Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

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Q3669791 Português
Assim que a doença ocular da tireoide é detectada, é possível iniciar o tratamento — variando segundo a gravidade da situação.

(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ c1v9y9wyg36o. Adaptado.)

Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase. 
Alternativas
Q3669017 Português

Assinale a alternativa que justifica corretamente o emprego das vírgulas na seguinte frase:


"Queridos alunos, aguardamos vocês no próximo ano".

Alternativas
Q3668742 Português
Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios

Estudos realizados nos últimos anos com um número ainda modesto de participantes sugerem que os psicodélicos, compostos conhecidos por alterarem a percepção da realidade e causarem alucinações, têm um efeito antidepressivo rápido e potente. Um trabalho internacional publicado em 5 de junho na revista Nature Neuroscience está ajudando a desvendar como eles atuam para amenizar a depressão. O estudo, do qual participaram três pesquisadores brasileiros, indica ainda que o efeito contra a depressão seria independente daquele que causa a distorção da realidade, o que pode, em princípio, levar ao desenvolvimento de medicamentos mais eficazes e livres dos efeitos alucinógenos para tratar um problema que aflige cerca de 300 milhões de pessoas no mundo.

Em experimentos com células e animais de laboratório, o grupo coordenado pelo neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque, na Finlândia, verificou que os psicodélicos preparam os neurônios para responder melhor a uma proteína que estimula a formação de novas conexões com outras células e do reforço das já existentes, o fator neurotrófico derivado de encéfalo (BNDF). Compostos como o ácido lisérgico (LSD) e a psilocina, extraída de cogumelos do gênero Psylocibe, aderem a uma proteína da membrana dos neurônios chamada receptor de quinase B relacionado à tropomiosina (TrkB), que é ativado pelo BDNF. Produzido no próprio cérebro, o BDNF, ao se ligar ao TrkB e ativá-lo, desencadeia uma cascata de comandos químicos que levam as células neuronais a se multiplicar ou a emitir prolongamentos e pontos de contatos com outros neurônios. Esse fenômeno, conhecido como neuroplasticidade, está associado à capacidade do cérebro de aprender e armazenar informações e à melhora dos sintomas depressivos.

Bioquímicos, farmacologistas e médicos já suspeitavam de que a neuroplasticidade talvez fosse o fator responsável pela ação antidepressiva de muitos medicamentos, inclusive daqueles que aumentam os níveis do neurotransmissor serotonina, como a fluoxetina e similares. Uma das razões para a desconfiança de que o efeito desses compostos não fosse decorrente apenas do aumento da disponibilidade de serotonina ou de outros neurotransmissores é que os níveis deles sobem muito rapidamente após o início do tratamento, mas os sintomas da depressão só começam a diminuir semanas mais tarde. "Já se imaginava que, além do aumento dos níveis de serotonina, existiam outros fatores envolvidos", conta o farmacologista brasileiro Cassiano Ricardo Diniz, coautor do estudo. Ele participou dos experimentos que mostraram a ação antidepressiva dos psicodélicos via TrkB durante a temporada que passou no laboratório de Castrén, na Finlândia. "Evidências obtidas por outros grupos sugeriam que o efeito antidepressivo de vários medicamentos se dava via BDNF, mas achávamos que a ação ocorria de forma indireta, pelo aumento dos níveis desse fator neurotrófico, e não porque os antidepressivos se conectavam à molécula que facilita a ação dele."

O que se viu para o LSD e a psilocina, a forma da psilocibina que chega ao cérebro, já havia sido observado pelo grupo de Castrén em outros tipos de antidepressivo. Experimentos conduzidos pelo farmacologista brasileiro Plínio Casarotto, que integra a equipe finlandesa, e publicados em 2021 na revista Cell mostraram que também a fluoxetina, da categoria dos inibidores de recaptação de serotonina, a imipramina, um antidepressivo tricíclico, e a cetamina, um anestésico com ação antidepressiva, promoviam a neuroplasticidade por aderir ao TrkB e facilitar a ação do BNDF. "Os antidepressivos, sozinhos, não acionam esse receptor, mas o colocam em um estado suscetível à ativação pelo BDNF", conta Casarotto, outro coautor do estudo.

