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“Vidal de La Blache definiu o objeto da Geografia como a relação homem-natureza, na perspectiva de paisagem. Colocou o homem como um ser ativo, que sofre a influência do meio, porém que atua sobre este, transformando-o. Observou que as necessidades humanas são condicionadas pela natureza, e que o homem busca as soluções para satisfazê-las nos materiais e nas condições oferecidos pelo meio. Neste processo, de trocas mútuas com a natureza, o homem transforma a matéria natural, cria formas sobre a superfície terrestre: para Vidal, é aí que começa a “obra geográfica do homem”. Assim, na perspectiva vidalina, a natureza passou a ser vista como possibilidades para a ação humana; daí o nome de Possibilismo dado a esta corrente por Lucien Febvre. A teoria de Vidal concebia o homem como hóspede antigo de vários pontos da superfície terrestre, que em cada lugar se adaptou ao meio que o envolvia, criando, no relacionamento constante e cumulativo com a natureza, um acervo de técnicas, hábitos, usos e costumes, que lhe permitiram utilizar os recursos naturais disponíveis. A este conjunto de técnicas e costumes, construído e passado socialmente, Vidal denominou “gênero de vida”, o qual exprimiria uma relação entre a população e os recursos, uma situação de equilíbrio, construída historicamente pelas sociedades. A diversidade dos meios explicaria a diversidade dos gêneros de vida”.
MORAES, A.C.R. Geografia: pequena história crítica. São Paulo: Annablume, 2007, p. 81.
A compreensão geográfica de Vidal de La Blache acerca do que intitulou “gênero de vida”, está fortemente
relacionado ao conceito de
A principal produção na região do Matopiba é:

Leia a reportagem a seguir:
Após saída dos EUA, novo TPP é firmado por 11 países no Chile
08/03/2018 17h06
Santiago do Chile, 8 mar (EFE).- O Tratado Integral e Progressista de Associação Transpacífico, um dos maiores acordos comerciais do mundo que abrange 498 milhões de pessoas e 13% da economia global, foi assinado nesta quinta-feira por 11 países da bacia do Oceano Pacífico no Chile. Os ministros de Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Malásia, México, Japão, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã firmaram a criação do Tratado Integral e Progressista de Associação Transpacífico (CPTPP, na sigla em inglês) em cerimônia liderada pela presidente chilena, Michelle Bachelet. "É um tratado ambicioso, moderno e com visão de futuro, e que, com criatividade, incorpora as novas temáticas do comércio internacional que exigem que os benefícios da globalização alcancem a todos", opinou Bachelet....
Fonte: https://economia.uol.com.br/
Uma das principais argumentações dos Estados
Unidos para a sua saída do referido acordo foi:

“A distância entre os desiguais, na cidade, não se opera mais, predominantemente, a partir da lógica de periferização dos mais pobres e de destinação, aos mais ricos, das áreas centrais e pericentrais, as melhores dotadas de meios de consumo coletivo (infraestruturas, equipamentos e serviços urbanos). Os sistemas de segurança urbana oferecem condições para que a separação possa se aprofundar, ainda que se justaponham, no “centro” e na “periferia” segmentos sociais com níveis desiguais de poder aquisitivo e com diferentes interesses de consumo.” (SPOSITO, Maria Encarnação B. A produção do espaço urbano: escalas diferenças e desigualdades socioespaciais. In: A Produção do Espaço Urbano: agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, 2011, pp 140-141).
Com base no fragmento, pode-se identificar a seguinte característica nos grandes centros urbanos: