Questões de Concurso Comentadas para jornalista

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Q1248900 Jornalismo

Os artigos 4º e 5º do decreto 83.284/1979 estabelecem os requerimentos para a obtenção do registro para o exercício do jornalismo. Sobre tais requerimentos, é CORRETO afirmar que:

I– É exigida nacionalidade brasileira.

II– O requerente não pode estar denunciado ou condenado por crime.

III– O profissional deve ter diploma com habilitação em Jornalismo, por estabelecimento reconhecido por lei.

IV– O profissional pode receber registro profissional sem diploma como provisionado, desde que não exija piso salarial da categoria.

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Q1248899 Jornalismo
O decreto 83.284/1979, que trata da regulamentação do Jornalismo, estabelece que o exercício da profissão de jornalista é livre em todo o território nacional, dentro das condições estabelecidas. É considerado jornalista, de acordo com o documento, o profissional que exerce as seguintes atividades:
I– Redação, interpretação, correção ou coordenação de matéria. II– Entrevista, reportagem, comentário ou crônica. III– Assessoria de imprensa nos serviços público e privado. IV– Ensino de técnicas de jornalismo. V– Execução de desenhos de caráter jornalístico.
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Q1248898 Comunicação Social
EBC é a sigla para:
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Q1248897 Comunicação Social
“Em cada país, a comunicação pública possui características diferentes. Em democracias europeias, nasceu como monopólio estatal e se manifesta atualmente na forma de corporações mantidas pelo Estado, como é o caso da BBC (Reino Unido), France Télévisions (França), Rai (Itália) e ARD e ZDF (Alemanha). Nos Estados Unidos, é o universo de todos aqueles veículos que não são comerciais, incluindo aí emissoras de prefeituras, de ONGs e de universidades.” (Observatório do Direito à Comunicação. Disponível em: <www. http://www.intervozes.org.br/direitoacomunicacao. Acesso em 9.set.2019>
Sobre a comunicação pública no Brasil é CORRETO afirmar que:
I– Nasceu como radiodifusão educativa na década de 1960, fazendo tele-educação. II–Durante o período da ditadura, consolidou-se a organização do sistema com uma estrutura nacional, a Radiobrás, e uma rede de emissoras estatais comandada pela TVE-RJ e, depois, pela TV Cultura. III– Nos anos 2000 foi aprovada a Lei 11.652/2008, que criou a EBC. IV– O modelo de financiamento brasileiro vem do repasse de recursos oriundos da taxação de operadoras privadas de comunicações.

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Q1248896 Comunicação Social
Leia o texto a seguir e responda a questão:

“Conforme pesquisa realizada [em 2013] pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), existem hoje no Brasil 9.477 veículos ligados a 183 grupos nacionais e regionais. Deste total de veículos, 25,56% se relacionam com pelo menos uma das 54 redes de rádio e televisão existentes no país. Ainda de acordo com a pesquisa,existem 34 redes nacionais de TV, com 1.512 veículos associados, e 20 redes de rádio (11 FM e 9 AM), com 910 emissoras. Do total, sete atuam apenas regionalmente, ou seja, no máximo em dois estados. Tanto no caso do rádio quanto da TV, o controle se dá de forma direta (cabeça-de-rede detém a propriedade) ou indireta (veículo pertence a um grupo afiliado), por meio de grupos regionais ou nacionais. Do total de 183 grupos de comunicação, 142 possuem abrangência regional (atuação em até dois estados), controlando diretamente 688 veículos, e 41 nacionais, com 551 veículos. A pesquisa conclui que “em termos de veículos, ficou patente a desigualdade regional. Quase 50% dos 9.477 veículos estão localizados na região Sudeste.”
(Observatório da Imprensa, ed. 1053. Disponível em:<http://bit.ly/concursocolombo> . Acesso em 06.set.2019) 
Sobre o texto, é CORRETO afirmar que:
I– A concentração desproporcional de veículos de comunicação mantém as outras regiões dependentes dos grandes grupos localizados na Região Sudeste. II– Por “afiliada”, entende-se um veículo de comunicação com conteúdo autossuficiente, independente de cabeças-de-rede. III– Por “cabeça-de-rede” entende-se a emissora líder da cadeia de rádio, TV ou outro veículo de comunicação, também conhecida como geradora. IV– Grandes conglomerados de comunicação exercem pressão sobre o governo com o fim de evitar a limitação, por lei, da propriedade de muitos veículos midiáticos por um mesmo grupo.
Alternativas
Q1248895 Comunicação Social
Leia o texto a seguir e responda a questão:

