Questões de Concurso
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A adolescente paquistanesa Malala Yousafzai e o indiano Kailash Satyarthi ganharam o Nobel da Paz 2014, informou nesta sexta-feira [10.10.2014] o Comitê Nobel da Noruega.
(http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/ malala-e-indiano-ganham-o-nobel-da-paz-2014)
O prêmio foi concedido pelo Comitê porque
A Comissão Nacional da Verdade apontou mais de 300 responsáveis por violações de direitos humanos durante o período da ditadura militar no Brasil. Ao receber o relatório final, em 10.12.14, a presidente assim se pronunciou:
“Eu estou certa de que os trabalhos produzidos pela comissão resultam do seu esforço para atingir seus três objetivos mais importantes: a procura da verdade factual, o respeito à memória histórica e o estímulo, por isso, à reconciliação do país consigo mesmo por meio da informação e do conhecimento”.
(http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/12/ comissao-da-verdade-aponta-300-nomes-por- -violacao-no-regime-militar.html. Adaptado)
Com relação ao relatório final da Comissão da Verdade, é correto afirmar que
Por herança da evolução, o homem tem uma tendência a se concentrar no que pode dar errado. Nas cavernas do Pleistoceno, gerava mais descendentes quem tinha medo de ataques e antecipava problemas. A ansiedade garantiu nossa sobrevivência, mas nos faz enxergar a realidade de um jeito enviesado. Nos aterrorizamos com ameaças mesmo quando há motivos para ficarmos tranquilos.
É perfeitamente racional ser otimista em momentos ruins. Tome como exemplo os anos 80, quando o Brasil teve sua pior crise econômica. A economia decepcionava, mas vivíamos uma pequena revolução da medicina. Até aquela década, era preciso lidar com gastrites e úlceras a vida inteira. O escritor Nelson Rodrigues acordava todas as madrugadas para amestrar a úlcera com mingau. Então um laboratório farmacêutico criou um remédio simples que inibe a produção de ácido gástrico. Úlceras que, antes duravam décadas, hoje são resolvidas com omeprazol, em poucos dias – a um custo de poucos reais.
(Lendro Narloch. Fique tranquilo e aproveite. Veja.com. Adaptado)
Por herança da evolução, o homem tem uma tendência a se concentrar no que pode dar errado. Nas cavernas do Pleistoceno, gerava mais descendentes quem tinha medo de ataques e antecipava problemas. A ansiedade garantiu nossa sobrevivência, mas nos faz enxergar a realidade de um jeito enviesado. Nos aterrorizamos com ameaças mesmo quando há motivos para ficarmos tranquilos.
É perfeitamente racional ser otimista em momentos ruins. Tome como exemplo os anos 80, quando o Brasil teve sua pior crise econômica. A economia decepcionava, mas vivíamos uma pequena revolução da medicina. Até aquela década, era preciso lidar com gastrites e úlceras a vida inteira. O escritor Nelson Rodrigues acordava todas as madrugadas para amestrar a úlcera com mingau. Então um laboratório farmacêutico criou um remédio simples que inibe a produção de ácido gástrico. Úlceras que, antes duravam décadas, hoje são resolvidas com omeprazol, em poucos dias – a um custo de poucos reais.
(Lendro Narloch. Fique tranquilo e aproveite. Veja.com. Adaptado)
Modelos
Não existe gente que tem medo de palhaço? Pois eu tenho medo de modelos. Sou provavelmente o único homem no mundo que, se um dia ficasse frente a frente com a Gisele Bündchen, sairia correndo. Não sei qual é a origem desta fobia. Não me lembro de ter sido assustado por uma modelo, quando criança. Nenhuma modelo me fez mal, ainda. Mas elas simplesmente me apavoram. É aquele ar que elas têm.
Pouca gente sabe que, antes de entrar na passarela, as modelos chupam um limão para desfilar com a correta expressão de desprezo, beirando o nojo pelos seus inferiores, começando por mim. Nunca sorriem. Alimentam-se de pequenos passarinhos, pois não têm um sistema gastrointestinal como o nosso. Só mudam de dieta na lua cheia, quando comem um homem inteiro. Aquela maneira de caminhar cruzando as pernas que só modelos têm é uma amostra do que são capazes.
(Luis Fernando Verissimo, O Estado de S. Paulo. Adaptado)
Modelos
Não existe gente que tem medo de palhaço? Pois eu tenho medo de modelos. Sou provavelmente o único homem no mundo que, se um dia ficasse frente a frente com a Gisele Bündchen, sairia correndo. Não sei qual é a origem desta fobia. Não me lembro de ter sido assustado por uma modelo, quando criança. Nenhuma modelo me fez mal, ainda. Mas elas simplesmente me apavoram. É aquele ar que elas têm.
Pouca gente sabe que, antes de entrar na passarela, as modelos chupam um limão para desfilar com a correta expressão de desprezo, beirando o nojo pelos seus inferiores, começando por mim. Nunca sorriem. Alimentam-se de pequenos passarinhos, pois não têm um sistema gastrointestinal como o nosso. Só mudam de dieta na lua cheia, quando comem um homem inteiro. Aquela maneira de caminhar cruzando as pernas que só modelos têm é uma amostra do que são capazes.
(Luis Fernando Verissimo, O Estado de S. Paulo. Adaptado)
A mulher que está esperando o homem está sujeita a muitos perigos entre o ódio e o tédio, o medo, o carinho e a vontade de vingança.
Se um aparelho registrasse tudo o que ela sente e pensa durante a noite insone, e se o homem, no dia seguinte, pudesse tomar conhecimento de tudo, como quem ouve uma gravação numa fita, é possível que ele ficasse pálido, muito pálido.
Porque a mulher que está esperando o homem recebe sempre a visita do Diabo e conversa com ele. Pode não concordar com o que ele diz, mas conversa com ele.
(Rubem Braga – Ai de ti, Copacabana)
Considere a passagem:
A mulher que está esperando o homem está sujeita a muitos perigos.
Assinale a alternativa em que essa frase, construída com a substituição de algumas expressões, apresenta regência e emprego do sinal indicativo da crase de acordo com a norma-padrão.
Leia as três citações apresentadas a seguir.
“consiste em juntar todos os dados pertinentes, ainda mais os ocultos, para que o leitor se inteire da verdade. Pode ser definido como a busca da verdade oculta ou mesmo como uma reportagem em profundidade” (LOPES; PROENÇA, 2003, p. 12).
o que o “diferencia dos demais setores da atividade são as circunstâncias, normalmente mais complexas, dos fatos, sua extensão noticiosa e o tempo de duração que, necessariamente, deve ser maior, embora quase sempre exercido sobre pressão” (FORTES, 2005, p. 35).
“não se limita a informar o factual, mas visa esmiuçar os acontecimentos e denunciar situações que prejudicam a sociedade, em busca da ‘verdade jornalística’, levando o profissional a lançar mão de estratégias que os jornalistas de atualidade não costumam empregar” (SEQUEIRA, 2005, p. 74).
Essas citações delimitam um campo da reportagem especializada denominado:
Francisco Karam (2007), em seu texto “A antiguidade greco-romana, o lead e a contemporânea narrativa jornalística”, afirma que, ao contrário do que preconizam alguns manuais, o lead não é prerrogativa exclusiva do jornalismo norte-americano ou inglês. A esse respeito, leia o texto a seguir.
“Em Roma, filósofos retomam a tradição grega da Retórica, entre eles o exímio orador Marco Túlio Cícero. Os retores, entre os quais Platão, Aristóteles e Protágoras (cerca de 400 anos antes da era cristã), na Grécia Antiga, já haviam consolidado a ideia de que o discurso deveria ser bem articulado e acessível às massas. A técnica (technikós) já representava a habilidade em fazer, a arte de fazer e, hoje, situa-se como o ‘conjunto de regras práticas ou procedimentos adotados em um ofício de modo a se obter os resultados visados’. A persuasão, que integra o processo de argumentação retórica, já envolvia um modelo de organização do discurso que expunha os fatos, os demonstrava e concluía.
No discurso, para os filósofos gregos e, posteriormente, para os filósofos, oradores e juristas romanos antigos, havia já três qualidades essenciais: a brevidade, a clareza e a verossimilhança”. Para que a exposição fosse completa, exigia-se, no entanto, alguns elementos essenciais. Cícero, em Inventione, relacionou os aspectos essenciais para que o texto se tornasse completo. Para o famoso orador romano, era preciso responder as perguntas quem? O quê? Onde? Como? Quando? Com que meios ou instrumentos? E por quê?
TEMÁTICA REVISTA ELETRÔNICA. Disponível em:<www.insite.pro.br/2007/18.pdf> . Acesso em: 12 maio 2015. (Adaptado).
Nessa perspectiva, o lead, mais do que designação de um ritmo e uma técnica de produção do discurso jornalístico, implica um sentido filosófico, caracterizando a