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Q3709314 Antropologia
No Brasil, há registros da presença de ciganos desde 1574. Dentre os grupos presentes em território brasileiro, encontramos os Calon, os Rom e seus diversos subgrupos e os Sinti. Os ciganos não formam uma tradição religiosa, mas uma etnia e, geralmente, seguem a religião predominante no país onde estiverem, dessa maneira, seguem também os marcos religiosos da cultura em que estão inseridos. Entretanto, celebram seus ritos sagrados paralelamente. Nesse sentido, a __________ é uma cerimônia com cantos, danças, comidas, bebidas e promessas, feita após 40 dias da morte, quando o nome do falecido é silenciado e seus pertences, queimados.

Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna no excerto:
Alternativas
Q3708969 Sociologia
Um professor de Educação Física da 3ª série do Ensino Médio organizou o seminário A busca pelo padrão de beleza para promover uma reflexão crítica sobre os padrões estéticos e a construção social da corporeidade, influenciada pela mídia. Como preparação, os estudantes pesquisaram dados nas redes sociais, como TikTok e Instagram, e assistiram ao filme A substância, que retrata a vida de uma apresentadora de TV que, após ser demitida por envelhecer, se submete a um tratamento de rejuvenescimento com consequências aterrorizantes: seu corpo se decompõe enquanto uma versão mais jovem dela mesma surge, causando uma disputa violenta pela existência. No seminário, os estudantes debateram o filme e a influência das redes sociais na formação de padrões corporais, refletindo sobre como isso afeta suas próprias experiências. Ao final, registraram suas impressões e manifestaram seus posicionamentos sobre o tema.
Qual reflexão realizada pelos estudantes no seminário demonstra um pensamento crítico sobre a questão social abordada?
Alternativas
Q3708890 Sociologia
Durante um encontro de planejamento pedagógico para o ensino de Sociologia no Ensino Médio, a professora propõe abordar as teorias contratualistas, articulando pensamento político e educacional de Jean-Jacques Rousseau. Ela argumenta que os conceitos de Educação Negativa e Educação Natural de Rousseau conectam-se diretamente com a teoria do contrato social: assim como o homem nasce naturalmente bom e é corrompido pela sociedade, a educação deve respeitar o desenvolvimento natural do estudante, evitando imposições que deformem sua capacidade crítica e participativa na democracia. Ela propõe utilizar tecnologias digitais e diferentes linguagens para comparar o ideal democrático de Rousseau com as contradições da democracia brasileira. A discussão evolui para questões metodológicas sobre como estruturar adequadamente objetivos educacionais com fundamentos teórico-políticos contratualistas. Os professores debatem se metodologias tradicionais são suficientes para trabalhar conceitos como vontade geral e soberania popular, questionando se seria necessário desenvolver abordagens que privilegiem construção autônoma do conhecimento, seguindo os próprios princípios educacionais defendidos por Rousseau na formação para cidadania democrática.
Para trabalhar o tema Democracia no pensamento contratualista, articulando-o com desafios contemporâneos das democracias, a metodologia de ensino e os recursos didáticos adequados são:
Alternativas
Q3708888 Sociologia
Durante um encontro de planejamento pedagógico para o ensino de Sociologia no Ensino Médio, a professora propõe abordar as teorias contratualistas, articulando pensamento político e educacional de Jean-Jacques Rousseau. Ela argumenta que os conceitos de Educação Negativa e Educação Natural de Rousseau conectam-se diretamente com a teoria do contrato social: assim como o homem nasce naturalmente bom e é corrompido pela sociedade, a educação deve respeitar o desenvolvimento natural do estudante, evitando imposições que deformem sua capacidade crítica e participativa na democracia. Ela propõe utilizar tecnologias digitais e diferentes linguagens para comparar o ideal democrático de Rousseau com as contradições da democracia brasileira. A discussão evolui para questões metodológicas sobre como estruturar adequadamente objetivos educacionais com fundamentos teórico-políticos contratualistas. Os professores debatem se metodologias tradicionais são suficientes para trabalhar conceitos como vontade geral e soberania popular, questionando se seria necessário desenvolver abordagens que privilegiem construção autônoma do conhecimento, seguindo os próprios princípios educacionais defendidos por Rousseau na formação para cidadania democrática.
Considerando a proposta da professora de associar diferentes linguagens e tecnologias para abordar Política e Estado no pensamento dos Contratualistas, o planejamento de ensino que articula recursos didáticos com fundamentos teóricos é:
Alternativas
Q3708887 Sociologia
Necessidade de trabalhar, desinteresse e gravidez são os principais motivos que levam jovens brasileiros a abandonarem os estudos. Dos quase 50 milhões de jovens de 14 a 29 anos do país, aproximadamente 20,2% não completaram alguma das etapas da Educação Básica. São 10,1 milhões nessa situação, entre os quais 58,3% homens e 41,7% mulheres. Destes, 71,7% eram pretos ou pardos e 27,3% eram brancos. Esses são alguns dados do segmento Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que traça um cenário do setor educacional em 2019.


CRELIER, C. Necessidade de trabalhar e desinteresse são os

principais motivos para o abandono escolar. Disponível em:

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br. Acesso em: 7 jun. 2025.
Um estudante da 3ª série de uma escola pública de Ensino Médio compartilhou com o professor de Sociologia que dois amigos estavam faltando às aulas por terem vivenciado um episódio de LGBTfobia a caminho da escola. Tendo em seu planejamento bimestral a discussão dos Direitos Humanos, o professor pode abordar essa situação da seguinte forma:
Alternativas
Q3708884 Sociologia
A chamada uberização do trabalho somente pode ser compreendida e utilizada como uma expressão dos modos de ser do trabalho que se expandem nas plataformas digitais, em que as relações de trabalho são cada vez mais individualizadas (sempre que possível) e invisibilizadas, de modo a assumir a aparência de prestação de serviços. Porém, os traços constitutivos de sua concretude são expressões de formas diferenciadas de assalariamento, comportando obtenção de lucro, exploração do mais-valor e espoliação do trabalho, ao transferir os custos para seus/suas trabalhadores/as, que passam a depender diretamente do financiamento de suas despesas, imprescindíveis para a realização de seu labor.


ANTUNES, R.; FILGUEIRAS, V. Plataformas digitais, uberização do trabalho

e regulação no capitalismo. In: ANTUNES, R. (Org.). Uberização, trabalho

digital e Indústria 4.0. São Paulo: Boitempo, 2020 (adaptado)
Considerando o texto e com o objetivo de expor elementos que introduzem o tema sobre as transformações contemporâneas no mundo do trabalho, a professora de Sociologia incluiu em seu plano de aula a realização, em grupos, de uma pesquisa, em fontes secundárias, sobre as mudanças nas relações sociais e de trabalho, utilizando métodos e técnicas próprios das Ciências Sociais. Os recursos de pesquisa utilizados pela professora na orientação da atividade aos estudantes foram:
Alternativas
Q3708882 Sociologia
Os métodos específicos mais adotados nas Ciências Sociais são: o experimental, o observacional, o comparativo, o estatístico, o clínico e o monográfico. Alguns autores ampliam consideravelmente o elenco desses métodos, incluindo aí o método do questionário, da entrevista, dos testes e muitos outros. Esta postura implica considerar como método, também, os procedimentos específicos de coleta de dados. 

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 2008.
Com o objetivo de analisar dinâmicas da representatividade quilombola por meio dos métodos próprios das Ciências Sociais, uma professora de Sociologia apresentou dados estatísticos divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, complementando-os com referências bibliográficas de apoio em sala de aula. Visando ampliar os estudos e avaliar a compreensão dos estudantes a respeito do tema, a estratégia adequada para alcançar esse fim é:
Alternativas
Q3708881 Sociologia
Os métodos específicos mais adotados nas Ciências Sociais são: o experimental, o observacional, o comparativo, o estatístico, o clínico e o monográfico. Alguns autores ampliam consideravelmente o elenco desses métodos, incluindo aí o método do questionário, da entrevista, dos testes e muitos outros. Esta postura implica considerar como método, também, os procedimentos específicos de coleta de dados. 

