir as células adoecidas ou estimular outras células imunológicas a agirem, mas têm dificuldades em reconhecer as células cancerígenas, o que as células CAR-T conseguem fazer.


O tratamento com as células CAR-T foi aprovado na Europa em 2018 e vem sendo utilizado principalmente no tratamento da leucemia, o chamado câncer sanguíneo.


No entanto, essa forma bastante eficaz de imunoterapia tem custos impraticáveis para muitos. Segundo o Centro Alemão de Pesquisas sobre o Câncer da Alemanha, os fabricantes cobram até 320 mil euros pela produção dessas células imunológicas para apenas um paciente.


Nesse tipo de imunoterapia, as células T são filtradas dos leucócitos - os glóbulos brancos - do sangue do paciente. Elas então são geneticamente modificadas para formarem receptores quiméricos de antígeno (CARs) na superfície. Isso resulta em um receptor cujos componentes diferentes não se encaixam.


Vacinas deixam as células tumorais visíveis


Se as células CAR-T produzidas dessa forma forem injetadas de volta no paciente, elas se alojam especificamente nas células cancerígenas. O sistema imunológico é ativado e ataca as células tumorais. As futuras vacinas podem dar apoio a esse processo se, por exemplo, as células CAR-T não conseguirem encontrar ou estiverem muito enfraquecidas para lutar contra as tumorais.


Para deixar as células tumorais mais visíveis, a proteína Claudin-6 é introduzida na célula cancerígena com ajuda da tecnologia mRNA. Isso cria um antígeno que se aloja na superfície da célula tumoral, tornando-a mais fácil de ser reconhecida e combatida pelas CAR-T.


 Até agora, as células T modificadas combatiam somente o câncer sanguíneo. Mas os avanços rápidos na tecnologia de mRNA aumentam as esperanças de que possa haver no futuro terapias eficazes e menos agressivas, não apenas para a leucemia, mas também para outros tipos de câncer.


Retirado e adaptado de: TERRA. Haverá em breve uma vacina contra o câncer? Portal Terra. Disponível em: https://www.terra. com.br/noticias/havera-em-breve-uma-vacina-contra-o-cancer, 60f8d40daa34735e8fe2882052bb273fti7x3zb1.html Acesso em: 09 nov., 2023.

Assinale a alternativa em que o uso da vírgula é opcional:
Alternativas
Q3625562 Português

Haverá em breve uma vacina contra o câncer?


Empresas de biotecnologia querem lançar em alguns anos imunizantes contra a doença, algo que se tornou possível com a tecnologia de mRNA. Com isso, o câncer pode deixar de ser uma "sentença de morte". Em poucos anos, a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) revolucionou a medicina. Durante a pandemia de covid-19, imunizantes de alta eficácia contra o vírus Sars-Cov-2 foram desenvolvidos em apenas alguns meses graças a essa tecnologia. 


Mesmo que o vírus se desenvolva com mutações mais agressivas, vacinas sob medida podem ser novamente desenvolvidas em pouco tempo graças à tecnologia de mRNA. Mas esse avanço, recentemente agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina, pode ainda alcançar muito mais.


A tecnologia de mRNA também deu novo impulso à pesquisa sobre o câncer. O CEO da empresa de biotecnologia CureVac, Alexander Zehnder, quer introduzir no mercado vacinas com base nessa tecnologia em um prazo máximo de cinco anos.


 O desenvolvimento de vacinas contra certos tipos de câncer seria um sonho realizado para a humanidade. "Pesquisas sobre vacinas contra o câncer vêm sendo realizadas há 20 anos. Os progressos atuais, porém, são enormes", afirma Zehnder. "Ganhamos muita experiência durante a pandemia e a inteligência artificial está tão avançada que consegue resolver muitos problemas na programação do mRNA", explicou o chefe da CureVac em entrevista ao jornal alemão Bild am Sonntag.


As vacinas contra o câncer estimulam o sistema imunológico de maneira que as defesas próprias do corpo podem combater especificamente as células tumorais. "O fator mortal no câncer é o fato de ele se manter em crescimento. A vacina visa conter esse crescimento, mesmo que o câncer já esteja metastático. O câncer, dessa forma, se torna uma doença crônica com a qual se pode conviver durante décadas. Não é mais uma sentença de morte", disse Zehnder.


Corrida pela vacina


Além da CureVac, outras empresas também investem intensamente em pesquisas contra o câncer. No início de outubro, a empresa BioNTech publicou resultados preliminares promissores de um estudo clínico em andamento. A eficácia de sua vacina de mRNA contra o câncer, CARVac, já está sendo testada em cobaias.


O CEO da BioNTech, Ugur Sahin, disse em entrevista à revista alemã Der Spiegel que, segundo sua estimativa, haverá vacinas contra o câncer disponíveis nos próximos anos. "Acreditamos que será possível produzi-las em larga escala antes de 2030", afirmou.



No longo prazo, as vacinas tendem a substituir o tratamento convencional contra o câncer. Isso também seria um fator bastante positivo, uma vez que as terapias com quimioterapia ou radiação são extremamente agressivas para os pacientes.


"A quimioterapia ou a radiação nunca combatem somente o tumor, mas também os tecidos saudáveis. É por isso que há tantos efeitos colaterais", explicou Zehnder. "A vantagem de usar o mRNA é que o sistema imunológico próprio é estimulado e combate especificamente o câncer, e nada mais".



Como funciona a vacina? 


As células T, ou linfócitos T, ajudam o corpo a combater infecções ao destruir as células adoecidas ou estimular outras células imunológicas a agirem, mas têm dificuldades em reconhecer as células cancerígenas, o que as células CAR-T conseguem fazer.


O tratamento com as células CAR-T foi aprovado na Europa em 2018 e vem sendo utilizado principalmente no tratamento da leucemia, o chamado câncer sanguíneo. 


No entanto, essa forma bastante eficaz de imunoterapia tem custos impraticáveis para muitos. Segundo o Centro Alemão de Pesquisas sobre o Câncer da Alemanha, os fabricantes cobram até 320 mil euros pela produção dessas células imunológicas para apenas um paciente.


Nesse tipo de imunoterapia, as células T são filtradas dos leucócitos - os glóbulos brancos - do sangue do paciente. Elas então são geneticamente modificadas para formarem receptores quiméricos de antígeno (CARs) na superfície. Isso resulta em um receptor cujos componentes diferentes não se encaixam. 



Vacinas deixam as células tumorais visíveis


Se as células CAR-T produzidas dessa forma forem injetadas de volta no paciente, elas se alojam especificamente nas células cancerígenas. O sistema imunológico é ativado e ataca as células tumorais. As futuras vacinas podem dar apoio a esse processo se, por exemplo, as células CAR-T não conseguirem encontrar ou estiverem muito enfraquecidas para lutar contra as tumorais.


Para deixar as células tumorais mais visíveis, a proteína Claudin-6 é introduzida na célula cancerígena com ajuda da tecnologia mRNA. Isso cria um antígeno que se aloja na superfície da célula tumoral, tornando-a mais fácil de ser reconhecida e combatida pelas CAR-T.


Até agora, as células T modificadas combatiam somente o câncer sanguíneo. Mas os avanços rápidos na tecnologia de mRNA aumentam as esperanças de que possa haver no futuro terapias eficazes e menos agressivas, não apenas para a leucemia, mas também para outros tipos de câncer.



Retirado e adaptado de: TERRA. Haverá em breve uma vacina contra o câncer? Portal Terra. Disponível em: https://www.terra. com.br/noticias/havera-em-breve-uma-vacina-contra-o-cancer, 60f8d40daa34735e8fe2882052bb273fti7x3zb1.html Acesso em: 09 nov., 2023. 

Haverá em breve uma vacina contra o câncer?


Empresas de biotecnologia querem lançar em alguns anos imunizantes contra a doença, algo que se tornou possível com a tecnologia de mRNA. Com isso, o câncer pode deixar de ser uma "sentença de morte". Em poucos anos, a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) revolucionou a medicina. Durante a pandemia de covid-19, imunizantes de alta eficácia contra o vírus Sars-Cov-2 foram desenvolvidos em apenas alguns meses graças a essa tecnologia. 


Mesmo que o vírus se desenvolva com mutações mais agressivas, vacinas sob medida podem ser novamente desenvolvidas em pouco tempo graças à tecnologia de mRNA. Mas esse avanço, recentemente agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina, pode ainda alcançar muito mais.


