Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

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Q3500978 Português

Dinheiro na mão é vendaval
Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.


Walcyr Carrasco


    Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição para dois. Escolhi a mesa para dois sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?". Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer". Ele disse: "Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix". Ele disse: "Só aceitamos pagamento em cash." Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu, só que desta vez eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.


    Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A náo ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. “Aceito Pix”, ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: “Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta.” Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. 0 banco entra em colapso.


    As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou—se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, váo achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. 0 próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.



Publicado em VEJA de 1º de março de 2024, edição nº 2882.


"Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia." 1º§

As duas primeiras vírgulas nesse trecho separam:
Alternativas
Q3497441 Português
Leia o texto para responder à questão.


Mulheres no choro


    Poucas coisas têm tanto a cara do Brasil quanto uma roda de choro. Uma das primeiras manifestações instrumentais da música popular brasileira, o gênero surgiu no final do século 19, no Rio de Janeiro, como uma expressão urbana, criada a partir da fusão de elementos e músicas estrangeiras, principalmente portuguesas e africanas. Ao se popularizar, o choro atravessou os séculos, multiplicou-se em rodas formadas por todo o país e segue presente. No último dia 29 de fevereiro, o choro foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do país, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

    Se, por um lado, é admirável que as tradições do choro venham sendo transmitidas de geração em geração, há quase 200 anos, por outro, desde meados de 1970, começou-se a se questionar certos costumes das rodas de choro. Um deles é a prevalência de músicos homens, o que torna esse um ambiente pouco convidativo para a participação e expressão de mulheres musicistas. Ainda que esse gênero tenha tido como uma das principais expoentes a pianista, maestrina e compositora Chiquinha Gonzaga (1847-1935), as mulheres tiveram que se esforçar para conquistar respeito e espaço como instrumentistas e compositoras.

    “A roda de choro sempre foi uma espécie de ‘clube do bolinha’. A presença feminina nesses ambientes chegou a ser rotulada como ‘auxiliar do marido’, ‘aspirante a cantora’, ‘tocadora de chocalho’ etc.”, relatou Anna Paes, cantora, violonista e pesquisadora.

   A própria biografia de Chiquinha Gonzaga retrata a luta feminina para conseguir reconhecimento na cena da música popular brasileira. Arrojada, e por isso considerada subversiva, a pianista enfrentou inúmeros desafios ao romper com um casamento – numa época em que ainda não existia divórcio –, e, com isso foi afastada de seus filhos e familiares. Chiquinha passou, então, a dar aulas de piano para sobreviver até se tornar a primeira pianista do choro.

  Foi somente na primeira metade do século 20, como relembra Anna Paes, que o crescimento do movimento feminista mundial e a gradual mudança de percepção sobre o papel da mulher na sociedade permitiram que outras artistas pudessem projetar seus nomes como profissionais do choro. Entre elas, destacaram-se Tia Amélia (1897-1983), Lina Pesce (1913-1995) e Carolina Cardoso de Menezes (1913-2000).


(Lígia Scalise. Revista E. Abril de 2024. Adaptado) 
Assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada pelo mesmo motivo que em “No último dia 29 de fevereiro, o choro foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do país...” (1o parágrafo).
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2024 - USP - Bibliotecário |
Q3496656 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


   Among my fellow punctuation nerds, I have a reputation as someone who does not see any use for semicolons. Cecelia Watson, who teaches at Bard College, has written a whole book about them: “Semicolon: The Past, Present, and Future of a Misunderstood Mark.”

   Watson, a historian and philosopher of science and a teacher of writing and the humanities—in other words, a Renaissance woman—gives us a deceptively playful-looking book that turns out to be a scholarly treatise on a sophisticated device that has contributed eloquence and mystery to Western civilization.

  The semicolon itself was a Renaissance invention. It first appeared in 1494, in a book published in Venice by Aldus Manutius. “De Aetna,” Watson explains, was “an essay, written in dialogue form,” about climbing Mt. Etna. The mark was a hybrid between a comma and a colon, and its purpose was to prolong a pause or create a more distinct separation between parts of a sentence.

   The problem with the semicolon is not how it looks but what it does and how that has changed over time. In the old days, punctuation simply indicated a pause. Comma, colon: semicolon; period. Eventually, grammarians and copy editors came along and made themselves indispensable by punctuating (“pointing”) a writer’s prose “to delineate clauses properly, such that punctuation served syntax.” That is, commas, semicolons, and colons were included in a sentence in order to highlight, subordinate, or otherwise conduct its elements, connecting them syntactically. One of the rules is that, unless you are composing a list, a semicolon is supposed to be followed by a complete clause, capable of standing on its own. The semicolon can take the place of a conjunction, like “and” or “but,” but it should not be used in addition to it.


https://www.newyorker.com/culture/comma-queen/sympathy-for-the-
semicolon. July 15, 2019. Adaptado. 
O texto afirma que, com o passar do tempo, o ponto e vírgula, entre outros aspectos,
Alternativas
Q3496033 Português
Para responder a questão, considere o período a seguir.


Ao todo, só em São Paulo, foram registradas 426 mortes de motociclistas no ano passado. 

De acordo com o português escrito padrão, é correto afirmar que, no período, 

Alternativas
Q3495156 Português
Instituto-Geral de Perícias usa protocolo
internacional para identificação de vítimas das
enchentes no RS e para apoio a familiares

De 22 corpos que estão no Departamento Médico
Legal, em Porto Alegre, 18 já foram identificados


   O Instituto-Geral de Perícias (IGP) está atuando com uma força-tarefa para a identificação de vítimas da chuva e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

   O trabalho faz parte de um protocolo internacional que orienta as ações para casos de acidentes ou eventos climáticos com grande número de vítimas. Dos 22 corpos que chegaram ao Departamento Médico Legal (DML) de Porto Alegre na tarde de quarta-feira (6), 18 já foram identificados pelas impressões digitais. [...]

   A decisão de centralizar o trabalho no DML da Capital foi justamente para uso da estrutura e da equipe multidisciplinar especializada em ações desse tipo, o que permite maior rapidez nas identificações. O grupo é composto por papiloscopistas, médicos legistas, peritos criminais, psiquiatras, técnicos em perícias, fotógrafos criminalísticos e assistentes sociais, entre outros profissionais. No prédio em que fica o DML, na Avenida Ipiranga, bairro Azenha, há salas destinadas ao atendimento psicossocial dos familiares.

   Como muitas famílias perderam as casas ou todos os documentos, um sistema de identificação para estas pessoas também está em funcionamento. Para liberar um corpo de uma vítima, um familiar precisa se apresentar com identificação obrigatória. Se a pessoa está sem documentos, o IGP faz biometria na hora e já emite nova carteira de identidade. Também há trabalho integrado com cartórios para o registro do óbito.

   — Temos todo suporte às famílias. Quem chega aqui recebe todas as orientações, inclusive, sobre o cartório em que deve ir, onde haverá atendimento em guichê específico. Também estamos em contato com a Defesa Civil em função das dificuldades das pessoas em virem até aqui. Elas poderão ser trazidas ou vamos organizar para fazer a liberação dos corpos em cidades mais próximas — explica a diretora-geral do IGP, a perita criminal Marguet Mittmann. [...]

   Sobre a identificação das vítimas, Marguet destaca que é feita a partir de três etapas. A mais rápida é pelas impressões digitais. Se a pessoa tem carteira de identidade feita no Estado, a impressão consta no banco de dados. O sistema faz uma comparação inicial, e a identificação é finalizada a partir de análise técnica de um papiloscopista.

   Das 22 vítimas, 18 tiveram impressões digitais localizadas no banco de dados. Para quem não tem, a etapa seguinte é o processo de odontologia forense. Nesse caso, familiares teriam de apresentar documentos de atendimentos odontológicos do falecido, o que também não é simples diante da tragédia que destruiu e arrastou casas, deixando famílias sem pertences. Então, por último, é o processo de DNA, em que o familiar precisa ceder uma amostra de saliva para que o exame comparativo seja feito.

    De qualquer forma, explica Marguet, para uma margem de segurança do processo de identificação e até para garantir material genético para eventuais exames que sejam necessários no futuro, todos os familiares, mesmo os das vítimas identificadas por impressões digitais, têm material coletado para lançamento no banco de dados genéticos do IGP.

   — Estamos trabalhando com todos os esforços e essas famílias não vão ficar desassistidas. Não haverá revitimização — garantiu a diretora-geral do IGP.


Adaptado de:
https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2023/09/instituto-geralde-pericias-usa-protocolo-internacional-para-identificacao-devitimas-das-enchentes-no-rs-e-para-apoio-a-familiaresclm9ctldi001q015g62hda5yo.html. Acesso em: 10 maio 2024. 
Considerando os usos da vírgula, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Em “O grupo é composto por papiloscopistas, médicos legistas, peritos criminais, psiquiatras, [...]”, as vírgulas são empregadas para separar elementos de mesma função sintática.
( ) Em “Para liberar um corpo de uma vítima, um familiar precisa se apresentar com identificação obrigatória.”, é facultativo o uso da vírgula empregada.
( ) No trecho “[...] explica a diretora-geral do IGP, a perita criminal Marguet Mittmann.”, a vírgula é utilizada para isolar um aposto explicativo.
( ) Em “[...] é o processo de DNA, em que o familiar precisa ceder uma amostra de saliva para que o exame comparativo seja feito.”, a vírgula foi empregada para isolar uma oração adjetiva com valor explicativo, e, antes de “para que”, deveria haver uma vírgula de uso obrigatório nesse caso. 
Alternativas
Q3492790 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


Segura que o filho é nosso

Posso me desdobrar em vinte, mas isso vai fazer meu filho acreditar que eu sou uma heroína, e eu não quero dar para ele o exemplo de que mãe é mártir

Giovana Madalosso | Escritora, roteirista e uma das idealizadoras do movimento Um Grande Dia para as Escritoras | 26.mai.2024

