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Ano: 2009 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2009 - UFRRJ - Auditor |
Q2888802 Direito Constitucional

Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil a(o)

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2009 - UFRRJ - Auditor |
Q2888801 Direito Constitucional

A Constituição Federal atual somente poderá ser emendada mediante proposta

Alternativas
Q2886451 Português

O texto II refere-se às questões 6, 7, 8, 9 e 10.

Texto II

A difícil arte de ser feliz

Não deixe que o medo do futuro interfira em sua felicidade e desfrute os momentos presentes com novos olhos

Você me pede que eu fale sobre a difícil arte de ser feliz. Digo primeiro que não é possível ser feliz. Felicidade é coisa muito grande. O máximo que os deuses nos concedem são momentos de alegria que, segundo Guimarães Rosa, acontecem em "raros momentos de distração".

Às vezes a gente fica infeliz por causa de coisas tristes: perde-se o emprego, uma pessoa querida morre ... Quando coisas assim acontecem, o certo é ficar triste. Quem continuar alegre em meio a situações de dor é doente. Alegria nem sempre é marca de saúde mental. Há uma alegria que é marca de loucura.

Mas às vezes a nossa infelicidade se deve à nossa estupidez e cegueira. Cegueira: isso mesmo. Olho bom que não vê. Jesus diz que os olhos são a lâmpada do corpo. Quando a lâmpada espalha luz, o mundo fica colorido. Quando a lâmpada espalha escuridão, o mundo fica tenebroso.

Você diz que é infeliz porque tem medo do futuro. Eu também tenho. A Adélia Prado tem um verso em que diz que o Paraíso vai ser igualzinho a esta vida, tudo do mesmo jeito, com uma única diferença: a gente não vai mais ter medo. Imagine que o presente é uma maçã madura, vermelha, perfumada, deliciosa. Você se prepara para comê-la, mas, de repente, percebe que dentro dela há um verme. O nome dele é medo. De onde ele vem? Do futuro. Estranho isso: o futuro ainda não aconteceu. Ele não existe. Como é que um verme pode nascer do que não existe? Não existe do lado de fora. Existe do lado de dentro. Dentro da imaginação o futuro existe. O verme nasce da alma. Para a alma, aquilo que é imaginado existe. Como diz Guimarães Rosa: "Tudo é real porque tudo é inventado". A alma é o lugar onde o que não existe, existe. Nossa imaginação perturbada enche o futuro de coisas terríveis que assombram o presente. Pode ser até que essas coisas terríveis venham a acontecer. Por isso eu também tenho medo. Mas o certo é viver a sua dor no momento em que ela vier, e não agora, quando ela não existe.

Jesus diz que sabedoria é viver apenas o dia presente. "Por que andais ansiosos pelo dia do amanhã? Olhai os lírios dos campos ... Olhai as aves dos céus ... Qual de vós, com sua ansiedade, será capaz de alterar o curso da vida?" Os lírios do campo serão cortados e morrerão. Também as aves do céu: o momento da sua morte vai chegar. Mas os lírios e as aves não vivem no futuro; vivem no presente. O fato é que aves e lírios vão morrer, mas não sabem que vão morrer. Nós vamos morrer e sabemos que vamos morrer. Em nosso futuro mora um grande medo. É desse grande medo que vem o verme ...

História Zen que já contei: Um homem caminhava por uma floresta. Anoitecia. Escuro. De repente, o rugido de um leão. O homem teve muito medo. Correu. No escuro não viu por onde ia. Caiu num precipício. No terror da queda agarrou-se a um galho que se projetava sobre o abismo. E assim ficou pendurado entre o leão e o vazio. De repente, olhando para a parede do precipício, viu uma plantinha e, nela, uma fruta vermelha. Era um morango. Ele estendeu o seu braço, colheu o morango e o comeu. Estava delicioso ... Aqui termina a história. É preciso ter olhos novos. Olhos que vejam os morangos à beira do abismo ... Carpe diem!

Rubem Alves (escritor, educador e psicanalista) Revista Psique. Ciência & vida. São Paulo: Editora Escala, n. 28, 2009, p.82.

Observe a forma verbal sublinhada abaixo.

"Mas o certo é viver a sua dor no momento em que ela vier... "

Das formas verbais a seguir, a que se encontra no mesmo tempo e modo que vier é

Alternativas
Q2886448 Português

O texto II refere-se às questões 6, 7, 8, 9 e 10.

