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Q3820545 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que o Plano Diretor Ambiental é importante para o desenvolvimento sustentável das cidades?

O crescimento urbano desordenado na maioria das cidades brasileiras e latino-americanas resultou em desafios para o desenvolvimento equilibrado das áreas urbanas e comprometeu a qualidade de vida da população. O meio ambiente e as periferias são os mais afetados pela falta de um planejamento urbano, e é nesse contexto que o plano diretor ambiental ganha importância, ao propor um modelo de ordenamento territorial que integre sustentabilidade e qualidade de vida. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 determinou que todos os municípios com mais de 20 mil habitantes devem elaborar um Plano Diretor Municipal.

O Plano Diretor define as diretrizes de desenvolvimento urbano, considerando as características e necessidades específicas de cada cidade. Com o agravamento das mudanças climáticas e o avanço das questões ambientais, torna-se essencial complementar o planejamento urbano com o Plano Diretor Ambiental (PDA). Esse instrumento orienta o uso sustentável do território e a preservação das áreas verdes e de proteção ambiental.

O agravamento dos problemas ambientais tem transformado a forma como pensamos o desenvolvimento das cidades. Já não se trata apenas de crescer, mas de crescer de forma sustentável, equilibrando progresso econômico e conservação ambiental. O desenvolvimento sustentável propõe um desenvolvimento equilibrado, preservando os recursos naturais e garantindo uma melhor qualidade de vida para as pessoas que vivem nelas. 

A fragilidade natural dos solos e o uso inadequado da terra ao longo dos anos têm causado sérios danos ambientais. O desmatamento favorece a erosão e o acúmulo de sedimentos nos leitos dos rios, comprometendo o fluxo das águas e a qualidade dos recursos hídricos. Esses problemas exigem uma atenção especial à ação humana e políticas de planejamento que integrem o uso do solo, o manejo da água e a conservação da vegetação nativa.

O Plano Diretor Ambiental (PDA) é um instrumento de planejamento que estabelece orientações para o uso e a ocupação do solo e para o aproveitamento racional dos recursos naturais, considerando as potencialidades e fragilidades do meio ambiente. Além disso, o plano delimita áreas de proteção ambiental, garantindo o uso sustentável do território municipal.

De acordo com o pesquisador Flávio Sammarco Rosa, o principal resultado do PDA é o zoneamento ambiental, um mapa que delimita zonas homogêneas e define orientações específicas para cada área do território. Esse zoneamento orienta os órgãos e entidades responsáveis pela gestão territorial, promovendo uma ocupação urbana mais equilibrada. [...] o desenvolvimento urbano sustentável só acontece quando a ocupação das cidades privilegia o bem comum, reduz as desigualdades e garante que os benefícios do crescimento alcancem todas as pessoas.

Construir cidades sustentáveis requer equilíbrio entre as necessidades sociais e o respeito ambiental. É necessário valorizar a cultura local, fortalecer identidades e usar os recursos naturais, tecnológicos e financeiros de forma responsável.

Outro ponto essencial é a distribuição justa de infraestrutura, bens e serviços urbanos. O ordenamento do território deve considerar os diferentes contextos e escalas locais, promovendo o uso equilibrado do solo. Tudo isso precisa ocorrer com base em acordos sociais e políticos construídos em ambientes democráticos, por meio de uma governança colaborativa entre Estado e sociedade civil.

Por fim, é fundamental reconhecer que o Brasil é um país diverso, com 5.570 municípios que possuem realidades urbanas, ambientais, econômicas e sociais muito distintas. Essas realidades não são estáticas: elas mudam constantemente, trazendo novos desafios e perspectivas para o planejamento urbano sustentável.

(Disponível em: https://www.politize.com.br/plano-diretor-ambiental/. Acesso em: 08 nov. 2025. Adaptado.)
O texto tem o seguinte título: "Por que o Plano Diretor Ambiental é importante para o desenvolvimento sustentável das cidades?"

"Por que" é expressão formada pela sequência de preposição + pronome interrogativo ou relativo. Assinale a alternativa em que o uso do "por que" também está correto:
Alternativas
Q3820544 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que o Plano Diretor Ambiental é importante para o desenvolvimento sustentável das cidades?

O crescimento urbano desordenado na maioria das cidades brasileiras e latino-americanas resultou em desafios para o desenvolvimento equilibrado das áreas urbanas e comprometeu a qualidade de vida da população. O meio ambiente e as periferias são os mais afetados pela falta de um planejamento urbano, e é nesse contexto que o plano diretor ambiental ganha importância, ao propor um modelo de ordenamento territorial que integre sustentabilidade e qualidade de vida. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 determinou que todos os municípios com mais de 20 mil habitantes devem elaborar um Plano Diretor Municipal.

O Plano Diretor define as diretrizes de desenvolvimento urbano, considerando as características e necessidades específicas de cada cidade. Com o agravamento das mudanças climáticas e o avanço das questões ambientais, torna-se essencial complementar o planejamento urbano com o Plano Diretor Ambiental (PDA). Esse instrumento orienta o uso sustentável do território e a preservação das áreas verdes e de proteção ambiental.

O agravamento dos problemas ambientais tem transformado a forma como pensamos o desenvolvimento das cidades. Já não se trata apenas de crescer, mas de crescer de forma sustentável, equilibrando progresso econômico e conservação ambiental. O desenvolvimento sustentável propõe um desenvolvimento equilibrado, preservando os recursos naturais e garantindo uma melhor qualidade de vida para as pessoas que vivem nelas. 

A fragilidade natural dos solos e o uso inadequado da terra ao longo dos anos têm causado sérios danos ambientais. O desmatamento favorece a erosão e o acúmulo de sedimentos nos leitos dos rios, comprometendo o fluxo das águas e a qualidade dos recursos hídricos. Esses problemas exigem uma atenção especial à ação humana e políticas de planejamento que integrem o uso do solo, o manejo da água e a conservação da vegetação nativa.

O Plano Diretor Ambiental (PDA) é um instrumento de planejamento que estabelece orientações para o uso e a ocupação do solo e para o aproveitamento racional dos recursos naturais, considerando as potencialidades e fragilidades do meio ambiente. Além disso, o plano delimita áreas de proteção ambiental, garantindo o uso sustentável do território municipal.

De acordo com o pesquisador Flávio Sammarco Rosa, o principal resultado do PDA é o zoneamento ambiental, um mapa que delimita zonas homogêneas e define orientações específicas para cada área do território. Esse zoneamento orienta os órgãos e entidades responsáveis pela gestão territorial, promovendo uma ocupação urbana mais equilibrada. [...] o desenvolvimento urbano sustentável só acontece quando a ocupação das cidades privilegia o bem comum, reduz as desigualdades e garante que os benefícios do crescimento alcancem todas as pessoas.

Construir cidades sustentáveis requer equilíbrio entre as necessidades sociais e o respeito ambiental. É necessário valorizar a cultura local, fortalecer identidades e usar os recursos naturais, tecnológicos e financeiros de forma responsável.

Outro ponto essencial é a distribuição justa de infraestrutura, bens e serviços urbanos. O ordenamento do território deve considerar os diferentes contextos e escalas locais, promovendo o uso equilibrado do solo. Tudo isso precisa ocorrer com base em acordos sociais e políticos construídos em ambientes democráticos, por meio de uma governança colaborativa entre Estado e sociedade civil.

Por fim, é fundamental reconhecer que o Brasil é um país diverso, com 5.570 municípios que possuem realidades urbanas, ambientais, econômicas e sociais muito distintas. Essas realidades não são estáticas: elas mudam constantemente, trazendo novos desafios e perspectivas para o planejamento urbano sustentável.

(Disponível em: https://www.politize.com.br/plano-diretor-ambiental/. Acesso em: 08 nov. 2025. Adaptado.)
Leia o excerto a seguir:

"Por fim, é fundamental reconhecer que o Brasil é um país diverso, com 5.570 municípios que possuem realidades urbanas, ambientais, econômicas e sociais muito distintas. Essas realidades não são estáticas: elas mudam constantemente, trazendo novos desafios e perspectivas para o planejamento urbano sustentável."

A acentuação é o modo de pronunciar um som ou grupo de sons com mais relevo do que outros nas palavras. Todas as palavras destacadas no excerto apresentam sílaba tônica, seja ela acentuada graficamente ou não. Tendo isso em consideração, analise as sentenças a seguir:

I. A palavra sustentável é acentuada porque é paroxítona terminada em -l.
II. As palavras municípios estáticas são acentuadas graficamente porque atendem à mesma regra, são proparoxítonas.
III. A palavra país recebe acento gráfico porque se trata de um hiato, ou seja, leva acento agudo no porque ele representa a segunda vogal tônica de um hiato.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3820424 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que o Plano Diretor Ambiental é importante para o desenvolvimento sustentável das cidades?

O crescimento urbano desordenado na maioria das cidades brasileiras e latino-americanas resultou em desafios para o desenvolvimento equilibrado das áreas urbanas e comprometeu a qualidade de vida da população. O meio ambiente e as periferias são os mais afetados pela falta de um planejamento urbano, e é nesse contexto que o plano diretor ambiental ganha importância, ao propor um modelo de ordenamento territorial que integre sustentabilidade e qualidade de vida. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 determinou que todos os municípios com mais de 20 mil habitantes devem elaborar um Plano Diretor Municipal.

O Plano Diretor define as diretrizes de desenvolvimento urbano, considerando as características e necessidades específicas de cada cidade. Com o agravamento das mudanças climáticas e o avanço das questões ambientais, torna-se essencial complementar o planejamento urbano com o Plano Diretor Ambiental (PDA). Esse instrumento orienta o uso sustentável do território e a preservação das áreas verdes e de proteção ambiental.

O agravamento dos problemas ambientais tem transformado a forma como pensamos o desenvolvimento das cidades. Já não se trata apenas de crescer, mas de crescer de forma sustentável, equilibrando progresso econômico e conservação ambiental. O desenvolvimento sustentável propõe um desenvolvimento equilibrado, preservando os recursos naturais e garantindo uma melhor qualidade de vida para as pessoas que vivem nelas. 

A fragilidade natural dos solos e o uso inadequado da terra ao longo dos anos têm causado sérios danos ambientais. O desmatamento favorece a erosão e o acúmulo de sedimentos nos leitos dos rios, comprometendo o fluxo das águas e a qualidade dos recursos hídricos. Esses problemas exigem uma atenção especial à ação humana e políticas de planejamento que integrem o uso do solo, o manejo da água e a conservação da vegetação nativa.

O Plano Diretor Ambiental (PDA) é um instrumento de planejamento que estabelece orientações para o uso e a ocupação do solo e para o aproveitamento racional dos recursos naturais, considerando as potencialidades e fragilidades do meio ambiente. Além disso, o plano delimita áreas de proteção ambiental, garantindo o uso sustentável do território municipal.

De acordo com o pesquisador Flávio Sammarco Rosa, o principal resultado do PDA é o zoneamento ambiental, um mapa que delimita zonas homogêneas e define orientações específicas para cada área do território. Esse zoneamento orienta os órgãos e entidades responsáveis pela gestão territorial, promovendo uma ocupação urbana mais equilibrada. [...] o desenvolvimento urbano sustentável só acontece quando a ocupação das cidades privilegia o bem comum, reduz as desigualdades e garante que os benefícios do crescimento alcancem todas as pessoas.

Construir cidades sustentáveis requer equilíbrio entre as necessidades sociais e o respeito ambiental. É necessário valorizar a cultura local, fortalecer identidades e usar os recursos naturais, tecnológicos e financeiros de forma responsável.

Outro ponto essencial é a distribuição justa de infraestrutura, bens e serviços urbanos. O ordenamento do território deve considerar os diferentes contextos e escalas locais, promovendo o uso equilibrado do solo. Tudo isso precisa ocorrer com base em acordos sociais e políticos construídos em ambientes democráticos, por meio de uma governança colaborativa entre Estado e sociedade civil.

Por fim, é fundamental reconhecer que o Brasil é um país diverso, com 5.570 municípios que possuem realidades urbanas, ambientais, econômicas e sociais muito distintas. Essas realidades não são estáticas: elas mudam constantemente, trazendo novos desafios e perspectivas para o planejamento urbano sustentável.

(Disponível em: https://www.politize.com.br/plano-diretor-ambiental/. Acesso em: 08 nov. 2025. Adaptado.)
No processo de escrita de um texto, o autor, para evitar a repetição de palavras e expressões, lança mão de vários recursos, entre eles o uso de sinônimos. Não existe sinônimo absoluto, mas, no contexto, o leitor consegue estabelecer relações e entender a respeito do que se trata cada escolha do autor. O excerto a seguir é sequência do 2º parágrafo do texto, no qual já se tem a palavra "agravamento". Não há problema de coesão no contexto; porém, é possível substituir essa palavra por outra equivalente, porque isso não prejudicará nem a ligação das ideias nem o significado do texto. Leia o excerto, analise as alternativas e assinale aquela que apresenta a palavra mais adequada para substituir "agravamento" considerando o que foi explicado:

"O agravamento dos problemas ambientais tem transformado a forma como pensamos o desenvolvimento das cidades."
Alternativas
Q3820420 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que o Plano Diretor Ambiental é importante para o desenvolvimento sustentável das cidades?

O crescimento urbano desordenado na maioria das cidades brasileiras e latino-americanas resultou em desafios para o desenvolvimento equilibrado das áreas urbanas e comprometeu a qualidade de vida da população. O meio ambiente e as periferias são os mais afetados pela falta de um planejamento urbano, e é nesse contexto que o plano diretor ambiental ganha importância, ao propor um modelo de ordenamento territorial que integre sustentabilidade e qualidade de vida. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 determinou que todos os municípios com mais de 20 mil habitantes devem elaborar um Plano Diretor Municipal.

