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Q4214717 Português
Leia o texto 2, abaixo, para responder à questão.


Texto 2.


Mortos e desaparecidos


Entre as cidades mais afetadas estão Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata, onde os temporais provocaram enchentes, deslizamentos e destruição; estado de calamidade pública e plano de contingência foram instaurados nos munícipios


    As fortes chuvas que atingiram o estado de Minas Gerais nesta terça-feira (23) deixaram, até a última atualização, 53 mortos e 15 desaparecidos segundo informações do CBM-MG (Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais).

    Entre as cidades mais afetadas estão, Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata, onde os temporais provocaram enchentes, deslizamentos e destruição.Apenas em Juiz de Fora foram registradas 47 mortes relacionadas às ocorrências causadas pela chuva. Já em Ubá, município vizinho, seis pessoas morreram. De acordo com os Bombeiros, ambas as cidades também contabilizam famílias desabrigadas após a situação de calamidade.

    A Defesa Civil do Estado de Minas Gerais comunicou que pelo menos 3 mil pessoas estão desabrigadas em diferentes bairros de Juiz de Fora. Em Ubá, o Rio do município registrou inundação histórica, atingindo o recorde de 7,82 metros. Equipes do Corpo de Bombeiros atuam nas duas cidades para auxiliar na ocorrência e ajudar nas buscas pelos desaparecidos. 

    A Cemig, companhia energética do estado, informa que cerca de 4.000 clientes permanecem sem energia em Juiz de Fora e locais próximos devido à forte chuva que atingiu a região na madrugada desta terça-feira (24).

    Segundo a Defesa Civil de Ubá, choveu cerca de 170 milímetros em apenas três horas, provocando a maior inundação dos últimos anos. O município instaurou um plano de contingência, e uma sala de crise foi montada para coordenar as ações de emergência. Equipes atuam no atendimento às vítimas e na resposta aos chamados de desabamentos, enxurradas e enchentes.

    O mesmo foi decretado em Juiz de Fora, a cidade entrou em estado de calamidade pública. De acordo com a prefeitura, o volume acumulado atingiu 584 milímetros, tornando fevereiro de 2026 o mês mais chuvoso já registrado na história do município.

    Além disso, em razão das mortes, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se manifestou e afirmou que está acompanhando de perto a situação nas regiões. De acordo com o Governo, será decretado luto oficial de três dias em todo o Estado. Além disso, o vice-governador Mateus Simões (PSD) se deslocou para a região, e ele e o coordenador Estadual de Defesa Civil sobrevoaram a região de Juiz de Fora no início da tarde desta terça-feira (23), para acompanhar o trabalho pessoalmente.

    Diante da gravidade do cenário, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alerta vermelho — o mais alto nível de severidade — para acumulado de chuva em áreas do Sudeste até a próxima sexta-feira (27). O aviso indica “grande perigo”, com previsão de volumes superiores a 60 milímetros por hora ou 100 milímetros por dia.

    Segundo o instituto, há alto risco de novos alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas, especialmente em áreas vulneráveis. O alerta abrange regiões de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Minas, estão sob aviso áreas como a Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Oeste, Sul e Sudoeste do estado, Campo das Vertentes, Vale do Mucuri e a Região Metropolitana de Belo Horizonte.


CNN BRASIL. Yasmin Silvestre, Bruna Lopes, Vitor Bonets. 26/02/26 - ADAPTADO)
A partir das informações apresentadas no texto, é possível inferir que:
Alternativas
Q4214716 Português
Leia o texto 2, abaixo, para responder à questão.


Texto 2.


Mortos e desaparecidos


Entre as cidades mais afetadas estão Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata, onde os temporais provocaram enchentes, deslizamentos e destruição; estado de calamidade pública e plano de contingência foram instaurados nos munícipios


    As fortes chuvas que atingiram o estado de Minas Gerais nesta terça-feira (23) deixaram, até a última atualização, 53 mortos e 15 desaparecidos segundo informações do CBM-MG (Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais).

    Entre as cidades mais afetadas estão, Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata, onde os temporais provocaram enchentes, deslizamentos e destruição.Apenas em Juiz de Fora foram registradas 47 mortes relacionadas às ocorrências causadas pela chuva. Já em Ubá, município vizinho, seis pessoas morreram. De acordo com os Bombeiros, ambas as cidades também contabilizam famílias desabrigadas após a situação de calamidade.

    A Defesa Civil do Estado de Minas Gerais comunicou que pelo menos 3 mil pessoas estão desabrigadas em diferentes bairros de Juiz de Fora. Em Ubá, o Rio do município registrou inundação histórica, atingindo o recorde de 7,82 metros. Equipes do Corpo de Bombeiros atuam nas duas cidades para auxiliar na ocorrência e ajudar nas buscas pelos desaparecidos. 

    A Cemig, companhia energética do estado, informa que cerca de 4.000 clientes permanecem sem energia em Juiz de Fora e locais próximos devido à forte chuva que atingiu a região na madrugada desta terça-feira (24).