“Conforme pesquisa realizada [em 2013] pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), existem hoje no Brasil 9.477 veículos ligados a 183 grupos nacionais e regionais. Deste total de veículos, 25,56% se relacionam com pelo menos uma das 54 redes de rádio e televisão existentes no país. Ainda de acordo com a pesquisa,existem 34 redes nacionais de TV, com 1.512 veículos associados, e 20 redes de rádio (11 FM e 9 AM), com 910 emissoras. Do total, sete atuam apenas regionalmente, ou seja, no máximo em dois estados. Tanto no caso do rádio quanto da TV, o controle se dá de forma direta (cabeça-de-rede detém a propriedade) ou indireta (veículo pertence a um grupo afiliado), por meio de grupos regionais ou nacionais. Do total de 183 grupos de comunicação, 142 possuem abrangência regional (atuação em até dois estados), controlando diretamente 688 veículos, e 41 nacionais, com 551 veículos. A pesquisa conclui que “em termos de veículos, ficou patente a desigualdade regional. Quase 50% dos 9.477 veículos estão localizados na região Sudeste.”
(Observatório da Imprensa, ed. 1053. Disponível em:<http://bit.ly/concursocolombo> . Acesso em 06.set.2019) 
Com base no trecho dado, é CORRETO dizer que a pesquisa aborda:
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Q1248894 Jornalismo
Leia o texto a seguir e responda a questão.

“O crescimento do uso de dados digitais, nos processos de produção de jornalismo, coincide com o barateamento das tecnologias digitais conectadas, com o aumento da capacidade de processamento de dados por máquinas computacionais (servidores, PC’s, notebooks, celulares, tablets, e-books, etc.) e com a criação de sistemas tecnologicamente amigáveis para acesso, manipulação, visualização e distribuição de dados. Em tempos de conexões infinitas entre tecnologias digitais emergentes e práticas jornalísticas, o número de experimentos na área tem aumentado de forma exponencial, estruturando um novo ecossistema informacional. Nesse ambiente, misturam-se apostas oriundas de grandes empresas tradicionais de mídia e incontáveis criações produzidas por startups, formando campos de batalha para conquistar a atenção e consumo informativo da audiência.”
(LIMA JR., W. T. Jornalismo hiperlocal e dispositivos móveis. In JERONIMO, P. (org.), 2017, p. 217)
Relacione a primeira coluna com a segunda.
I– Servidor II– PC III– Notebook IV– Tablet V– E-book
A– Computador de uso doméstico, geralmente não móvel, composto por monitor, mouse, teclado e torre. B– Texto em formato digital que substitui o papel, para ser lido em dispositivos eletrônicos. C– Dispositivo com bateria recarregável, em formato de prancheta e com tela tátil, que dispensa o uso de um teclado físico. D– Software ou computador, com sistema de computação centralizada e que fornece serviços a uma rede de computadores. E– Computador móvel, que pode funcionar ligado à energia elétrica tanto quanto por meio de uma bateria embutida no aparelho.
Alternativas
Q1248893 Jornalismo
Leia o texto a seguir e responda a questão.