O Plano Diretor define as diretrizes de desenvolvimento urbano, considerando as características e necessidades específicas de cada cidade. Com o agravamento das mudanças climáticas e o avanço das questões ambientais, torna-se essencial complementar o planejamento urbano com o Plano Diretor Ambiental (PDA). Esse instrumento orienta o uso sustentável do território e a preservação das áreas verdes e de proteção ambiental.

O agravamento dos problemas ambientais tem transformado a forma como pensamos o desenvolvimento das cidades. Já não se trata apenas de crescer, mas de crescer de forma sustentável, equilibrando progresso econômico e conservação ambiental. O desenvolvimento sustentável propõe um desenvolvimento equilibrado, preservando os recursos naturais e garantindo uma melhor qualidade de vida para as pessoas que vivem nelas. 

A fragilidade natural dos solos e o uso inadequado da terra ao longo dos anos têm causado sérios danos ambientais. O desmatamento favorece a erosão e o acúmulo de sedimentos nos leitos dos rios, comprometendo o fluxo das águas e a qualidade dos recursos hídricos. Esses problemas exigem uma atenção especial à ação humana e políticas de planejamento que integrem o uso do solo, o manejo da água e a conservação da vegetação nativa.

O Plano Diretor Ambiental (PDA) é um instrumento de planejamento que estabelece orientações para o uso e a ocupação do solo e para o aproveitamento racional dos recursos naturais, considerando as potencialidades e fragilidades do meio ambiente. Além disso, o plano delimita áreas de proteção ambiental, garantindo o uso sustentável do território municipal.

De acordo com o pesquisador Flávio Sammarco Rosa, o principal resultado do PDA é o zoneamento ambiental, um mapa que delimita zonas homogêneas e define orientações específicas para cada área do território. Esse zoneamento orienta os órgãos e entidades responsáveis pela gestão territorial, promovendo uma ocupação urbana mais equilibrada. [...] o desenvolvimento urbano sustentável só acontece quando a ocupação das cidades privilegia o bem comum, reduz as desigualdades e garante que os benefícios do crescimento alcancem todas as pessoas.

Construir cidades sustentáveis requer equilíbrio entre as necessidades sociais e o respeito ambiental. É necessário valorizar a cultura local, fortalecer identidades e usar os recursos naturais, tecnológicos e financeiros de forma responsável.

Outro ponto essencial é a distribuição justa de infraestrutura, bens e serviços urbanos. O ordenamento do território deve considerar os diferentes contextos e escalas locais, promovendo o uso equilibrado do solo. Tudo isso precisa ocorrer com base em acordos sociais e políticos construídos em ambientes democráticos, por meio de uma governança colaborativa entre Estado e sociedade civil.

Por fim, é fundamental reconhecer que o Brasil é um país diverso, com 5.570 municípios que possuem realidades urbanas, ambientais, econômicas e sociais muito distintas. Essas realidades não são estáticas: elas mudam constantemente, trazendo novos desafios e perspectivas para o planejamento urbano sustentável.

(Disponível em: https://www.politize.com.br/plano-diretor-ambiental/. Acesso em: 08 nov. 2025. Adaptado.)
O texto tem o seguinte título: "Por que o Plano Diretor Ambiental é importante para o desenvolvimento sustentável das cidades?"

"Por que" é expressão formada pela sequência de preposição + pronome interrogativo ou relativo. Assinale a alternativa em que o uso do "por que" também está correto:
Alternativas
Q3820314 Português
Em novembro de 2025, foi sancionada a Política Nacional de Linguagem Simples, que estabelece diretrizes para a comunicação entre órgãos públicos e a população brasileira. Entre as disposições da lei, consta a determinação de não utilizar novas formas de flexão de gênero e número em contrariedade às regras gramaticais consolidadas e ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. A medida reacendeu debates sobre a chamada linguagem neutra, que propõe substituições como "todxs", "todes" ou "elu" para contemplar pessoas que não se identificam com os gêneros binários tradicionais. Considerando os conceitos linguísticos envolvidos nessa discussão, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3820307 Português
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as regras de concordância verbal a suas respectivas aplicações: 

Primeira coluna: regras

1.O verbo vai à terceira pessoa do singular se a oração não tem sujeito.
2.Se o sujeito é formado por expressão partitiva, o verbo concorda com o núcleo sintático da construção ou com o substantivo/pronome da expressão.
3.Quando o sujeito simples está posposto ao verbo, este concorda com núcleo do sujeito.
4.Se o sujeito é resumido ou retomado por um pronome indefinido em função de aposto, o verbo concorda com o aposto.

Segunda coluna: aplicações

(__)O ministro apresentou o documento que assinaram os países presentes na reunião anual.
(__)Trata-se de um capital político imenso, mas instável e perigoso para desenvolvimento de políticas públicas mais inclusivas.
(__)A ciência, a tecnologia, a educação, a saúde, nada disso funciona bem sem investimentos robustos.
(__)Em 20 anos, metade dos carros vendidos no mundo não vão queimar combustível.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3820305 Português
Dicionário do Fim do Mundo

O que é mitigação?


Qualquer intervenção humana para reduzir impactos e desacelerar a mudança climática

MITIGAÇÃO é como apertar o freio para desacelerar as mudanças climáticas. Envolve qualquer ação tomada por governos, empresas ou pessoas para reduzir ou prevenir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), ou para incrementar os mecanismos que removem esses gases da atmosfera, os chamados "sumidouros de carbono".

Entre as principais estratégias de mitigação estão: a transição para energias renováveis, como solar e eólica; o aumento da eficiência no uso da energia em diversos setores; o investimento em transportes de baixo carbono; além de discussões sobre práticas agrícolas e uso da terra. Modelos de produção, consumo e alimentação também entram nessa conta.

Já para ampliar os sumidouros de carbono, é preciso restaurar florestas, manguezais e áreas úmidas, manter o solo saudável e proteger ecossistemas terrestres e marinhos.

Segundo o IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas, a mitigação precisa ser ambiciosa e imediata. O relatório mais recente alerta que, sem uma redução significativa nas emissões até 2030, será difícil evitar que o aquecimento global ultrapasse o limite de 1,5 °C.

A mitigação também inclui tecnologias emergentes, como captura e armazenamento de carbono, mas a prioridade continua sendo a eliminação gradual do uso de combustíveis fósseis.


(Disponível em: https://reporterbrasil.org.br/2024/11/o-que-e-mitigacao/. Acesso em: 06 dez. 2025.)
A respeito do texto "O que é mitigação?", é correto afirmar que seu principal objetivo é: 
Alternativas
Q3820304 Português
Dicionário do Fim do Mundo

O que é mitigação?


Qualquer intervenção humana para reduzir impactos e desacelerar a mudança climática

MITIGAÇÃO é como apertar o freio para desacelerar as mudanças climáticas. Envolve qualquer ação tomada por governos, empresas ou pessoas para reduzir ou prevenir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), ou para incrementar os mecanismos que removem esses gases da atmosfera, os chamados "sumidouros de carbono".

Entre as principais estratégias de mitigação estão: a transição para energias renováveis, como solar e eólica; o aumento da eficiência no uso da energia em diversos setores; o investimento em transportes de baixo carbono; além de discussões sobre práticas agrícolas e uso da terra. Modelos de produção, consumo e alimentação também entram nessa conta.

