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Q3819354 Português

Leia o texto a seguir:



Corrida por ingressos para Copa do Mundo começa no dia 10


Enquanto governo Trump adota endurecimento da política migratória nos Estados Unidos, competição se aproxima



    Com início programado para 11 de junho, a Copa do Mundo de 2026 dará início ao concorrido processo de venda de ingressos aos torcedores na semana que vem.


    Na próxima quarta-feira (10), às 11h (horário de Brasília), será aberta pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) a primeira janela para que os interessados em acompanhar as partidas se inscrevam para ter a chance de comprar os bilhetes —haverá sorteio para definir quem poderá adquiri-los. A janela seguirá aberta para inscrições até sexta-feira (12), também às 11h.


    Os sorteados serão notificados por e-mail a partir de 29 de setembro e receberão uma data e um horário para comprar ingressos, com início das vendas programado para 1º de outubro.


    Uma segunda janela para inscrições será aberta entre 27 e 31 de outubro.


    Os preços dos ingressos variam de US$ 60 (R$ 326), em partidas da fase de grupos, até US$ 6.730 (R$ 36,6 mil), para acompanhar a final.


    Primeira edição com 48 seleções —16 a mais do que no Qatar, em 2022—, a Copa terá 104 partidas, com as equipes divididas em 12 grupos com quatro times cada um. Os dois primeiros de cada chave avançam, com as 32 seleções passando a se enfrentar em partidas de mata-mata.


    Os Estados Unidos abrigarão 78 jogos. Canadá e México receberão 13 cada um.


    A busca de turistas por ingressos para a competição no ano que vem começará em meio a um endurecimento na política migratória adotada pelos Estados Unidos.


    Recentemente, o presidente Donald Trump proibiu a entrada de cidadãos de 12 países, com exceção daqueles que têm visto válido ou permanente ou dupla nacionalidade.


    A medida atinge o Irã, um dos países que já garantiram vaga no Mundial. O veto prevê exceções para jogadores, técnicos, funcionários e parentes de membros da seleção asiática, mas bloqueia a entrada de torcedores.


    Presidente da Fifa, Gianni Infantino procurou tranquilizar os torcedores que desejam viajar aos Estados Unidos para a Copa.


    "Acho que é importante esclarecer isso, há muitas ideias equivocadas por aí. Todos serão bem-vindos no Canadá, no México e nos Estados Unidos. Estamos trabalhando exatamente para isso", afirmou o dirigente. "Claro que existe um processo para obter os vistos. Esse processo será tranquilo."


    No fim de julho, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou um alerta para que os interessados em assistir à Copa solicitem os vistos para entrada no país o quanto antes.



Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2025/09/corrida-por-ingressos-paracopa-do-mundo-comeca-no-dia-10.shtml. Acesso em 03/09/2025 

Segundo o texto, a Fifa afirma estar trabalhando para "tranquilizar os torcedores". Essa posição busca atender especialmente:
Alternativas
Q3819353 Português

Leia o texto a seguir:



Corrida por ingressos para Copa do Mundo começa no dia 10


Enquanto governo Trump adota endurecimento da política migratória nos Estados Unidos, competição se aproxima



    Com início programado para 11 de junho, a Copa do Mundo de 2026 dará início ao concorrido processo de venda de ingressos aos torcedores na semana que vem.


    Na próxima quarta-feira (10), às 11h (horário de Brasília), será aberta pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) a primeira janela para que os interessados em acompanhar as partidas se inscrevam para ter a chance de comprar os bilhetes —haverá sorteio para definir quem poderá adquiri-los. A janela seguirá aberta para inscrições até sexta-feira (12), também às 11h.


    Os sorteados serão notificados por e-mail a partir de 29 de setembro e receberão uma data e um horário para comprar ingressos, com início das vendas programado para 1º de outubro.


    Uma segunda janela para inscrições será aberta entre 27 e 31 de outubro.


    Os preços dos ingressos variam de US$ 60 (R$ 326), em partidas da fase de grupos, até US$ 6.730 (R$ 36,6 mil), para acompanhar a final.


    Primeira edição com 48 seleções —16 a mais do que no Qatar, em 2022—, a Copa terá 104 partidas, com as equipes divididas em 12 grupos com quatro times cada um. Os dois primeiros de cada chave avançam, com as 32 seleções passando a se enfrentar em partidas de mata-mata.


    Os Estados Unidos abrigarão 78 jogos. Canadá e México receberão 13 cada um.


    A busca de turistas por ingressos para a competição no ano que vem começará em meio a um endurecimento na política migratória adotada pelos Estados Unidos.


    Recentemente, o presidente Donald Trump proibiu a entrada de cidadãos de 12 países, com exceção daqueles que têm visto válido ou permanente ou dupla nacionalidade.


    A medida atinge o Irã, um dos países que já garantiram vaga no Mundial. O veto prevê exceções para jogadores, técnicos, funcionários e parentes de membros da seleção asiática, mas bloqueia a entrada de torcedores.


    Presidente da Fifa, Gianni Infantino procurou tranquilizar os torcedores que desejam viajar aos Estados Unidos para a Copa.


    "Acho que é importante esclarecer isso, há muitas ideias equivocadas por aí. Todos serão bem-vindos no Canadá, no México e nos Estados Unidos. Estamos trabalhando exatamente para isso", afirmou o dirigente. "Claro que existe um processo para obter os vistos. Esse processo será tranquilo."


    No fim de julho, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou um alerta para que os interessados em assistir à Copa solicitem os vistos para entrada no país o quanto antes.



Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2025/09/corrida-por-ingressos-paracopa-do-mundo-comeca-no-dia-10.shtml. Acesso em 03/09/2025 

Segundo o texto, há um aspecto que torna a organização da Copa de 2026 mais complexa em comparação com as edições anteriores. Trata-se da:
Alternativas
Q3819214 Português
Atenção: Considere o trecho do romance A visão das plantas para responder à questão.


    Por maiores que fossem os cuidados do jardineiro, às plantas tanto lhes fazia viver ou morrer. Tanto lhes dava que ele se finasse no sono ou voltasse ao quintal todos os dias. Tanto lhes dava que tivesse encontrado nelas uma razão de viver ou as amasse.

    Se lhes faltasse a rega, murchariam. Não seria por mal, não o levavam a mal. Nada esperavam dele. Se em vez das mãos do jardineiro Celestino viessem outras em seu auxílio, decerto notariam, mas não porque se tivessem afeiçoado aos dedos do capitão, ou porque entre homem e jardim se tivesse estabelecido uma amizade.

    As plantas não estavam cientes da homologia. Desconheciam a sua forma e a ciência que as governava. Bebiam, existiam. Tinham até meio de se governarem sozinhas e de se manterem num compromisso com a terra, a chuva e o vento. Morresse o homem e, alforriadas, iniciariam a sua tomada da casa.


(ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. Todavia, edição digital. Adaptado)
Na definição do gramático Evanildo Bechara, "a repetição de um termo da oração por outro de sentido e função equivalente se denomina pleonasmo". (Lições de português pela análise sintática).

Identifica-se pleonasmo do objeto indireto no trecho:
Alternativas
Q3819208 Português
Atenção: Considere o início da crônica “Sobre o inferno”, de Rubem Braga, para responder à questão. 


    “O Inferno são os outros” — diz esse desagradável senhor Sartre no final de Huis Clos, e eu respondo: “eu que o diga!” Hoje estou com pendor para confissões; vontade de abrir meu peito em praça pública; quem for pessoa discreta, e se aborrecer com derrames desses, tenha a bondade de não continuar a ler isto.  

    Conheci um homem que estava tão apaixonado, tão apaixonado por uma mulher (acho que ela não gostava dele), que uma vez estávamos nós dois num bar e no meio da conversa ele disse fremente: 

    — Isso é o maior verso da língua portuguesa! 

    Fiquei pateta, pois não escutara verso nenhum. Ele então pediu silêncio, e que ouvisse. Havia conversas na mesa ao lado, ruídos vários lá dentro, autos e ônibus que passavam, um bonde na outra rua, um violoncelo tocando num radio qualquer, e lá no finzinho disso, longe, longe, um outro radio com o samba que mal se podia ouvir e só era reconhecível pelos fragmentos de musica que nos chegavam. O maior verso da língua portuguesa estava na letra daquele samba e avisava que “Emilia, Emilia, Emilia, eu não posso mais”.  


(Adaptado de: BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 2017)  
- Isso é o maior verso da língua portuguesa!
Fiquei pateta, pois não escutara verso nenhum. Ele então pediu silêncio, e que ouvisse. (3°/4º parágrafos)

Nesse trecho, o cronista narra uma série de fatos ocorridos no passado. Um fato anterior a esse tempo passado está indicado pela seguinte forma verbal:
Alternativas
Q3819207 Português
Atenção: Considere o início da crônica “Sobre o inferno”, de Rubem Braga, para responder à questão. 


    “O Inferno são os outros” — diz esse desagradável senhor Sartre no final de Huis Clos, e eu respondo: “eu que o diga!” Hoje estou com pendor para confissões; vontade de abrir meu peito em praça pública; quem for pessoa discreta, e se aborrecer com derrames desses, tenha a bondade de não continuar a ler isto.  

    Conheci um homem que estava tão apaixonado, tão apaixonado por uma mulher (acho que ela não gostava dele), que uma vez estávamos nós dois num bar e no meio da conversa ele disse fremente: 

    — Isso é o maior verso da língua portuguesa! 

    Fiquei pateta, pois não escutara verso nenhum. Ele então pediu silêncio, e que ouvisse. Havia conversas na mesa ao lado, ruídos vários lá dentro, autos e ônibus que passavam, um bonde na outra rua, um violoncelo tocando num radio qualquer, e lá no finzinho disso, longe, longe, um outro radio com o samba que mal se podia ouvir e só era reconhecível pelos fragmentos de musica que nos chegavam. O maior verso da língua portuguesa estava na letra daquele samba e avisava que “Emilia, Emilia, Emilia, eu não posso mais”.  


(Adaptado de: BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 2017)  
Verifica-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação em:
Alternativas
Q3819205 Português
Atenção: Considere o início da crônica “Sobre o inferno”, de Rubem Braga, para responder à questão. 


    “O Inferno são os outros” — diz esse desagradável senhor Sartre no final de Huis Clos, e eu respondo: “eu que o diga!” Hoje estou com pendor para confissões; vontade de abrir meu peito em praça pública; quem for pessoa discreta, e se aborrecer com derrames desses, tenha a bondade de não continuar a ler isto.  

    Conheci um homem que estava tão apaixonado, tão apaixonado por uma mulher (acho que ela não gostava dele), que uma vez estávamos nós dois num bar e no meio da conversa ele disse fremente: 

    — Isso é o maior verso da língua portuguesa! 

    Fiquei pateta, pois não escutara verso nenhum. Ele então pediu silêncio, e que ouvisse. Havia conversas na mesa ao lado, ruídos vários lá dentro, autos e ônibus que passavam, um bonde na outra rua, um violoncelo tocando num radio qualquer, e lá no finzinho disso, longe, longe, um outro radio com o samba que mal se podia ouvir e só era reconhecível pelos fragmentos de musica que nos chegavam. O maior verso da língua portuguesa estava na letra daquele samba e avisava que “Emilia, Emilia, Emilia, eu não posso mais”.  


(Adaptado de: BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 2017)  
O cronista faz uso da figura de linguagem conhecida como hipérbole no seguinte trecho:
Alternativas
Q3819204 Português
Atenção: Considere o início da crônica “Sobre o inferno”, de Rubem Braga, para responder à questão. 


    “O Inferno são os outros” — diz esse desagradável senhor Sartre no final de Huis Clos, e eu respondo: “eu que o diga!” Hoje estou com pendor para confissões; vontade de abrir meu peito em praça pública; quem for pessoa discreta, e se aborrecer com derrames desses, tenha a bondade de não continuar a ler isto.  

    Conheci um homem que estava tão apaixonado, tão apaixonado por uma mulher (acho que ela não gostava dele), que uma vez estávamos nós dois num bar e no meio da conversa ele disse fremente: 

    — Isso é o maior verso da língua portuguesa! 

    Fiquei pateta, pois não escutara verso nenhum. Ele então pediu silêncio, e que ouvisse. Havia conversas na mesa ao lado, ruídos vários lá dentro, autos e ônibus que passavam, um bonde na outra rua, um violoncelo tocando num radio qualquer, e lá no finzinho disso, longe, longe, um outro radio com o samba que mal se podia ouvir e só era reconhecível pelos fragmentos de musica que nos chegavam. O maior verso da língua portuguesa estava na letra daquele samba e avisava que “Emilia, Emilia, Emilia, eu não posso mais”.  


(Adaptado de: BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 2017)  
O cronista dirige-se diretamente a seu leitor (incluindo-o no próprio texto de sua crônica) no seguinte trecho:
Alternativas
Q3819203 Português
Atenção: Considere o início da crônica “Sobre o inferno”, de Rubem Braga, para responder à questão. 


    “O Inferno são os outros” — diz esse desagradável senhor Sartre no final de Huis Clos, e eu respondo: “eu que o diga!” Hoje estou com pendor para confissões; vontade de abrir meu peito em praça pública; quem for pessoa discreta, e se aborrecer com derrames desses, tenha a bondade de não continuar a ler isto.  

    Conheci um homem que estava tão apaixonado, tão apaixonado por uma mulher (acho que ela não gostava dele), que uma vez estávamos nós dois num bar e no meio da conversa ele disse fremente: 

    — Isso é o maior verso da língua portuguesa! 

    Fiquei pateta, pois não escutara verso nenhum. Ele então pediu silêncio, e que ouvisse. Havia conversas na mesa ao lado, ruídos vários lá dentro, autos e ônibus que passavam, um bonde na outra rua, um violoncelo tocando num radio qualquer, e lá no finzinho disso, longe, longe, um outro radio com o samba que mal se podia ouvir e só era reconhecível pelos fragmentos de musica que nos chegavam. O maior verso da língua portuguesa estava na letra daquele samba e avisava que “Emilia, Emilia, Emilia, eu não posso mais”.  


(Adaptado de: BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 2017)  
Ele então pediu silêncio, e que ouvisse. (4º parágrafo). 

Ao se transpor o trecho acima para o discurso direto, o verbo sublinhado assume a seguinte forma:
Alternativas
Q3818742 Português
Ave recém-descoberta no Acre tem comportamento semelhante ao de espécie extinta há três séculos e também pode desaparecer


[...] Quando finalmente conseguiram observá-la, entre expedições realizadas de 2024 _______ 2025, o encontro foi tão inesperado quanto desconcertante : a ave surgiu caminhando tranquilamente pelo sub-bosque, sem demonstrar reação _________ presença humana. Em vários momentos, alguns indivíduos chegaram a se aproximar da equipe. [...]

Assim como o dodô era restrito _______ ilhas Maurício, o tinamu vive apenas na parte alta da Serra do Divisor, uma cadeia montanhosa isolada na fronteira entre Brasil e Peru. A região é pouco estudada e reúne espécies adaptadas ________ micro-habitats muito específicos.
[...]

O topo da serra é o limite de sobrevivência da espécie. Se a temperatura aumentar, o regime de chuvas mudar ou a vegetação se alterar, não haverá áreas mais altas para onde o tinamu possa se deslocar.

"O habitat que ela vive e a altitude são áreas que são mais vulneráveis a alterações de temperatura [...] se a temperatura da terra aumentar como vem acontecendo, ________ médio prazo pode ocasionar a extinção da espécie. [...]", frisou Ricardo Plácido, pesquisador que participou da descoberta. [...]

Para os cientistas, o destino do dodô serve de alerta: ignorar o risco pode acelerar o desaparecimento de mais uma espécie que evoluiu isolada, sem predadores naturais, e hoje é ameaçada por um conjunto de fatores.


(Disponível em: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2025/12/06/ave-recem-descobertano-acre-tem-comportamento-semelhante-ao-de-especie-extinta-ha-tres -seculos-e-tambem-pode-desaparecer.ghtml. Acesso em: 06 dez. 2025. Adaptado.)
No texto há cinco lacunas. Leia-o com atenção e complete as lacunas com a(s) ou à(s) , observando as regras de uso do acento grave (crase) e o contexto. Em seguida, assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no texto:
Alternativas
Q3818741 Português
Ave recém-descoberta no Acre tem comportamento semelhante ao de espécie extinta há três séculos e também pode desaparecer


[...] Quando finalmente conseguiram observá-la, entre expedições realizadas de 2024 _______ 2025, o encontro foi tão inesperado quanto desconcertante : a ave surgiu caminhando tranquilamente pelo sub-bosque, sem demonstrar reação _________ presença humana. Em vários momentos, alguns indivíduos chegaram a se aproximar da equipe. [...]

Assim como o dodô era restrito _______ ilhas Maurício, o tinamu vive apenas na parte alta da Serra do Divisor, uma cadeia montanhosa isolada na fronteira entre Brasil e Peru. A região é pouco estudada e reúne espécies adaptadas ________ micro-habitats muito específicos.
[...]

O topo da serra é o limite de sobrevivência da espécie. Se a temperatura aumentar, o regime de chuvas mudar ou a vegetação se alterar, não haverá áreas mais altas para onde o tinamu possa se deslocar.

"O habitat que ela vive e a altitude são áreas que são mais vulneráveis a alterações de temperatura [...] se a temperatura da terra aumentar como vem acontecendo, ________ médio prazo pode ocasionar a extinção da espécie. [...]", frisou Ricardo Plácido, pesquisador que participou da descoberta. [...]

Para os cientistas, o destino do dodô serve de alerta: ignorar o risco pode acelerar o desaparecimento de mais uma espécie que evoluiu isolada, sem predadores naturais, e hoje é ameaçada por um conjunto de fatores.


(Disponível em: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2025/12/06/ave-recem-descobertano-acre-tem-comportamento-semelhante-ao-de-especie-extinta-ha-tres -seculos-e-tambem-pode-desaparecer.ghtml. Acesso em: 06 dez. 2025. Adaptado.)
Analise as sentenças a seguir a respeito da ortografia das palavras destacadas no texto:

I.No título, a palavra "recém-descoberta", tem hífen obrigatório porque é uma palavra composta, por justaposição, tendo como um dos elementos de composição a palavra "recém".
II.O uso do hífen na formação da palavra "sub-bosque" está correto e se justifica porque o hífen separa as letras "b" do prefixo e da palavra-base.
III.A palavra "micro-habitats" precisa do hífen na sua formação porque a palavra que segue ao prefixo micro- se inicia com "h".
IV.A palavra "desconcertante", que significa "estar em desarmonia, em desacordo", foi escrita de modo equivocado no texto.

O correto seria "desconsertante". É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3818740 Português
No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na qual a preservação e restauração ambiental foram temas recorrentes, o Censo revela que praticamente dois em cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área pública.

O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez que nas áreas fora das favelas, a proporção de moradores em ruas sem árvores recua para três em cada dez habitantes (31%). [...]

Para fazer a análise, o IBGE contou o número de árvores de ao menos 1,70 metro em vias públicas. Ou seja, não entra na conta a vegetação em quintais, por exemplo. O instituto considera como vias os becos, vielas, escadarias, palafitas, entre outros locais. Ao fazer comparações, o IBGE leva em conta apenas a população dos 656 municípios que têm registro de existência de favelas.

Nas favelas de Belém, cidade que sediou a COP30 em novembro, 65,2% dos moradores não tinham árvore na frente de casa, marca superior à da média nacional (64,6%).

O chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE, Filipe Borsani, faz relação direta entre a importância de arborização e a qualidade de vida.

"A arborização, de fato, é variável importante, ainda mais no momento de aquecimento global, a arborização tem a ver com conforto térmico, com melhor condição do ambiente urbano", avalia.


(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/doisem-cada-tres-habitantes-de-favela-moram-em-vias-sem-arvores. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as regras de uso da vírgula com suas aplicações:
Primeira coluna: regras de uso da vírgula
1.A vírgula é empregada para separar orações ou termos coordenados sem a utilização de conectivo. 2.A vírgula é empregada para indicar um aposto explicativo. 3.A vírgula é empregada para separar o adjunto adverbial deslocado.
Segunda coluna: aplicações
(__)"Ao fazer comparações, o IBGE leva em conta apenas a população dos 656 municípios que têm registro de existência de favelas."
(__)"O instituto considera como vias os becos, vielas, escadarias, palafitas, entre outros locais."
(__)"O chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE, Filipe Borsani, faz relação direta entre a importância de arborização e a qualidade de vida."


Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3818738 Português
No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na qual a preservação e restauração ambiental foram temas recorrentes, o Censo revela que praticamente dois em cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área pública.

O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez que nas áreas fora das favelas, a proporção de moradores em ruas sem árvores recua para três em cada dez habitantes (31%). [...]

Para fazer a análise, o IBGE contou o número de árvores de ao menos 1,70 metro em vias públicas. Ou seja, não entra na conta a vegetação em quintais, por exemplo. O instituto considera como vias os becos, vielas, escadarias, palafitas, entre outros locais. Ao fazer comparações, o IBGE leva em conta apenas a população dos 656 municípios que têm registro de existência de favelas.

Nas favelas de Belém, cidade que sediou a COP30 em novembro, 65,2% dos moradores não tinham árvore na frente de casa, marca superior à da média nacional (64,6%).

O chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE, Filipe Borsani, faz relação direta entre a importância de arborização e a qualidade de vida.

"A arborização, de fato, é variável importante, ainda mais no momento de aquecimento global, a arborização tem a ver com conforto térmico, com melhor condição do ambiente urbano", avalia.


(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/doisem-cada-tres-habitantes-de-favela-moram-em-vias-sem-arvores. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
Analise o trecho a seguir quanto à concordância verbal e nominal e, na sequência, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
"No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na qual a preservação e restauração ambiental foram temas recorrentes , o Censo revela que praticamente dois em cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área pública.
O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez que nas áreas fora das favelas, a proporção de moradores em ruas sem árvores recua para três em cada dez habitantes (31%). [...]"

(__)Tanto o verbo "ser" quanto o substantivo e o adjetivo em "foram temas recorrentes" apresentam concordância correta, uma vez que se referem ao sujeito composto "a preservação e restauração ambiental".