A tecnologia de mRNA também deu novo impulso à pesquisa sobre o câncer. O CEO da empresa de biotecnologia CureVac, Alexander Zehnder, quer introduzir no mercado vacinas com base nessa tecnologia em um prazo máximo de cinco anos.


 O desenvolvimento de vacinas contra certos tipos de câncer seria um sonho realizado para a humanidade. "Pesquisas sobre vacinas contra o câncer vêm sendo realizadas há 20 anos. Os progressos atuais, porém, são enormes", afirma Zehnder. "Ganhamos muita experiência durante a pandemia e a inteligência artificial está tão avançada que consegue resolver muitos problemas na programação do mRNA", explicou o chefe da CureVac em entrevista ao jornal alemão Bild am Sonntag.


As vacinas contra o câncer estimulam o sistema imunológico de maneira que as defesas próprias do corpo podem combater especificamente as células tumorais. "O fator mortal no câncer é o fato de ele se manter em crescimento. A vacina visa conter esse crescimento, mesmo que o câncer já esteja metastático. O câncer, dessa forma, se torna uma doença crônica com a qual se pode conviver durante décadas. Não é mais uma sentença de morte", disse Zehnder.


Corrida pela vacina


Além da CureVac, outras empresas também investem intensamente em pesquisas contra o câncer. No início de outubro, a empresa BioNTech publicou resultados preliminares promissores de um estudo clínico em andamento. A eficácia de sua vacina de mRNA contra o câncer, CARVac, já está sendo testada em cobaias.


O CEO da BioNTech, Ugur Sahin, disse em entrevista à revista alemã Der Spiegel que, segundo sua estimativa, haverá vacinas contra o câncer disponíveis nos próximos anos. "Acreditamos que será possível produzi-las em larga escala antes de 2030", afirmou.



No longo prazo, as vacinas tendem a substituir o tratamento convencional contra o câncer. Isso também seria um fator bastante positivo, uma vez que as terapias com quimioterapia ou radiação são extremamente agressivas para os pacientes.


"A quimioterapia ou a radiação nunca combatem somente o tumor, mas também os tecidos saudáveis. É por isso que há tantos efeitos colaterais", explicou Zehnder. "A vantagem de usar o mRNA é que o sistema imunológico próprio é estimulado e combate especificamente o câncer, e nada mais".



Como funciona a vacina? 


As células T, ou linfócitos T, ajudam o corpo a combater infecções ao destruir as células adoecidas ou estimular outras células imunológicas a agirem, mas têm dificuldades em reconhecer as células cancerígenas, o que as células CAR-T conseguem fazer.


O tratamento com as células CAR-T foi aprovado na Europa em 2018 e vem sendo utilizado principalmente no tratamento da leucemia, o chamado câncer sanguíneo. 


No entanto, essa forma bastante eficaz de imunoterapia tem custos impraticáveis para muitos. Segundo o Centro Alemão de Pesquisas sobre o Câncer da Alemanha, os fabricantes cobram até 320 mil euros pela produção dessas células imunológicas para apenas um paciente.


Nesse tipo de imunoterapia, as células T são filtradas dos leucócitos - os glóbulos brancos - do sangue do paciente. Elas então são geneticamente modificadas para formarem receptores quiméricos de antígeno (CARs) na superfície. Isso resulta em um receptor cujos componentes diferentes não se encaixam. 



Vacinas deixam as células tumorais visíveis


Se as células CAR-T produzidas dessa forma forem injetadas de volta no paciente, elas se alojam especificamente nas células cancerígenas. O sistema imunológico é ativado e ataca as células tumorais. As futuras vacinas podem dar apoio a esse processo se, por exemplo, as células CAR-T não conseguirem encontrar ou estiverem muito enfraquecidas para lutar contra as tumorais.


Para deixar as células tumorais mais visíveis, a proteína Claudin-6 é introduzida na célula cancerígena com ajuda da tecnologia mRNA. Isso cria um antígeno que se aloja na superfície da célula tumoral, tornando-a mais fácil de ser reconhecida e combatida pelas CAR-T.