Já para ampliar os sumidouros de carbono, é preciso restaurar florestas, manguezais e áreas úmidas, manter o solo saudável e proteger ecossistemas terrestres e marinhos.

Segundo o IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas, a mitigação precisa ser ambiciosa e imediata. O relatório mais recente alerta que, sem uma redução significativa nas emissões até 2030, será difícil evitar que o aquecimento global ultrapasse o limite de 1,5 °C.

A mitigação também inclui tecnologias emergentes, como captura e armazenamento de carbono, mas a prioridade continua sendo a eliminação gradual do uso de combustíveis fósseis.


(Disponível em: https://reporterbrasil.org.br/2024/11/o-que-e-mitigacao/. Acesso em: 06 dez. 2025.)
A vírgula é usada por diversos fatores que envolvem o processo de construção de um texto. Entre esses fatores, está separar o adjunto adverbial anteposto ao verbo. Considere os trechos a seguir, extraídos do texto, e assinale a alternativa em que a vírgula (ou as vírgulas) foi usada para separar o adjunto adverbial anteposto:
Alternativas
Q3820303 Português
A indignidade como política pública

José Castilho

[...]


As várias razões que atuam em favor da não leitura em todo o planeta, como a nefasta desumanização imposta pelo mundo neoliberal, simbolizado nas Big Techs que instituiu o comando das telas na gerência das nossas vidas virtualizando radicalmente o tempo e o espaço, não superam a ausência ou a má política pública porque ela é estruturante e é a única que consegue trabalhar em escala de um país continente para proporcionar (ou retirar) o direito à leitura e à escrita. [...]

Se o direito à leitura é a chave de todos os outros direitos no mundo contemporâneo, é preciso dizer que um povo que lê com proficiência tem melhores instrumentos para resistir à servidão e aos muitos discursos de engano do mundo contemporâneo. Trata-se de questão crucial para um país que se pretende democrático.

É preciso lembrar que nos tempos medievais apenas os ungidos pelo poder real, eclesiástico ou patriarcal podiam ler aos outros. Somente no surgimento da Modernidade, que nos trouxe novas tecnologias com Gutemberg, o Estado Moderno e os primeiros contrapesos da vida democrática, que as utopias da inclusão e da equidade social elegeram o livro e a leitura como instrumentos essenciais à vida em sociedade num estágio civilizatório mais avançado.

Desde então, períodos de crescimentos se alternam aos regressivos, regulados por períodos históricos onde livros são odiados e jogados às fogueiras ou, inversamente, são incentivados e formam esteios civilizatórios para uma humanidade que anseia caminhar para um convívio melhor e mais equânime.

Por fim e em meio a tantos motivos fundamentais à vida para incentivarmos a formação de leitores/as, lembro nossa conjuntura imediata, esta em que vivemos sob a predominância das fake news como prática política e a urgência de superarmos esse patamar odioso que gera violência e instabilidade permanentes. Mais uma vez, e a propósito, cito a Profª. Eliana Yunes:

"Leitura não é somente alfabetização, é visão de mundo. Quem lê, pensa. E quem pensa, não se cala. É urgente, portanto, incentivar a leitura, não apenas em sua dimensão educativa, mas também em sua dimensão social e cultural. A leitura é condição para a aprendizagem. Sem esta e seus jogos de sentido, o homem não se converte em sujeito de sua história."


(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2024/12/20/a-indignidade-co mo-politica-publica. Acesso em 06 dez. 2025. Adaptado.)
"Leitura não é somente alfabetização, é visão de mundo. Quem lê, pensa. E quem pensa, não se cala. É urgente, portanto, incentivar a leitura, não apenas em sua dimensão educativa, mas também em sua dimensão social e cultural. A leitura é condição para a aprendizagem. Sem esta e seus jogos de sentido, o homem não se converte em sujeito de sua história."
Na citação que o autor apresenta no texto e destacada aqui na questão, observa-se que toda ela foi construída pelo processo de coordenação, seja com o uso de conjunções ou de adjuntos conjuntivos (orações sindéticas), seja sem esse uso (orações assindéticas). De qualquer maneira, sentidos foram construídos. Tendo isso em consideração, analise as sentenças: 
I.No trecho "Leitura não é somente alfabetização, é visão de mundo. Quem lê, pensa. E quem pensa, não se cala", o sentido é de adição, expresso tanto por "não somente..." e pelo "E", quanto pela coordenação sem conectivos.
II.Em "É urgente, portanto, incentivar a leitura, não apenas em sua dimensão educativa, mas também em sua dimensão social e cultural", há duas situações na construção da coordenação: a primeira tem o sentido de conclusão e a segunda tem o sentido de adição, expresso pelo par conjuntivo "não apenas... mas também". Neste segundo caso, além do sentido de adição, o par dá destaque a ambos os sintagmas, realçando-os.
III.O trecho "A leitura é condição para a aprendizagem. Sem esta e seus jogos de sentido, o homem não se converte em sujeito de sua história" poderia ser reescrito com o uso de uma conjunção articulando os dois períodos em um só. As melhores conjunções a serem usadas para manter o sentido do trecho são as explicativas, como "pois".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3820302 Português
A indignidade como política pública

José Castilho

[...]


As várias razões que atuam em favor da não leitura em todo o planeta, como a nefasta desumanização imposta pelo mundo neoliberal, simbolizado nas Big Techs que instituiu o comando das telas na gerência das nossas vidas virtualizando radicalmente o tempo e o espaço, não superam a ausência ou a má política pública porque ela é estruturante e é a única que consegue trabalhar em escala de um país continente para proporcionar (ou retirar) o direito à leitura e à escrita. [...]

Se o direito à leitura é a chave de todos os outros direitos no mundo contemporâneo, é preciso dizer que um povo que lê com proficiência tem melhores instrumentos para resistir à servidão e aos muitos discursos de engano do mundo contemporâneo. Trata-se de questão crucial para um país que se pretende democrático.

É preciso lembrar que nos tempos medievais apenas os ungidos pelo poder real, eclesiástico ou patriarcal podiam ler aos outros. Somente no surgimento da Modernidade, que nos trouxe novas tecnologias com Gutemberg, o Estado Moderno e os primeiros contrapesos da vida democrática, que as utopias da inclusão e da equidade social elegeram o livro e a leitura como instrumentos essenciais à vida em sociedade num estágio civilizatório mais avançado.

Desde então, períodos de crescimentos se alternam aos regressivos, regulados por períodos históricos onde livros são odiados e jogados às fogueiras ou, inversamente, são incentivados e formam esteios civilizatórios para uma humanidade que anseia caminhar para um convívio melhor e mais equânime.