(__)A concordância do verbo "morar" está correta e foi feita em relação a "dois". Se a construção fosse "um em cada três habitantes", o verbo deveria estar no singular.

(__)A palavra "fora", no segundo parágrafo, apresenta concordância nominal inadequada, pois deveria estar no plural, concordando com o substantivo "áreas".


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3818737 Português
'Acham que temos que esperar a morte', diz diretora de Livros Restantes , filme que desafia o etarismo

Filme retrata aposentada que redescobre vida viajando, valoriza diversidade catarinense e celebra cinema nacional

O novo filme estrelado pela atriz Denise Fraga, Livros Restantes , parte da pergunta: "Existe idade para parar de viver?". A provocação acompanha a personagem Ana Catarina, uma mulher aposentada que decide deixar a cidade onde viveu a vida inteira para viajar, como explica a diretora Márcia Paraíso. Para ela, a história confronta o etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a existência das mulheres.

"Existe essa coisa da sociedade, do etarismo, de achar que chegamos em um momento em que temos que esperar a morte chegar, ou que determina um espaço para nós, ou que deixamos de ser visíveis. Esse lugar que nos colocam, especialmente as mulheres", afirma
[...].

Na produção, antes de partir, Ana Catarina toma uma decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de amigos décadas atrás. Algumas dedicatórias ainda preservavam significado; outras, não mais. Fraga conta que o roteiro a tocou profundamente. "O Livros Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo de maturidade também, de coisas que eu tenho pensado. Eu vejo lá esse poder que o cinema tem, horas em que eu estou servindo a personagem, mas estou completamente ali dentro", relata.

Quase todo o longa foi filmado na Barra da Lagoa, em Florianópolis, um território pesqueiro e ponto recorrente da obra de Paraíso. A diretora destaca o desafio de retratar Santa Catarina para além dos estereótipos de um estado "rico, branco e conservador".

"Eu tinha muito preconceito com o estado porque o que eu conhecia de Santa Catarina era o que me venderam sobre Santa Catarina. Mas é o estado da Antonieta de Barros [primeira mulher negra brasileira a assumir um mandato popular]; onde o Movimento [dos Trabalhadores Rurais] Sem Terra é extremamente organizado; produziu um poeta como Cruz e Sousa. Eu gostaria muito que o filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil não conhece", explicou.

O elenco conta também com o ator Augusto Madeira, que celebra o momento do audiovisual brasileiro após anos de retrocessos. "[...] Ainda precisamos melhorar, mas estamos muito mais fortes. Então, isso nada mais é que o reflexo de anos e anos de uma política cultural incentivada, contínua", avalia.

Fraga acrescenta, por fim, que "o cinema é, para um país, o maior veículo de comunicação daquela cultura, daquele país para o mundo. Eu nunca fui para a China, toda a China que eu sei dentro de mim é pelo cinema. O cinema é o veículo de uma nação. Ele é uma coisa muito impressionantemente eficaz nesse sentido de ter a identidade de uma nação".


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/12/05/acham-que-temos-que-esp erar-a-morte-diz-diretora-de-livros-restantes-filme-que-desafia-o-etaris mo/. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
Leia o excerto a seguir e analise as sentenças que tratam dos verbos destacados quanto à regência, lembrando que os verbos podem ter uma ou várias possibilidades de regência e que você deve considerar a aplicação deles no contexto do excerto:
"Na produção, antes de partir, Ana Catarina toma uma decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de amigos décadas atrás."

I.O verbo "tomar", no sentido de adotar uma atitude ou uma decisão, é transitivo direto, ou seja, pede que seu sentido seja completado por um objeto direto. Desse modo, esse verbo, nesse contexto, não é regido por nenhuma preposição.

II.O verbo "devolver", nesse contexto, é bitransitivo, isto é, pede tanto um objeto direto quanto um objeto indireto. No caso do complemento indireto, o verbo será regido pela preposição "a", ainda que, na construção do período em análise, esse complemento esteja subentendido.

III.O verbo "ganhar", no sentido de receber algo, pede dois complementos na construção de seu sentido: um direto (o que ganhou) e um indireto (de quem ganhou). No caso do objeto indireto, o verbo ganhar é regido pela preposição "de".


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3818736 Português
'Acham que temos que esperar a morte', diz diretora de Livros Restantes , filme que desafia o etarismo

Filme retrata aposentada que redescobre vida viajando, valoriza diversidade catarinense e celebra cinema nacional

O novo filme estrelado pela atriz Denise Fraga, Livros Restantes , parte da pergunta: "Existe idade para parar de viver?". A provocação acompanha a personagem Ana Catarina, uma mulher aposentada que decide deixar a cidade onde viveu a vida inteira para viajar, como explica a diretora Márcia Paraíso. Para ela, a história confronta o etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a existência das mulheres.

"Existe essa coisa da sociedade, do etarismo, de achar que chegamos em um momento em que temos que esperar a morte chegar, ou que determina um espaço para nós, ou que deixamos de ser visíveis. Esse lugar que nos colocam, especialmente as mulheres", afirma
[...].

Na produção, antes de partir, Ana Catarina toma uma decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de amigos décadas atrás. Algumas dedicatórias ainda preservavam significado; outras, não mais. Fraga conta que o roteiro a tocou profundamente. "O Livros Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo de maturidade também, de coisas que eu tenho pensado. Eu vejo lá esse poder que o cinema tem, horas em que eu estou servindo a personagem, mas estou completamente ali dentro", relata.

