Questões de Concurso

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Q3229766 História e Geografia de Estados e Municípios
“[...] Virgulino Ferreira, o famigerado ‘Lampião’, tem sido protegido por políticos de evidência no interior dos Estados do Norte” (A Batalha, 15 jan. 1931). Essa publicação informava a população leitora sobre a proteção dada por coronéis da região Nordeste — na época chamada de Norte — aos cangaceiros. Dentre os protetores, figuravam sujeitos como o coronel Zé Pereira, chefe político de Princesa Isabel (PB) e o padre Cícero Romão do Juazeiro no Norte (CE), acusados de “[...] protegerem e lhe fazerem presentes de armas e munições” (A Batalha, 15 jan. 1931). Essa relação de proteção recebeu a alcunha de
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Q3229765 Conhecimentos Gerais
Analise o seguinte trecho:

“O Grupo Habeas Corpus Potiguar – GHAP foi constituído legalmente em 15 de dezembro de 1992, para fins de coordenação, estudo, proteção, luta, reivindicação e representação legal dos homossexuais no estado do Rio Grande do Norte. Como entidade de representação social e política deste setor, o Habeas Corpus convida a sociedade sensível, trabalhadora e culta a se engajar na luta pela construção de um mundo mais justo, mais fraterno e mais humano, onde não haja mais lugar para a ignorância, a prepotência e o autoritarismo, onde se possa transformar [...] preconceito em liberdade” (Nós Por Exemplo, jan. 1994).

O Grupo Habeas Corpus Potiguar nasceu como uma instituição sem fins lucrativos que lutou em defesa dos direitos e cidadania da população LGBTQIAPN+. Seu convite, publicado no jornal Nós Por Exemplo e direcionado à sociedade potiguar, convidava a observar 
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Q3229764 História
“É que o saber não é feito para compreender, ele é feito para cortar”. Com estas palavras, o filósofo francês Michel Foucault (1979, p. 28) escreveu sobre o sentido do saber histórico enquanto uma ciência. A metáfora de que o conhecimento é “feito para cortar”, para incomodar, reflete sobre a função social do ensino de história capaz de 
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Q3229763 História
“O tempo histórico é criado a partir da invenção de instrumentos de pensamento, tais como o calendário, a ideia de sequência das gerações e a ideia de contemporâneos, predecessores e sucessores. É, portanto, o tempo do calendário. Ele possui um acontecimento fundador. Permite que o percorramos na dupla direção (do passado para o presente e do presente para o passado) e faz uso de um repertório de unidades de medida para nomear os intervalos recorrentes dos fenômenos cósmicos (dia, mês, ano etc.). O tempo histórico serve de 'conector' entre o tempo psicológico (vivido, ordinário) e o tempo físico (cósmico, astronômico, universal, objetivo, do relógio). A função maior desse grande tempo é ordenar o tempo das sociedades (e dos homens que vivem em sociedade) pelo tempo cósmico" (Ricoeur, 1997 apud Freitas, 2010, p. 81). Nesse sentido, a noção de tempo histórico NÃO abarca
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Q3229761 História e Geografia de Estados e Municípios
Analise o texto abaixo.

“O estado do Rio Grande do Norte já era habitado por grupos humanos há 9.400 anos, com resultados comprovados através de datações realizadas desde a década de 90 do século XX pela Universidade Federal de Pernambuco em sítios arqueológicos com enterramentos humanos nos municípios de Carnaúba dos Dantas e Parelhas, localizados na mesorregião central, microrregião do Seridó Oriental. A tipologia dessa presença pré-histórica no Estado inclui vestígios culturais como a cerâmica, o material lítico e os registros rupestres” (Santos Júnior, 2022, p. 15).


