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Q4067582 Português
Os dentinhos da espiral comiam as notas 


    O capricho na escola não só se mostrava na caligrafia.

     Havia dois tipos de alunos na hora de entregar o trabalho para o professor: os que ofereciam o papel com a borda picotada da espiral, arrancado do caderno com violência, e os que destacavam os dentinhos minuciosamente com uma régua.

    O primeiro grupo se revelava mais rebelde, contrariado, desaforado, nem aí para as expectativas. O segundo se caracterizava como organizado e metódico, querendo agradar.

     Eu fazia parte do time do esmero e do cuidado. Sem tesoura, eu umedecia a lateral com a saliva, guilhotinava com calma e transformava a página cortada na inteireza de um ofício. Não suportava devolver as provas com as serrilhas. Acreditava que aqueles furinhos me tirariam nota. Não sei se influenciavam o conceito, mas ajudavam na apresentação. Sequer para traficar bilhetes secretamente, por baixo das classes, eu me permitia o desleixo. 

    Todo CDF na infância vai exibir TOC na vida adulta. É uma evolução natural das siglas.

    Durante quinze anos, convivi com cadernos. Constituíam a minha fonte de conhecimento. Não havia celular, tablet, computador. Anotava-se tudo com lápis e caneta.

    Fui criado na escassez. Lembro que economizávamos o número de folhas. Porque o caderno de capa dura, espiral, custava caro. Cada página equivalia a dinheiro vivo. Chegávamos a contar as que faltavam e checar se resistiriam até o fim do ano. Estudávamos no limite. Nem sempre podíamos emprestar uma folhinha para os colegas. Seguíamos um planejamento, um racionamento extremo. Um dia sim, outro não. Evitávamos que a bíblia de uma disciplina emagrecesse velozmente, a ponto de beirar a inanição. Então, passávamos a demanda adiante: “não tenho como, pede hoje para fulano”.

    No cumprimento da lista do material escolar, lutávamos para escolhê-los, tanto pela ilustração da capa quanto pelo seu volume. Persuadíamos os pais em longa negociação.

    Existia o de 48 folhas, para cargas horárias menores, como a de Religião; o de 96 folhas, o clássico absoluto, o mais comprado; o de 120 folhas, destinado aos mais abastados; e o inacessível de 200 folhas, de caráter universitário, um trambolho, um luxo, que vinha com adesivos e divisórias coloridas para várias matérias.

    O peso da mochila representava status. Quanto mais tijolo, maior o poder aquisitivo do estudante. Quanto mais leve, menos cadernos ele tinha conseguido adquirir.

    Não me arriscava a montar aviõezinhos ou barquinhos e gastar o meu futuro. Bem que eu desejava acompanhar os perdulários da turma e me dedicar à arte das dobraduras.

    Ficava sem jeito quando a garota de quem eu gostava inventava de deixar um rabisco no miolo de uma página: meu coração acelerava, com a culpa de que ela consumiria o espaço de muitas lições a ser copiadas do quadro. Como explicar o desperdício em casa? Tratava-se de uma jura precoce, de uma corajosa renúncia.

     Restava-me diminuir a letra para que coubesse o meu amor.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
No texto, aparecem palavras grafadas com x, como “expectativas”, “exibir” e “extremo”. A alternativa em que uma palavra também está corretamente grafada com x é:
Alternativas
Q4067581 Português
Os dentinhos da espiral comiam as notas 


    O capricho na escola não só se mostrava na caligrafia.

     Havia dois tipos de alunos na hora de entregar o trabalho para o professor: os que ofereciam o papel com a borda picotada da espiral, arrancado do caderno com violência, e os que destacavam os dentinhos minuciosamente com uma régua.

    O primeiro grupo se revelava mais rebelde, contrariado, desaforado, nem aí para as expectativas. O segundo se caracterizava como organizado e metódico, querendo agradar.

     Eu fazia parte do time do esmero e do cuidado. Sem tesoura, eu umedecia a lateral com a saliva, guilhotinava com calma e transformava a página cortada na inteireza de um ofício. Não suportava devolver as provas com as serrilhas. Acreditava que aqueles furinhos me tirariam nota. Não sei se influenciavam o conceito, mas ajudavam na apresentação. Sequer para traficar bilhetes secretamente, por baixo das classes, eu me permitia o desleixo. 

    Todo CDF na infância vai exibir TOC na vida adulta. É uma evolução natural das siglas.

    Durante quinze anos, convivi com cadernos. Constituíam a minha fonte de conhecimento. Não havia celular, tablet, computador. Anotava-se tudo com lápis e caneta.

    Fui criado na escassez. Lembro que economizávamos o número de folhas. Porque o caderno de capa dura, espiral, custava caro. Cada página equivalia a dinheiro vivo. Chegávamos a contar as que faltavam e checar se resistiriam até o fim do ano. Estudávamos no limite. Nem sempre podíamos emprestar uma folhinha para os colegas. Seguíamos um planejamento, um racionamento extremo. Um dia sim, outro não. Evitávamos que a bíblia de uma disciplina emagrecesse velozmente, a ponto de beirar a inanição. Então, passávamos a demanda adiante: “não tenho como, pede hoje para fulano”.

    No cumprimento da lista do material escolar, lutávamos para escolhê-los, tanto pela ilustração da capa quanto pelo seu volume. Persuadíamos os pais em longa negociação.

    Existia o de 48 folhas, para cargas horárias menores, como a de Religião; o de 96 folhas, o clássico absoluto, o mais comprado; o de 120 folhas, destinado aos mais abastados; e o inacessível de 200 folhas, de caráter universitário, um trambolho, um luxo, que vinha com adesivos e divisórias coloridas para várias matérias.

    O peso da mochila representava status. Quanto mais tijolo, maior o poder aquisitivo do estudante. Quanto mais leve, menos cadernos ele tinha conseguido adquirir.

    Não me arriscava a montar aviõezinhos ou barquinhos e gastar o meu futuro. Bem que eu desejava acompanhar os perdulários da turma e me dedicar à arte das dobraduras.

    Ficava sem jeito quando a garota de quem eu gostava inventava de deixar um rabisco no miolo de uma página: meu coração acelerava, com a culpa de que ela consumiria o espaço de muitas lições a ser copiadas do quadro. Como explicar o desperdício em casa? Tratava-se de uma jura precoce, de uma corajosa renúncia.

     Restava-me diminuir a letra para que coubesse o meu amor.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
No contexto da relação entre letras e fonemas, a palavra retirada do texto em que há mais letras do que fonemas é:
Alternativas
Q4067580 Português
Os dentinhos da espiral comiam as notas 


    O capricho na escola não só se mostrava na caligrafia.

     Havia dois tipos de alunos na hora de entregar o trabalho para o professor: os que ofereciam o papel com a borda picotada da espiral, arrancado do caderno com violência, e os que destacavam os dentinhos minuciosamente com uma régua.

    O primeiro grupo se revelava mais rebelde, contrariado, desaforado, nem aí para as expectativas. O segundo se caracterizava como organizado e metódico, querendo agradar.

     Eu fazia parte do time do esmero e do cuidado. Sem tesoura, eu umedecia a lateral com a saliva, guilhotinava com calma e transformava a página cortada na inteireza de um ofício. Não suportava devolver as provas com as serrilhas. Acreditava que aqueles furinhos me tirariam nota. Não sei se influenciavam o conceito, mas ajudavam na apresentação. Sequer para traficar bilhetes secretamente, por baixo das classes, eu me permitia o desleixo. 

    Todo CDF na infância vai exibir TOC na vida adulta. É uma evolução natural das siglas.

    Durante quinze anos, convivi com cadernos. Constituíam a minha fonte de conhecimento. Não havia celular, tablet, computador. Anotava-se tudo com lápis e caneta.

    Fui criado na escassez. Lembro que economizávamos o número de folhas. Porque o caderno de capa dura, espiral, custava caro. Cada página equivalia a dinheiro vivo. Chegávamos a contar as que faltavam e checar se resistiriam até o fim do ano. Estudávamos no limite. Nem sempre podíamos emprestar uma folhinha para os colegas. Seguíamos um planejamento, um racionamento extremo. Um dia sim, outro não. Evitávamos que a bíblia de uma disciplina emagrecesse velozmente, a ponto de beirar a inanição. Então, passávamos a demanda adiante: “não tenho como, pede hoje para fulano”.

    No cumprimento da lista do material escolar, lutávamos para escolhê-los, tanto pela ilustração da capa quanto pelo seu volume. Persuadíamos os pais em longa negociação.

    Existia o de 48 folhas, para cargas horárias menores, como a de Religião; o de 96 folhas, o clássico absoluto, o mais comprado; o de 120 folhas, destinado aos mais abastados; e o inacessível de 200 folhas, de caráter universitário, um trambolho, um luxo, que vinha com adesivos e divisórias coloridas para várias matérias.

    O peso da mochila representava status. Quanto mais tijolo, maior o poder aquisitivo do estudante. Quanto mais leve, menos cadernos ele tinha conseguido adquirir.

    Não me arriscava a montar aviõezinhos ou barquinhos e gastar o meu futuro. Bem que eu desejava acompanhar os perdulários da turma e me dedicar à arte das dobraduras.

    Ficava sem jeito quando a garota de quem eu gostava inventava de deixar um rabisco no miolo de uma página: meu coração acelerava, com a culpa de que ela consumiria o espaço de muitas lições a ser copiadas do quadro. Como explicar o desperdício em casa? Tratava-se de uma jura precoce, de uma corajosa renúncia.

     Restava-me diminuir a letra para que coubesse o meu amor.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
Algumas palavras do texto podem ser substituídas por outras sem prejuízo relevante ao sentido construído no período em que aparecem. Analise as assertivas:

I. Em “destacavam os dentinhos minuciosamente com uma régua”, a palavra minuciosamente pode ser substituída por cuidadosamente, mantendo a ideia de atenção ao detalhe.
II. Em “os perdulários da turma”, a palavra perdulários pode ser substituída por econômicos, mantendo a ideia de colegas que evitavam gastar folhas.
III. Em “Fui criado na escassez”, a palavra escassez pode ser substituída por limitação, preservando a noção de poucos recursos disponíveis.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4067579 Português
Os dentinhos da espiral comiam as notas 


    O capricho na escola não só se mostrava na caligrafia.

     Havia dois tipos de alunos na hora de entregar o trabalho para o professor: os que ofereciam o papel com a borda picotada da espiral, arrancado do caderno com violência, e os que destacavam os dentinhos minuciosamente com uma régua.

    O primeiro grupo se revelava mais rebelde, contrariado, desaforado, nem aí para as expectativas. O segundo se caracterizava como organizado e metódico, querendo agradar.

     Eu fazia parte do time do esmero e do cuidado. Sem tesoura, eu umedecia a lateral com a saliva, guilhotinava com calma e transformava a página cortada na inteireza de um ofício. Não suportava devolver as provas com as serrilhas. Acreditava que aqueles furinhos me tirariam nota. Não sei se influenciavam o conceito, mas ajudavam na apresentação. Sequer para traficar bilhetes secretamente, por baixo das classes, eu me permitia o desleixo. 

    Todo CDF na infância vai exibir TOC na vida adulta. É uma evolução natural das siglas.

    Durante quinze anos, convivi com cadernos. Constituíam a minha fonte de conhecimento. Não havia celular, tablet, computador. Anotava-se tudo com lápis e caneta.

    Fui criado na escassez. Lembro que economizávamos o número de folhas. Porque o caderno de capa dura, espiral, custava caro. Cada página equivalia a dinheiro vivo. Chegávamos a contar as que faltavam e checar se resistiriam até o fim do ano. Estudávamos no limite. Nem sempre podíamos emprestar uma folhinha para os colegas. Seguíamos um planejamento, um racionamento extremo. Um dia sim, outro não. Evitávamos que a bíblia de uma disciplina emagrecesse velozmente, a ponto de beirar a inanição. Então, passávamos a demanda adiante: “não tenho como, pede hoje para fulano”.

    No cumprimento da lista do material escolar, lutávamos para escolhê-los, tanto pela ilustração da capa quanto pelo seu volume. Persuadíamos os pais em longa negociação.

    Existia o de 48 folhas, para cargas horárias menores, como a de Religião; o de 96 folhas, o clássico absoluto, o mais comprado; o de 120 folhas, destinado aos mais abastados; e o inacessível de 200 folhas, de caráter universitário, um trambolho, um luxo, que vinha com adesivos e divisórias coloridas para várias matérias.

    O peso da mochila representava status. Quanto mais tijolo, maior o poder aquisitivo do estudante. Quanto mais leve, menos cadernos ele tinha conseguido adquirir.

    Não me arriscava a montar aviõezinhos ou barquinhos e gastar o meu futuro. Bem que eu desejava acompanhar os perdulários da turma e me dedicar à arte das dobraduras.

    Ficava sem jeito quando a garota de quem eu gostava inventava de deixar um rabisco no miolo de uma página: meu coração acelerava, com a culpa de que ela consumiria o espaço de muitas lições a ser copiadas do quadro. Como explicar o desperdício em casa? Tratava-se de uma jura precoce, de uma corajosa renúncia.

     Restava-me diminuir a letra para que coubesse o meu amor.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
No trecho final, “Restava-me diminuir a letra para que coubesse o meu amor”, o narrador constrói um efeito expressivo ao relacionar:
Alternativas
Q4067578 Português
Os dentinhos da espiral comiam as notas 


    O capricho na escola não só se mostrava na caligrafia.

     Havia dois tipos de alunos na hora de entregar o trabalho para o professor: os que ofereciam o papel com a borda picotada da espiral, arrancado do caderno com violência, e os que destacavam os dentinhos minuciosamente com uma régua.

    O primeiro grupo se revelava mais rebelde, contrariado, desaforado, nem aí para as expectativas. O segundo se caracterizava como organizado e metódico, querendo agradar.

     Eu fazia parte do time do esmero e do cuidado. Sem tesoura, eu umedecia a lateral com a saliva, guilhotinava com calma e transformava a página cortada na inteireza de um ofício. Não suportava devolver as provas com as serrilhas. Acreditava que aqueles furinhos me tirariam nota. Não sei se influenciavam o conceito, mas ajudavam na apresentação. Sequer para traficar bilhetes secretamente, por baixo das classes, eu me permitia o desleixo. 

    Todo CDF na infância vai exibir TOC na vida adulta. É uma evolução natural das siglas.

    Durante quinze anos, convivi com cadernos. Constituíam a minha fonte de conhecimento. Não havia celular, tablet, computador. Anotava-se tudo com lápis e caneta.

    Fui criado na escassez. Lembro que economizávamos o número de folhas. Porque o caderno de capa dura, espiral, custava caro. Cada página equivalia a dinheiro vivo. Chegávamos a contar as que faltavam e checar se resistiriam até o fim do ano. Estudávamos no limite. Nem sempre podíamos emprestar uma folhinha para os colegas. Seguíamos um planejamento, um racionamento extremo. Um dia sim, outro não. Evitávamos que a bíblia de uma disciplina emagrecesse velozmente, a ponto de beirar a inanição. Então, passávamos a demanda adiante: “não tenho como, pede hoje para fulano”.

