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TEXTO PARA A QUESTÃO
Mudança
Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra.
A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da caatinga rala. Arrastaram-se para lá, devagar, Sinha Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.
– Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo. (Vidas Secas, excerto).
“– Anda, condenado do diabo!” gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta.
1. Sujeito principal
2. Oração Principal
3. Oração subordinada adverbial
4. Oração subordinada substantiva objetiva direta
5. Adjunto adverbial de instrumento
– Anda, condenado do diabo ( )
gritou-lhe o pai( )
o pai( )
Não obtendo resultado( )
fustigou-o com a bainha da faca de ponta( ) .
... com a bainha da faca de ponta( )
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA da análise sintática das 05 (cinco) orações destacadas do trecho acima:
"Embora alguns demógrafos tenham questionado recentemente sua precisão, o termo "zonas azuis" foi cunhado pelo jornalista Dan Buettner, da National Geographic, que disse ter identificado regiões onde as pessoas tinham uma vida mais longa e saudável, em grande parte, devido a uma combinação de cultura, estilo de vida, alimentação e comunidade."
Analise as afirmativas relacionada aos períodos acima:
I. 'suficiente' é predicativo do sujeito.
II. 'embora ' inicia uma oração subordinada adjetiva concessiva.
III. O substantivo 'demógrafos' tem a mesma função sintática do substantivo 'vida'.
IV. 'designado'(1º trecho) e 'identificado' (2º trecho) exercem a mesma função na oração.
V. Os vocábulos 'diferença' e 'país' exercem a função de sujeito do verbo 'ser', respectivamente.
Estão corretas:
"Um deles é Daniel Kahneman, pesquisador que analisou como tomamos decisões e como elas influenciam a economia comportamental, investigação pela qual recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2002 (com Vernon Smith)."
Os vocábulos destacados no texto têm como referentes:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Humanizar a escrita: a nova tarefa dos robôs
Depois da chegada de nossos robôs auxiliares de escrita, que são capazes de resumir, de parafrasear e até mesmo de escrever por conta própria, vieram os programas de "humanização da escrita", também disponíveis na internet. Essas novas ferramentas, segundo seus fabricantes, servem para tornar indetectável o uso de inteligência artificial na produção de um texto, tornando-o mais semelhante a um texto escrito por um ser humano.
Dado que a inteligência artificial aprendeu com o material produzido por seres humanos, qual seria o elemento humano faltante aos textos escritos por ela? Em outras palavras, como fazer para que humanos não percebam que um texto foi produzido por uma máquina? Por curiosidade, fiz alguns testes, sem a menor pretensão de avaliar essas poderosas inteligências e seus criadores, e não cheguei a uma conclusão sobre o que seria a linguagem humanizada dos robôs.
Em um caso, o robô humanizado substituiu "pedido" por "request" num texto que, aliás, tinha sido escrito por um humano de carne e osso. Em outro, houve substituição de frases mais curtas e econômicas por períodos mais longos e redundantes; em outro, houve troca de "entre" por "dentre" (naturalmente, sem critério gramatical). Enfim, os seres humanos que criam esse tipo de ferramenta têm algum critério, seja ele qual for, para definir o que seria um estilo mais "humano". Qual será?
Em todo o caso, o termo "humanizado" vem aparecendo em muitos contextos, o que nos pode dar uma pista do que nós, afinal humanos, cremos ser "humano". Dia desses, uma discussão entre leitores de uma crônica na internet trouxe, talvez sem querer, uma questão curiosa. Um deles achou que o autor do texto tivesse cometido um erro de português (especificamente o uso de "câmara" no lugar de "câmera"). Outro explicou que as duas formas são corretas etc. etc., o que é verdade e qualquer bom dicionário pode atestar. Outros ainda consideraram inoportuno levantar esse tipo de questão, pois o texto era tão interessante e divertido etc. − tanta coisa a que prestar atenção e o sujeito vai logo reparar na grafia da palavra!
Até que outro acrescentou que qualquer um, autor ou revisor, pode errar (ora bolas!), a que se seguiu um comentário de assentimento: "Exatamente, compreensível. Essa é a forma humanizada da ortografia". Note-se que, a essa altura, o problema não era saber se as duas grafias eram corretas, muito menos se cogitava aproveitar o ensejo para discutir a variação ortográfica ou as acepções da palavra. Não. O problema mesmo foi o fato de alguém ter levantado a questão de supostamente haver um erro de grafia no texto do escritor.
A "forma humanizada da ortografia", ao que tudo indica, pressupõe um nível importante de tolerância. Sendo a ideia compreensível, para que essa "obsessão" pelo "correto"? Existe "o correto"? O curioso é que a ortografia, por ser convencionalmente estabelecida, é (ou era) a parte da gramática menos sujeita aos debates sobre variação da língua.