As descobertas desse estudo, dizem os autores, abrem caminho para o desenho de compostos com estrutura análoga à dos psicodélicos, que apresentem alta afinidade com o TrkB e ação antidepressiva de início rápido e duração prolongada, mas sem os efeitos alucinógenos. "Os dados sugerem fortemente essa possibilidade, mas é necessário que outros estudos reproduzam os resultados", afirmou o psiquiatra Jaime Hallak, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (FMRP-USP), que não participou da pesquisa.

Para o psiquiatra Acioly Lacerda, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o desenvolvimento de um antidepressivo apenas com as características desejáveis dos psicodélicos reduziria o risco de haver dependência química e potencialmente diminuiria parte dos custos do tratamento. Hoje os psicodélicos são usados em alguns países para tratar depressão apenas em condições experimentais, em ensaios clínicos que necessitam de aprovação prévia de comitês de ética e de agências regulatórias. "O caminho para se chegar a um novo medicamento com essas características é longo e com elevadas taxas de insucesso", lembra Lacerda. "Mais de 90% das moléculas testadas para tratar doenças psiquiátricas não são aprovadas na fase final de ensaio clínico", conclui.


Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe. Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: oaao-esstimuuaa-conexxoessente-neeuroono s/icos-agem-contra-a-depressao-ao-estimular-conexoes-entre-neuronios/ Acesso em: 14 jul., 2023.
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona funções da vírgula a exemplos de seu emprego no texto "Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios":
Primeira coluna: função da vírgula (1) Separação de conjunção adversativa (2) Isolamento de aposto (3) Isolamento de partícula explicativa
Segunda coluna: exemplo de emprego (__) Para o psiquiatra Acioly Lacerda, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o desenvolvimento de um antidepressivo... (__) O que pode, em princípio, levar ao desenvolvimento de medicamentos mais eficazes e livres dos efeitos alucinógenos (__) Não acionam esse receptor, mas o colocam em um estado suscetível à ativação pelo BDNF.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3668307 Português
Em relação ao uso da vírgula, a alternativa em que o uso da vírgula está correto é:         
Alternativas
Q3668062 Português
Em relação ao uso da vírgula, assinale a alternativa que justifica a pontuação utilizada na seguinte oração: "Que goste de mim pelo que sou, que adore a minha cara, minha cabeça, minhas piadas, meu jeito de ser."
Alternativas
Q3667836 Português
Com relação ao uso da vírgula, há situações em que sua supressão pode ser feita, alterando o sentido do que está sendo dito, sem que viole as regras da norma culta. Sendo assim, a supressão da vírgula altera o sentido de qual frase a seguir?
Alternativas
Q3667467 Português
Em relação às regras de pontuação, assinale a alternativa em que apresenta a frase que foi escrita corretamente:
Alternativas
Q3666363 Português
Considerando-se a adequada pontuação da frase, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(_) Poxa! Como foi que esse acidente aconteceu?
(_) Oi gente! Como vocês estão?
(_) Não esquece amiga, o livro que eu pedi emprestado.
Alternativas
Q3666183 Português

O Sol é a estrela que mantém o Sistema Solar unido graças à sua gravidade. Sem sua presença, a vida na Terra como conhecemos não seria possível. A conexão e as interações entre a estrela e este planeta determinam as estações do ano, as correntes oceânicas, o tempo e o clima, entre outras coisas, de acordo com a NASA – agência espacial norte-americana.


O Sol tem um impacto importante sobre o clima da Terra: ele é considerado um garantidor da vida, pois ajuda a manter o planeta quente o suficiente para que ela exista. No entanto, a estrela mais próxima da Terra não é responsável pela tendência de aquecimento global registrada nas últimas décadas. De acordo com NASA, o aquecimento global em evidência nas últimas décadas é um evento muito precoce para ser vinculado às mudanças na órbita da Terra e grande demais para ser causado pela atividade solar, diz a agência espacial. A NASA vem estudando a estrela do Sistema Solar há bastante tempo e, segundo a agência, há duas evidências que refutam a crença de que o Sol é a causa do aquecimento global.


Por um lado, observa a agência, a quantidade de energia solar que atinge a atmosfera superior tem sido monitorada desde 1978, e os cientistas conseguiram determinar que não houve tendência de aumento na quantidade de energia solar que atinge o planeta. "Uma segunda evidência irrefutável é que, se o Sol fosse responsável pelo aquecimento global, esperaríamos ver um aumento nas temperaturas em todas as camadas da atmosfera. Na realidade, o que se observa é um aquecimento na superfície e um resfriamento na estratosfera. Isso é consistente com o fato de esse fenômeno ser devido a um acúmulo de gases que retêm o calor perto da superfície da Terra", informa a NASA.


Como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU aponta, há um amplo consenso científico de que as variações de longo e curto prazo na atividade solar desempenham apenas um papel muito pequeno no clima da Terra. De fato, o aquecimento causado pelo aumento dos gases de efeito estufa induzido pelo ser humano é muito maior do que os efeitos decorrentes das variações recentes da atividade solar. Desde 1750, o aquecimento causado pelos gases de efeito estufa, provenientes da combustão de combustíveis fósseis, é mais de 270 vezes maior do que o leve aumento nas temperaturas do próprio sol no mesmo intervalo de tempo.


(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)

Considerando-se o uso adequado dos sinais de pontuação, analisar os itens abaixo:


I. Roberto — amigo da secretária — encontrou o médico.

II. Teve um fim de semana como necessitava: dormia, e comia, e via um filme, e voltava a dormir.

III. Esta semana todos recebemos um “feedback” do trabalho prestado à empresa.


Está(ão) CORRETO(S):

Alternativas
Q3666177 Português

O Sol é a estrela que mantém o Sistema Solar unido graças à sua gravidade. Sem sua presença, a vida na Terra como conhecemos não seria possível. A conexão e as interações entre a estrela e este planeta determinam as estações do ano, as correntes oceânicas, o tempo e o clima, entre outras coisas, de acordo com a NASA – agência espacial norte-americana.


O Sol tem um impacto importante sobre o clima da Terra: ele é considerado um garantidor da vida, pois ajuda a manter o planeta quente o suficiente para que ela exista. No entanto, a estrela mais próxima da Terra não é responsável pela tendência de aquecimento global registrada nas últimas décadas. De acordo com NASA, o aquecimento global em evidência nas últimas décadas é um evento muito precoce para ser vinculado às mudanças na órbita da Terra e grande demais para ser causado pela atividade solar, diz a agência espacial. A NASA vem estudando a estrela do Sistema Solar há bastante tempo e, segundo a agência, há duas evidências que refutam a crença de que o Sol é a causa do aquecimento global.


Por um lado, observa a agência, a quantidade de energia solar que atinge a atmosfera superior tem sido monitorada desde 1978, e os cientistas conseguiram determinar que não houve tendência de aumento na quantidade de energia solar que atinge o planeta. "Uma segunda evidência irrefutável é que, se o Sol fosse responsável pelo aquecimento global, esperaríamos ver um aumento nas temperaturas em todas as camadas da atmosfera. Na realidade, o que se observa é um aquecimento na superfície e um resfriamento na estratosfera. Isso é consistente com o fato de esse fenômeno ser devido a um acúmulo de gases que retêm o calor perto da superfície da Terra", informa a NASA.


Como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU aponta, há um amplo consenso científico de que as variações de longo e curto prazo na atividade solar desempenham apenas um papel muito pequeno no clima da Terra. De fato, o aquecimento causado pelo aumento dos gases de efeito estufa induzido pelo ser humano é muito maior do que os efeitos decorrentes das variações recentes da atividade solar. Desde 1750, o aquecimento causado pelos gases de efeito estufa, provenientes da combustão de combustíveis fósseis, é mais de 270 vezes maior do que o leve aumento nas temperaturas do próprio sol no mesmo intervalo de tempo.


(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)

As aspas presentes no terceiro parágrafo foram utilizadas para:
Alternativas
Q3665573 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Óleo de copaíba pode ser alternativa aos antibióticos



Uma planta medicinal já muito usada na Amazônia pode ser a chave para enfrentar a resistência antibiótica - um fenômeno cada vez mais comum pelo uso repetido e indiscriminado de antibióticos farmacêuticos. O segredo está no óleo de copaíba.


O ácido poliáltico, substância presente no óleo de copaíba, apresenta efeitos antibacterianos e pode ser utilizado no desenvolvimento de medicamentos alternativos que podem contribuir para o enfrentamento da resistência antibiótica. A conclusão, divulgada na revista Antibiotics, é de um estudo conduzido por pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos.


Segundo o Centers for Disease Control and Prevention, agência de saúde norte-americana, todos os anos são contabilizados 2,8 milhões de casos de infecções resistentes a antibióticos e mais de 1 milhão de pessoas já morreram em decorrência do problema. Estima-se que, até 2050, a resistência microbiana deve se tornar a principal causa de morte no mundo.