Texto II

A difícil arte de ser feliz

Não deixe que o medo do futuro interfira em sua felicidade e desfrute os momentos presentes com novos olhos

Você me pede que eu fale sobre a difícil arte de ser feliz. Digo primeiro que não é possível ser feliz. Felicidade é coisa muito grande. O máximo que os deuses nos concedem são momentos de alegria que, segundo Guimarães Rosa, acontecem em "raros momentos de distração".

Às vezes a gente fica infeliz por causa de coisas tristes: perde-se o emprego, uma pessoa querida morre ... Quando coisas assim acontecem, o certo é ficar triste. Quem continuar alegre em meio a situações de dor é doente. Alegria nem sempre é marca de saúde mental. Há uma alegria que é marca de loucura.

Mas às vezes a nossa infelicidade se deve à nossa estupidez e cegueira. Cegueira: isso mesmo. Olho bom que não vê. Jesus diz que os olhos são a lâmpada do corpo. Quando a lâmpada espalha luz, o mundo fica colorido. Quando a lâmpada espalha escuridão, o mundo fica tenebroso.

Você diz que é infeliz porque tem medo do futuro. Eu também tenho. A Adélia Prado tem um verso em que diz que o Paraíso vai ser igualzinho a esta vida, tudo do mesmo jeito, com uma única diferença: a gente não vai mais ter medo. Imagine que o presente é uma maçã madura, vermelha, perfumada, deliciosa. Você se prepara para comê-la, mas, de repente, percebe que dentro dela há um verme. O nome dele é medo. De onde ele vem? Do futuro. Estranho isso: o futuro ainda não aconteceu. Ele não existe. Como é que um verme pode nascer do que não existe? Não existe do lado de fora. Existe do lado de dentro. Dentro da imaginação o futuro existe. O verme nasce da alma. Para a alma, aquilo que é imaginado existe. Como diz Guimarães Rosa: "Tudo é real porque tudo é inventado". A alma é o lugar onde o que não existe, existe. Nossa imaginação perturbada enche o futuro de coisas terríveis que assombram o presente. Pode ser até que essas coisas terríveis venham a acontecer. Por isso eu também tenho medo. Mas o certo é viver a sua dor no momento em que ela vier, e não agora, quando ela não existe.

Jesus diz que sabedoria é viver apenas o dia presente. "Por que andais ansiosos pelo dia do amanhã? Olhai os lírios dos campos ... Olhai as aves dos céus ... Qual de vós, com sua ansiedade, será capaz de alterar o curso da vida?" Os lírios do campo serão cortados e morrerão. Também as aves do céu: o momento da sua morte vai chegar. Mas os lírios e as aves não vivem no futuro; vivem no presente. O fato é que aves e lírios vão morrer, mas não sabem que vão morrer. Nós vamos morrer e sabemos que vamos morrer. Em nosso futuro mora um grande medo. É desse grande medo que vem o verme ...

História Zen que já contei: Um homem caminhava por uma floresta. Anoitecia. Escuro. De repente, o rugido de um leão. O homem teve muito medo. Correu. No escuro não viu por onde ia. Caiu num precipício. No terror da queda agarrou-se a um galho que se projetava sobre o abismo. E assim ficou pendurado entre o leão e o vazio. De repente, olhando para a parede do precipício, viu uma plantinha e, nela, uma fruta vermelha. Era um morango. Ele estendeu o seu braço, colheu o morango e o comeu. Estava delicioso ... Aqui termina a história. É preciso ter olhos novos. Olhos que vejam os morangos à beira do abismo ... Carpe diem!

Rubem Alves (escritor, educador e psicanalista) Revista Psique. Ciência & vida. São Paulo: Editora Escala, n. 28, 2009, p.82.

Nas orações seguintes, o verbo aparece no imperativo

"Olhai os lírios dos campos ... Olhai as aves dos céus ... "

Mantendo-se o imperativo, porém alterando o número, a forma correta seria

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Q2886445 Português

O texto II refere-se às questões 6, 7, 8, 9 e 10.