Até agora, as células T modificadas combatiam somente o câncer sanguíneo. Mas os avanços rápidos na tecnologia de mRNA aumentam as esperanças de que possa haver no futuro terapias eficazes e menos agressivas, não apenas para a leucemia, mas também para outros tipos de câncer.



Retirado e adaptado de: TERRA. Haverá em breve uma vacina contra o câncer? Portal Terra. Disponível em: https://www.terra. com.br/noticias/havera-em-breve-uma-vacina-contra-o-cancer, 60f8d40daa34735e8fe2882052bb273fti7x3zb1.html Acesso em: 09 nov., 2023. 

Assinale a alternativa em que o uso da vírgula é opcional:
Alternativas
Q3623267 Português

Haverá em breve uma vacina contra o câncer?


Empresas de biotecnologia querem lançar em alguns anos imunizantes contra a doença, algo que se tornou possível com a tecnologia de mRNA. Com isso, o câncer pode deixar de ser uma "sentença de morte". Em poucos anos, a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) revolucionou a medicina. Durante a pandemia de covid-19, imunizantes de alta eficácia contra o vírus Sars-Cov-2 foram desenvolvidos em apenas alguns meses graças a essa tecnologia. 


Mesmo que o vírus se desenvolva com mutações mais agressivas, vacinas sob medida podem ser novamente desenvolvidas em pouco tempo graças à tecnologia de mRNA. Mas esse avanço, recentemente agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina, pode ainda alcançar muito mais.


A tecnologia de mRNA também deu novo impulso à pesquisa sobre o câncer. O CEO da empresa de biotecnologia CureVac, Alexander Zehnder, quer introduzir no mercado vacinas com base nessa tecnologia em um prazo máximo de cinco anos.


 O desenvolvimento de vacinas contra certos tipos de câncer seria um sonho realizado para a humanidade. "Pesquisas sobre vacinas contra o câncer vêm sendo realizadas há 20 anos. Os progressos atuais, porém, são enormes", afirma Zehnder. "Ganhamos muita experiência durante a pandemia e a inteligência artificial está tão avançada que consegue resolver muitos problemas na programação do mRNA", explicou o chefe da CureVac em entrevista ao jornal alemão Bild am Sonntag.


As vacinas contra o câncer estimulam o sistema imunológico de maneira que as defesas próprias do corpo podem combater especificamente as células tumorais. "O fator mortal no câncer é o fato de ele se manter em crescimento. A vacina visa conter esse crescimento, mesmo que o câncer já esteja metastático. O câncer, dessa forma, se torna uma doença crônica com a qual se pode conviver durante décadas. Não é mais uma sentença de morte", disse Zehnder.


Corrida pela vacina


Além da CureVac, outras empresas também investem intensamente em pesquisas contra o câncer. No início de outubro, a empresa BioNTech publicou resultados preliminares promissores de um estudo clínico em andamento. A eficácia de sua vacina de mRNA contra o câncer, CARVac, já está sendo testada em cobaias.


O CEO da BioNTech, Ugur Sahin, disse em entrevista à revista alemã Der Spiegel que, segundo sua estimativa, haverá vacinas contra o câncer disponíveis nos próximos anos. "Acreditamos que será possível produzi-las em larga escala antes de 2030", afirmou.



No longo prazo, as vacinas tendem a substituir o tratamento convencional contra o câncer. Isso também seria um fator bastante positivo, uma vez que as terapias com quimioterapia ou radiação são extremamente agressivas para os pacientes.


"A quimioterapia ou a radiação nunca combatem somente o tumor, mas também os tecidos saudáveis. É por isso que há tantos efeitos colaterais", explicou Zehnder. "A vantagem de usar o mRNA é que o sistema imunológico próprio é estimulado e combate especificamente o câncer, e nada mais".



Como funciona a vacina? 


As células T, ou linfócitos T, ajudam o corpo a combater infecções ao destruir as células adoecidas ou estimular outras células imunológicas a agirem, mas têm dificuldades em reconhecer as células cancerígenas, o que as células CAR-T conseguem fazer.


O tratamento com as células CAR-T foi aprovado na Europa em 2018 e vem sendo utilizado principalmente no tratamento da leucemia, o chamado câncer sanguíneo. 


No entanto, essa forma bastante eficaz de imunoterapia tem custos impraticáveis para muitos. Segundo o Centro Alemão de Pesquisas sobre o Câncer da Alemanha, os fabricantes cobram até 320 mil euros pela produção dessas células imunológicas para apenas um paciente.


Nesse tipo de imunoterapia, as células T são filtradas dos leucócitos - os glóbulos brancos - do sangue do paciente. Elas então são geneticamente modificadas para formarem receptores quiméricos de antígeno (CARs) na superfície. Isso resulta em um receptor cujos componentes diferentes não se encaixam. 



Vacinas deixam as células tumorais visíveis


Se as células CAR-T produzidas dessa forma forem injetadas de volta no paciente, elas se alojam especificamente nas células cancerígenas. O sistema imunológico é ativado e ataca as células tumorais. As futuras vacinas podem dar apoio a esse processo se, por exemplo, as células CAR-T não conseguirem encontrar ou estiverem muito enfraquecidas para lutar contra as tumorais.


Para deixar as células tumorais mais visíveis, a proteína Claudin-6 é introduzida na célula cancerígena com ajuda da tecnologia mRNA. Isso cria um antígeno que se aloja na superfície da célula tumoral, tornando-a mais fácil de ser reconhecida e combatida pelas CAR-T.


Até agora, as células T modificadas combatiam somente o câncer sanguíneo. Mas os avanços rápidos na tecnologia de mRNA aumentam as esperanças de que possa haver no futuro terapias eficazes e menos agressivas, não apenas para a leucemia, mas também para outros tipos de câncer.



Retirado e adaptado de: TERRA. Haverá em breve uma vacina contra o câncer? Portal Terra. Disponível em: https://www.terra. com.br/noticias/havera-em-breve-uma-vacina-contra-o-cancer, 60f8d40daa34735e8fe2882052bb273fti7x3zb1.html Acesso em: 09 nov., 2023. 

Assinale a alternativa em que o uso da vírgula é opcional:
Alternativas
Q3620095 Português
Assinale a alternativa que apresente uso coerente dos sinais de pontuação.
Alternativas
Q3619567 Português

O futurismo ou a prática do futurismo refere-se ao estudo, à previsão e à antecipação do futuro, com base em análises e tendências no presente. Ser um futurista significa ter habilidades para olhar para o mundo atual e identificar tendências e mudanças que possam ocorrer no futuro próximo ou distante, com base em dados e insights. Os futuristas precisam ter conhecimentos em diversas áreas, como tecnologia, ciência, economia, sociologia, psicologia, entre outras. Isso permite que eles entendam como as tendências em uma área podem afetar outras áreas e como elas podem se interconectar no futuro. Precisam ter uma visão crítica e analítica das informações disponíveis e devem ser capazes de avaliar a qualidade e a confiabilidade das fontes e dos dados que usam para fazer previsões. Os futuristas precisam ser bons em pesquisa, pois essa é uma das principais ferramentas usadas para identificar tendências e padrões emergentes. Eles devem ser capazes de coletar e analisar dados de diversas fontes e transformá-los em insights úteis. Também precisam ser criativos e capazes de pensar fora da caixa. Eles devem ser capazes de imaginar cenários futuros que podem parecer improváveis ou impossíveis no presente. Além de tudo, precisam ser excelentes comunicadores, capazes de transmitir suas ideias e previsões de forma clara e concisa. Eles devem ser capazes de apresentar suas previsões de forma convincente e persuasiva para que as empresas e outras organizações possam tomar decisões informadas. Quem se habilita? 



Fonte: Núbia. Dicionário do Futuro: o que aconteceu e o que ainda está por vir. Adaptado de:https://istoe.com.br/mulher/noticia/dicionario-do-futuro-oque-aconteceu-e-o-que-ainda-esta-por-vir/.

Assinale a alternativa que apresenta a função das vírgulas empregadas em tecnologia, ciência, economia, sociologia, psicologia. 
Alternativas
Respostas
3801: B
3802: C
3803: D
3804: B
3805: A
3806: E
3807: B
3808: C
3809: B
3810: A
3811: A
3812: A
3813: B
3814: B
3815: A
3816: E
3817: C
3818: C
3819: C
3820: A