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Atualmente, seguindo uma tendência mundial, o Brasil passa por um processo de descentralização industrial, intra e inter-regionalmente. Como fato relacionado a essa desconcentração, pode-se citar o(a)
Nas últimas décadas, intensificou-se a dominação da economia brasileira pela economia capitalista monopolista internacional, o que ocasionou significativas alterações no papel do Brasil na Divisão Internacional do Trabalho. Quanto a esse fato, podemos dizer que
“No Brasil, o processo de modernização caracteriza-se pela velocidade e simultaneidade de fenômenos de grande impacto e profundidade. O país convive com um processo de redistribuição espacial de sua população, no qual atua uma força propulsora de dispersão rumo às novas fronteiras econômicas, originando gigantescas migrações em busca de trabalho, de consumo e de sobrevivência.” Adaptado de OLIVA, Jaime; GIANSANT, Roberto. Espaço e modernidade. Temas da Geografia do Brasil. São Paulo: Atual, 1999, p. 35.
O processo de industrialização que se instalou no Brasil a partir dos anos 30 do século XX resultou em significativas transformações socioespaciais, dentre as quais se destaca a alteração da rede de transportes, que
O mundo de hoje, substancialmente urbano, dá origem a um modo de vida que ultrapassa os contornos e a estrutura espacial da cidade e chega ao campo, dando-lhe uma nova configuração. O Brasil não escapa a esse fenômeno. Como conseqüência da expansão urbana no Brasil, ocorre(m)
“No período pré-industrial, quando a economia brasileira era baseada fundamentalmente nas atividades primárias (normalmente voltadas para o mercado externo), não havia ainda um espaço nacional unificado, uma integração real entre todas as áreas que compõem o país. Existiam diversas economias, áreas relativamente isoladas uma das outras e fundadas na agricultura, na mineração ou na pecuária.”
VESENTINI, José William. Brasil. Sociedade e espaço. Geografia do Brasil. São Paulo: Ática, 1998, p. 83.
Com base na citação acima, pode-se afirmar que
Na regionalização do espaço brasileiro, várias divisões são apresentadas. Sobre essas divisões e os critérios em que se basearam, é verdadeiro afirmar que
“A construção do espaço é obra da sociedade em sua marcha histórica ininterrupta. Mas não basta dizer que o espaço é o resultado da acumulação do trabalho da sociedade global. Pode-se dizer isso e ainda assim trabalhar com uma noção abstrata de sociedade, onde não se leva em consideração o fato de que os homens se dividem em classes [...]. Para desmistificar o espaço, é preciso levar em conta dois dados essenciais: de um lado, a paisagem, funcionalização da estrutura tecnoprodutiva e lugar da reificação; de outro lado, a sociedade total, a formação social que anima o espaço. Assim desmistificaremos o espaço e o homem.”
SANTOS, Milton. Por uma geografia nova. São Paulo: Hucitec, 1986, p. 213-217
Com base na argumentação do autor, pode-se concluir que o espaço geográfico
“Os geógrafos, ao lado de outros cientistas sociais, devem se preparar para colocar o fundamento de um espaço verdadeiramente humano, um espaço que una os homens por e para seu trabalho, mas não para em seguida os separar entre classes, entre exploradores e explorados; um espaço matéria inerte trabalhado pelo homem, mas não para se voltar contra ele; um espaço natureza social aberto à contemplação direta dos seres humanos, e não um artifício; um espaço instrumento de reprodução da vida, e não uma mercadoria trabalhada por uma outra mercadoria, o homem artificializado.”
SANTOS, Milton. Por uma geografia nova. São Paulo: Hucitec, 1986, p. 219.
A concepção de espaço geográfico, comentada acima pelo geógrafo Milton Santos, traduz a concepção da chamada Geografia
“Para essas pessoas, língua e gramática se equivalem. Uma esgota totalmente a outra. Uma preenche inteiramente a outra. Nenhuma é mais que a outra.” – A pontuação desse trecho estaria igualmente correta se fosse feita conforme a alternativa:
Assinale a alternativa em que a concordância nominal está correta.
Analise a correlação semântica entre os termos ou expressões destacados nos enunciados a seguir.
1. “Por essa ótica, (ponto de vista), saber uma língua equivale a saber sua gramática.”
2. “Na mesma linha de raciocínio, consolida-se (retifica-se) a crença de que o estudo de uma língua é o estudo de sua gramática.”
3. “a língua, por ser uma atividade interativa, supõe outros componentes além da gramática, todos relevantes (imponentes)”.
4. “o componente da gramática inclui regras que especificam a criação de novas unidades do léxico ou sua adaptação às especificidades (particularidades) morfológicas da língua.”
Há equivalência semântica em:
TEXTO 1
A concepção de que língua e gramática são uma coisa só deriva do fato de, ingenuamente, se acreditar que a língua é constituída de um único componente: a gramática. Por essa ótica, saber uma língua equivale a saber sua gramática; ou, por outro lado, saber a gramática de uma língua equivale a dominar totalmente essa língua. É o que se revela, por exemplo, na fala das pessoas quando dizem que “alguém não sabe falar”. Na verdade, essas pessoas estão querendo dizer que esse alguém “não sabe falar de acordo com a gramática da suposta norma culta”. Para essas pessoas, língua e gramática se equivalem. Uma esgota totalmente a outra. Uma preenche inteiramente a outra. Nenhuma é mais que a outra. Na mesma linha de raciocínio, consolida-se a crença de que o estudo de uma língua é o estudo de sua gramática.
Ora, a língua, por ser uma atividade interativa, direcionada para a comunicação social, supõe outros componentes além da gramática, todos relevantes, cada um constitutivo à sua maneira e em interação com os outros. De maneira que uma língua é uma entidade complexa, um conjunto de subsistemas que se integram e se interdependem irremediavelmente.
Uma língua é constituída de dois componentes: um léxico – ou o conjunto de palavras, o vocabulário; e uma gramática – que inclui as regras para se construir palavras e sentenças da língua. Ocorre que esses dois componentes estão em íntima inter-relação; estão em permanente entrecruzamento; tanto que o componente da gramática inclui regras que especificam a criação de novas unidades do léxico ou sua adaptação às especificidades morfológicas da língua, pela mobilização de seu estoque de radicais, prefixos e sufixos.
Mas ocorre, ainda, que uma língua é mais que um sistema em potencial, em disponibilidade. Supõe um uso, supõe uma atualização concreta – datada e situada – em interações complexas que, necessariamente, compreendem: a composição de textos e uma situação de interação (que inclui normas sociais de atuação). Dessa forma, a língua apresenta mais de um componente, e seu uso está sujeito a diferentes tipos de regras e normas. Restringir-se, pois, à sua gramática é limitar-se a um de seus componentes apenas. É perder de vista sua totalidade e, portanto, falsear a compreensão de suas múltiplas determinações.
ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática. São Paulo: Parábola, 2007, p.39-41. Adaptado
A compreensão do Texto 1 nos leva a depreender que seu conteúdo global pode ser sintetizado na seguinte alternativa
A Longitude geodésica é
O mapeamento sistemático do Brasil, que compreende a elaboração de cartas topográficas, é representado na projeção UTM. Tratando-se da projeção UTM, qual das características a seguir está incorreta?