    Segundo a Defesa Civil de Ubá, choveu cerca de 170 milímetros em apenas três horas, provocando a maior inundação dos últimos anos. O município instaurou um plano de contingência, e uma sala de crise foi montada para coordenar as ações de emergência. Equipes atuam no atendimento às vítimas e na resposta aos chamados de desabamentos, enxurradas e enchentes.

    O mesmo foi decretado em Juiz de Fora, a cidade entrou em estado de calamidade pública. De acordo com a prefeitura, o volume acumulado atingiu 584 milímetros, tornando fevereiro de 2026 o mês mais chuvoso já registrado na história do município.

    Além disso, em razão das mortes, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se manifestou e afirmou que está acompanhando de perto a situação nas regiões. De acordo com o Governo, será decretado luto oficial de três dias em todo o Estado. Além disso, o vice-governador Mateus Simões (PSD) se deslocou para a região, e ele e o coordenador Estadual de Defesa Civil sobrevoaram a região de Juiz de Fora no início da tarde desta terça-feira (23), para acompanhar o trabalho pessoalmente.

    Diante da gravidade do cenário, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alerta vermelho — o mais alto nível de severidade — para acumulado de chuva em áreas do Sudeste até a próxima sexta-feira (27). O aviso indica “grande perigo”, com previsão de volumes superiores a 60 milímetros por hora ou 100 milímetros por dia.

    Segundo o instituto, há alto risco de novos alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas, especialmente em áreas vulneráveis. O alerta abrange regiões de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Minas, estão sob aviso áreas como a Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Oeste, Sul e Sudoeste do estado, Campo das Vertentes, Vale do Mucuri e a Região Metropolitana de Belo Horizonte.


CNN BRASIL. Yasmin Silvestre, Bruna Lopes, Vitor Bonets. 26/02/26 - ADAPTADO)
A ideia principal do texto é: 
Alternativas
Q4214715 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto 1. 


Enchente Marabaense


Pense em uma cidadezinha quente

todos os dias o sol é muito ardente

às vezes, vem uma chuva

para amenizar o clima,

Mas o grande problema é quando

a chuva vem em grande quantidade.

Pois, ela castiga bastante a linda cidade

muitos moradores são afetados.

É.. precisam ser realocados

as ruas ficam bastante alagadas.

É.. várias pessoas ficam prejudicadas

todos os anos ocorre

é aquele corre-corre

mudança daqui e mudança dali

para tentar se abrigar

em um determinado lugar

seja na casa de amigos,

parentes ou até nos abrigos.

Quando o nível do rio começa a baixar

é hora de começar organizar as coisas para retornar

Porque lá é o meu lugar...

Estou de volta para minha casa!


(PEREIRA, Gabriel R. In Moreira Yukari. Enterrem meus versos na curva daquele rio. Marabá: Ed. Do Autor, 2023, p.40. ADAPTADO
Assinale a alternativa que identifica corretamente o valor semântico predominante das conjunções destacadas em: Mas o grande problema é quando / a chuva vem em grande quantidade.” (versos 5–6) 
Alternativas
Q4214714 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto 1. 


Enchente Marabaense


Pense em uma cidadezinha quente

todos os dias o sol é muito ardente

às vezes, vem uma chuva

para amenizar o clima,

Mas o grande problema é quando

a chuva vem em grande quantidade.

Pois, ela castiga bastante a linda cidade

muitos moradores são afetados.

É.. precisam ser realocados

as ruas ficam bastante alagadas.

É.. várias pessoas ficam prejudicadas

todos os anos ocorre

é aquele corre-corre

mudança daqui e mudança dali

para tentar se abrigar

em um determinado lugar

seja na casa de amigos,

parentes ou até nos abrigos.

Quando o nível do rio começa a baixar

é hora de começar organizar as coisas para retornar

Porque lá é o meu lugar...

Estou de volta para minha casa!


(PEREIRA, Gabriel R. In Moreira Yukari. Enterrem meus versos na curva daquele rio. Marabá: Ed. Do Autor, 2023, p.40. ADAPTADO
O poema apresenta uma progressão temática que organiza os acontecimentos em sequência temporal, articulando descrição inicial, desenvolvimento do conflito e resolução final. Considerando a coesão e a coerência global do texto, assinale a alternativa que identifica essa organização.
Alternativas
Q4214713 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto 1. 


Enchente Marabaense


Pense em uma cidadezinha quente

todos os dias o sol é muito ardente

às vezes, vem uma chuva

para amenizar o clima,

Mas o grande problema é quando

a chuva vem em grande quantidade.

Pois, ela castiga bastante a linda cidade

muitos moradores são afetados.

É.. precisam ser realocados

as ruas ficam bastante alagadas.

É.. várias pessoas ficam prejudicadas

todos os anos ocorre

é aquele corre-corre

mudança daqui e mudança dali

para tentar se abrigar

em um determinado lugar

seja na casa de amigos,

parentes ou até nos abrigos.

Quando o nível do rio começa a baixar

é hora de começar organizar as coisas para retornar

Porque lá é o meu lugar...

Estou de volta para minha casa!


(PEREIRA, Gabriel R. In Moreira Yukari. Enterrem meus versos na curva daquele rio. Marabá: Ed. Do Autor, 2023, p.40. ADAPTADO
No poema, o sentimento de pertencimento emerge como força emocional que sustenta o eu lírico diante da recorrência das enchentes. Assinale a alternativa que melhor identifica como esse pertencimento é construído e qual verso evidencia de modo direto essa emoção final.
Alternativas
Q4214556 Português
Leia o texto 2 para responder à questão.


Texto 2


   Nova Lei contra a Misoginia: entenda os direitos das mulheres


    Uma nova lei foi aprovada no Brasil (PL 896/2023) para proteger ainda mais as mulheres. Ela trata da misoginia, ou seja, do ódio, desprezo ou aversão contra mulheres. Agora, esse tipo de comportamento passa a ser considerado um crime semelhante ao racismo, o que significa penas mais sérias para quem pratica esse tipo de violência.

O que é misoginia?

   Misoginia é quando alguém ofende mulheres por serem mulheres; diminui, humilha ou desrespeita mulheres; incentiva violência contra mulheres; trata mulheres como inferiores. É importante frisar que isso pode acontecer em palavras, atitudes ou até em “brincadeiras” ofensivas.

O que a nova lei muda?

   Com a nova lei a misoginia passa a ser tratada como crime grave; ofensas, xingamentos e discursos de ódio contra mulheres podem gerar punição; a proteção das mulheres fica mais forte na lei. Ou seja, violência contra a mulher não é mais tolerada, e agora tem consequências ainda maiores.

   A Constituição brasileira garante que a mulher tem direito à dignidade, ninguém pode humilhar, tratar como inferior, controlar ou ameaçar, você tem direito à igualdade, homens e mulheres têm os mesmos direitos, ninguém pode discriminar por ser mulher.

Proteção internacional

   O Brasil também segue leis internacionais que protegem as mulheres, como a Convenção de Belém do Pará, que afirma: Toda violência contra a mulher é uma violação dos direitos humanos.

Tipos de violência contra a mulher

    A violência não é só física. Existem várias formas:

a) Violência física: agressões, empurrões, tapas, espancamento;

b) Violência psicológica: ameaças, humilhação, controle excessivo (ciúmes, proibição de sair etc.)

c) Violência sexual: qualquer ato sexual sem consentimento, pressão ou coerção;

d) Violência moral: ofensas, xingamentos, calúnia;

e) Violência patrimonial (financeira): controlar dinheiro, destruir bens, impedir de trabalhar.

Onde essa violência pode acontecer?

   Ela pode ocorrer dentro de casa (família ou relacionamento), no trabalho ou na rua; em qualquer lugar, até por parte de autoridades.

Mensagem importante: se você é mulher e sofre ou conhece alguém que sofre violência: não é normal. Não é culpa sua. É crime. Procure ajuda:

• Delegacia da Mulher

• Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)

• Procure apoio de familiares ou profissionais
O texto utiliza uma linguagem acessível para atingir um público amplo. Esse uso da linguagem está relacionado a qual tipo de variação linguística?
Alternativas
Q4214554 Português
Leia o texto 2 para responder à questão.


Texto 2


   Nova Lei contra a Misoginia: entenda os direitos das mulheres


    Uma nova lei foi aprovada no Brasil (PL 896/2023) para proteger ainda mais as mulheres. Ela trata da misoginia, ou seja, do ódio, desprezo ou aversão contra mulheres. Agora, esse tipo de comportamento passa a ser considerado um crime semelhante ao racismo, o que significa penas mais sérias para quem pratica esse tipo de violência.

O que é misoginia?

   Misoginia é quando alguém ofende mulheres por serem mulheres; diminui, humilha ou desrespeita mulheres; incentiva violência contra mulheres; trata mulheres como inferiores. É importante frisar que isso pode acontecer em palavras, atitudes ou até em “brincadeiras” ofensivas.

O que a nova lei muda?

   Com a nova lei a misoginia passa a ser tratada como crime grave; ofensas, xingamentos e discursos de ódio contra mulheres podem gerar punição; a proteção das mulheres fica mais forte na lei. Ou seja, violência contra a mulher não é mais tolerada, e agora tem consequências ainda maiores.

   A Constituição brasileira garante que a mulher tem direito à dignidade, ninguém pode humilhar, tratar como inferior, controlar ou ameaçar, você tem direito à igualdade, homens e mulheres têm os mesmos direitos, ninguém pode discriminar por ser mulher.

Proteção internacional

   O Brasil também segue leis internacionais que protegem as mulheres, como a Convenção de Belém do Pará, que afirma: Toda violência contra a mulher é uma violação dos direitos humanos.

