Questões de Concurso Comentadas para fonoaudiólogo

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Q1318339 Português

Leia o texto de Fabrício Carpinejar para responder à questão.


Onisciência burra


    Ninguém mais confessa “não sei”, “não domino o assunto”, “estou aqui para aprender”. Não abrimos passagem para sábios e doutores. Todo mundo é especialista em tudo, todo mundo nasce enciclopédico, todo mundo quer opinar sobre o que não conhece, sobre o que não estudou. Todo mundo saca um Google do bolso para fingir destreza. Antes as generalizações se restringiam ao futebol e à política, hoje não há área que não esteja contaminada pelo achismo.

    A onisciência é a nossa nova burrice. Falta-nos humildade para escutar especialistas. Falta-nos silêncio. Falta-nos a solidão da dúvida.

    Vivemos colando nas provas da vida, conferindo as respostas no celular e anulando as curiosidades naturais e sufocando os lapsos espontâneos.

    Quando vamos nos consultar, desprezamos a década de universidade e residência do médico, colocamos em xeque as suas habilidades, desacreditamos a sua receita, pesquisamos na web o que julgamos ter e nos automedicamos. Onde está o respeito com quem se preparou para nos receber?

    Nossa desobediência é arrogância, não é nem de perto emancipação ideológica. Simulamos saber, não corremos atrás para reparar as falhas da formação e não deixamos quem realmente merece falar ocupar o seu espaço.

(https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-carpinejar/post/onisciencia-burra. html Publicado em 25.07.2018. Adaptado)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto a seguir.
Para o autor, ninguém mais tem a nobreza de afirmar que está predisposto _______ aprender. No texto, ele se refere tanto ______ pessoas que se esforçam para saber cada vez mais como _______ que não procuram reparar deficiências de formação. Segundo ele, todas as áreas do conhecimento estão submetidas ______ prepotente teoria do achismo.
Alternativas
Q1318338 Português

Leia o texto de Fabrício Carpinejar para responder à questão.


Onisciência burra


    Ninguém mais confessa “não sei”, “não domino o assunto”, “estou aqui para aprender”. Não abrimos passagem para sábios e doutores. Todo mundo é especialista em tudo, todo mundo nasce enciclopédico, todo mundo quer opinar sobre o que não conhece, sobre o que não estudou. Todo mundo saca um Google do bolso para fingir destreza. Antes as generalizações se restringiam ao futebol e à política, hoje não há área que não esteja contaminada pelo achismo.

    A onisciência é a nossa nova burrice. Falta-nos humildade para escutar especialistas. Falta-nos silêncio. Falta-nos a solidão da dúvida.

    Vivemos colando nas provas da vida, conferindo as respostas no celular e anulando as curiosidades naturais e sufocando os lapsos espontâneos.

    Quando vamos nos consultar, desprezamos a década de universidade e residência do médico, colocamos em xeque as suas habilidades, desacreditamos a sua receita, pesquisamos na web o que julgamos ter e nos automedicamos. Onde está o respeito com quem se preparou para nos receber?

    Nossa desobediência é arrogância, não é nem de perto emancipação ideológica. Simulamos saber, não corremos atrás para reparar as falhas da formação e não deixamos quem realmente merece falar ocupar o seu espaço.

(https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-carpinejar/post/onisciencia-burra. html Publicado em 25.07.2018. Adaptado)

O trecho do texto em que o autor emprega termos aparentemente contraditórios está na alternativa:
Alternativas
Q1318337 Português

Leia o texto de Fabrício Carpinejar para responder à questão.


Onisciência burra


    Ninguém mais confessa “não sei”, “não domino o assunto”, “estou aqui para aprender”. Não abrimos passagem para sábios e doutores. Todo mundo é especialista em tudo, todo mundo nasce enciclopédico, todo mundo quer opinar sobre o que não conhece, sobre o que não estudou. Todo mundo saca um Google do bolso para fingir destreza. Antes as generalizações se restringiam ao futebol e à política, hoje não há área que não esteja contaminada pelo achismo.