Além da prescrição inadequada de antibióticos e do uso extensivo na agricultura, especialistas citam como causa para a crise o baixo número de fármacos do tipo utilizados. Tal fato decorre da interrupção da pesquisa de novas opções terapêuticas pelas principais farmacêuticas, devido ao alto custo e baixo retorno do investimento.


Nesse contexto, o uso de plantas na produção de novos fármacos tem se mostrado uma alternativa importante e promissora. Para estimular a produção de conhecimento na área, pesquisadores do Departamento de Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto e do Instituto de Física de São Carlos, ambos da USP (Universidade de São Paulo), e também da Universidade de Franca e da Faculdade de Farmácia da Western New England University (Estados Unidos) investigaram o óleo de copaíba, medicamento tradicional popular da Amazônia com propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias, leishmanicidas e antimicrobianas, graças a compostos conhecidos como sesquiterpenos e diterpenos - entre eles o ácido poliáltico.


Durante a pesquisa, apoiada pela FAPESP por meio de cinco projetos, foram sintetizados compostos análogos ao ácido poliáltico com modificações estruturais para aumentar sua atividade. Também se investigou seus efeitos antibacterianos em biofilmes de Staphylococcus epidermidis, causadora de infecções de pele e digestivas, e em bactérias gram-positivas (Enterococcus faecalis, Enterococcus faecium, S. epidermidis e Staphylococcus aureus). O grupo também determinou a concentração inibitória mínima contra células bacterianas planctônicas (que vivem livre em meio líquido).


Testes de atividade e comparativos com o ácido poliáltico original e com o fármaco mais utilizado clinicamente hoje em dia mostraram que os análogos desenvolvidos foram capazes de erradicar significativamente o biofilme de S. epidermidis, além de mostrar atividade contra todas as bactérias gram-positivas testadas. Apesar de a atividade observada ter sido menor que a do fármaco atualmente prescrito pelos médicos, os resultados reforçam a importância de testes adicionais in vitro e in vivo com a substância.


"A vantagem de estudarmos o ácido poliáltico é que já há estudos mostrando que alguns terpenos não perdem sua atividade e, portanto, seu uso contínuo não faz com que as bactérias desenvolvam resistência", diz Cássia Suemi Mizuno, professora da Faculdade de Farmácia da Western New England University e autora correspondente do estudo.


Um estudo de hemólise (destruição de células vermelhas) também determinou a segurança dos análogos.


Retirado e adaptado de: REDAÇÃO. Óleo de copaíba pode ser alternativa aos antibióticos. CicloVivo. https://ciclovivo.com.br/planeta/desenvolvimento/oleo-de-copaiba-podeser-alternativa-aos-farmacos-antibioticos/ Acesso em: 29 out., 2023.

Assinale a alternativa que apresenta a pontuação correta:
Alternativas
Q3665058 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que temos lembranças falsas mesmo com uma boa memória? 


Já aconteceu de você se lembrar perfeitamente de ter deixado as chaves em um certo lugar de forma que, se elas não estão ali, é porque alguém as pegou e depois descobrir que elas estavam todo o tempo no seu bolso? Ou você, alguma vez, ouvir um amigo contar algo que aconteceu com você e a história dele ser bem diferente do que você se recorda?


Essas experiências nos deixam um tanto perturbados. Mas elas ocorrem com frequência e, às vezes, nem as percebemos.


"Todas as pessoas têm recordações falsas o tempo todo, mesmo as que acreditam ter a melhor memória do mundo", garante a psicóloga Julia Shaw, do University College de Londres.


Shaw se refere particularmente à memória autobiográfica, "as lembranças das nossas vidas que vêm frequentemente acompanhadas de um rodapé intitulado 'componentes multissensoriais': recordar como se sentia, o que sabia, como via a si, como sonhava... com emoções fortes".


"Essas [lembranças] são muito mais complexas do que [recordar] um evento", explicou Shaw ao programa Life Scientific, da BBC.


Para se recordar de um evento — por exemplo, "no dia 11 de setembro de 2001, houve um ataque às Torres Gêmeas em Nova York" — não é preciso acessar muitos locais do cérebro.


Mas, quando revivemos uma experiência própria, é preciso conectar todas as partes do cérebro responsáveis pelas diferentes sensações, formando uma grande e complicada rede de neurônios.


Shaw adverte que as lembranças não são o registro exato do passado, como gostaríamos de imaginar. Segundo ela, estudos científicos já confirmaram, mais de uma vez, que a forma como recordamos é inevitavelmente defeituosa e costuma guardar pouca relação com eventos que podem ser verificados.


