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Q3888077 Português
No futuro, atendimento digital deverá se restringir a processos repetitivos


    Comprar ingresso de cinema, fazer check-in em viagens, pagar contas ou pedir comida em restaurantes são atividades cada vez mais mediadas por telas e algoritmos. O que antes exigia contato direto entre funcionários e consumidores agora pode ser resolvido em segundos por aplicativos, terminais de autoatendimento ou chatbots. Essa transformação, que promete rapidez e redução de custos para empresas, também abre debates sobre exclusão digital, segurança de dados, perda de empregos e, sobretudo, sobre a experiência humana no atendimento.

    Para o professor José Eduardo Santarém, doutor e professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, especialista em Tecnologia da Informação, é preciso compreender que a digitalização tem diferentes dimensões. “Um dos significados é a conversão de documentos analógicos para o digital. Mas, no sentido estratégico, a digitalização está relacionada à transformação digital, que hoje faz parte do cotidiano das pessoas graças a equipamentos, sensores, algoritmos de IA e, principalmente, à mobilidade da internet”, explica.

    Esse avanço, segundo ele, traz ganhos claros em produtividade e precisão, além de eliminar barreiras de tempo e distância. No entanto, não significa o fim da participação humana. “Muitas atividades ainda exigem interação humana, como tarefas que dependem de raciocínio, empatia, criatividade e julgamentos éticos. Liderança, cuidados com a saúde e negociações complexas, por exemplo, ainda vão depender muito do ser humano”, avalia.

    Apesar disso, Santarém acredita que a inteligência artificial deve ocupar um espaço cada vez maior em atividades repetitivas. “Algumas tarefas podem até ser mais seguras quando executadas por máquinas. Um exemplo é o trânsito: a maior parte dos acidentes ocorre por falha humana. Não consigo imaginar que em 20 ou 25 anos ainda tenhamos pessoas dirigindo carros. Os veículos autônomos devem assumir esse papel por serem mais eficientes e seguros”, projeta.

    O professor também chama atenção para as contradições desse processo. De um lado, a tecnologia facilita a vida de pessoas com limitações, oferecendo ferramentas de acessibilidade e inclusão. De outro, pode ser excludente para quem não tem acesso a dispositivos e conectividade. “A digitalização traz benefícios e dificuldades. Mas há um esforço mundial para democratizar esse acesso, como o consórcio W3C, que defende internet para todos em todos os lugares”, observa.

    Na prática, o atendimento digital ainda está longe de ser perfeito. “Basta pensar nos bots de e-commerce. Raramente alguém sai satisfeito, porque eles resolvem apenas problemas básicos. Quando a demanda exige personalização, o atendimento humano ainda é insubstituível”, afirma Santarém. Para ele, esse é um dos grandes desafios da era da IA: encontrar o equilíbrio entre automação e sensibilidade. 

    Outro ponto crítico é a privacidade. “Há falhas diárias de acesso e roubo de dados. Apesar de termos legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) no Brasil e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) na Europa, ainda precisamos evoluir. Custos e interesses muitas vezes deixam a proteção da privacidade fora da pauta, e isso é um problema sério”, alerta.

    Ainda assim, Santarém não acredita que o futuro será marcado por um atendimento totalmente automatizado. Ao contrário, projeta uma retomada do contato humano como diferencial. “Sou otimista em relação ao atendimento humano. Acho que haverá um momento em que vamos regredir no atendimento automatizado. Muitas pessoas ainda preferem abrir um cardápio físico em um restaurante em vez de usar QR Code. Esse contato pessoal pode voltar a ser o preferido”, reflete.

    Para ele, a saída está na fusão entre o digital e o humano, aproveitando o que cada um faz de melhor. “O ser humano não é apto para tarefas repetitivas, mas é insubstituível em inteligência, criatividade e sensibilidade. Já a automação pode dar agilidade e precisão a processos. O futuro do atendimento não será substituir um pelo outro, mas combinar os dois para oferecer experiências mais completas e humanas”, conclui.


(Disponível em: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/. Acesso em: janeiro de 2025).
De acordo com o texto, o professor José Eduardo Santarém destaca um problema específico dos sistemas de atendimento automatizados no cenário atual, que se trata da:
Alternativas
Q3888004 Libras
Em Libras, intensificadores e advérbios de modo são expressos por modificações no movimento e por expressões não manuais. Intensificadores, como o equivalente a “muito”, e advérbios de modo, como equivalente a “rápido”, podem alterar o padrão de movimento do verbo, cada qual de forma distinta.