A humanização a que alude o comentário, porém, parece mais ligada a uma atitude ou posicionamento moral, que prescreve tolerância com a "diversidade ortográfica" como reflexo da tolerância com a pessoa que escreveu o texto. Corrigir ou assumir "tom professoral" é uma espécie de afronta à expressão alheia, uma atitude em si "intolerante". É preciso, afinal, respeitar o "diverso". O problema é que a língua precisa de elementos comuns para que seja eficaz em sua principal função, a da comunicação ("comunicar", na origem, é "pôr em comum").
Talvez essa postura humanizada explique o fato de hoje ser frequente encontrarmos erros gramaticais em livros caros, ilustrados, produzidos em ótimo papel, com capa dura etc. Afinal, como diziam nossas avós, errar é humano e, como já disse José Saramago, na sua "História do Cerco de Lisboa", ao explicar que o revisor nem sempre corrige, "primeiro mandamento do decálogo do revisor que aspire à santidade, aos autores deve-se evitar sempre o peso das vexações".
Não faz assim tanto tempo que o nosso querido Paulo Coelho, um dos mais bem-sucedidos escritores brasileiros, era alvo de críticas na imprensa por causa das gralhas que se avolumavam nos seus livros, as quais, diga-se, nunca atrapalharam seus negócios. Certa vez, um tanto irritado pela cobrança de jornalistas, ele se saiu com um chiste, que acabou sendo levado a sério: disse que a magia de seus livros (responsável pelo milagre das vendas) poderia estar justamente nos erros gramaticais, de modo que não providenciaria revisão nas edições seguintes. E assim provavelmente foi. Mal sabia ele que antecipava uma tendência.
A tolerância às falhas às − falhas, que, mágicas ou não, afinal, nos lembram que somos humanos parece ser − um valor nos dias de hoje. Talvez essa seja a dica de ouro para os humanizadores de texto. Vamos ensinar os robôs a errar.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br
Os dois termos destacados, (1) e (2) no período acima, se classificam quanto à função sintática, respectivamente, como
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cientistas afirmam ter encontrado os fósseis mais antigos da história
"Antes dessa descoberta, os fósseis mais antigos...... sido...... na Austrália Ocidental, datados de 3,46 bilhões de anos atrás. Os novos microfósseis, que são 300 milhões de anos mais velhos, agora representam o que são provavelmente o mais antigo sinal de vida a aparecer em nosso planeta."(1ºfragmento)
"Os tubos e filamentos, feitos de hematita pelas bactérias, se ...... com estruturas semelhantes ...... em outros ambientes hidrotermais do fundo do mar. É importante notar que esses restos foram descobertos juntos com outros minerais, como a apatita e o carbonato, frequentemente ...... com fósseis. Os fósseis mineralizados também ...... com estruturas esferoidais que normalmente ...... fósseis em rochas mais novas. Juntas, essas observações sugerem que a rocha hematita mais provavelmente se formou conforme as bactérias devoraram ferro em busca de energia, posteriormente se tornando fossilisadas."(2º fragmento)
"https://gizmodo.uol.com.br/cientistas-fosseis-mais-antigos-historia/ adaptado)
Em "Juntas, essas observações sugerem que a rocha hematita mais provavelmente se formou conforme as bactérias devoraram ferro em busca de energia, posteriormente se tornando fossilisadas."
O sujeito da forma verbal "tornando" é:
Um medicamento aumentou a esperança de vida dos animais de laboratório.
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz d94gdn270o.adaptado)
Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase,
Uma em quatro pessoas já vive em países que
atingiram pico populacional
As estimativas atualizadas da divisão de população das
Nações Unidas aumentaram as chances de que o
mundo chegue ao pico demográfico ainda neste século,
um cenário ainda mais pronunciado de declínio agregado
da população mundial.
As estimativas atualizadas da divisão de população das
Nações Unidas aumentaram as chances de que o
mundo chegue ao pico demográfico ainda neste século,
um cenário ainda mais pronunciado de declínio agregado
da população mundial.
A chance de que a humanidade atinja seu pico
populacional ainda neste século e, em seguida, entre em
um processo gradual de declínio ficou maior: a ONU fala
em 80% de chances de que isso ocorra, contra 30% de
probabilidade há dez anos.
Isso deve ocorrer em meados de 2080, quando seremos
10,3 bilhões. A partir daí, a humanidade deve entrar em
declínio demográfico e terminar o século 21 com 10,2
bilhões − 700 milhões a menos do que o estimado há
uma década.