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 2008.
Nos contextos brasileiros, podemos identificar diferentes formas de violência escolar. Ao elaborar um plano de aula para tratar desse tema, o professor de Sociologia selecionou conteúdos relacionados a métodos e técnicas da pesquisa social. Indique a alternativa que contenha estratégias didáticas pertinentes ao ensino dos métodos específicos das Ciências Sociais no Ensino Médio.
Alternativas
Q3708879 Sociologia
TEXTO 1

Ao longo do processo de colonização, os povos indígenas vivenciaram processos de genocídio e de epistemicídio, sendo desconsiderados seus direitos aos modos próprios de vida, conhecimentos ancestrais e territórios. Nas últimas décadas, fortaleceram suas demandas por direitos. Nesse movimento, as mulheres indígenas têm se colocado em luta na defesa dos seus direitos, incluindo o direito a uma vida livre de violências. Dessa perspectiva surge o conceito de corpo-território como uma expressão que liga a espoliação do território à violência contra os corpos das mulheres.

TEXTO 2

São joia esmeralda princesa minha rainha

Te passo essa mensagem não cai nessa ladainha

Conheço a história de quem se apaixonou

O homem mais bonito logo te abandonou

Muito das princesa não teve essa sorte

O homem mais amado se transformou em morte

Quebrando torturando no silêncio a sua amada

Mesmo no silêncio é grito de madrugada.


MC ANARANDÀ. Feminicídio. Disponível em: www.youtube.com.

Acesso em: 16 jul. 2025 (fragmento).
Uma equipe pedagógica decidiu abordar a temática dos direitos indígenas, com ênfase no direito ao território, objetivando desenvolver o discernimento crítico e autônomo dos estudantes. Assinale a sequência de atividades pedagógicas adequada a essa finalidade.
Alternativas
Q3708878 Sociologia
TEXTO 1

Ao longo do processo de colonização, os povos indígenas vivenciaram processos de genocídio e de epistemicídio, sendo desconsiderados seus direitos aos modos próprios de vida, conhecimentos ancestrais e territórios. Nas últimas décadas, fortaleceram suas demandas por direitos. Nesse movimento, as mulheres indígenas têm se colocado em luta na defesa dos seus direitos, incluindo o direito a uma vida livre de violências. Dessa perspectiva surge o conceito de corpo-território como uma expressão que liga a espoliação do território à violência contra os corpos das mulheres.

TEXTO 2

São joia esmeralda princesa minha rainha

Te passo essa mensagem não cai nessa ladainha

Conheço a história de quem se apaixonou

O homem mais bonito logo te abandonou

Muito das princesa não teve essa sorte

O homem mais amado se transformou em morte

Quebrando torturando no silêncio a sua amada

Mesmo no silêncio é grito de madrugada.


MC ANARANDÀ. Feminicídio. Disponível em: www.youtube.com.

Acesso em: 16 jul. 2025 (fragmento).
Uma professora de Sociologia de uma escola urbana apresentou o rap Feminicídio, da rapper Anarandà, ao trabalhar com a temática da violência contra as mulheres e meninas. Nesse contexto, considera-se que
Alternativas
Q3708875 Sociologia
Estas diferenças [temperamentais], finalmente incorporadas à estrutura de caráter dos adultos, constituem, então, as chaves a partir das quais a cultura atua selecionando como desejável um temperamento e incorporando esta escolha a cada fio da tessitura social — ao cuidar das crianças pequenas, aos jogos que as crianças praticam, às músicas que as pessoas cantam, à estrutura da organização política, às práticas religiosas, à arte e à filosofia.