        Sou mãe e, como a maioria das outras, consigo me desdobrar em muitas, mas será que devo fazer isso?
        Posso me dividir um duas, mas nunca vou conseguir cobrir a figura do pai. E nem quero porque a presença paterna é importante para uma criança.
        Posso me desdobrar em quatro, mas nunca vou conseguir fazer o papel dos avós, com sua experiência e seu afeto açucarado pelos anos e hérnias.
        Posso me desdobrar em dez, mas nunca vou conseguir substituir a madrinha, o padrinho, a vizinha, o motorista da perua, o amigo de família, o primo que faz aviãozinho e tantos outros, porque cada pessoa é uma, e cada uma delas mostra para o meu filho que o mundo é feito de pessoas diferentes, com ideias diversas.
        Posso mostrar para o meu filho planetas, estrelas e constelações, ensinar matemática com 200 g de farinha e 100 ml de óleo, recortar na massa fresca um triângulo isósceles e um escaleno, mas isso nunca vai substituir um professor e uma escola.
        Posso me desdobrar em vinte, quem sabe até em quarenta, simultaneamente assobiar, fritar ovo e trocar fralda; segurar dois no colo, um na perna, outro na cacunda; ser a plateia cheia que ovaciona o teatrinho; fazer de mim um polvo, uma malabarista, uma comunidade em forma de mulher, mas isso vai fazer meu filho acreditar que eu sou uma heroína, e eu não quero dar para ele o exemplo de que mãe é mártir. De que mulher é mártir. De que qualquer pessoa deve ser mártir.
        Quem sabe, com todo esse amor que me escapa até pelas orelhas, eu possa me desdobrar até em algo de força sobre-humana e sair por aí pintando praça, improvisando creche, mas fui eu mesma que ensinei para o meu filho que podemos até ajudar no dever do outro, mas nunca fazer o dever do outro. E todas essas tarefas gigantes são dever do Estado.
        É, eu poderia ser muitas, mas só quero ser uma. Nem duas, nem uma vírgula três. E às vezes até menos do que uma. Quase uma. Lascada, quebrada, imperfeita, ferrada. Ou egoísta, como tantos homens, vangloriados por abraçarem a carreira e ganharem o mundo, por trabalharem em outras cidades, por cruzarem oceanos, sem nunca serem questionados como nós: quem ficou cuidando dos seus filhos?
        Olhe para mim: não tenho mais braços do que ninguém. E, ao contrário do que alguns pensam, não tenho "espírito de cuidadora". Se desenvolvi foi por força das circunstâncias.
        Pegando aquela frase da Simone de Beauvoir e indo um passo para lá: ninguém nasce mãe, torna-se mãe. Se tudo é uma construção, inclusive a maternidade, podemos reconstruí-la de outra maneira. Cruzar os braços e deixar que o outro faça. Dizer: segura você, que o filho é nosso. E quanto mais nosso, melhor para ele.

MADALOSSO, Giovana. Segura que o filho é nosso. Folha de São Paulo, 26 de maio de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/05/segura-que-o-filho-e-nosso.shtml.
Acesso em: 26 mai. 2024. Adaptado. 
Releia o trecho abaixo, observando as vírgulas em destaque entre colchetes:
“Posso me desdobrar em dez[,] mas nunca vou conseguir substituir a madrinha, o padrinho, a vizinha, o motorista da perua, o amigo de família, o primo que faz aviãozinho e tantos outros[,] porque cada pessoa é uma, e cada uma delas mostra para o meu filho que o mundo é feito de pessoas diferentes, com ideias diversas.” (4º parágrafo)

Qual é a função dessas vírgulas? 
Alternativas
Q3490706 Português
A cura

Tudo o que o doutor disse aconteceu direitinho! Três meses depois ninguém mais conhecia o Jeca. Quando ele agarrava no machado, as árvores tremiam de pavor. Era pã, pã, pã... horas seguidas, e os maiores paus não tinham remédio senão cair. O homem não parava, vivia a trabalhar com fúria que espantou até o seu vizinho italiano:
- Descanse um pouco, homem!

LOBATO. Monteiro. Disponível em: . cesso em: <https://monteirolobato.com/miscelanea>. cesso em: 11 fev. 2024, com adaptações.


Com base no texto e nas regras de pontuação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3489515 Português
Assinale a frase incorreta quanto à pontuação.
Alternativas
Q3489451 Português
Considere o seguinte excerto, retirado de uma reportagem publicada no portal de notícias G1 e adaptado quanto à pontuação:
“Os eVTOLs também chamados de “carros voadores” e “drones de passageiros” deverão ser usados em viagens rápidas dentro de uma cidade ou entre cidades vizinhas (...) Essas aeronaves lembram helicópteros mas fazem menos barulho e usam mais hélices para voar Além disso como não usam querosene de aviação elas permitem reduzir a emissão de gases poluentes”
Analise as alternativas a seguir e assinale aquela em que o excerto é pontuado corretamente.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FEPESE Órgão: CIDASC Prova: FEPESE - 2024 - CIDASC - Médico Veterinário |
Q3487682 Português
Texto 1


Cidasc é responsável pelo acompanhamento da comercialização do tabaco


A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) firma, todos os anos, contrato de prestação de serviços com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) para realizar, no Estado catarinense, o acompanhamento da comercialização de Tabaco em folha Curado, ou seja, o fumo em folha proveniente da espécie Nicotina Tabacum L., submetido à cura artificial ou natural. O objetivo é verificar a qualidade e a sanidade do produto comercializado; acompanhar nos pontos de comercialização; e atuar como mediador entre a indústria e o produtor, quando houver divergência, seguindo o instruído, que estabelece a Instrução Normativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) n.º 10, de 13 de abril de 2007, que regulamenta a identidade, qualidade, embalagem, marcação e apresentação do produto.