Crise de identidade


"Somos a nossa memória, somos esse imenso museu de formas inconstantes, essa porção de espelhos quebrados", disse o escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986). Ele conseguiu compreender muito bem que as recordações são realidades dinâmicas, mutantes e imprecisas. Mas, se "somos a nossa memória" e ela é tão pouco confiável... será que nós somos mentiras?


Em certo sentido, sim. Porém, o fato de que nunca poderemos ter a certeza de que o que recordamos está certo não deve nos preocupar, segundo a especialista em lembranças falsas. "Acredito que é uma visão muito importante de como funciona o nosso cérebro", explica Shaw. "E, em última instância, o nosso cérebro não existe simplesmente para registrar o passado de forma perfeita e confiável. Ele está ali para navegar pelo presente e pensar no futuro".


"Estas coisas maravilhosas e criativas são excelentes para resolver problemas, permitem que sejamos inteligentes, recombinam criativamente informações recolhidas no passado e as unem de forma que nunca havíamos feito antes, para criar uma nova história, uma nova solução ou uma nova ideia."


"É para isso que ele é adaptado e, portanto, coisas como falsas recordações são um subproduto dessa incrível capacidade de inteligência", afirma a psicóloga [...] "Você retira e coloca partes, porque esquece algumas ou toma emprestadas recordações de outras pessoas, ou de outras fontes", explica ela. "O que é intrigante sobre as recordações é que nós não temos acesso à versão original, mas apenas àquela que fizemos da última vez".


Retirado e adaptado de: BBC News Brasil. Por que temos lembranças falsas mesmo com uma boa memória. BBC News Brasil. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g6yyrgqwgo Acesso em: 29 out., 2023.

Analise o seguinte trecho, retirado de "Por que temos lembranças falsas mesmo com uma boa memória?":


Para se recordar de um evento — por exemplo, "no dia 11 de setembro de 2001, houve um ataque às Torres Gêmeas em Nova York" — não é preciso acessar muitos locais do cérebro.


Considerando a pontuação do excerto (travessão, vírgula e aspas), na ordem que aparecem no trecho, assinale a alternativa que correta e respectivamente apresenta a função desses sinais de pontuação: 

Alternativas
Q3663001 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.


As escavações arqueológicas que trazem novas revelações sobre o cotidiano de escravizados em Portugal

As imagens que mais vêm à tona quando se pensa em africanos escravizados é a do Brasil colonial, especialmente com as imensas plantações de cana e os engenhos. Faz sentido: estudos recentes estimam que foram trazidos da África para a colônia estabelecida por Portugal no Novo Mundo pelo menos 5,8 milhões de indivíduos escravizados entre os séculos 16 e 19 — quase a metade do total de toda a América.

Mas o passado escravagista português não se resume ao emprego de mão-de-obra forçada nas colônias. Cada vez mais pesquisadores revelam que houve escravidão africana também na metrópole — ou seja, em Portugal — no mesmo período.

Essa história vem sendo confirmada por escavações arqueológicas. No mês passado, a equipe coordenada pelo arqueólogo Rui Gomes Coelho, pesquisador na Universidade de Durham, na Inglaterra, encontrou vestígios de ocupações, nos séculos 16 e 17, de escravizados africanos na região do Monte do Vale de Lachique, ao sul de Lisboa.

“Sabemos que durante esse período foram levadas muitas pessoas escravizadas para o sul de Portugal para trabalharem na agricultura e outras atividades, e ficaram em locais como esse monte”, afirma Coelho, à BBC News Brasil.

"Também descobrimos que antes desse período não existiu ocupação permanente na área durante mais de mil anos, desde a época romana. Isto sugere que a região só foi realmente ocupada a partir do final do século 15", conta. Em outras palavras, a ocupação moderna da área se deve aos escravizados.

"Esse é um período em que o tráfico de pessoas escravizadas para Portugal a partir da África Ocidental e Central foi bastante intenso", comenta o arqueólogo. 

 Ele ressalta que os vestígios ali encontrados confirmam relatos documentais que indicam que "áreas de mato" daquelas redondezas foram limpadas para o cultivo graças ao trabalho de escravizados.

"É inevitável pensarmos no que estava acontecendo nessa época em outras partes do Atlântico. Por exemplo, nas ilhas atlânticas ou até no Brasil", acrescenta ele.

"Estamos perante um fenômeno de colonização, mas no interior da Europa."

Os objetos encontrados ali que remetem a esse passado escravagista ainda devem passar por análise e serão apresentados em um congresso de arqueologia marcado para novembro. Mas não é a primeira vez que vestígios do tipo são encontrados em Portugal.

Em 2009, outro grupo de pesquisadores descobriu 158 esqueletos de africanos na cidade de Lagos e estudos constataram que esses homens e mulheres sofriam de desnutrição, lesões e abusos físicos graves.


(Edison Veiga Role, De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil. Disponível em:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq5dn
2w31gwo

Considere o trecho a seguir:
"O autor escreveu, com habilidade notável, diversos contos que encantaram os leitores."
Nesse contexto, a pontuação com vírgulas desempenha um papel específico. Qual é a função principal das vírgulas no trecho acima? 
Alternativas
Q3662885 Português
Festa e discurso de Morgan Freeman marcam abertura da Copa do Mundo do Catar


Cerimônia acontece na manhã deste domingo, pelo horário de Brasília, antes do confronto de estreia entre os anfitriões Catar diante do Equador


Por Redação do ge — Doha 20/11/2022



O Catar queria transformar a abertura da Copa em espetáculo. Prometeu show olímpico e teve até horários e data de estreia modificados para atender aos ensejos de país anfitrião. No estádio Al Bayt, neste domingo, a cerimônia de 30 minutos contou com projeções, show pirotécnico, e as participações de Morgan Freeman e do influencer catari Ghanim Al Muftah.


Os discursos, em meio às duras críticas sobre o desrespeito aos direitos humanos no Catar, foram em tom de incentivo à diversidade e inclusão.


As movimentações começaram com a apresentação do Emir do Catar, Tamim bin Hamad, ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Em seguida, o campeão da Copa de 1998, Marcel Desailly - zagueiro da França - apareceu em campo carregando a taça do Mundial.


Após a contagem regressiva, exibiu-se um vídeo com imagens do Catar e de um tubarão baleia, “nadando” em direção ao estádio, sob a inconfundível narração de Morgan Freeman.


- Dessa terra ouvimos um chamado para o mundo, para reconectar, para retornar apenas por um momento para o que nos agrupa, para o que nos junta nessa jornada do leste para o oeste. Nós nos movemos juntos buscando um objetivo - disse na narração.


Sob as luzes apagadas no estádio, três camelos estiveram ao centro do campo, sendo os primeiros animais vivos a participarem do evento. Ao lado dos camelos, havia também mulheres cataris, viajantes e tratadores.


Morgan Freeman, antes apenas na narração em áudio, apareceu ao centro do campo. Ao lado do ator americano, entrou também o influencer catari Ghanim Al Muftah, que tem síndrome de regressão caudal - uma má formação rara que interfere no desenvolvimento das extremidades inferiores.


[…] inicia-se o diálogo entre Morgan Freeman e Ghanim Al Muftah: sob a temática de inclusão e diversidade. Trata-se justamente da questão central para as críticas ao país sede, diante das leis anti-LGBTQIA+ ainda em vigor no Catar. A Lei Sharia, por exemplo, permite a imposição de pena de morte para homossexuais no país.

[…]


Freeman e Ghanim saem de cena para a entrada de 100 artistas com bastões de led, que interagiram com as projeções no campo, ao som dos “cantos da nação”. Em seguida, as 32 bandeiras e camisas das seleções foram mostradas no gramado, ao redor do símbolo desta Copa.

[…]


Em meio às músicas, chegaram ao campo também os mascotes de Copas que se passaram - entre eles o Fuleco, do Brasil. O último a aparecer foi mascote para desta edição, do Catar: La’eeb. Ele tem o formato dos tradicionais lenços árabes e seu nome significa “jogador super habilidoso”.


No palco, foi a vez das atrações musicais, que foram mantidas em sigilo e divulgadas apenas às vésperas da abertura, no último sábado.

[…]


No último ato da cerimônia, o Emir Tamim bin Hamad al-Thani apareceu em cena mais uma vez para fazer o discurso de abertura.

[…]


“Recebemos a todos de braços abertos na Copa do Mundo 2022. Nós trabalhamos e fizemos muitos esforços para garantir o sucesso desta edição.”