“O crescimento do uso de dados digitais, nos processos de produção de jornalismo, coincide com o barateamento das tecnologias digitais conectadas, com o aumento da capacidade de processamento de dados por máquinas computacionais (servidores, PC’s, notebooks, celulares, tablets, e-books, etc.) e com a criação de sistemas tecnologicamente amigáveis para acesso, manipulação, visualização e distribuição de dados. Em tempos de conexões infinitas entre tecnologias digitais emergentes e práticas jornalísticas, o número de experimentos na área tem aumentado de forma exponencial, estruturando um novo ecossistema informacional. Nesse ambiente, misturam-se apostas oriundas de grandes empresas tradicionais de mídia e incontáveis criações produzidas por startups, formando campos de batalha para conquistar a atenção e consumo informativo da audiência.”
(LIMA JR., W. T. Jornalismo hiperlocal e dispositivos móveis. In JERONIMO, P. (org.), 2017, p. 217)
De acordo com o texto dado, é CORRETO afirmar que:
I– Apenas por não serem dispositivos móveis, meios como a televisão e o rádio estão fadados ao desaparecimento, já que não são reformulados diante das novas tecnologias. II– Por “sistemas tecnologicamente amigáveis” definem-se plataformas de fácil acesso ao usuário comum, como aplicativos, sites e programas para computadores. III– “Ecossistema informacional” é uma metáfora empregada pelo autor para definir a interdependência entre o jornalismo e as tecnologias da informação, sejam estas tradicionais ou inovadoras. IV– O autor celebra as “tecnologias digitais emergentes”, como as produzidas por startups, uma vez que elas não tratam o jornalismo como produto de comum, ao contrário das empresas tradicionais.
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Q1248892 Jornalismo
“Se a objetividade é impossível, deve-se tentar ser objetivo. A objetividade é uma meta, um ideal. Resolvem-se assim todas as questões de consciência: tentar ser objetivo seria o bastante, mesmo que a objetividade seja impossível. Com essas assertivas relativas (...) e com assertivas absolutamente acríticas (...) o movimento da indústria da comunicação para sacralizar a questão da objetividade segue firme. (...) Enquanto a academia discute “cientificamente” a objetividade, a indústria a mitifica.” (COSTA, C. T. Ética, jornalismo e nova mídia: uma moral provisória. Ed. Jorge Zahar, 2009, p. 167)
Dado o texto, é CORRETO afirmar que: I– Por “indústria da comunicação” entendem-se os interesses publicitários e de mercado associados à venda da notícia enquanto produto. II– Por “assertivas absolutamente acríticas” o autor faz referência à ausência de objetividade existente no jornalismo. III– O autor tece uma crítica ao meio acadêmico, que debate a questão da objetividade na teoria, enquanto a indústria da comunicação a vende como bem imaterial de consumo. IV– Os dois primeiros períodos do texto refletem diretamente a opinião do autor sobre objetividade.
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Q1248891 Comunicação Social
NÃO estão entre os atributos da redação oficial constados no Manual de Redação da Presidência da República, versão atualizada em 2018, durante o governo de Michel Temer:
Alternativas
Q1248890 Jornalismo
Segundo o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, é dever do profissional:
I– Respeitar a soberania nacional e acatar a vontade da maioria, exceto em caso de intervenção militar. II– Ser responsável pela informação que divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros. III– Preservar a língua e a cultura nacionais. IV– Usar somente fontes reais para dados factíveis, deixando as fontes fictícias para casos ilustrativos.
Alternativas
Q1248889 Jornalismo
De acordo com os artigos 9º e 10º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, é CORRETO afirmar que:
I– É dever do jornalista divulgar os fatos que sejam de interesse público, mas não pode submeter-se a diretrizes contrárias à divulgação correta da informação. II– O jornalista deve divulgar fatos de caráter mórbido quando há relevância social, ao mesmo tempo que deve permitir direito de resposta somente nestes casos. III– O jornalista deve respeitar a privacidade do cidadão e, por outro lado, não pode concordar com a prática de perseguição ou discriminação de quaisquer tipos. IV– A corrupção é uma prática a ser combatida pelo profissional, ao mesmo tempo em que não pode aceitar trabalho remunerado em desacordo com o piso salarial da categoria.
Alternativas
Q1247408 Matemática
Uma prova com questões de múltipla escolha foi realizada por 100 candidatos em um concurso. O número médio de acertos foi 68. Após um recurso, uma questão foi anulada, isto é, a questão foi considerada correta para todos os candidatos, e a média passou de 68 para 68,4 pontos. O número de candidatos que tinham errado a questão anulada foi de:
Alternativas
Q1247405 Raciocínio Lógico
Antônio, Bruno e Carlos correram uma maratona. Logo após a largada, Antônio estava em primeiro lugar, Bruno em segundo lugar e Carlos em terceiro lugar. Durante a corrida Bruno e Antônio trocaram de posição 5 vezes, Bruno e Carlos trocaram de posição 4 vezes e Antônio e Carlos trocaram de posição 7 vezes. A ordem de chegada foi
Alternativas
Q1247402 Raciocínio Lógico
Na conta armada abaixo, X Y e Z são números distintos.
Imagem associada para resolução da questão


O valor da soma X + Z é:  
Alternativas
Q1247400 Português
Atenção: Para responder a questão, considere o texto abaixo.