Texto II

A difícil arte de ser feliz

Não deixe que o medo do futuro interfira em sua felicidade e desfrute os momentos presentes com novos olhos

Você me pede que eu fale sobre a difícil arte de ser feliz. Digo primeiro que não é possível ser feliz. Felicidade é coisa muito grande. O máximo que os deuses nos concedem são momentos de alegria que, segundo Guimarães Rosa, acontecem em "raros momentos de distração".

Às vezes a gente fica infeliz por causa de coisas tristes: perde-se o emprego, uma pessoa querida morre ... Quando coisas assim acontecem, o certo é ficar triste. Quem continuar alegre em meio a situações de dor é doente. Alegria nem sempre é marca de saúde mental. Há uma alegria que é marca de loucura.

Mas às vezes a nossa infelicidade se deve à nossa estupidez e cegueira. Cegueira: isso mesmo. Olho bom que não vê. Jesus diz que os olhos são a lâmpada do corpo. Quando a lâmpada espalha luz, o mundo fica colorido. Quando a lâmpada espalha escuridão, o mundo fica tenebroso.

Você diz que é infeliz porque tem medo do futuro. Eu também tenho. A Adélia Prado tem um verso em que diz que o Paraíso vai ser igualzinho a esta vida, tudo do mesmo jeito, com uma única diferença: a gente não vai mais ter medo. Imagine que o presente é uma maçã madura, vermelha, perfumada, deliciosa. Você se prepara para comê-la, mas, de repente, percebe que dentro dela há um verme. O nome dele é medo. De onde ele vem? Do futuro. Estranho isso: o futuro ainda não aconteceu. Ele não existe. Como é que um verme pode nascer do que não existe? Não existe do lado de fora. Existe do lado de dentro. Dentro da imaginação o futuro existe. O verme nasce da alma. Para a alma, aquilo que é imaginado existe. Como diz Guimarães Rosa: "Tudo é real porque tudo é inventado". A alma é o lugar onde o que não existe, existe. Nossa imaginação perturbada enche o futuro de coisas terríveis que assombram o presente. Pode ser até que essas coisas terríveis venham a acontecer. Por isso eu também tenho medo. Mas o certo é viver a sua dor no momento em que ela vier, e não agora, quando ela não existe.

Jesus diz que sabedoria é viver apenas o dia presente. "Por que andais ansiosos pelo dia do amanhã? Olhai os lírios dos campos ... Olhai as aves dos céus ... Qual de vós, com sua ansiedade, será capaz de alterar o curso da vida?" Os lírios do campo serão cortados e morrerão. Também as aves do céu: o momento da sua morte vai chegar. Mas os lírios e as aves não vivem no futuro; vivem no presente. O fato é que aves e lírios vão morrer, mas não sabem que vão morrer. Nós vamos morrer e sabemos que vamos morrer. Em nosso futuro mora um grande medo. É desse grande medo que vem o verme ...

História Zen que já contei: Um homem caminhava por uma floresta. Anoitecia. Escuro. De repente, o rugido de um leão. O homem teve muito medo. Correu. No escuro não viu por onde ia. Caiu num precipício. No terror da queda agarrou-se a um galho que se projetava sobre o abismo. E assim ficou pendurado entre o leão e o vazio. De repente, olhando para a parede do precipício, viu uma plantinha e, nela, uma fruta vermelha. Era um morango. Ele estendeu o seu braço, colheu o morango e o comeu. Estava delicioso ... Aqui termina a história. É preciso ter olhos novos. Olhos que vejam os morangos à beira do abismo ... Carpe diem!

Rubem Alves (escritor, educador e psicanalista) Revista Psique. Ciência & vida. São Paulo: Editora Escala, n. 28, 2009, p.82.

No período abaixo, temos duas orações, e cada oração tem o seu sujeito.

"Nossa imaginação perturbada enche o futuro de coisas terríveis que assombram o presente. "

Os núcleos dos sujeitos das orações transcritas são:

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Q2886443 Português

O texto II refere-se às questões 6, 7, 8, 9 e 10.

Texto II

A difícil arte de ser feliz

Não deixe que o medo do futuro interfira em sua felicidade e desfrute os momentos presentes com novos olhos

Você me pede que eu fale sobre a difícil arte de ser feliz. Digo primeiro que não é possível ser feliz. Felicidade é coisa muito grande. O máximo que os deuses nos concedem são momentos de alegria que, segundo Guimarães Rosa, acontecem em "raros momentos de distração".