    A onisciência é a nossa nova burrice. Falta-nos humildade para escutar especialistas. Falta-nos silêncio. Falta-nos a solidão da dúvida.

    Vivemos colando nas provas da vida, conferindo as respostas no celular e anulando as curiosidades naturais e sufocando os lapsos espontâneos.

    Quando vamos nos consultar, desprezamos a década de universidade e residência do médico, colocamos em xeque as suas habilidades, desacreditamos a sua receita, pesquisamos na web o que julgamos ter e nos automedicamos. Onde está o respeito com quem se preparou para nos receber?

    Nossa desobediência é arrogância, não é nem de perto emancipação ideológica. Simulamos saber, não corremos atrás para reparar as falhas da formação e não deixamos quem realmente merece falar ocupar o seu espaço.

(https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-carpinejar/post/onisciencia-burra. html Publicado em 25.07.2018. Adaptado)

Com base nas opiniões do autor, “emancipação ideológica” pode ser corretamente interpretada como
Alternativas
Q1318336 Português

Leia o texto para responder à questão.


Apostas contra depressão e fobias


    A realidade virtual, conhecida pelo uso na indústria de games, tem sido cada vez mais utilizada para recriar situações de trauma ou medo e, assim, permitir que o paciente seja exposto a uma situação de risco, de forma controlada e com auxílio profissional. Medo de avião, pavor de aranhas ou insetos e fobia de lugares fechados são alguns dos problemas na mira.

    Para isso, programadores de games têm sido contratados por médicos e psicólogos para criar os cenários para pacientes interagirem com as situações que os aterrorizam.

    Em clínica especializada em realidade virtual, em São Paulo, uma equipe de programadores trabalhou, com detalhamento impressionante, nas versões mais recentes das experiências de imersão. No cenário de fobia de aranha, o paciente não só observa o comportamento do animal como pode interagir usando as próprias mãos, inseridas no cenário por meio de um sensor. No cenário da fobia de avião, a imersão é ainda maior. Além dos óculos de realidade virtual, há duas poltronas de avião posicionadas sobre uma plataforma móvel que simula os vários momentos – decolagem, pouso e turbulências.

    Antes mesmo de “entrar” na aeronave, o paciente em tratamento passa, dentro da experiência de realidade virtual, por check-in, raios X e fila de embarque. Em todas as situações, ele tem os batimentos cardíacos e a respiração monitorados constantemente pela equipe de psicólogos.

    Segundo o psicólogo Cristiano Nabuco, professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) e chefe da clínica, a abordagem é eficaz visto que trabalha três dimensões: pensamento, emoção e comportamento. “Para quem tem medo de avião, não adianta você só trazer estatísticas.”

    O especialista explica que, ainda que o paciente tenha consciência de que aquela é uma simulação, o cérebro acaba “sendo enganado”.

    Já a realidade virtual aliada ao tratamento com choques elétricos tem sido estudada para casos como os de dependência química, manias e compulsões. O tratamento com choques elétricos no cérebro nada tem a ver com as terapias obsoletas praticadas nos antigos manicômios.

    Hoje, a corrente elétrica é usada em baixíssima intensidade, de forma não invasiva, para estimular ou inibir áreas do cérebro afetadas por alguns transtornos. Estudos publicados em renomadas revistas médicas já comprovaram a eficácia do tratamento para pacientes com depressão grave que não demonstravam uma boa resposta aos remédios. Nos últimos anos, a técnica começou a ser estudada também para condições de dependência química, autismo, transtorno obsessivo- -compulsivo e compulsão alimentar.

    Para os especialistas, evidentemente tanto a realidade virtual quanto a estimulação transcraniana são parte do tratamento e precisam ser associadas a psicoterapias e a medicações.