O tabaco produzido no Brasil é um produto de qualidade reconhecido mundialmente. Em Santa Catarina é uma cultura de relevância social e econômica, que movimenta mais de R$ 6 bilhões ao ano, segundo dados da Afubra. No ano de 2023, somente em Santa Catarina, foram realizados mais de 900 plantões in loco, nos pontos de compras localizados em onze municípios. O acompanhamento dos profissionais da Cidasc é feito na esteira de classificação do produto, junto à fumageira, para posterior acordo de comercialização. Neste ano, de 1º de janeiro até 30 de junho, foram acompanhadas mais de 9 mil comercializações no Estado catarinense.


[…]


O processo industrial, porém, é apenas uma das etapas do chamado “complexo fumageiro”, que envolve, além da indústria, o comércio e a produção da matéria-prima. Essa fica por conta de milhares de produtores rurais, integrados à indústria, ou não integrados, normalmente alicerçados no modelo de pequena propriedade familiar rural.


O tabaco, separado por classe, é comercializado em manocas (maço de folhas de fumo seco) e em fardos. A valorização do produto na compra das fumageiras pode variar de uma empresa para outra dependendo do mercado a ser destinado. A classificação dos produtos de origem vegetal facilita os procedimentos de comercialização dentro do país, diretamente, e indiretamente para a exportação.


[…]


Disponível em: https://estado.sc.gov.br/noticias/safra-de-tabaco- -cidasc-e-responsavel-pelo-acompanhamento-da-comercializacao- -do-produto-junto-as-fumageiras-catarinenses-2/. Acesso em: 22 de mar 2024. Publicado em: 11 de ago 2023. Fragmento adaptado.
Assinale a frase que está escrita de acordo com a norma padrão de língua portuguesa.
Alternativas
Q3486616 Português
As reticências podem ter várias funções, exceto: 
Alternativas
Q3486546 Português
Considere as seguintes sentenças:
I. São Paulo, 12 de janeiro de 1978.
II. As meninas, ao contrário do que pensam, são muito valentes e corajosas.
III. José, João e Miguel, eram os alunos mais bagunceiros daquela turma.
Os sinais de pontuação estão corretamente empregados apenas em:
Alternativas
Q3484538 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Missa do Galo 


    Nunca pude esquecer a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia- -noite.

    A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranquilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.

    Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar.


(ASSIS, Machado de. Missa do Galo. In Contos Consagrados. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. Excertos.)
Em: Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. (3º§), as aspas foram empregadas para:
Alternativas
Q3484527 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Em forma de pomba


    Talvez você ache esquisito eu estar te escrevendo hoje; talvez não: no fundo o surpreendente sempre foi habitual para você. Em todo caso, eu é que estou achando, pois nunca te escrevi antes, e só estivemos juntas uma vez. Lembra-se? Foi há quase dois anos, em abril de 76, quando você veio a Buenos Aires para o encerramento da Feira do Livro. Essas coisas: eu sempre admirando tanto você, lendo os seus livros, distribuindo os seus contos entre os meus alunos, e ao mesmo tempo com aquele receio de te conhecer, de você não corresponder à figura um pouco irreal que eu imaginava (às vezes, são os escritores cuja obra mais frequentamos os que mais nos decepcionam em carne e osso), de tomar o seu tempo, de você me achar muito professora de português, com mania de virgular direitinho e obedecer à sintaxe – o contrário do que você tão magnificamente sempre foi. Sei lá. E com tantos amigos em comum... Marly de Oliveira era uma que falava em você o tempo todo, estava sempre contando as conversas que tinham tido e um famoso passeio que fizeram a Friburgo. O fato é que os anos passavam e não nos reuniam.


    Então você chegou aqui. Pensei: “Vou vê-la? O pessoal já deve andar atrás dela, exigindo autógrafos e declarações – melhor deixá-la em paz”. Pois foi você quem me telefonou uma manhã: identifiquei logo sua voz, de “erres” carregados, que eu conhecia de ouvir contar. Ah, você nem imagina com que emoção aceitei o convite para almoçarmos juntas no dia seguinte. Caprichei no vestidinho verde e azul – que depois você elogiou com espontaneidade – e cheguei pontualmente ao hotel, pois você me recomendara com certa aflição que não me atrasasse. Que susto quando soube que você já havia saído, sem deixar recado. Foi um boy da portaria, que por acaso tinha visto você entrar no cabeleireiro da calçada em frente, que me salvou. Atravessei a rua e encontrei você lá, de terninho bege, esperando tranquilamente ser atendida. Você me abraçou com alegria: parecia a coisa mais natural do mundo eu te descobrir num lugar diferente do combinado. Como você insistisse em levar alguma encomenda minha para o Rio, e como o salão estava cheíssimo e você aparentemente iria demorar bastante, aproveitei para ir até a Harrods, buscar umas pastilhas de hortelã e chocolate, que o meu povinho adora. Quando voltei, 15 minutos depois, você já estava à minha espera, penteadíssima, enquanto Olga, seu anjo da guarda, pagava a conta. Não havia dúvida – concluí – que a lógica vulgar de todos nós nada tinha que ver com a sua, mágica por excelência.