    No cumprimento da lista do material escolar, lutávamos para escolhê-los, tanto pela ilustração da capa quanto pelo seu volume. Persuadíamos os pais em longa negociação.

    Existia o de 48 folhas, para cargas horárias menores, como a de Religião; o de 96 folhas, o clássico absoluto, o mais comprado; o de 120 folhas, destinado aos mais abastados; e o inacessível de 200 folhas, de caráter universitário, um trambolho, um luxo, que vinha com adesivos e divisórias coloridas para várias matérias.

    O peso da mochila representava status. Quanto mais tijolo, maior o poder aquisitivo do estudante. Quanto mais leve, menos cadernos ele tinha conseguido adquirir.

    Não me arriscava a montar aviõezinhos ou barquinhos e gastar o meu futuro. Bem que eu desejava acompanhar os perdulários da turma e me dedicar à arte das dobraduras.

    Ficava sem jeito quando a garota de quem eu gostava inventava de deixar um rabisco no miolo de uma página: meu coração acelerava, com a culpa de que ela consumiria o espaço de muitas lições a ser copiadas do quadro. Como explicar o desperdício em casa? Tratava-se de uma jura precoce, de uma corajosa renúncia.

     Restava-me diminuir a letra para que coubesse o meu amor.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
No texto, o narrador associa o cuidado com as folhas do caderno a uma experiência escolar marcada pela escassez. Essa relação fica mais evidente quando ele apresenta o caderno como um objeto que:
Alternativas
Q4066892 Português
Acerca da saúde mental no ambiente de trabalho, analise as partes que seguem: O trabalho e a saúde mental possuem uma ligação direta, em que o ambiente profissional só pode promover adoecimento (1a parte); enquanto uma ocupação saudável oferece propósito e inserção social (2a parte), contextos marcados por cobranças abusivas, falta de autonomia ou assédio tornam-se gatilhos para o esgotamento e transtornos de ansiedade (3a parte).
Acerca das partes, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4066886 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Como se prevenir de doenças virais


    Prevenir-se de doenças virais não é uma tarefa fácil, uma vez que existem diversos vírus, os quais podem ser transmitidos de diferentes formas. Entretanto, algumas doenças relativamente comuns podem ser evitadas com medidas bastante simples.


    Muitas das doenças causadas por vírus são transmitidas por meio do contato com secreções ou gotículas de saliva. Outras são transmitidas por vetores ou até mesmo por alimentos contaminados. Algumas recomendações gerais podem ser adotadas para a prevenção de doenças causadas por vírus.


    Dicas para evitar doenças virais


• Lavar sempre as mãos, principalmente antes de se alimentar e após ir ao banheiro.


• Alimentar-se apenas em locais que obedecem às normas da Vigilância Sanitária.


• Utilizar repelentes em áreas com grande quantidade de mosquitos, dando atenção especial às regiões que apresentam mosquitos Aedes aegypti.


• Vacinar-se obedecendo às orientações dos calendários de vacinação. Uma grande variedade de doenças pode ser prevenida com a vacina, como gripe, raiva, sarampo e catapora.


• Evitar aglomerações de pessoas em épocas de surtos de determinadas doenças. Em surtos de gripe, por exemplo, deve-se evitar locais fechados e com muitas pessoas.


Autor: SANTOS, Vanessa dos. Como se prevenir de doenças virais.

Brasil Escola.

Sobre as palavras secreções, alimentos, gripe e banheiro, encontradas ao longo do texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4066885 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Como se prevenir de doenças virais


    Prevenir-se de doenças virais não é uma tarefa fácil, uma vez que existem diversos vírus, os quais podem ser transmitidos de diferentes formas. Entretanto, algumas doenças relativamente comuns podem ser evitadas com medidas bastante simples.


    Muitas das doenças causadas por vírus são transmitidas por meio do contato com secreções ou gotículas de saliva. Outras são transmitidas por vetores ou até mesmo por alimentos contaminados. Algumas recomendações gerais podem ser adotadas para a prevenção de doenças causadas por vírus.


    Dicas para evitar doenças virais


• Lavar sempre as mãos, principalmente antes de se alimentar e após ir ao banheiro.


• Alimentar-se apenas em locais que obedecem às normas da Vigilância Sanitária.


• Utilizar repelentes em áreas com grande quantidade de mosquitos, dando atenção especial às regiões que apresentam mosquitos Aedes aegypti.


• Vacinar-se obedecendo às orientações dos calendários de vacinação. Uma grande variedade de doenças pode ser prevenida com a vacina, como gripe, raiva, sarampo e catapora.


• Evitar aglomerações de pessoas em épocas de surtos de determinadas doenças. Em surtos de gripe, por exemplo, deve-se evitar locais fechados e com muitas pessoas.


Autor: SANTOS, Vanessa dos. Como se prevenir de doenças virais.

Brasil Escola.