As representações rupestres podem ser encontradas nas diversas regiões do Estado do Rio Grande do Norte, materializando
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Q3229760 História e Geografia de Estados e Municípios
No ano de 2005, houve uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em que três grupos indígenas apresentaram a necessidade de serem reconhecidos como tais. Após esta primeira audiência, outros espaços foram sendo ocupados e o movimento indígena no Rio Grande do Norte foi se fortalecendo, integrando outros grupos e lutando para assegurar acesso às políticas públicas e regularização fundiária de seus territórios. Esse movimento precisou confrontar narrativas que afirmavam não haver população indígena no estado do Rio Grande do Norte. A necessidade de reafirmação étnica e de luta por reconhecimento dos povos indígenas no território potiguar demonstram
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Q3229759 História e Geografia de Estados e Municípios
Com a instauração e avanço da Segunda Guerra Mundial, a capital do Rio Grande do Norte acabou sendo envolvida diretamente nas ações militares do início dos anos 1940. Em março de 1942, foram iniciados os exercícios de black-out, ou seja, apagamento de todas as luzes da cidade, em prédios públicos e privados, com toque de recolher, impossibilidade de circulação pelas ruas da capital e busca por locais seguros para se abrigar. Os exercícios de black-out contaram com a mobilização
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Q3229758 História e Geografia de Estados e Municípios
Nas primeiras décadas do século XX, a cidade do Natal passou a buscar se inserir em um cenário modernizador. Sob influência direta da capital do Brasil à época, o Rio de Janeiro, que também se modernizava e tinha referências parisienses, Natal passou por mudanças consideradas modernizadoras. Tais mudanças foram percebidas por meio
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Q3229757 História
A partir de 1964, com o golpe de Estado efetivado, foi iniciado um processo de indiciamento de potenciais subversivos. No Rio Grande do Norte, houve a instalação de uma Comissão de inquérito, com financiamento e por iniciativa do governo do estado, que resultou com a publicação de um dossiê intitulado Relatório Geral, também conhecido como Relatório Veras, em alusão ao sobrenome de um de seus autores. Na introdução do Relatório, há a seguinte descrição:


“O Relatório é dividido em duas partes. Na primeira parte, de responsabilidade do capitão José Domingos da Silva, têm-se os resultados das investigações na área rural e na Rede Ferroviária Federal, fixando a responsabilidade de 38 indiciados. Na segunda parte do documento, de responsabilidade do delegado Carlos Moura de Moraes Veras, têm-se os resultados das investigações nos setores sindicais, estudantil, intelectual e Prefeitura do Natal, fixando a responsabilidade de 45 indiciados.”


Com base nesses dados e nos conhecimentos da história local, é possível identificar que a repressão estabelecida a partir do Relatório Veras atingiu:
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Q3229756 História e Geografia de Estados e Municípios
Em 1960, foi eleito pela primeira vez por voto direto, na cidade do Natal, o prefeito Djalma Maranhão. Sua campanha eleitoral esteve voltada para as classes populares e se organizou a partir dos chamados comitês nacionalistas, organizações políticas espalhadas pelos bairros da cidade. A partir do diálogo com os comitês, a gestão de Djalma Maranhão escolheu a educação como pauta principal do seu plano gestor. Uma vez eleito, o prefeito iniciou uma campanha de erradicação do analfabetismo na cidade do Natal, começando com um projeto piloto, no bairro das Rocas, em 1961. O hino da campanha, entoado nas escolas e ruas da cidade do Natal, destacava:

“Povo pobre, natalense Chegou a vez para quem quer aprender Como sofre o ser humano Quando não sabe o seu nome escrever A prefeitura abre a campanha Para ajuda do ensino e do saber Pela meta do Prefeito Maranhão, De pé no chão, também se aprende a ler”

(Hino oficial da Campanha De Pé no Chão também se aprende a ler).

Considerando as informações expostas acima, o cenário do início dos anos 1960 e o caráter inovador da Campanha, foram princípios e características da iniciativa: 
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Q3229755 História
Mesmo com o fim da escravidão e com a Proclamação da República, em fins do século XIX, o preconceito racial no Brasil continuou e passou a contar com novas formas de expressão. Nos primeiros anos da República, foi possível observar legislações e policiamento para controle de atividades em terreiros, rodas de capoeira e outros espaços notadamente negros. No mercado de trabalho, segundo a pesquisadora Bebel Nepomuceno (2018), “Não era raro encontrar anúncios como estes dos jornais do Rio de Janeiro: ‘Precisa-se de uma boa cozinheira alemã para casa de família de tratamento, paga-se bem, dirija-se à rua Cosme Velho n. 113’ ou ‘Precisa-se de criada para todo serviço em casa de família sem crianças, prefere-se estrangeira, rua do Resende n. 180’”. Diante do exposto acima e considerando os anúncios apresentados, compreendese o cenário pós-abolição como sendo
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Q3229754 História
Ao longo do século XIX, vários países europeus, imersos em uma lógica desenvolvimentista, iniciaram um novo processo de exploração de povos e territórios, conhecido na historiografia como Imperialismo. Uma das práticas recorrentes entre os países imperialistas era a demarcação territorial que desconsiderava limites e fronteiras naturais, étnicas e culturais, tanto na África, quanto na Ásia. Segundo Demant (2014), “ a onda emancipatória chegou no século passado também à Ásia e à África, rapidamente colonizadas pelas potências europeias no auge da época imperialista [...]”. Como resultado do processo de luta e resistência ao imperialismo, houve a formação de
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Q3229753 História
Durante a última ditadura militar no Brasil (1964 a 1985), foram editados Atos Institucionais desde abril de 1964, tendo sido o mais conhecido o Ato Institucional Nº 5. O AI-5, publicado em dezembro de 1968, foi responsável pela suspensão do habeas corpus, em crimes considerados contra a segurança nacional, além de cassações de mandatos, suspensão de direitos políticos de parlamentares, demissões sumárias no funcionalismo público, dentre outras medidas. Nesse contexto, os Atos Institucionais são considerados instrumentos:
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Q3229752 História
No Brasil, o período de 1964 a 1985 foi marcado pela restrição de direitos políticos, redução dos espaços democráticos, expansão de aparelhos repressivos, instalação e desenvolvimento de governos autoritários liderados por militares, com apoio de parte da sociedade civil. No entanto, desde o início dos anos 1970, havia um discurso de reabertura política e saída dos militares do Executivo. Apesar disso, apenas em 1985, com a eleição indireta para Presidente da República, foi possível o fim dos governos militares. Diante disso, os principais fatores para uma abertura política tão demorada foram
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Q3229751 História
Após o processo de luta pela Independência do Brasil, houve o reconhecimento e a condecoração de uma mulher, soldado voluntária do batalhão Voluntários do Príncipe D. Pedro, Maria Quitéria de Jesus Medeiros. Embora tenha iniciado sua participação no batalhão disfarçada de homem e utilizando o nome de seu cunhado, José Medeiros, ela continuou em exercício mesmo após descoberto seu verdadeiro sexo. A soldado não apenas continuou no Exército, como também foi convidada à Corte para ser homenageada. A partir da segunda metade do século XIX, passou também a ser reconhecida como heroína do Exército e da pátria. Isso se deveu ao interesse do império brasileiro em 
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Q3229750 História
 No início do século XX, ideias voltadas ao mito da democracia racial no Brasil foram amplamente difundidas, levando a crer que a escravidão secular ocorrida neste território teria sido mais branda que em outras regiões do mundo. Sobre isso, a historiadora Lilia Schwarcz (2019) afirma: “Para que se tenha uma ideia, trabalhava-se tanto por aqui e as sevícias eram tão severas, que a expectativa de vida dos escravizados homens no campo, 25 anos, ficava abaixo da dos Estados Unidos, 35.”. Diante de um sistema marcado por profunda violência, várias foram as formas de resistência elaboradas pela população escravizada. Nesse contexto, além de insurreições e revoltas, alguns dos principais mecanismos de resistência utilizados pela população escravizada no Brasil durante o período colonial foram
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Q3229749 História
O processo conhecido como Revolução Industrial, iniciado na Inglaterra, evidenciou as profundas transformações pelas quais o país vinha passando há alguns séculos. Dentre as principais mudanças, é possível citar: o modo de acumulação primitiva do capital (com o cercamento dos campos, as práticas mercantis e a reaplicação de recursos nas manufaturas), a exploração da mão-de-obra e, até mesmo, as transformações nas concepções teológicas difundidas em seu território. Todos esses fatores associados contribuíram para a ampliação da produção 
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Q3229748 História
Trabalhadores, em diferentes contextos históricos, buscaram se organizar a fim de garantir formas de proteção, preservar práticas de sociabilidade e, muitas vezes, lutar para assegurar a conquista e/ou manutenção de direitos mínimos. Durante o período conhecido como Baixa Idade Média, um dos espaços que ganhou força e se consolidou na Europa foram as corporações de ofício, instituições que surgiram em ambientes 
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Q3229747 História
Os séculos XVI ao XIX foram marcados por profundas transformações no continente africano. Com a colonização dos territórios do continente americano, a mercantilização de seres humanos tornou-se não somente uma prática aceitável, como também legalizada, amplamente difundida e altamente rentável. De acordo com Malowist (2010), no início do século XVI, no Marrocos, “[...] os portugueses conseguiram assegurar o controle sobre uma grande parte da costa, até Agadir e Safi, enquanto os castelhanos se estabeleciam em Tlemcen e Oran”. O domínio desse território ao Norte da África possibilitou que 
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Q3229746 História e Geografia de Estados e Municípios
Quando da chegada dos povos europeus ao continente americano, houve registros de profundos choques culturais, incluindo diferenças e incompreensões em relação às cosmovisões, hábitos e costumes dos povos originários que habitavam este território. Uma das principais diferenças dizia respeito à relação com a natureza e, especificamente, com a terra. Acerca dos potiguaras, que habitavam o litoral do atual estado do Rio Grande do Norte, identifica-se que eram 
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Respostas
6501: A
6502: A
6503: A
6504: A
6505: A
6506: A
6507: A
6508: A
6509: A
6510: A
6511: A
6512: A
6513: A
6514: A
6515: A
6516: A
6517: A
6518: A
6519: A
6520: A