Questões de Concurso
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Mulher de 22 anos procura avaliação para tratamento de cefaleia. O primeiro episódio iniciou-se aos 16 anos, porém a frequência aumentou para 1 a 2 episódios mensais no último ano. As cefaleias não são precedidas por aura. Caracteristicamente, são bilaterais, de caráter pulsátil e tão intensa que a obriga a se ausentar do trabalho. A dor é exacerbada por ruído intenso e atividade física. Cada episódio dura até o anoitecer; ela desperta na manhã seguinte sem dor ou náusea, apta para retornar às suas atividades. Faz uso de paracetamol no início da dor, sem benefício. Nega o uso de outras medicações, incluindo contraceptivos orais e não há antecedentes mórbidos. Sinais vitais e exame neurológico não apresentam alterações.
Qual é o próximo passo mais adequado no manejo dessas cefaleias?
A infecção do trato urinário (ITU) é definida pela presença de germe patogênico único no sistema urinário associada a processo inflamatório sintomático.
A identificação e contagem de bactérias pela urocultura de jato médio confirma o diagnóstico de ITU com:
O tratamento da Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB) é uma das principais estratégias para a eliminação da tuberculose (TB) como problema de saúde pública no Brasil.
Assinale a alternativa correta sobre o tratamento ILTB.
O uso racional de antibióticos em pediatria está relacionado diretamente à morbidade e mortalidade das doenças.
Sobre os antibióticos, é correto afirmar que:
O tratamento da asma em crianças envolve uma combinação de medicamentos, educação sobre a doença e medidas para evitar gatilhos.
Nas crises agudas, a droga de escolha inicial para reverter a broncoconstrição é o (a):
Assinale a alternativa correta sobre a bronquiolite viral aguda (BVA).
A Atenção Primária à Saúde (APS) é o nível de atenção essencial na prevenção e no controle do diabete melito tipo 2 (DM2) e recomenda que todos os indivíduos assintomáticos, sem diagnóstico de DM2, e com idade igual ou acima de 45 anos, mesmo sem fator de risco, realizem rastreamento para DM2 com:
O controle glicêmico do diabete melito tipo 2 (DM2) deve ser individualizado no idoso saudável 60+ com poucas comorbidades crônicas, estado funcional e cognitivo preservado.
Nestes casos a meta glicêmica a ser atingida é de:
Assinale a alternativa que indica, respectivamente, doença infecciosa do trato geniturinária, comum na Atenção Primária à Saúde (APS), que geralmente afeta a bexiga ou a uretra, principalmente em mulheres com sintomas como disúria, e polaciúria, e tem como diagnóstico inicial e seu principal agente etiológico.
Conforme o calendário nacional de vacinação ano 2025 - ciclo de vida do idoso (a partir de 60 anos de idade) - a vacina de rotina para Vacina hepatite B (recombinante) HB deve ser aplicada:
A reação anafilática é sempre uma condição de emergência e o Serviço Móvel de Urgência deve ser acionado imediatamente. O objetivo do tratamento é a manutenção da oxigenação e a perfusão de órgãos vitais.
A droga de escolha que deve ser imediatamente administrada é a:
A gota é uma doença inflamatória aguda que acomete sobretudo as articulações e ocorre a deposição de cristais nos tecidos, principalmente nas articulações.
A gota é uma forma de artrite que:
A infecção respiratória aguda é uma das principais causas de consulta médica na Atenção Primária à Saúde (APS) e a pneumonia adquirida em comunidade (PAC) contraída no convívio social, fora do ambiente hospitalar, ou que se manifesta em até 48 horas após a internação hospitalar, frequentemente é causada pela(o):
O envelhecimento da população brasileira impactou e trouxe mudanças no perfil demográfico e epidemiológico em todo País.
Na Atenção Primária à Saúde (APS), a causa mais comum de demência em que o idoso é caracterizado com a perda da memória e declínio cognitivo progressivo é a(o):
A Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, é a Lei Orgânica da Saúde, que regulamenta as ações e serviços de saúde em todo o território nacional.
Sobre os conceitos e normativas contidos nessa lei, é correto afirmar:
Por Que o Câncer de Pulmão Deixou de Ser Apenas "Coisa de Fumante"
O câncer de pulmão, tradicionalmente associado ao tabagismo, tem apresentado um perfil de pacientes em transformação nas últimas décadas. Hoje, a doença afeta mais mulheres, pessoas mais jovens e também aquelas que nunca fumaram, revelando novos fatores de risco que ultrapassam o hábito de fumar o cigarro comum. Entre eles, destacam-se o uso crescente de cigarros eletrônicos e a exposição à poluição.
Os dispositivos eletrônicos, cada vez mais comuns especialmente entre jovens, liberam aerossóis com múltiplas substâncias potencialmente tóxicas. Estudos recentes identificaram, inclusive, níveis elevados de metais pesados e outras toxinas em dispositivos descartáveis, o que preocupa especialistas e órgãos de vigilância sanitária, dada a falta de padronização e controle desses produtos, cuja venda é proibida no Brasil.
Outro fator que ajuda a explicar o surgimento do câncer de pulmão em não fumantes é a poluição atmosférica, sobretudo as partículas finas e poluentes provenientes do tráfego de veículos automotores. Pesquisas europeias mostraram uma associação consistente entre a exposição crônica a esses poluentes e o aumento da incidência de câncer de pulmão, efeito que também é observado entre pessoas que nunca fumaram, tema abordado em artigo publicado neste espaço em 2023.
Do ponto de vista clínico e de saúde pública, compreender esse novo perfil do câncer de pulmão leva a duas prioridades: a necessidade de ampliar as políticas de controle do tabaco para incluir dispositivos eletrônicos, com regulamentações e fiscalizações mais rigorosas, e a integração da qualidade do ar e da exposição ocupacional nas estratégias de prevenção, por meio do monitoramento ambiental e de ações para reduzir emissões em áreas urbanas. Essas iniciativas têm o potencial de proteger populações inteiras e reduzir a carga da doença a médio prazo.
Apesar da mudança no perfil epidemiológico, vale destacar que o câncer de pulmão ainda é, em grande parte, evitável. A combinação entre tabagismo tradicional, novos produtos eletrônicos e poluição do ar explica a evolução da doença, reforçando a urgência de ações coordenadas para frear essa tendência e proteger as gerações futuras.
Em escala global, o câncer de pulmão segue com índices alarmantes. Estimativas mais recentes indicam que esse número já chegou a 2,5 milhões de novos casos anuais, um avanço que evidencia a magnitude do problema no mundo.
No Brasil, as projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para este ano apontam para mais de 32 mil novos diagnósticos. A distribuição por sexo e região revela desigualdades importantes e reforça a necessidade de tratar a doença como uma prioridade estratégica de saúde pública, para um dos tumores mais incidentes no país.
https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/por-que-o-cancer-de-pulmao -deixou-de-ser-apenas-coisa-de-fumante/
Por Que o Câncer de Pulmão Deixou de Ser Apenas "Coisa de Fumante"
O câncer de pulmão, tradicionalmente associado ao tabagismo, tem apresentado um perfil de pacientes em transformação nas últimas décadas. Hoje, a doença afeta mais mulheres, pessoas mais jovens e também aquelas que nunca fumaram, revelando novos fatores de risco que ultrapassam o hábito de fumar o cigarro comum. Entre eles, destacam-se o uso crescente de cigarros eletrônicos e a exposição à poluição.
Os dispositivos eletrônicos, cada vez mais comuns especialmente entre jovens, liberam aerossóis com múltiplas substâncias potencialmente tóxicas. Estudos recentes identificaram, inclusive, níveis elevados de metais pesados e outras toxinas em dispositivos descartáveis, o que preocupa especialistas e órgãos de vigilância sanitária, dada a falta de padronização e controle desses produtos, cuja venda é proibida no Brasil.
Outro fator que ajuda a explicar o surgimento do câncer de pulmão em não fumantes é a poluição atmosférica, sobretudo as partículas finas e poluentes provenientes do tráfego de veículos automotores. Pesquisas europeias mostraram uma associação consistente entre a exposição crônica a esses poluentes e o aumento da incidência de câncer de pulmão, efeito que também é observado entre pessoas que nunca fumaram, tema abordado em artigo publicado neste espaço em 2023.
Do ponto de vista clínico e de saúde pública, compreender esse novo perfil do câncer de pulmão leva a duas prioridades: a necessidade de ampliar as políticas de controle do tabaco para incluir dispositivos eletrônicos, com regulamentações e fiscalizações mais rigorosas, e a integração da qualidade do ar e da exposição ocupacional nas estratégias de prevenção, por meio do monitoramento ambiental e de ações para reduzir emissões em áreas urbanas. Essas iniciativas têm o potencial de proteger populações inteiras e reduzir a carga da doença a médio prazo.
Apesar da mudança no perfil epidemiológico, vale destacar que o câncer de pulmão ainda é, em grande parte, evitável. A combinação entre tabagismo tradicional, novos produtos eletrônicos e poluição do ar explica a evolução da doença, reforçando a urgência de ações coordenadas para frear essa tendência e proteger as gerações futuras.
Em escala global, o câncer de pulmão segue com índices alarmantes. Estimativas mais recentes indicam que esse número já chegou a 2,5 milhões de novos casos anuais, um avanço que evidencia a magnitude do problema no mundo.
No Brasil, as projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para este ano apontam para mais de 32 mil novos diagnósticos. A distribuição por sexo e região revela desigualdades importantes e reforça a necessidade de tratar a doença como uma prioridade estratégica de saúde pública, para um dos tumores mais incidentes no país.
https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/por-que-o-cancer-de-pulmao -deixou-de-ser-apenas-coisa-de-fumante/