No trecho Outras são transmitidas por vetores ou até mesmo por alimentos contaminados, encontrado no segundo parágrafo do texto, a palavra sublinhada refere-se à:
Alternativas
Q4066884 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Como se prevenir de doenças virais


    Prevenir-se de doenças virais não é uma tarefa fácil, uma vez que existem diversos vírus, os quais podem ser transmitidos de diferentes formas. Entretanto, algumas doenças relativamente comuns podem ser evitadas com medidas bastante simples.


    Muitas das doenças causadas por vírus são transmitidas por meio do contato com secreções ou gotículas de saliva. Outras são transmitidas por vetores ou até mesmo por alimentos contaminados. Algumas recomendações gerais podem ser adotadas para a prevenção de doenças causadas por vírus.


    Dicas para evitar doenças virais


• Lavar sempre as mãos, principalmente antes de se alimentar e após ir ao banheiro.


• Alimentar-se apenas em locais que obedecem às normas da Vigilância Sanitária.


• Utilizar repelentes em áreas com grande quantidade de mosquitos, dando atenção especial às regiões que apresentam mosquitos Aedes aegypti.


• Vacinar-se obedecendo às orientações dos calendários de vacinação. Uma grande variedade de doenças pode ser prevenida com a vacina, como gripe, raiva, sarampo e catapora.


• Evitar aglomerações de pessoas em épocas de surtos de determinadas doenças. Em surtos de gripe, por exemplo, deve-se evitar locais fechados e com muitas pessoas.


Autor: SANTOS, Vanessa dos. Como se prevenir de doenças virais.

Brasil Escola.

No período Prevenir-se de doenças virais não é uma tarefa fácil, uma vez que existem diversos vírus, a expressão sublinhada pode ser substituída por qual palavra sem alterar o sentido do texto?
Alternativas
Q4066883 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Como se prevenir de doenças virais


    Prevenir-se de doenças virais não é uma tarefa fácil, uma vez que existem diversos vírus, os quais podem ser transmitidos de diferentes formas. Entretanto, algumas doenças relativamente comuns podem ser evitadas com medidas bastante simples.


    Muitas das doenças causadas por vírus são transmitidas por meio do contato com secreções ou gotículas de saliva. Outras são transmitidas por vetores ou até mesmo por alimentos contaminados. Algumas recomendações gerais podem ser adotadas para a prevenção de doenças causadas por vírus.


    Dicas para evitar doenças virais


• Lavar sempre as mãos, principalmente antes de se alimentar e após ir ao banheiro.


• Alimentar-se apenas em locais que obedecem às normas da Vigilância Sanitária.


• Utilizar repelentes em áreas com grande quantidade de mosquitos, dando atenção especial às regiões que apresentam mosquitos Aedes aegypti.


• Vacinar-se obedecendo às orientações dos calendários de vacinação. Uma grande variedade de doenças pode ser prevenida com a vacina, como gripe, raiva, sarampo e catapora.


• Evitar aglomerações de pessoas em épocas de surtos de determinadas doenças. Em surtos de gripe, por exemplo, deve-se evitar locais fechados e com muitas pessoas.


Autor: SANTOS, Vanessa dos. Como se prevenir de doenças virais.

Brasil Escola.

Assinale a alternativa que substitui o termo vetores, encontrado no segundo parágrafo do texto:
Alternativas
Q4066785 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


Humanos e máquinas


    Humanos e máquinas poderão se fundir tão completamente que os humanos não serão capazes de sobreviver se estiverem desconectados da rede. Estarão conectados desde o útero, e, se em algum momento da vida você optar por se desconectar, as companhias de seguro talvez se recusem a lhe fazer um seguro de vida, empregadores talvez se recusem a empregá-lo, e serviços de saúde talvez se recusem a cuidar de você. Na grande batalha entre saúde e privacidade, a saúde provavelmente vencerá sem muito esforço.

    À medida que, através de sensores biométricos, cada vez mais dados fluírem de seu corpo e de seu cérebro para máquinas inteligentes, será fácil para corporações e agências do governo conhecer você, manipular você e tomar decisões por você. Mais importante ainda, eles serão capazes de decifrar os mecanismos profundos de todos os corpos e cérebros, e com isso adquirir o poder de fazer a engenharia da vida. Se quisermos evitar que uma pequena elite monopolize esses poderes, que parecem divinos, e se quisermos impedir que a humanidade se fragmente em castas biológicas, a questão-chave é: quem é dono dos dados? Os dados do meu DNA, meu cérebro e minha vida pertencem a mim, ao governo, a uma corporação ou ao coletivo humano?

    Melhor será invocar juristas, políticos, filósofos e artistas para que voltem sua atenção para esta charada: como regular a propriedade de dados? Essa talvez seja a questão política mais importante de nossa era.


(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 questões para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 109-110)
Entre os efeitos que advirão de uma completa fusão do homem com as máquinas, o mais grave deles, sendo estrutural, representa-se nesta expressão do texto:
Alternativas
Q4066784 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


Humanos e máquinas


    Humanos e máquinas poderão se fundir tão completamente que os humanos não serão capazes de sobreviver se estiverem desconectados da rede. Estarão conectados desde o útero, e, se em algum momento da vida você optar por se desconectar, as companhias de seguro talvez se recusem a lhe fazer um seguro de vida, empregadores talvez se recusem a empregá-lo, e serviços de saúde talvez se recusem a cuidar de você. Na grande batalha entre saúde e privacidade, a saúde provavelmente vencerá sem muito esforço.