- Investimos para o bem de toda a humanidade. Durante 28 dias, vamos acompanhar essa festa de futebol nesse espaço de diálogo e civilização. As pessoas, por mais que sejam de culturas, nacionalidades e orientações diferentes, vão se reunir aqui no Catar. Que beleza juntar todas essas diferenças. Desejo a todas as seleções muito sucesso. Para todos vocês meus desejos de felicidades. Bemvindos a Doha - finalizou.

[…]



Fonte: https://ge.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2022/11/20/festa-marca-a-abertura-da-copa-do-mundo-do-catar.ghtml Acesso 20 nov 2022 (Adaptado)
Assinale a alternativa correta com relação ao uso das vírgulas nos trechos retirados do texto e a justificativa para esse uso.
Alternativas
Q3662735 Português
Por que o tigre-da-tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA

Ele foi o primeiro animal extinto a ter seu RNA extraído e sequenciado, e pode ser um dos primeiros a serem trazidos de volta à vida.


O RNA do Tigre-da-Tasmânia foi extraído pela primeira vez. O Thylacinus cynocephalus, também chamado de Tilacino ou Lobo-da Tasmânia, foi extinto nos anos de 1930, e pode se tornar a primeira espécie animal a ser trazida de volta à vida. O feito foi reportado na última semana, em estudo publicado no periódico Genome Research. Mas por que esses animais foram extintos para começo de conversa e por que os cientistas querem trazer ele de volta?


A história da extinção

Apesar de parecer um cachorro (e de ser chamado de Tigre), o tigre-da-tasmânia era um marsupial, aquela classe de mamíferos que têm uma bolsa de pele onde guardam o filhote – como os cangurus. O “tigre” do nome é por causa de suas listras características nas costas. Eles eram nativos da Oceania, vivendo na Austrália e Nova Guiné, e seu processo de extinção foi gradual. Hoje em dia, as pesquisas indicam que diversos fatores levaram à extinção desses animais, mas é certo afirmar que o principal deles foi a chegada dos humanos ao continente, por volta de 50 mil anos atrás. A caça indiscriminada levou à extinção não só dos tilacinos, mas também da famosa megafauna australiana. Posteriormente, os dingos (um tipo de cão selvagem) foram levados ao continente. As duas espécies competiam pelos mesmos recursos, o que fez a população dos tilacinos diminuir ainda mais. Esse cenário confinou os animais à Tasmânia, uma ilha ao sul do continente australiano. Lá eles ficaram e sobreviveram – até a chegada dos colonos europeus, no começo do século 19. Como os tilacinos costumavam atacar as ovelhas nas fazendas, o governo criou recompensas para a caça desses animais. Resultado: dos 5 mil indivíduos que existiam na ilha até a chegada dos colonos, aproximadamente 3.500 tilacinos foram mortos, entre os anos de 1830 e 1920. Isso levou pesquisadores a pensar em formas de se proteger o animal. Mas já era tarde demais. Em setembro de 1936, o último exemplar da espécie, batizado de Benjamin, morreu no zoológico de Hobart/Beaumaris, na Tasmânia.

[...]

Lá e de volta outra vez

O tigre-da-tasmânia era um dos principais predadores da Ilha, sendo um dos responsáveis por controlar o equilíbrio entre as populações de animais da região. Sem um predador para controlar, muitas dessas espécies podem se tornar verdadeiras pragas, ameaçando o equilíbrio do ecossistema local. E é justamente esse um dos principais argumentos utilizados para trazer essa espécie de volta. A ficção científica já nos mostrou que trazer animais extintos de volta à vida não é exatamente a melhor ideia. Mas, para alguns pesquisadores, essa pode ser a melhor opção para recuperar o equilíbrio ecológico de ecossistemas inteiros que foram devastados. E a isso se dá o nome de “desextinção”. E com essa ideia em mente, e com uma façanha digna de Jurassic Park, pesquisadores conseguiram extrair o RNA de uma espécie de tigre-da-tasmânia preservado em um museu. Cientistas da Universidade de Estocolmo conseguiram extrair essa amostra de um tecido muscular e da pele do espécime. Diferentemente do DNA, o RNA é uma sequência genética que revela quais genes estão ativos. É o RNA que leva as informações contidas no nosso código genético para virarem proteínas, as moléculas responsáveis pelo funcionamento de todas as células no nosso corpo. “A recuperação dos perfis de expressão de RNA que não existem mais em células vivas expande a possibilidade de explorar a biologia de animais extintos”, explica Emilio Mármol Sánchez, professor da Universidade de Estocolmo e um dos líderes do estudo. Para isso, eles extraíram mais de 220 milhões de fragmentos de RNA da pele e músculo do animal. Então, purificaram esses fragmentos e depois conseguiram isolar e sequenciar o RNA da espécie. Foi possível identificar genes que codificam proteínas para a contração das fibras musculares, além de outra na pele responsável pela queratina. A amostra foi retirada de um espécime do Museu de História Natural de Estocolmo, de 1891. Geralmente, o RNA é mais frágil que o DNA: fora da célula, costuma se degradar em questão de minutos. Sua preservação depende de uma série de fatores, o que torna a façanha da equipe ainda mais impressionante. Essas informações serão essenciais para os projetos que visam trazer o tigre-da-tasmânia de volta à vida. [...]