Por fim e em meio a tantos motivos fundamentais à vida para incentivarmos a formação de leitores/as, lembro nossa conjuntura imediata, esta em que vivemos sob a predominância das fake news como prática política e a urgência de superarmos esse patamar odioso que gera violência e instabilidade permanentes. Mais uma vez, e a propósito, cito a Profª. Eliana Yunes:

"Leitura não é somente alfabetização, é visão de mundo. Quem lê, pensa. E quem pensa, não se cala. É urgente, portanto, incentivar a leitura, não apenas em sua dimensão educativa, mas também em sua dimensão social e cultural. A leitura é condição para a aprendizagem. Sem esta e seus jogos de sentido, o homem não se converte em sujeito de sua história."


(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2024/12/20/a-indignidade-co mo-politica-publica. Acesso em 06 dez. 2025. Adaptado.)
A partir da leitura do texto e da mobilização de seus conhecimentos prévios, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O texto nos permite compreender que, no ponto de vista do autor, há, no mundo, uma ação para promover a não leitura e uma das forças atuantes seria as Big Techs, que desumanizam as pessoas com suas telas.
(__)A ausência ou a má política pública é, de todos os fatores em prol da não leitura, o mais nefasto, uma vez que a política pública, por ter caráter estruturante, pode impactar positiva ou negativamente um país inteiro.
(__)Em uma sociedade ancorada nos princípios democráticos, a leitura e o livro são elementos secundários, tendo em vista que prioritariamente se busca construir uma sociedade inclusiva e de equidade social.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3820301 Português
A indignidade como política pública

José Castilho

[...]


As várias razões que atuam em favor da não leitura em todo o planeta, como a nefasta desumanização imposta pelo mundo neoliberal, simbolizado nas Big Techs que instituiu o comando das telas na gerência das nossas vidas virtualizando radicalmente o tempo e o espaço, não superam a ausência ou a má política pública porque ela é estruturante e é a única que consegue trabalhar em escala de um país continente para proporcionar (ou retirar) o direito à leitura e à escrita. [...]

Se o direito à leitura é a chave de todos os outros direitos no mundo contemporâneo, é preciso dizer que um povo que lê com proficiência tem melhores instrumentos para resistir à servidão e aos muitos discursos de engano do mundo contemporâneo. Trata-se de questão crucial para um país que se pretende democrático.

É preciso lembrar que nos tempos medievais apenas os ungidos pelo poder real, eclesiástico ou patriarcal podiam ler aos outros. Somente no surgimento da Modernidade, que nos trouxe novas tecnologias com Gutemberg, o Estado Moderno e os primeiros contrapesos da vida democrática, que as utopias da inclusão e da equidade social elegeram o livro e a leitura como instrumentos essenciais à vida em sociedade num estágio civilizatório mais avançado.

Desde então, períodos de crescimentos se alternam aos regressivos, regulados por períodos históricos onde livros são odiados e jogados às fogueiras ou, inversamente, são incentivados e formam esteios civilizatórios para uma humanidade que anseia caminhar para um convívio melhor e mais equânime.

Por fim e em meio a tantos motivos fundamentais à vida para incentivarmos a formação de leitores/as, lembro nossa conjuntura imediata, esta em que vivemos sob a predominância das fake news como prática política e a urgência de superarmos esse patamar odioso que gera violência e instabilidade permanentes. Mais uma vez, e a propósito, cito a Profª. Eliana Yunes:

"Leitura não é somente alfabetização, é visão de mundo. Quem lê, pensa. E quem pensa, não se cala. É urgente, portanto, incentivar a leitura, não apenas em sua dimensão educativa, mas também em sua dimensão social e cultural. A leitura é condição para a aprendizagem. Sem esta e seus jogos de sentido, o homem não se converte em sujeito de sua história."


(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2024/12/20/a-indignidade-co mo-politica-publica. Acesso em 06 dez. 2025. Adaptado.)
Na construção de sua reflexão, o autor do texto lança mão de uma expediente importante para sua argumentação: ainda que brevemente, ele retoma a história da humanidade para mostrar como a relação com o livro e a leitura se deu em outros tempos e como se instaura nos dias atuais. Tendo isso como referência, de acordo com o texto, é correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3820300 Português
A indignidade como política pública

José Castilho

[...]


As várias razões que atuam em favor da não leitura em todo o planeta, como a nefasta desumanização imposta pelo mundo neoliberal, simbolizado nas Big Techs que instituiu o comando das telas na gerência das nossas vidas virtualizando radicalmente o tempo e o espaço, não superam a ausência ou a má política pública porque ela é estruturante e é a única que consegue trabalhar em escala de um país continente para proporcionar (ou retirar) o direito à leitura e à escrita. [...]

Se o direito à leitura é a chave de todos os outros direitos no mundo contemporâneo, é preciso dizer que um povo que lê com proficiência tem melhores instrumentos para resistir à servidão e aos muitos discursos de engano do mundo contemporâneo. Trata-se de questão crucial para um país que se pretende democrático.

É preciso lembrar que nos tempos medievais apenas os ungidos pelo poder real, eclesiástico ou patriarcal podiam ler aos outros. Somente no surgimento da Modernidade, que nos trouxe novas tecnologias com Gutemberg, o Estado Moderno e os primeiros contrapesos da vida democrática, que as utopias da inclusão e da equidade social elegeram o livro e a leitura como instrumentos essenciais à vida em sociedade num estágio civilizatório mais avançado.

Desde então, períodos de crescimentos se alternam aos regressivos, regulados por períodos históricos onde livros são odiados e jogados às fogueiras ou, inversamente, são incentivados e formam esteios civilizatórios para uma humanidade que anseia caminhar para um convívio melhor e mais equânime.

Por fim e em meio a tantos motivos fundamentais à vida para incentivarmos a formação de leitores/as, lembro nossa conjuntura imediata, esta em que vivemos sob a predominância das fake news como prática política e a urgência de superarmos esse patamar odioso que gera violência e instabilidade permanentes. Mais uma vez, e a propósito, cito a Profª. Eliana Yunes:

"Leitura não é somente alfabetização, é visão de mundo. Quem lê, pensa. E quem pensa, não se cala. É urgente, portanto, incentivar a leitura, não apenas em sua dimensão educativa, mas também em sua dimensão social e cultural. A leitura é condição para a aprendizagem. Sem esta e seus jogos de sentido, o homem não se converte em sujeito de sua história."


(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2024/12/20/a-indignidade-co mo-politica-publica. Acesso em 06 dez. 2025. Adaptado.)
Apesar de as palavras terem um ou mais significados prévios, já previstos no dicionário, é no contexto em que elas aparecem que os sentidos serão, de fato, dados. No texto em análise, é o que acontece com o verbo "pretender", que tem vários significados previstos no dicionário, mas o sentido foi dado no contexto de uso. Analise o excerto a seguir, considere o texto como um todo (que também contribui para a instauração do sentido) e assinale a alternativa que indica o sentido do verbo "pretender" no excerto:
"Trata-se de questão crucial para um país que se pretende democrático."
Alternativas
Q3820299 Português
A indignidade como política pública

José Castilho

[...]