(Fabiana Cambricoli. O Estado de S. Paulo, 08.09.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a concordância verbal está de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q1318335 Português

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Apostas contra depressão e fobias


    A realidade virtual, conhecida pelo uso na indústria de games, tem sido cada vez mais utilizada para recriar situações de trauma ou medo e, assim, permitir que o paciente seja exposto a uma situação de risco, de forma controlada e com auxílio profissional. Medo de avião, pavor de aranhas ou insetos e fobia de lugares fechados são alguns dos problemas na mira.

    Para isso, programadores de games têm sido contratados por médicos e psicólogos para criar os cenários para pacientes interagirem com as situações que os aterrorizam.

    Em clínica especializada em realidade virtual, em São Paulo, uma equipe de programadores trabalhou, com detalhamento impressionante, nas versões mais recentes das experiências de imersão. No cenário de fobia de aranha, o paciente não só observa o comportamento do animal como pode interagir usando as próprias mãos, inseridas no cenário por meio de um sensor. No cenário da fobia de avião, a imersão é ainda maior. Além dos óculos de realidade virtual, há duas poltronas de avião posicionadas sobre uma plataforma móvel que simula os vários momentos – decolagem, pouso e turbulências.

    Antes mesmo de “entrar” na aeronave, o paciente em tratamento passa, dentro da experiência de realidade virtual, por check-in, raios X e fila de embarque. Em todas as situações, ele tem os batimentos cardíacos e a respiração monitorados constantemente pela equipe de psicólogos.

    Segundo o psicólogo Cristiano Nabuco, professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) e chefe da clínica, a abordagem é eficaz visto que trabalha três dimensões: pensamento, emoção e comportamento. “Para quem tem medo de avião, não adianta você só trazer estatísticas.”

    O especialista explica que, ainda que o paciente tenha consciência de que aquela é uma simulação, o cérebro acaba “sendo enganado”.

    Já a realidade virtual aliada ao tratamento com choques elétricos tem sido estudada para casos como os de dependência química, manias e compulsões. O tratamento com choques elétricos no cérebro nada tem a ver com as terapias obsoletas praticadas nos antigos manicômios.

    Hoje, a corrente elétrica é usada em baixíssima intensidade, de forma não invasiva, para estimular ou inibir áreas do cérebro afetadas por alguns transtornos. Estudos publicados em renomadas revistas médicas já comprovaram a eficácia do tratamento para pacientes com depressão grave que não demonstravam uma boa resposta aos remédios. Nos últimos anos, a técnica começou a ser estudada também para condições de dependência química, autismo, transtorno obsessivo- -compulsivo e compulsão alimentar.

    Para os especialistas, evidentemente tanto a realidade virtual quanto a estimulação transcraniana são parte do tratamento e precisam ser associadas a psicoterapias e a medicações.

(Fabiana Cambricoli. O Estado de S. Paulo, 08.09.2019. Adaptado)

Leia as frases elaboradas com base nas ideias do texto.

•  A realidade virtual é muito conhecida na indústria de games e, agora, profissionais têm usado a realidade virtual na área da medicina. •  Técnicas de computação permitem criar cenários fictícios, e médicos e psicólogos usam esses cenários para ajudar pacientes. •  A aplicação de choques elétricos em pacientes, antes condenada, hoje ajuda pacientes a superar traumas.

De acordo com a norma-padrão de emprego e colocação dos pronomes, os trechos destacados podem ser substituídos, respectivamente, por
Alternativas
Q1318334 Português

Leia o texto para responder à questão.


Apostas contra depressão e fobias


    A realidade virtual, conhecida pelo uso na indústria de games, tem sido cada vez mais utilizada para recriar situações de trauma ou medo e, assim, permitir que o paciente seja exposto a uma situação de risco, de forma controlada e com auxílio profissional. Medo de avião, pavor de aranhas ou insetos e fobia de lugares fechados são alguns dos problemas na mira.

    Para isso, programadores de games têm sido contratados por médicos e psicólogos para criar os cenários para pacientes interagirem com as situações que os aterrorizam.