    À medida que, através de sensores biométricos, cada vez mais dados fluírem de seu corpo e de seu cérebro para máquinas inteligentes, será fácil para corporações e agências do governo conhecer você, manipular você e tomar decisões por você. Mais importante ainda, eles serão capazes de decifrar os mecanismos profundos de todos os corpos e cérebros, e com isso adquirir o poder de fazer a engenharia da vida. Se quisermos evitar que uma pequena elite monopolize esses poderes, que parecem divinos, e se quisermos impedir que a humanidade se fragmente em castas biológicas, a questão-chave é: quem é dono dos dados? Os dados do meu DNA, meu cérebro e minha vida pertencem a mim, ao governo, a uma corporação ou ao coletivo humano?

    Melhor será invocar juristas, políticos, filósofos e artistas para que voltem sua atenção para esta charada: como regular a propriedade de dados? Essa talvez seja a questão política mais importante de nossa era.


(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 questões para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 109-110)
Ao longo do texto, o autor trabalha com a hipótese de que o ser humano,
Alternativas
Q4066783 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


O devaneio é uma doença?


    Cansada de sonhar de olhos abertos, uma leitora, Ana, quer saber mais sobre devaneios: "Por que acabo sempre fugindo para esse lugar fictício, onde tudo pode ser tão melhor ou pior, um mundo do que poderia ser, do que poderia ter sido, da pior hipótese fantástica, pretéritos imperfeitos, mais-que-perfeitos, futuros incertos - e quando vejo, perdi tanto tempo com isso?"

    Tenho carinho pelos sonhos de olhos abertos. Até o começo da adolescência, o devaneio era meu aliado contra o que me parecia será mediocridade do mundo. Para mim, como para Ana, o devaneio era o país de onde eu vinha (minha origem escondida) ou minha pátria futura; de um jeito ou de outro, era meu passaporte para um outro mundo, que me salvaria de meu lugar e de meu presente.

    Graças ao devaneio, assisti a centenas de aulas chatérrimas, aparentando minha absoluta atenção (embora de olhos um tanto vidrados). Quando atravessei a dolorosa época em que os adolescentes menosprezam os pais, o devaneio me consolou, alimentando-a certeza de que eu, de fato, pertencia a outra família.

    Enfim, à força de contar histórias para mim mesmo, aprendi a contá-las para os outros. O que fez com que aos poucos meu devaneio se acalmasse - por sorte, sem se exaurir. Será que eu amadureci? Ou será que as aulas, o trabalho e os amores se tornaram interessantes, e a necessidade de sonhar diminuiu? Na hora de explicar o excesso de devaneio, o adolescente tende a acusar a realidade na qual vive, a qual mereceria o enfado que ela lhe inspira. Mas, em geral, não há realidade enfadonha, apenas indivíduos enfadados, que, por alguma razão, não enxergam o encanto possível do dia a dia.

    Ao devanear, eu me afasto da realidade. Por outro lado, sem devanear mal consigo inventar e desejar realidades diferentes. O que é pior? Entre renunciara devanear e sucumbir ao devaneio, talvez seja pior renunciar a devanear. Infelizmente, enquanto a gente sonha sossegado, alguns se esforçam para transformar o devaneio num transtorno, senão numa doença. No fundo, nada disso me estranha. Desde o século 19 as regras para uma vida saudável (física e psíquica) são nossa nova moral. E esse ataque contra o devaneio era previsível: qualquer forma de poder prefere limitar os sonhos de seus sujeitos.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveite a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, p. 147-150, passim)
Infelizmente, enquanto agente sonha sossegado, alguns se esforçam para transformar o devaneio num transtorno.

Numa nova redação, na qual se mantenham a correção e o sentido básico da frase acima, o elemento sublinhado pode ser adequadamente substituído por:
Alternativas
Q4066781 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


O devaneio é uma doença?


    Cansada de sonhar de olhos abertos, uma leitora, Ana, quer saber mais sobre devaneios: "Por que acabo sempre fugindo para esse lugar fictício, onde tudo pode ser tão melhor ou pior, um mundo do que poderia ser, do que poderia ter sido, da pior hipótese fantástica, pretéritos imperfeitos, mais-que-perfeitos, futuros incertos - e quando vejo, perdi tanto tempo com isso?"

    Tenho carinho pelos sonhos de olhos abertos. Até o começo da adolescência, o devaneio era meu aliado contra o que me parecia será mediocridade do mundo. Para mim, como para Ana, o devaneio era o país de onde eu vinha (minha origem escondida) ou minha pátria futura; de um jeito ou de outro, era meu passaporte para um outro mundo, que me salvaria de meu lugar e de meu presente.