    E as surpresas não terminaram aí, porque o almoço não foi num restaurante, como havíamos decidido na véspera, mas na casa de uma senhora argentina, praticamente desconhecida, que na noite anterior fora comprar um livro seu na Feira e ficara fascinada por você. Numa época em que aqui só se falava em sequestros, você, com a perfeita intuição de sempre, achou normalíssima a gentileza com que a moça nos levou de táxi a um apartamento de luxo, repleto de aços e acrílicos, onde um marido grego, que vendia tapetes, e uma gata siamesa, batizada Lou Salomé, nos aguardavam. Você adorou a bichinha, e contou que o seu cachorro, Ulisses, fumava muito. Que coincidência: há mil anos atrás, outro cão, de uma novelinha adolescente que cometi a imprudência de escrever, também se chamava Ulisses; e ainda tínhamos, cada uma, um filho de nome Pedro. Falar em filhos, e você retomou o tema que tanto te emocionava naquela tarde: o casamento do outro garoto, Paulo, acontecido poucos dias antes. Como você se iluminava toda ao descrever a festa em torno da piscina...


    O casal seguia suas palavras com tamanho interesse, que acabou entendendo o português, que você insistia em falar, e dispensando qualquer tradução. Como primeiro prato serviram uma quiche Lorraine, que você apreciou e repetiu, mas na hora da carne assada você pediu licença e saiu da mesa para descansar. Todos te seguimos sem estranheza, como se de repente o almoço tivesse terminado; fomos até o quarto e tomamos café sentados na cama gigantesca (a maior que já vi), coberta por uma colcha azul. Havia uma pombinha de cerâmica sobre a mesa de cabeceira; ao notar seu interesse pela peça, a dona da casa exultou: Te la regalo, e você agradeceu com ar sonhador.


    Saímos apressadas, porque você ainda tinha que gravar uma entrevista e receber vários repórteres. Já na rua, enquanto Olga procurava um táxi, você descobriu outra pomba, esta de verdade, pousada junto à porta do edifício. É tão frequente encontrar essas aves nas ruas da cidade, que nem me detive, mas você parou e olhou-a longamente, como se se tratasse de um milagre único e insubstituível. Senti que você estava vivendo um instante poético e não me aproximei, para não perturbar o silencioso diálogo. Você então me chamou, segurou-me pela mão, fitou-me seriamente e me pediu: “Quer me fazer um favor? Escreva uma história sobre esta pomba”. Concordei, meio sem jeito, com a secreta convicção que não manteria a palavra. Não sei inventar casos, como você; acho que, se pudesse, teria escrito, mas não deu.


    Depois você voltou para o Brasil, nós nos perdemos de vista e tudo continuou mais ou menos como antes. Só que de repente você partiu, e não pude nem me despedir. Já tem quase um mês: como é que passou depressa, hein? Você que nunca se perturbou com a mesquinha dimensão do nosso tempo, deve estar se divertindo com essa mania que a gente tem de fazer as coisas sempre na hora (in)certa. Fiquei com a sensação incômoda de não haver cumprido a promessa. Sei que você sempre pairou acima de tudo isso – e agora nem se fala – mas eu ainda estou, sempre estive presa às pequenas contingências. Deve ser por isso que aqui estou para te pedir desculpas por não haver escrito a história. E te dizer que estamos sentindo muito a sua falta, mas fique tranquila: seus livros nos fazem companhia. E para te mandar este beijo, Clarice, em forma de pomba.


(Coleção Melhores Crônicas: Maria Julieta Drummond de Andrade. Seleção e prefácio de Marcos Pasche, Global, 2012, pp. 45-48. Publicada no livro: Um buquê de alcachofras, 1980.)
Considere o trecho “Quando voltei, 15 minutos depois, você já estava à minha espera, penteadíssima, enquanto Olga, seu anjo da guarda, pagava a conta.” (2º§). É correto afirmar que as duas últimas vírgulas se deram para demarcar um(a):
Alternativas
Q3484458 Português
TEXTO I 


Chat GPT: quem tem medo da inteligência artificial?


     Se você ainda não teve acesso diretamente, pelo menos já deve ter ouvido falar do Chat GPT, uma ferramenta de inteligência artificial lançada há pouco tempo que está provocando debates acalorados sobre praticidade, desvio ético, violação de direito autoral e plágio no ambiente digital. A partir de uma compilação de dados lançados na internet, os robôs que estão por trás da ferramenta podem entregar ao usuário uma infinidade de informações.

    Não hả limites para uma consulta. Você pode pedir ao Chat GPT para que escreva uma crônica sobre O centenário de fundação do Sampaio Correia, ele entrega. Se você optar por um relatório técnico sobre a economia do Maranhão, ele entrega. Se você quer escrever um conto sobre solidão, mas não sabe nem por onde começar, ele entrega. Se você pretende escrever uma poesia sobre a brisa da praia do Calhau, e não tem a menor ideia de como fazer, a ferramenta entrega. As linhas gerais de uma dissertação de mestrado. Uma simples receita de arroz de cuxá. Um discurso. Um ensaio literário. Um diagnóstico médico? Sim, até um diagnóstico médico.

    As respostas, em forma de texto, são extremamente rápidas. Se são úteis? Se são confiáveis? O Chat GPT oferece informações rarefeitas, recicladas, que podem ou não servir ao interesse do usuário. As respostas são genéricas, algumas vezes superficiais, quando o tema requer uma avaliação mais técnica ou acadêmica. Quando o assunto exige uma elaboração mais subjetiva, como é o caso da linguagem literária (um poema ou conto, por exemplo), as respostas são simplórias, mas pelo menos garantem a arquitetura do resultado, um ponto de partida, um rascunho fluido, sem muita inventividade.

    Novidade que mais parece uma simbiose prosaica de duas ferramentas populares, como o Google e a Alexa, o Chat GPT desperta, no mínimo, curiosidade. Mas tem despertado mesmo é muita preocupação entre professores, que, com o advento dessa tecnologia, já não sabem mais se determinado conteúdo foi escrito de fato pelo aluno ou se é mera obra de robôs.

    O que é ruim para a área de educação - pelo estímulo natural da ferramenta à formação de uma massa de alunos reprodutores de conteúdo de internet, de uma geração de ineptos não é bom também para questões como ética e direito autoral. O Chat GPT nasceu com о "vício crônico" de não citar fontes. O robô simplesmente faz uma varredura na internet, mistura frases e parágrafos no liquidificador e regurgita o resultado em poucos segundos, como algo novo. Mas não cita a origem das informações, não dá nome aos autores garimpados. Tudo isso, claro, pode resultar numa fraude grosseira de conteúdo alheio. O risco de plágio é altíssimo.

     Mas - dirão os defensores do uso da tecnologia fora do ambiente da inteligência artificial o mundo anda cheio de plagiários, imitadores da criação alheia, jabutis e embusteiros profissionais. Muitos deles aplaudidos por suas obras-primas, premiados pelos incautos. [...]

    Há versões gratuitas do Chat GPT, de conteúdo mais simples, e existem também aplicativos pagos, com possibilidades de buscas mais avançadas. E hoje não faltam concorrentes da ferramenta no mercado digital, como Meta, ChatSonic, Bing, Bard e algumas outras ainda em fase de desenvolvimento. Ou seja, estamos apenas no começo dessa corrida insana pelo eldorado da inteligência artificial.

    Não temos a menor ideia onde tudo isso vai dar. Estamos diante de uma realidade que não tem mais volta. Ferramentas como o Chat GPT não devem impor medo, mas atenção. A inteligência artificial não pode ser utilizada como um vagão desgovernado nas infovias digitais capaz de atropelar a ética, o direito autoral. É preciso estabelecer a distância necessária entre conhecimento propriamente dito e informação instantânea subtraída de uma máquina. Para isso, vale discernir, no uso corrente da tecnologia, o que é pesquisa de fato daquilo que pode ser um exercício meramente lúdico.


Félix Alberto. Disponível em: <<https://imirante.com/noticias/saoluis/2023/03/03/chat-gpt-quem-tem-medo-da-inteligenciaartificial>>. Acesso em 10/10/2023. Adaptado.
Analise o fragmento abaixo quanto à pontuação.

"Mas - dirão os defensores do uso da tecnologia - fora do ambiente da inteligência artificial o mundo anda cheio de plagiários, imitadores da criação alheia, jabutis е embusteiros profissionais." (6°§)

Em qual das opções a vírgula foi empregada pelo mesmo motivo do trecho acima?
Alternativas
Q3483670 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale aquela em que a colocação dos sinais de pontuação está incorreta.
Alternativas
Q3483608 Português
Texto 1


Psicólogo destaca a importância do lazer na saúde física e mental

Profissional explica como o descanso auxilia na qualidade de vida e indica opções de atividades

Por Izabelle Gomes

        As preocupações que surgem com as atividades diárias e a agitação da cidade grande são as principais causadoras do mau humor, cansaço e estresse. A qualidade de vida pode melhorar progressivamente se as pessoas colocarem em prática algumas atividades de lazer, que é uma das formas de diversão, descanso e desenvolvimento do corpo e da mente. 

        Segundo o psicólogo e professor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Caxangá, Amaro Ferreira, o lazer não pode ser visto como um desperdício de tempo, pois ele é fundamental para o nosso bem-estar e produtividade. “O lazer não ajuda somente no controle do estresse, mas também na percepção de autocuidado e equilíbrio na saúde mental e física”, comenta.

        O entretenimento proporciona muitos benefícios para a saúde, que tendem a impactar em diversas áreas, como o aumento na qualidade e expectativa de vida; a fuga da rotina; novas experiências, interesses e habilidades. “Por mais que alguém goste do seu trabalho, não é saudável viver somente naquele mesmo costume que pode causar cansaço e frustração. Encontrar uma atividade agradável ajuda no desenvolvimento pessoal e social e previne o surgimento de sintomas de depressão e ansiedade”, informa. 

