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Com relação à atuação do fonoaudiólogo no PSF, julgue o item a seguir.
Programas de Residência Multiprofissional em Saúde
da Família permitem que o fonoaudiólogo desenvolva
atividades como: diagnóstico situacional e institucional,
acolhimento, visitas domiciliares, educação em saúde
no interior e no entorno das unidades de saúde,
matriciamento e atividades que envolvem a organização
dos serviços.
Com relação à atuação do fonoaudiólogo no PSF, julgue o item a seguir.
Na atenção básica, o fonoaudiólogo, por meio de ações
como palestras, triagens e orientações, busca eliminar
ou inibir fatores determinantes para a ocorrência das
doenças da comunicação.
Com relação à atuação do fonoaudiólogo no PSF, julgue o item a seguir.
Na atenção primária, cabe ao fonoaudiólogo realizar o
diagnóstico das alterações do indivíduo, reintegrando-o
com ações de reabilitação, mesmo em casos incuráveis.
Com relação à atuação do fonoaudiólogo no PSF, julgue o item a seguir.
Na atenção primária, o fonoaudiólogo trata pessoas que
já possuem uma enfermidade instalada e tem, portanto,
o objetivo de curar ou estacionar o processo evolutivo
da doença.
Com relação à atuação do fonoaudiólogo no PSF, julgue o item a seguir.
O fonoaudiólogo pode atuar, direta ou indiretamente, com
a comunidade, orientando quanto ao desenvolvimento da
audição e da linguagem e quanto à importância das
funções neurovegetativas na produção dos sons da fala,
bem como quanto ao uso adequado da voz.
Com relação à atuação do fonoaudiólogo no PSF, julgue o item a seguir.
Não cabe ao fonoaudiólogo de uma unidade de saúde da
família realizar visitas domiciliares para detecção de
fatores ambientais e familiares que possam gerar
agravos à saúde geral e da comunicação humana.
Com relação à atuação do fonoaudiólogo no PSF, julgue o item a seguir.
O fonoaudiólogo do PSF deverá desenvolver atividades
coletivas de promoção e proteção à saúde, em geral, e
da comunicação humana (aleitamento, desenvolvimento
infantil, saúde auditiva, vocal, idosos) na unidade, nas
instituições e na comunidade, com base no
levantamento das necessidades locais.
Com relação à atuação do fonoaudiólogo no PSF, julgue o item a seguir.
O fonoaudiólogo inserido na ESF tem como principal
função a promoção e proteção da saúde quanto aos
cuidados voltados para a comunicação humana.
Desenganos da Vida Humana, metaforicamente
É a vaidade, Fábio, nesta vida, Rosa, que da manhã lisonjeada, Púrpuras mil, com ambição dourada, Airosa rompe, arrasta presumida.
É planta, que de abril favorecida, Por mares de soberba desatada, Florida galeota empavesada, Sulca ufana, navega destemida.
É nau enfim, que em breve ligeireza Com presunção de Fênix generosa, Galhardias apresta, alentos preza:
Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa De que importa, se aguarda sem defesa Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa? (Gregório de Matos)
O Texto é um Soneto escrito por Gregório de Matos, poeta que viveu no Brasil no século XVII. O tema do poema é a vaidade e a figura de linguagem que se refere ao tema é a:
TEXTO
O Galão d’água
Reproduzo o relato que minha filha recebeu pelo whatsapp de uma garota brasileira que mora no Japão. Ontem veio um homem aqui e deixou um galão d'água na frente da minha porta. Disse que durante a madrugada eles fariam uma vistoria nos encanamentos de água do bairro e por isso estavam passando para avisar, deixar o galão e pedir desculpas por terem que desligar o registro de água por algumas horas. Eu disse para ele que não precisava deixar a água, afinal, estaríamos dormindo nesse horário, mas ele respondeu: “Você paga suas contas todos os meses e nós temos obrigação de não deixar você sem água nem por um minuto.” E ainda disse: “Se precisar de mais, pode pedir.” E assim seguiu a distribuir nas outras casas. Durante a madrugada, olhei pela janela e havia um grupo trabalhando nas ruas em silêncio. Hoje vieram novamente, casa por casa, só para agradecer.
Pois é.