Às vezes a gente fica infeliz por causa de coisas tristes: perde-se o emprego, uma pessoa querida morre ... Quando coisas assim acontecem, o certo é ficar triste. Quem continuar alegre em meio a situações de dor é doente. Alegria nem sempre é marca de saúde mental. Há uma alegria que é marca de loucura.

Mas às vezes a nossa infelicidade se deve à nossa estupidez e cegueira. Cegueira: isso mesmo. Olho bom que não vê. Jesus diz que os olhos são a lâmpada do corpo. Quando a lâmpada espalha luz, o mundo fica colorido. Quando a lâmpada espalha escuridão, o mundo fica tenebroso.

Você diz que é infeliz porque tem medo do futuro. Eu também tenho. A Adélia Prado tem um verso em que diz que o Paraíso vai ser igualzinho a esta vida, tudo do mesmo jeito, com uma única diferença: a gente não vai mais ter medo. Imagine que o presente é uma maçã madura, vermelha, perfumada, deliciosa. Você se prepara para comê-la, mas, de repente, percebe que dentro dela há um verme. O nome dele é medo. De onde ele vem? Do futuro. Estranho isso: o futuro ainda não aconteceu. Ele não existe. Como é que um verme pode nascer do que não existe? Não existe do lado de fora. Existe do lado de dentro. Dentro da imaginação o futuro existe. O verme nasce da alma. Para a alma, aquilo que é imaginado existe. Como diz Guimarães Rosa: "Tudo é real porque tudo é inventado". A alma é o lugar onde o que não existe, existe. Nossa imaginação perturbada enche o futuro de coisas terríveis que assombram o presente. Pode ser até que essas coisas terríveis venham a acontecer. Por isso eu também tenho medo. Mas o certo é viver a sua dor no momento em que ela vier, e não agora, quando ela não existe.

Jesus diz que sabedoria é viver apenas o dia presente. "Por que andais ansiosos pelo dia do amanhã? Olhai os lírios dos campos ... Olhai as aves dos céus ... Qual de vós, com sua ansiedade, será capaz de alterar o curso da vida?" Os lírios do campo serão cortados e morrerão. Também as aves do céu: o momento da sua morte vai chegar. Mas os lírios e as aves não vivem no futuro; vivem no presente. O fato é que aves e lírios vão morrer, mas não sabem que vão morrer. Nós vamos morrer e sabemos que vamos morrer. Em nosso futuro mora um grande medo. É desse grande medo que vem o verme ...

História Zen que já contei: Um homem caminhava por uma floresta. Anoitecia. Escuro. De repente, o rugido de um leão. O homem teve muito medo. Correu. No escuro não viu por onde ia. Caiu num precipício. No terror da queda agarrou-se a um galho que se projetava sobre o abismo. E assim ficou pendurado entre o leão e o vazio. De repente, olhando para a parede do precipício, viu uma plantinha e, nela, uma fruta vermelha. Era um morango. Ele estendeu o seu braço, colheu o morango e o comeu. Estava delicioso ... Aqui termina a história. É preciso ter olhos novos. Olhos que vejam os morangos à beira do abismo ... Carpe diem!

Rubem Alves (escritor, educador e psicanalista) Revista Psique. Ciência & vida. São Paulo: Editora Escala, n. 28, 2009, p.82.

O autor conclui sua pequena história da seguinte maneira:

"É preciso ter olhos novos. Olhos que vejam os morangos à beira do abismo..."

Os morangos à beira do abismo significam:

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Q2886442 Português

O texto II refere-se às questões 6, 7, 8, 9 e 10.

Texto II

A difícil arte de ser feliz

Não deixe que o medo do futuro interfira em sua felicidade e desfrute os momentos presentes com novos olhos

Você me pede que eu fale sobre a difícil arte de ser feliz. Digo primeiro que não é possível ser feliz. Felicidade é coisa muito grande. O máximo que os deuses nos concedem são momentos de alegria que, segundo Guimarães Rosa, acontecem em "raros momentos de distração".

Às vezes a gente fica infeliz por causa de coisas tristes: perde-se o emprego, uma pessoa querida morre ... Quando coisas assim acontecem, o certo é ficar triste. Quem continuar alegre em meio a situações de dor é doente. Alegria nem sempre é marca de saúde mental. Há uma alegria que é marca de loucura.