Tipos de violência contra a mulher

    A violência não é só física. Existem várias formas:

a) Violência física: agressões, empurrões, tapas, espancamento;

b) Violência psicológica: ameaças, humilhação, controle excessivo (ciúmes, proibição de sair etc.)

c) Violência sexual: qualquer ato sexual sem consentimento, pressão ou coerção;

d) Violência moral: ofensas, xingamentos, calúnia;

e) Violência patrimonial (financeira): controlar dinheiro, destruir bens, impedir de trabalhar.

Onde essa violência pode acontecer?

   Ela pode ocorrer dentro de casa (família ou relacionamento), no trabalho ou na rua; em qualquer lugar, até por parte de autoridades.

Mensagem importante: se você é mulher e sofre ou conhece alguém que sofre violência: não é normal. Não é culpa sua. É crime. Procure ajuda:

• Delegacia da Mulher

• Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)

• Procure apoio de familiares ou profissionais
Considerando as normas da regência verbal da língua portuguesa e os usos presentes no texto, assinale a alternativa em que o verbo está empregado de acordo com a norma-padrão.

I. “(...) para proteger ainda mais as mulheres”;
II. “(...) você tem direito à igualdade (...)”;
III. “(...) que protegem as mulheres (...)”.

Marque a alternativa correta.
Alternativas
Q4214553 Português
Leia o texto 2 para responder à questão.


Texto 2


   Nova Lei contra a Misoginia: entenda os direitos das mulheres


    Uma nova lei foi aprovada no Brasil (PL 896/2023) para proteger ainda mais as mulheres. Ela trata da misoginia, ou seja, do ódio, desprezo ou aversão contra mulheres. Agora, esse tipo de comportamento passa a ser considerado um crime semelhante ao racismo, o que significa penas mais sérias para quem pratica esse tipo de violência.

O que é misoginia?

   Misoginia é quando alguém ofende mulheres por serem mulheres; diminui, humilha ou desrespeita mulheres; incentiva violência contra mulheres; trata mulheres como inferiores. É importante frisar que isso pode acontecer em palavras, atitudes ou até em “brincadeiras” ofensivas.

O que a nova lei muda?

   Com a nova lei a misoginia passa a ser tratada como crime grave; ofensas, xingamentos e discursos de ódio contra mulheres podem gerar punição; a proteção das mulheres fica mais forte na lei. Ou seja, violência contra a mulher não é mais tolerada, e agora tem consequências ainda maiores.

   A Constituição brasileira garante que a mulher tem direito à dignidade, ninguém pode humilhar, tratar como inferior, controlar ou ameaçar, você tem direito à igualdade, homens e mulheres têm os mesmos direitos, ninguém pode discriminar por ser mulher.

Proteção internacional

   O Brasil também segue leis internacionais que protegem as mulheres, como a Convenção de Belém do Pará, que afirma: Toda violência contra a mulher é uma violação dos direitos humanos.

Tipos de violência contra a mulher

    A violência não é só física. Existem várias formas:

a) Violência física: agressões, empurrões, tapas, espancamento;

b) Violência psicológica: ameaças, humilhação, controle excessivo (ciúmes, proibição de sair etc.)

c) Violência sexual: qualquer ato sexual sem consentimento, pressão ou coerção;

d) Violência moral: ofensas, xingamentos, calúnia;

e) Violência patrimonial (financeira): controlar dinheiro, destruir bens, impedir de trabalhar.

Onde essa violência pode acontecer?

   Ela pode ocorrer dentro de casa (família ou relacionamento), no trabalho ou na rua; em qualquer lugar, até por parte de autoridades.

Mensagem importante: se você é mulher e sofre ou conhece alguém que sofre violência: não é normal. Não é culpa sua. É crime. Procure ajuda:

• Delegacia da Mulher

• Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)

• Procure apoio de familiares ou profissionais
No trecho “ódio, desprezo ou aversão contra mulheres”, a partir da pragmática linguística, a palavra “aversão” pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por 
Alternativas
Q4214552 Português
Leia o texto 2 para responder à questão.


Texto 2


   Nova Lei contra a Misoginia: entenda os direitos das mulheres


    Uma nova lei foi aprovada no Brasil (PL 896/2023) para proteger ainda mais as mulheres. Ela trata da misoginia, ou seja, do ódio, desprezo ou aversão contra mulheres. Agora, esse tipo de comportamento passa a ser considerado um crime semelhante ao racismo, o que significa penas mais sérias para quem pratica esse tipo de violência.

O que é misoginia?

   Misoginia é quando alguém ofende mulheres por serem mulheres; diminui, humilha ou desrespeita mulheres; incentiva violência contra mulheres; trata mulheres como inferiores. É importante frisar que isso pode acontecer em palavras, atitudes ou até em “brincadeiras” ofensivas.

O que a nova lei muda?

   Com a nova lei a misoginia passa a ser tratada como crime grave; ofensas, xingamentos e discursos de ódio contra mulheres podem gerar punição; a proteção das mulheres fica mais forte na lei. Ou seja, violência contra a mulher não é mais tolerada, e agora tem consequências ainda maiores.

   A Constituição brasileira garante que a mulher tem direito à dignidade, ninguém pode humilhar, tratar como inferior, controlar ou ameaçar, você tem direito à igualdade, homens e mulheres têm os mesmos direitos, ninguém pode discriminar por ser mulher.

Proteção internacional

   O Brasil também segue leis internacionais que protegem as mulheres, como a Convenção de Belém do Pará, que afirma: Toda violência contra a mulher é uma violação dos direitos humanos.

Tipos de violência contra a mulher

    A violência não é só física. Existem várias formas:

a) Violência física: agressões, empurrões, tapas, espancamento;

b) Violência psicológica: ameaças, humilhação, controle excessivo (ciúmes, proibição de sair etc.)

c) Violência sexual: qualquer ato sexual sem consentimento, pressão ou coerção;

d) Violência moral: ofensas, xingamentos, calúnia;

e) Violência patrimonial (financeira): controlar dinheiro, destruir bens, impedir de trabalhar.

Onde essa violência pode acontecer?

   Ela pode ocorrer dentro de casa (família ou relacionamento), no trabalho ou na rua; em qualquer lugar, até por parte de autoridades.

Mensagem importante: se você é mulher e sofre ou conhece alguém que sofre violência: não é normal. Não é culpa sua. É crime. Procure ajuda:

• Delegacia da Mulher

• Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)

• Procure apoio de familiares ou profissionais
A principal finalidade do texto é
Alternativas
Q4214445 Português
A respeito do correto sinal indicativo de crase, marque a alternativa indevida. 
Alternativas
Q4214444 Português

Abordando tipologia textual, leia os itens, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.



( ) Discurso indireto: pronomes e flexão verbal em 1ª ou 2ª pessoa. Exemplo: - Quero estudar, disse a menina.


( ) Discurso direto: tempos verbais (ordenados em relação ao momento da fala), presente do indicativo, (A nota é a mesma, afirmou o professor); pretérito perfeito, (Tudo continuou na mesma, retrucou a mulher); futuro do presente, (A tarefa estará terminada, sentenciou o patrão); modo imperativo, (Não saia daqui, afirmou a mãe).


( ) Discurso indireto: pronomes e flexão verbal em 3ª pessoa. Exemplo: A criança disse que queria brincar.


( ) Discurso indireto: tempos verbais (em correlação com o tempo em que se situa o narrador), pretérito imperfeito, (O professor confirmou que a nota era a mesma); pretérito mais-que perfeito, (O médico disse que tudo permanecera como antes); futuro do pretérito, (A namorada sentenciou que tudo estaria terminado em pouco tempo); modo subjuntivo, (A secretária determinou que não entrasse na sala).

Alternativas
Q4214443 Português
Reportando-se ao uso, ou não do hífen, marque a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q4214442 Português
Tratando-se de concordância nominal, assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q4214441 Português
Em significação das palavras, os pares antigo/velho; aberto/fechado; apóstrofe/apóstrofo; afim/a fim, são respectivamente 
Alternativas
Q4214440 Português

Leia o texto para responder à questão.



A perca. (Martha Medeiros).



Estava parada num sinal da Avenida Ipiranga quando um carro encostou ao lado do meu. A motorista abriu a janela e pediu para eu abrir a minha. Era uma moça simpática que me perguntou: “Martha, o certo é dizer perda ou perca?”.“Hãn?” “É perda de tempo ou perca de tempo? Como se diz?”


A pergunta era tão inusitada para a hora e o local, tão surpreendente, vinda de alguém que eu não conhecia, que me deu um branco: por um milésimo de segundo eu não soube o que responder. Perca de tempo, isso existe? Então o sinal abriu, os carros da frente começaram a engatar a primeira, eu olhei para ela e disse: “É perda de tempo”.


Ela sorriu em agradecimento e foi em frente. Meu carro ainda ficou um tempo parado. Eu parada no tempo. Perca de tempo.


Dei uma risada e segui meu rumo também.


Se alguém te diz “não perca tempo”, e todos te dizem isso o tempo todo, como não confundir?


Tantos confundem. São coagidos a tal.


E, cá entre nós, a “perca” parece mais amena do que a perda.


A perca de um amor é quase tão corriqueira como a perca do capítulo da novela. A perca é feira livre. A perca é festiva. A perca é música popular.


Já a perda é sinfonia de Beethoven.


A perca acontece no verão. A perca de uma cadeirinha de praia, a perca de um palito premiado de picolé.


As perdas acontecem no inverno.


A perca é simplória, a perca é distraída, a perca é provisória, logo, logo reencontrarão o que está faltando.


A perda é para sempre.


As percas reinventam o vocabulário e seu sentido, não são graves, as percas são imperfeições perdoáveis, as percas são inocentes.


As perdas são catastróficas, nada têm de folclóricas.


A perca é um erro gramatical, e apenas esse erro ela contém. De resto, não faz mal a ninguém.


A perda é um acerto gramatical, mas só esse acerto ela contém. De resto, é brutal.