Revista Superinteressante. Por que o tigre-da tasmânia foi extinto – e como isolaram seu RNA (adaptado). Disponível em:

<https://super.abril.com.br/ciencia/por-que-o-tigre-da-tasmania-foi
extinto-e-como-isolaram-seu-rna/
No excerto “Então, purificaram esses fragmentos e depois conseguiram isolar e sequenciar o RNA da espécie.”, ocorre a vírgula após a palavra “então” porque: 
Alternativas
Q3661450 Português

Em relação à pontuação da frase, analisar os itens abaixo:



I. A gente morre e não vê tudo!


II. Quem está aí? É você João?


III. Alô! Alô! Desculpe, não estou ouvindo.



Está(ão) CORRETO(S):

Alternativas
Q3661147 Português

“Eu me considero um intelectual “outsider”, coisa que é raro no Brasil: não pertenço a partido, grupos intelectuais, não respondo a nenhum credo, não participo de qualquer militância.” (Milton Santos)


Na frase transcrita do célebre geógrafo brasileiro Milton Santos, há o uso de aspas que, nesse caso, foi utilizada para:  

Alternativas
Q3654619 Português
Assinale a alternativa em que a frase está pontuada corretamente: 
Alternativas
Q3654346 Português

PNEU FURADO.



O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.


Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo "Pode deixar". Ele trocaria o pneu.


- Você tem macaco? - perguntou o homem.


- Não - respondeu a moça.


- Tudo bem, eu tenho - disse o homem - Você tem estepe?


- Não - disse a moça.


- Vamos usar o meu - disse o homem.


E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça. Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.


Dali a pouco chegou o dono do carro.


 - Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.


 - É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.


 - Coisa estranha.


 - É uma compulsão. Sei lá.



(Luís Fernando Veríssimo. Livro: Pai não entende nada. L&PM, 1991).

Sabendo que o travessão é um sinal de pontuação, assinale a alternativa que indica o porquê do uso de travessões neste texto: 
Alternativas
Q3652319 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A tocante amizade entre um menino de 4 anos e um idoso de 91, que sofre de demência.


Mãe queria que filho aprendesse a conviver com idosos e o levou a uma casa de repouso.


A vida de Stuart Gulliver, 91, ficou um pouco mais divertida nos últimos dois anos e meio. Foi nesse período que ele fez um novo amigo: Daniel, atualmente com 4 anos.


Gulliver tem demência em estágio inicial e vive em uma casa de repouso em Nottingham, na Inglaterra. É lá que ele recebe semanalmente a visita de Daniel desde que o menino tinha 1 ano e meio. Daniel passou a frequentar o local porque sua mãe, Natalie Holmes, queria que ele aprendesse a conviver com idosos. Foi assim que os dois se conheceram e se tornaram amigos.


Gulliver diz que Daniel é muito inteligente para a idade dele e que se diverte quando os dois brincam de carrinho. Holmes conta que a convivência dos dois fez com o que o menino ganhasse mais confiança e aprendesse novas palavras. E ela diz que é notável a melhora de Gulliver, mesmo sabendo que a doença não tem cura.


Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/ 2018/07/26/ Acesso em Jan 2023
No trecho: "Daniel passou a frequentar o local porque sua mãe, Natalie Holmes, queria que ele aprendesse a conviver com idosos." O uso de vírgulas neste trecho justifica-se porque:
Alternativas
Respostas
3781: A
3782: B
3783: E
3784: B
3785: A
3786: C
3787: D
3788: C
3789: D
3790: A
3791: E
3792: E
3793: B
3794: B
3795: B
3796: D
3797: A
3798: C
3799: C
3800: D