    Acredito que o leitor já deva ter ouvido, em alguma ocasião, esta frase: “Parem o mundo, que eu quero descer!”
    Talvez porque essas últimas décadas tenham sido − e continuarão a ser − de congestionamento dos sentidos. Há uma sensação de que não se sabe muito bem o que está acontecendo.
    Fazendo parte dos quadros de uma escola de Comunicação, muitas vezes tive de lembrar a mim mesmo, aos meus pares e alunos que, por mais complexa, tecnologicamente, que se tenha tornado a intermediação entre os indivíduos e a realidade externa, nada mudou, essencialmente, nas relações interpessoais: entre eu e o(s) outros(s). Essa é apenas uma das razões pelas quais os especialistas em psicologia continuam a explicar os conflitos da alma humana a partir das mesmas lendas da civilização grega de três mil anos atrás.
    Identidade e cultura sempre estiveram relacionadas. A identidade de cada um é moldada, socialmente, pelas influências culturais, por meio da comunicação. Simbolicamente, é como se alguém só se reconhecesse como indivíduo ao ver o seu reflexo no espelho da sociedade. Isso é válido para os mais diversos aspectos identitários, tais como etnia, gênero, religião, idioma etc.
    Na época dos festejos do bicentenário da Revolução Francesa, assisti a um programa de debates da TV em que, para definir igualdade, o sociólogo Alain Touraine ironizou: “Qualquer francês lhe dirá que é o direito que têm todas as pessoas do mundo de serem iguais a ele!”
    Descobri, então, que diversidade era exatamente o contrário. Deve ser a percepção de que existem “lá fora” seres que não são iguais a mim − seja eu francês, hotentote, homem, mulher, destro ou canhoto − e que pode haver algo em relação a esses entes diversos que possa me afetar − positiva ou negativamente.
(Adaptado de: PENTEADO, José Roberto Whitaker. “A comunicação intercultural: nem Eco nem Narciso”. In: SANTOS, Juana Elbein dos
(org.). Criatividade: Âmago das diversidades culturais − A estética do sagrado. Salvador: Sociedade de Estudo das Culturas e da Cultura
Negra no Brasil, 2010, p. 204-205) 
Simbolicamente, é como se alguém só se reconhecesse como indivíduo ao ver o seu reflexo no espelho da sociedade. (4º parágrafo)
Está correta a seguinte redação alternativa para a frase acima:
Simbolicamente, imagina-se alguém que só
Alternativas
Q1247398 Português
Atenção: Para responder a questão, considere o texto abaixo.

    Acredito que o leitor já deva ter ouvido, em alguma ocasião, esta frase: “Parem o mundo, que eu quero descer!”
    Talvez porque essas últimas décadas tenham sido − e continuarão a ser − de congestionamento dos sentidos. Há uma sensação de que não se sabe muito bem o que está acontecendo.
    Fazendo parte dos quadros de uma escola de Comunicação, muitas vezes tive de lembrar a mim mesmo, aos meus pares e alunos que, por mais complexa, tecnologicamente, que se tenha tornado a intermediação entre os indivíduos e a realidade externa, nada mudou, essencialmente, nas relações interpessoais: entre eu e o(s) outros(s). Essa é apenas uma das razões pelas quais os especialistas em psicologia continuam a explicar os conflitos da alma humana a partir das mesmas lendas da civilização grega de três mil anos atrás.
    Identidade e cultura sempre estiveram relacionadas. A identidade de cada um é moldada, socialmente, pelas influências culturais, por meio da comunicação. Simbolicamente, é como se alguém só se reconhecesse como indivíduo ao ver o seu reflexo no espelho da sociedade. Isso é válido para os mais diversos aspectos identitários, tais como etnia, gênero, religião, idioma etc.
    Na época dos festejos do bicentenário da Revolução Francesa, assisti a um programa de debates da TV em que, para definir igualdade, o sociólogo Alain Touraine ironizou: “Qualquer francês lhe dirá que é o direito que têm todas as pessoas do mundo de serem iguais a ele!”
    Descobri, então, que diversidade era exatamente o contrário. Deve ser a percepção de que existem “lá fora” seres que não são iguais a mim − seja eu francês, hotentote, homem, mulher, destro ou canhoto − e que pode haver algo em relação a esses entes diversos que possa me afetar − positiva ou negativamente.
(Adaptado de: PENTEADO, José Roberto Whitaker. “A comunicação intercultural: nem Eco nem Narciso”. In: SANTOS, Juana Elbein dos
(org.). Criatividade: Âmago das diversidades culturais − A estética do sagrado. Salvador: Sociedade de Estudo das Culturas e da Cultura
Negra no Brasil, 2010, p. 204-205) 
Uma interpretação adequada de um trecho do texto está em:
Alternativas
Q1247395 Português
Atenção: Para responder a questão, considere o texto abaixo.