Não é assim que deveria ser tudo na vida? Decência, responsabilidade e educação: por que é tão raro, tão complicado? A simplicidade da cena: um galão d’água deixado de porta em porta para o caso de os moradores terem alguma eventual necessidade às duas horas da manhã, às três horas da manhã. Não é caridade, e sim direito do cidadão que paga taxas e impostos. Eu não deveria me comover com isso, mas me comovo, porque a gente cumpre com os compromissos como qualquer japonês, qualquer sueco, qualquer canadense, mas onde está a contrapartida? Acho que isso explica nossa desesperança de que uma eleição mude alguma coisa. Já não acreditamos que um candidato consiga não se deixar corromper pelo poder, que possa governar sem dever favores para outros partidos, que solucione as mazelas do povo em detrimento das negociatas de gabinete. Política passou a ter um sentido desvirtuado.
Ninguém obriga um homem ou uma mulher a se candidatar a um cargo público. Se ele se oferece para a missão de governar, deveria fazer isso unicamente por seu espírito altruísta. Mas soa como piada. Altruísmo na política brasileira. Tem graça.
Um galão d’água na porta. Um serviço de atendimento ao consumidor que funcione de forma fácil.
Um policial em cada esquina. Nota fiscal entregue em
todas as transações comerciais. Lixeiras por toda parte.
Ruas bem sinalizadas. Transporte farto, barato e que
cumpra horários. Hospitais com vagas dia e noite. Escolas
eficientes. Confiança em vez de burocracia. Sinceridade em
vez de enrolação. Agilidade em vez de empurrar com a
barriga. Se todo mundo concorda que é assim que tem que
ser, por que não acontece, quem emperra?
Não é só culpa de quem governa, mas dos governados também. Viciados em retórica, seduzidos por vantagens exclusivas e não coletivas, sempre nos perguntando “como posso faturar com essa situação?”, não permitimos que o Brasil se moralize e avance.
Galão d’água na porta de casa? Só com um troquinho por fora, meu irmão.
(O GLOBO, Marta Medeiros, 2014)
TEXTO
O Galão d’água
Reproduzo o relato que minha filha recebeu pelo whatsapp de uma garota brasileira que mora no Japão. Ontem veio um homem aqui e deixou um galão d'água na frente da minha porta. Disse que durante a madrugada eles fariam uma vistoria nos encanamentos de água do bairro e por isso estavam passando para avisar, deixar o galão e pedir desculpas por terem que desligar o registro de água por algumas horas. Eu disse para ele que não precisava deixar a água, afinal, estaríamos dormindo nesse horário, mas ele respondeu: “Você paga suas contas todos os meses e nós temos obrigação de não deixar você sem água nem por um minuto.” E ainda disse: “Se precisar de mais, pode pedir.” E assim seguiu a distribuir nas outras casas. Durante a madrugada, olhei pela janela e havia um grupo trabalhando nas ruas em silêncio. Hoje vieram novamente, casa por casa, só para agradecer.
Pois é.
Não é assim que deveria ser tudo na vida? Decência, responsabilidade e educação: por que é tão raro, tão complicado? A simplicidade da cena: um galão d’água deixado de porta em porta para o caso de os moradores terem alguma eventual necessidade às duas horas da manhã, às três horas da manhã. Não é caridade, e sim direito do cidadão que paga taxas e impostos. Eu não deveria me comover com isso, mas me comovo, porque a gente cumpre com os compromissos como qualquer japonês, qualquer sueco, qualquer canadense, mas onde está a contrapartida? Acho que isso explica nossa desesperança de que uma eleição mude alguma coisa. Já não acreditamos que um candidato consiga não se deixar corromper pelo poder, que possa governar sem dever favores para outros partidos, que solucione as mazelas do povo em detrimento das negociatas de gabinete. Política passou a ter um sentido desvirtuado.
Ninguém obriga um homem ou uma mulher a se candidatar a um cargo público. Se ele se oferece para a missão de governar, deveria fazer isso unicamente por seu espírito altruísta. Mas soa como piada. Altruísmo na política brasileira. Tem graça.
Um galão d’água na porta. Um serviço de atendimento ao consumidor que funcione de forma fácil.
Um policial em cada esquina. Nota fiscal entregue em
todas as transações comerciais. Lixeiras por toda parte.
Ruas bem sinalizadas. Transporte farto, barato e que
cumpra horários. Hospitais com vagas dia e noite. Escolas
eficientes. Confiança em vez de burocracia. Sinceridade em
vez de enrolação. Agilidade em vez de empurrar com a
barriga. Se todo mundo concorda que é assim que tem que
ser, por que não acontece, quem emperra?
Não é só culpa de quem governa, mas dos governados também. Viciados em retórica, seduzidos por vantagens exclusivas e não coletivas, sempre nos perguntando “como posso faturar com essa situação?”, não permitimos que o Brasil se moralize e avance.
