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“É precisamente sobre os possíveis projetos alternativos para a democracia que se trava boa parte da luta política na América Latina de hoje. (...) as políticas neoliberais introduziram um novo tipo de relação entre o Estado e a sociedade civil (...) baseada numa concepção minimalista do Estado e da democracia.(...) Uma concepção alternativa de cidadania (...) vê as lutas democráticas como contendo uma redefinição não só do sistema político, como também das práticas econômicas, sociais e culturais que possam engendrar uma ordem democrática para a sociedade (...) para abranger não só o sistema político, mas também o futuro do “desenvolvimento” e a erradicação de desigualdades sociais tais como as de raça e de gênero, profundamente moldadas por práticas culturais e sociais.”
(ESCOBAR, 2008, 16).
Nesse trecho do livro intitulado Cultura e política nos movimentos sociais latino-americanos: novas leituras, os/as autores/as (e organizadores/as da obra coletiva) conceberam a cidadania e a democracia de modo particular. Segundo os/as autores/as, é correto afirmar que os movimentos sociais
I. “O concreto é concreto porque é a síntese de múltiplas determinações, isto é, unidade do diverso. Aparece no pensamento como processo de síntese, como resultado, não como ponto de partida, ainda que seja o efetivo ponto de partida e, em consequência, o ponto de partida também da intuição e da representação” II. “No campo das ciências sociais, [...] o que nos interessa é o aspecto qualitativo dos fatos. [...] Nas ciências sociais, se trata da intervenção de fenômenos espirituais, cuja compreensão por revivência constitui uma tarefa especificamente diferente da que poderiam, ou quereriam, resolver as fórmulas do conhecimento exato da natureza.” III. “Muitas vezes se pensou que tais fenômenos [sociais], por causa de sua extrema complexidade, ou eram refratários à ciência, ou só poderiam entrar nela reduzidos a suas condições elementares, sejam psíquicas, sejam orgânicas, isto é, despojados de sua natureza própria. Procuramos estabelecer, ao contrário, que era possível tratá-los cientificamente sem nada retirar-lhes de seus caracteres específicos.”
1. Estabelecer a Sociologia como uma disciplina científica e rigorosa. 2. Proporcionar a base da unidade e unificação das Ciências Sociais. 3. Proporcionar a base empírica, racional e sistemática da religião civil da sociedade moderna. 4. Proporcionar uma base eminentemente política para a Sociologia.
Assinale
Relacione as colunas 1 e 2 sobre os objetivos para a captação e canalização de recursos do Programa Nacional de Apoio à Cultura – PRONAC.
1 – Incentivo à formação artística e cultural.
2 – Fomento à produção cultural e artística.
3 – Preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico.
4 – Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais.
5 – Apoio a outras atividades culturais e artísticas.
( ) Levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus segmentos.
( ) Contratação de serviços para elaboração de projetos culturais.
( ) Proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais.
( ) Edição de obras relativas às Ciências Humanas, às Letras e às Artes.
( ) Concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e técnicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil.
A sequência CORRETA é:
De acordo com o livro Políticas Culturais no Brasil, de Rubim e Barbalho, existem quatro elementos que podem contribuir para o debate sobre os fundamentos de uma política cultural.
Todas as alternativas a seguir tratam desses elementos, EXCETO:
Associe a coluna 1, que apresenta os seis principais fatores que compõem a multiplicidade dos valores culturais, com a coluna 2, que apresenta sucinta explicação de cada um desses valores. Em seguida, assinale a alternativa que corresponde à ordem correta de associações.
1) Valor estético
2) Valor social
3) Valor de existência
4) Valor espiritual
5) Valor político
6) Valor histórico
( ) É o valor que deriva da satisfação que uma pessoa tem ao saber de determinado bem cultural, mesmo que não haja a intenção de visitá-lo ou adquiri-lo. Por exemplo, o valor da Muralha da China pode ser altíssimo para uma pessoa, embora ela eventualmente não tenha perspectivas de ir à China.
( ) É o valor que, com o passar do tempo, objetos do dia a dia, funcionais ou estéticos, passam também a assumir. Pode-se citar como exemplo os museus da moda e de objetos do cotidiano que se tornam antiguidades e representações únicas de um período.
( ) É o valor que as obras culturais podem ter, mais ou menos explícitos, em prol de uma ideologia do governo ou da classe hegemônica. Por exemplo, filmes de propaganda nazista ou ainda as produções cinematográficas dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.
( ) É o valor que reveste uma obra ou tradição de uma aura intocável, por exemplo, o valor cultural de um sítio arqueológico para os descendentes desta comunidade que o constituem como um lugar que não deve ser profanado.
( ) É o valor que reveste uma obra ou tradição de uma aura intocável, por exemplo, o valor cultural de um sítio arqueológico para os descendentes desta comunidade que o constituem como um lugar que não deve ser profanado.
( ) Trata-se do mais explícito dos valores culturais, deriva de um conjunto de percepções e julgamentos de valor da sociedade ou grupo que o analisa e do momento histórico em que isso é feito. Pode-se citar como ilustração a reação de admiração de Goethe diante do aqueduto de Spoleto, na Itália, no início do século XIX e seu comentário acerca de outras obras que não possuem propósitos:
“É essa então a terceira obra dos antigos, que tenho diante de mim e da qual observo a mesma marca, sempre grandiosa (...). Somente agora sinto com quanta razão sempre achei detestáveis as construções feitas por capricho(...). Todas coisas natimortas, já que o que não tem em si uma razão de existir não tem vida e não pode ser ou tornar-se grande.”
(GOETHE, J. W. apud REIS, A. C. F. Economia da cultura e desenvolvimento sustentável:
o caleidoscópio da cultura. São Paulo: Editora Manole, 2007, p. 21).