    Acredito que o leitor já deva ter ouvido, em alguma ocasião, esta frase: “Parem o mundo, que eu quero descer!”
    Talvez porque essas últimas décadas tenham sido − e continuarão a ser − de congestionamento dos sentidos. Há uma sensação de que não se sabe muito bem o que está acontecendo.
    Fazendo parte dos quadros de uma escola de Comunicação, muitas vezes tive de lembrar a mim mesmo, aos meus pares e alunos que, por mais complexa, tecnologicamente, que se tenha tornado a intermediação entre os indivíduos e a realidade externa, nada mudou, essencialmente, nas relações interpessoais: entre eu e o(s) outros(s). Essa é apenas uma das razões pelas quais os especialistas em psicologia continuam a explicar os conflitos da alma humana a partir das mesmas lendas da civilização grega de três mil anos atrás.
    Identidade e cultura sempre estiveram relacionadas. A identidade de cada um é moldada, socialmente, pelas influências culturais, por meio da comunicação. Simbolicamente, é como se alguém só se reconhecesse como indivíduo ao ver o seu reflexo no espelho da sociedade. Isso é válido para os mais diversos aspectos identitários, tais como etnia, gênero, religião, idioma etc.
    Na época dos festejos do bicentenário da Revolução Francesa, assisti a um programa de debates da TV em que, para definir igualdade, o sociólogo Alain Touraine ironizou: “Qualquer francês lhe dirá que é o direito que têm todas as pessoas do mundo de serem iguais a ele!”
    Descobri, então, que diversidade era exatamente o contrário. Deve ser a percepção de que existem “lá fora” seres que não são iguais a mim − seja eu francês, hotentote, homem, mulher, destro ou canhoto − e que pode haver algo em relação a esses entes diversos que possa me afetar − positiva ou negativamente.
(Adaptado de: PENTEADO, José Roberto Whitaker. “A comunicação intercultural: nem Eco nem Narciso”. In: SANTOS, Juana Elbein dos
(org.). Criatividade: Âmago das diversidades culturais − A estética do sagrado. Salvador: Sociedade de Estudo das Culturas e da Cultura
Negra no Brasil, 2010, p. 204-205) 
O termo então em Descobri, então, que diversidade era exatamente o contrário (6º parágrafo) expressa, no contexto, as noções de 
Alternativas
Q1247393 Português
Atenção: Para responder a questão, considere o texto abaixo.

