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Sobre a apreciação musical, sabemos que é um tipo de treinamento musical planejado para desenvolver a habilidade para ouvir música inteligentemente [...]. A arte de ouvir como atividade de pensamento [...]. O treinamento em apreciação deveria começar na escola elementar, podendo continuar através de toda a vida. Levando em consideração essas definições, os professores dessa disciplina têm desenvolvido um trabalho de escuta a partir de cada período musical estudado, trabalhando inicialmente a escuta descomprometida com as características da obra, focando mais nas impressões individuais e imediatas dos alunos, para depois fazer um trabalho de direcionamento de escuta para determinados elementos presentes.
VOGEL, J. L. A.; LITENSKI, Ivan ; GOMES, Érica Dias. O Papel da Banda de Música na Escola Regular: Resultados Sociais e Sonoros para a Educação Musical Brasileira. O Mosaico: Revista de Pesquisa em Artes, v. 6, p. 41-53, 2011.
A música historicamente vem se transformando, caracterizando-se pela utilização dos sistemas modal, tonal e pós-tonal, existindo, dentro deles, várias estéticas que os norteiam. Assim, para melhor compreender os diferentes percursos musicais, a apreciação no ensino da História da Música pode ser relevante por possibilitar
A teoria musical é frequentemente apresentada como uma espécie de gramática formal com várias regras próprias que parecem estranhas e arbitrárias para o aluno, regras estas adquiridas através do uso e das práticas de materiais desprovidos de interesses e valores musicais.
MARTINS, Raimundo. Educação Musical: Conceitos e Preconceitos. Rio de Janeiro, FUNARTE, Instituto Nacional de Música, 1985.
Em relação à teoria musical pode-se afirmar que:
Para FERNANDES, KAYAMA, e ÖSTERGREN (2003), a atividade do Regente é de reconhecida importância para que se possa atingir uma execução musical convincente, uniforme e inspiradora. Para que a performance consiga atingir tais objetivos, torna-se necessário que a figura do líder, do condutor, diretor musical, seja a de um músico de reconhecida competência expressa tanto em sua capacidade de liderança como em sua habilidade como musicista.
FERNANDES, A.; KAYAMA, A. ; ÖSTERGREN, E. O regente moderno e a construção da sonoridade coral. Per Musi, Belo Horizonte, n.13, 2006, p.33-51
No que tange à formação musical do regente na criação de grupos vocais e instrumentais é CORRETO afirmar que
O ensino da leitura musical é um dos principais pontos de disputa e de polêmica em educação musical, pois os símbolos musicais são ensinados simplesmente como código abstrato, fato que ocorre na maioria dos casos.
MARTINS, Raimundo. Educação musical: conceitos e preconceitos. Rio de Janeiro, FUNARTE, Instituto Nacional de Música, 1985.
Com base no texto acima, na realidade do ensino da leitura musical verifica-se:
O ensino coletivo de piano, também nomeado por autores brasileiros por piano, é utilizado no Brasil de forma significativa. Segundo a Profa. Dra. Simone Gorete Machado, 67,3% dos cursos de nível superior em música no Brasil oferecem disciplinas com foco nesta metodologia (Machado, 2016, p. 146). A autora menciona ainda, que "A faixa etária a que se destina é um dos fatores a ser considerado, quando se quer situá-lo no âmbito metodológico" (Machado, 2016, p. 134). Sendo assim, qual seria a faixa etária ideal para a utilização da metodologia de piano em grupo?
MACHADO, S. G. A Presença do Piano em Grupo em instituições de Ensino Superior no Brasil. Orfeu, v. 1, p. 132-155, 2016.
O Método Da Capo, criado pelo professor Joel Barbosa, especificamente para o ensino de música com bandas, tem como objetivo trabalhar as habilidades técnicas de cada instrumento que compõe a banda; leitura musical e o processo de tocar em grupo. Esses aspectos são trabalhados num repertório formado por músicas folclóricas brasileiras, visando a proximidade do aluno com sua realidade cultural.
BRITO, Alessandro Ribeiro de. O Papel da Banda de Música na Escola Regular: Resultados Sociais e Sonoros para a Educação Musical Brasileira. 2013. 51 f. TCC (Graduação) - Curso de Música, Instituto Villa-lobos, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2013.
Sobre o método de ensino coletivo Da Capo é CORRETO afirmar que
“O oboé tem uma extensão de notas menor que os outros principais instrumentos de sopro, mas é capaz de grande variedade de timbres e de estilos de tocar”.
(BENNETT, 1986, p. 14). BENNETT, Roy. Instrumentos da Orquestra. Rio de Janeiro, J. Zahar, 1986.
Sobre o timbre do oboé é CORRETO afirmar?
“Durante o século XIX, versões maiores e menores de vários instrumentos de sopros foram sendo incorporadas à orquestra, aumentando assim a extensão das notas e a variedade de timbres, de tal modo que a formação do naipe das madeiras na orquestra moderna frequentemente inclui: flautas e flautim; oboés e corno inglês; clarinetas e clarineta baixo (e ocasionalmente saxofone); fagotes e contrafagotes.”