    Em clínica especializada em realidade virtual, em São Paulo, uma equipe de programadores trabalhou, com detalhamento impressionante, nas versões mais recentes das experiências de imersão. No cenário de fobia de aranha, o paciente não só observa o comportamento do animal como pode interagir usando as próprias mãos, inseridas no cenário por meio de um sensor. No cenário da fobia de avião, a imersão é ainda maior. Além dos óculos de realidade virtual, há duas poltronas de avião posicionadas sobre uma plataforma móvel que simula os vários momentos – decolagem, pouso e turbulências.

    Antes mesmo de “entrar” na aeronave, o paciente em tratamento passa, dentro da experiência de realidade virtual, por check-in, raios X e fila de embarque. Em todas as situações, ele tem os batimentos cardíacos e a respiração monitorados constantemente pela equipe de psicólogos.

    Segundo o psicólogo Cristiano Nabuco, professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) e chefe da clínica, a abordagem é eficaz visto que trabalha três dimensões: pensamento, emoção e comportamento. “Para quem tem medo de avião, não adianta você só trazer estatísticas.”

    O especialista explica que, ainda que o paciente tenha consciência de que aquela é uma simulação, o cérebro acaba “sendo enganado”.

    Já a realidade virtual aliada ao tratamento com choques elétricos tem sido estudada para casos como os de dependência química, manias e compulsões. O tratamento com choques elétricos no cérebro nada tem a ver com as terapias obsoletas praticadas nos antigos manicômios.

    Hoje, a corrente elétrica é usada em baixíssima intensidade, de forma não invasiva, para estimular ou inibir áreas do cérebro afetadas por alguns transtornos. Estudos publicados em renomadas revistas médicas já comprovaram a eficácia do tratamento para pacientes com depressão grave que não demonstravam uma boa resposta aos remédios. Nos últimos anos, a técnica começou a ser estudada também para condições de dependência química, autismo, transtorno obsessivo- -compulsivo e compulsão alimentar.

    Para os especialistas, evidentemente tanto a realidade virtual quanto a estimulação transcraniana são parte do tratamento e precisam ser associadas a psicoterapias e a medicações.

(Fabiana Cambricoli. O Estado de S. Paulo, 08.09.2019. Adaptado)

Os trechos destacados em – os cenários para pacientes interagirem com as situações que os aterrorizam (2o parágrafo) – e – o paciente tenha consciência de que aquela é uma simulação (6o parágrafo) – estão reescritos em conformidade com a regência verbal e nominal estabelecida pela norma-padrão na alternativa:
Alternativas
Q1318333 Português

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Apostas contra depressão e fobias


    A realidade virtual, conhecida pelo uso na indústria de games, tem sido cada vez mais utilizada para recriar situações de trauma ou medo e, assim, permitir que o paciente seja exposto a uma situação de risco, de forma controlada e com auxílio profissional. Medo de avião, pavor de aranhas ou insetos e fobia de lugares fechados são alguns dos problemas na mira.

    Para isso, programadores de games têm sido contratados por médicos e psicólogos para criar os cenários para pacientes interagirem com as situações que os aterrorizam.

    Em clínica especializada em realidade virtual, em São Paulo, uma equipe de programadores trabalhou, com detalhamento impressionante, nas versões mais recentes das experiências de imersão. No cenário de fobia de aranha, o paciente não só observa o comportamento do animal como pode interagir usando as próprias mãos, inseridas no cenário por meio de um sensor. No cenário da fobia de avião, a imersão é ainda maior. Além dos óculos de realidade virtual, há duas poltronas de avião posicionadas sobre uma plataforma móvel que simula os vários momentos – decolagem, pouso e turbulências.

    Antes mesmo de “entrar” na aeronave, o paciente em tratamento passa, dentro da experiência de realidade virtual, por check-in, raios X e fila de embarque. Em todas as situações, ele tem os batimentos cardíacos e a respiração monitorados constantemente pela equipe de psicólogos.

    Segundo o psicólogo Cristiano Nabuco, professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) e chefe da clínica, a abordagem é eficaz visto que trabalha três dimensões: pensamento, emoção e comportamento. “Para quem tem medo de avião, não adianta você só trazer estatísticas.”

    O especialista explica que, ainda que o paciente tenha consciência de que aquela é uma simulação, o cérebro acaba “sendo enganado”.

    Já a realidade virtual aliada ao tratamento com choques elétricos tem sido estudada para casos como os de dependência química, manias e compulsões. O tratamento com choques elétricos no cérebro nada tem a ver com as terapias obsoletas praticadas nos antigos manicômios.

    Hoje, a corrente elétrica é usada em baixíssima intensidade, de forma não invasiva, para estimular ou inibir áreas do cérebro afetadas por alguns transtornos. Estudos publicados em renomadas revistas médicas já comprovaram a eficácia do tratamento para pacientes com depressão grave que não demonstravam uma boa resposta aos remédios. Nos últimos anos, a técnica começou a ser estudada também para condições de dependência química, autismo, transtorno obsessivo- -compulsivo e compulsão alimentar.

    Para os especialistas, evidentemente tanto a realidade virtual quanto a estimulação transcraniana são parte do tratamento e precisam ser associadas a psicoterapias e a medicações.

(Fabiana Cambricoli. O Estado de S. Paulo, 08.09.2019. Adaptado)

Considere os trechos do texto.

•  ... para recriar situações de trauma ou medo e, assim, permitir que o paciente seja exposto a uma situação de risco... (1o parágrafo) •  ... a abordagem é eficaz visto que trabalha três dimensões: pensamento, emoção e comportamento. (5o parágrafo) •  O especialista explica que, ainda que o paciente tenha consciência de que aquela é uma simulação, o cérebro acaba “sendo enganado”. (6o parágrafo)

As expressões destacadas estabelecem entre as ideias, correta e respectivamente, as relações de
Alternativas
Q1318332 Português

Leia o texto para responder à questão.


Apostas contra depressão e fobias


    A realidade virtual, conhecida pelo uso na indústria de games, tem sido cada vez mais utilizada para recriar situações de trauma ou medo e, assim, permitir que o paciente seja exposto a uma situação de risco, de forma controlada e com auxílio profissional. Medo de avião, pavor de aranhas ou insetos e fobia de lugares fechados são alguns dos problemas na mira.

    Para isso, programadores de games têm sido contratados por médicos e psicólogos para criar os cenários para pacientes interagirem com as situações que os aterrorizam.

    Em clínica especializada em realidade virtual, em São Paulo, uma equipe de programadores trabalhou, com detalhamento impressionante, nas versões mais recentes das experiências de imersão. No cenário de fobia de aranha, o paciente não só observa o comportamento do animal como pode interagir usando as próprias mãos, inseridas no cenário por meio de um sensor. No cenário da fobia de avião, a imersão é ainda maior. Além dos óculos de realidade virtual, há duas poltronas de avião posicionadas sobre uma plataforma móvel que simula os vários momentos – decolagem, pouso e turbulências.

    Antes mesmo de “entrar” na aeronave, o paciente em tratamento passa, dentro da experiência de realidade virtual, por check-in, raios X e fila de embarque. Em todas as situações, ele tem os batimentos cardíacos e a respiração monitorados constantemente pela equipe de psicólogos.

    Segundo o psicólogo Cristiano Nabuco, professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) e chefe da clínica, a abordagem é eficaz visto que trabalha três dimensões: pensamento, emoção e comportamento. “Para quem tem medo de avião, não adianta você só trazer estatísticas.”

    O especialista explica que, ainda que o paciente tenha consciência de que aquela é uma simulação, o cérebro acaba “sendo enganado”.

    Já a realidade virtual aliada ao tratamento com choques elétricos tem sido estudada para casos como os de dependência química, manias e compulsões. O tratamento com choques elétricos no cérebro nada tem a ver com as terapias obsoletas praticadas nos antigos manicômios.

    Hoje, a corrente elétrica é usada em baixíssima intensidade, de forma não invasiva, para estimular ou inibir áreas do cérebro afetadas por alguns transtornos. Estudos publicados em renomadas revistas médicas já comprovaram a eficácia do tratamento para pacientes com depressão grave que não demonstravam uma boa resposta aos remédios. Nos últimos anos, a técnica começou a ser estudada também para condições de dependência química, autismo, transtorno obsessivo- -compulsivo e compulsão alimentar.

    Para os especialistas, evidentemente tanto a realidade virtual quanto a estimulação transcraniana são parte do tratamento e precisam ser associadas a psicoterapias e a medicações.

(Fabiana Cambricoli. O Estado de S. Paulo, 08.09.2019. Adaptado)

No primeiro parágrafo do texto, a expressão destacada em – permitir que o paciente seja exposto a uma situação de risco, de forma controlada – apresenta circunstância adverbial de
Alternativas
Q1318331 Português

Leia o texto para responder à questão.


Apostas contra depressão e fobias


    A realidade virtual, conhecida pelo uso na indústria de games, tem sido cada vez mais utilizada para recriar situações de trauma ou medo e, assim, permitir que o paciente seja exposto a uma situação de risco, de forma controlada e com auxílio profissional. Medo de avião, pavor de aranhas ou insetos e fobia de lugares fechados são alguns dos problemas na mira.

    Para isso, programadores de games têm sido contratados por médicos e psicólogos para criar os cenários para pacientes interagirem com as situações que os aterrorizam.

    Em clínica especializada em realidade virtual, em São Paulo, uma equipe de programadores trabalhou, com detalhamento impressionante, nas versões mais recentes das experiências de imersão. No cenário de fobia de aranha, o paciente não só observa o comportamento do animal como pode interagir usando as próprias mãos, inseridas no cenário por meio de um sensor. No cenário da fobia de avião, a imersão é ainda maior. Além dos óculos de realidade virtual, há duas poltronas de avião posicionadas sobre uma plataforma móvel que simula os vários momentos – decolagem, pouso e turbulências.

    Antes mesmo de “entrar” na aeronave, o paciente em tratamento passa, dentro da experiência de realidade virtual, por check-in, raios X e fila de embarque. Em todas as situações, ele tem os batimentos cardíacos e a respiração monitorados constantemente pela equipe de psicólogos.

    Segundo o psicólogo Cristiano Nabuco, professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) e chefe da clínica, a abordagem é eficaz visto que trabalha três dimensões: pensamento, emoção e comportamento. “Para quem tem medo de avião, não adianta você só trazer estatísticas.”

    O especialista explica que, ainda que o paciente tenha consciência de que aquela é uma simulação, o cérebro acaba “sendo enganado”.

    Já a realidade virtual aliada ao tratamento com choques elétricos tem sido estudada para casos como os de dependência química, manias e compulsões. O tratamento com choques elétricos no cérebro nada tem a ver com as terapias obsoletas praticadas nos antigos manicômios.

    Hoje, a corrente elétrica é usada em baixíssima intensidade, de forma não invasiva, para estimular ou inibir áreas do cérebro afetadas por alguns transtornos. Estudos publicados em renomadas revistas médicas já comprovaram a eficácia do tratamento para pacientes com depressão grave que não demonstravam uma boa resposta aos remédios. Nos últimos anos, a técnica começou a ser estudada também para condições de dependência química, autismo, transtorno obsessivo- -compulsivo e compulsão alimentar.

    Para os especialistas, evidentemente tanto a realidade virtual quanto a estimulação transcraniana são parte do tratamento e precisam ser associadas a psicoterapias e a medicações.

(Fabiana Cambricoli. O Estado de S. Paulo, 08.09.2019. Adaptado)

De acordo com o texto, os tratamentos contra fobias e traumas que utilizam realidade virtual
Alternativas
Q1317597 Fonoaudiologia

As escolas especiais para surdos surgiram, no Brasil, dentre outras razões, em decorrência da grande demanda de crianças e adolescentes com necessidades especiais. Analise as afirmativas a seguir a respeito das escolas especiais bilíngues.

Segundo o pressuposto que rege a abordagem das escolas especiais bilíngues, o uso de duas formas de comunicação (oral e sinais) ajudaria a criança na escolha daquele canal que para ela é o mais fácil para a apreensão do que é falado e dos conteúdos escolares, permitindo, assim, que as diferenças individuais existentes sejam atendidas de igual forma.

Porque:

A proposta bilíngue pressupõe a proficiência da criança surda em duas línguas: na Língua de Sinais e, no caso do Brasil, no Português.


É correto afirmar que: 

Alternativas
Q1317596 Fonoaudiologia
A organização das estratégias terapêuticas e definição dos seus objetivos são essências para o sucesso terapêutico. São objetivos da terapia para intervenção em crianças com atraso de linguagem, EXCETO:
Alternativas
Q1317595 Fonoaudiologia

Com relação à deficiência auditiva associada a outras anormalidades, analise as afirmativas a seguir.


I. A Síndrome de Crouzon é uma disostose craniofacial com padrão de herança autossômica dominante e a deficiência auditiva, geralmente mista, está presente em um terço dos casos.

II. A Síndrome de Treacher Collins caracteriza-se por deficiência auditiva do tipo mista, pois apresenta malformação do canal auditivo externo e malformação da cadeia ossicular.

III. A Síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21) caracteriza-se por pacientes com orelhas dismórficas, o que leva 50% dos portadores da síndrome a terem perda auditiva condutiva.


Está correta:

Alternativas
Q1317594 Fonoaudiologia
O Distúrbio Específico da Linguagem – DEL é uma dificuldade persistente para adquirir e desenvolver a fala e a linguagem. São características de crianças com DEL, EXCETO:
Alternativas
Q1317593 Fonoaudiologia
A apraxia de fala na infância começou a ser estudada a partir das dificuldades encontradas no diagnóstico e tratamento de alterações de fala na infância com prognóstico desfavorável. Sobre a apraxia de fala na infância, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1317592 Direito Sanitário

Sobre os conceitos trazidos pela Lei Orgânica de Saúde no 8.080/90, considere os itens a seguir:


I. Descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo;

II. Organização de atendimento público específico e especializado para mulheres e vítimas de violência doméstica em geral, que garanta, entre outros, atendimento, acompanhamento psicológico e cirurgias plásticas reparadoras;

III. Igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie.


São Princípios do Sistema Único de Saúde – SUS os apresentados nos itens:

Alternativas
Q1317591 Fonoaudiologia
Teste de Glicerol são avaliações audiológicas realizadas pré e pós-ingestão de Glicerol, por meio de um ou mais procedimentos de diagnose. Qual dos procedimentos a seguir não se aplica esse processo?
Alternativas
Q1317590 Fonoaudiologia
Weber, Rinne, Bing e Schwabach são classificados como:
Alternativas
Q1317589 Fonoaudiologia
As escalas graduadas como HINT são utilizadas para:
Alternativas
Q1317588 Fonoaudiologia
Para resposta inespecífica em campo livre na pesquisa de limiar de audiologia, utiliza-se o símbolo:
Alternativas
Q1317587 Fonoaudiologia
Sobre a pesquisa de limiares de audibilidade, por via óssea (mastoidea), a resposta não mascarada em orelha direita é caracterizada pelo símbolo:
Alternativas
Respostas
19921: E
19922: D
19923: A
19924: B
19925: C
19926: C
19927: E
19928: B
19929: B
19930: C
19931: A
19932: A
19933: A
19934: C
19935: D
19936: D
19937: C
19938: C
19939: D
19940: B