        Não é preciso muito dinheiro para ter um momento de descanso. Existem ocupações simples que podem ser incluídas no cotidiano. Elas podem ser de cunho artístico, físico, manual, intelectual ou turístico. Alguns exemplos são cinema e teatro; as artes; decorações; prática de esportes e caminhadas; artesanatos; costura; jardinagem; leitura; viagens e passeios. “Existem atividades de lazer para todos os gostos. Você só precisa saber o que mais gosta e o que funciona para sua rotina”, explica o professor. 

        Devido à ampliação da expectativa de vida, as oportunidades de entretenimento podem prevenir alguns problemas de saúde, como estafa, perda de memória, transtornos psicológicos e doenças crônicas, a exemplo de diabetes e hipertensão. Para que seja possível o aproveitamento dos benefícios do lazer, é importante focar em si mesmo e no relaxamento. Se há dificuldades em aproveitar os momentos e levá-los com seriedade, procure ajuda de um especialista para obter os melhores resultados.

Adaptado de: https://www.uninassau.edu.br/noticias/psicologo destaca-importancia-do-lazer-na-saude-fisica-e-mental. Acesso em: 23 ago. 2024. 
Em “Alguns exemplos são cinema e teatro; as artes; decorações; prática de esportes e caminhadas; [...]” (Texto 1), o sinal de ponto e vírgula foi empregado com a função de 
Alternativas
Q3483598 Português
Texto 1


Psicólogo destaca a importância do lazer na saúde física e mental

Profissional explica como o descanso auxilia na qualidade de vida e indica opções de atividades

Por Izabelle Gomes

        As preocupações que surgem com as atividades diárias e a agitação da cidade grande são as principais causadoras do mau humor, cansaço e estresse. A qualidade de vida pode melhorar progressivamente se as pessoas colocarem em prática algumas atividades de lazer, que é uma das formas de diversão, descanso e desenvolvimento do corpo e da mente. 

        Segundo o psicólogo e professor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Caxangá, Amaro Ferreira, o lazer não pode ser visto como um desperdício de tempo, pois ele é fundamental para o nosso bem-estar e produtividade. “O lazer não ajuda somente no controle do estresse, mas também na percepção de autocuidado e equilíbrio na saúde mental e física”, comenta.

        O entretenimento proporciona muitos benefícios para a saúde, que tendem a impactar em diversas áreas, como o aumento na qualidade e expectativa de vida; a fuga da rotina; novas experiências, interesses e habilidades. “Por mais que alguém goste do seu trabalho, não é saudável viver somente naquele mesmo costume que pode causar cansaço e frustração. Encontrar uma atividade agradável ajuda no desenvolvimento pessoal e social e previne o surgimento de sintomas de depressão e ansiedade”, informa. 

        Não é preciso muito dinheiro para ter um momento de descanso. Existem ocupações simples que podem ser incluídas no cotidiano. Elas podem ser de cunho artístico, físico, manual, intelectual ou turístico. Alguns exemplos são cinema e teatro; as artes; decorações; prática de esportes e caminhadas; artesanatos; costura; jardinagem; leitura; viagens e passeios. “Existem atividades de lazer para todos os gostos. Você só precisa saber o que mais gosta e o que funciona para sua rotina”, explica o professor. 

        Devido à ampliação da expectativa de vida, as oportunidades de entretenimento podem prevenir alguns problemas de saúde, como estafa, perda de memória, transtornos psicológicos e doenças crônicas, a exemplo de diabetes e hipertensão. Para que seja possível o aproveitamento dos benefícios do lazer, é importante focar em si mesmo e no relaxamento. Se há dificuldades em aproveitar os momentos e levá-los com seriedade, procure ajuda de um especialista para obter os melhores resultados.

Adaptado de: https://www.uninassau.edu.br/noticias/psicologo destaca-importancia-do-lazer-na-saude-fisica-e-mental. Acesso em: 23 ago. 2024. 
Considerando o uso da vírgula, assinale a alternativa em que a frase adaptada do Texto 1 está redigida corretamente. 
Alternativas
Q3482335 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Princípios da Análise de Discurso Crítica 


Análise de Discurso Crítica é uma abordagem científica interdiscursiva para estudos críticos da linguagem como prática social. A transdisciplinaridade explica-se pelo fato de esta análise não somente aplicar outras teorias, mas também romper fronteiras epistemológicas, operacionalizando e transformando teorias para os propósitos da abordagem crítica no ensino de língua materna (FAIRCLOUGH, 2003). Assim, a Análise de Discurso Crítica constitui-se pela operacionalização de diversas disciplinas e estudos, dentre os quais destacamos aqui, com base em Fairclough (2001), os estudos fundadores de Bakhtin (1997) e Foucault (1977, 2003).


Tomando o cuidado de não reduzir um pensador como Bakhtin a um punhado de conceitos desligados do contexto histórico e político em que foram produzidos, é possível reconhecer em Bakhtin o pensador proponente da teoria de ideologia; da noção de dialogismo na linguagem.


Nos ensaios filosóficos sobre a linguagem, Bakhtin (2002, p.123) aponta a "verdadeira substância da língua" no processo social da interação verbal. Seguindo preceitos do Materialismo Histórico, indica a enunciação como a realidade da linguagem e como estrutura socioideológica, de modo a priorizar não só a atividade da linguagem, mas também sua relação indissolúvel com seus usuários. 


