Questões de Concurso
Foram encontradas 1.261 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Extrapolar a sede e romper com a ideia ultrapassada de extramuros são dois exemplos concretos de superação, pois os limites da instituição não podem ser as paredes de uma edificação; o museu não é e não está em um prédio, como a ação do museu não se limita a esse espaço. Esse museu precisa do território, da diversidade de públicos e das diferenças culturais para educar e se educar sucessivamente.
(CURY, 2016a:168.)
A museologia no Brasil vem avançando com algumas referências internacionais, mas com aportes específicos. Dentro da perspectiva das funções dos museus e novas concepções sobre conhecimento e saber, os museus:
Os museus, desde sua matriz moderna desenvolvida entre fins dos séculos XVIII e começo do XIX, foram concebidos como instituições públicas voltadas à execução de um papel social. Historicamente, o entendimento sobre qual deveria ser o papel social a ser desempenhando pelos museus sofreu alterações, a partir de diversos projetos políticos e institucionais, e das próprias discussões que se deram no âmbito da Museologia. Assim, se os museus do século XIX europeu eram concebidos como um recurso educacional (ou disciplinatório) para as massas, esse papel foi adquirindo nuanças e alterando-se no decorrer do século XX.
(AIDAR, Gabriela, 2001.)
Um momento de ruptura deu-se com o desenvolvimento da Nova Museologia, a partir de 1960. Essa vertente, entre outros fatores:
A Lei nº 11.904/2009 institui o Estatuto de Museus e dá outras providências e trata diretamente das questões de Segurança em Museus: [...] Art. 22. Aplicar-se-á o regime de responsabilidade solidária às ações de preservação, conservação ou restauração que impliquem dano irreparável ou destruição de bens culturais dos museus, sendo punível a negligência. [...]
(Disponível em: https://gestaodesegurancaprivada.com.br/seguranca-em-museus-o-que-e-e-medidas/. Acesso em: julho de 2024.)
A segurança em museus é um conjunto de medidas de segurança, destinadas à proteção física do acervo, assim como do edifício e das pessoas em um museu contra ameaças decorrentes de ações intencionais ou acidentais. A responsabilidade solidária em relação à segurança dos museus:
Palácio do Catete passa por revitalização após ameaça de fechamento
O Palácio do Catete, um exemplar da arquitetura neoclássica brasileira e lar do Museu da República há 60 anos, está passando por uma importante revitalização após o risco de fechamento das portas. As obras fazem parte do projeto RevivaRio Museu da República, em parceria com o Instituto Carioca Cidade Criativa. Os trabalhos incluem o religamento dos chafarizes, o restauro do portão principal, que está completamente vandalizado, e um novo paisagismo para os famosos jardins. Além das melhorias estruturais, o museu receberá uma nova sinalização bilíngue e um parquinho infantil.
(Disponível em: https://diariodorio.com/palacio-do-catete Acesso em: julho de 2024.)
O Museu da República tem como missão preservar, investigar e comunicar os testemunhos vinculados à história da República Brasileira. Esse museu:
[...] A centralidade da comunicação museológica está na recepção, posto que não se inicia e tampouco encerra-se no museu, mas no meio cultural e no cotidiano das pessoas. Isso não diminui o papel do museu, e da exposição, mas o recoloca em outros termos, sobretudo no que se refere à integração do processo comunicacional entre as condições de produção, veiculação de mensagens e recepção. Os estudos de recepção, por sua vez, viabilizam o entendimento de como os processos comunicacionais engendrados pelos museus aproximam-se ou distanciam-se da cultura, partindo do pressuposto que cada visitante é um representante da cultura que vive.
(MARTIN-BARBERO, Jesus. 1997.)
No excerto anterior, que considera que “cada visitante é um representante da cultura que vive”, percebe-se uma concepção mais democrática da museologia. Trata-se de uma característica
A Política Nacional de Educação Museal (PNEM) é uma orientação para a realização de ações que fortaleçam o campo profissional da educação museal e garantam condições mínimas para a realização das práticas educacionais nos museus e processos museais.
O Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), instituição que funcionou até ser transformada no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), priorizava, em seus tombamentos, a arte colonial brasileira e a arquitetura religiosa.
A educação museal e a educação patrimonial tem se consolidado como campos de conhecimento distintos, com a criação de diretrizes, normativas e políticas públicas próprias.
O Programa Educativo e Cultural (PEC) é um documento fundamental para orientar o planejamento dos museus, sendo inclusive dever dessas instituições elaborá-lo e implementá-lo, pois é a partir do PEC que se definem a identidade, os objetivos e as estratégias de cada instituição.
De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a educação patrimonial se constitui especificamente de processos educativos formais que têm como foco o patrimônio cultural.
I. Os modelos contemporâneos de Museologia têm buscado superar o caráter limitado do modelo custodial/tecnicista ao incorporar contribuições teóricas e práticas que surgiram ao longo do século XX, como os ecomuseus e a Nova Museologia. A Nova Museologia, especificamente, redefiniu o papel do museu, transformando-o de uma instituição voltada para a transmissão de conhecimento para um veículo de expressão da identidade comunitária.
II. O movimento dos ecomuseus, inicialmente associado ao impacto de ideias ambientalistas e à criação de museus ao ar livre, foi consolidado pelo movimento da Nova Museologia, que incorporou a participação comunitária no tratamento e cuidado do patrimônio. A Declaração de Quebec, de 1984, formalizou o Movimento Internacional para uma Nova Museologia (MINOM), estabelecendo uma rede de conceitos fundamentada em território, patrimônio e comunidade.
III. As tecnologias digitais também desempenharam um papel crucial na transformação dos museus contemporâneos. O conceito de museu virtual não só reconfigura o papel das exposições e dos acervos, mas também transforma os museus em sistemas de informação. A musealização de objetos imateriais, como as tradições orais, rituais e artes do espetáculo, deixou de ser um desafio teóricos para uma refulgente prática de campo.
IV. A musealização refere-se ao processo de transformação de objetos materiais e imateriais em testemunhos históricos. No entanto, somente a partir de 1972, o conceito de patrimônio passou a incluir a dimensão imaterial, dada pela Convenção da UNESCO de 1972, sobre a proteção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural.
V. O desenvolvimento da Nova Museologia e dos ecomuseus contribuiu diretamente para a problematização do papel tradicional do museu, ampliando sua função para além da simples exposição de objetos materiais. A perspectiva contemporânea busca integrar os museus como agentes de transformação social, o que se reflete no movimento dos museus virtuais, que dispensam o edifício físico e os acervos tradicionais, redefinindo completamente a função da instituição museal.
É correto afirmar que há: