Questões de Concurso
Comentadas para fiscal de tributos - superior
Foram encontradas 3.953 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Segue um trecho da entrevista realizada com Arvind Krishna, engenheiro elétrico indiano que assumiu o posto de CEO global da IBM. Leia e em seguida responda à questão.
Há quem diga que a tecnologia nos afasta uns dos outros. O senhor concorda? É preciso usar a tecnologia da forma correta. Não podemos esquecer que a democracia depende de nossa habilidade para transmitir informação. Nesse sentido, a tecnologia é essencial, pois ela dissemina informações e permite que as pessoas tomem melhores decisões. Precisamos observar o que George Orwell propôs em 1984: a tecnologia será usada para criar uma sociedade moderna ou para mudar o nosso comportamento de forma negativa? É esse o ponto-chave.
Muitas pessoas reclamam que nossos smartphones nos impedem de conversar à mesa. Antes, diziam que os jornais faziam a mesma coisa. Não é só a tecnologia que exerce esse papel. Precisamos ter regras sociais que, de certa forma, regulem a maneira como usamos as tecnologias. Acredito que 90% da tecnologia existe para nos ajudar, e não inibir. Precisamos apenas nos certificar de que ela não está nos enterrando em uma bolha.
Devemos temer o uso da inteligência artificial? Chegará o dia em que poderá ameaçar a humanidade? Ainteligência artificial é uma ferramenta que, se desenvolvida e utilizada com responsabilidade, tem o poder de trazer enormes benefícios à humanidade. Seu uso, por si só, deverá liberar 16 trilhões de dólares em benefícios econômicos até 2030. Mas esses benefícios só podem ser realizados se garantirmos que ela seja confiável. As empresas devem ter clareza sobre quem treina seus sistemas de IA, quais dados são usados nesse treinamento e, o mais importante, o que foi incluído nas recomendações de seus algoritmos.
(Por Sabrina Brito - Veja, 14/09/22)
Avalie a veracidade das proposições expostas na sequência com relação à estruturação dos períodos, em particular sobre as estruturas que constam na primeira resposta da entrevista:
I- A oração introduzida pela forma verbal no infinitivo “usar a tecnologia da forma correta” (Linha 1) está em relação de subordinação à oração anterior “é preciso”, funcionando como objeto direto.
II- O item POIS estabelece relação de subordinação causal entre as orações: “a tecnologia é essencial” / “ela dissemina informações”. (Linhas 2-3)
III- O item E estabelece relação de coordenação entre as orações “ela dissemina informações” / “(ela) permite que as pessoas tomem melhores decisões” (Linha 3),indicando fatos cronologicamente sequenciados.
IV- O coordenador OU estabelece relação semântica de alternância entre as duas orações subordinadas adverbiais que indicam finalidade: ([...] para criar uma sociedade moderna ou para mudar o nosso comportamento de forma negativa?) (Linha 4)
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Segue um trecho da entrevista realizada com Arvind Krishna, engenheiro elétrico indiano que assumiu o posto de CEO global da IBM. Leia e em seguida responda à questão.
Há quem diga que a tecnologia nos afasta uns dos outros. O senhor concorda? É preciso usar a tecnologia da forma correta. Não podemos esquecer que a democracia depende de nossa habilidade para transmitir informação. Nesse sentido, a tecnologia é essencial, pois ela dissemina informações e permite que as pessoas tomem melhores decisões. Precisamos observar o que George Orwell propôs em 1984: a tecnologia será usada para criar uma sociedade moderna ou para mudar o nosso comportamento de forma negativa? É esse o ponto-chave.
Muitas pessoas reclamam que nossos smartphones nos impedem de conversar à mesa. Antes, diziam que os jornais faziam a mesma coisa. Não é só a tecnologia que exerce esse papel. Precisamos ter regras sociais que, de certa forma, regulem a maneira como usamos as tecnologias. Acredito que 90% da tecnologia existe para nos ajudar, e não inibir. Precisamos apenas nos certificar de que ela não está nos enterrando em uma bolha.
Devemos temer o uso da inteligência artificial? Chegará o dia em que poderá ameaçar a humanidade? Ainteligência artificial é uma ferramenta que, se desenvolvida e utilizada com responsabilidade, tem o poder de trazer enormes benefícios à humanidade. Seu uso, por si só, deverá liberar 16 trilhões de dólares em benefícios econômicos até 2030. Mas esses benefícios só podem ser realizados se garantirmos que ela seja confiável. As empresas devem ter clareza sobre quem treina seus sistemas de IA, quais dados são usados nesse treinamento e, o mais importante, o que foi incluído nas recomendações de seus algoritmos.