Bakhtin (1997, p.290) apresenta uma visão dialógica e polifônica da linguagem, segundo a qual mesmo os discursos aparentemente não dialógicos, como textos escritos, são sempre parte de uma cadeia dialógica, na qual respondem a discursos anteriores e antecipam discursos posteriores de variadas formas. A interação é entendida como operação polifônica, que retoma vozes anteriores e posteriores da cadeia de interações verbais, e não só uma operação entre as vozes do locutor e do ouvinte: "cedo ou tarde, o que foi ouvido e compreendido de modo ativo encontrará um eco no discurso ou no comportamento subsequente do ouvinte" (p.291).


Mais uma fonte fundadora da compreensão da linguagem como espaço de luta de poder são os trabalhos de Foucault. Dentre outras noções, são relevantes para a Análise de Discurso Crítica as noções foucaultianas do aspecto constitutivo do discurso; da interdependência das práticas discursivas; da natureza discursiva do poder; da natureza política do discurso e da natureza discursiva da mudança social (FAIRCLOUGH, 2001). 


Foucault (2003, p.10) problematiza a função constitutiva do discurso, concebendo a linguagem como uma prática que constitui o social, os objetos e os sujeitos sociais. Analisar discursos, nessa perspectiva, é especificar formações discursivas interdependentes, bem como sistemas de regras que possibilitam a ocorrência de certos enunciados em determinados tempos, lugares e instituições. Conforme Foucault (2003, p.66), "toda tarefa crítica, pondo em questão as instâncias de controle, deve analisar ao mesmo tempo as regularidades discursivas através das quais elas se formam; e toda descrição genealógica deve levar em conta os limites que interferem nas formações reais". Da ideia de regulação social 'do que pode ou não ser dito' em práticas situadas - o que traz à tona tanto relações interdiscursivas quanto relações entre o discursivo e o não essencialmente discursivo - origina-se o conceito fundamental para a Análise de Discurso Crítica de ordem de discurso: a totalidade de práticas discursivas dentro de uma instituição ou sociedade e o relacionamento entre elas (FAIRCLOUGH, 1989).


Como alerta Brait (2008, p.9-10), "ninguém, em sã consciência, poderia dizer que Bakhtin tenha proposto formalmente uma teoria ou análise do discurso", entretanto, "também não se pode negar que o pensamento bakhtiniano representa, hoje, uma das maiores contribuições para os estudos da linguagem (...)", tendo motivado "o nascimento de uma análise dialógica do discurso".


https://www.scielo.br/j/bak/a/Vzfxj5xTVBsLvpZkk4K9 GBz/. Adaptado.
Como alerta Brait, ninguém, em sã consciência, poderia dizer que Bakhtin tenha proposto formalmente uma teoria ou análise do discurso.

Assinale a opção que contenha a nova pontuação correta sem alteração de sentido original da frase.
Alternativas
Q3481960 Português
A saga de uma década para traduzir o 'intraduzível' 'Grande Sertão: Veredas'

(Camilla Veras Mota)


Grande Sertão: Veredas é o Monte Everest do mundo da tradução. Como verter para outro idioma um romance experimental de 600 páginas sem divisão por capítulos, narrado por um jagunço que conta uma epopeia no sertão de Minas Gerais com neologismos, onomatopeias, paranomásias, aliterações e assonâncias?

Foi essa a pergunta que a australiana Alison Entrekin se fez em 2014, quando aceitou tocar um projeto para traduzir o clássico de Guimarães Rosa para o inglês. Ela sabia que o trabalho seria hercúleo, mas não imaginou que duraria uma década.

No fim de 2023, entregou uma primeira versão a seu agente literário, encarregado de apresentála ao mercado editorial. O livro foi arrematado em um leilão pela editora americana Simon & Schuster em meados de 2024 e tem publicação prevista para 2026.

Promete ser um acontecimento: a outra única edição em inglês de Grande Sertão, lançada em 1963, não passou da primeira tiragem e ficou conhecida como uma versão desidratada que não está à altura do original. O próprio Guimarães Rosa chegou a se queixar, em trocas de cartas com seu tradutor para o alemão, de que o texto não capturava a singularidade de sua obra.

Se um dos problemas apontados para o fracasso daquela época foi o conhecimento limitado do português da tradutora americana Harriet de Onís, que acabou largando o trabalho no meio do caminho, desta vez a situação não podia ser mais distinta. Entrekin vive no Brasil desde 1996, quando, vindo de Perth, na costa australiana, desembarcou em Santos (SP), a cidade natal do marido.

Por dez anos, de segunda a sexta, a australiana acordou cedo, levou a filha para a escola, voltou para casa e sentou na frente do computador para reconstruir em inglês o sertão de Minas Gerais.

(https://www.bbc.com/, com adaptações)
No último período do texto, as vírgulas separam orações coordenadas.
Alternativas
Respostas
2361: A
2362: E
2363: B
2364: C
2365: B
2366: A
2367: C
2368: A
2369: E
2370: D
2371: C
2372: D
2373: B
2374: A
2375: C
2376: B
2377: D
2378: B
2379: C
2380: E