Galão d’água na porta de casa? Só com um troquinho por fora, meu irmão.
(O GLOBO, Marta Medeiros, 2014)
TEXTO
O Galão d’água
Reproduzo o relato que minha filha recebeu pelo whatsapp de uma garota brasileira que mora no Japão. Ontem veio um homem aqui e deixou um galão d'água na frente da minha porta. Disse que durante a madrugada eles fariam uma vistoria nos encanamentos de água do bairro e por isso estavam passando para avisar, deixar o galão e pedir desculpas por terem que desligar o registro de água por algumas horas. Eu disse para ele que não precisava deixar a água, afinal, estaríamos dormindo nesse horário, mas ele respondeu: “Você paga suas contas todos os meses e nós temos obrigação de não deixar você sem água nem por um minuto.” E ainda disse: “Se precisar de mais, pode pedir.” E assim seguiu a distribuir nas outras casas. Durante a madrugada, olhei pela janela e havia um grupo trabalhando nas ruas em silêncio. Hoje vieram novamente, casa por casa, só para agradecer.
Pois é.
Não é assim que deveria ser tudo na vida? Decência, responsabilidade e educação: por que é tão raro, tão complicado? A simplicidade da cena: um galão d’água deixado de porta em porta para o caso de os moradores terem alguma eventual necessidade às duas horas da manhã, às três horas da manhã. Não é caridade, e sim direito do cidadão que paga taxas e impostos. Eu não deveria me comover com isso, mas me comovo, porque a gente cumpre com os compromissos como qualquer japonês, qualquer sueco, qualquer canadense, mas onde está a contrapartida? Acho que isso explica nossa desesperança de que uma eleição mude alguma coisa. Já não acreditamos que um candidato consiga não se deixar corromper pelo poder, que possa governar sem dever favores para outros partidos, que solucione as mazelas do povo em detrimento das negociatas de gabinete. Política passou a ter um sentido desvirtuado.
Ninguém obriga um homem ou uma mulher a se candidatar a um cargo público. Se ele se oferece para a missão de governar, deveria fazer isso unicamente por seu espírito altruísta. Mas soa como piada. Altruísmo na política brasileira. Tem graça.
Um galão d’água na porta. Um serviço de atendimento ao consumidor que funcione de forma fácil.
Um policial em cada esquina. Nota fiscal entregue em
todas as transações comerciais. Lixeiras por toda parte.
Ruas bem sinalizadas. Transporte farto, barato e que
cumpra horários. Hospitais com vagas dia e noite. Escolas
eficientes. Confiança em vez de burocracia. Sinceridade em
vez de enrolação. Agilidade em vez de empurrar com a
barriga. Se todo mundo concorda que é assim que tem que
ser, por que não acontece, quem emperra?
Não é só culpa de quem governa, mas dos governados também. Viciados em retórica, seduzidos por vantagens exclusivas e não coletivas, sempre nos perguntando “como posso faturar com essa situação?”, não permitimos que o Brasil se moralize e avance.
Galão d’água na porta de casa? Só com um troquinho por fora, meu irmão.
(O GLOBO, Marta Medeiros, 2014)
TEXTO
O Galão d’água
Reproduzo o relato que minha filha recebeu pelo whatsapp de uma garota brasileira que mora no Japão. Ontem veio um homem aqui e deixou um galão d'água na frente da minha porta. Disse que durante a madrugada eles fariam uma vistoria nos encanamentos de água do bairro e por isso estavam passando para avisar, deixar o galão e pedir desculpas por terem que desligar o registro de água por algumas horas. Eu disse para ele que não precisava deixar a água, afinal, estaríamos dormindo nesse horário, mas ele respondeu: “Você paga suas contas todos os meses e nós temos obrigação de não deixar você sem água nem por um minuto.” E ainda disse: “Se precisar de mais, pode pedir.” E assim seguiu a distribuir nas outras casas. Durante a madrugada, olhei pela janela e havia um grupo trabalhando nas ruas em silêncio. Hoje vieram novamente, casa por casa, só para agradecer.
Pois é.
Não é assim que deveria ser tudo na vida? Decência, responsabilidade e educação: por que é tão raro, tão complicado? A simplicidade da cena: um galão d’água deixado de porta em porta para o caso de os moradores terem alguma eventual necessidade às duas horas da manhã, às três horas da manhã. Não é caridade, e sim direito do cidadão que paga taxas e impostos. Eu não deveria me comover com isso, mas me comovo, porque a gente cumpre com os compromissos como qualquer japonês, qualquer sueco, qualquer canadense, mas onde está a contrapartida? Acho que isso explica nossa desesperança de que uma eleição mude alguma coisa. Já não acreditamos que um candidato consiga não se deixar corromper pelo poder, que possa governar sem dever favores para outros partidos, que solucione as mazelas do povo em detrimento das negociatas de gabinete. Política passou a ter um sentido desvirtuado.