Se eu pudesse voltar no tempo, reconstituiria a cena de outra forma:


“Martha, é perda de tempo ou perca de tempo? Como é que se diz?”


“O correto é dizer perda, mas é muito solene. Perca dói menos por ser mais trivial”.

De acordo com o texto, pode-se compreender que a expressão “inusitada” significa: 
Alternativas
Q4214439 Português

Leia o texto para responder à questão.



A perca. (Martha Medeiros).



Estava parada num sinal da Avenida Ipiranga quando um carro encostou ao lado do meu. A motorista abriu a janela e pediu para eu abrir a minha. Era uma moça simpática que me perguntou: “Martha, o certo é dizer perda ou perca?”.“Hãn?” “É perda de tempo ou perca de tempo? Como se diz?”


A pergunta era tão inusitada para a hora e o local, tão surpreendente, vinda de alguém que eu não conhecia, que me deu um branco: por um milésimo de segundo eu não soube o que responder. Perca de tempo, isso existe? Então o sinal abriu, os carros da frente começaram a engatar a primeira, eu olhei para ela e disse: “É perda de tempo”.


Ela sorriu em agradecimento e foi em frente. Meu carro ainda ficou um tempo parado. Eu parada no tempo. Perca de tempo.


Dei uma risada e segui meu rumo também.


Se alguém te diz “não perca tempo”, e todos te dizem isso o tempo todo, como não confundir?


Tantos confundem. São coagidos a tal.


E, cá entre nós, a “perca” parece mais amena do que a perda.


A perca de um amor é quase tão corriqueira como a perca do capítulo da novela. A perca é feira livre. A perca é festiva. A perca é música popular.


Já a perda é sinfonia de Beethoven.


A perca acontece no verão. A perca de uma cadeirinha de praia, a perca de um palito premiado de picolé.


As perdas acontecem no inverno.


A perca é simplória, a perca é distraída, a perca é provisória, logo, logo reencontrarão o que está faltando.


A perda é para sempre.


As percas reinventam o vocabulário e seu sentido, não são graves, as percas são imperfeições perdoáveis, as percas são inocentes.


As perdas são catastróficas, nada têm de folclóricas.


A perca é um erro gramatical, e apenas esse erro ela contém. De resto, não faz mal a ninguém.


A perda é um acerto gramatical, mas só esse acerto ela contém. De resto, é brutal.


Se eu pudesse voltar no tempo, reconstituiria a cena de outra forma:


“Martha, é perda de tempo ou perca de tempo? Como é que se diz?”


“O correto é dizer perda, mas é muito solene. Perca dói menos por ser mais trivial”.

Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto, (surpreendente, simplória, vocabulário), são respectivamente:
Alternativas
Q4214438 Português

Leia o texto para responder à questão.



A perca. (Martha Medeiros).



Estava parada num sinal da Avenida Ipiranga quando um carro encostou ao lado do meu. A motorista abriu a janela e pediu para eu abrir a minha. Era uma moça simpática que me perguntou: “Martha, o certo é dizer perda ou perca?”.“Hãn?” “É perda de tempo ou perca de tempo? Como se diz?”


A pergunta era tão inusitada para a hora e o local, tão surpreendente, vinda de alguém que eu não conhecia, que me deu um branco: por um milésimo de segundo eu não soube o que responder. Perca de tempo, isso existe? Então o sinal abriu, os carros da frente começaram a engatar a primeira, eu olhei para ela e disse: “É perda de tempo”.


Ela sorriu em agradecimento e foi em frente. Meu carro ainda ficou um tempo parado. Eu parada no tempo. Perca de tempo.


Dei uma risada e segui meu rumo também.


Se alguém te diz “não perca tempo”, e todos te dizem isso o tempo todo, como não confundir?


Tantos confundem. São coagidos a tal.


E, cá entre nós, a “perca” parece mais amena do que a perda.


A perca de um amor é quase tão corriqueira como a perca do capítulo da novela. A perca é feira livre. A perca é festiva. A perca é música popular.


Já a perda é sinfonia de Beethoven.


A perca acontece no verão. A perca de uma cadeirinha de praia, a perca de um palito premiado de picolé.


As perdas acontecem no inverno.


A perca é simplória, a perca é distraída, a perca é provisória, logo, logo reencontrarão o que está faltando.


A perda é para sempre.


As percas reinventam o vocabulário e seu sentido, não são graves, as percas são imperfeições perdoáveis, as percas são inocentes.


As perdas são catastróficas, nada têm de folclóricas.


A perca é um erro gramatical, e apenas esse erro ela contém. De resto, não faz mal a ninguém.


A perda é um acerto gramatical, mas só esse acerto ela contém. De resto, é brutal.


Se eu pudesse voltar no tempo, reconstituiria a cena de outra forma:


“Martha, é perda de tempo ou perca de tempo? Como é que se diz?”


“O correto é dizer perda, mas é muito solene. Perca dói menos por ser mais trivial”.