Mas às vezes a nossa infelicidade se deve à nossa estupidez e cegueira. Cegueira: isso mesmo. Olho bom que não vê. Jesus diz que os olhos são a lâmpada do corpo. Quando a lâmpada espalha luz, o mundo fica colorido. Quando a lâmpada espalha escuridão, o mundo fica tenebroso.

Você diz que é infeliz porque tem medo do futuro. Eu também tenho. A Adélia Prado tem um verso em que diz que o Paraíso vai ser igualzinho a esta vida, tudo do mesmo jeito, com uma única diferença: a gente não vai mais ter medo. Imagine que o presente é uma maçã madura, vermelha, perfumada, deliciosa. Você se prepara para comê-la, mas, de repente, percebe que dentro dela há um verme. O nome dele é medo. De onde ele vem? Do futuro. Estranho isso: o futuro ainda não aconteceu. Ele não existe. Como é que um verme pode nascer do que não existe? Não existe do lado de fora. Existe do lado de dentro. Dentro da imaginação o futuro existe. O verme nasce da alma. Para a alma, aquilo que é imaginado existe. Como diz Guimarães Rosa: "Tudo é real porque tudo é inventado". A alma é o lugar onde o que não existe, existe. Nossa imaginação perturbada enche o futuro de coisas terríveis que assombram o presente. Pode ser até que essas coisas terríveis venham a acontecer. Por isso eu também tenho medo. Mas o certo é viver a sua dor no momento em que ela vier, e não agora, quando ela não existe.

Jesus diz que sabedoria é viver apenas o dia presente. "Por que andais ansiosos pelo dia do amanhã? Olhai os lírios dos campos ... Olhai as aves dos céus ... Qual de vós, com sua ansiedade, será capaz de alterar o curso da vida?" Os lírios do campo serão cortados e morrerão. Também as aves do céu: o momento da sua morte vai chegar. Mas os lírios e as aves não vivem no futuro; vivem no presente. O fato é que aves e lírios vão morrer, mas não sabem que vão morrer. Nós vamos morrer e sabemos que vamos morrer. Em nosso futuro mora um grande medo. É desse grande medo que vem o verme ...

História Zen que já contei: Um homem caminhava por uma floresta. Anoitecia. Escuro. De repente, o rugido de um leão. O homem teve muito medo. Correu. No escuro não viu por onde ia. Caiu num precipício. No terror da queda agarrou-se a um galho que se projetava sobre o abismo. E assim ficou pendurado entre o leão e o vazio. De repente, olhando para a parede do precipício, viu uma plantinha e, nela, uma fruta vermelha. Era um morango. Ele estendeu o seu braço, colheu o morango e o comeu. Estava delicioso ... Aqui termina a história. É preciso ter olhos novos. Olhos que vejam os morangos à beira do abismo ... Carpe diem!

Rubem Alves (escritor, educador e psicanalista) Revista Psique. Ciência & vida. São Paulo: Editora Escala, n. 28, 2009, p.82.

Quando o autor diz "A alma é o lugar onde o que não existe, existe.", dá a entender que

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Q2886405 Português

O texto 1 refere-se às questões 1, 2, 3, 4 e 5.

TEXTO I

Ao responder para o comprador "-Problema seu." (Linha 44), a mulher vendedora

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Q2880211 Português

Acerca do fragmento acima, julgue os itens que se seguem

Há três substantivos em

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Q2880209 Português

Acerca do fragmento acima, julgue os itens que se seguem

Foram inúmeros os problemas ________ nos defrontamos e inúmeras as experiências ________ passamos.


De acordo com a norma culta da língua, completam a frase, respectivamente,

Alternativas
Q2880208 Português

Acerca do fragmento acima, julgue os itens que se seguem

Muitas vezes ____________ experiências inovadoras.

Dificuldades jamais ____________ o avanço tecnológico.


Preenchem corretamente as lacunas as formas verbais

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Q2880207 Português

A moda terminal

Já declararam o fim da memória, da escrita, da

pintura, da fotografia, do teatro, do rádio, das ferrovias,

da História e já anunciaram até que o mundo ia se

acabar. Todos os que previram esses desfechos

5 chegaram ao fim antes. Agora, a moda é decretar que

o jornalismo está terminando (e o livro também). Citam

importantes jornais do mundo como alguns dos veículos

com sérias dificuldades financeiras. Reconheço que

há argumentos respeitáveis e indícios preocupantes.

10 Mas vamos relativizar o pânico. No Brasil, por

exemplo, nos dois últimos anos, a circulação dos

diários cresceu. Em 2007, enquanto a expansão

mundial não passou de 2,5%, aqui foi de 11,8%.

Desconfio muito das antecipações feitas por

15 um mundo que não conseguiu prever nem a crise

econômica atual. Além do mais, nunca uma nova

tecnologia de comunicação eliminou a anterior. Com

o advento da escrita – para citar a primeira dessas

transformações – acreditava-se que, por desuso, a

20 memória iria desaparecer. Dispondo de um suporte

mecânico para registrar suas experiências, o homem

não usaria mais a cabeça. Para que decorar, se era

possível guardar tudo em forma de letrinhas? (a última

especulação no gênero é a de que o Google vai tornar

25 inúteis arquivos e bibliotecas).

Antes se dizia que a “civilização visual” (a TV)

iria abolir a “civilização verbal”. Uma imagem vale mais

que mil palavras, repetia-se, esquecendo-se de que só

se diz isso com palavras. Agora se afirma, veja a ironia,

30 que a Internet veio salvar a escrita que a TV estava

matando. De fato, nunca se escreveu tanto quanto hoje,

pelo menos em e-mails. A onipresença desse universo

on-line passou então a funcionar como uma espécie de

pá de cal sobre o jornal. Só que a Internet ainda precisa

35 da confirmação e do endosso do “impresso”, de seu

prestígio e credibilidade. Os blogueiros sérios que me

perdoem, mas a rede não é confiável (ainda bem, para

Veríssimo e Jabor, pelo que costumam atribuir a eles

ali). Uma vez, um site noticiou que eu tinha morrido.

40 Houve controvérsia, mas eu só não morri mesmo

porque a notícia não saiu nos jornais.

Por tudo isso, é provável que, em vez de

extermínio, haja convergência e convivência de mídias,

como já está ocorrendo. Muitos dos blogs e sites mais

45 influentes estão hospedados em jornais e revistas.

VENTURA, Zuenir. O Globo – 14 fev. 2009. (com adaptações)

De acordo com o texto, a Internet seria duplamente responsável:

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Q2880206 Português

A moda terminal

Já declararam o fim da memória, da escrita, da

pintura, da fotografia, do teatro, do rádio, das ferrovias,

da História e já anunciaram até que o mundo ia se

acabar. Todos os que previram esses desfechos

5 chegaram ao fim antes. Agora, a moda é decretar que

o jornalismo está terminando (e o livro também). Citam

importantes jornais do mundo como alguns dos veículos

com sérias dificuldades financeiras. Reconheço que

há argumentos respeitáveis e indícios preocupantes.

10 Mas vamos relativizar o pânico. No Brasil, por

exemplo, nos dois últimos anos, a circulação dos

diários cresceu. Em 2007, enquanto a expansão

mundial não passou de 2,5%, aqui foi de 11,8%.

Desconfio muito das antecipações feitas por

15 um mundo que não conseguiu prever nem a crise

econômica atual. Além do mais, nunca uma nova

tecnologia de comunicação eliminou a anterior. Com

o advento da escrita – para citar a primeira dessas

transformações – acreditava-se que, por desuso, a

20 memória iria desaparecer. Dispondo de um suporte

mecânico para registrar suas experiências, o homem

não usaria mais a cabeça. Para que decorar, se era

possível guardar tudo em forma de letrinhas? (a última

especulação no gênero é a de que o Google vai tornar

25 inúteis arquivos e bibliotecas).

Antes se dizia que a “civilização visual” (a TV)

iria abolir a “civilização verbal”. Uma imagem vale mais

que mil palavras, repetia-se, esquecendo-se de que só

se diz isso com palavras. Agora se afirma, veja a ironia,

30 que a Internet veio salvar a escrita que a TV estava

matando. De fato, nunca se escreveu tanto quanto hoje,

pelo menos em e-mails. A onipresença desse universo

on-line passou então a funcionar como uma espécie de

pá de cal sobre o jornal. Só que a Internet ainda precisa

35 da confirmação e do endosso do “impresso”, de seu

prestígio e credibilidade. Os blogueiros sérios que me

perdoem, mas a rede não é confiável (ainda bem, para

Veríssimo e Jabor, pelo que costumam atribuir a eles

ali). Uma vez, um site noticiou que eu tinha morrido.

40 Houve controvérsia, mas eu só não morri mesmo

porque a notícia não saiu nos jornais.

Por tudo isso, é provável que, em vez de

extermínio, haja convergência e convivência de mídias,

como já está ocorrendo. Muitos dos blogs e sites mais

45 influentes estão hospedados em jornais e revistas.

VENTURA, Zuenir. O Globo – 14 fev. 2009. (com adaptações)

Considere as afirmações.


I – Para o cronista é impossível a coexistência de duas tecnologias da comunicação.

II – Dificuldades financeiras e onipresença do universo on-line constituem ameaças à vida dos jornais.

III – Falta à Internet a credibilidade e a confiabilidade do jornal impresso.


É(São) verdadeira(s) APENAS a(s) afirmação(ões)

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Q2880204 Português

A moda terminal

Já declararam o fim da memória, da escrita, da

pintura, da fotografia, do teatro, do rádio, das ferrovias,

da História e já anunciaram até que o mundo ia se

acabar. Todos os que previram esses desfechos

5 chegaram ao fim antes. Agora, a moda é decretar que

o jornalismo está terminando (e o livro também). Citam

importantes jornais do mundo como alguns dos veículos

com sérias dificuldades financeiras. Reconheço que

há argumentos respeitáveis e indícios preocupantes.

10 Mas vamos relativizar o pânico. No Brasil, por

exemplo, nos dois últimos anos, a circulação dos

diários cresceu. Em 2007, enquanto a expansão

mundial não passou de 2,5%, aqui foi de 11,8%.

Desconfio muito das antecipações feitas por

15 um mundo que não conseguiu prever nem a crise

econômica atual. Além do mais, nunca uma nova

tecnologia de comunicação eliminou a anterior. Com

o advento da escrita – para citar a primeira dessas

transformações – acreditava-se que, por desuso, a

20 memória iria desaparecer. Dispondo de um suporte

mecânico para registrar suas experiências, o homem

não usaria mais a cabeça. Para que decorar, se era

possível guardar tudo em forma de letrinhas? (a última

especulação no gênero é a de que o Google vai tornar

25 inúteis arquivos e bibliotecas).

Antes se dizia que a “civilização visual” (a TV)

iria abolir a “civilização verbal”. Uma imagem vale mais

que mil palavras, repetia-se, esquecendo-se de que só

se diz isso com palavras. Agora se afirma, veja a ironia,

30 que a Internet veio salvar a escrita que a TV estava

matando. De fato, nunca se escreveu tanto quanto hoje,

pelo menos em e-mails. A onipresença desse universo

on-line passou então a funcionar como uma espécie de

pá de cal sobre o jornal. Só que a Internet ainda precisa

35 da confirmação e do endosso do “impresso”, de seu

prestígio e credibilidade. Os blogueiros sérios que me

perdoem, mas a rede não é confiável (ainda bem, para

Veríssimo e Jabor, pelo que costumam atribuir a eles

ali). Uma vez, um site noticiou que eu tinha morrido.

40 Houve controvérsia, mas eu só não morri mesmo

porque a notícia não saiu nos jornais.

Por tudo isso, é provável que, em vez de

extermínio, haja convergência e convivência de mídias,

como já está ocorrendo. Muitos dos blogs e sites mais

45 influentes estão hospedados em jornais e revistas.

VENTURA, Zuenir. O Globo – 14 fev. 2009. (com adaptações)

Pelas previsões citadas no 2º parágrafo do texto, estaria reservado à memória, aos arquivos e às bibliotecas um destino comum: tornarem-se

Alternativas
Q2879374 Português

A moda terminal

Já declararam o fim da memória, da escrita, da

pintura, da fotografia, do teatro, do rádio, das ferrovias,

da História e já anunciaram até que o mundo ia se

acabar. Todos os que previram esses desfechos

5 chegaram ao fim antes. Agora, a moda é decretar que

o jornalismo está terminando (e o livro também). Citam

importantes jornais do mundo como alguns dos veículos

com sérias dificuldades financeiras. Reconheço que

há argumentos respeitáveis e indícios preocupantes.

10 Mas vamos relativizar o pânico. No Brasil, por

exemplo, nos dois últimos anos, a circulação dos

diários cresceu. Em 2007, enquanto a expansão

mundial não passou de 2,5%, aqui foi de 11,8%.

Desconfio muito das antecipações feitas por

15 um mundo que não conseguiu prever nem a crise

econômica atual. Além do mais, nunca uma nova

tecnologia de comunicação eliminou a anterior. Com

o advento da escrita – para citar a primeira dessas

transformações – acreditava-se que, por desuso, a

20 memória iria desaparecer. Dispondo de um suporte

mecânico para registrar suas experiências, o homem

não usaria mais a cabeça. Para que decorar, se era

possível guardar tudo em forma de letrinhas? (a última

especulação no gênero é a de que o Google vai tornar

25 inúteis arquivos e bibliotecas).

Antes se dizia que a “civilização visual” (a TV)

iria abolir a “civilização verbal”. Uma imagem vale mais

que mil palavras, repetia-se, esquecendo-se de que só

se diz isso com palavras. Agora se afirma, veja a ironia,

30 que a Internet veio salvar a escrita que a TV estava

matando. De fato, nunca se escreveu tanto quanto hoje,

pelo menos em e-mails. A onipresença desse universo

on-line passou então a funcionar como uma espécie de

pá de cal sobre o jornal. Só que a Internet ainda precisa

35 da confirmação e do endosso do “impresso”, de seu

prestígio e credibilidade. Os blogueiros sérios que me

perdoem, mas a rede não é confiável (ainda bem, para

Veríssimo e Jabor, pelo que costumam atribuir a eles

ali). Uma vez, um site noticiou que eu tinha morrido.

40 Houve controvérsia, mas eu só não morri mesmo

porque a notícia não saiu nos jornais.

Por tudo isso, é provável que, em vez de

extermínio, haja convergência e convivência de mídias,

como já está ocorrendo. Muitos dos blogs e sites mais

45 influentes estão hospedados em jornais e revistas.

VENTURA, Zuenir. O Globo – 14 fev. 2009. (com adaptações)

O início do 1º parágrafo (l. 1 a 4) deixa claro que a moda de que fala o cronista é um tema

Alternativas
Ano: 2009 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNIPAMPA
Q1233736 Auditoria
A respeito das normas brasileiras de contabilidade, julgue o item a seguir.
O auditor não pode ser responsabilizado por eventos ocorridos após o encerramento das demonstrações financeiras correspondentes ao período auditado, ainda que ocorram antes da divulgação do parecer de auditoria. 
Alternativas
Ano: 2009 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNIPAMPA
Q1233525 Auditoria
A respeito das normas brasileiras de contabilidade, julgue o item a seguir.
Se a entidade auditada for parte em um processo judicial de qualquer espécie, o auditor deve discutir com os advogados da entidade a respeito das perspectivas de desfecho do litígio e verificar se as perdas contingentes foram provisionadas.
Alternativas
Ano: 2009 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNIPAMPA
Q1233305 Auditoria
A respeito das normas brasileiras de contabilidade, julgue o item a seguir.
Ainda que um auditor interno seja demitido por justa causa, sem o pagamento dos encargos trabalhistas, seu dever de sigilo em relação às informações obtidas durante o seu trabalho continua em vigor.
Alternativas
Ano: 2009 Banca: CESGRANRIO Órgão: MS
Q1221446 Economia
Em Economia, a proposição “a quantidade demandada de um produto diminui quando seu preço aumenta” é conhecida como 
Alternativas
Ano: 2009 Banca: CESGRANRIO Órgão: MS
Q1220576 Direito Financeiro
Conforme dispõe a Constituição de 1988, a lei que instituir o Plano Plurianual-PPA, no âmbito da União, abrangerá os respectivos Poderes. Neste contexto, considere o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) e indique a afirmativa correta. 
Alternativas
Respostas
9561: C
9562: A
9563: A
9564: B
9565: D
9566: D
9567: D
9568: C
9569: D
9570: D
9571: A
9572: E
9573: E
9574: B
9575: C
9576: E
9577: C
9578: C
9579: A
9580: C