(Por Sabrina Brito - Veja, 14/09/22)
Leia o texto abaixo, com atenção para as formas gramaticais em destaque e, em seguida, responda à questão.
Algumas pessoas sentem dornum membro que já foi amputado. Como fazerparar, se o membro não existe mais?
Cerca de 90% dos indivíduos que passaram pela amputação de alguma parte do corpo continuam sentindo dores, queimação, formigamento, pontadas… e até cócegas no membro que já não está mais LA1. Isso porque uma perna, por exemplo, não existe só a partir da sua pelve. Ela existe no seu cérebro também. A “central de comando” do membro continua funcionando. E ISSO2 deixa o tratamento mais complicado. Não há exame para o diagnóstico de “dor fantasma”. O médico precisa identificá-lA3 contando só com o relato do paciente. A medicina costuma ajudar a aflição dESSES4 indivíduos com antidepressivos, analgésicos e, em caso de dores extremas, até morfina, um depressor do sistema nervoso central – onde está a dor real, mesmo que o membro seja só uma fantasia. Uma alternativa promissora é a estimulação cerebral com eletrodos e uma pequena corrente elétrica. Mas os dados de eficácia ainda são limitados.
(Superinteressante, setembro/2022)
No trecho transcrito abaixo, depreende-se uma relação de sentido entre as orações, viabilizada pela locução MESMO QUE, que, genericamente, pertence à esfera do contraste.
“A medicina costuma ajudar a aflição desses indivíduos com antidepressivos, analgésicos e, em caso de dores extremas, até morfina, um depressor do sistema nervoso central – onde está a dor real, mesmo que o membro seja só uma fantasia”.
Analise as versões propostas como paráfrase e indique qual delas contraria a versão original:
Leia o texto abaixo, com atenção para as formas gramaticais em destaque e, em seguida, responda à questão.
Algumas pessoas sentem dornum membro que já foi amputado. Como fazerparar, se o membro não existe mais?
Cerca de 90% dos indivíduos que passaram pela amputação de alguma parte do corpo continuam sentindo dores, queimação, formigamento, pontadas… e até cócegas no membro que já não está mais LA1. Isso porque uma perna, por exemplo, não existe só a partir da sua pelve. Ela existe no seu cérebro também. A “central de comando” do membro continua funcionando. E ISSO2 deixa o tratamento mais complicado. Não há exame para o diagnóstico de “dor fantasma”. O médico precisa identificá-lA3 contando só com o relato do paciente. A medicina costuma ajudar a aflição dESSES4 indivíduos com antidepressivos, analgésicos e, em caso de dores extremas, até morfina, um depressor do sistema nervoso central – onde está a dor real, mesmo que o membro seja só uma fantasia. Uma alternativa promissora é a estimulação cerebral com eletrodos e uma pequena corrente elétrica. Mas os dados de eficácia ainda são limitados.
(Superinteressante, setembro/2022)
Feita a leitura da matéria que se apresenta na sequência, responda à questão.
Meus pais não enxergam
Um dos maiores desafios para os pais é conhecer e compreender a forma como seus filhos atingem e gerem o conhecimento. Hoje, no centro desse desafio estão as mídias sociais. No século 20 parece que foi já em outra vida, os instrumentos de comunicação eram lineares e de fácil compreensão, mas hoje tudo é diferente. Antes uma coisa era sempre consequência de outra; e essa coisa estava quase sempre perto e era conhecida por todos. Não havia surpresa nas novidades.
Antigamente, os filhos aprendiam dos pais porque tinham menor acesso à informação. Hoje não é assim. Os filhos, porque são mais jovens, menos ocupados e mais digitais, têm acesso a mais e melhor informação que seus progenitores. O desafio dos mais velhos é hoje muito maior. Se antes o problema era saber que informação se devia proibir, agora é preciso saber que mundo devemos conhecer. E neste jogo os guris levam grande vantagem. As redes sociais são o território onde esta batalha se trava. Porque são mais imediatas, rápidas e expõem os nossos filhos a um mundo que nos é desconhecido; mas também porque, paradoxalmente, são o local onde nos encontramos com eles na internet. Por exemplo, o Google é muito mais perigoso do que o Facebook, mas os adultos se preocupam menos com o F azul que com o G multicolor. Talvez porque as hipóteses de encontrar um filho ou uma filha num motor de busca sejam quase nulas, mas nas redes sociais já não é tanto assim.
Quem tem filhos adolescentes se preocupa. Nos perguntamos se eles conseguem ter uma vida normal passando tanto tempo ligados remotamente aos amigos. Mas será que são eles que estão viciados na rede, ou seremos nós mais viciados do que eles? Os mais novos sabem exatamente para que serve cada uma das redes sociais, como se mantêm vivas, e qual a recompensa que existe em cada uma. ACarol quando tinha 14 anos, sabia que o que mantém vivo o Snapchat é a regularidade com que contacta cada pessoa – é a rede da Amizade. Sabe que no Instagram o objetivo são os gostos em cada fotografia – é a rede da Vaidade. Já o Twitter é tudo diferente, ele serve para encontrar coisas interessantes – é a rede da Informação. Os adolescentes estão a abandonar o Facebook. Se transferiram para o Snapchat e para o Instagram, deixando a meta rede de Zuckerberg para a mais tradicional forma de comunicação: as mensagens de texto.
Como educadores, um dos nossos maiores receios é que nossos filhos possam estar a falar com alguém que seja uma ameaça para eles. Mas isso rapidamente vai perdendo sentido. Eles sabem mais sobre o assunto do que nós, e o funcionamento das redes sociais — onde eles verdadeiramente vivem — são elas próprias a segurança necessária.
(José Manuel Diogo - ISTO É, 25/11/2022)
Feita a leitura da matéria que se apresenta na sequência, responda à questão.
Meus pais não enxergam
Um dos maiores desafios para os pais é conhecer e compreender a forma como seus filhos atingem e gerem o conhecimento. Hoje, no centro desse desafio estão as mídias sociais. No século 20 parece que foi já em outra vida, os instrumentos de comunicação eram lineares e de fácil compreensão, mas hoje tudo é diferente. Antes uma coisa era sempre consequência de outra; e essa coisa estava quase sempre perto e era conhecida por todos. Não havia surpresa nas novidades.
Antigamente, os filhos aprendiam dos pais porque tinham menor acesso à informação. Hoje não é assim. Os filhos, porque são mais jovens, menos ocupados e mais digitais, têm acesso a mais e melhor informação que seus progenitores. O desafio dos mais velhos é hoje muito maior. Se antes o problema era saber que informação se devia proibir, agora é preciso saber que mundo devemos conhecer. E neste jogo os guris levam grande vantagem. As redes sociais são o território onde esta batalha se trava. Porque são mais imediatas, rápidas e expõem os nossos filhos a um mundo que nos é desconhecido; mas também porque, paradoxalmente, são o local onde nos encontramos com eles na internet. Por exemplo, o Google é muito mais perigoso do que o Facebook, mas os adultos se preocupam menos com o F azul que com o G multicolor. Talvez porque as hipóteses de encontrar um filho ou uma filha num motor de busca sejam quase nulas, mas nas redes sociais já não é tanto assim.
Quem tem filhos adolescentes se preocupa. Nos perguntamos se eles conseguem ter uma vida normal passando tanto tempo ligados remotamente aos amigos. Mas será que são eles que estão viciados na rede, ou seremos nós mais viciados do que eles? Os mais novos sabem exatamente para que serve cada uma das redes sociais, como se mantêm vivas, e qual a recompensa que existe em cada uma. ACarol quando tinha 14 anos, sabia que o que mantém vivo o Snapchat é a regularidade com que contacta cada pessoa – é a rede da Amizade. Sabe que no Instagram o objetivo são os gostos em cada fotografia – é a rede da Vaidade. Já o Twitter é tudo diferente, ele serve para encontrar coisas interessantes – é a rede da Informação. Os adolescentes estão a abandonar o Facebook. Se transferiram para o Snapchat e para o Instagram, deixando a meta rede de Zuckerberg para a mais tradicional forma de comunicação: as mensagens de texto.
Como educadores, um dos nossos maiores receios é que nossos filhos possam estar a falar com alguém que seja uma ameaça para eles. Mas isso rapidamente vai perdendo sentido. Eles sabem mais sobre o assunto do que nós, e o funcionamento das redes sociais — onde eles verdadeiramente vivem — são elas próprias a segurança necessária.
(José Manuel Diogo - ISTO É, 25/11/2022)
Na frase interrogativa abaixo exposta, o autor se utiliza de um mecanismo de ênfase, ao colocar o sujeito “ELES” entre o verbo SER e a partícula QUE.
“Mas será que são eles que estão viciados na rede, ou seremos nós mais viciados do que eles?”
Assinale, dentre as versões propostas na sequência, a única que NÃO substitui a versão original.