Quase todo o longa foi filmado na Barra da Lagoa, em Florianópolis, um território pesqueiro e ponto recorrente da obra de Paraíso. A diretora destaca o desafio de retratar Santa Catarina para além dos estereótipos de um estado "rico, branco e conservador".

"Eu tinha muito preconceito com o estado porque o que eu conhecia de Santa Catarina era o que me venderam sobre Santa Catarina. Mas é o estado da Antonieta de Barros [primeira mulher negra brasileira a assumir um mandato popular]; onde o Movimento [dos Trabalhadores Rurais] Sem Terra é extremamente organizado; produziu um poeta como Cruz e Sousa. Eu gostaria muito que o filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil não conhece", explicou.

O elenco conta também com o ator Augusto Madeira, que celebra o momento do audiovisual brasileiro após anos de retrocessos. "[...] Ainda precisamos melhorar, mas estamos muito mais fortes. Então, isso nada mais é que o reflexo de anos e anos de uma política cultural incentivada, contínua", avalia.

Fraga acrescenta, por fim, que "o cinema é, para um país, o maior veículo de comunicação daquela cultura, daquele país para o mundo. Eu nunca fui para a China, toda a China que eu sei dentro de mim é pelo cinema. O cinema é o veículo de uma nação. Ele é uma coisa muito impressionantemente eficaz nesse sentido de ter a identidade de uma nação".


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/12/05/acham-que-temos-que-esp erar-a-morte-diz-diretora-de-livros-restantes-filme-que-desafia-o-etaris mo/. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
 A partir da leitura do texto e da mobilização de conhecimentos prévios, analise as sentenças:

I.No título da reportagem, optou-se por citar o trecho de uma fala da diretora do filme, marcada pelas aspas simples. Na sequência, tem-se um subtítulo que cumpre sua função, ampliando o que foi apresentado pelo título.

II.A reflexão construída no texto possibilita ao leitor concluir que o filme aborda dois temas centrais: o etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a existência das mulheres. Esses temas não são estanques ou tratados isoladamente, mas estão interligados e postos em diálogo no filme.

III.Livros Restantes teve como maior locação de filmagem um bairro de Florianópolis, capital de Santa Catarina, e filmá-lo foi um desafio para a diretora, uma vez que ela buscou retratar o estado para além do lugar-comum como ele é conhecido.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3818735 Português
'Acham que temos que esperar a morte', diz diretora de Livros Restantes , filme que desafia o etarismo

Filme retrata aposentada que redescobre vida viajando, valoriza diversidade catarinense e celebra cinema nacional

O novo filme estrelado pela atriz Denise Fraga, Livros Restantes , parte da pergunta: "Existe idade para parar de viver?". A provocação acompanha a personagem Ana Catarina, uma mulher aposentada que decide deixar a cidade onde viveu a vida inteira para viajar, como explica a diretora Márcia Paraíso. Para ela, a história confronta o etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a existência das mulheres.

"Existe essa coisa da sociedade, do etarismo, de achar que chegamos em um momento em que temos que esperar a morte chegar, ou que determina um espaço para nós, ou que deixamos de ser visíveis. Esse lugar que nos colocam, especialmente as mulheres", afirma
[...].

Na produção, antes de partir, Ana Catarina toma uma decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de amigos décadas atrás. Algumas dedicatórias ainda preservavam significado; outras, não mais. Fraga conta que o roteiro a tocou profundamente. "O Livros Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo de maturidade também, de coisas que eu tenho pensado. Eu vejo lá esse poder que o cinema tem, horas em que eu estou servindo a personagem, mas estou completamente ali dentro", relata.

Quase todo o longa foi filmado na Barra da Lagoa, em Florianópolis, um território pesqueiro e ponto recorrente da obra de Paraíso. A diretora destaca o desafio de retratar Santa Catarina para além dos estereótipos de um estado "rico, branco e conservador".

"Eu tinha muito preconceito com o estado porque o que eu conhecia de Santa Catarina era o que me venderam sobre Santa Catarina. Mas é o estado da Antonieta de Barros [primeira mulher negra brasileira a assumir um mandato popular]; onde o Movimento [dos Trabalhadores Rurais] Sem Terra é extremamente organizado; produziu um poeta como Cruz e Sousa. Eu gostaria muito que o filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil não conhece", explicou.

O elenco conta também com o ator Augusto Madeira, que celebra o momento do audiovisual brasileiro após anos de retrocessos. "[...] Ainda precisamos melhorar, mas estamos muito mais fortes. Então, isso nada mais é que o reflexo de anos e anos de uma política cultural incentivada, contínua", avalia.

Fraga acrescenta, por fim, que "o cinema é, para um país, o maior veículo de comunicação daquela cultura, daquele país para o mundo. Eu nunca fui para a China, toda a China que eu sei dentro de mim é pelo cinema. O cinema é o veículo de uma nação. Ele é uma coisa muito impressionantemente eficaz nesse sentido de ter a identidade de uma nação".


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/12/05/acham-que-temos-que-esp erar-a-morte-diz-diretora-de-livros-restantes-filme-que-desafia-o-etaris mo/. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
Para garantir a continuidade de um texto é preciso estabelecer um equilíbrio entre duas exigências fundamentais: a repetição e a progressão. Às retomadas a um mesmo referente se dá o nome de progressão referencial.
O primeiro parágrafo do texto tem o seguinte início: O novo filme estrelado pela atriz Denise Fraga, Livros Restantes, parte da pergunta: "Existe idade para parar de viver?"
Nos trechos a seguir, extraídos do texto, analise se as palavras destacadas indicam uma progressão referencial. Tenha o texto como um todo como base para a análise.