Os resultados das estimativas divulgados nesta
quinta-feira (11) fazem parte das projeções anuais
produzidas pela ONU desde 1950, calculadas com base
nos censos nacionais e em estatísticas vitais de todos os
países, além de centenas de pesquisas amostrais com
representatividade nacional. As projeções tratam de
informações gerais relativas aos grandes fatores que
influenciam tamanho e composição das populações:
natalidade, fecundidade, mortalidade, migração, idade
média ao ter filhos, entre outros.
"O cenário demográfico evoluiu muito nos últimos anos.
Em alguns países, a taxa de natalidade agora é ainda
mais baixa do que anteriormente previsto, e também
estamos vendo declínios ligeiramente mais rápidos em
algumas regiões de alta fecundidade", diz Li Junhua,
subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Sociais
da ONU, em comunicado.
Um dos principais fatores foi a fecundidade ainda menor
do que a estimada na China, que já vem há décadas em
trajetória de redução das taxas de fecundidade e viu seu
primeiro declínio populacional em 62 anos em 2022.
Foram 850 mil pessoas a menos no país em 2022,
segundo dados oficiais, resultado de um número de
mortes maior que o de nascimentos.
Um resultado divulgado pela ONU que reforça a
tendência é o número de nascimentos por mulher, que
registra uma criança a menos do que em 1990. São 2,3
filhos em média por mulher no mundo atualmente, em
comparação a 3,3 em 1990.
Cerca de metade dos países registram taxas de
fecundidade abaixo de 2,1 nascimentos por mulher,
patamar que hipoteticamente manteria populações em
tamanho constante a longo prazo em cenário em que
não ocorre migração.
Há ainda países que experienciam taxas de fecundidade
chamadas de ultrabaixas pela ONU, ou seja, abaixo de
1,4 nascimento por mulher, casos de China, Espanha,
Itália e Coreia do Sul, por exemplo. Para os 24 países
nesse patamar, segundo a organização, o retorno ao
nível de reposição de 2,1 filhos por mulher nos próximos
30 anos é altamente improvável.
O impacto desse cenário demográfico já é sentido em
termos econômicos, com discussões que vão da cultura
ao mercado de trabalho, e também preocupa pelo efeito
inercial na estrutura etária das populações. Isto é:
décadas de baixas taxas de fecundidade resultam em
décadas de populações proporcionalmente mais
envelhecidas no presente e no futuro, que não
conseguirão retomar em pouco tempo os níveis
experimentados antes.
No momento de pico da população mundial no fim do
século, as estimativas sugerem que a fatia da
humanidade com 65 anos ou mais será maior do que a
de pessoas com menos de 18 anos. A diferença nos
extremos da estrutura etária acontecerá bem antes: em
meados de 2030, pessoas com 80 anos ou mais serão
mais numerosas do que os recém-nascidos (1 ano ou
menos).
Para Li Junhua, da ONU, há um lado positivo nesse
cenário de redução demográfica. "O pico mais cedo e
mais baixo é um sinal esperançoso. Isso poderia
significar pressões ambientais reduzidas dos impactos
humanos devido a um consumo agregado menor", diz.
Ele ressalta, por outro lado, que "um crescimento
populacional mais lento não eliminará a necessidade de
reduzir o impacto médio atribuível às atividades de cada
pessoa".
A Índia, que ultrapassou a China como país mais
populoso do mundo e tem mais de 1,4 bilhão de
habitantes, ainda tem uma janela de crescimento
relativamente grande. Segundo as estimativas da ONU,
o ano em que o país deve atingir seu pico populacional é
2062.
A migração deve seguir sendo um fator determinante
para a composição demográfica dos países. Em 50 deles
a imigração projetada será importante para atenuar o
declínio populacional; por outro lado, 13 países com a
fecundidade ultrabaixa devem sofrer com a emigração e
aprofundar a redução de sua população.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br
No período acima
Essa situação também ocorre no trecho destacado em:
Circula em redes sociais, o seguinte poema de Silas Fonseca:

O texto é desenvolvido com o jogo de palavras e sobre isso pode-se afirmar que:
I. o substantivo "livro", designando objeto de leitura, é acompanhada de artigo "o"; ambos (substantivo e artigo) são flexíveis e mantêm relação de concordância nominal.
II. no verso "Não me livro", a palavra "livro" é o verbo "livrar", que mantém relação com o sujeito "eu" (implícito) e com o pronome pessoal "me".
III. o termo "livre" é um qualificador do "eu" que fala no texto.
Está correto o que se afirma em:
"Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar."
"O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha."
Com base nas regras de colocação pronominal, assinale a alternativa correta que analisa a posição do pronome oblíquo átono "se".