    Acredito que o leitor já deva ter ouvido, em alguma ocasião, esta frase: “Parem o mundo, que eu quero descer!”
    Talvez porque essas últimas décadas tenham sido − e continuarão a ser − de congestionamento dos sentidos. Há uma sensação de que não se sabe muito bem o que está acontecendo.
    Fazendo parte dos quadros de uma escola de Comunicação, muitas vezes tive de lembrar a mim mesmo, aos meus pares e alunos que, por mais complexa, tecnologicamente, que se tenha tornado a intermediação entre os indivíduos e a realidade externa, nada mudou, essencialmente, nas relações interpessoais: entre eu e o(s) outros(s). Essa é apenas uma das razões pelas quais os especialistas em psicologia continuam a explicar os conflitos da alma humana a partir das mesmas lendas da civilização grega de três mil anos atrás.
    Identidade e cultura sempre estiveram relacionadas. A identidade de cada um é moldada, socialmente, pelas influências culturais, por meio da comunicação. Simbolicamente, é como se alguém só se reconhecesse como indivíduo ao ver o seu reflexo no espelho da sociedade. Isso é válido para os mais diversos aspectos identitários, tais como etnia, gênero, religião, idioma etc.
    Na época dos festejos do bicentenário da Revolução Francesa, assisti a um programa de debates da TV em que, para definir igualdade, o sociólogo Alain Touraine ironizou: “Qualquer francês lhe dirá que é o direito que têm todas as pessoas do mundo de serem iguais a ele!”
    Descobri, então, que diversidade era exatamente o contrário. Deve ser a percepção de que existem “lá fora” seres que não são iguais a mim − seja eu francês, hotentote, homem, mulher, destro ou canhoto − e que pode haver algo em relação a esses entes diversos que possa me afetar − positiva ou negativamente.
(Adaptado de: PENTEADO, José Roberto Whitaker. “A comunicação intercultural: nem Eco nem Narciso”. In: SANTOS, Juana Elbein dos
(org.). Criatividade: Âmago das diversidades culturais − A estética do sagrado. Salvador: Sociedade de Estudo das Culturas e da Cultura
Negra no Brasil, 2010, p. 204-205) 
Um dizer que se relaciona, tematicamente, com o conteúdo expresso no 4º parágrafo é:
Alternativas
Q1247392 Português
Atenção: Para responder a questão, considere o texto abaixo.

    Acredito que o leitor já deva ter ouvido, em alguma ocasião, esta frase: “Parem o mundo, que eu quero descer!”
    Talvez porque essas últimas décadas tenham sido − e continuarão a ser − de congestionamento dos sentidos. Há uma sensação de que não se sabe muito bem o que está acontecendo.
    Fazendo parte dos quadros de uma escola de Comunicação, muitas vezes tive de lembrar a mim mesmo, aos meus pares e alunos que, por mais complexa, tecnologicamente, que se tenha tornado a intermediação entre os indivíduos e a realidade externa, nada mudou, essencialmente, nas relações interpessoais: entre eu e o(s) outros(s). Essa é apenas uma das razões pelas quais os especialistas em psicologia continuam a explicar os conflitos da alma humana a partir das mesmas lendas da civilização grega de três mil anos atrás.
    Identidade e cultura sempre estiveram relacionadas. A identidade de cada um é moldada, socialmente, pelas influências culturais, por meio da comunicação. Simbolicamente, é como se alguém só se reconhecesse como indivíduo ao ver o seu reflexo no espelho da sociedade. Isso é válido para os mais diversos aspectos identitários, tais como etnia, gênero, religião, idioma etc.
    Na época dos festejos do bicentenário da Revolução Francesa, assisti a um programa de debates da TV em que, para definir igualdade, o sociólogo Alain Touraine ironizou: “Qualquer francês lhe dirá que é o direito que têm todas as pessoas do mundo de serem iguais a ele!”
    Descobri, então, que diversidade era exatamente o contrário. Deve ser a percepção de que existem “lá fora” seres que não são iguais a mim − seja eu francês, hotentote, homem, mulher, destro ou canhoto − e que pode haver algo em relação a esses entes diversos que possa me afetar − positiva ou negativamente.
(Adaptado de: PENTEADO, José Roberto Whitaker. “A comunicação intercultural: nem Eco nem Narciso”. In: SANTOS, Juana Elbein dos
(org.). Criatividade: Âmago das diversidades culturais − A estética do sagrado. Salvador: Sociedade de Estudo das Culturas e da Cultura
Negra no Brasil, 2010, p. 204-205) 
Uma frase condizente com o ponto de vista expresso no texto é:
Alternativas
Respostas
3841: C
3842: B
3843: A
3844: D
3845: D
3846: C
3847: A
3848: B
3849: B
3850: D
3851: A
3852: C
3853: C
3854: B
3855: C
3856: B
3857: B
3858: E
3859: C
3860: E