Analise o texto e marque a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q4213417 Português
Dia Mundial da Língua Portuguesa

A língua não é apenas um código de comunicação: é o território onde se trava a disputa pela própria existência. Quem detém a palavra e a forma de expressar o mundo possui as ferramentas de sua própria narrativa histórica. É sob essa premissa de soberania que celebramos, no 05 de maio, o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data, estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e reconhecida pela UNESCO em 2019, convida à reflexão sobre como o idioma expressa a identidade e a memória coletiva de múltiplos povos, estruturando suas relações com a contemporaneidade.
A soberania linguística está ligada à soberania política. Por séculos, o português foi utilizado como vetor de dominação e colonização, imposto a nações que possuíam suas próprias cosmologias. Contudo, esses mesmos povos não receberam a língua de forma passiva: eles a transformaram e a ressignificaram. O português falado no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde ou Timor-Leste carrega as marcas dessa autodeterminação, provando que a unidade de um idioma não reside na uniformidade, mas na sua capacidade de abrigar a diversidade.
A língua portuguesa é um organismo em constante movimento, que responde às necessidades de seus falantes e incorpora as mudanças da sociedade. Como ensina Paulo Freire, “linguagem e realidade se prendem dinamicamente”: o mundo muda e, com ele, a forma como o nomeamos. Essa força se manifesta nas variações regionais que enriquecem o idioma: no mufana angolano, no morabeza cabo-verdiano, que traduz uma hospitalidade afetuosa sem equivalente direto, ou no mutirão brasileiro, termo de origem tupi que define uma prática coletiva de trabalho para a qual o português europeu não possui nome próprio. Cada uma dessas expressões é uma janela para universos distintos construídos sob o mesmo teto linguístico.
Compreender esse dinamismo exige superar a visão purista da linguagem. Enquanto a gramática normativa busca prescrever regras baseadas na tradição e na autoridade, a perspectiva descritiva observa como a língua é efetivamente utilizada pelas comunidades. A chamada norma culta, embora possua prestígio social por estar associada aos espaços de poder e à educação formal, é apenas uma das muitas variedades legítimas, não a medida de todas as outras.
As transformações mais profundas do idioma frequentemente emergem das variações populares, provando que a língua pertence a quem a fala, não a quem a regula. É nessa pluralidade que se constrói o pertencimento de uma comunidade global de mais de 260 milhões de pessoas, unidas por um instrumento comum e multifacetado.
 Celebrar esta data é reafirmar que a escola deve ser um espaço de valorização da linguagem como prática social e instrumento de emancipação. Enquanto a língua portuguesa for usada para nomear realidades, expressar desejos e construir futuros, ela seguirá sendo um instrumento de liberdade. Defender o idioma é enriquecer nossa humanidade comum e garantir que cada povo possa narrar sua própria experiência, construindo um mundo mais justo e pacífico. Que nenhuma dessas narrativas precise pedir permissão para existir.


(Por: Antônia Rangel. Disponível em: https://contee.org.br/dia-mundial-da-lingua-portuguesa/. Acesso em: Junho de 2026.)
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as concordâncias, tanto verbal quanto nominal, muitas vezes apresentam diferenças quanto ao uso em situações de níveis e variedades linguísticas distintas. Por se tratar de um texto em que o emprego da norma-padrão predomina, no trecho “[...] no mufana angolano, no morabeza cabo-verdiano, [...]” (3º§), os adjetivos pátrios foram empregados corretamente, assim como a construção observada em: 
Alternativas
Q4213416 Português
Dia Mundial da Língua Portuguesa

A língua não é apenas um código de comunicação: é o território onde se trava a disputa pela própria existência. Quem detém a palavra e a forma de expressar o mundo possui as ferramentas de sua própria narrativa histórica. É sob essa premissa de soberania que celebramos, no 05 de maio, o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data, estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e reconhecida pela UNESCO em 2019, convida à reflexão sobre como o idioma expressa a identidade e a memória coletiva de múltiplos povos, estruturando suas relações com a contemporaneidade.
A soberania linguística está ligada à soberania política. Por séculos, o português foi utilizado como vetor de dominação e colonização, imposto a nações que possuíam suas próprias cosmologias. Contudo, esses mesmos povos não receberam a língua de forma passiva: eles a transformaram e a ressignificaram. O português falado no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde ou Timor-Leste carrega as marcas dessa autodeterminação, provando que a unidade de um idioma não reside na uniformidade, mas na sua capacidade de abrigar a diversidade.
A língua portuguesa é um organismo em constante movimento, que responde às necessidades de seus falantes e incorpora as mudanças da sociedade. Como ensina Paulo Freire, “linguagem e realidade se prendem dinamicamente”: o mundo muda e, com ele, a forma como o nomeamos. Essa força se manifesta nas variações regionais que enriquecem o idioma: no mufana angolano, no morabeza cabo-verdiano, que traduz uma hospitalidade afetuosa sem equivalente direto, ou no mutirão brasileiro, termo de origem tupi que define uma prática coletiva de trabalho para a qual o português europeu não possui nome próprio. Cada uma dessas expressões é uma janela para universos distintos construídos sob o mesmo teto linguístico.
Compreender esse dinamismo exige superar a visão purista da linguagem. Enquanto a gramática normativa busca prescrever regras baseadas na tradição e na autoridade, a perspectiva descritiva observa como a língua é efetivamente utilizada pelas comunidades. A chamada norma culta, embora possua prestígio social por estar associada aos espaços de poder e à educação formal, é apenas uma das muitas variedades legítimas, não a medida de todas as outras.
As transformações mais profundas do idioma frequentemente emergem das variações populares, provando que a língua pertence a quem a fala, não a quem a regula. É nessa pluralidade que se constrói o pertencimento de uma comunidade global de mais de 260 milhões de pessoas, unidas por um instrumento comum e multifacetado.
 Celebrar esta data é reafirmar que a escola deve ser um espaço de valorização da linguagem como prática social e instrumento de emancipação. Enquanto a língua portuguesa for usada para nomear realidades, expressar desejos e construir futuros, ela seguirá sendo um instrumento de liberdade. Defender o idioma é enriquecer nossa humanidade comum e garantir que cada povo possa narrar sua própria experiência, construindo um mundo mais justo e pacífico. Que nenhuma dessas narrativas precise pedir permissão para existir.


(Por: Antônia Rangel. Disponível em: https://contee.org.br/dia-mundial-da-lingua-portuguesa/. Acesso em: Junho de 2026.)
Considerando o texto, em relação à norma culta, pode-se inferir que: 
Alternativas
Q4213415 Português
Dia Mundial da Língua Portuguesa

A língua não é apenas um código de comunicação: é o território onde se trava a disputa pela própria existência. Quem detém a palavra e a forma de expressar o mundo possui as ferramentas de sua própria narrativa histórica. É sob essa premissa de soberania que celebramos, no 05 de maio, o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data, estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e reconhecida pela UNESCO em 2019, convida à reflexão sobre como o idioma expressa a identidade e a memória coletiva de múltiplos povos, estruturando suas relações com a contemporaneidade.
A soberania linguística está ligada à soberania política. Por séculos, o português foi utilizado como vetor de dominação e colonização, imposto a nações que possuíam suas próprias cosmologias. Contudo, esses mesmos povos não receberam a língua de forma passiva: eles a transformaram e a ressignificaram. O português falado no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde ou Timor-Leste carrega as marcas dessa autodeterminação, provando que a unidade de um idioma não reside na uniformidade, mas na sua capacidade de abrigar a diversidade.
A língua portuguesa é um organismo em constante movimento, que responde às necessidades de seus falantes e incorpora as mudanças da sociedade. Como ensina Paulo Freire, “linguagem e realidade se prendem dinamicamente”: o mundo muda e, com ele, a forma como o nomeamos. Essa força se manifesta nas variações regionais que enriquecem o idioma: no mufana angolano, no morabeza cabo-verdiano, que traduz uma hospitalidade afetuosa sem equivalente direto, ou no mutirão brasileiro, termo de origem tupi que define uma prática coletiva de trabalho para a qual o português europeu não possui nome próprio. Cada uma dessas expressões é uma janela para universos distintos construídos sob o mesmo teto linguístico.
Compreender esse dinamismo exige superar a visão purista da linguagem. Enquanto a gramática normativa busca prescrever regras baseadas na tradição e na autoridade, a perspectiva descritiva observa como a língua é efetivamente utilizada pelas comunidades. A chamada norma culta, embora possua prestígio social por estar associada aos espaços de poder e à educação formal, é apenas uma das muitas variedades legítimas, não a medida de todas as outras.
As transformações mais profundas do idioma frequentemente emergem das variações populares, provando que a língua pertence a quem a fala, não a quem a regula. É nessa pluralidade que se constrói o pertencimento de uma comunidade global de mais de 260 milhões de pessoas, unidas por um instrumento comum e multifacetado.
 Celebrar esta data é reafirmar que a escola deve ser um espaço de valorização da linguagem como prática social e instrumento de emancipação. Enquanto a língua portuguesa for usada para nomear realidades, expressar desejos e construir futuros, ela seguirá sendo um instrumento de liberdade. Defender o idioma é enriquecer nossa humanidade comum e garantir que cada povo possa narrar sua própria experiência, construindo um mundo mais justo e pacífico. Que nenhuma dessas narrativas precise pedir permissão para existir.


(Por: Antônia Rangel. Disponível em: https://contee.org.br/dia-mundial-da-lingua-portuguesa/. Acesso em: Junho de 2026.)
A reescrita do trecho “Enquanto a língua portuguesa for usada para nomear realidades, expressar desejos e construir futuros, ela seguirá sendo um instrumento de liberdade.” (6º§) que mantém o sentido e a correção originais está indicada em:
Alternativas
Respostas
181: D
182: A
183: E
184: E
185: C
186: D
187: A
188: C
189: E
190: B
191: D
192: B
193: A
194: B
195: B
196: C
197: D
198: A
199: A
200: A