(BENNETT, 1986, p. 31). BENNETT, Roy. Instrumentos da Orquestra. Rio de Janeiro, J.Zahar, 1986.
É CORRETO afirmar que no final do século XVIII - quando Haydn estava escrevendo suas últimas sinfonias e Beethoven estava para escrever a sua primeira - o naipe de madeiras consistia em
Leia atentamente o texto abaixo e responda a questão que segue. Podemos incluir o canto coral em um cenário de qualidade de vida e equilíbrio social. Assim, após o cumprimento das necessidades básicas e de segurança de dada população, a participação em atividades que promovam o aumento da autoestima e do senso de auto-realização constitui significativo aspecto da formação do indivíduo.
(AMATO NETO; FUCCI AMATO, 2007). AMATO NETO, João; FUCCI AMATO, Rita de Cássia. Organização do trabalho e gestão de competências: uma análise do papel do regente coral. Gepros: Gestão da Produção, Operações e Sistemas, Bauru, v. 2, n. 2, p. 89- 98, 2007.
Considerando o texto acima, é CORRETO afirmar que o canto coral na educação é importante, pois
"O domínio básico do instrumento parece ser de grande valia para a construção da sua desenvoltura e autonomia na leitura e na performance. É um recurso auxiliar no estudo de repertório, favorece a compreensão musical, prepara para atividades profissionais à frente de um grupo coral e para a orientação de seus futuros alunos de canto e técnica vocal. Diante do conjunto de informações e capacidades, recursos pedagógicos e habilidades específicas de um professor de música, parece-nos imprescindível a experiência com o piano, na formação de um aluno da Licenciatura. A desenvoltura na percepção harmônica é um suporte fundamental para a qualidade do trabalho de um musicalizador, seja na escola especializada, ou da rede regular de ensino, seja em aulas particulares. O potencial expressivo do futuro educador musical pode ser explorado - e valorizado - através do tratamento consciente de possibilidades dinâmicas e timbrísticas do piano (ou teclado com sensibilidade ao toque). Deste profissional são esperadas, dentre outras, as capacidades de fazer harmonizações, pequenos arranjos, transposições, improvisações. Presumimos ser interessante a habilidade específica no piano porque, mesmo não sendo um instrumento comumente disponível nas escolas regulares, há como se utilizar um teclado nas aulas, com vantagens de um instrumento harmônico que permite aos alunos a visualização e a experimentação da organização das alturas e de pequenas estruturas musicais."
MACHADO, Maria Inêz Lucas. O Piano Complementar na Formação Acadêmica: concepções pedagógicas e perspectivas de interdisciplinaridade. Per Musi, n. 27, 2013. p. 115-131.
Segundo a autora, uma formação complementar em piano pode contribuir para:
O Da Capo adapta o aprendizado com músicas folclóricas brasileiras aproximando aos alunos-músicos de sua realidade melódica diferente dos métodos tradicionais trazidos para o Brasil, baseados na Europa, particularmente Itália, Portugal e Alemanha, países historicamente ligados as Bandas de Música. Dentre as características do método está o fato do aprendiz ter o contato do instrumento desde a primeira aula, e durante a aplicação possibilita além da banda a criação de conjuntos, formações menores como duos, trios, quartetos, no próprio corpo musical trabalho, cunhando desta forma uma forte auto estima, uma motivação. O método consiste em utilizar músicas com células rítmicas simples, utilizando a teoria e a prática no instrumento simultaneamente diferente da tradicional (Execução separada da teoria). Assim pela necessidade de métodos, de materiais didáticos de ensino coletivo, de caráter informativo e da tentativa de experimentar outras ideias (sic) pedagógicas no ensino da técnica musical dos alunos, fez com que o Prof. Joel Barbosa desenvolvesse o Da Capo.
MARTINS, José Alípio de Oliveira. O Método Da Capo: Banda de Música, Educação, Sociologia e Pontos de Convergência. Disponível em: . Acesso em: 17 nov 2016.
Com base no trecho acima, é possível afirmar que o método Da Capo utiliza:
Voltando à realidade brasileira, na maioria das vezes o que se encontra, são grupos de Fanfarra ou de percussão regional, que na informalidade, em muitos casos, os professores são monitores, músicos amadores, sem formação acadêmica, e, apesar disto, muitos são eficientes, podendo satisfazer a cada proposta de trabalho em alguma escola ou localidade. É raro encontrar nas Instituições de ensino fundamental e médio, estrutura para o desenvolvimento de Bandas de Música Escolares. Tais agremiações são, portanto, um modo eficiente e célere de aprendizado e que apresenta condições de musicalizar jovens, bem como possibilitar um repensar do ensino formal de música nas escolas dentro do currículo de Educação Artística em geral.
MARTINS, José Alípio de Oliveira. O Método Da Capo: Banda de Música, Educação, Sociologia e Pontos de Convergência. Disponível em: . Acesso em: 17 nov 2016.