MEAD, M. Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva, 2003 (adaptado).
Durante pesquisa etnográfica sobre juventudes em um colégio estadual, uma professora registra, em seu diário de campo, observações sobre como os estudantes do Ensino Médio constroem suas identidades corporais e sexuais. Inspirada nos trabalhos de Margaret Mead sobre a relatividade cultural da adolescência, ela documenta fotograficamente as diferentes formas de expressão juvenil. A professora nota como Kimberlé Crenshaw estava certa ao apontar que as experiências dos jovens não podem ser compreendidas considerando apenas uma categoria isolada, pois gênero, raça, classe e sexualidade se interseccionam na produção de suas subjetividades. As entrevistas em profundidade revelam narrativas complexas sobre descobertas sexuais, pressões sociais e resistências cotidianas que ecoam as análises de Guacira Lopes Louro sobre o funcionamento da escola como espaço de produção e regulação das sexualidades juvenis. Os estudantes relatam situações de discriminação, mas também de resistência, mostrando como seus corpos se tornam territórios de disputa política e cultural. A pesquisa revela como os jovens mobilizam estratégias criativas para negociar normas institucionais, criando espaços de liberdade dentro das estruturas disciplinares escolares.
Com base nessa pesquisa etnográfica, a análise que articula as discussões sobre produção do corpo e sexualidade ao conceito de juventude na perspectiva da Antropologia e Sociologia do Corpo é:
Alternativas
Q3708874 Antropologia
Estas diferenças [temperamentais], finalmente incorporadas à estrutura de caráter dos adultos, constituem, então, as chaves a partir das quais a cultura atua selecionando como desejável um temperamento e incorporando esta escolha a cada fio da tessitura social — ao cuidar das crianças pequenas, aos jogos que as crianças praticam, às músicas que as pessoas cantam, à estrutura da organização política, às práticas religiosas, à arte e à filosofia.

MEAD, M. Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva, 2003 (adaptado).
Com base em pesquisas antropológicas com juventudes, advindas de instrumentos etnográficos de produção de dados, podemos dizer que
Alternativas
Q3708873 Antropologia
Estas diferenças [temperamentais], finalmente incorporadas à estrutura de caráter dos adultos, constituem, então, as chaves a partir das quais a cultura atua selecionando como desejável um temperamento e incorporando esta escolha a cada fio da tessitura social — ao cuidar das crianças pequenas, aos jogos que as crianças praticam, às músicas que as pessoas cantam, à estrutura da organização política, às práticas religiosas, à arte e à filosofia.