Considerando a diferença funcional entre esses dois mecanismos, assinale a afirmativa correta sobre como cada um atua na língua de sinais.
Alternativas
Q3888003 Libras
Na Libras, alguns sinais são formados pela composição lexical, processo no qual dois sinais existentes são combinados para originar um novo sinal, cujo significado não corresponde à soma literal das partes.

Assinale a opção que apresenta um exemplo desse processo. 
Alternativas
Q3888002 Libras
Na Libras, a negação pode ser expressa dentro do próprio verbo quando o movimento inicial do sinal, em um primeiro momento, se completa com um movimento final contrário, caracterizando a negação incorporada.

Assinale a opção que apresenta um exemplo de incorporação de negação, de acordo com o processo descrito.
Alternativas
Q3888000 Libras
Durante uma atividade institucional, um intérprete de Libras-Língua Portuguesa demonstra excelente comunicação nas duas línguas numa interpretação simultânea. Porém, ao interpretar, apresenta perdas de sentido, hesitações e dificuldades de reorganizar o discurso entre as línguas.

Assinale a opção que explica adequadamente essa discrepância de desempenho.
Alternativas
Q3887999 Libras
Em uma audiência pública, que discute políticas linguísticas para estudantes surdos, um deputado afirma que a educação bilíngue de surdos consiste apenas em “oferecer Libras como disciplina opcional nas escolas regulares”. O intérprete de Libras, conhecendo a organização dessa modalidade no sistema educacional brasileiro, percebe que a fala não corresponde ao modelo oficialmente reconhecido.

Assinale a afirmativa que apresenta uma caracterização correta da educação bilíngue de surdos.
Alternativas
Q3887998 Libras
Em uma reunião técnica para padronização de procedimentos profissionais, a equipe de intérpretes de Libras discute como proceder diante de uma situação ética não prevista explicitamente no Código de Conduta e Ética da FEBRAPILS. Surge a dúvida sobre qual instância é responsável por orientar e decidir nesses casos.

Dirimida a dúvida, resta entendido que essa instância é o 
Alternativas
Q3887997 Libras
A equipe é convidada a analisar diferentes formas de constituição da identidade surda, considerando que a experiência visual, o contato com a comunidade e as práticas socioculturais produzem identidades distintas entre os próprios surdos.
Relacione as identidades surdas indicadas a seguir com suas características correspondentes.

1. Identidade surda política
2. Identidade surda híbrida
3. Identidade surda flutuante
4. Identidade surda embaçada

( ) Segue padrões ouvintes, resiste à Libras, valoriza a fala, rejeita intérpretes e associa a surdez a estigma.
( ) Assumem-se surdos, usam Libras sempre, participam da cultura surda, defendem educação bilíngue e atuam politicamente.
( ) Transitam da experiência ouvinte para a surdez; podem alternar entre Libras e língua oral; participam da comunidade surda, mas mantêm traços da identidade ouvinte.
( ) Vivenciam aprisionamento familiar ou clínico; desconhecem Libras; não se reconhecem nem como ouvintes nem como surdos; têm a vida regulada por ouvintes.

A correspondência correta, na ordem dada, é: 
Alternativas
Q3887996 Libras
Durante um debate interno sobre políticas de acessibilidade cultural, a Assembleia Legislativa analisa documentos que tratam da identidade e organização social de grupos minoritários. Um dos técnicos afirma que “comunidade surda e povo surdo são a mesma coisa, bastando que um grupo use a Libras para ser considerado comunidade.”

Com base nos estudos sobre cultura surda, assinale a opção que corrige adequadamente essa afirmação.
Alternativas
Q3887995 Libras
Em Libras, a soletração manual (datilologia) e os sinais desempenham funções distintas na composição do léxico.

Considerando essas diferenças, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3887994 Libras
Em uma capacitação interna na Assembleia Legislativa, servidores precisam compreender quais são as atribuições formais do Tradutor e Intérprete de Língua de Sinais (TILS), conforme previsto na legislação brasileira.
Avalie as afirmativas a seguir, relativas às atribuições profissionais previstas na Lei nº 12.319/2010, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.

I. É atribuição do TILS garantir a fidelidade ao conteúdo original, transmitindo o sentido do discurso entre Libras e Língua Portuguesa sem emitir opiniões pessoais ou acrescentar informações.
II. Compete ao TILS atuar na tradução de textos escritos da Língua Portuguesa para Libras e vice-versa, quando necessário ao contexto institucional.
III. É atribuição exclusiva do TILS realizar apoio pedagógico, elaborar planos de aula e adaptar materiais didáticos para estudantes surdos.
IV. A atuação do TILS pode ocorrer em diferentes contextos institucionais, incluindo ambientes educacionais, administrativos, jurídicos e comunitários.

As afirmativas são, respectivamente,
Alternativas
Q3887993 Libras
Durante a análise de políticas públicas de formação profissional, surge uma dúvida entre os servidores sobre quais cursos devem incluir o ensino da Libras segundo a legislação vigente. Para esclarecer, o técnico responsável consulta a Lei nº 10.436/2002.

Com base no Art. 4º dessa lei, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3887992 Libras
No estudo das políticas educacionais voltadas à acessibilidade linguística, a equipe analisa quais serviços públicos oferecem suporte específico à educação de pessoas surdas.
Um dos participantes menciona a existência do seguinte serviço responsável pela formação de profissionais, apoio pedagógico e produção de materiais acessíveis em Libras dentro das políticas nacionais de educação especial:
Alternativas
Q3887991 Libras
Em um estudo interno na Assembleia Legislativa, os participantes discutem as diferentes formas de narrar a trajetória histórica dos surdos no Brasil e observam que muitas versões tradicionais tornam invisíveis as experiências e perspectivas das próprias comunidades surdas.

Assinale a opção que apresenta a compreensão alinhada à visão cultural dos surdos.
Alternativas
Q3887990 Libras
Ao ingressar o público para uma audiência na Assembleia Legislativa, um servidor observa que uma pessoa utiliza um cordão de fita verde estampado com girassóis. O servidor, recém-integrado à equipe, pergunta ao técnico tradutor e intérprete de Libras qual é o significado desse símbolo e como deve proceder no atendimento.

Com base na Lei Brasileira de Inclusão, o uso do cordão de girassol
Alternativas
Q3887989 Libras
Durante a elaboração de um relatório interno na Assembleia Legislativa, um gestor solicita esclarecimentos sobre como deve ocorrer a capacitação institucional em Libras, segundo o Decreto nº 5.626/2005. Ele deseja compreender quais profissionais podem ser contemplados e qual é a finalidade de formação.

Com base no decreto, a capacitação em Libras deve
Alternativas
Q3887988 Libras
Apesar de muitas instituições públicas ainda apresentarem falhas na implementação das medidas previstas no Decreto nº 5.626/2005, suas determinações continuam vigentes e devem ser cumpridas pela Assembleia Legislativa para garantir atendimento adequado às pessoas surdas.

Com base no referido decreto, assinale uma obrigação institucional prevista para assegurar o atendimento adequado é 
Alternativas
Q3887987 Libras
Durante uma atividade de estudo sobre fonologia da Libras, um instrutor apresenta duas configurações de mão bastante utilizadas na descrição fonológica: a configuração de mão “C” e a configuração de mão “E”. Embora ambas envolvam dedos selecionados semelhantes, elas se diferenciam por um traço fonológico distinto que altera a forma dos dedos e produz significados diferentes no léxico da Libras.

O traço distintivo que diferencia a configuração de mão “C” da configuração de mão “E” é
Alternativas
Q3887986 Libras
Durante a produção de um sinal na Libras, a mão dominante toca a região do queixo, sem deslocamentos no espaço e mantendo a mesma configuração de mão durante toda a execução.

Assinale a opção que identifica corretamente a locação/ponto de articulação utilizada no sinal descrito.
Alternativas
Q3887984 Libras
Na Libras, alguns sinais apresentam formas muito semelhantes, mas têm significados diferentes, como ocorre nos sinais APRENDER e SÁBADO, que se diferenciam por uma pequena variação fonológica.

Assinale a opção que identifica o princípio fonológico da Libras responsável por distinguir sinais desse tipo.
Alternativas
Respostas
13701: A
13702: E
13703: A
13704: C
13705: D
13706: C
13707: B
13708: C
13709: E
13710: D
13711: A
13712: B
13713: B
13714: B
13715: C
13716: D
13717: E
13718: B
13719: A
13720: D