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Os públicos estão cada vez mais autônomos e não apenas consomem como também produzem e são curadores de conteúdo. As fontes tradicionais têm a capacidade de dialogar diretamente com os interessados, sem participação da imprensa, o que desloca o papel do antigo assessor para o de estrategista e gestor dos processos de interação e informação dos públicos. Há cada vez mais certeza de que é mais importante falar com o público certo do que tentar falar com todos.
Adaptado de Seabra, R. Produção da notícia: a redação e o jornalista.
In: Duarte, J. (Org.). Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia.
São Paulo: Atlas, 2018.
Considerando as transformações apontadas no texto, uma atribuição nova do assessor de
imprensa é:
A tecnologia sempre foi um fator preponderante para o aprimoramento dos procedimentos da produção jornalística, do trabalho dos profissionais, da oferta informativa, dos modelos dos produtos e dos formatos dos conteúdos, assim como permitiu vencer distâncias para que a velocidade de circulação das notícias pudesse chegar até o público. Ao lado disso, evoluíram também os meios e as diferentes modalidades de jornalismo, dentre as quais despontou a do jornalismo digital.
Adaptado de BARBOSA, S. Jornalismo convergente e continuum
multimídia na quinta geração do jornalismo nas redes digitais. In:
CANAVILHAS, J. (Org.) Notícias e mobilidade: jornalismo na era
dos dispositivos móveis. Sevilha: Labcom Books, 2013.
O jornalismo digital se diferencia dos demais suportes por conter as seguintes características:
As instituições não dependem mais exclusivamente das mídias tradicionais para circularem informações de seu interesse e de seus clientes. Os portais das instituições são, hoje, a porta de entrada das empresas e, em muitos casos, fontes de notícias.
Adaptado de Caldas, G. Relacionamento de jornalistas e assessores na era digital:
riscos e benefícios. In: DUARTE, J. (Org.). Assessoria de imprensa
e relacionamento com a mídia. São Paulo: Atlas, 2018.
Após o surgimento dos portais mencionados e com o advento das redes sociais, as instituições ampliaram os canais diversificados para seu público.
Nesse contexto, um fator a ser observado na produção de conteúdos informativos para as redes
sociais é que eles sejam:
O jornalista na assessoria, tanto quanto no jornal, está onde o leitor, ouvinte ou espectador não pode estar. Tem uma delegação ou representação tácita que o autoriza a selecionar e tornar público o que possa ser interessante. Deve conjugar isso com seu compromisso com o empregador: desempenhar a tarefa com inteligência, o que significa gerir conflitos de interesses que sempre cercam a administração da informação.
Adaptado de Lage, N. A reportagem: teoria e técnica de entrevista
e pesquisa jornalística. São Paulo: Elsevier, 2005.
Com base no texto, um ponto em comum na atuação do jornalista nas redações e nas assessorias é:
A comunicação científica visa, basicamente, à disseminação de informações especializadas entre os pares, com o intuito de tornar conhecidos, na comunidade científica, os avanços obtidos em áreas específicas ou de promover elaboração de novas teorias ou refinamento das existentes.
Adaptado de Bueno, W. C. Comunicação científica e divulgação científica: aproximações e rupturas conceituais. Informação & Informação,v. 15, n. 1 (esp.), 2010.
Além de explicitar seu propósito, o texto citado também permite identificar a seguinte
característica da comunicação científica:
Se, antes das mídias sociais, a divulgação científica seguia interesses dos veículos de comunicação de massa, atualmente as produções sobre o tema ultrapassam os modelos instaurados por esses canais.
Oliveira, T. Midiatização da ciência: reconfiguração do paradigma da
comunicação científica e do trabalho acadêmico na era digital.
Matrizes, São Paulo, v. 12, n. 3, 2018.
Com base na afirmação de Oliveira, pode-se fazer a seguinte inferência acerca da divulgação
científica:
Art. 19 − (...) o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário.
Lei Federal nº 12.965, de 23 de abril de 2014. planalto.gov.br.
O artigo citado está contido na seção III da lei e se refere aos fatores que condicionam a responsabilização de provedores de aplicações de internet, em função de conteúdos gerados por terceiros em suas plataformas.
Com base no texto, observa-se que tal norma tem por objetivo imputar a esses provedores a
seguinte obrigação:
A influência por parte da mídia depende, efetivamente, do grau de exposição a que o receptor esteja exposto, mas, mais que isso, do tipo de mídia, do grau de relevância e interesse que este receptor venha emprestar ao tema, a saliência que ele lhe reconhecer, sua necessidade de orientação ou sua falta de informação, ou, ainda, seu grau de incerteza, além dos diferentes níveis de comunicação interpessoal que desenvolver.