    Graças ao devaneio, assisti a centenas de aulas chatérrimas, aparentando minha absoluta atenção (embora de olhos um tanto vidrados). Quando atravessei a dolorosa época em que os adolescentes menosprezam os pais, o devaneio me consolou, alimentando-a certeza de que eu, de fato, pertencia a outra família.

    Enfim, à força de contar histórias para mim mesmo, aprendi a contá-las para os outros. O que fez com que aos poucos meu devaneio se acalmasse - por sorte, sem se exaurir. Será que eu amadureci? Ou será que as aulas, o trabalho e os amores se tornaram interessantes, e a necessidade de sonhar diminuiu? Na hora de explicar o excesso de devaneio, o adolescente tende a acusar a realidade na qual vive, a qual mereceria o enfado que ela lhe inspira. Mas, em geral, não há realidade enfadonha, apenas indivíduos enfadados, que, por alguma razão, não enxergam o encanto possível do dia a dia.

    Ao devanear, eu me afasto da realidade. Por outro lado, sem devanear mal consigo inventar e desejar realidades diferentes. O que é pior? Entre renunciara devanear e sucumbir ao devaneio, talvez seja pior renunciar a devanear. Infelizmente, enquanto a gente sonha sossegado, alguns se esforçam para transformar o devaneio num transtorno, senão numa doença. No fundo, nada disso me estranha. Desde o século 19 as regras para uma vida saudável (física e psíquica) são nossa nova moral. E esse ataque contra o devaneio era previsível: qualquer forma de poder prefere limitar os sonhos de seus sujeitos.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveite a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, p. 147-150, passim)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
Alternativas
Q4066780 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


O devaneio é uma doença?


    Cansada de sonhar de olhos abertos, uma leitora, Ana, quer saber mais sobre devaneios: "Por que acabo sempre fugindo para esse lugar fictício, onde tudo pode ser tão melhor ou pior, um mundo do que poderia ser, do que poderia ter sido, da pior hipótese fantástica, pretéritos imperfeitos, mais-que-perfeitos, futuros incertos - e quando vejo, perdi tanto tempo com isso?"

    Tenho carinho pelos sonhos de olhos abertos. Até o começo da adolescência, o devaneio era meu aliado contra o que me parecia será mediocridade do mundo. Para mim, como para Ana, o devaneio era o país de onde eu vinha (minha origem escondida) ou minha pátria futura; de um jeito ou de outro, era meu passaporte para um outro mundo, que me salvaria de meu lugar e de meu presente.

    Graças ao devaneio, assisti a centenas de aulas chatérrimas, aparentando minha absoluta atenção (embora de olhos um tanto vidrados). Quando atravessei a dolorosa época em que os adolescentes menosprezam os pais, o devaneio me consolou, alimentando-a certeza de que eu, de fato, pertencia a outra família.

    Enfim, à força de contar histórias para mim mesmo, aprendi a contá-las para os outros. O que fez com que aos poucos meu devaneio se acalmasse - por sorte, sem se exaurir. Será que eu amadureci? Ou será que as aulas, o trabalho e os amores se tornaram interessantes, e a necessidade de sonhar diminuiu? Na hora de explicar o excesso de devaneio, o adolescente tende a acusar a realidade na qual vive, a qual mereceria o enfado que ela lhe inspira. Mas, em geral, não há realidade enfadonha, apenas indivíduos enfadados, que, por alguma razão, não enxergam o encanto possível do dia a dia.

    Ao devanear, eu me afasto da realidade. Por outro lado, sem devanear mal consigo inventar e desejar realidades diferentes. O que é pior? Entre renunciara devanear e sucumbir ao devaneio, talvez seja pior renunciar a devanear. Infelizmente, enquanto a gente sonha sossegado, alguns se esforçam para transformar o devaneio num transtorno, senão numa doença. No fundo, nada disso me estranha. Desde o século 19 as regras para uma vida saudável (física e psíquica) são nossa nova moral. E esse ataque contra o devaneio era previsível: qualquer forma de poder prefere limitar os sonhos de seus sujeitos.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveite a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, p. 147-150, passim)
A interrogação "Será que eu amadureci?", no contexto do 4º parágrafo, deriva da seguinte percepção que o autor passou a ter:
Alternativas
Q4066779 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


O devaneio é uma doença?


    Cansada de sonhar de olhos abertos, uma leitora, Ana, quer saber mais sobre devaneios: "Por que acabo sempre fugindo para esse lugar fictício, onde tudo pode ser tão melhor ou pior, um mundo do que poderia ser, do que poderia ter sido, da pior hipótese fantástica, pretéritos imperfeitos, mais-que-perfeitos, futuros incertos - e quando vejo, perdi tanto tempo com isso?"

    Tenho carinho pelos sonhos de olhos abertos. Até o começo da adolescência, o devaneio era meu aliado contra o que me parecia será mediocridade do mundo. Para mim, como para Ana, o devaneio era o país de onde eu vinha (minha origem escondida) ou minha pátria futura; de um jeito ou de outro, era meu passaporte para um outro mundo, que me salvaria de meu lugar e de meu presente.