As várias razões que atuam em favor da não leitura em todo o planeta, como a nefasta desumanização imposta pelo mundo neoliberal, simbolizado nas Big Techs que instituiu o comando das telas na gerência das nossas vidas virtualizando radicalmente o tempo e o espaço, não superam a ausência ou a má política pública porque ela é estruturante e é a única que consegue trabalhar em escala de um país continente para proporcionar (ou retirar) o direito à leitura e à escrita. [...]

Se o direito à leitura é a chave de todos os outros direitos no mundo contemporâneo, é preciso dizer que um povo que lê com proficiência tem melhores instrumentos para resistir à servidão e aos muitos discursos de engano do mundo contemporâneo. Trata-se de questão crucial para um país que se pretende democrático.

É preciso lembrar que nos tempos medievais apenas os ungidos pelo poder real, eclesiástico ou patriarcal podiam ler aos outros. Somente no surgimento da Modernidade, que nos trouxe novas tecnologias com Gutemberg, o Estado Moderno e os primeiros contrapesos da vida democrática, que as utopias da inclusão e da equidade social elegeram o livro e a leitura como instrumentos essenciais à vida em sociedade num estágio civilizatório mais avançado.

Desde então, períodos de crescimentos se alternam aos regressivos, regulados por períodos históricos onde livros são odiados e jogados às fogueiras ou, inversamente, são incentivados e formam esteios civilizatórios para uma humanidade que anseia caminhar para um convívio melhor e mais equânime.

Por fim e em meio a tantos motivos fundamentais à vida para incentivarmos a formação de leitores/as, lembro nossa conjuntura imediata, esta em que vivemos sob a predominância das fake news como prática política e a urgência de superarmos esse patamar odioso que gera violência e instabilidade permanentes. Mais uma vez, e a propósito, cito a Profª. Eliana Yunes:

"Leitura não é somente alfabetização, é visão de mundo. Quem lê, pensa. E quem pensa, não se cala. É urgente, portanto, incentivar a leitura, não apenas em sua dimensão educativa, mas também em sua dimensão social e cultural. A leitura é condição para a aprendizagem. Sem esta e seus jogos de sentido, o homem não se converte em sujeito de sua história."


(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2024/12/20/a-indignidade-co mo-politica-publica. Acesso em 06 dez. 2025. Adaptado.)
Analise as sentenças que tratam da regência verbal ou nominal das palavras destacadas no excerto:
"Se o direito à leitura é a chave de todos os outros direitos no mundo contemporâneo, é preciso dizer que um povo que lê com proficiência tem melhores instrumentos para resistir à servidão e aos muitos discursos de engano do mundo contemporâneo. Trata-se de questão crucial para um país que se pretende democrático."

I.A palavra "direito" pede regência, podendo ser acompanhada por várias preposições a depender do contexto e do sentido que se pretende construir. No contexto em análise, o autor optou pela preposição "a", mas poderia, sem alterar o sentido, ter usado a preposição "de".

II.O verbo "resistir", no sentido de "fazer face a um poder superior, opor-se", pede a regência da preposição "a" para construir esse sentido. É o que acontece corretamente no excerto. 

III.Em "Trata-se de", tem-se uma expressão "cristalizada" no português brasileiro, composta por um verbo com sujeito indeterminado e que pede um complemento indireto. Desse modo, a regência da preposição "de" é necessária para a construção do sentido e não cabe outra preposição nesse contexto.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3820298 Português
A indignidade como política pública

José Castilho

[...]


As várias razões que atuam em favor da não leitura em todo o planeta, como a nefasta desumanização imposta pelo mundo neoliberal, simbolizado nas Big Techs que instituiu o comando das telas na gerência das nossas vidas virtualizando radicalmente o tempo e o espaço, não superam a ausência ou a má política pública porque ela é estruturante e é a única que consegue trabalhar em escala de um país continente para proporcionar (ou retirar) o direito à leitura e à escrita. [...]

Se o direito à leitura é a chave de todos os outros direitos no mundo contemporâneo, é preciso dizer que um povo que lê com proficiência tem melhores instrumentos para resistir à servidão e aos muitos discursos de engano do mundo contemporâneo. Trata-se de questão crucial para um país que se pretende democrático.

É preciso lembrar que nos tempos medievais apenas os ungidos pelo poder real, eclesiástico ou patriarcal podiam ler aos outros. Somente no surgimento da Modernidade, que nos trouxe novas tecnologias com Gutemberg, o Estado Moderno e os primeiros contrapesos da vida democrática, que as utopias da inclusão e da equidade social elegeram o livro e a leitura como instrumentos essenciais à vida em sociedade num estágio civilizatório mais avançado.

Desde então, períodos de crescimentos se alternam aos regressivos, regulados por períodos históricos onde livros são odiados e jogados às fogueiras ou, inversamente, são incentivados e formam esteios civilizatórios para uma humanidade que anseia caminhar para um convívio melhor e mais equânime.

Por fim e em meio a tantos motivos fundamentais à vida para incentivarmos a formação de leitores/as, lembro nossa conjuntura imediata, esta em que vivemos sob a predominância das fake news como prática política e a urgência de superarmos esse patamar odioso que gera violência e instabilidade permanentes. Mais uma vez, e a propósito, cito a Profª. Eliana Yunes:

"Leitura não é somente alfabetização, é visão de mundo. Quem lê, pensa. E quem pensa, não se cala. É urgente, portanto, incentivar a leitura, não apenas em sua dimensão educativa, mas também em sua dimensão social e cultural. A leitura é condição para a aprendizagem. Sem esta e seus jogos de sentido, o homem não se converte em sujeito de sua história."


(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2024/12/20/a-indignidade-co mo-politica-publica. Acesso em 06 dez. 2025. Adaptado.)
Para a boa leitura e boa interpretação de um texto, tanto o autor precisa construir um texto coeso, quanto o leitor precisa identificar os elementos coesivos e as decisões tomadas pelo autor para que compreenda as relações e os sentidos estabelecidos. Tendo isso em consideração, analise as sentenças:

I.No 1º parágrafo, o pronome pessoal "ela" tem papel importante: estabelecer uma progressão referencial, retomando "política pública".
II.No 4º parágrafo, a locução adverbial "Desde então" estabelece uma relação de tempo entre as ideias contidas no parágrafo anterior e neste que ela introduz. Isso possibilita ao leitor compreender que a ideia seguinte, em uma progressão sequencial, se localiza a partir do tempo indicado no parágrafo anterior.
III.No 5º parágrafo, o pronome demonstrativo "esta" tem como referente "conjuntura imediata". Pelo contexto, é possível afirmar que ele ajuda o leitor a localizar o assunto tratado e a si mesmo no tempo presente. Como os sentidos não são construídos com palavras isoladas, mas na relação entre elas, essa compreensão é possível também porque o autor do texto utiliza a 1ª pessoa do plural (nós), incluindo o leitor na reflexão.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3820082 Português
Ave recém-descoberta no Acre tem comportamento semelhante ao de espécie extinta há três séculos e também pode desaparecer


[...] Quando finalmente conseguiram observá-la, entre expedições realizadas de 2024 _______ 2025, o encontro foi tão inesperado quanto desconcertante : a ave surgiu caminhando tranquilamente pelo sub-bosque, sem demonstrar reação _________ presença humana. Em vários momentos, alguns indivíduos chegaram a se aproximar da equipe. [...]