De acordo com o trecho acima, as bandas de música podem contribuir, no âmbito da educação formal:
A começar pela preparação de uma obra pelo regente, mesmo que ele possua a escuta interna e ainda que o regente tenha a formação de cantor e a percepção acurada, percebe-se a necessidade da utilização do piano para a escuta harmônica. É nessa habilidade que parece se convergir o maior grau de dificuldade, o caso de leitura de grade.
No ensaio, quando não houver um correpetidor ele deverá saber quando será necessário tocar um acompanhamento ou para modelar uma frase e para demonstrar determinada linha em destaque com a harmonia respectiva. Para isso, precisará dominar a técnica pianística de destacar uma melodia numa voz.
Vemos que a investigação dos currículos, nos leva a entender que embora os livros de regência não abordem as habilidades pianísticas do regente de coro, a maioria dos cursos do Brasil exigem do aluno uma preparação que contempla mais de dois anos de estudo do piano. A partir disso, chegamos a conclusão que o aprendizado do piano como ferramenta é significante na formação do regente de coro.
LISBÔA, Márcio Roberto; COUTINHO, Carlos Henrique Costa. O Piano como Ferramenta para o Regente de Coro. Disponível em: . Acesso em 15 nov 2016.
De acordo com o trecho acima, entende-se que a formação do regente de coro, no Brasil, de maneira geral:
A insistência no canto de melodias que não estejam inseridas dentro da capacidade vocal das crianças pode contribuir para o aumento do número de crianças desafinadas, uma vez que, ao tentar cantar em uma altura vocalmente confortável, elas podem estar assimilando estruturas musicais distorcidas.
SOBREIRA, Silvia. Desafinação Vocal. Brasília: MUSIMED, 2003.
Conforme o trecho acima, a desafinação vocal pode emergir:
O hábito de cantar não tem sido trabalhado dentro das famílias brasileiras em geral. (...) Grande parte das crianças, ao ingressarem no coral, encontra-se com a saúde vocal prejudicada, falando com a voz excessivamente rouca, além de possuírem uma extensão vocal pouquíssimo desenvolvida, principalmente no que diz respeito à região mais aguda da voz. Esses hábitos fazem parte da realidade social na qual estão inseridos.
CHEVITARESE, Maria José. O Canto Coral como Agente de Transformação Cultural nas Comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho: Educação para Liberdade e Autonomia. Tese (Doutorado em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social). Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2007.
O trecho acima trata sobre a pouca difusão do canto entre as famílias brasileiras. Sobre isso, é possível afirmar:
Entendemos, portanto, que a preparação vocal engloba os exercícios essencialmente fisiológicos e com fins especificamente musicais (como afinação, fraseado, dinâmica), associados às qualidades vocais (como apoio, sustentação, ressonância, articulação). A preparação vocal pode trabalhar elementos musicais encontrados no repertório (como saltos, escalas, arpejos, ritmos mais complexos, notas mais longas) com exercícios direcionados, favorecendo a interpretação musical.
MOREIRA, Ana Lúcia Iara Gaborim; RAMOS, Marco Antonio da Silva. Preparação Vocal no Coro Infanto-Juvenil: desafios e possibilidades. CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO, 24. São Paulo. Anais... 2014.
Conforme o texto acima, a preparação vocal de um coral deve contemplar:
No contexto educacional, o canto coral é relevante pelo fator motivação e é uma consequência da liderança que o regente deve exercer sobre seu grupo. Essa liderança pode ser traduzida em bases de autoridade, que podem ser aplicadas ao regente coral.
(FUCCI AMATO, 2007) FUCCI AMATO, R. C. O Canto Coral como Prática Sóciocultural e Educativo-musical. Opus (Belo Horizonte. Online), v. 13, p. 75-96, 2007.
Sinalize três bases da liderança do regente no processo de educacional, segundo FUCCI AMATO (2007):
Cifra musical é o nome dado ao sistema de notação musical, na qual se utilizam letras e sinais para identificar os acordes musicais. A seguinte sequência de cifras musicais A, Bm , Cm e E7M identifica os seguintes acordes:
Em relação as claves de sol e fá , na segunda linha tem-se, respectivamente, as notas:
Quando a estudiosa do campo da música popular Martha Ulhôa apresentou um trabalho sobre o rock brasileiro na cidade inglesa de Liverpool, em 1988, notou que o público não percebeu o que para ela era entendido como “brasileiro”. O exemplo em questão era uma música de Raul Seixas, roqueiro nordestino da década de 1980: “Mesmo se auto-referenciando [...] a música extrapola sua própria esfera (Raul também alude à música regional nordestina, mesmo que o pessoal de Liverpool não tenha aceito minha explicação de que ele usa escalas, instrumentos e sotaques nordestinos – afinal, eles não podem identificar textos culturais que desconhecem)”.
Seguindo o raciocínio da autora, por que os ingleses não reconheceram traços de “brasilidade” no rock de Raul Seixas?