    Graças ao devaneio, assisti a centenas de aulas chatérrimas, aparentando minha absoluta atenção (embora de olhos um tanto vidrados). Quando atravessei a dolorosa época em que os adolescentes menosprezam os pais, o devaneio me consolou, alimentando-a certeza de que eu, de fato, pertencia a outra família.

    Enfim, à força de contar histórias para mim mesmo, aprendi a contá-las para os outros. O que fez com que aos poucos meu devaneio se acalmasse - por sorte, sem se exaurir. Será que eu amadureci? Ou será que as aulas, o trabalho e os amores se tornaram interessantes, e a necessidade de sonhar diminuiu? Na hora de explicar o excesso de devaneio, o adolescente tende a acusar a realidade na qual vive, a qual mereceria o enfado que ela lhe inspira. Mas, em geral, não há realidade enfadonha, apenas indivíduos enfadados, que, por alguma razão, não enxergam o encanto possível do dia a dia.

    Ao devanear, eu me afasto da realidade. Por outro lado, sem devanear mal consigo inventar e desejar realidades diferentes. O que é pior? Entre renunciara devanear e sucumbir ao devaneio, talvez seja pior renunciar a devanear. Infelizmente, enquanto a gente sonha sossegado, alguns se esforçam para transformar o devaneio num transtorno, senão numa doença. No fundo, nada disso me estranha. Desde o século 19 as regras para uma vida saudável (física e psíquica) são nossa nova moral. E esse ataque contra o devaneio era previsível: qualquer forma de poder prefere limitar os sonhos de seus sujeitos.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveite a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, p. 147-150, passim)
No último parágrafo, o autor admite que
Alternativas
Q4066778 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


O devaneio é uma doença?


    Cansada de sonhar de olhos abertos, uma leitora, Ana, quer saber mais sobre devaneios: "Por que acabo sempre fugindo para esse lugar fictício, onde tudo pode ser tão melhor ou pior, um mundo do que poderia ser, do que poderia ter sido, da pior hipótese fantástica, pretéritos imperfeitos, mais-que-perfeitos, futuros incertos - e quando vejo, perdi tanto tempo com isso?"

    Tenho carinho pelos sonhos de olhos abertos. Até o começo da adolescência, o devaneio era meu aliado contra o que me parecia será mediocridade do mundo. Para mim, como para Ana, o devaneio era o país de onde eu vinha (minha origem escondida) ou minha pátria futura; de um jeito ou de outro, era meu passaporte para um outro mundo, que me salvaria de meu lugar e de meu presente.

    Graças ao devaneio, assisti a centenas de aulas chatérrimas, aparentando minha absoluta atenção (embora de olhos um tanto vidrados). Quando atravessei a dolorosa época em que os adolescentes menosprezam os pais, o devaneio me consolou, alimentando-a certeza de que eu, de fato, pertencia a outra família.

    Enfim, à força de contar histórias para mim mesmo, aprendi a contá-las para os outros. O que fez com que aos poucos meu devaneio se acalmasse - por sorte, sem se exaurir. Será que eu amadureci? Ou será que as aulas, o trabalho e os amores se tornaram interessantes, e a necessidade de sonhar diminuiu? Na hora de explicar o excesso de devaneio, o adolescente tende a acusar a realidade na qual vive, a qual mereceria o enfado que ela lhe inspira. Mas, em geral, não há realidade enfadonha, apenas indivíduos enfadados, que, por alguma razão, não enxergam o encanto possível do dia a dia.

    Ao devanear, eu me afasto da realidade. Por outro lado, sem devanear mal consigo inventar e desejar realidades diferentes. O que é pior? Entre renunciara devanear e sucumbir ao devaneio, talvez seja pior renunciar a devanear. Infelizmente, enquanto a gente sonha sossegado, alguns se esforçam para transformar o devaneio num transtorno, senão numa doença. No fundo, nada disso me estranha. Desde o século 19 as regras para uma vida saudável (física e psíquica) são nossa nova moral. E esse ataque contra o devaneio era previsível: qualquer forma de poder prefere limitar os sonhos de seus sujeitos.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveite a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, p. 147-150, passim)
Ao atentar para a estruturação do texto, observa-se que no
Alternativas
Q4066002 Redação Oficial
Senhora moradora na nossa cidade necessita que a Prefeitura reforme o calçamento de sua rua. A cidadã ao solicitar serviços que são prestados pela Prefeitura do Município, deverá fazê-lo através de: 
Alternativas
Q4066000 Redação Oficial
Atos oficiais: A definição “Registro claro e preciso das ocorrências de uma reunião, assembleia ou convenção” se refere a qual documento?  
Alternativas
Q4065999 Redação Oficial
Formas e expressões de tratamento: O Prefeito Municipal manda redigir ofício no qual convida o Reitor da Universidade para a inauguração do novo prédio da Prefeitura. Qual o pronome de tratamento deve ser utilizado?
Alternativas
Respostas
5121: B
5122: D
5123: C
5124: B
5125: C
5126: C
5127: B
5128: D
5129: C
5130: A
5131: C
5132: D
5133: C
5134: D
5135: B
5136: A
5137: C
5138: B
5139: C
5140: A