Assim como o dodô era restrito _______ ilhas Maurício, o tinamu vive apenas na parte alta da Serra do Divisor, uma cadeia montanhosa isolada na fronteira entre Brasil e Peru. A região é pouco estudada e reúne espécies adaptadas ________ micro-habitats muito específicos.
[...]

O topo da serra é o limite de sobrevivência da espécie. Se a temperatura aumentar, o regime de chuvas mudar ou a vegetação se alterar, não haverá áreas mais altas para onde o tinamu possa se deslocar.

"O habitat que ela vive e a altitude são áreas que são mais vulneráveis a alterações de temperatura [...] se a temperatura da terra aumentar como vem acontecendo, ________ médio prazo pode ocasionar a extinção da espécie. [...]", frisou Ricardo Plácido, pesquisador que participou da descoberta. [...]

Para os cientistas, o destino do dodô serve de alerta: ignorar o risco pode acelerar o desaparecimento de mais uma espécie que evoluiu isolada, sem predadores naturais, e hoje é ameaçada por um conjunto de fatores.


(Disponível em: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2025/12/06/ave-recem-descobertano-acre-tem-comportamento-semelhante-ao-de-especie-extinta-ha-tres -seculos-e-tambem-pode-desaparecer.ghtml. Acesso em: 06 dez. 2025. Adaptado.)
Analise as sentenças a seguir a respeito da ortografia das palavras destacadas no texto:

I.No título, a palavra "recém-descoberta", tem hífen obrigatório porque é uma palavra composta, por justaposição, tendo como um dos elementos de composição a palavra "recém".
II.O uso do hífen na formação da palavra "sub-bosque" está correto e se justifica porque o hífen separa as letras "b" do prefixo e da palavra-base.
III.A palavra "micro-habitats" precisa do hífen na sua formação porque a palavra que segue ao prefixo micro- se inicia com "h".
IV.A palavra "desconcertante", que significa "estar em desarmonia, em desacordo", foi escrita de modo equivocado no texto.

O correto seria "desconsertante". É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3820081 Português
Ave recém-descoberta no Acre tem comportamento semelhante ao de espécie extinta há três séculos e também pode desaparecer


[...] Quando finalmente conseguiram observá-la, entre expedições realizadas de 2024 _______ 2025, o encontro foi tão inesperado quanto desconcertante : a ave surgiu caminhando tranquilamente pelo sub-bosque, sem demonstrar reação _________ presença humana. Em vários momentos, alguns indivíduos chegaram a se aproximar da equipe. [...]

Assim como o dodô era restrito _______ ilhas Maurício, o tinamu vive apenas na parte alta da Serra do Divisor, uma cadeia montanhosa isolada na fronteira entre Brasil e Peru. A região é pouco estudada e reúne espécies adaptadas ________ micro-habitats muito específicos.
[...]

O topo da serra é o limite de sobrevivência da espécie. Se a temperatura aumentar, o regime de chuvas mudar ou a vegetação se alterar, não haverá áreas mais altas para onde o tinamu possa se deslocar.

"O habitat que ela vive e a altitude são áreas que são mais vulneráveis a alterações de temperatura [...] se a temperatura da terra aumentar como vem acontecendo, ________ médio prazo pode ocasionar a extinção da espécie. [...]", frisou Ricardo Plácido, pesquisador que participou da descoberta. [...]

Para os cientistas, o destino do dodô serve de alerta: ignorar o risco pode acelerar o desaparecimento de mais uma espécie que evoluiu isolada, sem predadores naturais, e hoje é ameaçada por um conjunto de fatores.


(Disponível em: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2025/12/06/ave-recem-descobertano-acre-tem-comportamento-semelhante-ao-de-especie-extinta-ha-tres -seculos-e-tambem-pode-desaparecer.ghtml. Acesso em: 06 dez. 2025. Adaptado.)
No texto há cinco lacunas. Leia-o com atenção e complete as lacunas com a(s) ou à(s) , observando as regras de uso do acento grave (crase) e o contexto. Em seguida, assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no texto: 
Alternativas
Q3820080 Português
No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na qual a preservação e restauração ambiental foram temas recorrentes, o Censo revela que praticamente dois em cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área pública.

O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez que nas áreas fora das favelas, a proporção de moradores em ruas sem árvores recua para três em cada dez habitantes (31%). [...]

Para fazer a análise, o IBGE contou o número de árvores de ao menos 1,70 metro em vias públicas. Ou seja, não entra na conta a vegetação em quintais, por exemplo. O instituto considera como vias os becos, vielas, escadarias, palafitas, entre outros locais. Ao fazer comparações, o IBGE leva em conta apenas a população dos 656 municípios que têm registro de existência de favelas.

Nas favelas de Belém, cidade que sediou a COP30 em novembro, 65,2% dos moradores não tinham árvore na frente de casa, marca superior à da média nacional (64,6%).

O chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE, Filipe Borsani, faz relação direta entre a importância de arborização e a qualidade de vida.

"A arborização, de fato, é variável importante, ainda mais no momento de aquecimento global, a arborização tem a ver com conforto térmico, com melhor condição do ambiente urbano", avalia. 


(Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/doisem-cada-tres-habitantes-de-favela-moram-em-vias-sem-arvores.
Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)

Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as regras de uso da vírgula com suas aplicações:

Primeira coluna: regras de uso da vírgula

1.A vírgula é empregada para separar orações ou termos coordenados sem a utilização de conectivo.
2.A vírgula é empregada para indicar um aposto explicativo.
3.A vírgula é empregada para separar o adjunto adverbial deslocado.

Segunda coluna: aplicações

(__)"Ao fazer comparações, o IBGE leva em conta apenas a população dos 656 municípios que têm registro de existência de favelas."
(__)"O instituto considera como vias os becos, vielas, escadarias, palafitas, entre outros locais."
(__)"O chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE, Filipe Borsani, faz relação direta entre a importância de arborização e a qualidade de vida."

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3820079 Português
No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na qual a preservação e restauração ambiental foram temas recorrentes, o Censo revela que praticamente dois em cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área pública.

O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez que nas áreas fora das favelas, a proporção de moradores em ruas sem árvores recua para três em cada dez habitantes (31%). [...]

Para fazer a análise, o IBGE contou o número de árvores de ao menos 1,70 metro em vias públicas. Ou seja, não entra na conta a vegetação em quintais, por exemplo. O instituto considera como vias os becos, vielas, escadarias, palafitas, entre outros locais. Ao fazer comparações, o IBGE leva em conta apenas a população dos 656 municípios que têm registro de existência de favelas.

Nas favelas de Belém, cidade que sediou a COP30 em novembro, 65,2% dos moradores não tinham árvore na frente de casa, marca superior à da média nacional (64,6%).

O chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE, Filipe Borsani, faz relação direta entre a importância de arborização e a qualidade de vida.