MEAD, M. Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva, 2003 (adaptado).
Uma professora busca avaliar uma turma que passou por aulas sobre os estudos de juventude, corpo, gênero e sexualidade com base no conhecimento antropológico. A alternativa que apresenta uma forma de avaliação que prioriza a autonomia discente e dialoga com os métodos de pesquisa da Antropologia é:
Alternativas
Q3708872 Sociologia
Durante uma aula de Sociologia no Ensino Médio, o professor apresenta duas abordagens distintas sobre o aquecimento global: de um lado, dados científicos sobre mudanças climáticas; de outro, os saberes ancestrais do povo Krenak sobre os ciclos naturais e a relação entre humanidade e natureza. Um estudante questiona: “Professor, qual conhecimento está certo? O científico ou o indígena?”. O professor explica que, segundo Ailton Krenak, a modernidade ocidental criou uma “humanidade” como conceito universal que nega outras formas de existir e conhecer, impondo um modelo civilizatório único que desconsidera os saberes tradicionais dos povos originários. A discussão se aprofunda quando o professor introduz o conceito de “epistemicídio”. Os estudantes começam a reconhecer como esse processo se manifesta em suas próprias experiências: a desvalorização dos conhecimentos de suas avós sobre plantas medicinais, a ausência da história afro-brasileira nos currículos ou o preconceito contra religiões de matriz africana. O professor propõe que investiguem, em seu entorno, quais conhecimentos tradicionais foram silenciados e como isso afeta a construção de suas identidades e visões de mundo.
Para uma aula sobre epistemicídio que conecte o conceito com a realidade dos estudantes, o planejamento didático pertinente é:
Alternativas
Q3708871 Sociologia
Durante uma aula de Sociologia no Ensino Médio, o professor apresenta duas abordagens distintas sobre o aquecimento global: de um lado, dados científicos sobre mudanças climáticas; de outro, os saberes ancestrais do povo Krenak sobre os ciclos naturais e a relação entre humanidade e natureza. Um estudante questiona: “Professor, qual conhecimento está certo? O científico ou o indígena?”. O professor explica que, segundo Ailton Krenak, a modernidade ocidental criou uma “humanidade” como conceito universal que nega outras formas de existir e conhecer, impondo um modelo civilizatório único que desconsidera os saberes tradicionais dos povos originários. A discussão se aprofunda quando o professor introduz o conceito de “epistemicídio”. Os estudantes começam a reconhecer como esse processo se manifesta em suas próprias experiências: a desvalorização dos conhecimentos de suas avós sobre plantas medicinais, a ausência da história afro-brasileira nos currículos ou o preconceito contra religiões de matriz africana. O professor propõe que investiguem, em seu entorno, quais conhecimentos tradicionais foram silenciados e como isso afeta a construção de suas identidades e visões de mundo.
Considerando a proposta do professor de investigar saberes tradicionais silenciados no entorno dos estudantes, a atividade didática que se adéqua ao debate sobre epistemicídio e racismo epistêmico é:
Alternativas
Q3708870 Sociologia
Durante uma aula de Sociologia no Ensino Médio, o professor apresenta duas abordagens distintas sobre o aquecimento global: de um lado, dados científicos sobre mudanças climáticas; de outro, os saberes ancestrais do povo Krenak sobre os ciclos naturais e a relação entre humanidade e natureza. Um estudante questiona: “Professor, qual conhecimento está certo? O científico ou o indígena?”. O professor explica que, segundo Ailton Krenak, a modernidade ocidental criou uma “humanidade” como conceito universal que nega outras formas de existir e conhecer, impondo um modelo civilizatório único que desconsidera os saberes tradicionais dos povos originários. A discussão se aprofunda quando o professor introduz o conceito de “epistemicídio”. Os estudantes começam a reconhecer como esse processo se manifesta em suas próprias experiências: a desvalorização dos conhecimentos de suas avós sobre plantas medicinais, a ausência da história afro-brasileira nos currículos ou o preconceito contra religiões de matriz africana. O professor propõe que investiguem, em seu entorno, quais conhecimentos tradicionais foram silenciados e como isso afeta a construção de suas identidades e visões de mundo.
Indique a alternativa que apresenta uma descrição da colonização, considerando a perspectiva decolonial.
Alternativas
Q3708868 Sociologia
Não tem racismo melhor ou pior. O nosso racismo era o racismo não dito, não assumido. A democracia racial é dizer que nós não somos racistas, os racistas são os brancos dos EUA e da África do Sul. Aqui somos todos mestiços. Isso acabou por matar a consciência das vítimas, negros, a consciência das pessoas brancas e vitimizadas. Então, nesse sentido que eu costumo dizer que é um crime perfeito, mata duas vezes, a primeira vez pelo silêncio, dizendo que não somos racistas, e mata mesmo, fisicamente. É como um carrasco. Você não vê o rosto do carrasco, como diz o judeu Elie Wiesel, Nobel da Paz. O carrasco mata sempre duas vezes, a segunda vez pelo silêncio. Esse é o nosso modelo de racismo, por isso temos dificuldade de derrotá-lo.

Disponível em: https://teoriaedebate.org.br.