Ninguém obriga um homem ou uma mulher a se candidatar a um cargo público. Se ele se oferece para a missão de governar, deveria fazer isso unicamente por seu espírito altruísta. Mas soa como piada. Altruísmo na política brasileira. Tem graça.
Um galão d’água na porta. Um serviço de atendimento ao consumidor que funcione de forma fácil.
Um policial em cada esquina. Nota fiscal entregue em
todas as transações comerciais. Lixeiras por toda parte.
Ruas bem sinalizadas. Transporte farto, barato e que
cumpra horários. Hospitais com vagas dia e noite. Escolas
eficientes. Confiança em vez de burocracia. Sinceridade em
vez de enrolação. Agilidade em vez de empurrar com a
barriga. Se todo mundo concorda que é assim que tem que
ser, por que não acontece, quem emperra?
Não é só culpa de quem governa, mas dos governados também. Viciados em retórica, seduzidos por vantagens exclusivas e não coletivas, sempre nos perguntando “como posso faturar com essa situação?”, não permitimos que o Brasil se moralize e avance.
Galão d’água na porta de casa? Só com um troquinho por fora, meu irmão.
(O GLOBO, Marta Medeiros, 2014)
TEXTO
O Galão d’água
Reproduzo o relato que minha filha recebeu pelo whatsapp de uma garota brasileira que mora no Japão. Ontem veio um homem aqui e deixou um galão d'água na frente da minha porta. Disse que durante a madrugada eles fariam uma vistoria nos encanamentos de água do bairro e por isso estavam passando para avisar, deixar o galão e pedir desculpas por terem que desligar o registro de água por algumas horas. Eu disse para ele que não precisava deixar a água, afinal, estaríamos dormindo nesse horário, mas ele respondeu: “Você paga suas contas todos os meses e nós temos obrigação de não deixar você sem água nem por um minuto.” E ainda disse: “Se precisar de mais, pode pedir.” E assim seguiu a distribuir nas outras casas. Durante a madrugada, olhei pela janela e havia um grupo trabalhando nas ruas em silêncio. Hoje vieram novamente, casa por casa, só para agradecer.
Pois é.
Não é assim que deveria ser tudo na vida? Decência, responsabilidade e educação: por que é tão raro, tão complicado? A simplicidade da cena: um galão d’água deixado de porta em porta para o caso de os moradores terem alguma eventual necessidade às duas horas da manhã, às três horas da manhã. Não é caridade, e sim direito do cidadão que paga taxas e impostos. Eu não deveria me comover com isso, mas me comovo, porque a gente cumpre com os compromissos como qualquer japonês, qualquer sueco, qualquer canadense, mas onde está a contrapartida? Acho que isso explica nossa desesperança de que uma eleição mude alguma coisa. Já não acreditamos que um candidato consiga não se deixar corromper pelo poder, que possa governar sem dever favores para outros partidos, que solucione as mazelas do povo em detrimento das negociatas de gabinete. Política passou a ter um sentido desvirtuado.
Ninguém obriga um homem ou uma mulher a se candidatar a um cargo público. Se ele se oferece para a missão de governar, deveria fazer isso unicamente por seu espírito altruísta. Mas soa como piada. Altruísmo na política brasileira. Tem graça.
Um galão d’água na porta. Um serviço de atendimento ao consumidor que funcione de forma fácil.
Um policial em cada esquina. Nota fiscal entregue em
todas as transações comerciais. Lixeiras por toda parte.
Ruas bem sinalizadas. Transporte farto, barato e que
cumpra horários. Hospitais com vagas dia e noite. Escolas
eficientes. Confiança em vez de burocracia. Sinceridade em
vez de enrolação. Agilidade em vez de empurrar com a
barriga. Se todo mundo concorda que é assim que tem que
ser, por que não acontece, quem emperra?
Não é só culpa de quem governa, mas dos governados também. Viciados em retórica, seduzidos por vantagens exclusivas e não coletivas, sempre nos perguntando “como posso faturar com essa situação?”, não permitimos que o Brasil se moralize e avance.
Galão d’água na porta de casa? Só com um troquinho por fora, meu irmão.
(O GLOBO, Marta Medeiros, 2014)