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Podem ser considerados exemplos de gestão ambiental sustentável todos os abaixo, exceto:
Sobre a poluição do ar, analise as afirmações seguintes.
I. As queimadas de combustíveis derivados do petróleo liberam grande quantidade de dióxido de enxofre, principal responsável pelo efeito estufa, provocando elevação da temperatura na superfície do planeta;
II. A inversão térmica em regiões urbanas como metrópoles apresentam como causa principal a diminuição da camada de ozônio, aumentando a incidência de radiação sobre as nuvens;
III. A queima das florestas, de carvoarias e lixos urbanos nos lixões liberam grande quantidade de dióxido de carbono, aumentando a camada desse gás na atmosfera, ampliando o efeito estufa;
IV. As chuvas ácidas comumente são formadas pela reação do dióxido de enxofre liberado pela queima do carvão mineral e dos derivados do petróleo, ocasionando irritação na pele, queima de lavouras e degradação de monumentos, além de acidificar rios e lagos;
V. O dióxido de carbono, liberado naturalmente pela respiração dos seres vivos, tem sua liberação ampliada pela modernização através das queimas, acarretando, diretamente, efeitos danosos no aumento do buraco de ozônio;
VI. Nas grandes metrópoles, em decorrência da inversão térmica, os poluentes ficam aprisionados sob a camada de ar quente e próximo à superfície, ocasionando aumento de casos de irritação das mucosas e problemas respiratórios.
Estão corretas:
O efeito estufa é o processo pelo qual a atmosfera retém parte da energia irradiada pelo Sol e a transforma em calor, aquecendo a Terra e impedindo uma oscilação muito grande das temperaturas. Um aumento dos “gases de efeito estufa”, provocado pela atividade humana, está contribuindo para elevar a temperatura global e alterar o clima do planeta. Dentre os gases citados nas alternativas abaixo, os que colaboram diretamente para o aumento do efeito estufa estão listados em qual alternativa?
A mudança climática global, conseqüência do aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera do planeta, já está alterando ecossistemas e causando cerca de 150 mil mortes por ano. Um aquecimento global médio de 2°C ameaça milhões de pessoas com o aumento da fome, doenças e escassez de água. Dentre as alternativas abaixo, a única que traz fenômenos que não podem ser atribuídos diretamente ao aquecimento global é:
Todos os fatores listados abaixo alteram os índices demográficos de um país, exceto:
No processo de (re)organização do espaço geográfico mundial, o modelo de apropriação capitalista, com elevados índices de consumo e de desperdício de recursos, tem ocasionado sérios impactos ambientais em diferentes ecossistemas terrestres. Sobre o assunto, é correto afirmar que
. Leia a citação abaixo:
“A intensificação das migrações [...] leva ao mesmo tempo a uma proliferação de microespaços de identidade, segregados/segregadores, e a um entrecruzamento de traços culturais que produzem espaços híbridos, virtuais articuladores de novas identificações territoriais”
HAESBAERT, Rogério. Identidades territoriais. In: ROSENDAHL, Zeny; CORRÊA, Roberto. (Org.). Manifestações da cultura no espaço. Rio de Janeiro: EDUERJ, 1999, p. 187.
Considerando-se a relação entre migrações e difusão cultural no espaço, abordada por Haesbaert,
pode-se afirmar que, entre os atores que caracterizam o atual espaço amazônico, estão os
Leia o poema de Elomar:
Essa é a terra de ninguém
Guarda na lembrança
Ela é a esperança
Dos filhos da terra
Que a terra não têm.
Elomar
Como se pode observar nos versos acima, a questão da terra no Brasil envolve entre outros problemas,
os conflitos agrários, que adquirem nuances diferenciadas em cada um dos complexos regionais do
país. Quanto a esses conflitos, é verdadeiro afirmar que
A nova forma de gestão de território implantada na Amazônia nas décadas mais recentes gerou inúmeros protestos das sociedades atingidas, algumas ruidosas, como passeatas, ocupação de instalações, e algumas silenciosas e poéticas, como o poema abaixo, de autoria do geógrafo Edir Augusto Dias Pereira, morador da cidade de Tucuruí.
Tocantins (fragmentos)
Barraram esse rio
Tocantins menino!
Determinaram meu destino
Sem me consultar
Não me perguntaram o que eu queria!
Não quiseram saber do que eu necessitava!
Não consideraram o que eu vivia!
Trouxeram-me a modernidade!
................................................
Afogaram tuas tribos
Submergiram teus filhos
Barraram teu caminho!
................................................
Sem me consultar!
Vejo uma cidade pobre
Eu choro
................................................
O rio levará tuas lágrimas!
Outro rio, o rio de asfalto
Trará o que te falta!
................................................
Abro os braços
E te recebo peregrino
Barraram o meu destino,
E seduziu-te a eletricidade
Vieste em busca do trabalho
Encontraste a necessidade
................................................
Ó cidade ribeirinha
As luzes dessa usina
Que consomem o teu rio.
Chora Tocantins,
................................................
Um trem que aqui passou
Um rio que aqui passou
................................................
Um futuro que não veio,
Como nos prometeram
Edir Augusto
Com base na leitura do poema e em conhecimentos geográficos sobre a reordenação socioespacial da
área de implantação da hidrelétrica de Tucuruí, pode-se afirmar que
Leia o fragmento de texto abaixo:
“A produção do espaço urbano na Amazônia nas últimas três décadas vincula-se estreitamente às políticas de modernização, de ocupação e de povoamento regional. Tais políticas induziram o surgimento de cidades com espaços e tempos diferentes da realidade até então vivida na região. A cidade teve um papel fundamental no processo de estruturação e de ordenamento territorial regional recente.”
ROCHA, Gilberto de Miranda. Gestão local do território: a cidade e o reordenamento político-territorial na área de influência de Tucuruí. In: TRINDADE JÚNIOR, S. C.; ROCHA, G.M. (Org.). Cidade e empresa na Amazônia. Belém: Paka-tatu, 2002, p. 83.
Sobre o assunto abordado no texto acima, é verdadeiro afirmar que
Leia o fragmento de texto abaixo:
“As transformações vivenciadas pela Amazônia nas últimas décadas estabeleceram uma diversidade de formas espaciais e de conteúdos que evidenciam a complexidade das relações responsáveis pela nova dinâmica regional, revelando o espaço como uma acumulação de tempos e de técnicas diferentes.”
TRINDADE JÚNIOR, S. C.; ROCHA, G. M.. Cidade e empresa na Amazônia: uma apresentação do tema. In: TRINDADE JÚNIOR, S. C.; ROCHA, G.M. (Org.) Cidade e empresa na Amazônia. Belém: Paka-tatu, 2002, p. 13.
Com base no pensamento de Trindade e Rocha, pode-se afirmar que
Leia o texto abaixo:
“Chega-se às pequenas cidades amazônicas pelo rio quando o barco em que navegamos se aproxima. Se for dia, antes víamos a torre da igreja e hoje a torre telefônica, como sinal da modernidade; se for noite, é o clarão da cidade a que se achega vagarosamente sem pressa, com tempo para os aconteceres [...]. Chega-se ao porto [...], é o intermediário entre o rio, a floresta e a cidade como lugar privilegiado dos enigmas da Amazônia [...] onde estão os mais poderosos arquivos culturais [...], os igapós simbólicos da nossa cultura, as raízes submersas de um povo.”
OLIVEIRA, Jose Aldemir. A cultura nas(das) pequenas cidades da Amazônia brasileira. Disponível em: . Acesso em: 15 jan. 2008.
Sobre as cidades da Amazônia acima descritas, é correto afirmar que
Leia o texto abaixo:
“Durante muito tempo sonhei conhecer a Amazônia, terra dos meus antepassados.(...). Imaginava um paraíso, com florestas virgens, rios caudalosos, um clima quente mas com chuvas freqüentes para ameniza-lo, tal como contava minha avó. Era o mês de setembro(...),inicio minha viagem por via fluvial em Benjamin Constant (Amazônia Ocidental) no estado do Amazonas(...) que beleza ! Matas imensas, igapós, rios gigantescos e muitas palafitas. (...) Chego a Manaus, que tristeza ! Poluição, favelas flutuantes e em seu entorno muita pobreza. (...). Sigo viagem pelo grandioso rio amazonas e encontro lugares com muita seca, estiagem mesmo, parece até que não estou na Amazônia. (...) Mais adiante, já na porção ocidental do Pará deparo com enormes clareiras na floresta, grandes extensões de pastos e ainda vários caminhões carregados de toras de madeira. (...) Viajo dias pela Br 163 e não vejo chuvas, só calor e muita devastação.(...) Parece que o paraíso virou “inferno”(...) Nossa floresta está sumindo e com elas as chuvas, os rios e igarapés, com drástica diminuição da grande biodiversidade amazônica.”
Adaptado do depoimento da geógrafa Liz Santos ao Jornal Folha de São Paulo ( caderno 2) 12/2005
Com base nas idéias expressas no texto acima e na realidade atual do espaço geográfico amazônico, é correto afirmar que
Inseridos em um grande esquema de reorganização do território, os grandes projetos agropecuários implantados na Amazônia, beneficiando-se dos incentivos oficiais, provocaram um intenso reordenamento no espaço rural regional com a incorporação de novas áreas destinadas à pecuária. Hoje essas áreas constituem-se basicamente de novas pastagens que ainda proliferam na região. Dentre os fatores que contribuíram para o crescimento recente da pecuária na Amazônia, destacam-se
Ariovaldo Umbelino de Oliveira, em seu livro Amazônia: monopólio, expropriação e conflitos (1987, p. 96), afirma que "o estado do Pará conhece a ação de órgãos oficiais de colonização [...] desde a década de 40; no entanto, foi com o PIN (Plano de Integração Nacional) e a Transamazônica que esta ação se intensificou". A respeito do assunto, é correto afirmar que
Leia com atenção o texto abaixo:
“A colonização como forma planejada de proceder à ocupação de uma área é um processo que vem sendo
adotado no Brasil há pelo menos dois séculos, respondendo a objetivos econômico-sociais e/ou político-militares,
e operando em áreas estratégicas. É sob a égide do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária), criado em 1970 com a finalidade de promover, executar e controlar a reforma agrária, que se monta todo
um esquema de colonização em larga escala para a maior porção do espaço nacional, a Amazônia.”
BERTHA, K. Becker. Amazônia. São Paulo: Ática, 1990, p. 31-32.
Como conseqüência da estratégia do Estado de distribuição controlada de terras na Amazônia, ocorreu na região