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Um local de morte, como a própria designação esclarece, é definido como o sítio onde ocorreu a extinção de uma pessoa. Assim, para a elucidação dos fatos que culminaram no evento morte, o perito criminal deve realizar um minucioso levantamento dos vestígios, das posições dos objetos, do cadáver e do próprio ambiente.
Em um local de morte por arma de fogo, por exemplo, o ambiente é vasculhado em toda a sua amplitude, fotografando-se os pontos de impactos de projéteis, se houver. Determina-se, também, a distância, a origem e a direção do disparo, estabelecendo-se, desse modo, a provável trajetória. Em seguida, examina-se o cadáver à procura dos ferimentos, os orifícios de entrada e de saída do projétil, e suas localizações.
Por fim, examinam-se os próprios projéteis e estojos encontrados no local, com o escopo de se fazer a identificação mediata da arma (microcomparação balística) que causou a lesão, caso nenhuma seja encontrada.
Destarte, todos os procedimentos descritos anteriormente para o local de morte por arma de fogo, entendidos como uma diligência processual penal veiculada através do instrumento conhecido como laudo de local, visam determinar a causa jurídica da morte; ou seja, estabelecer a diagnose diferencial entre homicídio, suicídio e acidente.
Baseando-se nos dados citados, podemos classificar os ferimentos produzidos pelo projétil disparado por uma arma de fogo como:
Considerando as munições de armas de fogo de porte à venda no Brasil, em específico, as munições para revólveres de calibre 38 SPL e pistolas de calibre 380 ACP é verdadeiro afirmar que:
I. Todos estes revólveres e pistolas utilizam somente munição de fogo central.
II. Estes revólveres podem utilizar munições montadas com espoletas do tipo Boxer.
III. Estas pistolas utilizam munições nacionais originais com propelentes de base tripla.
IV. As munições utilizadas por estes revólveres e pistolas podem ser utilizadas em outras armas de fogo existentes.
O corpo não putrefeito de uma jovem foi encontrado, em sua residência, pendurado em uma viga, suspenso parcialmente por um laço feito com uma corda, cujo nó estava situado na região anterior do pescoço. A perícia realizada no local não constatou desordem no ambiente, tendo encontrado apenas um bilhete de despedida. O médico-legista foi questionado pelo delegado sobre a causa da morte, ou seja, se havia decorrido de suicídio ou de homicídio seguido da simulação de suicídio. O exame necroscópico da vítima mostrou sinais locais e gerais de asfixia; sulco cervical horizontal, contínuo, de profundidade uniforme, sem sinais de reação vital. Entre as lesões externas descritas no laudo cadavérico incluíam-se escoriações ungueais (provocadas por unhas) e equimoses arredondadas na região cervical e ao redor da boca; escoriações e equimoses nas mãos, antebraços bem como nas regiões dorsal e posterior da cabeça.
Considerando-se essa situação hipotética, é correto afirmar que
Leia o seguinte excerto.
A traumatologia forense estuda aspectos médico-jurídicos das lesões, dentre as quais a lesão ou espectro equimótico. Segundo CROCE (2012), "a equimose é definida como a infiltração e coagulação do sangue extravasado nas malhas dos tecidos, sem efração deles. O sangue hemorrágico infiltra-se nos interstícios íntegros, sem alinhamento, originando a equimose".
CROCE, Delton. CROCE JR. Manual de medicina Legal. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 306.
A respeito dessas lesões, assinale a alternativa correta.
Em relação às doenças e causas de morte ligadas ao Sistema Nervoso Central, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Lesão axonal difusa é uma lesão de origem traumática, ocorrida nas regiões centroaxiais profundas de substância branca, tronco e pedúnculo cerebrais, com tumefação axonal difusa e hemorragia focal. Pode acontecer durante evento de aceleração angular isolada, sem impacto externo do couro cabeludo.
( ) Outra causa de morte cerebral seria a hemorragia intraparenquimatosa espontânea (hemorragia intracraniana). Essa situação tem como causa principal a diabetes, onde há fragilidade de paredes capilares. Pode haver dificuldade de realizar diagnóstico diferencial com os sangramentos de origem traumática, quando o periciado tem queda da própria altura após a hemorragia e pode haver lesão do córtex vizinho, adjacente à lesão principal.
( ) O hematoma epidural é um sangramento relacionado à ruptura da artéria meníngea média, ocorrendo dentro do espaço virtual periósteo. São vulneráveis, em adultos, a traumatismos, sobretudo se ocorreram fraturas cranianas e afundamentos. Por vezes, as vítimas apresentam “intervalo lúcido” que pode durar horas entre o trauma e o aparecimento das manifestações neurológicas.
( ) O hematoma subdural também ocorre com a ruptura de paredes arteriais, transponentes à superfície de convexidade dos hemisférios cerebrais, transpondo os espaços subaracnoides subdurais e desaguam no seio sagital superior. Os hematomas subdurais ocorrem com ou sem fraturas cranianas, até mesmo após traumas cranianos relativamente leves.
( ) A rotura de um aneurisma cerebral provoca perda rápida de consciência. Pode acarretar invasão sanguínea de espaços aracnoides, inundação de ventrículos cerebrais e parênquima cerebral adjacente. O mecanismo de morte envolve hipertensão intracraniana, edema cerebral, hemorragia e intenso edema pulmonar neurogênico associado.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Paciente de 50 anos, após discussão com o vizinho, chega em casa com mal súbito e queda de altura quando foi ao banheiro. Encontrado por familiar já sem sinais vitais. O acompanhante não sabe relatar o nome do remédio que a vítima tomava. Parou de fumar há vários anos. Nega alcoolismo.
À necropsia, observamos: ferida contusa irregular sangrante na região frontotemporal direita. Ao rebatimento do couro cabeludo, ausência de fratura óssea ou hematoma sub-galeal. À craniotomia, edema cerebral moderado, sem sinais de contusão cortical. Presença de área de hemorragia parenquimatosa e inundação recente do ventrículo lateral esquerdo.
Coração cardiomegálico, pesando 450g. Presença de espessamento concêntrico de parede ventricular esquerda. Observamos algumas placas ateromatosas, ocluindo até 25% do diâmetro das paredes coronarianas. Pulmões com congestão e edema. Demais órgãos sem alterações.
Durante o estudo necroscópico e macroscópico desse caso, os médicos-legistas concluíram que a principal hipótese diagnóstica é:
Quanto aos diagnósticos diferenciais de adultos vítimas de Morte Súbita, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A causa mais comum de morte súbita em adultos é a cardiomiopatia hipertrófica, na qual o aumento do peso cardíaco, ventrículos e septo interventricular diminui o canal do escoamento do sangue, logo abaixo da valva aórtica.
( ) A cardiopatia isquêmica ou aterosclerótica permite o diagnóstico de Morte Súbita, mesmo se não for possível a observação macroscópica e microscópica do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
( ) Os aneurismas dissecantes da aorta, em sua maior frequência, causam a morte por tamponamento cardíaco, decorrente de hemopericárdio maciço.
( ) O mecanismo final de Morte Cardíaca Súbita é, em geral, uma arritmia cardíaca incompatível com a vida (taquicardia intensa, assistolia fibrilação ventricular).
( ) A cardiopatia hipertensiva (secundária à hipertensão arterial sistêmica) provoca, através do mecanismo de fluxo sanguíneo regurgitante: sobrecarga ventricular esquerda, possibilidade de dilatação ventricular súbita e morte por edema pulmonar agudo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: