Questões de Concurso
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A implantação da Estratégia Saúde da Família no país possibilitou a melhoria do acesso da população aos serviços de saúde, uma vez que propiciou aumento considerável destes serviços em todos os estados. Observou-se, ainda, uma melhoria nos indicadores de saúde, principalmente em pequenos municípios, com índice de desenvolvimento humano (IDH) menores, aproximando-os dos municípios com IDH maiores.
Considerando que a atenção básica à saúde segue os mesmos princípios e diretrizes do SUS, quais destes princípios podem ser observados no texto?
Entrando na terra tão sonhada, esses assentados buscam recuperar outros valores. Por exemplo, o universo simbólico-cultural, as lembranças e a dignidade que perderam, morando em periferias de cidades, em condições precárias. Recuperar o sentido da vida é fundamental e faz parte do projeto desses trabalhadores, como expressa Franco Garcia e Thomaz Jr: “o movimento camponês precisa ser entendido como algo muito além da luta pela defesa desesperada de um pedaço de chão, com um documento cartorial”.
SILVA, Maria Aparecida Daniel da. Assentamento e sustentabilidade. Sociedade e Cultura, Goiânia, v. 4, n. 1, jan./jul. 2001, p. 87.
Ao tratar do caso de Poções de Rialma, o texto destaca que um elemento fundamental para o movimento em questão se vincula
Todos sabem que, até agora, a prática de quase todos os agricultores do Brasil tem sido derrubar e queimar as matas, usar a terra durante alguns anos e depois mudar-se para outra mata, a fim de recomeçar o mesmo ciclo. Quando se pergunta aos imigrantes de Minas Gerais por que razão eles vieram para Goiás, eles dizem: – "porque não há mais florestas em Minas". A gente que vem para a Colônia Agrícola [de Goiás] certamente espera aplicar o mesmo processo agrícola. Mas na Colônia dizem-lhes que se não pode cogitar disso, que eles agora têm que passar da agricultura migratória para a permanente, da rotação de terras para a rotação de culturas. Isto é realmente o que deveriam fazer e do que o Brasil precisa. Mas como executar tal revolução com essa pobre gente extremamente sem educação?
WAIBEL, Leo. Uma viagem de reconhecimento ao sul de Goiás. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, n. 3, p. 313-342, 1947. (Adaptado).
No texto publicado em 1947, o autor menciona uma revolução que implicava em:
Na semana em que o vice-presidente da República se reunirá com investidores estrangeiros para discutir ações contra o desmatamento na Floresta Amazônica, um grupo de empresários e representantes de entidades setoriais enviou uma carta ao governo pedindo que ele adote ações enérgicas para superar a crise ambiental. O documento afirma que é necessário haver o “combate inflexível e abrangente ao desmatamento ilegal na Amazônia e demais biomas brasileiros”.
Disponível em: <https://veja.abril.com.br/politica/ceos-de-grandes-empresas-pedem-amourao-o-fim-do-desmatamento-na-amazonia/>. Acesso em: 2 ago. 2020. (Adaptado).
O texto apresenta uma preocupação atual, amplamente discutida nos meios de comunicação, que se fundamenta na relação existente entre
Segundo Lucas Leite, doutor em relações internacionais, é impossível falar de um sistema internacional que não esteja completamente conectado e interdependente nos dias de hoje, e as organizações servem para estabelecer regras e recomendações. "O que acontece em um país vai afetar os demais. Se não houver uma resposta comum – e por isso que existe a OMS – não há condições de combater qualquer tipo de ameaça ou perigo que possa surgir na área da saúde". Para ele, ameaça à soberania é ignorar o fato de que uma resposta deve ser elaborada em cooperação e coordenação com outras nações.
Disponível em: <https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/brasil-teve-papel-diretona-fundacao-da-oms-entenda-o-que-e-e-a-funcao-da-organizacao,71721faaf1604517eebea4aacc5a27danf33msk4.html>. Acesso em: 2 ago. 2020. (Adaptado).
A pandemia da Covid-19 colocou em evidencia a Organização Mundial de Saúde (OMS), cuja importância, de acordo com o texto, diz respeito à sua capacidade de
Leia o texto para responder as questões.
Saudade do que não vivemos
Fomos enganados, acredite em mim.
Esses mal-intencionados donos das grandes redes sociais e de impérios tecnológicos nos convenceram que nossas vidas seriam muito melhores se nós todos nos conectássemos.
Todos nós, amigos, parentes, até você e eu, querido leitor, conectados para sempre.
Nos convenceram de que deveríamos empacotar os nossos relacionamentos profissionais e pessoais, nosso lazer, nossos planos, projetos e sonhos dentro de seus conglomerados.
Disseram que, pela primeira vez na história, o ser humano comum como você e eu, teríamos voz e poderíamos expor nossas opiniões para o mundo inteiro ouvir.
E com isso, seríamos muito mais felizes.
Tá. Vai nessa.
Depois de uns dez ou quinze anos dessa mudança sociocultural, não me sinto muito mais feliz do que no passado.
Primeiro porque, sempre que eu decido falar nas redes sociais, ninguém me escuta.
Depois, “estar conectado” com o mundo não tem se mostrado ser uma grande vantagem já que, a cada dia que passa me convenço que o mundo precisa muito mais de mim, do meu tempo e do meu dinheiro, do que eu dele.
Não está nada equilibrada essa brincadeira.
Antigamente, meu jovem, éramos desconectados, mas a vida era simples.
Você acordava pela manhã e ia trabalhar.
No Metrô, lia o jornal do dia, com as notícias de ontem.
Uma vez no escritório, encontrava o chefe em sua sala, os clientes na sala de reunião, os colegas de trabalho no café.
Voltava para casa olhando a paisagem.
Beijava a mulher e os filhos, jantavam todos juntos e depois assistiam o jornal e a novela, que eram – pasmem – de graça.
Hoje tudo mudou.
Acordo e, ainda na cama, repasso todas as notícias do dia, da noite, da véspera e o que vai acontecer pelo mundo nas próximas horas.
Nem tiro a cabeça do travesseiro e já levo, garganta abaixo, um direto de direita de informações.
A caminho do trabalho, sem jornal para ler, eu poderia, quem sabe, conversar com o cidadão sentado ao meu lado no ônibus.
Isso, claro, se ele levanta os olhos da tela, num jogo que aparentemente tem como objetivo organizar guloseimas coloridas.
Ao chegar ao escritório, o chefe, os clientes e os colegas de trabalhos estão nos mesmos lugares que estão sempre: no WhatsApp.
Curiosamente, nenhum deles parece utilizar o mesmo sistema de horas que eu.
Mensagens apitam num fluxo interminável, que não respeita qualquer pausa que eu tente dar ao meu analógico cérebro.
No caminho de volta para casa, a paisagem é, de novo, as guloseimas na tela do sujeito ao lado.
Num momento de fraqueza, baixo o jogo e me junto ao exército de zumbis que ocupam a mesma condução.
Em casa, mulher e filhos estão cada um no seu canto.
Um deles pergunta no grupo da família, se alguém pediu comida.
É bem provável que quando a pizza chegar, cada um coma no momento e local que melhor lhe convier.
Quem sabe, no próximo sábado, nos encontraremos na sala.
Cansado, ligo a TV para assistir a um filme.
A TV não é mais de graça.
Numa conta assim, por cima, descubro que com o que gasto em assinaturas de serviços de streaming, poderia ter comprado um cinema pequeno no interior.
Não me levem a mal.
Nem imaginem que não admiro os avanços tecnológicos que vivemos hoje.
Mas tenho saudade, ora.
Saudade de um tempo em que você e eu não estávamos conectados.
Mas já que estamos, se tiver umas vidas aí do joguinho das guloseimas, por favor, me mande, ok?
Disponível em: https://istoe.com.br/saudade-do-que-nao-vivemos/
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