I."Na produção , antes de partir, Ana Catarina toma uma decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de amigos décadas atrás."
II."Quase todo o longa foi filmado na Barra da Lagoa, em Florianópolis, um território pesqueiro e ponto recorrente da obra de Paraíso".
III."Fraga conta que o roteiro a tocou profundamente".

É um caso de coesão referencial o que se apresenta em:
Alternativas
Q3818734 Português
'Acham que temos que esperar a morte', diz diretora de Livros Restantes , filme que desafia o etarismo

Filme retrata aposentada que redescobre vida viajando, valoriza diversidade catarinense e celebra cinema nacional

O novo filme estrelado pela atriz Denise Fraga, Livros Restantes , parte da pergunta: "Existe idade para parar de viver?". A provocação acompanha a personagem Ana Catarina, uma mulher aposentada que decide deixar a cidade onde viveu a vida inteira para viajar, como explica a diretora Márcia Paraíso. Para ela, a história confronta o etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a existência das mulheres.

"Existe essa coisa da sociedade, do etarismo, de achar que chegamos em um momento em que temos que esperar a morte chegar, ou que determina um espaço para nós, ou que deixamos de ser visíveis. Esse lugar que nos colocam, especialmente as mulheres", afirma
[...].

Na produção, antes de partir, Ana Catarina toma uma decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de amigos décadas atrás. Algumas dedicatórias ainda preservavam significado; outras, não mais. Fraga conta que o roteiro a tocou profundamente. "O Livros Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo de maturidade também, de coisas que eu tenho pensado. Eu vejo lá esse poder que o cinema tem, horas em que eu estou servindo a personagem, mas estou completamente ali dentro", relata.

Quase todo o longa foi filmado na Barra da Lagoa, em Florianópolis, um território pesqueiro e ponto recorrente da obra de Paraíso. A diretora destaca o desafio de retratar Santa Catarina para além dos estereótipos de um estado "rico, branco e conservador".

"Eu tinha muito preconceito com o estado porque o que eu conhecia de Santa Catarina era o que me venderam sobre Santa Catarina. Mas é o estado da Antonieta de Barros [primeira mulher negra brasileira a assumir um mandato popular]; onde o Movimento [dos Trabalhadores Rurais] Sem Terra é extremamente organizado; produziu um poeta como Cruz e Sousa. Eu gostaria muito que o filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil não conhece", explicou.

O elenco conta também com o ator Augusto Madeira, que celebra o momento do audiovisual brasileiro após anos de retrocessos. "[...] Ainda precisamos melhorar, mas estamos muito mais fortes. Então, isso nada mais é que o reflexo de anos e anos de uma política cultural incentivada, contínua", avalia.

Fraga acrescenta, por fim, que "o cinema é, para um país, o maior veículo de comunicação daquela cultura, daquele país para o mundo. Eu nunca fui para a China, toda a China que eu sei dentro de mim é pelo cinema. O cinema é o veículo de uma nação. Ele é uma coisa muito impressionantemente eficaz nesse sentido de ter a identidade de uma nação".


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/12/05/acham-que-temos-que-esp erar-a-morte-diz-diretora-de-livros-restantes-filme-que-desafia-o-etaris mo/. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
A derivação é um dos processos de formação de palavras no português. Entre as possibilidades de derivação, tem-se a sufixal, ou seja, em que se acrescenta um sufixo a uma palavra já existente, possibilitando não apenas uma nova palavra, como novos sentidos e funções. Um exemplo é a palavra etarismo . O sufixo -ismo é entendido como um sufixo de alta produtividade, ou seja, ele possibilita, a depender da palavra e do contexto, inúmeros sentidos. Tendo a discussão proposta no texto a respeito do que é etarismo e o uso social dele, assinale a alternativa que indica corretamente o sentido do sufixo -ismo na formação dessa palavra: 
Alternativas
Q3818733 Português
'Acham que temos que esperar a morte', diz diretora de Livros Restantes , filme que desafia o etarismo

Filme retrata aposentada que redescobre vida viajando, valoriza diversidade catarinense e celebra cinema nacional

O novo filme estrelado pela atriz Denise Fraga, Livros Restantes , parte da pergunta: "Existe idade para parar de viver?". A provocação acompanha a personagem Ana Catarina, uma mulher aposentada que decide deixar a cidade onde viveu a vida inteira para viajar, como explica a diretora Márcia Paraíso. Para ela, a história confronta o etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a existência das mulheres.

"Existe essa coisa da sociedade, do etarismo, de achar que chegamos em um momento em que temos que esperar a morte chegar, ou que determina um espaço para nós, ou que deixamos de ser visíveis. Esse lugar que nos colocam, especialmente as mulheres", afirma
[...].

Na produção, antes de partir, Ana Catarina toma uma decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de amigos décadas atrás. Algumas dedicatórias ainda preservavam significado; outras, não mais. Fraga conta que o roteiro a tocou profundamente. "O Livros Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo de maturidade também, de coisas que eu tenho pensado. Eu vejo lá esse poder que o cinema tem, horas em que eu estou servindo a personagem, mas estou completamente ali dentro", relata.

Quase todo o longa foi filmado na Barra da Lagoa, em Florianópolis, um território pesqueiro e ponto recorrente da obra de Paraíso. A diretora destaca o desafio de retratar Santa Catarina para além dos estereótipos de um estado "rico, branco e conservador".

"Eu tinha muito preconceito com o estado porque o que eu conhecia de Santa Catarina era o que me venderam sobre Santa Catarina. Mas é o estado da Antonieta de Barros [primeira mulher negra brasileira a assumir um mandato popular]; onde o Movimento [dos Trabalhadores Rurais] Sem Terra é extremamente organizado; produziu um poeta como Cruz e Sousa. Eu gostaria muito que o filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil não conhece", explicou.