Acesso em: 18 jul. 2025 (adaptado).
Há uma máxima de que, quanto menos o indivíduo apresente traços físicos (fenótipos) que o vinculem aos povos africanos, maiores as suas chances de ascensão social. Isso porque, conforme já afirmou o sociólogo Oracy Nogueira, o preconceito racial no Brasil é de marca e não de origem. Nesse aspecto, um planejamento de ensino que se propõe a debater pedagogicamente a mestiçagem deve apresentar o contexto brasileiro como uma sociedade multirracial, na qual
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Q3708867 Sociologia
Não tem racismo melhor ou pior. O nosso racismo era o racismo não dito, não assumido. A democracia racial é dizer que nós não somos racistas, os racistas são os brancos dos EUA e da África do Sul. Aqui somos todos mestiços. Isso acabou por matar a consciência das vítimas, negros, a consciência das pessoas brancas e vitimizadas. Então, nesse sentido que eu costumo dizer que é um crime perfeito, mata duas vezes, a primeira vez pelo silêncio, dizendo que não somos racistas, e mata mesmo, fisicamente. É como um carrasco. Você não vê o rosto do carrasco, como diz o judeu Elie Wiesel, Nobel da Paz. O carrasco mata sempre duas vezes, a segunda vez pelo silêncio. Esse é o nosso modelo de racismo, por isso temos dificuldade de derrotá-lo.

Disponível em: https://teoriaedebate.org.br.

Acesso em: 18 jul. 2025 (adaptado).
Nas discussões sobre Raça e Identidade, a mestiçagem ocupa um lugar privilegiado na tradição intelectual brasileira desde meados do século XIX. Entretanto, ao longo da história, foi adquirindo novos contornos e o debate foi sendo (re)discutido ou (re)atualizado. Nessa perspectiva, é correto afirmar que, nos estudos sociológicos,
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Q3708864 Sociologia
A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago. Comecei a sentir a boca amarga. Pensei: já não basta as amarguras da vida? [...]. Pensei em guardar para comprar feijão. Mas vi que não podia porque o meu estômago reclamava e torturava-me. Resolvi tomar uma média e comprar um pão. Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores, as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos. A comida no estômago é como combustível nas máquinas. Passei a trabalhar mais depressa. Meu corpo deixou de pesar. [...] Eu tinha a impressão que eu deslizava no espaço. Comecei a sorrir como se eu estivesse presenciando um lindo espetáculo. E haverá espetáculo mais lindo do que ter o que comer? Parece que eu estava comendo pela primeira vez na minha vida.

JESUS, C. M. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2007.
Com base na obra Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, o professor de Sociologia elaborou um plano de aula cujo objetivo é discutir criticamente a fome como efeito da sociedade capitalista. Assim, indique a alternativa que apresenta metodologia e atividades adequadas a esse objetivo.
Alternativas
Q3708863 Sociologia
A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago. Comecei a sentir a boca amarga. Pensei: já não basta as amarguras da vida? [...]. Pensei em guardar para comprar feijão. Mas vi que não podia porque o meu estômago reclamava e torturava-me. Resolvi tomar uma média e comprar um pão. Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores, as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos. A comida no estômago é como combustível nas máquinas. Passei a trabalhar mais depressa. Meu corpo deixou de pesar. [...] Eu tinha a impressão que eu deslizava no espaço. Comecei a sorrir como se eu estivesse presenciando um lindo espetáculo. E haverá espetáculo mais lindo do que ter o que comer? Parece que eu estava comendo pela primeira vez na minha vida.

JESUS, C. M. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2007.
O professor de Sociologia resolveu trabalhar a questão da alimentação entre os estudantes do Ensino Médio. Para tal, pediu que os estudantes realizassem, com seus familiares, uma pesquisa sobre gostos/hábitos alimentares. Para sustentar teoricamente a pesquisa, o professor apresentou ao grupo a discussão feita por Pierre Bourdieu sobre capital cultural e habitus e mostrou qual a relação desses conceitos com a construção social do “gosto”. Nesse cenário, o debate que mais se aproxima de uma análise crítica sobre o gosto de classe e estilo de vida no contexto brasileiro é:
Alternativas
Respostas
961: E
962: D
963: C
964: A
965: D
966: C
967: A
968: A
969: B
970: C
971: B
972: A
973: B
974: B
975: D
976: C
977: C
978: B
979: B
980: A