"A arborização, de fato, é variável importante, ainda mais no momento de aquecimento global, a arborização tem a ver com conforto térmico, com melhor condição do ambiente urbano", avalia. 


(Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/doisem-cada-tres-habitantes-de-favela-moram-em-vias-sem-arvores.
Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)

 A partir da leitura do texto e da mobilização de conhecimentos prévios, analise as sentenças:

I.O IBGE estabeleceu critérios para a pesquisa a respeito da arborização em favelas, entre eles: considerar vias públicas com, no mínimo 1,70 metros de extensão; não são contabilizadas as árvores em quintais; e são analisados apenas municípios que têm registro de existência de favelas.
II.De acordo com o Censo, as vias externas às favelas são mais arborizadas do que as vias públicas dentro das favelas. Isso demonstra que a desigualdade se instaura também na arborização dos espaços das cidades.
III.A qualidade de vida da população tem relação direta com a arborização das cidades, uma vez que as árvores são responsáveis por promover conforto térmico, por exemplo, em lugares quentes. Isso permite ao leitor inferir que as populações que vivem nas favelas estão mais suscetíveis às consequências do aquecimento global, tendo, por exemplo, um ambiente urbano mais quente.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3820078 Português
No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na qual a preservação e restauração ambiental foram temas recorrentes, o Censo revela que praticamente dois em cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área pública.

O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez que nas áreas fora das favelas, a proporção de moradores em ruas sem árvores recua para três em cada dez habitantes (31%). [...]

Para fazer a análise, o IBGE contou o número de árvores de ao menos 1,70 metro em vias públicas. Ou seja, não entra na conta a vegetação em quintais, por exemplo. O instituto considera como vias os becos, vielas, escadarias, palafitas, entre outros locais. Ao fazer comparações, o IBGE leva em conta apenas a população dos 656 municípios que têm registro de existência de favelas.

Nas favelas de Belém, cidade que sediou a COP30 em novembro, 65,2% dos moradores não tinham árvore na frente de casa, marca superior à da média nacional (64,6%).

O chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE, Filipe Borsani, faz relação direta entre a importância de arborização e a qualidade de vida.

"A arborização, de fato, é variável importante, ainda mais no momento de aquecimento global, a arborização tem a ver com conforto térmico, com melhor condição do ambiente urbano", avalia. 


(Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/doisem-cada-tres-habitantes-de-favela-moram-em-vias-sem-arvores.
Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)

Analise o trecho a seguir quanto à concordância verbal e nominal e, na sequência, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
"No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na qual a preservação e restauração ambiental foram temas recorrentes , o Censo revela que praticamente dois em cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área pública.
O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez que nas áreas fora das favelas, a proporção de moradores em ruas sem árvores recua para três em cada dez habitantes (31%). [...]"
(__)Tanto o verbo "ser" quanto o substantivo e o adjetivo em "foram temas recorrentes" apresentam concordância correta, uma vez que se referem ao sujeito composto "a preservação e restauração ambiental".
(__)A concordância do verbo "morar" está correta e foi feita em relação a "dois". Se a construção fosse "um em cada três habitantes", o verbo deveria estar no singular.
(__)A palavra "fora", no segundo parágrafo, apresenta concordância nominal inadequada, pois deveria estar no plural, concordando com o substantivo "áreas".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3820076 Português
'Acham que temos que esperar a morte', diz diretora de Livros Restantes , filme que desafia o etarismo


Filme retrata aposentada que redescobre vida viajando, valoriza diversidade catarinense e celebra cinema nacional


O novo filme estrelado pela atriz Denise Fraga, Livros Restantes , parte da pergunta: "Existe idade para parar de viver?". A provocação acompanha a personagem Ana Catarina, uma mulher aposentada que decide deixar a cidade onde viveu a vida inteira para viajar, como explica a diretora Márcia Paraíso. Para ela, a história confronta o etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a existência das mulheres.

"Existe essa coisa da sociedade, do etarismo, de achar que chegamos em um momento em que temos que esperar a morte chegar, ou que determina um espaço para nós, ou que deixamos de ser visíveis. Esse lugar que nos colocam, especialmente as mulheres", afirma [...].

Na produção, antes de partir, Ana Catarina toma uma decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de amigos décadas atrás. Algumas dedicatórias ainda preservavam significado; outras, não mais. Fraga conta que o roteiro a tocou profundamente. "O Livros Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo de maturidade também, de coisas que eu tenho pensado. Eu vejo lá esse poder que o cinema tem, horas em que eu estou servindo a personagem, mas estou completamente ali dentro", relata.

Quase todo o longa foi filmado na Barra da Lagoa, em Florianópolis, um território pesqueiro e ponto recorrente da obra de Paraíso. A diretora destaca o desafio de retratar Santa Catarina para além dos estereótipos de um estado "rico, branco e conservador".

"Eu tinha muito preconceito com o estado porque o que eu conhecia de Santa Catarina era o que me venderam sobre Santa Catarina. Mas é o estado da Antonieta de Barros [primeira mulher negra brasileira a assumir um mandato popular]; onde o Movimento [dos Trabalhadores Rurais] Sem Terra é extremamente organizado; produziu um poeta como Cruz e Sousa. Eu gostaria muito que o filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil não conhece", explicou.

O elenco conta também com o ator Augusto Madeira, que celebra o momento do audiovisual brasileiro após anos de retrocessos. "[...] Ainda precisamos melhorar, mas estamos muito mais fortes. Então, isso nada mais é que o reflexo de anos e anos de uma política cultural incentivada, contínua", avalia.

Fraga acrescenta, por fim, que "o cinema é, para um país, o maior veículo de comunicação daquela cultura, daquele país para o mundo. Eu nunca fui para a China, toda a China que eu sei dentro de mim é pelo cinema. O cinema é o veículo de uma nação. Ele é uma coisa muito impressionantemente eficaz nesse sentido de ter a identidade de uma nação".


(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2025/12/05/acham-que-temos-que-esp
erar-a-morte-diz-diretora-de-livros-restantes-filme-que-desafia-o-etaris
mo/. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
A partir da leitura do texto e da mobilização de conhecimentos prévios, analise as sentenças:

I.No título da reportagem, optou-se por citar o trecho de uma fala da diretora do filme, marcada pelas aspas simples. Na sequência, tem-se um subtítulo que cumpre sua função, ampliando o que foi apresentado pelo título.
II.A reflexão construída no texto possibilita ao leitor concluir que o filme aborda dois temas centrais: o etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a existência das mulheres. Esses temas não são estanques ou tratados isoladamente, mas estão interligados e postos em diálogo no filme.
III.Livros Restantes teve como maior locação de filmagem um bairro de Florianópolis, capital de Santa Catarina, e filmá-lo foi um desafio para a diretora, uma vez que ela buscou retratar o estado para além do lugar-comum como ele é conhecido.

É correto o que se afirma em
Alternativas
Respostas
19381: D
19382: B
19383: B
19384: A
19385: E
19386: D
19387: C
19388: E
19389: E
19390: B
19391: D
19392: C
19393: E
19394: A
19395: C
19396: D
19397: B
19398: E
19399: C
19400: E