HOHLFELDT, A. Hipóteses contemporâneas de pesquisa em comunicação.
In: HOHLFELDT, A.; MARTINO, L.; FRANÇA, V. V. (Orgs.).
Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências. Petrópolis: Vozes, 2008.
Em relação ao papel da cobertura noticiosa da mídia, o trecho acima dialoga com a hipótese
teórica nomeada de:
Dentre os múltiplos significados da expressão comunicação pública, é possível encontrar um ponto comum de entendimento que é aquele que diz respeito a um processo comunicativo que se instaura entre atores na esfera pública com o objetivo de informar para a construção da cidadania.
BRANDÃO, E. P. Conceito de comunicação pública. In: DUARTE, J. (Org.)
Comunicação pública: Estado, mercado, sociedade e interesse público. São Paulo: Atlas, 2012.
Além de representantes da esfera econômica, a comunicação pública também reúne atores dos
seguintes segmentos:
Entendemos por comunicação integrada uma filosofia que direciona a convergência das diversas áreas, permitindo uma atuação sinérgica.
KUNSCH, M. M. K. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada.
São Paulo: Summus, 2003.
A projeção da imagem corporativa de uma organização, traduzindo sua missão, visão, valores,
filosofias e políticas, é atribuição da seguinte área da comunicação integrada:
As sentenças a seguir dizem respeito à técnica de pesquisa denominada grupo focal, ou focus group. Avalie-as, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) São um tipo de pesquisa qualitativa que objetiva perceber os valores e normas que referenciam um grupo. Ao reverso de inferir ou generalizar, os grupos focais proporcionam compreensão desses aspectos valorativos e normativos.
( ) Uma de suas possibilidades de utilização ocorre na fase de implementação de programas e ações. Nesse contexto, seu objetivo deve ser voltado para ajustar o que foi planejando previamente, e pode evitar o fracasso das ações planejadas.
( ) Pode-se elencar, como uma de suas vantagens, a facilidade de integração entre pessoas que têm alguma divergência entre si e que não se sentiriam à vontade para se manifestar em presença uma da outra.
( ) No que diz respeito ao planejamento da reunião para a realização de um grupo focal, entre outras providências, deve-se: escolher um local neutro, para evitar constrangimento ou inibição dos participantes; e, quando houver algum tipo de gravação, deve-se obter a autorização dos participantes.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A coleta de dados em pesquisas de opinião pode ser realizada por meio de entrevista pessoal, por telefone e, também, através de questionário. Em relação ao uso de perguntas abertas (nas quais o entrevistado pode elaborar de forma espontânea sua resposta) nesses instrumentos de pesquisa, analise as seguintes assertivas:
I. Permitem conhecer de maneira mais aprofundada a opinião do entrevistado.
II. A eficácia das respostas depende da capacidade de comunicação do entrevistado.
III. Facilita a categorização das respostas recebidas.
Quais estão corretas?
Sobre a comunicação organizacional no contexto das tecnologias, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) No contexto das tecnologias da comunicação e informação, diferentes sujeitos e atores sociais podem disputar expressividade e visibilidade com as organizações. Nessa conformação, “estar visível” e “dizer de si” torna-se fundamental para Comunicação Organizacional Estratégica. Dessa forma, o simples fato de estar no centro da cena já garante às organizações uma imagem-conceito positiva.
( ) Os processos colaborativos de Comunicação Organizacional, especialmente os que empregam tecnologias de comunicação e informação para dar visibilidade a conhecimentos e informações de trabalhadores podem ser usados tanto para a colaboração como para a vigilância sobre as pessoas.
( ) A automatização de relacionamentos entre as organizações e seus públicos, tende a agilizar e facilitar o percurso do cliente com as empresas, assim como impõe cada vez mais preocupação, por parte das organizações e dos profissionais de relações públicas, no que diz respeito aos meios, formas e velocidade com que os usuários (públicos) querem ser tratados.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A citação a seguir contextualiza e explica um conceito contemporâneo de públicos no âmbito das relações públicas e da comunicação organizacional: “Estamos na era da midiatização dos indivíduos, da possibilidade de usarmos mídias digitais como instrumentos de divulgação, exposição e expressão pessoais; daí o termo _____________: um produtor, criador, compositor, montador, apresentador, remixador ou apenas um difusor dos seus próprios conteúdos” (TERRA, 2011).
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.