O elenco conta também com o ator Augusto Madeira, que celebra o momento do audiovisual brasileiro após anos de retrocessos. "[...] Ainda precisamos melhorar, mas estamos muito mais fortes. Então, isso nada mais é que o reflexo de anos e anos de uma política cultural incentivada, contínua", avalia.

Fraga acrescenta, por fim, que "o cinema é, para um país, o maior veículo de comunicação daquela cultura, daquele país para o mundo. Eu nunca fui para a China, toda a China que eu sei dentro de mim é pelo cinema. O cinema é o veículo de uma nação. Ele é uma coisa muito impressionantemente eficaz nesse sentido de ter a identidade de uma nação".


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/12/05/acham-que-temos-que-esp erar-a-morte-diz-diretora-de-livros-restantes-filme-que-desafia-o-etaris mo/. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
As sentenças a seguir tratam de figuras de linguagem. Analise-as tendo em consideração o fato de que as figuras de linguagem não valem por si mesmas, como elementos autônomos sem qualquer relação com a semântica do texto, logo, só podem ser compreendidas no contexto como um todo. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Em "O Livros Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo de maturidade [...]", tem-se uma elipse, figura de linguagem que consiste na omissão de um termo que o contexto ou a situação permitem facilmente identificar.

(__)Em "Algumas dedicatórias ainda preservavam significado; outras, não mais.", tem-se uma outra manifestação da elipse que é a zeugma, a supressão de um termo já expresso no enunciado anterior.

(__)Em "Eu gostaria muito que o filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil não conhece", a palavra "respiro" constitui uma metáfora, produzindo o sentido de "folga, trégua".


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3818562 Português
A respeito da concordância verbal, analise os verbos em destaque nas sentenças:

I.Informaram que o novo lote de vacinas chegará.
II.Haviam sinais de que os pedidos de financiamento imobiliário estavam diminuindo.
III.Ali vivia-se a alegria, os afetos, a liberdade existencial e o respeito.

A concordância verbal está correta em:
Alternativas
Q3818561 Português
"Quando penso em territórios, não me ocorrem apenas os limites geográficos que demarcam um lugar num mapa, não. Um território é uma vida, um agente, uma força vital que participa de quem somos, de nossa identidade e de nosso modo de viver e produzir comunidade. São lugares que entrelaçam histórias, saberes e desejos. As favelas e periferias são locais de resistência e de construção de comunidade. As mulheres que habitam esses espaços são as guardiãs da memória e da cultura — e, sem seus saberes, sem seu lugar à proa de nosso navio, não podemos ir muito longe.

As favelas e periferias das grandes cidades brasileiras formaram-se como arranjos territoriais oriundos de muitos choques, despejos e novas tentativas de reconfiguração da vida — em situações quase sempre piores."


(Disponível em: https://www.geledes.org.br/guardias-da-semente-mulheres-costurandoterritorios-bem-viver/. Acesso em: 08 dez. 2025. Adaptado.) 
O trecho que segue é a sequência do texto . Leia-o texto e complete as lacunas com a(s) ou à(s) . Lembre-se que não basta ser possível o uso de um e/ou de outro elemento, mas que é preciso manter a coesão dentro do excerto, sem gerar possíveis ambiguidades ou distorções na leitura e compreensão:
"Esses territórios encerram uma justaposição do tempo em camadas, onde cada geração de mulheres mantém acesa _________ memória de um massacre ao qual sobreviveu: da escravidão da chibata __________ escravidão doméstica (entregues __________ famílias ricas como empregadas); do casamento na adolescência, fugindo da fome ou da sede, ao trabalho nas fábricas; do cárcere, abandonadas, __________ dor de recolher nalgum beco o corpo de seu filho, assassinado pelas balas estatais − já em regime democrático; das escolas − disciplinadoras de corpos, encarceradoras de ideias, sexistas e violentas como as ruas, e cheias de grades, como as prisões."
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas do excerto:
Alternativas
Q3818560 Português
"Quando penso em territórios, não me ocorrem apenas os limites geográficos que demarcam um lugar num mapa, não. Um território é uma vida, um agente, uma força vital que participa de quem somos, de nossa identidade e de nosso modo de viver e produzir comunidade. São lugares que entrelaçam histórias, saberes e desejos. As favelas e periferias são locais de resistência e de construção de comunidade. As mulheres que habitam esses espaços são as guardiãs da memória e da cultura — e, sem seus saberes, sem seu lugar à proa de nosso navio, não podemos ir muito longe.

As favelas e periferias das grandes cidades brasileiras formaram-se como arranjos territoriais oriundos de muitos choques, despejos e novas tentativas de reconfiguração da vida — em situações quase sempre piores."


(Disponível em: https://www.geledes.org.br/guardias-da-semente-mulheres-costurandoterritorios-bem-viver/. Acesso em: 08 dez. 2025. Adaptado.) 
De acordo com o texto, analise as sentenças:

I.A definição do que é território se estende para além do conceito de espaços delimitados e demarcados em um mapa, com fronteiras e limites geográficos.
II.Favelas e periferias são territórios no amplo sentido defendido pela autora do texto: geográfico e sócio-histórico (lugar de histórias, de culturas, de cosmovisões diversas compondo-o).
III.As mulheres que compõem as favelas e periferias são essenciais para a existência desses espaços, responsáveis não apenas por protegerem memórias e culturas, como por, de alguma maneira, conduzir a comunidade.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
19421: B
19422: C
19423: D
19424: A
19425: D
19426: B
19427: E
19428: C
19429: C
19430: D
19431: B
19432: D
19433: B
19434: D
19435: C
19436: A
19437: D
19438: B
19439: D
19440: E